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Participe do concurso para ilustrar o cartaz da Semana Nacional de Oração
Sex, 21 de Novembro de 2014 12:57
 
 
CONCURSO PARA ILUSTRAR O CARTAZ DA
SEMANA NACIONAL DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS E CRISTÃS
2015
 
O CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL lança concurso para escolher o cartaz que ilustrará as peças de divulgação (virtuais e impressas, do CONIC e parceiros) da Semana Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos e Cristãs.
 
Tema da Semana:
Dá-me um pouco da tua água (Jo 4.7)
 
1.  O QUE ENVIAR?
 
Para concorrer, o participante precisa encaminhar:
 
- Um cartaz, já finalizado, que reflita o tema da Semana.
 
Obs.: todo material encaminhado deve ter escrito, de forma inequívoca, seja no rodapé, topo ou mesmo centralizado, a seguinte frase: Dá-me um pouco da tua água (Jo 4.7)
 
2.  EM QUAL FORMATO ENVIAR?
 
O cartaz poderá conter desenhos, fotografias e artes (pintura, colagem, montagem) e deverá ser encaminhado em formato JPG (exclusivamente), com resolução de 300 DPI (exclusivamente), sendo 3000px de largura e 4000px de altura.
 
3.  REGRAS SOBRE A PREMIAÇÃO:
 
A premiação deste Concurso será a divulgação do cartaz nas peças de divulgação (virtuais e/ou impressas, do CONIC e parceiros), com os créditos do(s) autor(es).
 
Obs.: não haverá premiação em dinheiro.
 
4.  DA INSCRIÇÃO:
 
O título da mensagem de e-mail que encaminhará o material para o Concurso deverá ser preenchido com um pseudônimo.
 
O cartaz terá de vir acompanhado de:
a)  Nome e endereço do(s) auto(es);
b)  Texto explicando a inspiração para o material encaminhado;
c)  Declaração (vide Anexo 1) cedendo os direitos autorais em benefício do CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS - CONIC;
d)  Autorização para que a equipe técnica do CONIC possa realizar eventuais alterações / ajustes na peça;
 
5.  DA AUTORIA:
 
Poderá ser individual ou em grupo
 
Se a produção do cartaz envolver o uso de imagens ou criação de outra pessoa, será necessário que a utilização esteja devidamente autorizada pelos autores e/ou autoras (vide Anexo 2) e, no caso de imagens de pessoas (fotografia), que estas tenham autorizado a sua veiculação (vide Anexo 3).
 
6.  DO PRAZO:
 
O prazo para o envio de propostas é 15/12/2014.
 
7.  DA SELEÇÃO:
 
A seleção será na sede do CONIC, em Brasília (DF), no dia 12/01/2015, durante reunião específica para a escolha.
 
8.  ENDEREÇO DE ENVIO:
 
Todo material deverá ser enviado para o endereço eletrônico Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , com cópia para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Materiais encaminhados apenas para um dos e-mails acima citados poderão, eventualmente, ficar de fora do Concurso.
 
9.  MOTIVAÇÃO PARA O TEMA
 
A Semana Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos e Cristãs é uma das ações mais antigas do CONIC. O tema da Semana de 2015 foi preparado pelo movimento ecumênico brasileiro sob a coordenação do CONIC.
 
Este será o testemunho do movimento ecumênico brasileiro para o mundo. Compreendemos que a Semana Nacional de Oração é momento privilegiado de encontro e de diálogo. É oportunidade de reconhecimento das riquezas e dos valores que estão presentes no outro, no diferente. O versículo bíblico escolhido para 2015 quer reforçar o convite para que possamos experimentar de outra água e oferecer um pouco também da nossa. Na diversidade, nos enriquecemos.
 
O Brasil é um país muito grande, diverso e plural. Mas o gesto bíblico de oferecer água a quem chega (Mt 10:42), como forma de acolhida e partilha, é algo que se repete em todas as regiões. Uma água refrescante, o chimarrão, o cafezinho, o tereré, e até mesmo um bom gole de cachaça são marcas de acolhida, diálogo e convivência. “Quem bebe dessa água sempre volta”, diz um provérbio brasileiro, sempre utilizado quando uma pessoa visitante vai embora.
 
Entende-se que o tema da superação das diversas formas de intolerância deve ser tratado de forma positiva, insistindo-se na pluralidade como algo sonhado por Deus e no diálogo como caminho permanente, como opção de vida, como testemunho.
 
Inspirada no encontro entre Jesus e a Samaritana, a frase Dá-me um pouco da tua água! leva em consideração o diálogo entre duas pessoas (Jesus e a mulher), entre culturas e religiões diferentes (um judeu e uma samaritana). Trata-se de um encontro no qual uma pessoa necessita da outra, em relação de complementaridade.
 
A proposta de estudo e meditação do texto durante a Semana de Oração não quer “desconstruir” a divindade de Jesus ou relativizar seu poder salvífico, mas ajudar as pessoas e comunidades a perceber a dimensão dialógica do projeto de Jesus, chamado por nós cristãos e cristãs de Reino de Deus.
 
Reafirma-se a importância de que a pessoa conheça e compreenda em primeiro lugar sua identidade para que a identidade do outro não seja vista como uma ameaça. Se não se sente ameaçada, terá condições de experimentar a complementaridade: sozinha, uma pessoa ou uma cultura não se basta! Por isso, a imagem “um pouco da tua água”: beber um pouco da água do outro (a) é o primeiro passo para o mergulho em outra forma de ser. Tal mergulho leva ao reconhecimento da pluralidade, no esforço de superação de concepções monoculturais, que tanto mal têm feito à sociedade e às igrejas. A monocultura precisa dar lugar às diversidades.
 
No texto de Jo 4, o estrangeiro é Jesus, chega cansado e com sede. Ele precisa de ajuda e pede água. A mulher está em sua terra, o poço é de seu povo, de sua tradição. Ela tem o balde e o primeiro acesso à água. Mas a mulher também tem sede. E Jesus não deixa de ser judeu ao beber da água da Samaritana. A Samaritana adere ao projeto de Jesus, mas não deixa de ser quem ela é. Quando se reconhece que existem necessidades recíprocas, a complementaridade pode se dar de forma mais enriquecedora. A frase Dá-me um pouco da tua água! pressupõe, portanto, tanto o pedido de Jesus como o pedido da Samaritana. E nos impulsiona a reconhecer que enquanto pessoas, comunidades, culturas, religiões e etnias, necessitamos uns dos outros, umas das outras. Também temos necessidades recíprocas na relação do ser humano e a natureza. A pluralidade deve ser reconhecida e apresentada como um patrimônio da humanidade e de toda a criação.
 
O pedido Dá-me um pouco da tua água! também pressupõe uma ação política em busca da vivência de formas de missão. E deve desafiar a mudanças de postura em nossas vidas e assim engajarmos na busca de caminhos de aceitação do diferente na vivência das diversas formas de espiritualidade e expressões religiosas.
 
Para a realidade brasileira, o tema é importante visto que vivemos um momento de crescimento de fundamentalismos e intolerâncias que ajudam a aumentar os índices de violência, especialmente contra as minorias (jovens negros, homossexuais, pessoas praticantes de cultos de matriz africana, mulheres, grupos indígenas etc.). O Brasil é um país majoritariamente cristão, mas com elevados índices de violência contra a mulher. Cresce no país o número de igrejas e, ao mesmo tempo, cresce a violência de gênero. O tema da água também é importante em função dos megaprojetos (sempre baseados em visões monoculturais) que não levam em conta a diversidade ambiental e promovem a privatização da água.
 
Povos Indígenas: criminalização e resistência
Qui, 20 de Novembro de 2014 20:55
 
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) teme pioras na questão indígena. A criminalização das lideranças, divisão das comunidades e aldeias, pressão sobre os recursos naturais, violação dos territórios com a implantação de grandes projetos são alguns dos indicativos de que o cerco está se fechando.
 
Esta foi uma das constatações do Conselho nacional do Cimi, reunido no Centro de Formação Vicente Canhas, em Luziânia, de 5 a 8 de novembro.
 
Na análise de conjuntura ficou evidenciado uma atuação nefasta da Sesai que está promovendo a divisão em muitas comunidades provocando tensionamentos e fracionamento das aldeias, buscando afastar aliados, como o Cimi. A Sesai está exercendo o papel que fazia a Funai no período da ditadura. A crescente judicialização dos processos de regularização das terras indígenas dificulta ainda mais os processos de demarcação configurando um quadro paralisante com relação a esse direito sagrado dos povos indígenas.
 
Foi visto com muita preocupação o crescente número de índios presos e criminalizados, bem como a atuação da polícia federal, na repressão a índios.
 
A fome mata
 
Mais uma vez a situação dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul, em especial dos Kaiowá Guarani, ficou evidenciada pela gravidade da realidade encontrada na maioria das aldeias e acampamentos. Na visita de membros do Cimi a um acampamento, estranhando o continuado choro de uma criança, foi perguntado sobre a razão de tão persistente choro. A resposta foi imediata e contumaz –"desde ontem ela não come pois não temos alimentos”; A isso foi acrescentado o fato de ter havido morte de crianças por fome. Essa realidade, que não é isolada, exige uma campanha imediata e emergencial para que não sejamos surpreendidos com mais óbitos por esta razão.
 
Indígenas deste povo já estiveram dezenas de vezes em Brasília exigindo providencia com relação à demarcação das terras. Em nada se avança neste direito fundamental, sem o qual as situações de fome, morte e violências tendem a se agravar.
 
Resistência e desafios
 
No encontro foi destacado a importância da articulação dos povos indígenas e aliados em nível do continente e em instâncias mundiais, levando a realidade dos povos indígenas do Brasil para instâncias como a ONU (Organização das Nações Unidas), OEA(Organização dos Estados americanos)e OIT (Organização Internacional do Trabalho), pois infelizmente se percebe que a efetiva realidade e desafios dos povos indignas do Brasil não chegam a essas instâncias.
 
A resistência histórica e atual dos povos originários é surpreendente. Nos últimos anos vem fazendo um enfrentamento permanente contra seus inimigos históricos, articulados no latifúndio e no agronegócio. Além disso, tem se mobilizado para evitar retrocessos com relação a seus direitos constitucionais. Para o próximo ano, com o avanço das forças conservadoras e reacionárias, os desafios e embates prometem ser ainda mais duros.
 
O possível cenário mais adverso exigirá, além de maior união dos povos, um maior número de aliados e apoiadores desta causa.
 
O Cimi continuará seu compromisso e apoio incondicional aos povos indígenas e seus direitos, na certeza de que juntamente com os povos tradicionais e oprimidos desse país poderemos avançar na conquista dos direitos e aprofundamento da democracia, na perspectiva do Bem Viver.
 
Fonte: Cimi
Por: Egon Dionísio Heck
 
Dia da Consciência Negra: entrevista com Marcelo Barros
Qui, 20 de Novembro de 2014 01:27
O Brasil celebra hoje, 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho.
 
O dia de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam ainda nos dias de hoje.
 
Desde Zumbi, a realidade do negro no Brasil mudou bastante, mas as disparidades continuam. Por exemplo: entre os jovens assassinados, 77% são negros (saiba mais aqui). No mundo do trabalho, dados mostram que um trabalhador negro no Brasil ganha, em média, pouco mais da metade (57,4%) do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca (confira aqui). E por aí vai...
 
É por estas e outras que a luta por mais igualdade não pode parar.
 
Aproveitando o ensejo, o CONIC fez uma entrevista com o monge Marcelo Barros. O bate-papo abordou, entre outros temas, a perseguição que religiões com raízes africanas (como o Candomblé e a Umbanda) ainda sofrem no Brasil; o papel do poder público, cotas, além de seu mais novo livro, “Na Casa de meu Pai há muitas moradas - Conversas com um pastor pentecostal sobre a Bíblia e outras religiões” *.
 
CONIC: Qual é a importância de se comemorar esta data no Brasil, um país forjado por mãos de escravos, mas que, em pleno século XXI, custa aceitar o papel do negro na construção da nação?
 
Marcelo Barros: A importância da comemoração do 20 de novembro como dia da união e consciência negra é a de estimular a memória histórica da luta pela libertação dos negros nos quilombos para que esse mesmo espírito continue e se fortaleça hoje. 20 de novembro já é feriado municipal em mais de mil cidades brasileiras e mesmo onde ainda não é, essa data já ajuda para revelar a importância das culturas afrodescendentes na identidade e na unidade do povo brasileiro. 
 
CONIC: Ainda hoje vemos atitudes onde o negro é desrespeitado de todas as formas. Exemplo claro é a cruzada empreendida por algumas igrejas pentecostais e neopentecostais contra terreiros e líderes religiosos de religiões de matriz africana. Como combater isso?
         
Marcelo Barros: De acordo com a lei brasileira, desrespeito e discriminação são crimes e podem ser castigados. É preciso que os ataques e atos de perseguição aos cultos afro sejam punidos. Infelizmente, a lei pode punir os desrespeitos, mas não pode ensinar a amar. Isso só a cultura pode fazer. É preciso substituir a cultura fundamentalista e preconceituosa por uma visão espiritual aberta a inclusiva. 
 
CONIC: E onde entra o poder público neste combate?
                  
Marcelo Barros: Embora o Brasil seja um país leigo e aberto a todas as expressões religiosas, ainda convive com muitas discriminações. O governo tem feito um grande esforço para mudar isso.
 
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República tem uma comissão nacional que trabalha pela diversidade religiosa e contra as discriminações. A Secretaria de Igualdade Racial tem feito um trabalho excelente e, em cada estado, o governo tem tentado implementar uma educação que ajude a combater a discriminação e possibilitar o diálogo. 
 
CONIC: No Brasil, a exemplo de vários outros países mundo afora, o sistema de cotas tem tido excelentes resultados. Na sua opinião, porque ainda vemos casos como o daquele professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Manoel Luiz Malaguti, que afirmou: “se tivesse que escolher entre um médico branco e um negro, escolheria o médico branco”?
           
Marcelo Barros: O imaginário proposto pelos meios de comunicação ainda é o colonialista e ocidental. Quando os médicos cubanos chegaram no Brasil, através do programa Mais Médicos, houve quem dissesse que não confiaria em uma médica que tinha cara de empregada doméstica, isto é, era negra ou mulata. Isso é lamentável, mas vamos precisar de tempo para mudar essa tragédia.
 
Atualmente, pela primeira vez na história, a TV Brasil está veiculando uma novela angolana onde todos os personagens (galã e mocinha) são negros... Vamos ver como serão aceitos. Não sei quantos gerentes de banco são negros, quantos administradores/as de empresa, quantos bispos, quantos senadores, etc. Temos de mudar isso.        
                    
CONIC: Recentemente, você lançou o livro “Na Casa de meu Pai há muitas moradas - Conversas com um pastor pentecostal sobre a Bíblia e outras religiões”. De que modo a leitura e o aprofundamento nas questões trazidas nesta publicação podem ajudar na construção de um Brasil mais tolerante?
 
Marcelo Barros: Como os pastores e líderes de grupos pentecostais que atacam os cultos afrobrasileiros usam a Bíblia como pretexto, é importante mostrar que se pode fazer uma outra leitura da Bíblia. Para isso, eu escrevi dez conversas com um pastor pentecostal sobre a Bíblia e outras religiões para mostrar que ninguém tem o direito de usar a Bíblia como motivo para ser preconceituoso e racista.
 
Existem pessoas e grupos que têm essa visão fundamentalista e fanática porque nunca tiveram ocasião de pensar diferente. Esse livro possibilita isso: ler a Bíblia de modo ecumênico e amoroso...
 
CONIC: Que recado você gostaria de deixar para nossos leitores por ocasião deste 20 de novembro?
 
Marcelo Barros: No Brasil, as Igrejas, tanto a Católica como as evangélicas, têm uma dívida moral e histórica com as comunidades afrodescendentes e suas religiões. Durante séculos, a escravidão e a discriminação contra os negros e índios usaram a Deus e o Cristianismo como desculpa. Padres e pastores pregavam contra as religiões negras. Por isso, penso que, atualmente, esta luta contra a discriminação e pela valorização das religiões afrodescendentes que foram tão importantes para a resistência do povo negro não pode ficar só com as organizações negras e com o Estado. As Igrejas deveriam se comprometer nessa luta. Fico muito contente em ver que o CONIC está nesse caminho. Sonho em ver o dia em que padres e pastores passarão a ser ativos defensores das religiões negras, atuando contra a discriminação que essas sofrem até hoje em nome de Deus. Só então, bispos, padres e pastores estarão realmente testemunhando aos negros que Deus é amor.
 
O livro foi lançado pelo CONIC, com o com o apoio da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço), através da editora do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos).
 
Poup e UNICEF: consumidores poderão poupar nas compras fazendo o bem
Qua, 19 de Novembro de 2014 19:42
 
O comércio eletrônico (e-commerce) no Brasil já tem 51,3 milhões de consumidores, de acordo com o E-bit. É nesse cenário que o Poup ajuda as pessoas a economizar nas compras on-line. Agora, além de poupar na internet, o consumidor pode apoiar milhares de crianças do Brasil e do mundo que vivem em situação de risco.
 
O Poup utiliza o conceito de cashback, em que parte do valor pago em compras on-line é devolvido para o consumidor. Como isso funciona? O Poup tem uma parceria com lojas on-line e recebe uma comissão por ajudar nas vendas, então o site divide a comissão com o usuário. Juntos, UNICEF e Poup lançarão algumas campanhas para engajar esses consumidores na causa da infância. Uma das iniciativas da parceria, por exemplo, é que, ao acumular o valor mínimo de R$ 30,00 e pedir o seu dinheiro de volta na área "Meu Poup", o consumidor poderá optar por doar essa quantia para o UNICEF, em vez de recebê-la na sua conta do Banco ou Paypal. O dinheiro que retornaria para ele poderá garantir saúde, proteção e educação para milhares de crianças.
 
"Acreditamos no trabalho do UNICEF e pensamos em uma forma de oferecer ao consumidor uma oportunidade de doar sem esforço com o benefício obtido por meio do Poup", diz Guga Gorenstein, diretor da empresa.
 
O trabalho do UNICEF depende inteiramente da doação de pessoas físicas e empresas, por isso, o lema "todos juntos pelas crianças".
 
Acesse www.poup.com.br/especiais/unicef e saiba como se juntar ao UNICEF e Poup pelos meninos e meninas que mais precisam.
 
Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para transformar esse nosso compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente os nossos esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.
 
Sobre o Poup

A startup Poup foi criada em novembro de 2012 por pessoas que não gostam de pagar preços altos por produtos e que buscavam uma forma de economizar nas compras feitas pela internet. Atualmente tem parceria com as maiores lojas on-line do Brasil, como Americanas, Ponto Frio, Netshoes, Dafiti, TAM, Booking, entre outras, e várias do exterior que entregam produtos em solo nacional, como a Dx.com.
 
77% dos jovens assassinados no Brasil são negros
Ter, 18 de Novembro de 2014 19:30
 
Em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. A maioria dos homicídios é praticado por armas de fogo, e menos de 8% dos casos chegam a ser julgados.
 
Apesar dos altíssimos índices de homicídio de jovens negros, o tema é em geral tratado com indiferença na agenda pública nacional. As consequências do preconceito e dos estereótipos negativos associados a estes jovens e aos territórios das favelas e das periferias devem ser amplamente debatidas e repudiadas.
 
Com o objetivo de mobilizar a sociedade e romper com a indiferença, a Anistia Internacional Brasil lança a campanha Jovem Negro Vivo.

O destino de todos os jovens é viver!
 
Todos os jovens têm direito a uma vida livre de violência e preconceito. Vamos lutar por isso, e exigir políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, cultura, mobilidade urbana, entre outras, que possam contribuir para transformar esta realidade. Confira os dados da campanha no infográfico animado (abaixo):

Com informações da Anistia Internacional
Imagem/Arte: Muda Mais
 
Manifesto “REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA JÁ!”
Ter, 18 de Novembro de 2014 12:47
 
O Brasil necessita de uma agenda civilizatória, com respeito à democracia, à vontade popular, à tolerância com as divergências, realizando as mudanças de que a nação necessita a começar pela reforma política.
 
Mais do que nunca o povo brasileiro precisa se unir em torno de uma proposta de reforma política democrática capaz de mobilizar a sociedade em torno de medidas que combatam verdadeiramente a corrupção eleitoral, que construam um sistema de representação política mais identificada com as aspirações do povo, que assegurem a paridade de gênero nas listas de candidatos às eleições proporcionais e que abram um caminho para o fortalecimento efetivo dos mecanismos democráticos de ouvir a voz do povo.
 
Para isso a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, composta por mais de cem entidades e movimentos sociais, representativos dos mais diversos segmentos da sociedade civil, apresenta ao povo brasileiro o projeto de lei de iniciativa popular que propõe: Fim da influência do poder econômico nas eleições e barateamento das campanhas eleitorais. Extinção do financiamento de campanha por empresas e adoção do financiamento democrático de campanha, através do financiamento público e da contribuição do cidadão, de no máximo setecentos reais. E, na soma total, não ultrapassando 40% do financiamento público.
 
Voto transparente através do sistema eleitoral proporcional com votação em dois turnos com o objetivo de fortalecer os partidos políticos, inviabilizar partidos sem identidade programática, reduzir o número de candidatos e assegurar uma efetiva fiscalização do processo eleitoral. No primeiro turno o eleitor escolhe um programa partidário compatível com suas convicções e vota numa lista pré-ordenada de candidatos elaborada democraticamente com a participação de todos os filiados ao partido. No segundo turno o eleitor votará no candidato de sua preferência, integrante da lista.
 
Paridade de gênero na lista preordenada de candidatos. Estímulo aos partidos que incorporarem, representantes dos grupos sociais sub-representados em suas listas preordenadas de candidatos.
 
Fortalecimento dos mecanismos da democracia direta: plebiscito, referendo e projetos de iniciativa popular.
 
Esta proposta não necessita de emendas constitucionais para sua aprovação e responde às questões consideradas essenciais para aprofundar a democracia brasileira e nos colocar em um novo estágio de avanço sócio-político.
 
A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas conclama entidades, movimentos sociais e todo o povo brasileiro a se incorporarem na luta para a aprovação do projeto de iniciativa popular da Coalizão visando a coleta de 1.500.000 assinaturas a serem entregues ao Congresso Nacional, a exemplo do que foi feito no Ficha Limpa. E para a realização de debates da proposta com amplos segmentos da sociedade, nas Universidades, Escolas, Igrejas, Sindicatos e outras entidades do Movimento Social. Nesta tarefa queremos estar juntos com outros movimentos que também têm o mesmo objetivo de alcançar uma reforma política democrática, ainda que empregando estratégias próprias, mas sempre nutrindo a convicção de que a vitória depende de mobilização e participação popular.
 
A Coalizão reivindica do Supremo Tribunal Federal que dê continuidade ao julgamento dada ação direta de inconstitucionalidade interposta pela OAB contra o financiamento de campanha por empresas, em que a maioria do Tribunal já se manifestou favoravelmente. A sociedade brasileira não aceita o retardamento arbitrário do processo, praticado por um ministro que pediu vista dos autos e se recusa abusivamente a devolver o processo.
 
Para o aprofundamento democrático e popular do país, é fundamental a união em torno de objetivos capazes de abrir um novo futuro em que haja mais democracia, justiça social participação popular e menos desigualdade.
 
O Povo Brasileiro já deu mostras dessa capacidade de união na luta contra a ditadura, pela constituinte e nas diretas já, ocasiões em que foi às ruas, para onde não hesitaremos em voltar para exigir dos deputados e dos senadores que ouçam a voz do povo brasileiro e aprovem a Reforma Política Democrática Já.
 
Assinam as entidades presentes reunião na sede da CNBB:
 
1. CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)
2. OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)
3. MCCE (Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral)
4. Plataforma dos movimentos sociais pela reforma do sistema político
5. AMB (Articulação de Mulheres Brasileiras)
6. ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil)
7. ANPG (Associação Nacional de Pós-graduação)
8. CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil)
9. CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz)
10. Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itareré
11. CFC (Conselho Federal de Contabilidade)
12. CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria)
13. CJP/DF (Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília)
14. CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil)
15. Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura)
16. Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
17. CRB Nacional (Conferência dos Religiosos do Brasil)
18. CSEM (Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios)
19. CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
20. CTB/DF (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil do Distrito Federal)
21. CUT Brasil (Central Única dos Trabalhadores)
22. EDUCAFRO – Educação para Afrodescendentes e Carentes
23. Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular
24. IFC (Instituto de Fiscalização e Controle)
25. Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos)
26. MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)
27. MDD (Movimento Democracia Direta)
28. MOJUS (Movimento de Olho na Justiça)
29. POM (Pontifícias Obras Missionárias)
30. SAEP-DF (Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal).
31. SMDH (Sociedade Maranhense de Direitos Humanos)
32. TV Cidade Livre de Brasília
33. UBES (União Brasileira dos estudantes secundaristas)
34. UJS (União da Juventude Socialista)
35. UNE (União Nacional dos Estudantes)
36. UNIPOP (Universidade de Políticas do Movimento Popular) 
 
PUC-PR lança núcleo ecumênico
Seg, 17 de Novembro de 2014 12:39
O presidente do CONIC, dom Manoel João Francisco, participou, na última quinta-feira (13), do evento de lançamento do Núcleo Ecumênico e Inter-Religioso da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Na oportunidade, dom Manoel fez uma reflexão afirmando que qualquer diálogo, especialmente o diálogo ecumênico e inter-religioso, só é possível a partir dos princípios da tolerância e da alteridade.
 
“Entendo como tolerância a capacidade de confiar no outro, permitindo que se expresse do jeito que é, e da forma que lhe aprouver. A tolerância renuncia impor as próprias verdades e respeita a compreensão de verdade do outro. Só assim é possível romper o círculo vicioso do preconceito e dos particularismos de toda espécie, inclusive o religioso. O princípio da alteridade é o reconhecimento de que o outro é diferente de mim e esta diferença nos distingue, mas não nos afasta”, explicou.
 
Representantes de várias religiões participaram da inauguração. Durante a celebração ecumênica realizada neste dia, líderes religiosos colocaram símbolos sobre uma mesa, como um sinal de abertura ao diálogo. A plateia estava lotada de teólogos e estudantes das mais diversas áreas do saber.
 
De acordo com o Prof. Dr. Elias Wolff, do Programa de Pós-Graduação em Teologia da PUC-PR, o Núcleo terá uma função importante para colaborar na formação para o diálogo das religiões, visando superar atitudes de discriminação, preconceito e violência por motivos religiosos. “No contexto de pluralismo eclesial e inter-religioso dos nossos tempos, faz-se mister abrir caminhos de diálogo que possibilitem o conhecimento mútuo, a convivência pacífica e a cooperação entre os diferentes credos.” 
 
“O ecumenismo, em seus cento e tantos anos de existência, já fez uma boa caminha. No entanto, ainda resta um longo caminho a percorrer. Por isso, a instalação de um novo organismo com o objetivo de intensificar a busca da unidade dos cristãos é de suma importância. Realce-se que, neste caso, é um organismo de uma universidade. Com certeza, ali vão ser refletidos temas muito significativos em termos de diálogo ecumênico e inter-religioso”, concluiu dom Manoel.
 
Veja as fotos:
 
 
 
 
 
Com informações do Ibei e da PUC-PR
 
CEBI: definidos os nomes para a Direção Nacional e Conselho Nacional
Seg, 17 de Novembro de 2014 12:22
 
O Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) realizou, entre os dias 14 e 16 de novembro, sua a 20ª Assembleia Nacional. Na oportunidade, foram definidos os nomes para a composição da Direção Nacional e do Conselho Nacional. Eles terão, entre outras responsabilidades, a missão de coordenar tarefas relacionadas com a Leitura Popular da Bíblia nas escolas, grupos e encontros populares que o CEBI anima Brasil afora.
 
Diretora Nacional: Martha Bispo 
I Adjunto: Luis Pietro Sartorel
II Adjunto: Western Clay Peixoto 
 
Representantes das regiões:
 
Sul: Lúcia Sirtoli
Sudeste: Fátima Castelan
Nordeste: Adriana Amorim 
Norte: Maria da Conceição Evangelista
Centro-oeste: Amarildo Rodrigues 
Amazônia: Nilva Cardoso Baraúna
 
Papa e movimentos sociais populares: entrevista com Rosângela Piovizani
Dom, 16 de Novembro de 2014 21:03
 
No dia 28 de outubro último, o papa Francisco recebeu no Vaticano, para um encontro inédito no seio da Igreja romana, representantes de movimentos sociais populares de todas as partes do planeta. Pessoas que lutam por moradia, trabalho digno, melhores condições de emprego e renda, além de representantes do campesinato mundial estiveram presentes.
 
Do Brasil, entre outros, estava participou o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner; o membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile e a coordenadora nacional do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e da Via Campesina, Rosângela Piovizani Cordeiro.
 
“Este encontro nos dará mais condições de entrar em espaços que desde um certo período vêm se afastando da luta camponesa e da luta de enfrentamento ao capital. Eu penso que teremos mais liberdade em dialogar nas paróquias, nas dioceses e dizer: ‘Olha, o papa está aberto, porque vocês não?’”, questionou Rosângela Piovizani em entrevista inédita ao CONIC. Confira!
 
 
1) Na história do papado, esta é a primeira vez que um papa se reúne com representantes de movimentos sociais populares do mundo inteiro. Como avalia esta iniciativa?
 
Rosângela: Essa iniciativa é uma das coisas na vida da Igreja e na vida dos movimentos sociais das mais importantes que já aconteceu. Foi uma experiência inédita e frutífera, que nos dá muito mais força para continuar na luta. E sabemos que tal encontro é uma construção que não é de hoje, até pelo longo envolvimento do papa Francisco com os movimentos sociais populares na Argentina. Logo, este não foi um evento que o papa tirou da cabeça, afinal, ele já tinha uma vida a serviço destas causas e sempre lutou ao lado dos pobres, engajado no enfrentamento à miséria e à pobreza, tudo isso com diálogo permanente com os movimentos da Argentina.
 
2) Qual foi a importância do MMC estar representado lá?
 
Rosângela: O MMC é um movimento feminista, mas a nossa realidade é o campo. Somos mulheres da roça, e um dos debates principais que perpassa a nossa gente é a questão da dignidade, do respeito, do reconhecimento do trabalho e da produção das mulheres. Temos muita clareza do papel da mulher camponesa nas unidades de produção, pois o cuidado, especialmente com as plantas, com a biodiversidade, com a água, com estes bens da natureza, isso está muito ligado às tarefas das mulheres no campo. Logo, não tem como fazer um debate desta dimensão se um movimento específico de mulheres do campo não estivesse presente.
 
Também teve outros movimentos semelhantes, de outros países, que foram. Mas pra nós, do MMC, foi importante porque fomos mostrar o olhar das mulheres em sua realidade: seja no enfrentamento ao agronegócio, aos venenos, à criminalização das mulheres... Isso tudo a gente pautou, já que não podemos deixar de dizer que é preciso que a Igreja fique mais atenta em processos como, por exemplo, os de criminalização dos movimentos sociais e das mulheres.
 
3) De que modo a experiência poderá aperfeiçoar a atuação do MMC no Brasil?
 
Rosângela: Eu não diria aperfeiçoar, eu diria que este encontro nos dará mais condições de entrar em espaços que, desde um certo período, vêm se afastando da luta camponesa e do enfrentamento ao capital. Eu penso que teremos mais liberdade em dialogar nas paróquias, nas dioceses e dizer: “Olha, o papa está aberto, porque vocês não?” Acho que a Igreja no Brasil e no mundo precisa estar mais aberta às questões conjunturais, porque se o próprio Vaticano abriu, então está na hora de as Igrejas também se abrirem. Enfim, o encontro ajudará muito a recolocarmos a pauta da luta social e da luta popular no seio da Igreja. Isso pra gente é um ganho muito importante, até porque, agora nós temos um documento, uma fala do chefe da Igreja Católica. Teoricamente, as paróquias também deverão se abrir a este debate de diálogo com os movimentos que lutam pela terra, pela liberdade.
 
4) E o que você levou de experiência no MMC e que, na sua visão, poderá servir de exemplo ou modelo para outros coletivos do tipo?
 
Rosângela: Levamos nada mais do que a nossa vida cotidiana e a nossa luta. Levamos os nossos sonhos de liberdade; os sonhos da nossa terra; os sonhos dos nossos direitos garantidos; a nossa luta por vida digna; a nossa luta em defesa do meio ambiente; da alimentação saudável. Nós levamos isto! Também levamos a nossa indignação da ofensiva do capital, do agronegócio que impacta diretamente a vida do povo e das mulheres ao levar veneno, concentração de terra e de renda, poluindo os rios e, assim, comprometendo inclusive a soberania alimentar do nosso país. Isso pra não falar da desterritotialização de muitas comunidades tradicionais. E ao lado de tudo isso, pedimos apoio às nossas causas que, na minha avaliação, são mais do que justas.
 
5) A grande imprensa no Brasil repercutiu pouco este importante encontro. Por outro lado, a blogosfera e a mídia alternativa em geral fez seu papel e deu bastante destaque. Por quê?
 
Rosângela: A mídia burguesa está a serviço de um projeto que não é o nosso projeto. Ela está a serviço de um projeto neoliberal, do capital, das grandes empresas, e o que nós fazemos no Brasil e no mundo é debater, é construir um outro projeto de sociedade. Então, quando a Igreja deixa de ser, por algum momento, aliada do Estado e dialoga com os movimentos sociais, isso significa que não está defendendo os interesses da burguesia e do capital. Logo, é lógico que isso não é interessante noticiar. A grande mídia no Brasil e no mundo não pautou praticamente nada do que aconteceu. Mas o nosso povo, a nossa imprensa, a nossa comunicação alternativa, estes sim, deram vazão a isto, pois entenderam que o fato em si já é uma grande vitória para todos os que querem construir uma sociedade diferente.
 
6) Num momento em que alguns setores da mídia tradicional vêm fazendo críticas ao chamado “bolivarianismo”, um fato que chamou atenção foi a presença do presidente boliviano Evo Morales. Isto, em sua opinião, quer dizer alguma coisa?
 
Rosângela: A ida do Evo Morales não foi um convite ao presidente da Bolívia, mas um convite ao dirigente, ao militante das causas do campo, dos indígenas, dos povos que ele é. A sua vida sempre foi comprometida com a militância ao lado dos camponeses, dos indígenas, dos movimentos populares. O Evo foi convidado pela via campesina mundial pra que pudesse dar uma palestra sobre as cosmovisões de mundo e mostrar também o que significa o projeto bem viver, enfim, trabalhar essa dimensão. Lógico que lá, na presença do papa, no Vaticano, ele também era o representante de uma república, de um país, o que chamou muita atenção.
 
Por outro lado, o fato de Evo ter participado foi importante porque, de certa forma, ele fura um bloqueio que vem sendo feito muito pesadamente contra o bolivarianismo, seja na Venezuela, na Bolívia, em parte porque a Igreja tem feito resistência a estes governos populares. De certo modo, o fato dele estar ali sinalizou para que a própria Igreja na Bolívia passe a respeitar um pouco mais o seu líder, que é um dirigente e é um lutador da classe trabalhadora.
 
7) O que este encontro com o papa pode trazer de lição para líderes religiosos que, tanto quanto possível, se colocam ao lado do poder financeiro, grandes grupos empresariais, etc.?
 
Rosângela: Tem muitas coisas que não dá mais pra não enxergar. Eu acho que a maneira com que a gente está utilizando os bens da natureza é insustentável. As grandes catástrofes, o consumismo exacerbado, o envenenamento da água, da terra, leva a um caos não só no Brasil, mas em todo o planeta. É necessário repensar tudo. E eu acho que foi aí que o papa, preocupado com a fome e a miséria no mundo, chama-nos a gente pra conversar.
 
Lembrando que há bem pouco tempo o próprio Vaticano soltou um documento questionando a questão dos transgênicos. Então, acho que existe uma preocupação hoje, da Igreja, com a forma de produção, com a forma com que estamos tratando a mãe natureza, a terra e os nossos bens naturais. Bem recentemente, a CNBB emitiu um documento sobre a questão agrária que é muito atual sobre a questão da reforma agrária, da questão da demarcação de terras indígenas e quilombolas e da produção de alimentos. Nós temos um bilhão de pessoas passando fome no mundo e a Igreja tem a sua parcela de responsabilidade. A boa notícia é que o papa já se comprometeu que, ano que vem, vai convocar um sínodo para discutir agroecologia.
 
Este modelo calcado no veneno, no transgênico e no grande maquinário está fadado a promover muito mais a morte do que a vida, e a Igreja preza pela vida! Penso que os sinais da Igreja estão vindo de um bom tempo. A CNBB fez este documento, o papa recebeu os movimentos populares e, por fim, vem este comprometimento em fazer um sínodo sobre agroecologia pra discutir, de fato, que tipo de agricultura a gente quer defender.
 
Foto: Acervo Pessoal
 
Simpósio ecumênico aborda missão da Igreja
Sex, 14 de Novembro de 2014 12:46
 
Estão abertas as inscrições para o Simpósio Diálogo e Missão, promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Com o tema “Os desafios do diálogo ecumênico e inter-religioso para a missão da Igreja”, o evento será de 23 a 25 de janeiro de 2015, no Centro de Formação Sagrada Família, no Ipiranga, em São Paulo.
 
Dentro do contexto das celebrações dos 50 anos da realização do Concílio Vaticano II, o Simpósio será um momento para aprofundar a compreensão das orientações conciliares sobre o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, além das implicações para a missão da Igreja.
 
Na formação será realizada uma leitura atualizada dos documentos do Conselho Mundial de Igrejas e do Concílio Vaticano II que orientam a relação entre o diálogo e a missão.

O Simpósio tem como objetivo promover a compreensão dos desafios do ecumenismo e do diálogo inter-religioso para a missão da Igreja no Brasil. Também será analisada a possibilidade da cooperação ecumênica na missão das Igrejas no Brasil.

O evento visa, ainda, capacitar agentes de pastoral para o diálogo ecumênico e inter-religioso e professores de ecumenismo, diálogo inter-religioso e ensino religioso. Na programação, estão previstas conferências, trabalhos em grupos e celebrações.
 
Faça download da ficha de inscrição para o Simpósio Diálogo e Missão. O endereço para envio é Av. Marechal Floriano Peixoto, 2262 – Centro – Nova Iguaçu (RJ) CEP: 26.210-060, aos cuidados do assessor da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da CNBB, padre Marcus Barbosa.

Informações diretamente no site da CNBB ou por meio dos endereços de e-mails:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  e  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
 
Com informações da CNBB
Imagem: CBNN/POM
 
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