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"Agora o ambiente se tranquilizou", escreve Casaldáliga
Seg, 07 de Janeiro de 2013 19:48
"Passei algumas semanas afastado do correio devido a situação de conflito e ameaças que estamos vivendo. Agora o ambiente se tranquilizou um pouco mais e a luta pelo Reino continua", escreve D. Pedro Casaldáliga, ao editor do seu livro, recém publicado na Espanha, "Los cinco minutos de Pedro Casaldáliga".
 
Comentando o livro, ele se diz surpreendido. "Eu mesmo fiquei surpreendido ao me ler e 'espantado' por estar no meio desta lista de figuras começando nada menos pelo Espírito Santo. Aqui me cabe repetir um pequeno poema oportuno: "Que minha palavra não seja mais que a minha vida", que nossa palavra seja a verdade do testemunho".
 
Por quase um mês ele foi mantido escondido em um lugar secreto, hóspede de um amigo e protegido pela polícia. Às vésperas do Ano Novo, no entanto, no dia 29 de dezembro passado, Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, no Brasil, pôde retornar para a sua casa e para a sua comunidade no Mato Grosso, onde vive ininterruptamente desde 1968.
 
Ele tivera que se afastar no início de dezembro, por causa das ameaças contra ele por parte dos latifundiários, dos quais uma ordem do Supremo Tribunal está subtraindo milhares de hectares de terras, ocupadas ilegalmente há anos, para restituí-las aos seus legítimos proprietários, os índios do povo Xavante, desde sempre defendidos e apoiados por Casaldáliga. 
 
No último período, as intimidações haviam se tornado cada vez mais insistentes e perigosas: "O bispo não verá o fim de semana", teriam dito durante uma reunião dos fazendeiros. E assim, o governo federal preferiu proteger o idoso religioso de 85 anos, que sofre de Parkinson, até que a tensão tivesse acalmado.
 
Os latifundiários acusam o bispo de ser o "inspirador" da sentença do Tribunal e de ter a responsabilidade pela demarcação da terra, situada entre os municípios de São Félix do Araguaia e Alto da Boa Vista, no norte do Mato Grosso, que agora as autoridades estão devolvendo aos índios. 
 
"Pedro está bem", mas está muito perturbado "com tudo o que está acontecendo", informa quem o acompanhou durante o afastamento desejado pelas autoridades. "Plena solidariedade" ao bispo que, "desde que pôs os pés na terra do Araguaia, trabalha em defesa dos interesses dos pobres, dos povos indígenas, dos agricultores e dos trabalhadores" foi expressa pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). 
 
E a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados do Brasil apresentou uma moção de apoio a Casaldáliga: "Diante das novas ameaças por causa de seu corajoso trabalho de solidariedade para com os povos indígenas e os trabalhadores da terra", a Comissão expressou "seu mais firme apoio ao Bispo Casaldáliga, um humanista que enche de orgulho o Brasil e a todos aqueles que trabalham em prol dos direitos humanos". 
 
Na Europa, quem tomou a palavra foi o Movimento Internacional Nós Somos Igreja, expressando "profunda preocupação com as ameaças de morte contra Dom Pedro Casaldáliga e a sua equipe pastoral".
 
Desde os anos 1960 – informa a agência Adista, entre os pouquíssimos órgãos de informação que divulgaram a notícia na Itália –, com a chegada de empresas ligadas ao agronegócio, os índios xavante foram expulsos do seu território, invadido pelos latifundiários, que também levaram muitos agricultores a ocupar algumas áreas, de modo a turvar as águas e camuflar os seus próprios interesses, opondo pobres a outros pobres: os xavante contra os agricultores enganados e manipulados. 
 
Mas, para ambos, Casaldáliga, que não caiu na armadilha da "guerra entre pobres", sempre pediu a atribuição das terras da reforma agrária. "O despejo prossegue velozmente", declarou o bispo ao portal espanhol Religión Digital, assim que voltou para casa. "Entre tensões e esperanças, tentamos fortalecer a comunhão entre os povos".
 
Intimidações e ameaças não são novidade para Casaldáliga, que, catalão de nascimento, desde que chegou ao Brasil em 1968 como missionário claretiano, está na lista negra da ditadura militar (1964-1984), primeiro, e dos latifundiários, depois: em outubro de 1976, enquanto exigia em um quartel a libertação de dois agricultores suspeitos de colaborar com os opositores da junta militar, um policial atirou contra ele e matou o jesuíta João Bosco, que lhe serviu de escudo com o seu corpo (poucos dias depois, o quartel foi atacado por agricultores que o destruíram, libertando os seus companheiros); e em 1993 a Anistia Internacional denunciou que os latifundiários haviam contratado um assassino para matá-lo, porque também à época ele defendia a terra dos xavante.
 
Casaldáliga sempre esteve debaixo de fogo – como também estiveram os "bispos do povo" Helder Câmara e Oscar Romero, morto por assassinos do regime militar salvadorenho em 1980 –, porque, assim que chegou ao Brasil dos generais, apoiou e contribuiu com a recém-nascida Teologia da Libertação (que queria encarnar o Evangelho na concretude das condições de opressão dos pobres da América Latina, esmagados pelas ditaduras e pelo capitalismo) e, acima de tudo, se inclina ao lado dos agricultores e dos índios, que cada vez mais são expulsos das suas terras pelas grandes empresas agroalimentares.
 
Paulo VI, que havia acabado de escrever a Populorum Progressio – em que também se afirma o direito dos povos a se rebelar até com a força contra um regime opressor –, indicou-o como bispo de São Félix do Araguaia. Casaldáliga está incerto, optou pelos pobres, não para o palácio, e assim convocou a sua comunidade, os religiosos, mas também os leigos, e deixou que fossem eles que decidissem, em um processo não previsto de "democracia participativa". 
 
Eles lhe deram a permissão e, em agosto de 1971, foi consagrado bispo. Logo abandonou os traços distintivos do poder episcopal: a mitra seria um chapéu de palha dos agricultores; o báculo, um bastão de madeira dos tapirapé, um grupo indígena do Mato Grosso; o anel, não de ouro, mas sim de tucum, usado pelos escravos e, na teologia da libertação, símbolo da união entre a Igreja e os pobres. 
 
Rejeitou os edifícios curiais, escolheu os oprimidos e escreveu a sua primeira carta pastoral, Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social, uma lucidíssima análise dos perversos mecanismos do capitalismo que deixaria uma marca profunda na Igreja e na sociedade brasileira, antecipando a criação da Comissão Pastoral da Terra. 
 
A partir daquele momento, Casaldáliga (e seus colaboradores mais próximos) se tornaria um "vigiado especial" da ditadura e dos latifundiários, objeto de intimidações, ameaças e ordens de expulsão, permanecendo sempre ao lado dos pobres, misturando Evangelho, paixão pela justiça e poesia, que ele mesmo compôs. Textos de profunda religiosidade e humanidade: "Deus nos livre de leigos com batinas no espírito / Deus nos livre de padres sem Espírito Santo / Deus nos livre de espíritos sem a carne da vida" (em “Fogo e cinzas ao vento”).
 
A informação é do Religión Digital
Foto: Divulgação
Obs.: o título foi adaptado
 
 
Cáritas promove campanha em prol das vítimas das chuvas no Rio de Janeiro
Seg, 07 de Janeiro de 2013 11:35
 
A Cáritas da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), em sua Campanha de Emergência, está recebendo doações para os desabrigados, vítimas das chuvas na Baixada Fluminense. Em menos de 24h, o temporal já causou muitos transtornos à população.
 
As fortes chuvas começaram por volta das 2h da madrugada da quinta-feira, 3 de janeiro, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, provocando uma morte. A chuva trouxe muita destruição e deixou centenas de pessoas desabrigadas. Rios e córregos da região subiram rapidamente, moradores deixaram as casas praticamente só com a roupa do corpo. A força da correnteza arrastou casas inteiras, deixou carros empilhados e destruiu quatro pontes.
 
O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, lamentou a tragédia e enfatizou a campanha para ajudar as vítimas das chuvas. “Todo ano, nesse mês de janeiro, nós vemos que as chuvas se intensificam e nós sabemos dessa realidade urbana aqui em nossa região do Rio de Janeiro, que sofre com relação às chuvas, ao deslizamento, a inundações... famílias perdem seus bens, perdem suas casas, algumas pessoas perdem também a vida. A arquidiocese do Rio de está fazendo sua arrecadação tanto de dinheiro, como de alimentos, água e algumas coisas necessárias para as pessoas, para enviarmos através das Cáritas também dessas cidades e Dioceses, para as pessoas que mais necessitam. É um jeito de nós encontrarmos Cristo na pessoa do outro”, afirmou.
 
Para aderir à campanha, as doações de roupas, calçados e alimentos podem ser feitas na sede Cáritas (Rua dos Arcos, 54, Catedral, subsolo). A ajuda também pode ser feita através de depósito: Banco Bradesco: conta corrente 48500-4, agência 0814 –1, em nome de Cáritas Emergência. Banco do Brasil: conta corrente 3000-4, agência 3114-3, em nome de Cáritas.
 
 
2012 e a Reforma Agrária. Piores índices em décadas
Sex, 04 de Janeiro de 2013 09:38
"No ano de 2012, o Brasil assistiu a Reforma Agrária alcançar os seus piores indicadores em décadas", constata o balanço da questão agrária no ano de 2012 no Brasil, feito pela Comissão Pastoral da Terra - Regional Nordeste II.
 
Eis o relatório.
 
No ano de 2012, o Brasil assistiu a Reforma Agrária alcançar os seus piores indicadores em décadas. Enquanto do outro lado, o Agronegócio se consolidou como o modelo preferencial do Governo Dilma para o campo, priorizado por diversas políticas públicas, inclusive com financiamentos oficiais de elevadas proporções.
 
O ano de 2012 tornou óbvio que a grave situação resultou desta escolha injustificável por parte do Governo: a de relegar a Reforma Agrária para a periferia das políticas públicas e do orçamento, atendendo exclusivamente ao latifúndio especulativo e exportador.
 
Os próprios dados oficiais denunciam esse quadro inaceitável: o número de famílias assentadas em 2012 atingiu a taxa mais baixa registrada desde 1994 e representou apenas 36% da meta prevista pelo Governo em 2012, que era de 30 mil famílias. É fundamental destacar que essa meta fixada – e que ficou longe de ser cumprida pelo Governo – já significava um objetivo irrisório diante das reais necessidades de democratização de terras no País.
 
Outro grave indicador desta falta de prioridade é o fato de que mais de 200 mil famílias de trabalhadores e trabalhadoras sem terra aguardam a conclusão dos processos de desapropriações relativos às grandes propriedades já vistoriadas e identificadas como improdutivas. Se continuar no mesmo ritmo de 2012, o Brasil precisará de mais 50 anos só para assentar a demanda atual de famílias sem terra acampadas.
 
Outra decepção foi com relação às áreas de assentamentos já existentes, declaradas como prioridade pelo Governo Dilma. Faltou política de Estado (crédito, habitação, infraestrutura, parcelamento, etc). De fato, para a maioria dos assentamentos não foram liberados recursos para os Planos de Desenvolvimento dos Assentamentos (PDAs) - ferramenta principal para obtenção de créditos de investimentos e produção - além de terem sido assinados poucos convênios de ATES.
 
Neste cenário, as famílias são jogadas para as garras do grande capital. Na completa ausência de incentivo à agricultura camponesa, são muitos os agricultores e agricultoras que se vêm pressionados e submetidos às investidas do agronegócio, em especial nas regiões de monocultivo da cana-de-açúcar, soja e eucalipto. Nestas áreas, o agronegócio se aproveita das carências para oferecer a continuação da exploração e da dependência, através da oferta de trabalho nem sempre regular e de investimentos privados nas áreas da Reforma Agrária para ampliar o monocultivo.
 
A ineficiência e a inoperância dos órgãos executores da Reforma Agrária, em especial o Incra, se agrava ainda mais pelo fato de que foram praticamente sucateados em 2012. Não houve orçamento até para ajuizar processos de desapropriação, nem sequer para combustível ou diárias necessárias para os seus técnicos realizarem novas vistorias ou para atender aos assentamentos.
 
O abandono também das Populações Tradicionais
 
A falta de prioridade atingiu igualmente os sem-terras e os que reivindicam a regularização das terras a que têm direito, a saber, as comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, posseiras, fundo de pasto, pescadores tradicionais, bem como os agricultores e agricultoras que sofrem os efeitos de uma seca de dimensões insuportáveis.
 
2012 foi o ano em que os povos tradicionais gritaram ao país e ao mundo a situação de violência que teima em persistir em seus territórios. O Povo Xavante da aldeia Marãiwtsédé; os povos Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul; Quilombo dos Macacos, na Bahia; Quilombo Pontes em Pirapemas, no Maranhão, entre tantos outros, foram alguns dos exemplos emblemáticos da ausência de uma postura firme do Governo Federal diante do extermínio dos povos tradicionais.
 
Os processos de regularização dos territórios das comunidades permanecem engavetados. No Brasil, existem mais de 3.000 comunidades quilombolas e mais de mil processos abertos no Incra. Apesar disso, em 2012 foram publicadas apenas quatro Portarias de Reconhecimento pelo Incra e sete Relatórios de Identificação de Territórios Quilombolas (RTID). O mesmo acontece com as reivindicações para a criação de Reservas Extrativistas no país. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), no momento, oito novas Reservas Extrativistas aguardam decreto presidencial para a sua criação (três no Pará, três no Maranhão, uma em Pernambuco e uma em Santa Catarina). A sua maioria espera há anos uma definição do Estado Brasileiro.
 
O Latifúndio: Prioridade Oficial em 2012
 
A pauta da Reforma Agrária do Governo caminhou em um ritmo inversamente proporcional à velocidade e intensidade do agronegócio. A permissividade irrestrita concedida à bancada ruralista dominou internamente o Governo e fez paralisar não só o Incra, mas tudo aquilo que pudesse interferir em seus interesses.
 
Lamentavelmente, a opção do Governo pelo agronegócio está consolidada e é clara: é demonstrada tanto através do discurso político da maioria dos ministérios como pela forte liberação de recursos para as grandes empresas do setor. O agronegócio se instala onde deseja e o Estado brasileiro oferece todas as condições para isso, mesmo em áreas destinadas para a conservação da biodiversidade, terras indígenas ou de populações tradicionais diversas, ainda que o discurso oficial algumas vezes afirme o contrário.
 
No Nordeste, a novidade de 2012 é que o setor sulcroalcooleiro entrou em uma nova etapa de reestruturação e adaptação aos novos processos econômicos nacionais e internacionais. O monocultivo da cana, hegemônico na região da zona da Mata por mais de quinhentos anos, começa agora a dividir espaço com os investimentos industriais e grandes empreendimentos que chegam na região. O momento, portanto, é cada vez mais adequado para uma reconfiguração do território na zona da mata. Entretanto, os governos se omitem diante do esgotamento do latifúndio canavieiro em Pernambuco e no Nordeste, afundados em dívidas colossais e em falências.
 
Em consequência, tal reconfiguração não se inicia e nem se promove qualquer alteração na concentração fundiária na zona da Mata Nordestina. Ao contrário, a exemplo da zona da mata pernambucana, acirram-se os conflitos entre os novos ou antigos proprietários das Usinas e as famílias posseiras, que vivem há mais de décadas em seus sítios, mas que enfrentam as frequentes tentativas de expulsões.
 
Grandes empreendimentos e a violência aos povos do campo
 
De acordo com os dados parciais da Comissão Pastoral da Terra, o Nordeste em 2012, seguiu sendo a região com maior número de conflitos por terra no país. No ano que se encerrou, o NE concentrou 43% dos registros de conflitos por terra, seguido da região Norte, com 27%. A região nordestina também concentrou quase 50% dos casos de violência contra a ocupação e posse. Os estados do Maranhão e Rondônia foram os que assumiram a triste marca de serem os mais violentos no campo em todo o país, seguidos da Bahia e do Mato Grosso do sul.
 
Junto ao agronegócio, os grandes projetos de desenvolvimento têm sido um dos principais protagonistas dos conflitos agrários nos últimos anos na região. Em 2012 este cenário não só permaneceu, como avançou de forma ainda mais violenta e intensa.
 
Os Governos Federal e Estaduais continuam com a obsessão pela implantação de grandes empreendimentos, sem qualquer salvaguarda social e ambiental, o que tem levado as populações tradicionais e camponeses a retomar os seus originais métodos de protesto e de resistência.
 
São exemplos claros dessa continuidade ou da geração de novos conflitos: o Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte; a Transposição do Rio São Francisco, a Transnordestina e o Porto de Suape, em Pernambuco; os grandes projetos de mineração em áreas de assentamento, na Paraíba; o monocultivo da cana na zona da mata de PE e de Alagoas.
 
Não se pode deixar de destacar que uma das novidades de 2012, e que aponta um cenário de lutas e desafios para 2013, é o debate sobre o Novo Código da Mineração. Apesar de pouco se comentar na mídia, o lobby para um Novo Código Mineral está a todo vapor no Ministério das Minas e Energia e no Congresso Nacional.
 
O Projeto do Novo Código tem sido redigido à surdina, sem o debate e sem a participação das populações diretamente atingidas. Ou seja, estamos diante de novas e grandes ameaças para as populações tradicionais, para os sem terras, para a reforma agrária, para o meio-ambiente e para o desenvolvimento sustentável.
 
Estiagem – insuficiência de políticas públicas
 
Também as agricultoras e agricultores nordestinos atingidos pela grande seca foram vítimas da insensibilidade dos Governos e da sua prioridade aos grandes empreendimentos e ao latifúndio. De fato, o prolongamento do processo de estiagem, o pior dos últimos 50 anos, causou perdas significativas nos assentamentos e a descapitalização dos agricultores e agricultoras.
 
Os programas destinados aos atingidos pela estiagem, como Pronaf estiagem, bolsa estiagem e grãos para ração animal anunciado pelo governo, têm grande dificuldade para serem acessados. Burocracia, lentidão e falta de transparência foram as marcas principais desses programas.
 
As culturas mais atingidas foram as do feijão, milho e mandioca. Quem cria gado teve que se desfazer do rebanho porque não havia perspectivas de chuva e os animais estão sem ter o que comer. Os Governos Federal e Estaduais foram convocados a tempo de evitar a mortalidade em massa, mas se omitiram e fracassaram em desenvolver ações para alimentar os animais, com milho ou com os resíduos abundantes da cana.
 
Os bichos que sobreviveram foram vendidos por preço vil ou mesmo doados para serem salvos da morte, ampliando ainda mais as desigualdades no campo. Um dos principais desafios para os próximos anos será a recomposição do rebanho dizimado que é fonte de renda e alimentação das famílias sertanejas.
 
Atualmente, 1.300 municípios do Nordeste e do norte de Minas Gerais estão em situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Mesmo sendo considerada a pior seca nos últimos 50 anos, estima-se que a migração para outras regiões foi menor do que em épocas anteriores. Para além dos programas de mitigação dos efeitos da seca, a permanência na terra é atribuída as experiências populares de convivência com o semi-árido. Estas experiências vem se espalhando por todos os estados nordestinos de outras regiões do país e se apresentam como a principal estratégia utilizada pelos agricultores e agricultoras para atravessar a seca com menos dificuldade.
 
Perspectivas para 2013
 
Frente à conjuntura de abandono total da Reforma Agrária, os movimentos sociais de luta pela terra seguiram o exemplo dos povos do campo que há meio século se uniram para realizar I Congresso Camponês do Brasil. Com esse espírito, em agosto de 2012, foi realizado o Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e povos do campo, das águas e das florestas, que reuniu cerca de 7 mil pessoas em Brasília. A perspectiva que se apresenta para 2013 é de que os povos do campo coloquem em marcha as lutas unificadas e assumam para si a responsabilidade da Reforma Agrária e da defesa dos territórios das comunidades tradicionais ameaçadas pelo capital.
 
Vivemos em um tempo em que é necessário optar por um novo modo de pensar e de viver. O Estado já tomou sua posição diante do contexto agrário brasileiro, a sociedade precisará reafirmar a sua. O que está em jogo é a vida, a cultura e os territórios das populações camponesas no Brasil. Faz-se urgente uma nova reflexão sobre a vida e a natureza. O Capital se apropria e mercantiliza todos os bens naturais e marginaliza comunidades inteiras. Neste cenário, ou optamos pela mera função econômica da terra ou optamos pela função social da terra; ou optamos pela economia verde ou pelo bem viver dos povos da terra; ou é a governança global ou a diversidade das culturas, dos alimentos e dos modos de vida.
 
Com informações da CPT e IHU
Foto: Divulgação
  
 
Eu apoio o CEBI
Sex, 04 de Janeiro de 2013 09:27
O CEBI convida você para um gesto concreto: Participe da Campanha Eu apoio o CEBI.
 
Com humildade e carinho, o CEBI vem reforçar o convite: Colabore com projetos de Leitura Popular da Bíblia. Você pode fazer isso por meio da Campanha "Eu apoio o CEBI".  
 
Visite a página da campanha para saber mais sobre o CEBI e também as formas pelas quais é possível realizar uma doação. Em caso de dúvida, faça contato conosco: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou (55) 51 3568-2560.
 
Outras formas de apoiar o CEBI, além de doação de recursos, são a aquisição dos livros, a realização de trabalho voluntário na sua região ou mesmo a divulgação do trabalho do CEBI aos seus amigos/as, familiares, colegas de trabalho, pessoas de sua relação.
 
Com informações do CEBI Publicações
 
 
JMJ Rio 2013: o ano novo da juventude começa
Qui, 03 de Janeiro de 2013 11:10
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro da Silva, publicou no primeiro dia de 2013 uma carta aberta a todos os vigários paroquiais e presbíteros do país.
 
Na carta, dom Eduardo fala sobre a garantia histórica do espaço adquirido pela juventude dentro da Igreja ao longo dos anos e do grande encontro de 2013, a Jornada Mundial da Juventude.
 
Leia a íntegra da carta de dom Eduardo:
 
Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.
 
“Serão vocês, jovens, que recolherão a tocha das mãos dos seus antepassados e viverão no mundo no momento das mais gigantescas transformações”.
 
Com esta afirmação profética e mensagem de confiança, o Papa Paulo VI, na conclusão do Concílio Vaticano II em 1963, se dirigia aos jovens e, quem sabe, a muitos de vocês, que hoje são sacerdotes e religiosos. Passados estes cinquenta anos, vislumbramos estas gigantescas transformações incidindo principalmente na vida dos jovens. Junto aos benefícios, a tão falada “mudança de época” tem trazido grandes desafios para a realização de sua vida e o amadurecimento da sua vocação de discípulos missionários. No final de sua reflexão, o Papa ainda afirmava sobre a perene missão da Igreja de garantir a novidade dos tempos: “A Igreja olha para vocês com confiança e com amor. [...] Ela é a verdadeira juventude do mundo”. Certamente, a partir desta convicção e motivação os pronunciamentos posteriores de nossa Igreja latino-americana e brasileira se encheram de coragem para garantir em sua história um espaço privilegiado para a juventude.
 
E agora estamos aqui, às portas de 2013, um ano todo especial para a Igreja do Brasil que deseja entender melhor a vontade de Deus por meio da vida, da fala, da presença, da participação dos jovens em seu meio! Propomo-nos a acreditar mais nos jovens, como agentes de transformação, sujeitos de direitos, amigos privilegiados de Jesus Cristo, verdadeiros missionários entre os próprios colegas.
 
Em 2013, emprestemos os olhos dos jovens para enxergar com mais realismo os sofrimentos do mundo e as belezas do tempo presente! Escutemos com seus ouvidos o cântico que gera esperança e o grito daqueles que não conseguem nem mesmo gritar! Abramos nossas bocas e escancaremos palavras de incentivo aos jovens, convocando-os a se sentarem no lugar que por tanto tempo, em muitos ambientes, ficou vazio por nossa culpa! Afinemos nosso olfato para sentir o perfume da vida de tantos jovens que buscam viver com coerência sua vida de cristão e cidadão, exalando o desejo de santidade pessoal, de fraternidade universal, de sociedade sem misérias e violências! Aproximemos o nosso coração ao coração deles para nos renovarmos no ardor pela vida, na sensibilidade pelo presente, na paixão pelas pequenas coisas, na exigência pela verdade, na vibração pela vocação assumida. Sintamos nossas mãos agindo pelas mãos dos jovens! Caminhemos pelos novos areópagos que somente os jovens podem nos mostrar! Com eles, ousemos mudar aquelas estruturas arcaicas que não só não falam mais aos jovens, mas também não falam mais de Deus e de seu projeto de Reino.
 
Deus está nos abençoando com este “ano novo da juventude”: Campanha da Fraternidade, Jornada Mundial da Juventude, Semana Missionária! Cresce o interesse em priorizar este tema nas dioceses, paróquias, comunidades, congregações religiosas, etc. Estamos certos de que não somente a juventude será beneficiada com as nossas novas atitudes, projetos, mentalidades, mas a própria Igreja que é chamada a se espelhar nela para manter viva a chama e o compromisso de amar sem limites, a todos e com tudo. Sem dúvida, as novas gerações necessitam da Igreja; mas Ela não conseguirá cumprir plenamente sua missão se não se render à perene novidade do Espírito Santo que fala a todos, mas quer passar de um modo todo particular pela vida, linguagem, cultura, coração dos jovens que, na sua essência, são capazes de quebrar barreiras, ousar novidades, agir apaixonadamente, amar sem medida, sacrificar-se pelas grandes causas, viver cada instante presente como se fosse único. Os jovens têm muito a nos ensinar; é só estarmos ao seu lado e dizer-lhes: “chamo-vos amigos”, os amamos com o coração de Cristo, o eternamente jovem e portador de novidade!
 
Feliz Ano Novo nas asas do Espírito Santo que nos garante a paz e nos conduzirá às urgentes novidades, no aconchego dos braços de Maria, Mãe de Deus e nossa, no coração dos jovens que nos aguardam ansiosos por novas batidas de amor.
 
Dom Eduardo Pinheiro da Silva
Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB
 
 
CONGRESSO: "As mulheres nos processos de independência na América Latina"
Qua, 02 de Janeiro de 2013 10:12
No marco do Bicentenário da Independência da América Latina, o Centro de Estudos da Mulher na História da América Latina (CEMHAL) convida todos/as para o Primeiro Congresso Internacional ‘As Mulheres nos Processos de Independência na América Latina’, que se realizará nos dias 22, 23 e 24 de agosto de 2013 em Lima, no Peru.
 
As inscrições para o evento que realizará conferências magistrais, mesas redondas e debates devem vão até o dia 31 de agosto de 2013 sob uma taxa de US$ 100.00. O objetivo é contribuir com a reconstrução da ativa presença das mulheres nas revoluções e guerras de independência, formular novos aportes da historiografia latino-americana, continuar o trabalho realizado no IV Simpósio Internacional, realizado pelo CEMHAL em agosto de 2009, em Lima, além de prosseguir com as investigações dos catorze Grupos de Estudo formados pela Comissão do Bicentenário.
 
De acordo com a organização do evento, a partir do último terço do século XX, novas perspectivas historiográficas permitem incluir novos sujeitos históricos e revisar os processos independentistas e, com isso, dar conta do lugar das mulheres na esfera pública. Portanto, é sob esse olhar da história e em encontro dos diferentes enfoques historiográficos e disciplinares que será promovido o Congresso em Lima no próximo ano.
 
 
Com informações da Adital
 
Lançamento: Diálogo Inter-religioso Sul-Americano sobre Iniquidade
Qua, 02 de Janeiro de 2013 10:01
Em parceria com KOINONIA, a organização Christian Aid lançou o livro Diálogo Inter-religioso Sul-Americano sobre Iniquidade. A publicação é resultado de um encontro realizado em setembro de 2011, às margens do Lago Titicaca, na Bolívia.
 
Na ocasião, representantes da Christian Aid, responsáveis pela área da América do Sul, e a diretora de Teologia reuniram-se com organizações parceiras da Bolívia (ISEAT), do Brasil (KOINONIA) e da Colômbia (MENCOLDES) e com membros de organismos regionais como CLAI (Conselho Latino Americano de Igrejas) e CREAS (Centro Regional Ecumenico de Asesoria y Servicio) para refletir sobre o tema das “iniquidades” presentes na região a partir da perspectiva do diálogo inter-religioso.
 
Durante três dias, em castelhano, aymara, quechua, português e inglês, luteranos/as, anglicanos/as, candomblecistas, adeptos/ as das religiões originárias e católicos/as trocaram vivências e orações, refletiram e, juntos, fizeram teologia. Diversos pontos de vista e diferentes visões ao se complementarem puderam ser harmonizados.
 
O livro está disponível para download em português, espanhol e inglês.
 
Leia mais notícias sobre a Christian Aid:
 
 
CESE lança edital produção comunitária e renda 2013
Qua, 02 de Janeiro de 2013 09:55
A CESE lança edital 2013 do Programa Produção Comunitária e Renda que irá apoiar 10 iniciativas dos estados do Nordeste e Mato Grosso.
 
O objetivo é fortalecer empreendimentos produtivos na construção de sua viabilidade e sustentabilidade econômica, disponibilizando ferramentas e apoios nas áreas de produção, gestão, formação, inserção de produtos no mercado e comercialização.
 
A partir dos estudos de viabilidade econômica de cada empreendimento, um plano de capacitação é executado ao longo de seis meses por organizações com experiência em áreas como: gestão, comercialização e comunicação.
 
São beneficiários grupos que precisam aumentar sua produção e sua renda, mas que não abrem mão da responsabilidade ambiental, da equidade de gênero, e das práticas democráticas de gestão. A exemplo de iniciativas e empreendimentos de produção e serviço da economia popular, voltados ao beneficiamento da produção (cultivados ou de extrativismo), ao beneficiamento de produtos florestais madeireiros ou não madeireiros e turismo comunitário.
 
As inscrições vão até o dia 18 de fevereiro de 2013, através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . As propostas devem ser enviadas através de ROTEIRO específico e as selecionadas serão divulgadas no dia 15 de março de 2013.
 
Para mais informações sobre critérios e etapas de seleção, acesse o EDITAL completo do Programa.
 
 
CNBB em 2012
Qua, 02 de Janeiro de 2013 08:30
Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, apresenta destaques do ano: "A CNBB, ponto de convergência do esforço dos pastores, sucessores dos apóstolos, procurou marcar presença nos acontecimentos mais significativos dentro e fora do âmbito da comunidade eclesial".
 
O ano de 2012
 
A Igreja escreveu páginas importantes da história de compromisso com o ser humano em cumprimento ao mandato de amor que nos foi dado por Cristo durante este último ano no Brasil. Este 2012, foi, na verdade, o segundo ano na implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e conseguimos, com a graça de Deus, imprimir um ritmo de grande empenho marcado pelo entusiasmo nas comunidades de todas as paróquias e dioceses do país. A CNBB, ponto de convergência do esforço dos pastores, sucessores dos apóstolos, procurou marcar presença nos acontecimentos mais significativos dentro e fora do âmbito da comunidade eclesial.
 
Apresentamos alguns que merecem registro e destaque:
 
JANEIRO
 
Continuaçao da peregrinação da Cruz e do Ícone da JMJ
 
Desde setembro de 2011, a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora que representam a preparação das comunidades para a realizada da Jornada Mundial da Juventude em 2013 com a presença do Papa Bento XVI no Rio de Janeiro. A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da CNBB, em sintonia com o Pontifício Conselho para os Leigos e o Comitê da Jornada, tem procurado acompanhar esse movimento que conquista os jovens para a oração e a reflexão. Até o final do ano, os símbolos terão passados todos os 17 regionais da CNBB e seguirão para alguns países da América do Sul.
 
31 - Ato em defesa do CNJ – Brasília (DF)
 
Aconteceu na sede federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, um ato público em defesa da competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em processar e punir juízes e magistrados por desvios ético-disciplinares no exercício da profissão. Com a presença de mais de 500 pessoas, participam do ato, além OAB, diversas entidades representativas da sociedade, como a CNBB e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), parlamentares, juristas e os ex-ministros da Justiça, Nelson Jobim (primeiro presidente do CNJ) e Márcio Thomaz Bastos, que é também ex-presidente nacional da OAB.
 
31 - Visita aos Guarani-Kaiowá – região sul (MS)
 
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, depois de percorrer cerca de mil quilômetros e visitar comunidades Guarani Kaiowa na região sul do Mato Grosso do Sul, nos relatou: "A situação é de desamparo e violência. Pelo constatado, a origem de todos os problemas está na falta de andamento dos processos de demarcações de terras tradicionais e na ausência de políticas publicas''.
 
FEVEREIRO
 
3 a 7 - Encontro Nacional dos Presbíteros – Aparecida (SP)
 
Participei do encerramento da celebração final e saudei os padres pela realização do 14º Encontro Nacional de Presbíteros no Santuário de Aparecida. O encontro teve como tema ‘A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero no Processo de Mudança de Época’ e reuniu quase 500 padres de todas as partes do Brasil. Na ocasião, foi eleita a nova coordenação da CNP, Comissão Nacional dos Presbíteros que é um organismo da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
 
7 - Curso anual dos bispos – Rio de Janeiro (RJ)
 
Participei do 21º Curso para Bispos que reuniu mais de 100 Bispos de todo o Brasil com objetivo de contribuir para a comunhão episcopal, na linha da formação permanente, através da reflexão do tema “50 anos após o Vaticano II- novo dinamismo e novas interrogações para a Igreja”, com destaque para os temas:  Palavra de Deus, Ecumenismo e Ensino das Instituições Católicas, nos colocam dentro da preparação da celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, como foi pedido pelo Santo Padre Bento XVI, na Carta Apostólica sob a forma de Motu Proprio, Porta Fidei.
 
10 – Nomeação do novo Núncio Apostólico
 
Papa Bento XVI escolheu Dom Giovanni D’Aniello como novo Núncio Apostólico para o Brasil, sucedendo a Dom Lorenzo Baldisseri. Dom D’Aniello era núncio da Tailândia e Camboja e Delegado Apostólico em Myanmar e Laos. Ele tem 57 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Dom Lorenzo Baldisseri foi nomeado secretário para a Congregação para os Bispos, no Vaticano.
 
18 - Consistório: Dom João Braz de Aviz - Roma
 
Participei, em Roma, do Consistório Ordinário Público realizado pelo Papa Bento XVI para criação de 22 novos cardeais. Entre os cardeais criados pelo Santo Padre estava o nosso Irmão, dom João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada. A ele foi concedido o título da igreja Santa Helena Prenestina, localizada próxima ao Vaticano.
 
22 – Campanha da Fraternidade sobre a saúde pública – Brasília (DF)
 
Para este ano, a Campanha da Fraternidade trouxe como tema “Fraternidade e Saúde Pública” e como lema “Que a saúde se difunda sobre a Terra”. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do lançamento da campanha na sede da CNBB e fez uma referência agradecida à Igreja pela oportunidade de poder discutir a saúde pública no Brasil, dizendo que esperava contribuições sobre diversos projetos desenvolvidos nessa área.
 
MARÇO
 
23 a 29 - Viagem de Bento XVI ao México e Cuba
 
Convidado pelo Papa, participei de sua visita ao México. No México, onde a luta contra o tráfico de droga fez 50 mil mortos em cinco anos, o objetivo da viagem foi procurar "transformar o México com base nos valores cristãos que estão no ADN do povo", conforme disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano. Em Cuba, onde apenas 10% dos 112 milhões de habitantes se consideram católicos, o Papa teve bela recepção e deixou sua mensagem de esperança ao povo.
 
ABRIL
 
11 - Julgamento do caso dos anencéfalos pelo STF – Brasília (DF)
 
A CNBB convocou o episcopado e todos os fiéis a se reunirem em “vigília de oração pela vida”, tendo em vista o julgamento  no Supremo Tribunal Federal, da ação (arguição de descumprimento de Preceito fundamental (ADPF 54/2004), que teve por objetivo legalizar o aborto de fetos com “meroanencefalia”, denominados “anencefálicos” — que “não têm em maior ou menor grau, as partes superiores do encéfalo e que erroneamente, têm sido interpretados como não possuindo todo o encéfalo”, esclacrecemos em Nota e ainda lembramos que “A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. Há uma enorme diferença ética, moral e espiritual entre a morte natural e a morte provocada. Aplica-se aqui, o mandamento ‘Não matarás’”,
 
18 a 26 - 50ª Assembleia Geral da CNBB – Aparecida (SP)
 
Realizada pela quarta vez em Aparecida, que desde o ano passado se tornou sede oficial do encontro anual da CNBB, a 50ª Assembleia Geral reúne 335 bispos foi uma assembleia comemorativa. O tema central foi a "Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”. O nosso encontro também lembrou os 60 anos da CNBB e os 50 anos do início dos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965).
 
19 - 40 anos do CIMI – Aparecida (SP)
 
Durante a 50a. assembleia geral dos bispos, celebramos os 40 anos de existência do Conselho Indigenista Missionários. Dom Édson Tasquetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e presidente do Conselho nos lembrou que “temos uma dívida social imensa com os povos indígenas pelos massacres, genocídios, inomináveis crueldades e injustiças praticadas ao longo destes 512 anos de invasão e extermínio. O Conselho Indigenista Missionário é um dos organismos vinculados à CNBB com atuação reconhecida na história recente do Brasil.
 
25 - Dom Jayme Chemello visita Chernobyl – Ucrânia
 
Membro do nosso episcopado, Dom Jayme Chemello, o bispo emérito de Pelotas (RS), foi único brasileiro a participar da visita de uma delegação com parlamentares e representantes da sociedade civil de todo o mundo à região de Chernobyl, na Ucrânia, onde em abril de 1986 ocorreu o maior acidente nuclear da história. O convite para a participação brasileira foi feita pela ONG Green Cross, da Suíça, fundada pelo ex-presidente da União Soviética, Mikail Gorbachev.
 
28 e 29 - Peregrinação Nacional das Famílias – Aparecida (SP)
 
Participei do 2º Simpósio Nacional das Famílias e da 4ª Peregrinação Nacional das Famílias. Este ano, o Simpósio teve como tema "A Família: o trabalho e a festa", o mesmo do Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em Milão, com a presença de Bento XVI.A estimativa geral foi de que quase 2 mil pessoas tenham participado do Simpósio e 120 mil pessoas da Peregrinação. Além disso, 13 bispos e 50 padres acompanharam de perto os dois eventos.
 
MAIO
 
16 - Início dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade – Brasília (DF)
 
Acolhemos, com satisfação, a instalação da comissão brasileira que visa investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil por agentes do estado. Essa comissão é formada por sete membros nomeados pela presidente do Brasil e catorze auxiliares e essas pessoas estão atuando durante dois anos, sendo que no final desse período, publicarão um relatório dos principais achados, que poderá ser público ou poderá ser enviado apenas para o presidente da república ou o ministro da defesa.
 
18 - Seminário de Comunicação para juventude – Brasília (DF)
 
Promovido pela CNBB, um seminário para jovens sobre o tema da comunicação foi realizado com a participação de cerca de 300 jovens profissionais de todo o país que atuam em diversas áreas da comunicação nas paróquias e dioceses. O objetivo do encontro  foi debater questões sobre evangelização, juventude e novas mídias. O evento teve a participação do jesuíta italiano, diretor da revista “Civilta Cattolica”,  pe. Antonio Spadaro.
 
31 – VII Encontro mundial das famílias – Milão – Itália
 
Participei juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB do Encontro Mundial das Famílias com o Papa, em Milão, na Itália. O tema tratado foi “A família: o trabalho e a festa”. O Papa Bento XVI, no encerramento do encontro, afirmou que “nos foi confiada a tarefa de construir comunidades eclesiais que sejam cada vez mais família, capazes de refletir a beleza da Trindade e evangelizar não só com a palavra mas – diria eu – por ‘irradiação’, com a força do amor vivido”. O Papa também anunciou que o próximo encontro mundial será na cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, no ano de 2015.
 
JUNHO
 
10 - 50º Congresso Eucarístico Internacional – Irlanda
 
O 50° Congresso Eucarístico Internacional foi realizado na cidade de Dublin, na Irlanda e reuniu mais de 10 mil peregrinos de todo o mundo. O Legado Pontifício para o Congresso Eucarístico Internacional, cardeal Marc Ouellet, na celebração de abertura, afirmou: "Nós viemos aqui", disse ele, "como família de Deus, chamados por Ele para ouvir a Sua Santa Palavra, para lembrar quem somos à luz da história da salvação, e para responder a Deus através da maior e mais sublime oração conhecida pelo mundo: a Sagrada Eucaristia”.
 
15 - Cúpula dos Povos e Rio+20 – Rio de Janeiro (RJ)
 
A CNBB participou da Cúpula dos Povos, durante o a Conferência da ONU chamada de Rio +20 por meio de duas Comissões Episcopais: a das Pastorais Sociais e a do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, além da Comissão Brasileira de Justiça e Paz. O Cardeal de São Paulo, dom Odilo Scherer, foi o representante no encontro da ONU.
 
16 - Encontro da Vida Monástica e Contemplativa – Aparecida (SP)
 
Participei do Encontro Nacional para a Vida Consagrada Monástica e Contemplativa promovido pela CNBB com o tema “Nossa Pátria é o céu” (Fil 3,20). ‘Vida Monástica e Contemplativa hoje - Identidade, Mística e Missão’. Cerca de 200 religiosos e religiosas de vida monástica e contemplativa participaram do encontro.
 
26 - Cartilha de orientação para as eleições municipais
 
Dando continuidade à experiência realizada em anos anteriores, organismos vinculados à CNBB já disponibilizaram a cartilha “Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia”. A publicação foi elaborada numa parceria pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (CEFEP) e Pastorais Sociais. A proposta apresentada foi a de ajudar o eleitor a realizar uma boa reflexão em vista do voto consciente.
 
26 - Divulgados dados do Censo 2010 – Mapa das Religiões/IBGE
 
A CNBB tem se dedicado ao estudo dos dados que foram publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a situação religiosa no país. O Brasil ainda é a maior nação católica do mundo, mas, na última década, a Igreja teve uma redução da ordem de 1,7 milhão de fieis, um encolhimento de 12,2%. Os dados são da nova etapa de divulgação do Censo de 2010.
 
JULHO
 
6 - 10º Encontro da Igreja na Amazônia – Santarém (PA)
 
O 10º Encontro dos bispos da Amazônia celebrou os 40 anos do Documento de Santarém. No documento final, os  bispos reafirmaram o compromisso da Igreja com os povos da Amazônia. A reunião O contou com a participação do secretário geral da CNBB, de 35 bispos e de dezenas de religiosos e lideranças, dentre estes alguns que estão sob constante vigilância de segurança em virtude da postura em defesa dos povos – denúncias contra a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, tráfico de drogas e de pessoas, trabalho escravo – e por denunciarem a exploração ilegal dos recursos da Amazônia.
 
9 - Morte do cardeal Eugênio Sales – Rio de Janeiro (RJ)
 
O cardeal dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio, faleceu aos 91 anos, após sofrer um infarto em casa. Nascido em Acari (RN), em 11 de novembro de 1920, dom Eugenio Sales foi ordenado bispo aos 33 anos, em Natal, com apenas 11 de sacerdócio. Em 1968, tornou-se arcebispo de Salvador e, em 1971, arcebispo do Rio.
 
12 a 15 - 3º Congresso Missionário Nacional – Palmas (TO)
 
A Igreja reuniu em Palmas-TO, mais de 600 pessoas representantes dos 17 Regionais da CNBB, organismos e institutos missionários, grupos de animação missionária entre eles Infância, Adolescência e Juventude Missionária, leigos, ministros ordenados e a vida religiosa consagrada. Ao todo se somaram mais de 600, dos quais 25 bispos, 12 diáconos, 319 leigos/as, 152 presbíteros, 98 religiosas/os, e 31 seminaristas.
 
13 a 15 - Seminário de Bioética para juventude – Brasília (DF)
 
As Comissões para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB, promoveram o Seminário de Juventude e Bioética. O encontro foi mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio em 2013. O objetivo da iniciativa foi aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células-tronco embrionárias e eutanásia.
 
19 a 22 - Encontro Nacional da Pascom – Aparecida (SP)
 
O 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação reuniu mais de 600 comunicadores das diversas dioceses do Brasil. Foram quatro dias de formação e troca de experiências entre os profissionais da área e os agentes da Pascom que atuam junto às muitas dioceses do Brasil, com o intuito de proporcionar conhecimentos sobre a melhor forma de utilizar as inovações tecnológicas e os conhecimentos teóricos sem deixar de lado a espiritualidade do comunicador.
 
21 – Encontro Mundial das Equipes de Nossa Senhora – Brasília (DF)
 
Participei do Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora. O Brasil foi o terceiro país no mundo a receber o Movimento e o primeiro de língua não francesa. Este ano, pela primeira vez, o Encontro Internacional aconteceu fora da Europa. As Equipes de Nossa Senhora – ENS – são um movimento cristocêntrico da Igreja Católica Apostólica Romana, fundado pelo Padre Henry Cafarrel e alguns casais franceses durante a Segunda Guerra Mundial, nos idos de 1938, na França.
 
AGOSTO
 
11 – Preparação para 5a. Semana Social Brasileira – Brasília (DF)
 
Um Seminário Nacional marcou, de maneira especial, a Preparação da 5ª Semana Social Brasileira. O  encontro reuniu cerca de 110 pessoas, de Pastorais e movimentos sociais de todas as regiões do país. A partir do tema proposto para a 5ª Semana, “A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para quê e para quem”, a 5a. Semana se estende até o primeiro semestre de 2013, as discussões contemplaram a conjuntura brasileira no que tange a democracia e participação social no processo de construção de uma nação mais fraterna e solidária.
 
12 a 18 – Semana Nacional da Família
 
A Igreja no Brasil discutiu ‘A Família: o trabalho e a festa’ durante a Semana Nacional da Família usando o roteiro de reflexão e oração conhecido como “Hora da Família”. A iniciativa é da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e da Comissão Nacional da Pastoral Familiar.
 
14 - Plataforma de evangelização “Anjinhos do Brasil”
 
A CNBB tomou uma iniciativa inédita de evangelização para crianças de dois a oito anos de idade. O projeto chamado “Anjinhos do Brasil” é uma plataforma multimídia baseada em sete personagens infantis em forma de anjos. O evento de lançamento foi realizado no Museu de Arte Sacra de São Paulo.
 
SETEMBRO
 
7 - 18ª edição do Grito dos Excluídos
 
A CNBB participou do movimento do Grito dos Excluídos sob o lema “Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta direitos a toda população”. Organizações e movimentos sociais realizarão uma série de atividades em todo o país. “O Estado tem o dever de dar à população brasileira o acesso ao sistema de saúde, à educação, terra, trabalho, transporte, moradia e lazer. No entanto, isso acontece de forma precária e, em alguns casos, não ocorre”, foi a mensagem deixada pelos movimentos sociais.
 
7 a 9 - Congresso Teológico 20 anos do Catecismo da Igreja Católica – Curitiba (PR)
 
O Congresso Teológico Nacional foi organizado pelas Comissões Episcopais Pastorais da CNBB para Animação Bíblico-Catequética, para Educação e Cultura e para a Doutrina da Fé. Além de inúmeros teólogos conferencistas brasileiros, o Congresso contou também a presença do secretário da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, dom Luís Francisco Ladaria Ferrer.
 
28 - Nota sobre Eleições municipais
 
A presidência da CNBB divulgou nota sobre as eleições municipais 2012. O texto foi aprovado durante a reunião do Consep, realizada nesta semana em Brasília (DF). O texto incentiva os eleitores, mesmo aqueles “que não têm obrigação de votar”, a comparecerem às urnas. “O voto, mais do que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária”.
 
OUTUBRO
 
Campanha Missionária
 
Este ano a Igreja no Brasil reflete o tema “Brasil missionário partilha tua fé” em sintonia com os temas do 3º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu em Palmas e do 4º Congresso Missionário Americano que também é o 9º Congresso Missionário Latino Americano que se realizarão em Maracaibo, Venezuela, em 2013, com o tema “América Missionária partilha a tua fé”.
 
1 a 7 – Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro
 
A Semana da Vida e o Dia do Nascituro foram instituídos pela 43ª Assembleia Geral da CNBB e é ocasião especial para colocar em evidência o valor e beleza desse dom precioso que recebemos de Deus. De modo especial, salientamos o valor sagrado da vida humana, em todas as suas dimensões. Diante de tantos ataques que a vida vem sofrendo em nossos dias, é missão do cristão e da Igreja reafirmar sua importância inestimável e inegociável. A vida é o fundamento sobre o qual se apoiam todos os demais valores.
 
11 - 50 anos dos Concílio Abertura do Ano da Fé
 
Participei, a convite do Papa Bento XVI, de uma solene celebração em Roma, precisamente a 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, concelebrada por centenas de bispos de todo o mundo, dando assim início ao Ano da Fé por ele promulgado. Convidados de honra, em lugar de destaque, o patriarca de Constantinopla - Bartolomeu I, e o arcebispo de Cantuária, Rowan Williams.
 
12 a 14 – 2o. EBRUC – Curitiba (PR)
 
O Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos é ecumênico e reúne 550 pessoas, em sua maioria jovens, do Brasil, mas também da Argentina, Chile e Guiné Bissau. O Ebruc foi organizado pelo Setor Universidades da CNBB com o lema “Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos” ( Jo 3,11). o tema deste ano foi: Educação e cultura, areópagos da missão. E o objetivo apresentado era o de conectar as juventudes e expressões cristãs presentes no meio universitário para refletir sobre a missão evangelizadora nos espaços da educação e cultura.
 
14 - 60 anos da CNBB
 
A CNBB completou 60 anos de atividades e serviço da colegialidade episcopal, do planejamento pastoral e da evangelização em nosso país. A Conferência nasceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1952. Essas 6 décadas também representam um marco importante para a Igreja no Brasil. CNBB tem atuado na promoção da nova evangelização e se empenha na defesa da dignidade humana, na garantia do direito à vida, e vida digna para todos, bem como na justiça social. Desde a sua criação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil já teve onze presidentes. Entre as tarefas deste grupo está o relacionamento frequente com a Santa Sé; o diálogo e a cooperação apostólica com as Conferências Episcopais.
 
7 a 28 - Sínodo dos Bispos - Roma
 
Com a participação de quatro delegados da CNBB e um bispo convidado pelo Papa, realizou-se, em Roma, o Sínodo dos Bispos para tratar da “Nova Evangelização para a Transmissão da Fé”. Na celebração de conclusão do Sínodo, o Papa Bento XVI disse que "Todos os homens têm o direito de conhecer Jesus Cristo e seu Evangelho e o dever dos cristãos, de todos, sacerdotes, religiosos e laicos, é anunciá-lo".
 
NOVEMBRO
 
5 e 6 - Seminário Relação Estado e Sociedade – Brasília (DF)
 
A CNBB realizou, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), a União Marista do Brasil (UMBRASIL) e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)/Misereo, o Seminário Nacional Relação Estado e Sociedade. O evento reúne no Centro Cultural de Brasília cerca de 120 participantes, representantes de instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, com o objetivo de debater as relações do Estado com a sociedade civil, para a elaboração conjunta de sugestões que aprimorem as regulações em debate e ao fortalecimento da participação popular. O Ministro Gilberto Carvalho participou dos debates.
 
Com informações da CNBB
Foto: CNBB-NE3 
 
Feliz Natal e abençoado Ano Novo
Sex, 21 de Dezembro de 2012 09:02
 
É com muita alegria que toda a equipe do CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil deseja a todos os amigos e amigas, companheiros e companheiras de caminhada ecumênica um feliz Natal e um Ano Novo bem ecumênico, cheio de boas realizações e boas notícias!
 
Que possamos, em 2013, ampliar ainda mais as nossas ações ao lado daqueles que “têm fome e sede de justiça”, estando sempre ao lado do povo, da defesa dos Direitos Humanos e da promoção da paz baseada em uma justiça social maior e mais ampla para todos os brasileiros e brasileiras.
 
Em tempo, informamos que dos dias 22 de dezembro até 1° de janeiro o CONIC entrará em recesso. No dia 2 de janeiro, contudo, as atividades voltam ao normal.
 
 
Fraternalmente,
Equipe CONIC.
 
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