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Diretoria executiva da FLD aprova código de conduta
Sex, 19 de Setembro de 2014 21:28
 
A Diretoria Executiva da FLD aprovou o Código de Conduta da organização, que é um instrumento de prevenção e defesa de direitos e tem por objetivo orientar relações profissionais e também pessoais das e dos integrantes da equipe, sempre que definidas e relacionadas ao contexto de trabalho. O Código de Conduta é acompanhado de três documentos que o ratificam: Política de Justiça de Gênero, Política de Gestão de Pessoas e Mecanismo de Denúncias - este último ainda em construção.
 
Conforme descrito no documento, este "visa promover e empoderar os compromissos diaconais e os procedimentos institucionais da FLD, proteger equipes de trabalho, pessoas e grupos com os quais se realizam projetos de toda e qualquer ação de abuso por parte de pessoas que integram a FLD. São compromissos diaconais: a prática do amor incondicional em ações transformadoras de desenvolvimento, incidência e emergências/ajuda humanitária; instrumentos nacionais e internacionais de Direitos Humanos, em sua perspectiva de indivisibilidade e interdependência, cooperação ecumênica e inter-religiosa em práticas de enfrentamento às desigualdades e sofrimentos.
 
Introdução
 
A Fundação Luterana de Diaconia apresenta seu Código de Conduta no intuito de colaborar, com orientações e procedimentos, para o processo de tomada de decisões de integrantes de sua equipe, no âmbito da vida profissional e, quando necessário, na esfera da vida privada, como instrumento de prevenção e defesa de direitos fundamentais.
 
As relações profissionais e também as pessoais, sempre que definidas e relacionadas ao contexto de trabalho, serão pautadas por este código. Este tem a função de orientar, proteger pessoas e processos institucionais e está fundamentado nos valores, crenças e princípios da instituição e suas Políticas de Justiça de Gênero e de Gestão de Pessoas. A Diretoria e Coordenação Ampliada da FLD tem a responsabilidade de assegurar que todas as pessoas contratadas conheçam o Código de Conduta, compreendam sua intencionalidade e se comprometam com o documento, assinando-o. Acompanham o código três documentos que o ratificam, quais sejam: Política de Justiça de Gênero, Política de Gestão de Pessoas e Mecanismo de Denúncias.
 
Objetivo
 
O Código de Conduta visa promover e empoderar os compromissos diaconais e os procedimentos institucionais da FLD, proteger equipes de trabalho, pessoas e grupos com os quais se realizam projetos de toda e qualquer ação de abuso por parte de pessoas que integram a FLD. São compromissos diaconais:
 
· A prática do amor incondicional em ações transformadoras de desenvolvimento, incidência e emergências/ajuda humanitária.
· Instrumentos Nacionais e Internacionais de Direitos Humanos, em sua perspectiva de indivisibilidade e interdependência.
· Cooperação ecumênica e inter-religiosa em práticas de enfrentamento às desigualdades e sofrimentos.
 
Os compromissos diaconais respondem às diversidades de contextos locais e internacionais onde direitos baseados em gênero, religião, etnia, classe, geração, orientação sexual e realidades ambientais. Devem ser imperiosa e sensivelmente respeitados, reduzindo a zero qualquer possibilidade de violação de direitos individuais e coletivos.
 
A existência de um cenário institucional que conduz processos de formação contínua e aplicação de procedimentos orientados pela diaconia transformadora,direitos humanos e ambientais contribuem para a prevenção de violências, como abuso de poder, abuso e exploração sexual, assédio sexual e assédio moral, racismo, homofobia e todos os demais exercícios autoritários e verticais de gestão institucional.
 
É impreterível que todas as pessoas da equipe concordem com estes compromissos e os utilizem como práticas diárias que contribuam para espaços de bem viver.
 
Para acessar o documento, CLIQUE AQUI.
 
Texto: Susanne Buchweitz/FLD
Foto: FLD
 
Dom Pedro Casaldáliga recebe título de Doutor Honoris Causa da PUC-SP
Qui, 18 de Setembro de 2014 19:58
 
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Felix do Araguaia (MT), foi homenageado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na manhã desta quarta-feira (17), com o título de Doutor Honoris Causa. Por motivos de saúde, o bispo pediu ao padre e coordenador geral do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), padre José Oscar Beozzo, que o representasse na outorga do doutorado na universidade.
 
Pastor, poeta e escritor, dom Pedro marca a Igreja da Amazônia, do Brasil e da América Latina pelo seu profetismo, fidelidade aos pequenos, sem temor às perseguições e às ameaças de morte. Comprometido com o resgate do testemunho e da memória perigosa dos/as mártires, levantou em Ribeirão-Cascalheira, no Mato Grosso, próximo ao lugar onde foi assassinado em sua presença o padre João Bosco Penido Burnier, o Santuário dos Mártires da Caminhada, onde se realiza periodicamente (atualmente a cada 5 anos) a Romaria dos Mártires.
 
Sua profunda espiritualidade e apego ao evangelho alimenta seu destemor na defesa dos povos indígenas, posseiros/as, lavradores/as sem-terra e quantos se encontram ameaçados pela injustiça dos poderosos.
 
Na foto ao lado, dom Pedro (sentado) cumprimenta dom Tomás Balduíno, morto em maio deste ano: mais de meio século de lutas na aposta rebelde da esperança.
 
Fonte: Cimi
Fotos: POM/Cimi
 
POM: Coletiva de Imprensa apresenta Campanha Missionária 2014
Qui, 18 de Setembro de 2014 18:46
As Pontifícias Obras Missionárias (POM) recebem a imprensa na segunda-feira, dia 22, às 14h, para apresentação e lançamento dos subsídios da Campanha Missionária 2014. Promovida anualmente, no mês de outubro, a Campanha tem o objetivo de chamar a atenção dos cristãos para o seu compromisso com a Missão da Igreja em todo o mundo.
 
Em sintonia com a CF 2014, o tema da Campanha Missionária deste ano é “Missão para libertar” e retoma a problemática do Tráfico Humano. Hoje, as vítimas deste crime representam uma das maiores escravidões e colocam um grande desafio para a missão evangelizadora da Igreja. A missão para libertar está no centro da mensagem cristã e denuncia toda prática perversa de exploração, em que os seres humanos são tratados como mercadoria. Nesse isso, o lema escolhido para a Campanha, “Enviou-me para anunciar a libertação” (Lc 4, 18), recorda o compromisso de defender a vida, vocação de todo o cristão.
 
As POM têm a responsabilidade de organizar as ações da Campanha, na qual colaboram a CNBB por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina).
 
Subsídios
 
A Campanha deste ano tem os seguintes subsídios: Cartaz com o tema e o lema; livrinho da Novena Missionária; DVD com testemunhos missionários; mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões; orações dos fiéis para os quatro domingos de outubro; envelopes para a coleta do Dia Mundial das Missões; marcadores de páginas com a Oração da Campanha Missionária e as imagens de Santa Teresinha do Menino Jesus, São Francisco Xavier, Nossa Senhora Aparecida e o papa Francisco.
 
Todos esses itens foram enviados às 276 dioceses e prelazias do Brasil para serem distribuídos entre as paróquias e comunidades. Os subsídios também estão disponíveis para download no site das POM (www.pom.org.br).
 
A Campanha Missionária tem o seu ponto alto no Dia Mundial das Missões, celebrado no penúltimo domingo do mês de outubro (este ano, dia 19) quando é feita a coleta. As ofertas devem ser enviadas, na sua totalidade, para as POM que encaminham ao Fundo Mundial de Solidariedade em Roma para financiar projetos em todo o mundo, como a sustentação de dioceses, manutenção de seminários, obras sociais e assistência aos missionários (as).
 
Serviço: Coletiva de Imprensa sobre a Campanha Missionária 2014
 
Presenças
 
Dom Sérgio Arthur Braschi - presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e bispo de Ponta Grossa (PR);
Padre Camilo Pauletti - diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM);
Irmã Irene Lopes - assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA).
 
Data: Segunda-feira, 22 setembro de 2014 - Horário: 14h00
Local: Sede das POM – (SGAN) – Quadra 905 – Conjunto B – Brasília (DF).
 
Contato: Assessoria de Imprensa – Pe. Jaime C. Patias
Fone (61)3340-4494 ou celular 8102 9703.
Facebook POM Brasil: facebook.com/pombrasil
 
Confira o cartaz da Campanha:
 
 Texto: Pe. Jaime C. Patias
 
Frei Betto: “Uma das causas da crise na atualidade é a falta de utopia”
Qua, 17 de Setembro de 2014 21:24
 
Entre os dias 8 a 12 de setembro, várias conferências, mesas temáticas, oficinas e palestras ocuparam os espaços da Faculdades EST, no Congresso Internacional da Faculdades Est - Religião, Mídia e Cultura, em São Leopoldo (RS). Foi uma semana em que o conhecimento transbordou e, certamente, tocou a todos que, por algum momento, passaram pelo campus. 
 
A FLD esteve presente através da participação de uma mesa temática, apresentação de trabalho, lançamento de uma publicação, espaço da Rede de Comércio Justo e Solidário e exposição de fotos do projeto Catadoras e Catadores em Rede (na foto) - vinculado ao projeto de mesmo nome, coordenado pela FLD com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental.
 
Para o coordenador do evento, Prof. Dr. Júlio C. Adam, o congresso foi um sucesso, com mais de 400 participantes. Sobre a temática que permeou as atividades, ele observou que a midiatização parece ter "abocanhado a religião e a cultura", o que deixa pouco espaço para alternativas, segundo ele. “Isso nos arranca até o senso de historicidade, de espacialidade, de corporeidade”, disse.
 
Para o Prof. Dr. Oneide Bobsin, reitor da Faculdades EST, o congresso revela a alma da EST e o encontro dela consigo mesma. “Mostramos que somos capazes de nos superarmos juntos com tantas vozes distintas, distantes, convergentes e divergentes. Como o Espírito indomável, também as religiões não se deixam prender pelos discursos das ciências humanas, na qual situamos a teologia. Isto é bom porque nos inquieta. Como a fé, a religião não se deixa transformar em objeto. Quando as enredemos em nossas metodologias científicas, elas já se ausentaram. Isso nos torna metodologicamente humildes, e é o que nos faz ser bem sucedidos”, disse.
 
Comunicação e a quebra da historicidade
 
Uma das falas mais aguardadas foi a de Frei Betto, que palestrou na quinta-feira, dia 11 de setembro, sobre Comunicação imagética e a quebra da historicidade. Frei Betto afirmou que um dos motivos da crise vivenciada pela humanidade é a quebra das grandes narrativas, o que pode estar relacionado com a falta de utopia das novas gerações. “A pergunta que devemos fazer é: ‘que fé é essa, que não questiona?'”, indicando a atual dificuldade de visualizar uma historicidade. “É preciso criticar o hoje para projetar o futuro”, alertou, salientando que os processos libertários foram movidos por gerações que tinham consciência histórica.
 
O conferencista também ressaltou que cada determinada época é definida por um paradigma. “Na Idade Média era a religião, na Idade Moderna a ciência e a tecnologia, na Pós-Modernidade, por enquanto, podemos dizer que é o mercado”, disse ele. Também foi enfático ao dizer que os recursos tecnológicos, como internet, redes sociais e outros meios, fazem parte de uma estratégia de alienação. “Essa tecnologia promove a evasão da privacidade, pois as pessoas se expõem como mercadorias”, assinalou.
 
O palestrante resgatou o período no qual cursou a faculdade de Jornalismo, nos anos 60. “Naquela época, diziam que a mídia era o quarto poder. Hoje tenho certeza de que ela é o primeiro poder. Pelo seu alcance, pelo poder de formação de hábitos de consumo na opinião pública, rege a maneira de pensar do maior número de pessoas no mundo. Ainda mais nesse mundo capitalista neoliberal onde fica mais difícil a formação da consciência crítica”, assinalou.
 
Para Frei Betto, a mídia é responsável pelos modismos, por isso, segundo ele, é necessário discutir a questão da redemocratização da mídia. “Sem uma mídia que possa dar voz aos oprimidos, que possa expressar opiniões alternativas, nós estaremos aceitando uma ditadura midiática, que está visceralmente associada ao grande capital”.
 
A imposição é generalizada. "Não temos um processo de globalização, nós temos um processo de ‘globocolonização’, com a imposição de um modelo de sociedade que é o modelo capitalista neoliberal. Isso não é globalização. Seria se outros modelos ou outras culturas emergissem no cenário da mídia e isso não ocorre”, alertou. Mas, apesar do cenário obscuro que ele apresenta, Frei Betto acredita que o capitalismo será revertido por causa das contradições que ele mesmo carrega. “Não é um processo fácil ou imediato. Mas tenho esperança de que estamos plantando a semente de um modelo alternativo baseado na solidariedade e não na competitividade”, finalizou.
 
Participação da FLD
 
A FLD esteve presente no congresso da Faculdades EST através da participação de uma mesa temática, apresentação de trabalho, lançamento de uma publicação, espaço da Rede de Comércio Justo e Solidário e exposição de fotos do projeto Catadoras e Catadores em Rede - vinculado ao projeto de mesmo nome, coordenado pela FLD com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental.
 
Na terça-feira pela manhã foram montadas as tendas que abrigaram as editoras, empreendimentos da área da alimentação e artesanato de São Leopoldo. A Rede de Comercio Justo e Solidário da FLD também contou com espaço para mostra e comercialização de produtos.
 
O assessor técnico da FLD, Rogério de Oliveira Aguiar, falou, no dia 10 de setembro, na mesa temática Cultura, Religião e Gênero - Violências e Resistências, junto com a Profª. Maria del Socorro Albas (Pontifice Universidad Javeriana de Bogotá) e a Profª. Sandra Duarte (Universidade Metodista de São Paulo - UMESP). Rogério apresentou a exposição Nem tão doce lar como uma metodologia diaconal de superação da violência doméstica e familiar. "Mais que uma exposição, a NTDL apresenta-se como uma forma de resistência à violência sexista, fundamentada em um modelo patriarcal de sociedade que potencializa a violência de gênero, especialmente no âmbito doméstico".
 
No dia 11, quinta-feira, a assessora de projetos Angelique van Zeeland apresentou, durante o Seminário Temático sobre a Contribuição das Instituições Diaconais para os Processos de ampliação da Democracia Moderna, o trabalho Economia solidária, diaconia e desenvolvimento transformador: diálogos em construção  - tema da publicação lançada à noite. A assessora abordou a importância do apoio solidário a pequenos projetos, concentrando a análise em práticas transformadoras de instituições diaconais que atuam na área da Economia Solidária.
 
Por: Mariana Bastian Tramontini/Faculdades EST
e Susanne Buchweitz/FLD
 
Arcebispo de Cantuária reflete sobre a “peregrinação de justiça e paz”
Qua, 17 de Setembro de 2014 20:09
 
O arcebispo de Cantuária Sua Graça Rev. Justin Welby generosamente concedeu uma entrevista sobre a "peregrinação de justiça e paz", em São Paulo, no dia 4 de setembro. Sua visita ao país deu-se no contexto de uma jornada pessoal empreendida por Welby que já incluiu 31 províncias anglicanas ao redor do mundo desde sua coroação como arcebispo, em março de 2013. 
 
O arcebispo da Cantuária é o líder da Igreja da Inglaterra, uma das fundadoras do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
 
O conceito de "peregrinação de justiça e paz" é fruto do chamado a todos os cristãos e todas as pessoas de boa vontade feito pela 10a Assembleia do CMI, um evento prestigiado por Welby, em novembro de 2013, na República da Coreia.
 
Por Marcelo Schneider (*)
 
O arcebispo Welby fala sobre a peregrinação de justiça e paz
 
Esta peregrinação traz desafios e encorajamentos.
 
Quanto mais viajo, mais observo que o mundo é cada vez menos capaz de lidar com a diversidade. Em vez de abraçar o outro, parece que o estrangulamos. Ao longo dos últimos anos, houve conflitos em diversos níveis, inclusive conflitos violentos. Em lugares como a República Democrática do Congo e no Sudão do Sul, ouvi histórias terríveis sobre assassinatos, estupros e torturas de mulheres e crianças.
 
Outro aspecto de conflito é aquele com o meio ambiente. Quando visitei as Ilhas Salomon, observei que o problema não é simples. Esta nação passou por uma guerra recente e ainda luta por reconciliação, mas o maior problema que enfrenta hoje é o aumento do nível do mar. Deixar um país afundar é tão injusto quanto bombardeá-lo.
 
A injustiça e a falta de paz andam juntas. Por isso, a paz inclui a justiça.
 
Nesta peregrinação, há encorajamentos na vida da igreja. Sim, há divisões, mas vemos que o Espírito de Deus está agindo e movendo as pessoas a um profundo compromisso por justiça e paz. Deixe-me partilhar dois exemplos. Os líderes de igrejas do Sudão do Sul, em vez de tomar este ou aquele lado no conflito, estão pedindo reconciliação, apesar do alto risco pessoal que esta atitude gera. Na República Democrática do Congo, a Iniciativa dos Grandes Lagos, coordenada por líderes de igrejas, especialmente católicos, anglicanos, protestantes e pentecostais, está dando os primeiros sinais de esperança em meio ao conflito, não somente no Congo, mas também em Ruanda, Burundi e Uganda.
 
Em breve, irei encontrar líderes da indústria da mineração para discutir o significado de operar de forma saudável neste tipo de negócio. A iniciativa é de cristãos na indústria de mineração.
 
O Espírito de Deus está agindo
 
O Espírito de Deus está agindo e superando diferenças denominacionais para abordar a questão do tráfico humano e da escravidão. O diálogo que tive com o papa Francisco neste sentido foi extremamente positivo. Ele é um homem com senso de humor e uma profunda e maravilhosa vida espiritual. Falamos sobre uma iniciativa entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana em torno dos temas do tráfico humano e da escravidão. O projeto tem o importante apoio de uma fonte australiana que está profundamente comprometida em ajudar a terminar o tráfico humano e a escravidão ao redor do mundo.
 
Desde a Reforma, está é a primeira vez em que temos uma grande iniciativa conjunta que desafie o tráfico humano e a escravidão, ao lado de ONGs, ministérios especializados e igrejas que tem trabalhado nestas questões há tantos anos. Trata-se de um imenso desafio.
 
A Comunhão Anglicana tem uma rede global de campanha contra a violência doméstica e a violência de gênero, particularmente em situações de conflito. Neste verão, na Inglaterra, houve uma conferência organizada pelo governo britânico contra a violência de gênero na qual o Cardeal Nichols, arcebispo na Inglaterra, e eu abordamos esta questão.
 
Qualquer igreja global que procure reavivar a presença de Jesus Cristo irá deparar-se com a centralidade do Espírito na peregrinação de justiça e paz e irá mudar o mundo.
 
O fundamentalismo e as relações entre o cristianismo e o islã
 
O fundamentalismo é uma questão mais sociológica do que simplesmente religiosa. Ele pode ocorrer em qualquer religião. O fundamentalismo, no sentido em que nos referimos a ele hoje, é, geralmente, a reação de um grupo de pessoas que acha difícil lidar com as mudanças na sociedade em que vivem. Elas passam, então, a criar um espaço em que não há mudanças e no qual se sentem seguras. À parte da sociedade, os fundamentalistas rapidamente acabam tornando-se opositores desta mesma sociedade. Trata-se de uma característica que podemos identificar em diversas épocas da história.
 
No encontro que tive com líderes cristãos do Oriente Médio na Inglaterra, descrevemos o trauma das pessoas no Iraque e na Síria como o pior que já tocou a comunidade cristã na região desde a invasão de Genghis Khan, em 1259.
 
Como devemos responder a isto?
 
Temos visto diversos jovens muçulmanos na Europa, nos Estados Unidos e no Reino Unido que encontram um propósito na vida ao envolverem-se no Jihad. Esta compreensão de que que o Jihad implica violência é rejeitada pela vasta maioria dos muçulmanos. A única forma de podermos abordar esta questão é não simplificando-a, mas levando em consideração todos os aspectos. Esta questão deve ser discutida de maneira que reúna todas as tradições religiosas que valorizam uma abordagem não-violenta de resolução de conflitos.
 
Há uma pergunta que foi feita ao papa Francisco sobre como devemos responder imediatamente a estas questões. Ele disse que não estava defendendo bombardeios, nem estou eu, mas que devemos buscar todas as formas possíveis de criar um porto seguro para os cristãos naquela região. Isto pode envolver soldados e operações de inteligência. Os governos devem decidir sobre como isto deve ser feito. Uma das coisas que mudou a minha opinião veio do encontro com os líderes do Oriente Médio que disseram "não queremos asilo, queremos ficar na área onde vivemos há 2000 anos".
 
Finalmente, as relações com o Islã são complicadas porque existe uma minoria extremamente perigosa. Mas no dia 3 de setembro, houve uma vigília pela paz no Iraque e na Síria, do lado de fora da Abadia de Westminster, com a participação de líderes muçulmanos, judeus e cristãos.
 
Um perigo é simplificar um problema que é extremamente complicado. Outro perigo é pensar que podemos lidar com isto rapidamente. Serão necessários muitos anos de construção e cultivo de relações, de lidar com problemas sociais e econômicos, mas, acima de tudo, de possibilitar aos jovens que abordem questões sobre o materialismo na sociedade para que enxerguem um propósito espiritual através do qual possam servir a Deus fielmente dentro da grande tradição do Jihad interno por justiça em suas vidas.
 
(*) Marcelo Schneider é correspondente de comunicação do CMI para América Latina
Foto: WCC/Marcelo Schneider
 
 
Agora, com a palavra, o primaz da IEAB
 
Abaixo, confira outro relato do primaz da IEAB (o primeiro você pode ler AQUI), dom Francisco de Assis, em que analisa a estada do arcebispo Welby por terras brasileiras.
 
A IEAB se sente animada pela visita de Sua Graça arcebispo de Cantuária Justin Welby, ocorrida entre os dias 04 e 05 p.p. O caráter da visita - pastoral e privada - ao Primaz do Brasil fez parte de uma estratégia que o arcebispo se propôs cumprir em seus primeiros 18 meses de instalação como líder da Comunhão Anglicana. Até o final deste ano ele visitará todos os Primazes de todas as Províncias Anglicanas, 39 ao todo, sem incluir as chamadas Igrejas Unidas. 
 
Pessoalmente foi uma ocasião impar para conhecer mais profundamente a pessoa do arcebispo, além da rápida visita que fiz a ele em janeiro passado. Fiquei impressionado por sua simplicidade, objetividade e franqueza no falar sobre sua compreensão de Igreja e da Missão. 
 
Revelando sua experiência de muitos anos como executivo de uma grande empresa petrolífera, o arcebispo tem uma leitura conjuntural muito apurada e tem muitos planos para a dinamização de estrutura da Comunhão Anglicana, principalmente na direção de laços mais dinâmicos que resultem em ações mais eficientes de missão e incidência.
 
O arcebispo defende enfaticamente a natureza da Igreja como agente de reconciliação. Em meio a uma Comunhão plena de diversidade, ele entende que muitos dos conflitos internos da Igreja podem ser suplantados por um compromisso claro com o diálogo em torno de verdades, fundamentos do Evangelho que sejam compartilhados em um clima de sincera escuta. 
 
Esta postura dialogal não somente deve ocorrer para dentro da Igreja, mas igualmente no diálogo ecumênico, com o qual o arcebispo está pessoalmente envolvido. Ele expressa uma enorme admiração pelo Papa Francisco, com quem assumiu o compromisso de combater o tráfico de pessoas, e tem afirmado isso sempre que é perguntado sobre suas relações ecumênicas com o Vaticano. O diálogo com Ortodoxos tem sido frequente inclusive em manifestações públicas em torno de questões como a paz no Oriente Médio e na condenação da violência de gênero, de raça e religiosa.
 
Outra característica do arcebispo é sua profunda espiritualidade através da valorização da vida contemplativa, fruto de sua formação evangélica, desde os tempos que foi estudante em Cambridge. Um estilo de vida simples, fruto dessa formação, é uma de suas marcas pessoais. 
 
Certamente esta visita me marcou profundamente e a todos aqueles que tiveram contato pessoal com ele. 
 
Francisco.
 
Candidatos à presidência confirmam participação em debate da CNBB
Seg, 15 de Setembro de 2014 20:51
 
Nesta terça-feira, 16 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove o debate com presidenciáveis, com início às 21h30, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho, no Santuário Nacional de Aparecida. Organizado pela TV Aparecida, o debate será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos. Sete candidatos confirmaram presença. São eles: Aécio Neves (PSDB),  Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC),  Luciana Genro (PSOL), Marina Silva (PSB) e pastor Everaldo (PSC).
 
De acordo com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o debate é uma oportunidade para que as pessoas conheçam as propostas e projetos dos candidatos à presidência do Brasil. “Desta forma, o evento oferecerá elementos para que o eleitor possa discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum. Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país”, explicou.
 
Como será
 
O debate terá duração de duas horas, com plateia composta por bispos convidados, além de padres e presença de autoridades. O mediador do debate será o jornalista Rodolpho Gamberini, recém contratado pela Rede Aparecida de Comunicação. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.
 
No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da CNBB, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.
 
Já no segundo bloco, os candidatos vão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, abordando temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os candidatos irão responder a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os postulantes à presidência. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.
 
Repercussão
 
De acordo com informações da organização, o debate vem ganhando repercussão na mídia nacional. Diversos veículos estão noticiando o evento, além das divulgações por TVs de inspiração católicas, blogs, sites de igrejas, de dioceses e do site oficial do Vaticano.
 
Com informações da CNBB
Foto: TV Aparecida
 
Primaz da IEAB fala sobre a visita do arcebispo de Cantuária
Seg, 15 de Setembro de 2014 20:24
Queridos irmãos e irmãs!
 
Certamente estamos todos nós muito animados pela experiência abençoada vivida nestes últimos dias em São Paulo. Sua Graça arcebispo Justin Welby e sua esposa Caroline nos brindaram com uma presença inspiradora de simplicidade e de espiritualidade profunda. Apesar de curta, a visita nos causou profunda alegria. No contato com o povo, o arcebispo foi de uma espontaneidade magnífica. No contato pessoal, especialmente nos momentos que estivemos juntos, tanto com nossas esposas como a sós, uma clareza de comunicação e autêntica sensibilidade pastoral. Apesar da extenuante agenda que incluiu um longo voo de 12 horas e logo em seguida uma agenda cheia de compromissos, em uma estadia de menos de 36 horas, o arcebispo e Caroline atenderam a todas as pessoas que buscavam estar com eles, conversar e, claro, não faltou a numerosa tietagem!
 
Nos diálogos que tivemos com ele, um especialmente me chamou a atenção: o compromisso com a unidade da Igreja. É muito forte sua convicção sobre o ministério da reconciliação. Segundo ele, a Igreja precisa viver este ministério não somente para fora, mas também para dentro. Em uma Comunhão Anglicana marcada por tanta diversidade, o mais importante, segundo ele, é o compromisso com a verdade do Evangelho. Não uma verdade de teses, de discursos, mas uma verdade partilhada com amor, em espaços seguros e com humildade.
 
Outro importante dom que percebi no arcebispo é o seu compromisso com o diálogo com outras Igrejas e outras religiões. Um diálogo que leve à defesa da justiça e da paz entre os povos. Em sua conversa com os representantes ecumênicos, enfatizou a necessidade de transpor muros. Sua abordagem da sociedade atual é profundamente crítica quando vivemos num mundo de desigualdades econômicas e sociais. Ele tem se manifestado sobre isso em diversos momentos.
 
Seu compromisso com o fortalecimento dos instrumentos de unidade da Comunhão vai sempre na direção de aperfeiçoar o sentimento de colegialidade. Estas visitas aos Primazes vai exatamente nesta direção: ouvir e coletar impressões. Há muita humildade no reconhecimento de que precisa conhecer melhor a diversidade da comunhão, enraizada em diversas culturas. Este fortalecimento também passa, segundo ele, pela inclusão linguística, permitindo que documentos oficiais da Comunhão Anglicana sejam traduzidos para outras línguas!
 
Em seu contato com os bispos presentes, revelou uma naturalidade de quem enxerga os irmãos bispos sem solenidade formal, falando francamente como a iguais. Que Deus continue abençoando a vida e ministério do arcebispo! Agora é aguardar uma outra visita, mais ampla e que permita um contato maior com nossa Igreja Provincial.
 
Quero agradecer o empenho e a dedicação sem par do staff da Secretaria Geral, das Missionárias do GT Missão e da The Episcopal Church (TEC), das lideranças da Paróquia da Santíssima Trindade e da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP). Um trabalho que exigiu esforço, sentimento de equipe e um serviço de amor. Ao staff da Secretaria Geral se somou também a colaboração da Revda Marinez Bassoto (deã da Catedral Nacional), como capelã do evento. Parabéns a todos e a todas, especialmente ao Revdo. Arthur Cavalcante que coordenou todo esse trabalho. O Primaz e os colegas bispos se sentiram muito bem acolhidos e cada detalhe não escapou ao cuidado dessa enorme equipe!
 
Que Deus abençoe cada um e cada uma com ricas bênçãos e merecido descanso!
 
++ Francisco de Assis da Silva*
Bispo Primaz da IEAB
 
Veja algumas fotos da visita:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
* Dom Francisco também é o atual 1° vice-presidente do CONIC
 
Ivone Gebara: noite de homenagem e emoção na Faculdades EST
Sex, 12 de Setembro de 2014 17:47
 
Na noite de quarta-feira, 10, durante as atividades do II Congresso Internacional da Faculdades EST, aconteceu a cerimônia de outorga do Título de Doutora Honoris Causa à teóloga e filósofa Ivone Gebara. Para a cerimônia, o auditório foi transformado em uma ‘sala de estar’, para que os convidados e a homenageada sentissem o aconchego e a receptividade que somente um lar oferece. Infelizmente, por motivos de saúde, Ivone Gebara não esteve presente no evento, mas a cerimônia foi transmitida em tempo real pelo site da Faculdades EST.
 
No texto de agradecimento enviado pela homenageada ela destacou que esse é um título coletivo. “Se não fosse a luta de tantas mulheres por seus direitos e por fazer teologia desde a sua realidade não teríamos chegado onde chegamos. Cada uma deu algo de si, partilhou, sofreu para abrir alguns novos caminhos”, enfatizou Ivone, em uma de suas correspondências.
 
A recomendação da concessão do título foi uma iniciativa  do Núcleo de Pesquisa de Gênero da Faculdades EST (NPG-EST), considerando que a biografia de Ivone Gebara revela um trabalho constante e profundo desde o surgimento da Teologia da Libertação e da Teologia Feminista no Brasil e na América Latina. Ela contribuiu de forma essencial para a formação teológica no contexto brasileiro e latino-americano, visibilizando a participação das mulheres na construção da Igreja e da sociedade.
 
A relação de Ivone com a Faculdades EST é de longa data. A leitura de seus textos e sua presença em atividades, ainda nos anos 80, foram fundamentais para o desencadeamento da discussão teológica a partir das mulheres. Ainda nos anos 80, ela esteve na EST, lecionando e dialogando com o Grupo de Mulheres e a Comissão Pró-Teóloga, que redundou na criação da Cátedra de Teologia Feminista, em 1991. Em 1987, a Revista Estudos Teológicos publicou o texto “Desafios que o movimento feminista e a teologia feminista lançam à sociedade e às igrejas”. Da mesma forma, seus estudos contínuos na área de gênero influenciaram toda uma geração de pesquisadores e pesquisadoras que  têm integrado o Núcleo de Pesquisa de Gênero desde 1999 e realizam suas pesquisas no Programa de Pós-Graduação da EST. Numa de suas últimas visitas à EST, participou do II Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião (2006) como conferencista e sua contribuição foi publicada no livro Epistemologia, sexualidade e violência, em 2008.
 
Na ocasião também foi apresentado o livro Querida Ivone: amorosas cartas de teologia e feminismo, pela professora Nancy Cardoso, uma homenagem de teólogos e teólogas para Ivone. Além disso, integrantes do Grupo de Pesquisa e Gênero da Faculdades EST produziram, de forma coletiva, um manto para presentear a homenageada feito de patchwork, uma montagem de vários bordados e diferentes tecidos para simbolizar o trabalho de ‘muitas mãos’ realizado por Gebara. De certa forma, esta lembrança remete à coletividade que Ivone Gebara referiu em seu agradecimento.
 
Francisca Mezelo, companheira de luta de Ivone Gebara, agradeceu emocionada em nome da homenageada. “Essa luta de vocês para fazer essa caminhada, para termos um mundo melhor, para construirmos a vida é muito importante! Eu agradeço pela coragem e empenho em dar um título a uma pessoa que está tentando lutar para termos um mundo mais humano, mais justo! Eu vou levar meu abraço e todo esse carinho de vocês para ela”, disse ela.
 
O coordenador do NPG-EST, André Musskopf, não escondeu a emoção: “Certamente este é um dos momentos mais importantes da minha vida”, disse ele.
 
O evento foi animado pelo grupo musical Gingapraquê, formado por alunos do Curso Técnico em Música e da Graduação em Musicoterapia da Faculdades EST. A quarta-feira encerrou em clima de festa e alegria, com a certeza de uma homenagem reconhecida por todos que acompanham o trabalho da filósofa e teóloga Ivone Gebara.
 
Com informações da Faculdades EST
Foto: Faculdades EST
 
Maria Voce é reeleita presidente do Movimento dos Focolares
Sex, 12 de Setembro de 2014 17:16
A Assembleia Geral dos Focolares reelegeu na manhã desta sexta-feira, 12, Maria Voce como presidente do Movimento. A reeleição ocorreu no quarto escrutínio.
 
Na carta de confirmação por parte da Santa Sé, o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Rylko, disse “fiquei satisfeito por poder confirmar a sua nomeação para o segundo mandato consecutivo” e deseja “uma particular assistência do Espírito Santo”, confiando o serviço “à intercessão materna de Maria”.
 
As votações aconteceram durante a assembleia que ocorre no Centro Mariápolis de Castelgandolfo, na Itália, com a participação de 494 delegados dos cinco continentes, representando os diversos ramos do movimento, as secretarias dos diálogos nos quais o movimento é empenhado e as atividades e obras que anima.
 
No momento da aceitação, Maria Voce disse: “Eu estou totalmente convicta de que nesta assembleia está em ação o Espírito Santo, como eu poderia dizer que não é Ele? Não é possível! É o Espírito Santo que se expressou. Estou convicta de que Ele continuará a nos ajudar neste caminho que começamos juntos e que continuaremos juntos, todos, sem exceção. Aceito”.
 
A função
 
Como dizem os Estatutos, a Presidente do Movimento dos Focolares “é um sinal de unidade” de todo o movimento e neles tem representatividade. Ela, por sua vez, está consciente de que a “presença de Jesus entre os irmãos unidos no seu nome” é o fundamento do Movimento, o governa em “unidade com o copresidente”, com o qual examina as decisões de maior relevância.
 
De acordo com o estatuto, quem preside o Movimento dos Focolares deve ser uma mulher. Ela permanece na função por seis anos e pode ser eleita consecutivamente apenas uma vez.
 
Maria Voce
 
Nasceu em Aiello Calabro, Cosenza (Itália) em 16 de julho de 1937. Foi a primeira presidente eleita após a morte de Chiara Lubich. Ela conheceu o Movimento dos Focolares em 1959. Formada em Direito, cursou teologia e direito canônico.
 
Responsável do movimento na Turquia de 1978 a 1988, tem mantido estreitos laços com o patriarca ortodoxo de Constantinopla, com líderes de outras igrejas cristãs e com o mundo muçulmano. Ela trabalhou com Chiara Lubich na atualização dos Estatutos Gerais.
 
É consultora do Pontifício Conselho para os Leigos e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
 
Assembleia continua
 
Os trabalhos da assembleia prosseguem até dia 28 deste mês, com a eleição do copresidente, em seguida, do conselheiro e do conselho geral.
 
No dia 26 de setembro, os participantes da assembleia devem encontrar-se com o Papa Francisco no Vaticano.
 
CN Notícias, com Assessoria Focolares
Tradução: Danusa Rego
Foto: IHU
 
Migração transforma o jeito das igrejas fazerem teologia
Sex, 12 de Setembro de 2014 15:56
 
"Diante da realidade da migração, a educação teológica pode levar a transformações na igreja", afirmaram participantes de um seminário organizado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), no Instituto Ecumênico de Bossey, Suíça, entre os dias 1 e 5 de setembro.
 
Os participantes destacaram que a transformação na paisagem eclesial é um elemento fundamental na forma como os cristãos percebem "o corpo de Cristo e o chamado a serem um só". Por conta da presença das igrejas de migração, declararam, as relações ecumênicas estão sendo redescobertas.
 
Vindos da Suíça, Alemanha, Bélgica, Guiné, Indonésia, Itália, Reino Unido, Suécia e Holanda, os participantes do seminário eram teólogos, representantes de igrejas de migração e de organismos cristãos e ecumênicos.
 
As discussões durante o evento afirmaram que compreender a formação teológica no contexto da migração pode levar da uniformidade à pluralidade das expressões teológicas e eclesiológicas cristãs. A Revda. Anne Zell e o Prof. Paolo Naso, da Itália, enfatizaram que tal entendimento leva a novas formas de aprendizado ecumênico e de convívio entre igrejas com membros locais e migrantes.
 
A Revda. Mery Simarmata, falando sobre sua experiência na Indonésia, afirmou que "é preciso abandonar a postura defensiva e adotar uma cultura do encontro". Na mesma direção, o Rev. Melvin Dulfin, de Sierra Leone e atualmente trabalhando na Guiné, declarou que promover valores ecumênicos entre grupos de imigrantes é importante, especialmente em regiões marcadas por conflitos.
 
Em suas deliberações, os participantes enfatizaram a necessidade das igrejas trabalharem juntas na preparação e implementação de programas de formação ecumênica.
 
As realidades da migração também irão transformar a maneira das igrejas fazerem teologia. Neste contexto, a educação teológica oferece diversos modelos e oportunidades para a partilha de recursos. A educação teológica também oferece a possibilidade de ser desafiada por outras visões num espaço de respeito e diálogo. "O Caminho de Emaús pode servir de paradigma neste sentido: dois discípulos conversando sobre questões de fé", afirmou a Profa. Drea Fröchtling, da Alemanha.
 
Os participantes concordaram que formação ministerial e de lideranças são essenciais no presente e no futuro da igreja. Mesmo assim, declararam, a igreja precisa evitar ser monocultural, monolítica e unidirecional a fim de encarnar o dom da diversidade entre o povo de Deus.
 
Fonte: CMI / Marcelo Schneider
Foto: Bosco Bangura
 
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