Notícias
América Latina reduz desigualdades entre ricos e pobres
Qui, 30 de Outubro de 2014 13:13
 
A desigualdade aumentou para a maior parte da população mundial nas últimas três décadas: de cada 10 seres humanos, sete vivem em países onde a distância entre ricos e pobres cresceu no período. É um problema que afeta tanto as nações desenvolvidas quanto as mais atrasadas. Na África subsaariana, há 16 bilionários. E 358 milhões de pessoas vivendo na miséria.
 
Caso se faça uma lista com as 85 maiores fortunas do planeta, chega-se a um montante que equivale às posses da metade mais pobre da população global, aproximadamente 3,6 bilhões de pessoas. “A desigualdade pode causar tensão política e está por trás de protestos em todo o mundo, inclusive os que ocorreram no ano passado no Brasil”, afirmou Simon Ticehurst, diretor no país da Oxfam, confederação de organizações sociais espalhadas por 18 nações. Ela inicia hoje a campanha Even it up, o equivalente em português a “equilibre o jogo”, com o objetivo de chamar a atenção para a desigualdade e para as medidas que podem levar à sua redução.
 
A América Latina é exceção nesse quadro global, com expressiva redução das disparidades desde 2000, quando a situação atingiu o pior grau. O Brasil lidera essa melhora. “Nós brincamos dizendo que éramos o país mais desigual do mundo e tínhamos o melhor futebol e, hoje, não somos nenhuma coisa nem outra”, comentou o economista João Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por muitos anos, a medalha de ouro da concentração era do Brasil. Agora está com as Ilhas Seychelles e, entre os países do G-20, com a África do Sul, onde os contrastes atuais são ainda maiores do que na época do apartheid, o regime de segregação racial.
 
O Brasil ajudou a América Latina de dois modos: melhorando o índice da região e exportando seus programas. “Muito do que foi feito aqui tornou-se referência”, afirmou Ticehurst, da Oxfam. O relatório da organização faz sete menções positivas sobre o país. Um dos destaques é o programa Bolsa Família, que entrega dinheiro aos mais pobres e obriga os beneficiários a vacinar os filhos e enviá-los para a escola. “Isso cria um ciclo virtuoso, que fará as novas gerações terem muito mais oportunidades”, destacou Ticehurst.
 
CONIC com Agências
Foto: Divulgação
 
Papa: “estar do lado dos pobres é Evangelho, não comunismo”
Qui, 30 de Outubro de 2014 12:28
 
Terra, casa, trabalho: esses foram os três pontos fundamentais em torno dos quais desenvolveu-se o longo e articulado discurso do papa Francisco aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, recebidos na última terça-feira, 28, na Sala Antiga do Sínodo, no Vaticano. Francisco ressaltou que é preciso revitalizar as democracias, erradicar a fome e a guerra, assegurar a dignidade a todos, sobretudo aos mais pobres e marginalizados.
 
Encorajados pelo papa a “construir uma Igreja pobre e para os pobres”, mais de 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana, participaram desde segunda-feira, 27, do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, que se realizou em Roma até ontem, 29 de outubro.
 
O evento foi organizado e promovido pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais. O Brasil esteve presente com vários representantes, entre eles o secretário Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
 
Tratou-se de um veemente pronunciamento, ao mesmo tempo, de esperança e de denúncia. Um discurso que, por amplidão e profundidade, teve o valor de uma pequena encíclica de Doutrina Social. Ademais, era natural que os Movimentos Populares solicitassem este encontro com o papa Francisco.
 
Efetivamente, na Argentina, como bispo e depois como cardeal, Bergoglio sempre se fez próximo das comunidades populares como as de "catadores de papel" e "camponeses". No fundo, nesta audiência retomou o fio de um compromisso jamais interrompido.
 
O santo padre evidenciou já de início, no discurso, que a solidariedade – encarnada pelos Movimentos Populares – encontra-se "enfrentando os efeitos deletérios do império do dinheiro".
 
O Papa observou que não se vence "o escândalo da pobreza promovendo estratégias de contenção que servem unicamente para transformar os pobres em seres domésticos e inofensivos". Quem reduz os pobres à "passividade", disse, Jesus "os chamaria de hipócritas". Em seguida, deteve-se sobre três pontos chave: "Terra, teto, trabalho. É estranho – disse –, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o Papa é comunista. Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho." Portanto, acrescentou, terra, casa e trabalho são "direitos sagrados", "é a Doutrina social da Igreja".
 
Dirigindo-se aos "camponeses", Francisco disse que a saída deles do campo por causa "de guerras e desastres naturais" o preocupa. E acrescentou que é um crime que milhões de pessoas padeçam a fome, enquanto a "especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando esses alimentos como qualquer outra mercadoria". Daí, a exortação do papa Francisco a continuar "a luta em prol da dignidade da família rural".
 
Em seguida, o Santo Padre dirigiu seu pensamento aos que são obrigados a viver sem uma casa, como experimentara também Jesus, obrigado a fugir com sua família para o Egito. Hoje, observou, vivemos em "cidades imensas que se mostram modernas, orgulhosas e vaidosas". Cidades que oferecem "numerosos lugares" para uma minoria feliz e, porém, "negam a casa a milhares de nossos vizinhos, incluindo as crianças".
 
Com pesar, Francisco ressaltou que "no mundo globalizado das injustiças proliferam-se os eufemismos para os quais uma pessoa que sofre a miséria se define simplesmente 'sem morada fixa'".
 
O papa denunciou que muitas vezes "por trás de um eufemismo há um delito". Vivemos em cidades que constroem centros comerciais e abandonam "uma parte de si às margens, nas periferias".
 
Por outro lado, elogiou aquelas cidades onde se "segue uma linha de integração urbana", onde "se favorece o reconhecimento do outro". Em seguida, foi a vez de tratar da questão do trabalho: "Não existe – ressaltou – uma pobreza material pior do que a que não permite ganhar o pão e priva da dignidade do trabalho." Em particular, Francisco citou o caso dos jovens desempregados e ressaltou que tal situação não é inevitável, mas é o resultado "de uma opção social, de um sistema econômico que coloca os benefícios antes do homem", de uma cultura que descarta o ser humano como "um bem de consumo".
 
Falando espontaneamente, ou seja, fora do texto, o Pontífice retomou a Exortação apostólica "Evangelii Gaudium" para denunciar mais uma vez que as crianças e os anciãos são descartados. E agora se descartam os jovens, com milhões de desempregados, disse ainda. Trata-se de um desemprego juvenil que em alguns países supera 50%, constatou. Todos, reiterou, têm direito a "uma digna remuneração e à segurança social".
 
Aqui, disse o Pontífice, encontram-se "catadores de papel", vendedores ambulantes, mineiros, "camponeses" aos quais são negados os direitos do trabalho, "aos quais se nega a possibilidade de sindicalizar-se". Hoje, afirmou, "desejo unir a minha voz à de vocês e acompanhá-los em sua luta".
 
Em seguida, Francisco ofereceu sua reflexão sobre o binômio ecologia-paz, afirmando que são questões que devem concernir a todos, "não podem ser deixadas somente nas mãos dos políticos". O Santo Padre afirmou mais uma vez que estamos vivendo a "III Guerra Mundial", em pedaços, denunciando que "existem sistemas econômicos que têm que fazer a guerra para sobreviver": "Quanto sofrimento, quanta destruição disse o papa –, quanta dor! Hoje, o grito da paz se eleva de todas as partes da terra, em todos os povos, em todo coração e nos movimentos populares: Nunca mais a guerra!"
 
Um sistema econômico centralizado no dinheiro – acrescentou – explora a natureza "para alimentar o ritmo frenético de consumo" e daí derivam feitos destrutivos como a mudança climática e o desmatamento. O papa recordou que está preparando uma Encíclica sobre a ecologia assegurando que as preocupações dos Movimentos Populares estarão presentes nela. O Pontífice perguntou-se por qual motivo assistimos a todas essas situações: "Porque – respondeu – neste sistema o homem foi expulso do centro e foi substituído por outra coisa. Porque se presta um culto idolátrico ao dinheiro, globalizou-se a indiferença." Porque, disse ainda, "o mundo esqueceu-se de Deus que é Pai e tornou-se órfão porque colocou Deus de lado".
 
Em seguida, o papa exortou os Movimentos Populares a mudarem este sistema, a "construírem estruturas sociais alternativas". Francisco advertiu que é preciso fazê-lo com coragem, mas também com inteligência. Com tenacidade, porém, sem fanatismo. Com paixão, mas sem violência".
 
Nós cristãos, disse, temos um bonito programa: as Bem-aventuranças e o Cap. 25 do Evangelho segundo Mateus. Francisco reiterou a importância da cultura do encontro para derrotar toda discriminação e disse que é preciso uma maior coordenação dos movimentos, sem, porém, criar "estruturas rígidas": "Os Movimentos Populares – afirmou – expressam a necessidade urgente de revitalizar nossas democracias, muitas vezes sequestradas por inúmeros fatores." É "impossível", frisou, "imaginar um futuro para uma sociedade sem a participação protagonista da grande maioria" das pessoas.
 
É preciso superar "o assistencialismo paternalista" para ter paz e justiça, prosseguiu, criando "novas formas de participação que incluam os movimentos populares" e "sua torrente de energia moral". O Pontífice concluiu seu discurso com um premente apelo: "Nenhuma família sem casa. Nenhum camponês sem terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá" – disse.
 
Entre os participantes, no Vaticano, do encontro dos Movimentos Populares, figura também o presidente da Bolívia, Evo Morales. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, explicou que, nesta ocasião, a visita do chefe de Estado boliviano não foi "organizada mediante os habituais canais diplomáticos" e que o encontro "privado e informal" no final da tarde de terça-feira entre o papa Francisco e o presidente deve ser considerado "uma expressão de afeto e proximidade ao povo e à Igreja boliviana e um apoio à melhoria das relações entre as autoridades e a Igreja no país".
 
Fonte: Rádio Vaticano
Imagem: Reprodução
 
PEC sobre demarcação de terras indígenas deve voltar à tona em 2015
Sex, 24 de Outubro de 2014 21:11
 
A polêmica sobre a Proposta de Emenda à Constituição que submete ao Congresso a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas no País (PEC 215/00, do ex-deputado Almir Sá) deve voltar com força na próxima legislatura.

A chamada bancada ruralista, defensora da medida, será ampliada a partir do próximo ano. Levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária indica que os parlamentares ligados ao setor deverão representar 51% da Câmara dos Deputados, com 263 dos 513 deputados eleitos para o período de 2015 a 2018. Hoje, são 191.

Do outro lado, nenhum indígena foi eleito para a Câmara, a exemplo de 2010. Mas a ausência de um parlamentar índio não tem impedido a vinda de lideranças indígenas ao Legislativo nos últimos anos. Em um dos protestos, índios chegaram a subir no teto do Congresso em protesto contra a PEC.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário, 53 indígenas foram assassinados no ano passado em consequências de conflitos agrários diretos ou indiretos. Agricultores reclamam, no entanto, que muitas vezes colonos que ocupam áreas de boa-fé são retirados de suas terras para a demarcação de um território indígena.

Solução ou retrocesso?

Para o relator da PEC na comissão especial da Câmara que analisa a matéria, deputado Osmar Serraglio (PDMB-PR), a proposta poderá trazer uma solução para os problemas.

“Se você conversar com muitos índios, vai identificar que o que querem mesmo não é mais terra. Não que estejamos negando terra; estamos cumprindo o nosso dever. O País está testemunhando morte de índios e agricultores. É uma missão, um compromisso nosso.”

Um dos principais defensores da causa indígena na Câmara, o deputado Padre João (PT-MG) discorda. “A PEC 215 significa o maior retrocesso. A gente percebe a organização de uma bancada, formando uma maioria, indo a voto e que se torna, de fato, uma ameaça a um direito constitucional sagrado, reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal”, diz.

Atualmente, a demarcação de terras indígenas é de responsabilidade da União, com base na Constituição e em um decreto (Decreto 1.775/96). Conforme Adelar Cupsinski, assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário, as normas são suficientes.

Existem no Brasil quase 900 mil índios e mais de 690 terras indígenas. Os povos nativos reivindicam, no entanto, o reconhecimento de cerca de 1000 áreas.
 
Por Ana Raquel Macedo
Da Agência Câmara Notícias
Foto: Divulgação
 
Mesa pública: o papel das igrejas na ditadura
Qui, 23 de Outubro de 2014 16:46
 
O Governo de São Paulo e a Secretaria da Cultura apresentam no Memorial da Resistência de São Paulo a mesa pública "O papel das igrejas na Ditadura" - Coleta Pública de Testemunhos. Durante a ditadura civil-militar (1964-1985), distintos grupos religiosos tiveram participações decisivas no contexto sociopolítico do período, tanto na resistência como também no apoio ao governo, sobretudo nos primeiros anos a partir do golpe. 
 
Esta mesa pública de testemunhos – O Papel das Igrejas na Ditadura – contará com a presença de Anivaldo Padilha, Waldemar Rossi, Frei Carlos Josaphat, Magali Cunha e Alberto Kleinas. Por meio de suas trajetórias de militância e pesquisas, os convidados apresentarão um panorama sobre os distintos envolvimentos das Igrejas durante o período.
 
As Coletas Públicas de Testemunhos são parte do Programa Coleta Regular de Testemunhos do Memorial da Resistência de São Paulo, que tem como objetivo preservar as memórias da resistência e da repressão políticas por meio dos testemunhos dos protagonistas da resistência.
 
Sábado, 25 de outubro de 2014, das 14h às 17h30
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
 
ACT Aliança: chamado ao compromisso marca abertura da assembleia geral
Qua, 22 de Outubro de 2014 19:56
 
A II Assembleia Geral da aliança global cristã para ajuda humanitária, apoio ao desenvolvimento e incidência foi aberta em Punta Cana, República Dominicana, no dia 21 de outubro, com um chamado ao fortalecimento do compromisso por uma colaboração mais efetiva levando em conta as mudanças nos contextos em que os membros de ACT implementam suas iniciativas.
 
O primeiro dia da Assembleia ofecereu aos participantes a oportunidade de conhecer os progressos alcançados até agora e discutir as lições aprendidas ao longo dos primeiros quatro anos de ACT Aliança.
 
A pauta da sessão de abertura  incluiu discursos da moderadora de ACT Aliança, Rev. Cornelia Füllkrug-Weitzel, do secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Olav Fykse Tveit, do representante do governo da República Dominicana, Rev. Elvis Samuel Medina, e do Sr. Lorenzo Mota King, coordenador do comitê organizador local e secretário executivo do Serviço Social de Igrejas Dominicanas.
 
Füllkrug-Weitzel enfatizou a importância das mudanças na Aliança que serão propostas à Assembleia. “Fortalecer nosso trabalho, para o benefício das comunidades que atendemos, requer vontade política e comprometimento, mas também capacidade de liderança”, ela disse.
 
Após os discursos de abertura, a Assembleia foi instalada e passou a tratar dos itens da agenda de trabalho, que incluem os Termos de Referência para o Comitê Facilitador da Assembleia, os demais comitês do evento e a indicação dos nomes para auxiliar o Conselho Mundial de Igrejas na moderação da Assembleia.
 
O Programa continuou com um painel de discussão sobre as mudanças que ocorrem no contexto humanitário e de desenvolvimento. Elizabeth Kisiigha, diretora de FECCLAHA, Martin Junge, Secretário Geral da Federação Luterana Mundial, James Davis, do Grupo de Trabalho sobre Segurança e Bem-estar da Aliança ACT, e Julia Duchrow, Coordenadora do Departmento para Direitos Humanos e Paz de Pão para o Mundo, refletiram sobre o significado das mudanças testemunhadas atualmente no mundo para as comunidades pobres e vulneráveis, bem como para ACT Aliança. 
 
Junge utilizou o conceito teológico de “chamado” para referir-se às razões da unidade e fez um chamado à própria Assembleia: “Vamos aproveitar mais o arraigo ecumênico, vamos crescer mais e permitir, portanto, que ACT verdadeiramente se transforme numa expressão tangível do que temos em mente enquanto continuamos nos engajando na peregrinação ecumênica de justiça e paz”, ele disse.
 
Seguiu-se uma rodada de encontros regionais para afirmar os representantes das regiões na junta de governo de ACT e discutir mudanças contextuais e demais assuntos nos comitês regionais da assembleia. 
 
No primeiro dia de trabalho, o mais alto corpo decisório da Aliança também recebeu com apreço as mudanças propostas nos estatutos de ACT, assim como o relatório do Secretário Geral John Nduna. 
 
O relatório de Nduna apresentou os destaques do trabalho realizado pela Aliança  nos últimos anos e refletiu a esperança do impacto transformador de ACT. “Nós caminhamos rumo a um mundo onde toda a criação de Deus vive com justiça, paz e pleno respeito ao meio ambiente”, ele disse.
 
A segunda Assembleia Geral de ACT vai até o dia 25 de outubro e deve aprovar o novo plano estratégico e eleger a nova junta de governo da Aliança.
 
Texto: Marcelo Schneider/CMI
Foto: Sean Hawkey/ACT Alliance
 
Outubro Rosa - 17 mil mulheres sensibilizadas
Ter, 21 de Outubro de 2014 20:06
O mês de outubro é mundialmente caracterizado pelo apelo e conscientização de mulheres e da sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Cerca de 30 mil colaboradores do Brasil Marista, por meio da UMBRASIL (União Marista do Brasil), foram mobilizados para refletir sobre a importância do diagnóstico precoce.
 
Hoje, em todas as instituições maristas do Brasil, aproximadamente 17 mil mulheres desempenham os mais diversos papeis à frente da missão da instituição e, também, são maioria dos cargos de chefia. Para tal, a UMBRASIL abraça a campanha para se somar a milhares de vozes que convergem para o cuidado das mulheres.
 
“Apesar de nos juntarmos para garantir que essa mensagem seja eficaz em nossa sociedade, verifica-se que não só a conscientização é necessária, mas, também, lutar para garantir que todas as mulheres tenham atendimento gratuito de diagnóstico e tratamento na rede pública de saúde. Também reafirmamos o compromisso que instituições e empresas devem assumir em disponibilizar um dia para que as mulheres possam cuidar da própria saúde”, afirmou a coordenadora da área de Representação Institucional da UMBRASIL, Leila Paiva.
 
Em parceria com a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e o Hospital São Lucas, ambos pertencentes a Província Marista do Rio Grande do Sul, a UMBRASIL divulga um vídeo que busca sensibilizar a todos sobre a importância do cuidado com a saúde.
 
Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o câncer de mama é o que mais acomete mulheres em todo o mundo e mais de 500 mil morrem todos os anos. No Brasil, segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer), 57 mil mulheres são diagnosticadas todos os anos. Abrace essa campanha e partilhe a importância do cuidado com saúde entre seus familiares. O diagnóstico precoce é o primeiro e mais importante passo para a cura.
 
CLIQUE AQUI e veja o vídeo da campanha com a entrevista do especialista!
 
Com informações da UMBRASIL
 
 
Luteranos da Alemanha visitam o CONIC
Ter, 21 de Outubro de 2014 19:23
O CONIC recebeu, no dia 20 de outubro, a visita de um grupo de pessoas da comunidade luterana de Sankt Johanis, da cidade de Nuremberg, na Alemanha. Eles foram acompanhados pelo pastor Daniel Conte, da comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília (DF) e de membros desta comunidade. As duas comunidades desenvolvem, hoje, um trabalho de parceria mútua que envolve troca de experiências e intercâmbios.
 
Na visita, a secretária geral do CONIC, Romi Bencke, fez um breve histórico do CONIC, apontando suas principais atividades, objetivos e desafios. Mereceu destaque a partilha sobre a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) e a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016. Os desafios do diálogo ecumênico e inter-religioso; o contexto religioso brasileiro; o aumento da intolerância religiosa contra religiões de matriz africana e indígenas; a defesa de direitos humanos e Estado laico foram outros dos temas tratados.
  
De acordo com Romi, o grupo perguntou bastante sobre como é acolhida a dimensão do diálogo inter-religioso pela maioria das pessoas cristãs no Brasil. A pergunta foi para saber se há ou não tensão entre testemunhar Jesus Cristo como o centro da fé e abrir-se para o diálogo com outras expressões religiosas. Os visitantes também falaram um pouco sobre a prática ecumênica na Alemanha e seus desafios.
  
“A visita foi muito positiva. É sempre bom poder acolher as pessoas e compartilhar experiências. O CONIC é um casa aberta para a acolhida. Bom seria se outros grupos, brasileiros ou de outros países, viessem aqui nos visitar, tomar um café e conversar. O diálogo rompe fronteiras”, concluiu Romi.
 
Veja as fotos da visita: 
 
 
 
 
Em apoio à reeleição de Dilma: Nota da Direção Nacional do CEBI
Seg, 20 de Outubro de 2014 20:00
 
Em face do embate que se coloca neste segundo turno das eleições presidenciais e levando em conta a necessidade de nos engajarmos para garantir os avanços que a sociedade brasileira vive nos últimos anos, a Direção Nacional do Centro de Estudos Bíblicos - vem a público expressar sua opinião em favor da reeleição de Dilma Roussef.
 
Mesmo reconhecendo os limites do atual governo e do sistema político brasileiro, temos de reconhecer publicamente que nos últimos doze anos houve diminuição da fome e da miséria, valorização do salário mínimo, extensão dos direitos trabalhistas básicos às empregadas e aos empregados domésticos e melhoria nas condições de vida da população mais carente em todas as partes do Brasil, especialmente nas localidades mais pobres. O acesso de milhões de jovens empobrecidos ao ensino técnico e superior e a extraordinária ampliação do financiamento de moradias populares em todo o Brasil também devem ser mencionados, junto com o compromisso da presidenta atual com a realização da reforma política nos moldes pretendidos pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.
 
A Direção do CEBI segue questionando o modelo desenvolvimentista adotado por esse governo. É nosso dever empenharmo-nos mais fortemente na luta por uma profunda reforma política e continuar buscando a diminuição das desigualdades sociais, exigindo que os direitos da natureza e dos povos indígenas e quilombolas sejam respeitados, e que a partilha da terra seja retomada por meio da Reforma Agrária. Temos consciência, entretanto, que a outra candidatura, alinhada ao neoliberalismo, é ainda muito mais atrelada ao sistema financeiro e ao grande capital e apoiada por elites preconceituosas e anticristãs e que jamais assumirão tais projetos. Além disso, por ser defensor de um modelo ainda mais economicista, o outro candidato teria em sua possível eleição o risco de perda de direitos sociais e políticos e trabalhistas.
 
Por último, há que se ressaltar que a política externa adotada pelos governos Lula e Dilma foi mais autônoma frente aos interesses norte-americanos e mais respeitosa em relação aos países irmãos latino-americanos, com quem devemos seguir cada vez mais dialogando em exercício de solidariedade.
 
Fonte: cebi.org.br
Foto: CEBI
 
Olhares sobre a Amazônia: Dossiê Acre
Seg, 20 de Outubro de 2014 19:23
 
"Aqueles que vendem sol a prestações, os coqueiros, os palácios, a areia branca, nunca virão por aqui [...]. Aqui não tem nada!"
 
Quando Bernard Lavilliers falava assim do Brasil, há mais de 30 anos, ele falava da região central do Nordeste chamada Sertão. Mas o olhar sobre a Amazônia que lhes proponho aqui, tampouco está à venda pelos mercadores de sol...
  
Por Lucas Matheron*
  
Mas primeiramente, o que o Sertão tem a ver com a Amazônia?
 
Pois é nessa região semiárida perpetuamente castigada por longos períodos de seca - mal que os políticos nunca deram jeito de solucionar duravelmente - que se encontra mão de obra barata para as mais diversas finalidades. As grandes construções dos últimos cinquenta anos no Rio, Iguaçu, São Paulo ou Brasília, notadamente, deslocaram milhares de Nordestinos, mas essa reserva de mão de obra já tem sido utilizada no século XIX para o desenvolvimento da produção de látex e foi aos milhares que esses trabalhadores foram mandados colonizar a Amazônia, tal um eldorado para essas pessoas carentes de tudo.
 
Nada menos que 400.000 almas migraram assim no decorrer do chamado ciclo da borracha. Na região do rio Juruá, no extremo oeste do país, na fronteira com o Peru e os Estados do Acre e do Amazonas, no Brasil, os trabalhadores nordestinos se depararam com as tribos ameríndias, habitantes naturais dessas regiões, e o resultado se deu em violentos combates para se apossar dessas terras onde a seringueira é espontânea.
 
Esse desvio histórico nos traz à fonte do atual conflito cujas raízes se encontram, portanto, no século XIX. E é nessa região da Amazônia Ocidental que reencontramos Lindomar Padilha, coordenador do CIMI, já apresentado no meu artigo anterior [1] quando o escritório dele havia sido arrombado e saqueado.
 
Numa entrevista no Rádio Mundo Real - RMR [2], da rede internacional dos Amigos da Terra, Lindomar expõe alguns dos conflitos existentes na região de que cuida e aos quais ele toma parte para apoiar as comunidades indígenas. Ele denuncia, notadamente, que nesta segunda-feira 13 de outubro, um grupo de pistoleiros (milícias contratadas por fazendeiros) foram intimidar os índios de uma tribo Jaminawa, entrando na sua aldeia e atirando para cima, tribo essa que está em conflito para a demarcação das suas terras, das quais 7 grandes fazendeiros se recusam a sair, apesar da decisão da Justiça. Na mesma região do alto-Juruá, outro grupo Jaminawa, subgrupo Kayapuca, está em conflito com madeireiros que retiram madeira ilegalmente da reserva para levá-la para locais onde estes têm autorizações. Num outro local, grupos de não índios invadiram áreas da reserva e se recusam a se retirar. Constatam-se também cortes ilegais de madeira que está sendo levada para o Peru vizinho, bem como caça ilegal. Numa outra zona ainda, um grupo de índios até então isolados fez contatos recentemente para tentar escapar às pressões dos madeireiros e dos narcotraficantes.
 
Enfim, são muitos os conflitos existentes e, portanto, as origens possíveis das ameaças e das agressões sofridas pelo CIMI Amazônia Ocidental, agressão narrada no meu artigo anterior e que se reproduziu na madrugada desse domingo 12 de outubro, ou seja, três semanas depois da primeira, desta vez com bastante mais danos, tal como documentos queimados e equipamentos danificados. Lindomar salienta nessa entrevista que ele já foi vítima de ameaças de morte por telefone, tal como a coordenadora da Comissão Pastoral da Terra - CPT, outra organização ligada à CNBB [3], mais especificamente voltada para as comunidades camponesas.
 
Torna-se mais grave ainda nessas regiões em que a "lei" é frequentemente na mão dos poderosos que intimidam, e mesmo calam, as mídias locais, como o denunciou recentemente esse jornal regional online (Folha do Juruá) do qual reproduzo aqui alguns trechos: "Mas isso [a liberdade de imprensa] não é visto pelo os ditadores do Acre. Leandro Altheman [o jornalista suspendido por ter criticado o orçamento da renovação de uma praça da cidade] não é o primeiro a passar por esse tipo de arrogância dos poderosos da politica e comunicação do Acre. [...]os gestores não aceitam profissionais que falem a verdade."
 
Como o salienta o Lindomar, que visitou a aldeia Jaminawa no fim de setembro [5] e conta os fatos, "As autoridades tem o nome e o endereço dos principais fazendeiros responsáveis pela contratação de capangas e, consequentemente responsáveis pelas ameaças, tentativas de assassinato e intimidações. A região de Sena Madureira, Estado do Acre [...] não pode se firmar como terra sem lei."
 
É o porquê, entre outros motivos e na medida do possível, nós repassamos essas informações em redes nacionais e internacionais.
 
Dia 17 de outubro, uma manifestação de solidariedade é prevista na capital do Estado, Rio Branco, atendendo o chamado de várias organizações locais entre as quais da Universidade Federal do Acre, tanto pelos seus docentes que seus estudantes, o CIMI e a CPT, no intuito de pedir uma ação enérgica das autoridades a fim de preservar a integridade física e material daqueles que dedicam seu trabalho aos mais desfavorecidos, geralmente para preencher o vácuo deixado pelo poder público, e das próprias comunidades. Essa manifestação será coberta pelo rádio do MEC do Rio de Janeiro (EBC - Empresa Brasileira de Comunicação) com uma entrevista especial do Lindomar Padilha no programa "Planeta Lilás" [6].
 
Pode parecer irrisório, com vista os conflitos armados que surgem em todo lugar do planeta, mas aí também mulheres e homens são ameaçados, agredidos ou mortos [7] e já é tempo, creio, de ultrapassar a midiatização da guerra para tentar favorecer, simplesmente, o bem-estar do homem, na escala do mundo. Com exceção das fofocas, a grande imprensa está ausente. Portanto, é do nosso dever de cidadãos, nacionais ou planetários, de nos levantarmos contra o arbitrário, onde quer que esteja e qualquer seja a forma que se expressa.
 
 
 
[3] La CPT travaille auprès des communautés paysannes, notamment « les femmes et les hommes qui luttent pour leur liberté et leur dignité sur une terre libre de la domination de la propriété capitaliste » comme le signale son site Internet [http://www.cptnacional.org.br/index.php/quem-somos/-historico]
 
 
 
[6]Le programme quotidien (du lundi au vendredi) « Planeta Lilás » est un espace de débats sur les questions de genre et de développement durable qui a vu le jour après la réunion des femmes de plusieurs réseaux ayant participé du Sommet des Peuples lors de la Conférence de Rio+20 en 2012 à Rio de Janeiro. [http://radios.ebc.com.br/planeta-lilas]
 
 
* Lucas Matheron, é ecologista, francês de origem, radicado no Brasil há 30 anos, tradutor independente nos idiomas francês e português. Membro da Aliança RECOS (Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras) desde 1999, da qual é coordenador de comunicação para os países francófonos. www.lucas-traduction.trd.br
 
Publicado originalmente em francês em Agora Vox
 
Fonte: Pravda
Foto: Divulgação
 
Papa Paulo VI é beatificado
Dom, 19 de Outubro de 2014 20:32
 
No dia 21 de junho de 1963 foi eleito pelo conclave o cardeal Giovanni Battista Montini. Escolheu como nome papa Paulo VI, sendo o responsável por reabrir o Concílio Vaticano II, após a morte de seu antecessor, o papa João XXIII.
 
Após 36 anos do falecimento do papa Paulo VI, no dia 9 de maio deste ano, o papa Francisco promulgou o decreto sobre o milagre atribuído à intercessão do venerável Servo de Deus, que  deixou importantes contribuições para a missão da Igreja, frutos da Assembleia Conciliar Ecumênica.
 
Beatificação
 
Após a comprovação do milagre, a Congregação para a Causa dos Santos comunicou a decisão do papa Francisco em beatificar Paulo VI, neste domingo, 19 de outubro, no encerramento da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família. A cerimônia de beatificação aconteceu na Praça de São Pedro às 10h30 (5h30 de Brasília).
 
O beato foi autor da encíclica sobre a defesa da vida e da família, a “Humanae Vitae”, que completou 46 anos de sua publicação.
 
O milagre
 
No período da gravidez, uma mãe da Califórnia, no início dos anos 90, teve o diagnóstico dos médicos de um grave problema no feto e, após vários testes, sugeriram que à jovem mãe abortasse. Mesmo com a orientação, a mulher decidiu não abortar, sabendo que a criança poderia nascer com comprometimentos físicos e cerebrais.
 
A mãe então pediu a intercessão do papa Paulo VI e a criança nasceu sem problemas. Em 2012, a Igreja reconheceu por meio da Congregação para a Causa dos Santos, que se tratava de um acontecimento realmente extraordinário e sobrenatural, ocorrido  graças à intercessão de Paulo VI.
 
O novo beato nasceu em 26 de setembro de 1897 em Concesio (Itália) e faleceu em Castelgandolfo, no mesmo país, em agosto de 1978.
 
Com informações da CNBB
Imagem: Divulgação
 
«InícioAnterior12345678910PróximoFim»

Página 1 de 88
SCS Quadra 01 Bloco E Edifício Ceará, 713
CEP: 70303-900 – Brasília – DF

Fone/Fax: 61 3321 4034
CONIC | Diretoria | Conselho Fiscal | Semana de Oração
Igrejas Membro | Membros Fraternos | Promova o Ecumenismo
Notícias | Galeria de Fotos | Agenda | Contato
Schuch Birô - Web & Criação
© 2012 Todos os direitos reservados. Proibida a cópia ou reprodução deste site sem autorização prévia.
Para melhor visualização deste site, é recomendado o uso dos navegadores Mozilla Firefox, Google Chrome e Internet Explorer em suas versões mais recentes.