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Simpósio Ecumenismo e Missão – Entrevista com Romi Bencke
Qua, 23 de Julho de 2014 20:25
 
O CONIC, juntamente com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB organizam, entre os dias 21 e 24 de agosto, o Simpósio Ecumenismo e Missão – Testemunho Cristão em um Mundo Plural. O evento será realizado no Centro Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP), e reunirá 150 participantes. 
 
objetivo da Conferência é refletir e identificar alternativas para a missão em um contexto de pluralismo religioso e de multiplicidade de sujeitos.
 
Pensando em aprofundar um pouco mais a discussão do tema, antes mesmo da realização do Simpósio, o CONIC fez algumas entrevistas com líderes religiosos que estarão presentes no evento. Confira as respostas da secretária geral Romi Bencke.
 
Como o CONIC pode trabalhar para ampliar o conceito de Missão entre as igrejas?
 
Romi - O papel do CONIC é trabalhar em conjunto com as igrejas que fazem parte do Conselho. Por isso, devemos estar atentos para o cenário brasileiro, contribuindo com a reflexão sobre os impactos e as influências do contexto na atuação das igrejas na sociedade. A missão é um aspecto imprescindível para a ação das igrejas. Toda a igreja é missionária. A questão que se coloca é como acontece o agir missionário em um contexto cultural como o do Brasil, marcado pela diversidade religiosa. Missão não pode ser distanciada de diálogo. O agir missionário não pode significar agressão a outras expressões religiosas. Como ser missionário e, ao mesmo tempo, estabelecer relações de respeito e diálogo com diversas expressões religiosas que constituem o Brasil? Este é um desafio que temos. É papel do CONIC facilitar a troca de reflexão entre as igrejas, possibilitando o intercâmbio de experiências e compreensões sobre missão. Além do mais, cabe-nos ampliar a discussão para que igrejas não-membro do CONIC se animem a refletir conosco sobre o tema.
 
Num contexto plural, como é o caso da realidade brasileira, muitas vezes Testemunho é confundido com mero proselitismo. Neste sentido, temos verdadeiros exércitos de missionários que, na sanha de dar Testemunho de suas respectivas verdades, acabam por dizimar culturas, perseguir minorias, entre outras ações que às vezes até culminam em atos criminosos. O que fazer para virar esse jogo?
 
Romi - Este é um grande desafio. Missão não combina com intolerância. Missão também não é o uso da força. Converter o outro a qualquer custo. Entretanto, não se pode negar que desde a perspectiva cristã, missão foi compreendida em levar Cristo a todas as nações. Isso, no transcorrer da história, significou, sim, o uso da força para que pessoas ou povos fossem convertidos. Este tipo de prática, em contextos plurais, não cabem mais. Por outro lado, não temos como deixar de ser missionários. O que precisamos é rever nossas concepções relacionadas à missão. Como refletir missão a partir das novas questões apresentadas pelo contexto atual? Resgatar a postura de Jesus no Evangelho é um dos caminhos. Jesus nunca obrigou alguém a tronar-se judeu. Ao contrário, dialogava com as culturas de sua época sem obrigá-las a renunciar a sua cultura. Precisamos estar abertos a refletir sobre nossas práticas missionárias, sem temor de autocrítica.
 
Há possibilidade deste evento voltar a ocorrer em 2015?
 
Romi - Sim, mas depende dos desdobramentos do Simpósio. Existe a vontade de fazer um segundo Simpósio reunindo diferentes religiões. Enfim, veremos como será.
 
Para saber mais sobre o Simpósio, CLIQUE AQUI.
 
Igrejas pedem o fim imediato das hostilidades em Gaza
Ter, 22 de Julho de 2014 20:15
 
Expressando grave preocupação com a escalada das operações militares em Gaza, o secretário-geral do CMI, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, afirmou que “as hostilidades devem parar. Há que se oferecer a Israel, à Palestina e a toda a região a esperança da paz, uma paz baseada na justiça, uma paz duradoura que leve à reconciliação".
 
Em declaração oficial, emitida pelo CMI em 22 de julho, Tveit expressou profunda tristeza com "a devastação humana nos dois lados e o número desproporcionalmente alto de palestinos mortos, incluindo mulheres e crianças".
 
Em nome das 345 igrejas-membro do CMI, Tveit apelou "que todos os lados respeitem as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos" que condenam e proíbem todos os tipos de extermínio desproporcional e indiscriminado de civis.
 
Tveit compartilhou o chamado do CMI por um cessar imediato das hostilidades em Gaza. Ele pediu o fim das restrições de circulação de pessoas e bens para dentro e fora da Faixa de Gaza a fim de que as demandas humanitárias mais urgentes possam ser atendidas.
 
Na declaração, o CMI também pede a retomada dos diálogos diretos de paz a fim de que uma paz efetiva e duradoura, baseada na constituição de dois estados com fronteiras internacionais reconhecidas, seja alcançada.
 
Tveit afirmou que "os últimos conflitos armados - e o consequente sofrimento intolerável inflingido a famílias e comunidades - não colaboram em nada para a promoção de uma paz justa e sustentável para israelenses e palestinos".
 
Ele acrescentou que "a paz em Israel e na Palestina virá somente através da restauração da compaixão entre as pessoas, da busca comum por caminhos que levem à justiça e à paz, e através do compromisso verdadeiro de criar uma base para que gerações futuras de israelenses e palestinos possam viver lado a lado em paz".
 
Com informações do CMI
 
Luteranos organizam CONGRENAJE 2014
Seg, 21 de Julho de 2014 21:15
Começou ontem, 20 de julho, em Espigão do Oeste (RO), e vai até a próxima sexta-feira, 25, o Congresso Nacional da Juventude Evangélica – CONGRENAJE. O evento é uma organização da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e tem por objetivo integrar jovens da igreja para dias de muita integração e discussão das realidades cristãs Brasil afora.
 
A abertura do evento contou com a presença do pastor presidente da IECLB, Nestor Friederich. Ele destacou que a juventude evangélica tem gerado ações de protagonismo na sua vivência de fé e de confessionalidade Luterana. Nestor ilustrou essa afirmação relatando a indicação de vários jovens como delegados ao Concílio da IECLB, que será realizado ainsa este ano.
 
O CONIC está representado pela secretária geral Romi Bencke.
 
Confira algumas fotos:
 
 
 
 
 
 
 
Para saber mais sobre o evento, CLIQUE AQUI.
Se quiser ver transmissões ao vivo, CLIQUE AQUI.
 
Simplesmente Rubem Alves
Sáb, 19 de Julho de 2014 19:58
 
“Eu achava que religião não era para garantir o céu, depois da morte,
mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos.”
Rubem Alves + 19/7/2014
 
Faleceu hoje, 19 de julho, aos 80 anos, o teólogo, educador e escritor brasileiro Rubem Alves. Homem de palavras firmes e atitudes serenas, defendeu uma teologia comprometida com o povo. Também teve um papel proeminente na criação da Igreja Presbiteriana Unida (IPU) - que integra o CONIC - e via no ecumenismo um compromisso concreto com a fé, o amor e a justiça.
 
Expressamos solidariedade à família e a todos aqueles que admiravam seu trabalho.
 
E que o Deus da Ressurreição seja o nosso consolo.
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
 
 
FLD, Comin e Sínodo Vale do Itajaí: parceria em projeto de emergências
Sáb, 19 de Julho de 2014 18:38
 
A FLD, o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin) e setores de trabalho do Sínodo Vale do Itajaí/Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Conselho Sinodal de Diaconia, Juventude Evangélica e Grupo de Apoio Psicossocial de Base Comunitária - reuniram-se no dia 15 de julho, em Blumenau (SC), para uma reunião de trabalho sobre o Projeto de Apoio à Terra Indígena Xokleng-Laklanõ, afetada por inundações que são agravadas pela Barragem Norte, construída em seu território.
 
O projeto recebe apoio da Aliança ACT, da qual a FLD é membro, uma organização ecumênica internacional que atua nas áreas de desenvolvimento, ajuda humanitária e incidência. Será executado pela FLD e Comin, com a participação e apoio do Sínodo Vale do Itajaí. As atividades previstas incluem o cuidado com a segurança alimentar de 400 famílias, reparação de telhados de 30 casas, acesso à água através da instalação de poços e capacitação em emergências e no processo de organização de ações de incidência.
 
Na reunião do dia 15 de julho, coordenada pelo pastor sinodal do Vale do Itajaí, Breno Willrich, foi decidida a participação de representantes dos setores de trabalho no comitê gestor do projeto, juntamente com representação de uma pessoa indígena, do Comin e da FLD, que se reunirão em agosto para um primeiro encontro.
 
Acompanhadas por integrantes da equipe do Comin, representantes da FLD visitaram as localidades devastadas pelas inundações, sem soluções previstas, devido ao não cumprimento pela Barragem Norte das resoluções judiciais julgadas no decorrer das últimas décadas. Crianças, adolescentes e pessoas idosas, entre as quais pessoas que tiveram suas casas afetadas, estão acampadas ao lado da barragem, como uma ação de protesto ao abandono e ao risco iminente e recorrente de novas inundações.
 
"É impressionante o impacto avassalador da correnteza da água, que alcançou mais de 20 metros de altura, destruindo pontes e devastando vegetação, alterando encostas e isolando comunidades", relatou a secretária executiva da FLD, Cibele Kuss. O isolamento causou insegurança alimentar, doenças, perda de trabalho, impossibilidade de escoamento da produção, entre diversas outras situações de inseguranças. A atuação conjunta do Sínodo Vale do Itajaí, Comin e FLD é um passo importante em direção a uma ação concreta de ajuda humanitária e diaconia. Conforme diz o pastor sinodal Breno Willrich: "Um olhar diaconal e projeto de apoio aos povos indígenas atingidos pelas águas no outro lado da barragem norte."
 
Foto: Divulgação/Sínodo Vale do Itajaí
 
Kairós Palestina Brasil: CONIC entrega documento ao governo brasileiro
Sex, 18 de Julho de 2014 22:14
 
O CONIC entregou hoje, 18 de julho, para o chefe da assessoria internacional da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Fabrício Prado, a petição do Kairós Palestina Brasil que, entre outras coisas, pede que o “governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina”. O documento foi assinado por 240 religiosos e religiosas de diferentes tradições.
 
Fabrício citou um documento da Secretaria-Geral sobre o atual conflito entre Israel e Palestina. Na declaração, o governo expressa solidariedade com os feridos e às famílias das vítimas. Além disto, condena com veemência os bombardeios de Israel e conclama para que as partes envolvidas estabeleçam um cessar fogo duradouro.
 
Participaram da reunião, além de Fabrício, o coordenador de Movimentos Religiosos da SGPR, Alexandre Brasil; o representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, dom Maurício Andrade; o pastor luterano Alberto Gallert e a secretária geral do CONIC, Romi Bencke.
 
Evangelho e ética
 
Na ocasião, também foi entregue o documento Dos Limites Éticos do Evangelho, que critica os acordos firmados entre governo do Rio Grande Sul e universidades gaúchas com a empresa Elbit Systems, que atua diretamente nas políticas israelenses de ocupação ilegal de territórios palestinos e tem participação ativa na construção e na sustentação do chamado muro da vergonha. “O objetivo destes acordos é criar um polo tecnológico aeroespacial, além de financiar um projeto em que as Universidades aportem saber e pesquisa com fins militares”, explicou Romi.
 
Abaixo, leia a petição entregue hoje na íntegra:
 
Nós, líderes religiosos de diversas confissões de fé, igrejas, comunidades e pastorais nos dirigimos ao governo brasileiro desde nossa espiritualidade de compaixão, solidariedade e afirmação da paz com justiça e solicitamos:
 
1- Que o governo brasileiro se pronuncie abertamente contra as agressões que o Estado de Israel impõe à população palestina em Gaza e na Cisjordânia numa ação militar movida pela vingança e punição coletiva;
2- Que o governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina;
3- Que o governo brasileiro interrompa e termine com todas as relações militares como Estado de Israel, em especial com a empresa Elbit;
4- Que o governo brasileiro não estabeleça relações econômicas com empresas baseadas nos assentamentos ilegais de Israel na Cisjordânia.
 
Em nome do Povo que espera, na graça da Fé em Deus de todos os Nomes queremos a Paz! Manteremos nossas comunidades informadas e solidárias!
 
Política Nacional de Participação Social sofre novo ataque na Câmara
Qui, 17 de Julho de 2014 18:21
 
A Política Nacional de Participação Social (PNPS) está sob novo ataque na Câmara dos Deputados. Em sessão na noite desta terça-feira (16), foi aprovado requerimento de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1491/14, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que suspende o decreto federal 8.243/14 sobre a PNPS.
 
Segundo relato da Agência Câmara, a intenção era votar o PDC na terça, 15, mas a sessão teve de ser suspenso por falta de quórum. Quando os trabalhos foram encerrados, estava em votação um pedido de inversão de pauta para possibilitar a votação imediata do projeto.
 
Apenas PT, PCdoB e PSOL se posicionaram em bloco contrariamente ao pedido de urgência. O restante dos partidos, inclusive os da base aliada do governo, votou a favor, com alguma defecções pontuais.
 
Assinado pela presidenta Dilma Rousseff no final de maio, o decreto tem como um dos seus objetivos o fortalecimento de mecanismos e instâncias de diálogo entre a sociedade civil e o Estado. Ele foi alvo de ataques de diversos setores desde o lançamento, como a grande mídia, que divulgou artigos e editoriais criticando a medida.
 
No Congresso, parlamentares dos partidos PSD, PSDB, DEM PPS e Solidariedade chegaram a obstruir a pauta de votações cobrando a revogação da medida e articulando a votação do PDC 1491/2014.
 
Frente a estes ataques, militantes, intelectuais e organizações da sociedade civil reagiram divulgando textos de apoio à proposta e à ampliação dos espaços de participação social no Estado, incluindo um manifesto em apoio à PNPS lançado por juristas e acadêmicos e que vem recebendo apoio de diversas entidades e pessoas.
 
Com informações do Observatório da Sociedade Civil
Imagem: Divulgação
 
População comemora encerramento da Copa e ativistas são levados à prisão
Qui, 17 de Julho de 2014 18:16
Enquanto pessoas do mundo todo se preparavam animadas para acompanhar a final da Copa do Mundo da Fifa 2014 no Brasil, neste domingo, 13 de julho, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, a realidade dos ativistas sociais era bem diferente. Já na véspera, sábado, 12, 28 mandados de prisão temporária e dois de apreensão de menores começaram a ser cumpridos pela Polícia Civil do Rio contra manifestantes e participantes de protestos no último ano. O objetivo seria desmobilizar um grande ato de rua, marcado para o encerramento do Mundial.
 
A organização de direitos humanos Justiça Global afirma que as prisões foram realizadas para reprimir a população do Rio e incluíram duas mães. Os detidos e detidas foram encaminhados para a "Cidade da Polícia”, chegando na caçamba de camburões e retirados sob a mira de fuzis. As prisões cumpriram mandados expedidos pela 27ª Vara Federal da Capital, assinados pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau. Entre os presos, está a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, que foi detida em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, e transferida para o Rio.
 
Segundo a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), nenhum elemento que teria sido apreendido com os ativistas tipificaria o crime de formação de quadrilha armada, conforme a acusação. Além disso, esse juiz não tem competência para decretar apreensão de menores.
 
Para agravar a situação, as prisões ocorreram num dia no qual Defensoria Pública, Legislativo e outros órgãos do Estado, que poderiam atuar contra as "arbitrariedades” estavam em regime de plantão, dificultando sua atuação, destaca a Justiça Global. "Fatos que, somados ao curto prazo de prisão, evidenciam o propósito único de neutralizar, reprimir e amedrontar aqueles e aquelas que têm feito da presença na rua uma das suas formas de expressão e luta por justiça social”.
 
A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) divulgou uma nota pública frente às prisões de militantes e ativistas populares. "Repudiamos veementemente as prisões arbitrárias realizadas na manhã do dia 12 de julho de 2014. As vésperas da final do megaevento, espetáculo que será visto por mais de 3 bilhões de telespectadores, 60 mandados de prisão e apreensão foram expedidos”.
 
Segundo a Ancop, neste domingo, o mundo assistiu ao maior esquema de segurança que a cidade ou mesmo o país já viu, segundo palavras do próprio secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Maria Beltrame. Cerca de R$ 2 bilhões foram gastos em armas e segurança para a Copa de 2014. "Dos drones de Israel (que hoje bombardeiam a Faixa de Gaza) a treinamento com a Blackwater (empresa de mercenários dos EUA que atuou nas Guerras do Iraque e Afeganistão) é indignante o legado da Copa de repressão e intimidação contra a própria população brasileira”.
 
Segundo a entidade, as prisões temporárias violam a liberdade de expressão e manifestação dos trabalhadores e ativistas que ocupam as ruas nos últimos anos no Brasil. Somam-se a isso a criminalização e processos "forjados”, observados nas cidades-sede da Copa, como os casos de Rafael Vieira, preso a mais de um ano no Rio de Janeiro por portar produtos de limpeza e, mais recentementem de Fábio Hidekim em São Paulo, preso sob a acusação de "associação criminosa”.
 
Fonte: Adital
Foto: Adital
Obs.: o título foi adaptado
 
Organizações querem compromisso de candidatos com agenda sustentável
Ter, 15 de Julho de 2014 21:04
 
Dias depois do início da campanha eleitoral de 2014 para escolher o(a) próximo(a) Presidente da República, deputados federais, senadores e governadores, em 6 de julho último, organizações da sociedade civil entraram no debate. Elas acabam de lançar em conjunto o documento Agenda Brasil Sustentável, que reúne princípios e compromissos sobre sete temas estratégicos que será proposto aos candidatos e seus partidos políticos.
 
A pretensão é que aqueles que postulam as vagas no Executivo e Legislativo se comprometam com propostas concretas do setor durante o período eleitoral. Depois da votação e posse dos candidatos eleitos, a articulação prevê o monitoramento do cumprimento de todas as propostas incorporadas a plataformas de governo, por meio de ferramenta na Internet chamada "De olho nas promessas”.
 
O documento abrange os seguintes eixos temáticos: 1) Respeito aos limites do planeta; 2) Redução da desigualdade de renda; 3) Integridade e transparência; 4) Economia para a sustentabilidade; 5) Reforma política e fortalecimento da democracia; 6) Valorização do trabalho; e 7) Gestão pública. Declarando-se apartidário, o movimento pretende promover a discussão sobre os temas durante todo o período eleitoral. Para isso, está sendo construído um aparato de comunicação interativa para compartilhar informações e sugestões.
 
Em entrevista à Adital, a diretora programática da Fundação Avina, Glaucia Barros, explica que, desde março deste ano, as organizações se encontram em torno do desenvolvimento de um programa comum do setor que pudesse pautar as candidaturas. "Construímos uma agenda integrada, sem nenhuma pretensão de substituir ou concorrer com as agendas específicas que as próprias organizações já têm”, enfatiza.
 
De acordo com a diretora, o plano é que a conversa com os candidatos seja iniciada na próxima semana. No próximo dia 28 de julho, está previsto um encontro com os coordenadores de campanha, que deverão levar o documento diretamente aos candidatos. Estes terão o prazo de um mês para avaliarem as proposições e retomarem o diálogo com as organizações.
 
Já para 2 de setembro deste ano, está marcada uma reunião com todos os candidatos à Presidência da República. O objetivo das organizações é verificarem a ressonância das propostas nos respectivos programas de campanha. "Nós queremos instaurar um trabalho programático. A gente quer ver metas que demonstrem claramente o nível de comprometimento com as causas propostas”, indica Glaucia. A articulação em âmbito regional será realizada por organizações com atuação nos estados.
 
CLIQUE AQUI e acesse o documento Agenda Brasil Sustentável.
 
Com informações da Adital
Foto: Divulgação
 
Primaz da IEAB opina sobre sagração de mulheres na Igreja da Inglaterra
Seg, 14 de Julho de 2014 20:10
 
A Igreja da Inglaterra votou hoje, 14 de julho, em seu Sínodo Geral pela autorização de mulheres presbíteras se tornarem bispas, após mais de 20 anos de debates sobre a matéria. Há dois anos atrás, a proposta não logrou aprovação pelo quorum mínimo exigido - dois terços dos votos de bispos, clérigos e leigos - e o debate seguiu até a decisão de hoje.
 
O bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), dom Francisco de Assis da Silva, saudou a decisão, reconhecendo que este é um grande passo que a Igreja Anglicana na Inglaterra dá para a plena inclusão das mulheres no ministério da Igreja. 
 
A Província da Inglaterra se soma agora a outras Províncias da Comunhão Anglicana que já permitem sagração de bispas. A IEAB, que aprovou a ordenação de mulheres ao sacerdócio desde 1984, já considera o princípio de que todas as ordens são acessíveis às mulheres nas mesmas condições dos homens.
 
Outras Províncias da Comunhão Anglicana já tem bispas, entre elas a dos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelandia, África do Sul, Austrália e Cuba. Outras Províncias tem legislações que permitem o acesso das mulheres ao episcopado embora não tenham elegido ainda nenhuma mulher: Bangladesh, Mexico, Japão, Hong Kong, Gales, Sudão e América Central.
 
Dom Francisco de Assis emitiu uma declaração de apoio à decisão da Igreja da Inglaterra nos seguintes termos: "Acolhemos com alegria a decisão do Sínodo da Igreja da Inglaterra em aprovar a sagração de mulheres ao episcopado. Que esta decisão fortaleça ainda mais a missão da Igreja e que os dons oferecidos pelas mulheres revelem cada vez mais a face maternal da Igreja. Que esta maturidade e inclusividade transforme a nossa maneira de dialogar com o mundo e garantir a igualdade de todas as pessoas na vida de fé e serviço ao mundo".
 
Foto: BBC/Getty
 
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