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ONU lança Semana de Mobilização Contra o Tráfico de Pessoas
Seg, 28 de Julho de 2014 20:33
 
Tem início hoje, 28, a Semana Nacional de Mobilização pelo Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A iniciativa, da Organização das Nações Unidas (ONU), pretende realizar ações de visibilidade para o alerta contra o crime em diversos países, e seguirá até o dia 1º de agosto.
 
Apontado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) como uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo, o tráfico de pessoas atinge cerca de 2,5 milhões de vítimas. Diante da gravidade da questão, a Assembleia Geral da ONU instituiu o dia 30 de julho como Dia Mundial de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, mesma data na qual foi aprovado, em 2010, o Plano Global de Combate ao Tráfico de Pessoas pela organização.
 
Há algum tempo a CNBB também se preocupa com o assunto, que este ano, inclusive, foi tema da Campanha da Fraternidade. O bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, dom Guilherme Werlang, acredita que a ação da ONU é uma oportunidade para a continuação do debate levantado pela Campanha da Fraternidade.
 
“A ONU vem ao encontro do que a CNBB vem discutindo ao longo de muitos anos e que teve seu ponto mais alto na última Campanha da Fraternidade. Esperamos que as dioceses levem adiante outras iniciativas para combater esse crime”. Dom Guilherme defende que as pastorais continuem o trabalho de conscientização da população, para que não embarquem nas promessas fáceis que podem ser armadilhas para o tráfico de pessoas, de órgãos ou trabalho escravo.
 
Paraná engajado na causa
 
O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Paraná (NETP-PR), vinculado ao Departamento de Direitos Humanos e Cidadania (DEDIHC), da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, também realiza atividades voltadas para Semana de Mobilização contra o Tráfico de Pessoas.
 
A mobilização ocorre simultaneamente com a campanha Coração Azul, iniciativa do UNODC para conscientizar sobre a luta contra o tráfico de pessoas e seu impacto na sociedade, e ainda inspirar os detentores do poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime. O trabalho é realizado em conjunto com o Ministério da Justiça.
 
O núcleo pretende promover uma série de atividades de orientação com palestras em estabelecimentos de Ensino Superior, abertas à toda a população, em especial representantes da sociedade civil organizada e gestores municipais e estaduais. Além disso, é prevista a distribuição de material educativo nas ruas com a finalidade de prevenir casos de tráfico de pessoas, bem como a publicação de artigos sobre o tema, juntamente com o calendário da semana de mobilização.
 
Como forma de demonstrar solidariedade à campanha Coração Azul, o Núcleo de Enfrentamento de Tráfico de Pessoas almeja iluminar o Palácio Iguaçu na cor azul, assim como o Jardim Botânico de Curitiba.
 
Com informações da CNBB
Imagem: Divulgação
 
Historiador judeu pede que Brasil lidere pressão contra Israel
Sáb, 26 de Julho de 2014 20:53
 
O historiador Shlomo Sand, nascido na Áustria e radicado em Israel desde os primeiros momentos da criação do estado judeu no Oriente Médio, na década de 1940, é uma das figuras mais conhecidas da esquerda israelense: seu livro A Invenção do Povo Judeu, de 2008, em que o autor questiona a promiscuidade entre fato histórico e mitologia nacionalista na narrativa de construção de Israel, esteve no topo dos mais vendidos no país por 19 semanas e é o texto acadêmico israelense mais traduzido para outras línguas na história, com mais de 80 mil exemplares vendidos apenas na França.
 
A notoriedade, no entanto, não significa popularidade na terra natal. Rechaçado por militantes sionistas, judeus ortodoxos, articulistas da mídia israelense e especialistas da historiografia judaica tradicional, Sand segue investindo na polêmica como forma de chacoalhar uma sociedade que está "mais cruel, mais feia e muito mais racista" do que nunca. "Não sei se seus leitores sabem que muitos dos israelenses sobem em montanhas no entorno de Gaza para assistir aos bombardeios", conta o professor, ao falar sobre o conflito entre Israel e o grupo Hamas, que já deixou mais de 600 civis palestinos mortos por bombardeios aéreos e ações militares em terra.
 
Sand questiona ainda o sequestro de três colonos israelenses como principal motivação da guerra: de acordo com o professor, logo após o sequestro, em abril deste ano, o estado de Israel rompeu acordo fechado em 2011 pela libertação do soldado Gilat Shalit, que havia sido capturado por forças palestinas, e voltou a prender os mais de mil prisioneiros políticos liberados àquela oportunidade, inclusive parlamentares da Autoridade Palestina, como forma de provocar o Hamas a entrar no conflito armado. "Se você me perguntar se o governo de Israel queria esta guerra, tenho de dizer que não tenho certeza, mas acredito que sim", resume.
 
Para o professor, a situação atual pode não ter mais solução "de dentro para fora" e depende de pressão externa. "A única coisa que eu acho que pode provocar mudança é pressão externa, com exceção do terror. Soube que o Brasil tomou posição e retirou sua embaixadora do país. E isso me deixou muito feliz. Esse é o caminho. A América Latina, como um bloco, pode fazer muita pressão e pode ser muito importante para resolver conflitos", afirma.
 
Existem motivos econômicos, sociais ou políticos para que uma nova rodada de agressões a Gaza tenha início neste momento? Trata-se mesmo apenas de uma retaliação pelo sequestro e morte de três colonos?
 
É muito difícil, neste momento, entender todos os motivos para esta nova guerra entre Israel e Hamas, mas eu vou tentar responder à pergunta 'há razões políticas?' Há. Não vejo motivação econômica ou social, mas a razão política, acredito, mesmo que não tenha provas, é a relação entre o Hamas e a nova liderança da Autoridade Palestina, que levou o Hamas a aceitar se unir ao Fatah em um governo unificado. A guerra atual foi provocada após o sequestro de três colonos, mas como ela foi provocada? Sem nenhuma prova de que o Hamas tenha qualquer envolvimento nos sequestros, sem nenhuma condição de acusar o Hamas diretamente pelo que aconteceu com esses colonos, Israel começou a prender todos os prisioneiros que foram liberados no acordo de Gilat Shalit. Israel rompeu todas as regras do jogo. E, desta vez, quebraram o acordo abertamente, prendendo todos os prisioneiros que haviam sido liberados, inclusive membros do parlamento. Então não deixaram muita opção para o Hamas em Gaza. Se você me perguntar se o governo de Israel queria esta guerra, tenho de dizer que não tenho certeza, mas acredito que sim.
 
Como tem sido a reação do povo israelense a este novo conflito?
 
Não sei se seus leitores sabem que muitos dos israelenses sobem em montanhas no entorno de Gaza para assistir aos bombardeios. É importante compreender que a polarização político-ideológica da sociedade israelense hoje em dia é muito mais radical do que antes. A maior parte de Israel está muito mais racista do que em comparação aos colonizadores dos anos 1960. A influência da mídia, conduzida pela intelligentsia israelense, levou a uma radicalização muito grande. Então, hoje, a sociedade israelense é mais cruel, mais feia e muito mais racista.
 
A expectativa mundial é por uma mudança cultural em Israel que siga no sentido oposto...
 
Não acredito que Israel, no ponto em que está, possa ser mudado de dentro para fora. Eu já perdi esperança que algo positivo possa vir da política ou da sociedade israelense. O que quero dizer com isso é que não existe nenhuma força política que possa se comprometer com um processo de paz com os palestinos e nem mesmo os palestinos moderados. O processo de paz que os americanos tentaram criar foi uma grande piada. O representante de Obama para as conversas de paz Israel-Palestina no ano passado, Martin Indyk, antes de sua carreira diplomática, era um lobista da Aipac (Comitê América-Israel de Assuntos Públicos, na sigla em inglês, grupo que advoga por políticas pró-Israel junto ao Congresso dos Estados Unidos). Não acredito que Israel possa mudar por dentro se a situação econômica não mudar. A única coisa que acho que pode provocar mudança é pressão externa, com exceção do terror. Toda pressão externa, que não sejam atos de terror, irá ajudar a garantir a existência do estado de Israel. Soube que o Brasil tomou posição e retirou sua embaixadora do país e isso me deixou muito feliz. Esse é o caminho.
 
O senhor soube da resposta do governo israelense?
 
Não.
 
Eles condenaram a postura do governo e disseram que o Brasil é um "anão diplomático".
 
(Risos) Ainda não vi isso na imprensa israelense, talvez tenha saído apenas na TV, mas, ora, eu conheci a embaixadora brasileira anterior em Israel (Maria Elisa Bittencourt Berenguer). Uma mulher muito inteligente. A diplomacia brasileira merece respeito.
 
A diplomacia brasileira tentou envolver-se na solução de conflitos no Oriente Médio em 2010, quando se uniu à Turquia para chegar a um acordo sobre o enriquecimento de urânio no Irã.
 
Sim, me lembro do esforço diplomático do Brasil e da Turquia e aquele episódio também me deixou muito feliz. A América Latina, como um bloco, pode fazer muita pressão e pode ser muito importante para resolver conflitos. Já que os Estados Unidos não aceitam interromper seu apoio incondicional a Israel... Você sabia que na semana passada Israel pediu ao Departamento de Defesa mais de US$ 500 milhões a mais do que já recebem em apoio, para a guerra atual? E os Estados Unidos aceitaram. Eles não dão o dinheiro, dão armas, porque assim pagam dívidas com a indústria de armamento.
 
Como podem os Estados Unidos imporem sanções à Rússia pelo que ocorreu na Crimeia e, ao mesmo tempo, não se atreverem a mover sanções contra Israel, mesmo que a população da Crimeia não tenha se oposto à ocupação como os Palestinos seguem resistindo à ocupação israelense? Eu espero que a América Latina possa nos ajudar, organizando a pressão internacional. E quando digo nos ajudar, digo ajudar o Estado de Israel a continuar existindo, ao lado do Estado Palestino. Eu não sou contra a existência do Estado de Israel. Sou a favor da existência de dois estados confederados sob uma instância superior de governo.
 
Não é possível propor a uma das sociedades mais racistas do mundo que ela passe a ser uma minoria sob um Estado único. Não é uma utopia. É uma estupidez. Ao mesmo tempo, não acredito que dois Estados possam existir completamente separados no Oriente Médio nas condições atuais, em que Israel está atrelado aos palestinos. Essa seria a forma para que ambos mantivessem a soberania.
 
Você tem de entender que, para que haja uma solução de um estado, você precisa da concordância de ambos os lados. Como chegar a isso nas condições atuais? Israel está próximo de sair vitorioso e sabe disso. Vou te dizer o que estou escrevendo em meu próximo artigo: a história mostra que a adoção de modelos pode causar muitos danos.
 
Dou três exemplos: a revolução bolchevique, que interrompeu a primeira guerra mundial, se tornou um modelo muito ruim de criação de movimentos revolucionários, que fez muito mal aos movimentos de trabalhadores na Europa nos anos 1920 e 1930, gerou uma divisão no movimento dos trabalhadores. A vitória da revolução cubana se tornou um modelo para a América Latina, mas era um modelo ruim, porque não ajudou a América Latina a se livrar das oligarquias norte-americanas. O terceiro exemplo é a África do Sul. A solução de um Estado na África do Sul se tornou o modelo para o conflito Israel-Palestina no Oriente Médio, mas a diferença é que a classe alta branca na África do Sul era completamente dependente economicamente dos trabalhadores negros. Eles não poderiam criar uma sociedade sem eles. Já os israelenses podem viver sem os trabalhadores palestinos. Eles fazem dinheiro com a situação, mas podem viver sem o conflito. Além disso, em algum momento, a existência do movimento negro nos Estados Unidos e uma mudança de relações de poder lá colocaram a diplomacia norte-americana com a África do Sul em muitas contradições. Mais uma vez, não é o caso com Israel.
 
Existe uma força considerável contra a guerra no parlamento e nas ruas? Como a oposição e a esquerda israelense têm se posicionado neste momento?
 
Os partidos de esquerda não são de massas em Israel e não têm muito espaço no parlamento. Temos partidos comunistas compostos por uma maioria árabe e uma esquerda judia. As esquerdas se uniram, nas últimas semanas, pela primeira vez em muito tempo, para atos políticos contra a guerra, mas, também pela primeira vez, provou-se que está muito perigoso organizar manifestações em Israel.
 
Nunca tivemos uma reação da direita como temos hoje nas ruas e está cada vez mais perigoso se manifestar contra a guerra em Israel. Além disso, não há um grande apoio popular à causa. Como eu disse, as relações estão muito mais radicais. E falo dos cidadãos de Israel.
 
Com informações da Rede Brasil Atual
 
CMI expressa preocupação com êxodo de cristãos no Iraque
Sex, 25 de Julho de 2014 19:53
 
Em declaração oficial, emitida no dia 21 de julho, o secretário geral do CMI, Rev. Dr Olav Fykse Tveit, expressou profunda preocupação com o êxodo de comunidades cristãs na cidade iraquiana de Mosul devido às ameaças do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e Síria (EIIS). Tveit descreveu o fenômeno como “uma tragédia tanto para cristãos como para muçulmanos".
 
De acordo com relatos locais, os cristãos foram intimados pelos que controlam a cidade de Mosul a converterem-se ao Islã, pagar a Jizya (espécie de pedágio para não-muçulmanos) ou abandonar a cidade. Quando não tomam uma destas duas atitudes, os cristãos passam a ser ameaçados de execução. Por conta desta situação, a comunidade Shia em Mosul também passou a sentir-se pressionada a deixar a cidade. Atualmente, vários cristãos buscam refúgio em monastérios e vilarejos vizinhos, assim como na região kurda do Iraque.
 
"É com grande preocupação que testemunhamos o aparente fim da presença de cristãos em Mosul, que estão nesta área desde os primeiros séculos do cristianismo", disse Tveit.
 
Tveit pediu orações "por todas as pessoas do Iraque, especialmente aquelas de comunidades minoritárias, sejam elas cristãs ou muçulmanas, que foram forçadas a abandonar suas casas".
 
Em sua declaração, Tveit também menciona o apelo emitido pelo Patriarca Louis Raphael Sako, patriarca católico caldeu de Bagdá, que descreveu os recentes acontecimentos como "perturbadores" e "trágicos".
 
Tveit reiterou o conteúdo de uma declaração do Comitê Central, emitida no início do mês, em que este exorta "o início de um novo processo político de fortalecimento dos direitos humanos fundamentais, especialmente aqueles ligados à liberdade religiosa, capaz de estabelecer o Estado do Direito e assegurar direitos iguais a todos os cidadãos".
 
A declaração do Comitê Central assegura o apoio da comunidade ecumênica às igrejas no Iraque, com especial apreço ao seu compromisso por "engajar-se em diálogos construtivos com outras comunidades religiosas e étnicas a fim de que a herança plural de suas sociedades seja protegida e assegurada".
 
 
Com informações do CMI
Imagem: Divulgação
 
Simpósio Ecumenismo e Missão – Entrevista com Romi Bencke
Qua, 23 de Julho de 2014 20:25
 
O CONIC, juntamente com a PUC-PR e as comissões de Ecumenismo, Laicato e Missão da CNBB organizam, entre os dias 21 e 24 de agosto, o Simpósio Ecumenismo e Missão – Testemunho Cristão em um Mundo Plural. O evento será realizado no Centro Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP), e reunirá 150 participantes. 
 
objetivo da Conferência é refletir e identificar alternativas para a missão em um contexto de pluralismo religioso e de multiplicidade de sujeitos.
 
Pensando em aprofundar um pouco mais a discussão do tema, antes mesmo da realização do Simpósio, o CONIC fez algumas entrevistas com líderes religiosos que estarão presentes no evento. Confira as respostas da secretária geral Romi Bencke.
 
Como o CONIC pode trabalhar para ampliar o conceito de Missão entre as igrejas?
 
Romi - O papel do CONIC é trabalhar em conjunto com as igrejas que fazem parte do Conselho. Por isso, devemos estar atentos para o cenário brasileiro, contribuindo com a reflexão sobre os impactos e as influências do contexto na atuação das igrejas na sociedade. A missão é um aspecto imprescindível para a ação das igrejas. Toda a igreja é missionária. A questão que se coloca é como acontece o agir missionário em um contexto cultural como o do Brasil, marcado pela diversidade religiosa. Missão não pode ser distanciada de diálogo. O agir missionário não pode significar agressão a outras expressões religiosas. Como ser missionário e, ao mesmo tempo, estabelecer relações de respeito e diálogo com diversas expressões religiosas que constituem o Brasil? Este é um desafio que temos. É papel do CONIC facilitar a troca de reflexão entre as igrejas, possibilitando o intercâmbio de experiências e compreensões sobre missão. Além do mais, cabe-nos ampliar a discussão para que igrejas não-membro do CONIC se animem a refletir conosco sobre o tema.
 
Num contexto plural, como é o caso da realidade brasileira, muitas vezes Testemunho é confundido com mero proselitismo. Neste sentido, temos verdadeiros exércitos de missionários que, na sanha de dar Testemunho de suas respectivas verdades, acabam por dizimar culturas, perseguir minorias, entre outras ações que às vezes até culminam em atos criminosos. O que fazer para virar esse jogo?
 
Romi - Este é um grande desafio. Missão não combina com intolerância. Missão também não é o uso da força. Converter o outro a qualquer custo. Entretanto, não se pode negar que desde a perspectiva cristã, missão foi compreendida em levar Cristo a todas as nações. Isso, no transcorrer da história, significou, sim, o uso da força para que pessoas ou povos fossem convertidos. Este tipo de prática, em contextos plurais, não cabem mais. Por outro lado, não temos como deixar de ser missionários. O que precisamos é rever nossas concepções relacionadas à missão. Como refletir missão a partir das novas questões apresentadas pelo contexto atual? Resgatar a postura de Jesus no Evangelho é um dos caminhos. Jesus nunca obrigou alguém a tronar-se judeu. Ao contrário, dialogava com as culturas de sua época sem obrigá-las a renunciar a sua cultura. Precisamos estar abertos a refletir sobre nossas práticas missionárias, sem temor de autocrítica.
 
Há possibilidade deste evento voltar a ocorrer em 2015?
 
Romi - Sim, mas depende dos desdobramentos do Simpósio. Existe a vontade de fazer um segundo Simpósio reunindo diferentes religiões. Enfim, veremos como será.
 
Para saber mais sobre o Simpósio, CLIQUE AQUI.
 
Igrejas pedem o fim imediato das hostilidades em Gaza
Ter, 22 de Julho de 2014 20:15
 
Expressando grave preocupação com a escalada das operações militares em Gaza, o secretário-geral do CMI, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, afirmou que “as hostilidades devem parar. Há que se oferecer a Israel, à Palestina e a toda a região a esperança da paz, uma paz baseada na justiça, uma paz duradoura que leve à reconciliação".
 
Em declaração oficial, emitida pelo CMI em 22 de julho, Tveit expressou profunda tristeza com "a devastação humana nos dois lados e o número desproporcionalmente alto de palestinos mortos, incluindo mulheres e crianças".
 
Em nome das 345 igrejas-membro do CMI, Tveit apelou "que todos os lados respeitem as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos" que condenam e proíbem todos os tipos de extermínio desproporcional e indiscriminado de civis.
 
Tveit compartilhou o chamado do CMI por um cessar imediato das hostilidades em Gaza. Ele pediu o fim das restrições de circulação de pessoas e bens para dentro e fora da Faixa de Gaza a fim de que as demandas humanitárias mais urgentes possam ser atendidas.
 
Na declaração, o CMI também pede a retomada dos diálogos diretos de paz a fim de que uma paz efetiva e duradoura, baseada na constituição de dois estados com fronteiras internacionais reconhecidas, seja alcançada.
 
Tveit afirmou que "os últimos conflitos armados - e o consequente sofrimento intolerável inflingido a famílias e comunidades - não colaboram em nada para a promoção de uma paz justa e sustentável para israelenses e palestinos".
 
Ele acrescentou que "a paz em Israel e na Palestina virá somente através da restauração da compaixão entre as pessoas, da busca comum por caminhos que levem à justiça e à paz, e através do compromisso verdadeiro de criar uma base para que gerações futuras de israelenses e palestinos possam viver lado a lado em paz".
 
Com informações do CMI
 
Luteranos organizam CONGRENAJE 2014
Seg, 21 de Julho de 2014 21:15
Começou ontem, 20 de julho, em Espigão do Oeste (RO), e vai até a próxima sexta-feira, 25, o Congresso Nacional da Juventude Evangélica – CONGRENAJE. O evento é uma organização da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e tem por objetivo integrar jovens da igreja para dias de muita integração e discussão das realidades cristãs Brasil afora.
 
A abertura do evento contou com a presença do pastor presidente da IECLB, Nestor Friederich. Ele destacou que a juventude evangélica tem gerado ações de protagonismo na sua vivência de fé e de confessionalidade Luterana. Nestor ilustrou essa afirmação relatando a indicação de vários jovens como delegados ao Concílio da IECLB, que será realizado ainsa este ano.
 
O CONIC está representado pela secretária geral Romi Bencke.
 
Confira algumas fotos:
 
 
 
 
 
 
 
Para saber mais sobre o evento, CLIQUE AQUI.
Se quiser ver transmissões ao vivo, CLIQUE AQUI.
 
Simplesmente Rubem Alves
Sáb, 19 de Julho de 2014 19:58
 
“Eu achava que religião não era para garantir o céu, depois da morte,
mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos.”
Rubem Alves + 19/7/2014
 
Faleceu hoje, 19 de julho, aos 80 anos, o teólogo, educador e escritor brasileiro Rubem Alves. Homem de palavras firmes e atitudes serenas, defendeu uma teologia comprometida com o povo. Também teve um papel proeminente na criação da Igreja Presbiteriana Unida (IPU) - que integra o CONIC - e via no ecumenismo um compromisso concreto com a fé, o amor e a justiça.
 
Expressamos solidariedade à família e a todos aqueles que admiravam seu trabalho.
 
E que o Deus da Ressurreição seja o nosso consolo.
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
 
 
FLD, Comin e Sínodo Vale do Itajaí: parceria em projeto de emergências
Sáb, 19 de Julho de 2014 18:38
 
A FLD, o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin) e setores de trabalho do Sínodo Vale do Itajaí/Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Conselho Sinodal de Diaconia, Juventude Evangélica e Grupo de Apoio Psicossocial de Base Comunitária - reuniram-se no dia 15 de julho, em Blumenau (SC), para uma reunião de trabalho sobre o Projeto de Apoio à Terra Indígena Xokleng-Laklanõ, afetada por inundações que são agravadas pela Barragem Norte, construída em seu território.
 
O projeto recebe apoio da Aliança ACT, da qual a FLD é membro, uma organização ecumênica internacional que atua nas áreas de desenvolvimento, ajuda humanitária e incidência. Será executado pela FLD e Comin, com a participação e apoio do Sínodo Vale do Itajaí. As atividades previstas incluem o cuidado com a segurança alimentar de 400 famílias, reparação de telhados de 30 casas, acesso à água através da instalação de poços e capacitação em emergências e no processo de organização de ações de incidência.
 
Na reunião do dia 15 de julho, coordenada pelo pastor sinodal do Vale do Itajaí, Breno Willrich, foi decidida a participação de representantes dos setores de trabalho no comitê gestor do projeto, juntamente com representação de uma pessoa indígena, do Comin e da FLD, que se reunirão em agosto para um primeiro encontro.
 
Acompanhadas por integrantes da equipe do Comin, representantes da FLD visitaram as localidades devastadas pelas inundações, sem soluções previstas, devido ao não cumprimento pela Barragem Norte das resoluções judiciais julgadas no decorrer das últimas décadas. Crianças, adolescentes e pessoas idosas, entre as quais pessoas que tiveram suas casas afetadas, estão acampadas ao lado da barragem, como uma ação de protesto ao abandono e ao risco iminente e recorrente de novas inundações.
 
"É impressionante o impacto avassalador da correnteza da água, que alcançou mais de 20 metros de altura, destruindo pontes e devastando vegetação, alterando encostas e isolando comunidades", relatou a secretária executiva da FLD, Cibele Kuss. O isolamento causou insegurança alimentar, doenças, perda de trabalho, impossibilidade de escoamento da produção, entre diversas outras situações de inseguranças. A atuação conjunta do Sínodo Vale do Itajaí, Comin e FLD é um passo importante em direção a uma ação concreta de ajuda humanitária e diaconia. Conforme diz o pastor sinodal Breno Willrich: "Um olhar diaconal e projeto de apoio aos povos indígenas atingidos pelas águas no outro lado da barragem norte."
 
Foto: Divulgação/Sínodo Vale do Itajaí
 
Kairós Palestina Brasil: CONIC entrega documento ao governo brasileiro
Sex, 18 de Julho de 2014 22:14
 
O CONIC entregou hoje, 18 de julho, para o chefe da assessoria internacional da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Fabrício Prado, a petição do Kairós Palestina Brasil que, entre outras coisas, pede que o “governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina”. O documento foi assinado por 240 religiosos e religiosas de diferentes tradições.
 
Fabrício citou um documento da Secretaria-Geral sobre o atual conflito entre Israel e Palestina. Na declaração, o governo expressa solidariedade com os feridos e às famílias das vítimas. Além disto, condena com veemência os bombardeios de Israel e conclama para que as partes envolvidas estabeleçam um cessar fogo duradouro.
 
Participaram da reunião, além de Fabrício, o coordenador de Movimentos Religiosos da SGPR, Alexandre Brasil; o representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, dom Maurício Andrade; o pastor luterano Alberto Gallert e a secretária geral do CONIC, Romi Bencke.
 
Evangelho e ética
 
Na ocasião, também foi entregue o documento Dos Limites Éticos do Evangelho, que critica os acordos firmados entre governo do Rio Grande Sul e universidades gaúchas com a empresa Elbit Systems, que atua diretamente nas políticas israelenses de ocupação ilegal de territórios palestinos e tem participação ativa na construção e na sustentação do chamado muro da vergonha. “O objetivo destes acordos é criar um polo tecnológico aeroespacial, além de financiar um projeto em que as Universidades aportem saber e pesquisa com fins militares”, explicou Romi.
 
Abaixo, leia a petição entregue hoje na íntegra:
 
Nós, líderes religiosos de diversas confissões de fé, igrejas, comunidades e pastorais nos dirigimos ao governo brasileiro desde nossa espiritualidade de compaixão, solidariedade e afirmação da paz com justiça e solicitamos:
 
1- Que o governo brasileiro se pronuncie abertamente contra as agressões que o Estado de Israel impõe à população palestina em Gaza e na Cisjordânia numa ação militar movida pela vingança e punição coletiva;
2- Que o governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina;
3- Que o governo brasileiro interrompa e termine com todas as relações militares como Estado de Israel, em especial com a empresa Elbit;
4- Que o governo brasileiro não estabeleça relações econômicas com empresas baseadas nos assentamentos ilegais de Israel na Cisjordânia.
 
Em nome do Povo que espera, na graça da Fé em Deus de todos os Nomes queremos a Paz! Manteremos nossas comunidades informadas e solidárias!
 
Política Nacional de Participação Social sofre novo ataque na Câmara
Qui, 17 de Julho de 2014 18:21
 
A Política Nacional de Participação Social (PNPS) está sob novo ataque na Câmara dos Deputados. Em sessão na noite desta terça-feira (16), foi aprovado requerimento de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1491/14, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que suspende o decreto federal 8.243/14 sobre a PNPS.
 
Segundo relato da Agência Câmara, a intenção era votar o PDC na terça, 15, mas a sessão teve de ser suspenso por falta de quórum. Quando os trabalhos foram encerrados, estava em votação um pedido de inversão de pauta para possibilitar a votação imediata do projeto.
 
Apenas PT, PCdoB e PSOL se posicionaram em bloco contrariamente ao pedido de urgência. O restante dos partidos, inclusive os da base aliada do governo, votou a favor, com alguma defecções pontuais.
 
Assinado pela presidenta Dilma Rousseff no final de maio, o decreto tem como um dos seus objetivos o fortalecimento de mecanismos e instâncias de diálogo entre a sociedade civil e o Estado. Ele foi alvo de ataques de diversos setores desde o lançamento, como a grande mídia, que divulgou artigos e editoriais criticando a medida.
 
No Congresso, parlamentares dos partidos PSD, PSDB, DEM PPS e Solidariedade chegaram a obstruir a pauta de votações cobrando a revogação da medida e articulando a votação do PDC 1491/2014.
 
Frente a estes ataques, militantes, intelectuais e organizações da sociedade civil reagiram divulgando textos de apoio à proposta e à ampliação dos espaços de participação social no Estado, incluindo um manifesto em apoio à PNPS lançado por juristas e acadêmicos e que vem recebendo apoio de diversas entidades e pessoas.
 
Com informações do Observatório da Sociedade Civil
Imagem: Divulgação
 
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