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Seminário discute Estado Laico e lutas sociais no Brasil
Sex, 29 de Agosto de 2014 19:47
O FEACT Brasil (ACT Aliança) promoveu, no dia 26 de agosto, o seminário “Estado Laico e lutas sociais no Brasil real: Qual o papel das igrejas e Organismos Ecumênicos?”. O evento foi realizado no Instituto Salesiano Pio XI, em São Paulo (SP), e discutiu, entre outros temas, a questão da diversidade sexual, o envolvimento e a influência das igrejas na saúde e na política, bem como as relações de determinados grupos religiosos com o Estado brasileiro, além do monopólio dos meios de comunicação por instituições religiosas.
 
Compondo a mesa, estiveram presentes Beto de Jesus (da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Tica Moreno (da Marcha Mundial das Mulheres), Lira (do Levante Popular da Juventude), Sandra Duarte (da Unesp) e Biko (Quilombola).
 
“A gente fala que respeita todos, mas quem cabe no seu todos? A gente também tem que pensar nos discursos de ódio LGBT das igrejas e na forma como é trabalhada a imposição da heterosexualidade como norma”, dissertou Beto de Jesus, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, durante Seminário sobre o Estado Laico. 
 
“Temos que refletir o conjunto de interferências da religião no Estado e ampliar nossa perspectiva para que seja multifocal”, afirmou Tica Moreno, da Marcha Mundial das Mulheres.
 
“É preciso ter o conhecimento da história, reforçarmos a ampliação da memória política para a construção de uma perspectiva histórica”, salientou Lira, do Levante Popular da Juventude, durante o Seminário “Estado Laico e lutas sociais”. A desburocratização da institucionalidade e a articulação da arte e cultura como forma de política também são pautas levantadas.
 
“Falar de Estado Laico para quilombolas e indígenas é complicado. Ainda existe uma dominação ideológica, econômica e racista”, afirmou o quilombola Biko, que também abordou a questão da intolerância religiosa pela bancada evangélica no Congresso e a forma com que os quilombolas foram proibidos de perpetuar suas crenças – as religiões de matriz africana.
 
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Com informações do Pós TV
Fotos: Pós TV
 
Diretorias da CESE e CONIC se reúnem e planejam ações conjuntas
Sex, 29 de Agosto de 2014 18:31
 
Retomando uma prática de anos, as diretorias da Cese e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) se reuniram em Vargem Grande Paulista (SP), na última quinta-feira (21), para uma reunião em que puderam discutir e planejar ações conjuntas entre as organizações. O encontro foi destaque no Simpósio Ecumenismo e Missão – Testemunho Cristão em um Mundo Plural, que aconteceu entre os dias 21 e 24 de agosto, no interior de São Paulo.
 
As duas organizações já tinham a prática de se articular para a troca de experiências e para organizar agendas. Durante anos foram diversas iniciativas em parceria: pronunciamentos para igrejas e para a sociedade de forma geral, campanhas e publicações.
 
Estes encontros foram interrompidos por questões internas de cada entidade.  “CONIC e Cese são organizações parceiras e irmãs. Sendo a Cese o braço diaconal das igrejas, é natural que haja um diálogo constante para que possamos planejar ações conjuntas. No momento em que vivemos, marcado por tantas disputas e competitividade, inclusive no campo religioso, é importante dar nosso testemunho de que a caminhada ecumênica se realiza e se legitima através de cooperação e confiança”, afirma a diretora executiva da Cese, Sônia Mota.
 
D. Manoel João Francisco, presidente do CONIC, também destaca a importância de potencializar a parceria. “Esta aproximação é importante porque fortalece o testemunho comum. Trata-se da complementaridade da ação. Enquanto o CONIC chama à reflexão, a Cese atua na prática diaconal, daí a necessidade de uma aproximação. Nossas ações se retroalimentam”.
 
Para a presidente da Cese, Elenir Rangel, a reunião foi essencial para estabelecer novas ações em conjunto. “Duas organizações que têm um lugar importante no mundo ecumênico precisam estreitar suas relações e ajudarem-se mutuamente. Entre os compromissos firmados durante a reunião está a organização de uma ação conjunta de formação de lideranças para o ecumenismo. Além disso, o CONIC irá apoiar a divulgação da Campanha Primavera para a Vida (PPV), que acontece em setembro na Cese”, concluiu.
 
Com informações da assessoria da CESE
 
Nota de falecimento de Mor Leolino Gome Neto, arcebispo da ISOA
Qua, 27 de Agosto de 2014 13:37
 
"É com profundo pesar que a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil (ISOA) comunica que Sua Eminência Mor Leolino Gomes Neto faleceu ontem, 26, às 20h50 (horário de Brasília) vítima de complicações pulmonares e renais.

Que sua memória seja eterna!

BIOGRAFIA

Mor Basílio Leolino Gomes Neto (Basílio foi seu nome religioso) nasceu na cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, em 28 de novembro de 1939. Aos 25 anos de idade mudou-se para Brasília, no Distrito Federal, dando seguimento à sua vocação religiosa. No dia 10 de janeiro de 1965 foi ordenado sacerdote (presbítero).

Ainda na década de 60 fundou a Creche Lar Educandário Nossa Senhora de Mont’Serrat, no Núcleo Bandeirante em Brasília e que até hoje atende crianças entre 2 e 5 anos de idade. Também fundou o Seminário e Mosteiro da Ordem de São Basílio e Santo Efrém, juntamente com Mor Crisóstomos e Mor José Faustino, onde também localiza-se a Igreja de Nossa Senhora de Mont’Serrat, em 18 de março de 1994.

Foi sagrado bispo em 18 de maio de 1969, e recebeu o Eskimo (véu monástico) sendo sagrado monge da Ordem de São Basílio  em 28 de novembro de 1994.

Mor Leolino foi o metropolita (arcebispo) do Distrito Federal e Presidente da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil até o dia 26 de agosto de 2014, data de seu falecimento.
 
VELÓRIO
 
Mor Leolino será velado hoje, 27, em dois locais: na Paróquia Mãe de Deus, em Taguatinga – um bairro de Brasília (DF) – e, depois das 15h, no Mosteiro São Basílio, localizado em Samambaia, também na capital.
 
CONIC com informações da ISOA
 
Unidade na diversidade evidencia testemunho cristão
Ter, 26 de Agosto de 2014 19:42
 
Por Jaime C. Patias
 
Uma celebração ecumênica com destaque para a unidade na diversidade, concluiu na manhã deste domingo, 24, as atividades do Simpósio Ecumenismo e Missão - Testemunho cristão em um mundo plural. Promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), com apoio das Comissões para o Ecumenismo, Laicato e Ação Missionária da CNBB e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), o evento reuniu cerca de 100 representantes de diversas igrejas cristãs, em Vargem Grande Paulista (SP).
 
Cânticos, orações, reflexões e símbolos reforçaram a necessidade de continuar a caminhada histórica do ecumenismo no Brasil com ações comuns. Ao comentar o mandato de Jesus aos seus discípulos, “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”, dom Francisco de Assis da Silva, bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil observou que o envio não é apenas ir e anunciar. “Trata-se de um ir ao encontro do mundo de forma desarmada, de braços abertos com o coração cheio de amor que vem de Deus. Significa correr riscos e enfrentar os desafios da pluralidade, do diferente, das cosmovisões, cultura, ciência, entre outros”. Segundo o bispo é preciso “encarnar-se nessa realidade e anunciar. E anúncio, mais do que discurso é envolvimento”. Dom Francisco lembrou ainda, as palavras de São Francisco de Assis que diz: “primeiro vivo e depois se necessário prego”. E finalizou: “Anunciar significa envolver-se, correr o doce risco de encontrar a diferença e a beleza da pluralidade”.
 
Presente na celebração, o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP), sublinhou a unidade em Jesus Cristo como o melhor testemunho. “Somos todos batizados e o batismo nos incorpora em Jesus Cristo. Temos essa missão de testemunhar Jesus no mundo diante de tantos desafios. Não podemos desanimar, pois Cristo caminha conosco e o Espírito Santo nos ilumina e guia. Em nossas diferenças temos essa missão comum”, disse o cardeal. Em sua opinião, a divisão entre os cristãos é um grande obstáculo. “Para que o mundo creia é necessário que nos amemos uns aos outros e testemunhemos a nossa unidade em nossas diferenças. Esse movimento de ecumenismo é irreversível e nós devemos fortalecê-lo cada vez mais”, argumentou. Ele recordou ainda, as várias iniciativas ecumênicas como a Campanha da Fraternidade e a Semana de Oração pela Unidade.
 
Líderes se revezaram para pedir unidade em torno de questões comuns. “No projeto de Jesus ninguém é excluído. É preciso que nos coloquemos no lugar de cada pessoa oprimida, pois sabemos a gravidade da desigualdade em nossa sociedade, em especial das mulheres violentadas”, reivindicou a Rev. Elineide Ferreira Oliveira, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. “Devemos sair daqui mais sensibilizados com a causa do nosso próximo na pluralidade e na busca de justiça e igualdade”.
 
Marilza José Lopes Schuina, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) pediu que os leigos e leigas fossem sujeitos eclesiais atuantes. “Quando Jesus dá ordens, Ele não as dá aos homens ou às mulheres isoladamente, mas a todos”, defendeu. “Neste Simpósio e em outros contextos, ouvimos que as mulheres estão saindo silenciosamente de nossas igrejas. Mas também é verdade que a maioria de nossas comunidades é mantida através do serviço pastoral das mulheres. Elas não estão nos púlpitos, nas sacristias, mas nos serviços para talvez cumprir um preceito daquela que disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor’”, comentou Marilza. Segundo ela, “estar a serviço é se ‘empoderar’ para dizer o que somos e o que podemos fazer. Precisamos contribuir para que as mulheres não sejam apenas testemunhas, mas presença efetiva na comunidade e na sociedade. Ainda somos extremamente machistas”, ponderou a presidente.
 
Estava previsto que as várias reflexões do Simpósio resultassem numa espécie de Documento com orientações sobre o diálogo ecumênico nas diversas igrejas cristãs. Ao perceber que isso já não seria possível, uma comissão de redação reuniu as contribuições vindas dos grupos de trabalho e durante a celebração as entregou à pastora Romi Benke, secretária Executiva do CONIC. Após sistematização, o documento será apresentado na próxima assembleia da entidade, em abril de 2015.
 
“Tanto o papa Francisco quanto o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) têm reforçado a ideia de uma Igreja peregrina. Acho que essa construção coletiva que fizemos ao longo destes dias está nessa lógica. Queríamos formalizar um Documento hoje, mas o Espírito de Deus é livre e sopra onde, como e quando quer. E soprou para que a gente não assinasse nada, mas dessa continuidade ao processo”, explicou a secretária e complementou. “Pedimos que as contribuições sejam colocadas em oração para que, a partir de agora, o processo se fortaleça”.
 
Na programação do Simpósio, as conferências, debates e partilhas trouxeram reflexões e apontaram alternativas para enfrentar os desafios da missão em um contexto de pluralismo religioso e de multiplicidade de sujeitos.
 
A motivação para a realização do evento partiu do contexto de comemorações dos 50 anos da Conferência do Nordeste (1962) e do Concílio Vaticano II (1962-1965). Estes dois momentos históricos foram refletidos à luz do documento “Testemunho Cristão em um mundo Plural”, elaborado a partir de um processo de reflexão que envolveu o CMI, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso e a Aliança Evangélica Mundial.
 
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Comissão da CNBB apresenta revista Caminhos de Diálogo
Dom, 24 de Agosto de 2014 16:24
 
A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, apresentou, durante o Simpósio Ecumenismo e Missão, realizado neste final de semana, dias 21 a 24, a primeira edição da revista Caminhos de Diálogo.
 
Padre Elias Wolff, membro da Comissão teológica do CONIC explicou que a revista visa "contribuir para a reflexão sobre o diálogo ecumênico e inter-religioso, possibilitando integrar essas importantes temáticas na consciência e ação das igrejas". Além disso, “quer favorecer para que a reflexão sobre o ecumenismo e o diálogo inter-religioso avance tanto na perspectiva pastoral, quanto teológica e espiritual”.
 
Dom Francisco Biasin, presidente da Comissão, destacou os objetivos da revista: “Apresentar reflexões e notícias, sobretudo sobre o diálogo ecumênico e inter-religioso no Brasil, interagindo com o diálogo que acontece na América Latina e no mundo; possibilitar a formação da consciência sobre o valor do diálogo ecumênico e inter-religioso, nos horizontes teológico, pastoral, espiritual e social; colaborar com as Igrejas e Organizações do Brasil que buscam difundir propostas para o fortalecimento do diálogo ecumênico e inter-religioso; e possibilitar uma educação para o diálogo, sobretudo nas escolas favorecendo o encontro dos credos e culturas para a superação de todas as formas de intolerância”.
 
Promovido pelo CONIC, em parceria com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB, o Simpósio reuniu cerca de 100 representantes das diversas Igrejas cristãs no Centro Mariápolis em Vargem Grande Paulista (SP).
 
A revista é distribuída pela Comissão para o Ecumenismo da CNBB. Pedidos e assinaturas, podem ser feitos através do email: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
 
Diretoria do CONIC se reúne em Vargem Grande Paulista (SP)
Dom, 24 de Agosto de 2014 16:13
Momentos antes do início das atividades do Simpósio Ecumenismo e Missão – Testemunho Cristão em um Mundo Plural, realizado de 21 a 24 de agosto, a diretoria do CONIC se reuniu, no mesmo local do evento, o Centro Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP), para tratar de temas como Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, Assembleia do CONIC em 2015, Semana de Oração, entre outros.
 
Participaram da reunião o presidente do CONIC dom Manoel João Francisco (ICAR); o 1º vice-presidente, atual primaz anglicano, dom Francisco de Assis da Silva (IEAB); a 2º vice-presidente presbítera Elinete W. Paes Miller (IPU); a secretária da diretoria Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa (ISOA) e o tesoureiro Altemir Labes (IECLB).
 
 
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"O amor será nosso maior testemunho”, afirma pastora luterana
Dom, 24 de Agosto de 2014 13:14
 
Por Jaime C. Patias
 
O Simpósio Ecumenismo e Missão - Testemunho Cristão em um Mundo Plural, além de criar um ambiente de convivência e diálogo é um momento forte de reflexão e partilha à luz da Palavra de Deus. Promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o evento reúne nos dias 21 a 24, cerca de 100 pessoas entre leigos(as), consagradas e ordenadas nas diversas Igrejas cristãs, em Vargem Grande Paulista (SP).
 
Na manhã deste sábado, 23, a pastora luterana Dr. Wanda Deifelt, professora de teologia no Luther College em Decorah (IA) – EUA, fez uma leitura sobre metodologias missionárias a partir dos Atos dos Apóstolos. Acredita-se que o livro foi escrito entre os anos 80-90 pelo mesmo autor do Evangelho de Lucas e narra o nascimento, crescimento e desenvolvimento da igreja. Segundo a professora, o texto apresenta desafios e possibilidades para a missão.
 
Ao avaliar a história da missão na América Latina, Wanda destaca “críticas severas ao modelo missionário seguido, com a associação entre a cruz e a espada, e a cruz imposta aos povos indígenas e missionários”. Hoje o cristianismo predomina nos nossos países. Para a biblista, neste terceiro milênio, “cabe-nos fazer uma avaliação sobre a diferença que a presença do cristianismo tem causado na vida das pessoas. Creio que as igrejas já se deram conta que a preocupação única pela salvação da alma já não é impulso suficiente para a missão. Este fim já não justifica mais os meios. Cada vez mais as igrejas se apercebem que a prática de Jesus não era só salvar a alma do mal, mas também pregar a ressurreição do corpo e anunciar que o Evangelho é boa notícia no presente. Também o ‘como’ da missão deve ser motivo de reflexão”.
 
Na sequência, Dr. Wanda teceu comentários sobre o livro dos Atos dos Apóstolos cujo autor tenta pintar uma imagem um tanto uniforme e otimista do crescimento do cristianismo. A pastora selecionou cinco exemplos de desafios missionários presentes no livro que, segundo ela, continuam sendo atuais. Eles mostram as possibilidades e discrepâncias no agir missionário.
 
A presença invisível das mulheres: pelas narrativas dos evangelistas junto com os discípulos havia algumas mulheres. Apesar de o texto mencionar os homens, com exceção de Maria, a mãe de Jesus, as demais mulheres não são identificadas. Uma leitura mais criteriosa porém, mostra que as mulheres também haviam tido uma presença no ministério de Jesus, fazendo parte do círculo mais próximo de amizade. Elas haviam estado com Jesus até o fim e sido as primeiras a testemunhar sua ressurreição.
 
As disparidades socioeconômicas: muitos peritos na área de missiologia tomam o texto de At 4, 32-35 como uma explicação para o sucesso e expansão do cristianismo. Quem possuía casas e terras vendia sua propriedade e o valor correspondente era distribuído aos que tinham necessidade. Tinham tudo em comum. A caridade é tida como um dos grandes motivadores para a adesão de novos membros à comunidade cristã e certamente nos provoca nestes tempos de gritante disparidade social onde, ao invés da solidariedade, o Evangelho de Cristo tem sido reduzido à teologia da prosperidade. O tom otimista da história de sucesso podem nos impedir de ver a complexidade das questões sociais já nos tempos bíblicos. Por muito tempo se entendeu diaconia como sinônimo para assistência social, como caridade que é oferecida aos menos favorecidos. Nos EUA, muitos defendem que os ricos devam ficar mais ricos para então poder fazer mais caridade.
 
Na América Latina se fez muita missão a partir da assistência social foi de grande valor para um modelo de diaconia, de serviço. A pergunta para a missão hoje é se este modelo ainda serve. Será que o modelo da economia solidária serve como um modelo alternativo ao da generosidade dos ricos para com os pobres? Por que não pensar em participação e sustentabilidade ao invés de dependência e assistencialismo.
 
A fluidez de gênero e raça/etnia aparece no episódio da conversão do etíope, eunuco, alto oficial de Candance. Muitos exegetas interpretam o texto como parte da expansão missionária relatada por Lucas. O episódio, porém, chama a atenção para as questões de gênero, étnico/raciais muito presente na sociedade atual.
 
A igreja adormecida: os jovens são mencionados várias vezes no livro de Atos. O exemplo mais contundente do papel dos jovens na missão se encontra em At 20, 7-12. Paulo se encontra em Trôade e a congregação se reúne para partir o pão com ele, mas Paulo se estende com sua pregação até a meia-noite. “Um jovem chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo, e foi levantado morto (At 20, 9).” Paulo desce, abraça o rapaz e declara que ele está vivo. Sobe outra vez ao cenáculo, parte o pão e continua pregando até o romper do dia.
 
Esta passagem revela um problema simultaneamente antigo e atual: a Igreja com seus longos discursos e dogmas não é atraente para os jovens. A ação missionária com jovens em nossos dias deveria ser analisada. O sono do jovem deveria abrir nossos olhos. Por outro lado, quem adormece sonha. O desafio missionário me parece evidente e nos instiga a perguntar: o que faz o jovem sonhar? Como seus sonhos podem ser transformados em realidade?
 
O diálogo inter-religioso: o discurso de Paulo no areópago (At 17,16-31) é talvez o melhor exemplo do diálogo entre o cristianismo e as demais religiões. O cristianismo tem uma capacidade incrível de adaptar e cooptar – incluindo aspectos de outras religiões e práticas, o que provavelmente atesta para a sua sobrevivência e sucesso. Mas nisso há também uma tensão. Os fins ou os meios? Exclusivismo, inclusivismo ou pluralismo?
 
No Brasil, percebe-se que dentro da mesma comunidade coexistem diversas expressões religiosas que nem sempre tem a mesma matriz. Por exemplo, a mulher luterana vai à benzedeira, o católico também é do candomblé, a anglicana também é kardecista. Estas múltiplas fidelidades merecem uma atenção maior das igrejas em termos de missão. A gente acha que a Igreja vai dialogar com outras religiões, mas às vezes elas já moram na própria casa.
 
Os desafios missionários hoje são tão intensos como eram no início do cristianismo. Mas como podemos identificar e responder adequadamente a estes desafios? Assim como a missão é um movimento para fora, da comunidade cristã para o mundo, ela também tem uma dimensão para dentro, dos desafios que o mundo apresenta para a reflexão e prática cristãs.
 
Como humanidade, nos damos conta que a diversidade é dom de Deus. Descobrimos a nossa capacidade criativa e criadora, que nos permite pôr em prática os nossos sonhos. Mesmo discordando devemos nos manter em diálogo. E por fim, amaremos aos nossos próximos como amamos a nós, e a Deus acima de todas as coisas. Não os dogmas, os mitos ou os ritos, mas o amor será nosso maior testemunho.
 
Promovido pelo CONIC, em parceria com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB, o Simpósio tem entre outros objetivos, reunir propostas para a elaboração de um documento com orientações para a vivência do ecumenismo no Brasil.
 
Testemunhos sobre a missão em um mundo plural enriquece diálogo
Sáb, 23 de Agosto de 2014 18:13
 
Por Jaime C. Patias
 
Além das conferências e debates, a programação do Simpósio Ecumenismo e Missão - Testemunho Cristão em um Mundo Plural inclui partilha de vivências em contextos de missão. A prática enriquece as reflexões acadêmicas e propõe caminhos para lidar com os desafios.
 
Na tarde desta sexta, 22, Irmã Agnese Costalunga, religiosa católica das Missionárias da Imaculada, professora de missiologia no Instituto de Teologia São Paulo (ITESP) e o pastor luterano Roberto Zwetsch, professor de Teologia Prática e Missiologia nas Faculdades Escola Superior de Teologia (EST) em São Leopoldo, (RS), contribuíram com seus testemunhos e apontaram alguns desafios para a missão. 
 
Ao analisar contextos de missão, Irmã Costalunga observou que o Concílio Ecumênico Vaticano II foi o grande evento eclesial que continua a incentivar importantes mudanças, também missionárias e ecumênicas em nossa época. “Não faltam elogios a respeito dos seus avanços introduzidos na humanidade”, disse a religiosa para em seguida externar preocupações com relação à participação das mulheres. “Nós mulheres percebemos que a ausência da presença feminina continua sendo uma realidade de ontem e de hoje. Colaboramos na pastoral, quase sempre gratuitamente e muitas vezes aceitando a dupla ou tripla jornada de trabalho”. A missiólogo lamenta que a questão de gênero ainda não faz parte do currículo do curso de teologia. “Apesar de não termos uma pesquisa, percebemos uma grande diminuição da presença feminina nos estudos teológicos. É evidente a saída silenciosa das mulheres com seus filhos das igrejas”, ponderou.
 
Além disso, Irmã Costalunga vê “pouco progresso no diálogo inter-religioso entre as Igrejas num cenário onde aumentam as práticas neoliberais”. Vivemos em “uma sociedade plural, secularizada e em constantes, rápidas e sucessivas transformações e na complexidade da globalização neoliberal excludente”. Diante disso a missióloga lançou uma questão: “como podemos nos ajudar entre as Igrejas para que a missionariedade eclesial se torne o espaço privilegiado de nossa ação transformadora e realizadora dos sinais dos tempos?”
 
Pensar missão num mundo plural
 
Professor Roberto Zwetsch por sua vez, destacou a dimensão do diálogo e da convivência. “Eu entendo que missão não é divulgar as igrejas, mas participar da ação e da presença de Deus no mundo. Como Deus atua no mundo de hoje. E nós enquanto instrumento da missão de Deus temos que responder a esse clamor que surge da vida e do contexto vivencial das pessoas”, afirmou.
 
Diante de um mundo multiétnico e pluricultural, Roberto Zwetsch sublinha a necessidade de “aprender o que significa diálogo com os diferentes, não só com aqueles que são do nosso lugar, da nossa instituição, mas aqueles que estão além da instituição e que estão lutando para sobreviver dignamente neste mundo”. Segundo ele, dialogar com o outro é muito mais do que conversar, “é caminhar junto”. Para isso, se supõe o desafio do compromisso, “de chegar a ter certo tipo de cumplicidade com a luta das pessoas pela dignidade da vida. Isso justamente num mundo que está passando por uma crise profunda de economia, de meio ambiente, de justiça e de ética”, complementou.
 
Promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC), em parceria com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB, o Simpósio reúne cerca de 100 pessoas entre leigos(as), consagradas e ordenadas nas diversas Igrejas cristãs, estudantes de teologia e convidados.
 
Simpósio resgata caminhada histórica do movimento ecumênico no Brasil
Sáb, 23 de Agosto de 2014 14:00
 
Por Jaime C. Patias 
 
Fazer memória do movimento ecumênico é tarefa fundamental para evitar o conformismo e construir caminhos de unidade na diversidade. Essa preocupação está na pauta dos diálogos realizados durante o Simpósio Ecumenismo e Missão - Testemunho Cristão em um Mundo Plural, promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). O evento acontece neste final de semana, dias 21 a 14, em Vargem Grande Paulista (SP).
 
Entre os temas tratados, nesta sexta, 22, padre Oscar Beozzo, do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação (CESEEP) falou sobre a dimensão Ecumênica do Concílio Vaticano II, em especial no documento Unitatis Redintegratio, sua recepção e atualidade no Brasil. Uma “flor de inesperada primavera”, como foi considerado, “o Concílio mexeu com a Igreja católica e com as outras igrejas cristãs. O primeiro impacto foi a unidade dos cristãos”. Na sequência o historiador apresentou as principais figuras que garantiram a dimensão ecumênica do Concílio e descreveu o espírito que reinava em suas quatro sessões entre 1962 e 1965.
 
Já no discurso de abertura, o papa João XXIII pediu que se “evitassem condenações e anátema”. Ele pediu “uma serena apresentação da verdade”. Ao procurar responder às “exigências do nosso tempo, o evento revela-se uma busca ecumênica pela unidade dos católicos, dos cristãos, dos fiéis de religiões não cristãs e de todo o gênero humano”.
 
O teólogo notou também que, os observadores de outras Igrejas cristãs eram 168, dos quais 59 vindo das Igrejas orientais. No decorrer do evento formaram-se alguns grupos “informais”: o “Ecumênico”, o da articulação de teólogos e peritos, e o grupo “Igreja dos Pobres” que escreveu o “Pacto das Catacumbas”. Havia ainda o grupo da articulação conservadora da minoria conciliar. Além de teólogos e peritos, participaram alguns leigos e mulheres na qualidade de observadores.
 
No final dos trabalhos, havia uma preocupação quanto à recepção das suas decisões, pois “é sempre mais fácil fazer o Concílio do que de verdade tentar concretizá-lo”, disse padre Beozzo. Através da autêntica ação ecumênica se pretendia “levar o povo de Deus a uma maior comunhão de vida em Cristo”.
 
Na opinião de Beozzo, o diálogo ecumênico passa pela “conversão do coração que é atitude comum, o conhecimento mútuo e o ensino ecumênico”. Segundo ele, nos estudos da teologia, da bíblia ao dogma passando pela história, deveriam ser apresentados de maneira ecumênica. Muitas vezes, “brigamos por coisas pequenas e deixamos de lado o essencial. É importante enfatizar o que une ao invés daquilo que nos separa”, ponderou o historiador e questionou. “No essencial estamos em profunda comunhão então, por que não superamos as pequenas coisas nas quais a gente ainda não está em comunhão e muitas delas são legítimas expressões que devem ser acolhidas dentro da Igreja na diversidade”.
 
Sobre o documento conciliar Unitatis Redintegratio, Beozzo avalia que ele significou “apenas um começo. Precisamos dar passos concretos. Temos muito caminho a percorrer em favor da unidade”, complementou.
 
Os desafios do ecumenismo
 
Em seguida, partindo do resgate histórico da Conferência do Nordeste (1962) e do Concílio Vaticano II, o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco em Pernambuco, Dr. Joanildo Burity trouxe questões referentes ao momento atual do movimento ecumênico. “Fazemos memória para não corrermos o risco de esquecer. Acontecimentos mudaram a vida das pessoas e a memória ajudou a sustentar as mudanças. Devemos evitar o conformismo”, salientou o historiador ao recordar eventos e documentos que antecederam a Conferência do Nordeste.
 
Ao comentar sobre a participação dos cristãos na sociedade, professor Burity citou o teólogo presbiteriano Richard Schaull, quando afirma: “o ponto básico não é se os cristãos conseguem formular certos valores com os quais os não cristãos possam concordar, para base de uma ação comum; é, ao invés disso, se os cristãos conseguem ou não perceber e responder às dimensões fundamentais da realidade, a qual tanto cristãos como não cristãos precisam levar em conta ao tomarem suas decisões éticas”.
 
A fragmentação da geração ecumênica e de sua elaboração teológico-política; tensão mal resolvida entre “teologia social” e missiologia: “onguização” do movimento ecumênico, ecumenismo de cúpulas e descolamento eclesial; o impacto da pluralização: ideologias, identidades, diversidade religiosa, os impactos da globalização, são segundo professor Burity, algumas características da realidade atual. Além disso, percebe-se um grande crescimento de carismáticos e neopentecostais pouco propensos ao diálogo.
 
Diante do cenário atual, Joanildo Burity, argumenta que “não há futuro para o movimento ecumênico sem a participação dos carismáticos e dos neopentecostais. O grande desafio é como fazer isso”, finalizou.
 
Promovido pelo CONIC, em parceria com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB, o Simpósio reúne cerca de 100 pessoas entre leigos(as), consagradas e ordenadas nas diversas Igrejas cristãs, estudantes de teologia e convidados.
 
 
Simpósio faz memória da Conferência do Nordeste e do Concílio Vaticano II
Sex, 22 de Agosto de 2014 21:49
 
Por Jaime C. Patias
 
Resgatar a caminhada histórica do movimento ecumênico no Brasil tendo como pano de fundo a Conferência do Nordeste e o Concílio Vaticano II. Este foi o objetivo da primeira conferência realizada na manhã desta sexta, 22, durante o Simpósio Ecumenismo e Missão, que acontece em Vargem Grande Paulista (SP).
 
A Conferência do Nordeste foi realizada em 1962, um ano após a renúncia do presidente Jânio Quadros e da crise político-militar que culminou com o golpe de 1964 e do período ditatorial de 21 anos. O evento reuniu em Recife (PE), 167 pessoas de 14 denominações, da Igreja Episcopal Anglicana aos Pentecostais, representando todo o espectro do protestantismos brasileiro.
 
Ao fazer memória desse acontecimento, Dr. Zwinglio Motta Dias, pastor emérito da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e professor-convidado na UF de Juiz de Fora (MG), recordou que, a Conferência do Nordeste pode ser considerada como o primeiro evento organizado pelas instituições eclesiásticas protestantes para tratar das grandes questões sociopolíticas no período posterior à II Guerra Mundial. Segundo ele, o evento “representou um momento significativo nas disputas teológico-ideológicas que cindiam a realidade eclesiástica protestante no país. Ao mesmo tempo introduziu na cena política nacional os movimentos de juventude e de outros setores das igrejas evangélicas”.
 
Na época, o protestantismo brasileiro estava perdendo um dos elementos da sua tradição representado pelo reformismo social que acompanhou os grandes movimentos ativistas do século XVIII e XIX. O protestantismo “recusou a história e o engajamento em vista à mudança social e política em favor de um discurso celestial, dualista e reservado à esfera do privado e do individual”.
 
Por isso, segundo Dr. Zwinglio, a Conferência do Nordeste foi uma tentativa de romper com esta visão na medida em que procurou levar as igrejas a discutirem as questões vitais que envolviam a sociedade brasileira naquele momento para resgatar as verdadeiras forças do testemunho cristão.
 
“Ao tratar temas vitais que envolviam a sociedade brasileira, a Conferência ofereceu também uma nova leitura bíblico-teológica da realidade humana capaz de induzir e sustentar uma nova perspectiva de compreensão da natureza da missão da igreja no Brasil”, destacou o pastor.
 
“Cristo e o processo revolucionário brasileiro”, “a revolução do Reino de Deus”, “os profetas em épocas de transformações políticas e sociais”, “a missão total da igreja numa sociedade em crise” foram os temas tratados pela Conferência.
 
Começa um processo de renovação teológica e o que acontecia no Brasil repercutia em toda a América Latina e culminou na criação do movimento “Igreja e Sociedade na América Latina” (ISAL) que muito contribuiu para a cooperação e unidade entre as igrejas protestantes.
 
Para Dr. Zwinglio, de maneira geral a Conferência do Nordeste acabou por assumir as teses do governo Goulart pelas reformas de base (Agrária, Tributária, Bancária, Urbana, Política, Universitária), defendendo uma política externa independente. Ao mesmo tempo vivia-se um momento de grande criatividade em todos os campos. A palavra de ordem era ‘mudança’. “Assim o Encontro representou um esforço de deixar para trás as formas insípidas de uma religiosidade de um Protestantismo sem raízes na Reforma”.
 
O professor avalia que esse movimento foi derrotado com muitos de seus personagens exilados outros presos, outros ainda foram traídos por muitos “que pensavam que eram seus irmãos em Cristo”. Infelizmente “o recado dessa Conferência não foi ouvido. O conservadorismo tomou conta das estruturas eclesiásticas que mantiveram as velhas formas de ser igreja com apoio ao autoritarismo militar no poder”.
 
Por outro lado, Zwinglio argumenta que as ‘minorias abraâmicas’, conforme dizia dom Helder Câmara, “encontraram novos caminhos para expressarem sua fidelidade ao projeto de vida anunciado por Jesus de Nazaré”. Com isso, “o movimento ecumênico ganhou força e ultrapassou as fronteiras das instituições eclesiásticas. Essas minorias ajudaram a resgatar o essencial dos valores evangélicos”.
 
Houve entre as décadas de 60 e 80 um movimento catalisador de unidade do movimento ecumênico no Brasil. Essa confluência veio na esteira da Teologia da Libertação. Na década de 90 esse movimento enfraqueceu e se fragmentou em diversas teologias e segmentos conduzidos por líderes carismáticos em especial no neopentecostalismo.
 
Promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), em parceria com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB, o Simpósio Ecumenismo e Missão reúne cerca de 100 pessoas entre leigos(as), consagradas e ordenadas nas diversas Igrejas cristãs, estudantes de teologia e convidados. A programação se estende até o domingo, 24.
 
 
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