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Nota da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política
Dom, 30 de Junho de 2013 13:40
 
Nos últimos dias, o povo tomou as ruas para demonstrar o seu descontentamento e repúdio  a forma como se faz política no Brasil, num profundo questionamento de como as decisões são tomadas, por quem são tomadas e em nome de quem são tomadas. O que está sendo questionado é o nosso sistema político como um todo, que em resumo podemos definir como uma democracia sem povo.
 
Nós da Plataforma dos  Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político  fazemos parte deste movimento e reafirmamos a nossa convicção da necessidade de uma profunda reforma do sistema político, que começa com o fortalecimento da democracia direta e a reforma do sistema eleitoral. 
 
Saudamos o discurso da presidenta Dilma Rousseff e das demais forças políticas que agora defendem uma reforma política que amplie os mecanismos de participação da população nas decisões. Lamentamos que só agora esta questão fundamental para a nossa democracia assuma centralidade no debate público. Não foi por falta de mobilização, pressão e propostas da sociedade. Esperamos que isso não seja apenas uma tentativa para “acalmar” as ruas.
 
Estranhamos o "lugar" do anúncio da proposta  feita pela  presidenta  Dilma. O lugar  escolhido  foi a reunião com governadores e prefeitos, reforçando a ideia que  reforma política  diz respeito somente aos "políticos",  sendo que no nosso entendimento este pacto deveria ser  feito e negociado com as  diversas representações da sociedade. Precisamos entender o que a população que está nas ruas estão nos  dizendo: o povo quer participar diretamente das grandes  decisões e não  ficar a reboque de uma institucionalidade que não representa  mais a complexidade da sociedade  brasileira.
 
Para nós da Plataforma só faz sentido uma  reforma política que resgate a soberania popular  através do  fortalecimento dos  instrumentos da  democracia direta. Queremos e defendemos que o povo tenha o direito de participar diretamente das grandes decisões e não apenas dos momentos eleitorais.  Defendemos  também a necessidade do aperfeiçoamento do nosso sistema de representação, que passa pelo barateamento das campanhas, pelo fim da  influência do poder econômico e pelos mecanismos de  inclusão dos  grupos sub-representados nos espaços de poder.
 
Defendemos que uma  verdadeira reforma política deva ser construída pelos instrumentos de democracia direta que  já temos garantidos na  Constituição de 1988. A nossa defesa é por um plebiscito para definir as principais questões da reforma política. Queremos que o povo defina o conteúdo da reforma política e para isso já temos o instrumento político que é o plebiscito.
 
Defendemos que todo o processo da reforma política seja protagonizado também pela sociedade. Para  isso, propomos que o Congresso Nacional convoque a Conferência Nacional da Reforma Política com o objetivo de definir os temas e as perguntas para o plebiscito.
 
Defendemos também que todo o processo de campanha do plebiscito da reforma política seja compartilhado com a sociedade civil e não algo exclusivo dos partidos.
 
Por entendermos que esse tema precisa ser protagonizado pela sociedade, pois todo poder emana do povo, nós movimentos e organizações que construíram e constroem a Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política, decidimos manter a Campanha de coleta de 1,5 milhões de assinaturas que pode ser acessada no reformapolitica.org.br.
 
IECLB fala sobre os protestos nas ruas do Brasil
Sex, 28 de Junho de 2013 08:19
 
O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça,
repouso e segurança para sempre (Isaías 32.17).
Disse Jesus aos que haviam crido nele: Se vós permanecerdes
na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;
e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João 8.31-32).
 
Irmãos e irmãs em Cristo!
 
Ética, justiça, verdade, respeito, transparência e diálogo são valores inerentes à democracia. São igualmente valores que pautam a vida e missão confiada por Deus à IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a todo o povo de Deus.
 
O último censo nos mostrou que o Brasil é um país em que enorme percentual da população se diz cristã. Bem por isso grande parte das nossas autoridades – em todos os níveis – declara-se cristã, seguidora do Deus que se manifestou através dos profetas e, em Jesus, revelou-se de forma definitiva nosso próximo. Portanto, por vivermos num Estado democrático e por sermos um país em que os valores do Reino de Deus, como a causa da justiça, são parâmetros, deveria ser bastante óbvio que a observância da verdade e a busca obstinada da justiça com vistas ao fortalecimento de relações de paz fossem parte do nosso cotidiano, em todos os níveis. Infelizmente os fatos não confirmam o que parece ser. E é isso que está como pano de fundo do cenário com o qual estamos convivendo nas últimas semanas.
 
É verdade que em nosso país houve melhorias na condição de vida de milhões de pessoas. A lista desses avanços é representativa, o que é motivo de comemoração. Mas também é verdade indiscutível que há pleitos da população que simplesmente não encontram eco junto a quem tem o poder e o dever de tomar a decisão política correta, o que é deplorável. Por exemplo:
 
- Há quanto tempo está evidenciado que o cuidado das pessoas doentes é insuficiente e desumano?
 
- Há quanto tempo, e com que insistência, vem sendo demonstrado que é preciso haver mais cuidado com a educação?
 
- Diariamente somos bombardeados com notícias que revelam a corrupção no mundo da política e a má gestão das obras públicas. Polícia Federal e Ministério Público não conseguem dar conta dos casos denunciados.
 
- É crescente o número de entidades e indivíduos manifestando sua inconformidade com conchavos políticos e com a articulação de “bancadas” que estão descoladas da realidade da população.
 
- Como aceitar que políticos com reputação há muito não ilibada e já condenados pela justiça ainda exercem o poder?
 
- Há quanto tempo.... e aqui podemos inserir o que está ecoando pelas ruas do Brasil.
 
Enquanto parecia que a inconformidade era de poucas pessoas; enquanto parecia que os avanços que alcançamos no Brasil eram suficientes, reinava, de fato, uma inconformidade silenciosa ampla. O grito da inconformidade estava represado. Aliás, com que facilidade se dizia que “nossos jovens estão alienados”. Ledo engano! Eis que o silêncio ganhou voz. E a voz da inconformidade ganhou as ruas. E as ruas ganharam multidões.
 
E agora?
 
Não nos arrogamos o direito de querer definir o que ocorre e ainda vai ocorrer nas ruas do Brasil. Mas entendemos que as vozes da inconformidade devem ser ouvidas com atenção redobrada e respeito. Mais que isso, consequências precisam ser destiladas a partir da escuta atenciosa e mudanças devem acontecer. A agenda está dada pelas pessoas que foram às ruas.
 
E para nós, membros da IECLB, este movimento das ruas inspira a uma participação e testemunho evangélico? Afinal, historicamente somos também conhecidos como protestantes. Viver comunidade é estar envolvido na luta por justiça que produz paz. É sinal da vida que brota da cruz de Cristo, que leva ao encontro de outras pessoas, fortalece na esperança e revela que as coisas não precisam ser como são!
 
Eu vivo comunidade!
 
Eu vivo cidadania!
 
Por isto mesmo, também nós, membros da IECLB, parte das multidões que clamam por mudanças, podemos contribuir significativamente na construção de um Brasil mais justo, com relações de paz. Como?
 
- Repudiemos todo e qualquer ato de violência e vandalismo, também no caso das manifestações populares deste momento. Mas não permitamos que esses atos, destacados repetitivamente na mídia, desviem o foco do que é inadiável: que mudanças precisam acontecer em nosso país.
 
- Apostemos mais no diálogo; busquemos mais diálogo; exijamos mais diálogo. Não percamos a oportunidade de novamente discutir temas políticos em nossas casas. Isto mesmo! Comecemos pela família. Com os pais, com os filhos! Dialoguemos mais na comunidade. Há essas oportunidades? Quantas vezes nossos jovens nas comunidades gostariam de se manifestar, participar e oferecer uma alternativa ao que está ocorrendo nos espaços comunitários!? Temos dado ouvido suficiente a esses pleitos?
 
- Dialoguemos mais com nossos representantes políticos em espaços de decisão. Fiquemos atentos ao que fazem depois de eleitos. Cobremos das autoridades, em todos os níveis, mais diálogo com a população! Vamos apoiá-las nos seus acertos, mas não deixemos que façam de conta que nos ouviram.
 
- Coloquemos como luzeiros no horizonte do nosso caminho diário a verdade e a justiça. Que a verdade e a justiça sejam a utopia que nos faz caminhar.
 
Um dos princípios da Constituição da IECLB reza que, “em obediência ao mandamento do Senhor, a IECLB tem por fim e missão propagar o Evangelho de Jesus Cristo; estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária; promover a paz, a justiça e o amor na sociedade; participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo” (Art. 3º.).
 
Esse testemunho é a grande oportunidade que Deus concede a cada membro à medida que assume sua responsabilidade cidadã. Ser, participar e testemunhar com base na justiça e na verdade, sempre, em todos os momentos e lugares, em resposta e fidelidade ao amor de Deus por nós. Essa é uma parte importante da nossa contribuição para um país onde a justiça e a paz florescerão mais e mais à medida que a verdade prevalecer.
 
Dr. Nestor Paulo Friedrich
Pastor Presidente
IECLB-Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
 
Gilberto Carvalho: a importância da memória para a luta da Juventude
Sex, 28 de Junho de 2013 07:00
Em participação no Seminário Internacional Memória e Compromisso, o ministro da Secretaria Geral da Presidência a da República, Gilberto Carvalho, afirmou a importância de se fazer memória à atuação dos cristãos no processo de redemocratização do Brasil e anistia política como estimulo à participação da Juventude nos processos políticos sociais do país.  
 
“Que a juventude não perca essa dimensão, essa memória de uma Igreja semente, de uma Igreja fermento da transformação. A atuação dos cristãos da América Latina foi imprescindível para termos a democracia e as conquistas que temos hoje”, declarou.
 
De acordo com ele, eventos como o organizado pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz, em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, são fundamentais para manter viva a chama da esperança de dias melhores, mas sempre com os olhos voltados às experiências daqueles que viveram de forma ativa e protagonista parte da história do país.
 
O evento também contou com a presença do pastor Walter Altmann, presidente do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), e da secretária geral do CONIC, Romi Bencke. “O seminário foi muito produtivo, teve uma pauta bastante rica e aprofundou o debate sobre o tema, o que é muito positivo. Além disso, as reflexões, a mística e as palestras, todas muito bem preparadas, só engrandeceram a ação”, disse Romi.
 
O Seminário teve por objetivo relembrar a atuação dos cristãos no processo de anistia política e de redemocratização do Brasil durante o período de 1964 a 1988.
 
Projetos para a Lieselotte und Rosina Heinrich-Stiftung
Qui, 27 de Junho de 2013 20:38
 
A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) mantém uma parceria com a organização alemã, “Lieselotte und Rosina Heinrich-Stiftung”, que apoia projetos de comunidades, paróquias e organizações confessionalmente vinculadas à IECLB, na área da criança e do adolescente empobrecido. A fundação foi idealizada e criada pelas irmãs Lieselotte e Rosina Heinrich, que tiveram uma infância de muita pobreza, passaram fome e trabalharam muito para sobreviver no período pós-guerra. Com o intuito de transformar a infância e juventude de quem sofre, a Fundação destina recursos unicamente para projetos voltados para crianças e adolescentes.
 
Dessa forma, a IECLB tem a possibilidade de enviar projetos para serem analisados e patrocinados pela fundação, nas duas datas anuais em que o Curatório se reúne para deliberar. Seguem as informações para o encaminhamento de novos projetos:
 
1. Os projetos a serem apresentados para a fundação no período 2013/2014 deverão dar entrada na Secretaria Geral da IECLB, até o dia 30 de julho de 2013, acompanhados do parecer do respectivo Conselho Sinodal;
 
2. O projeto deve seguir o roteiro e a folha de rosto elaborada pela Fundação, conforme segue em anexo. O projeto e a folha de rosto precisam vir em português e traduzidos para a língua alemã;
 
3. O envio do projeto não garante sua aprovação. A avaliação leva em conta a fundamentação e os objetivos do projeto; a busca por apoios locais para a viabilização e continuidade do projeto e a aplicação dos recursos no atendimento direto às crianças e adolescentes;
 
4. Os projetos encaminhados serão analisados pela Diretoria do Conselho da Igreja e posteriormente serão encaminhados para avaliação da Fundação durante o ano de 2013/2014 (uma reunião no segundo semestre de 2013 e uma no primeiro semestre de 2014);
 
5. Não serão apoiados projetos de instituições que estejam em débito com relatórios e prestação de contas de projetos anteriores;
 
6. As instituições ou comunidades que enviarem projetos poderão ser solicitadas a fornecer informações complementares quando necessário;
 
7. Seguindo orientação da Fundação, projetos que incluam bolsas de estudo ou programas de formação terão prioridade. Projetos vinculados com bolsas de estudo devem vir acompanhados de um breve histórico do/a estudante a ser beneficiado/a pela mesma. É preciso levar em conta a equidade de gênero; pessoas com deficiência tem prioridade;
 
8. Na elaboração do projeto e solicitação dos recursos deve ser levado em conta que o apoio é pontual. Isto significa que a instituição ou comunidade não deve prever a continuidade dos recursos para o ano seguinte nem contar com os recursos para o orçamento ordinário da instituição;
 
9. Não são apoiados projetos que visam ao pagamento de pessoal do quadro funcional das instituições. Pagamento de honorários só será feito em casos de palestrantes de temas definidos, que devem ser claramente especificados, ou em casos excepcionais, que devem ser justificados pela instituição requerente;
 
10. Os recursos são liberados às instituições/comunidades brasileiras quando os mesmos forem depositados na conta da IECLB aqui no Brasil. Uma carta será expedida, comunicando sobre a aprovação do projeto e a chegada dos recursos. Os valores são aprovados em euros, o que significa que devem contar com a oscilação da moeda estrangeira. Em alguns períodos o câmbio pode favorecer na troca para reais, em outros momentos o valor recebido pode não alcançar os recursos projetados;
 
11. Os recursos devem ser empregados para os fins específicos para os quais foram solicitados, e a prestação de contas deverá espelhar claramente a aplicação;
 
12. Seguindo orientação da Fundação, a escolha dos projetos também deverá contemplar as diferentes regiões geográficas do Brasil;
 
13. A Instituição tem um ano, a contar da data do recebimento dos recursos, para encaminhar relatório descritivo e financeiro, com cópia dos comprovantes fiscais, justificando a aplicação dos recursos e dando informações sobre o trabalho desenvolvido pela instituição/comunidade, e a relação com o projeto apoiado. Solicita-se também o envio de fotos de boa resolução, gravadas em CD. Os relatórios, assim como o projeto, devem ser enviados à Secretaria Geral da IECLB – Coordenação de Diaconia, com a tradução para o alemão, em papel timbrado da instituição/comunidade e devidamente assinados;
 
Documentos que precisam ser encaminhados à Secretaria Geral da IECLB, para que o projeto possa ser avaliado:
 
- Projeto conforme modelo anexo (é estritamente necessário que seja seguido o modelo, informações que forem consideradas importantes pela instituição poderão vir em forma de anexo) impresso e assinado pelo/a representante legal da instituição.
- Projeto traduzido para a língua alemã, devidamente assinado pelo/a representante legal da instituição.
- Folha de rosto preenchida conforme modelo em anexo.
- Folha de rosto traduzida para o alemão e preenchida conforme modelo em anexo.
- Parecer do Conselho Sinodal, devidamente assinado.
 
DOCUMENTOS:
MAIS INFORMAÇÕES:
 
Secretaria Geral da IECLB
Secretaria da Ação Comunitária
Coordenação de Diaconia
Fone (51) 3284-5400
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São Paulo comemora o Dia da Ortodoxia em junho
Qui, 27 de Junho de 2013 20:23
Em 29 de junho é celebrado o “Dia da Ortodoxia” no município de São Paulo. A data, que faz parte do calendário oficial da cidade desde 1997, foi escolhida para homenagear a religião Católica Apostólica Ortodoxa, que tem forte presença na cidade.
 
“Esta data é uma ótima oportunidade para que as pessoas possam conhecer melhor quais os princípios da nossa religião que já é tão presente no Brasil”, comenta o padre Dimitrios Attarian, da Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo.
 
Os católicos ortodoxos começaram a imigrar para o Brasil no início do século XX e hoje, segundo o IBGE, já somam aproximadamente 132.000 pessoas presentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Pernambuco.
 
A data em questão não foi escolhida à toa. É o dia de São Pedro e São Paulo que são considerados padroeiros da religião. Foram estes apóstolos e seguidores de Jesus Cristo que fundaram a Santa Sé Antioquina (de Antioquia da Síria) e ali os discípulos de Jesus foram, pela primeira vez, chamados de cristãos.
 
Em São Paulo é possível conhecer um pouco mais sobre esta religião acompanhando uma missa dominical na Catedral Ortodoxa Antioquina, localizada na Rua Vergueiro. Próxima à estação de metrô Paraíso, a igreja chama atenção e desperta a curiosidade pela imponência e beleza de seu modelo de arquitetura bizantina.
 
Ao entrar, os visitantes ficam boquiabertos com a riqueza de detalhes das pinturas feitas nas paredes em tons alegres e com os vitrais que dão um colorido diferenciado ao ambiente com a iluminação natural do sol. A Catedral tornou-se ponto turístico da cidade.
 
Origem em comum com os Católicos Romanos
 
Os que conhecem um pouco de história sabem que a religião Católica surgiu unificada para disseminar os ensinamentos de Jesus Cristo. Com o passar dos séculos, a fundação das igrejas e o aumento do número de cristãos, a religião que teve seu início com as pregações dos apóstolos cresceu e teve que se organizar tendo sua primeira sede em Roma e depois criando outras sedes para atender o ocidente e o oriente.
 
Resumindo séculos de história chegamos por volta de 1054 D.C quando, em razão de divergências culturais e políticas acontece uma ruptura, o chamado Cisma do Oriente, e surgem duas igrejas distintas: a religião Católica Apostólica Ortodoxa (oriental) e a Igreja Católica Apostólica Romana (ocidental).
 
Ambas mantêm a Bíblia e os valores cristãos como base de estrutura de dogmas e possuem os mesmos sacramentos, embora tenham algumas diferenças nas celebrações. Os católicos ortodoxos não possuem um líder soberano, como o Papa. A igreja católica ortodoxa, por sua vez, possui em sua hierarquia Patriarcas que representam suas nove sedes localizadas em diferentes regiões. Cada um se responsabiliza por seu “distrito” e juntos formam um concílio que define as questões mais importantes desta religião.
 
Na ortodoxia, os santos são representados através de pinturas em ícones, que é uma representação sacra pintada sobre um painel de madeira. Outra peculiaridade que costuma ser levantada é o fato de o clero poder optar pelo casamento. “Os padres podem ou não se casar, é uma escolha feita pelo pároco”, afirma Padre Dimitrios.
 
Como curiosidade, vale lembrar que o avô do Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi padre da Igreja Ortodoxa. E estas são apenas algumas das curiosidades que permitem adentrar um pouco mais nesta religião e entender sua origem.
 
Este ano, 29 de junho cairá em um sábado. Entretanto, a comemoração acontecerá no domingo, dia 30, às 10h30, com um missa especial que será celebrada pelo Bispo Dom Romanós Daoud.Vale lembrar que tanto a igreja quanto seus eventos são abertos para o público em geral.
 
E aí, vai celebrar o Dia da Ortodoxia?
Então confira o endereço abaixo:
 
Catedral Ortodoxa Antioquina
Rua Vergueiro, 1515 – Paraíso
Telefone: (11) 5579-3835
 
IPU se pronuncia sobre as manifestações populares Brasil afora
Qui, 27 de Junho de 2013 07:19
 
SOBRE AS MANIFESTAÇÕES POPULARES POR TRANSPORTE PÚBLICO,
SAÚDE E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E OUTRAS DEMANDAS
 
“A injustiça é contra Deus e a vil miséria insulta os céus” Rev. João Dias de Araújo
 
“Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene” Amós 5.24
 
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – CC-IPU no uso de suas atribuições, tendo em vista as recentes manifestações populares ocorridas nas principais capitais e cidades do país, torna públicoseu pronunciamento, na expectativa de contribuir para o amadurecimento do debate sobre a agenda apresentada pelos movimentos sociais e para o fortalecimento das instituições democráticas de nosso país, razão por que:
 
1. Reconhece que essas manifestaçõesse revestem de caráter democrático e expressamo amadurecimento da democracia brasileira e insiste que a consecução dos objetivos desses movimentos deve se dar pela via do diálogo e da construção de interlocução política;
 
2. Rechaça qualquer tentativa de se tirar proveitos político-partidários desses movimentos, em especial com objetivos nas eleições majoritárias de 2014, principalmente para a Presidência da República;
 
3. Chama a atenção das autoridades constituídas do país, nas três esferas de poder, para a necessária interpretação correta dos anseios desses movimentos, reflexos de expectativas reais e simbólicas que são sistematicamente ignoradas por elas, em especial os anseios por transporte público de qualidade a tarifas justas, a rejeição à PEC 37 que retira poderes de investigação do Ministério Público, a luta por educação e saúde de qualidade em contraste com os excessivos gastos com construção e reforma de estádios para a realização da Copa do Mundo e a intolerância contra qualquer forma de corrupção;
 
4. Enaltece o caráter predominantemente pacífico das diversas manifestações e repudia os atos de vandalismo com depredação do patrimônio público e privado e lamenta a infiltração de pessoas estranhas ao movimento com intuito único de subtrair bens do patrimônio alheio;
 
5. Condena os atos de violência praticados por forças policiais de diversas unidades da federação contra manifestantes e jornalistas, num claro uso desmedido, desnecessário e desigual de força contra cidadãos no exercício democrático de seu direito de manifestar;
 
6. Lamenta as políticas públicas das últimas décadas que privilegiaram o transporte individual sobre o público, gênese da atual crise no transporte público;
 
7. Reconhece como medidas iniciais para a compreensão da situação atual a atitude de diversos prefeitos e governadores em revogar aumentos ou reduzir o valor das tarifas, mas insiste que o problema do transporte público de má qualidade persiste e devem ser buscadas soluções duradouras para o mesmo;
 
8. Conclama, por fim, toda a sociedade brasileira e a elite política para uma mudança mais profunda na estrutura de nossa sociedade, com o chamamento de reformas estruturais que promovam câmbios profundos em nossos sistemas político e tributário.
 
O CC-IPU conclama o povo de Deus que se congrega nesta igreja,que deve ser sal e luz neste mundo e lutar por justiça e igualdade de direito para todos e todas, que se una em oração e esforços, para que tenhamos uma sociedade brasileira justa, em que todos os cidadãos e cidadãs tenham acesso a transporte, educação e saúde de qualidade e que tenhamos um sistema político e tributário justo.
 
Este Pronunciamento poderá ser revisto ou revogado pela Assembleia Geral da IPU.
 
Vitória/ES, 25 de junho de 2013.
 
Presbª Anita Sue Wright Torres – Moderadora
Rev. Dagoberto Santos Pereira – Vice-Moderador
Presb. Wertson Brasil de Souza – 1º Secretário
Rev. Luciano Fuly – 2º Secretário
Presb. Obadias Alves Ferreira – Tesoureiro
 
A crise do Sistema Representativo: para se entender a voz das ruas
Qua, 26 de Junho de 2013 16:34
 
Artigo escrito pelo 1° vice-presidente do CONIC,
o bispo anglicano dom Francisco de Assis da Silva (IEAB).
 
Confira:
 
O Brasil assiste, após quase duas décadas, a um grande movimento social que precisa ser entendido à luz do processo político que nosso país tem experimentado nos últimos anos.
 
Milhões de brasileiros estão nas ruas para reivindicar uma pauta enormemente difusa, que vai desde a redução da tarifa de transporte coletivo até mesmo uma ampla reforma política. Muitos de nós temos sido surpreendidos com a diversidade de pautas desse turbilhão de manifestações e nos perguntamos qual a motivação maior desse fenômeno.
 
Na verdade, a grande maioria dos manifestantes tem expressado de forma pacífica seu descontentamento com a inércia dos poderes públicos em realizar autênticas transformações na estrutura do Estado. Parece que o sistema representativo não está garantindo que a energia transformadora siga seu curso normal e se transforme em efetiva mudança para o bem viver da sociedade brasileira. O que está acontecendo no Brasil de hoje é um sucateamento do transporte público, da assistência médica às populações e desleixo para com a educação. Isso sem falar sobre os históricos problemas de concentração de renda e de meios de produção. Crise urbana e crise rural se sobrepõem claramente. Só que a implementação de mudanças efetivas depende de como se estrutura o Estado e como nele se movimenta o processo decisório na esfera política.
 
A mediação política tem se tornado ineficiente e arcaica no Brasil. Entendendo o processo político como um canal que transforma reivindicações e anseios da sociedade em políticas efetivas, temos hoje o descolamento entre o processo reivindicatório e a implementação de mudanças. E isso exatamente porque não interessa à classe política - ou pelo menos à sua maior parte - desempenhar o papel que lhe foi conferido pelos eleitores. Por trás dessa inépcia existem causas que não têm sido mexidas. Hoje ninguém desconhece que não se faz política sem dinheiro. Um candidato a vereador não passa no funil eleitoral se não gastar algumas dezenas de milhares de reais e, na medida em que a instância representativa vai se elevando, milhões de reais. Dai a pergunta: quem financia? Geralmente empresários. E empresários tem interesses e cobram estes interesses dos mandatários. O preço dessa troca sempre vem em detrimento do cidadão e alguns políticos entram nesse circulo vicioso e não querem contrariar interesses de seus mecenas. Por isso não pode haver reformas estruturais. Quanto menos reformas menos contrariedades e riscos. E a culpa recai sempre na velha governabilidade! 
 
Outro nefasto processo é a gestão da coisa pública. Contratos milionários - como, por exemplo, os da Copa do Mundo ou das Olimpíadas - sugam recursos públicos que, se sabe, poderiam se destinar a obras de infraestrutura e melhoria dos serviços básicos da população. Isso sem falar nos acordos sub-reptícios entre empreiteiros e gestores públicos onde os primeiros cobram mais para poder cobrir as despesas com intermediação política e burocrática. Diante de um quadro desses, aceito com tanta naturalidade, a paciência vai se esgotando. Nossa juventude está nas ruas porque tem projetos mais ousados para o Brasil. Não cabe a falácia de que a juventude não quer saber de política. Nossa juventude quer saber sim de política e esta com P maiúsculo. Não basta pertencer ou confessar programas partidários. É necessário se comprometer com mudanças. O Brasil não mudará se ficarmos nas medidas apenas cosméticas, sem uma clara mudança estrutural.
 
As considerações acima não querem, é bom que se ressalte, negar a legitimidade dos partidos políticos, mas apenas qualificar a ação política deles. Não se vive um sistema democrático sem partidos. Querer eliminar os partidos é proposta que só interessa a quem tem ambições totalitárias. O que se quer, na verdade, é que a democracia deixe de ser apenas representativa, num modelo em que o voto seja a única mediação entre eleitores e mandatários. O poder deve ser exercido pelo povo e o voto jamais deve ser uma procuração em branco para seus representantes. Desvios de parlamentares e governantes devem ser efetivamente cobrados e não se pode esperar apenas a próxima eleição para se revogar mandatos.
 
Por isso a reforma política do estado brasileiro deve passar por uma radical mudança no alicerce da representação. Acabar de vez com o financiamento privado de campanhas políticas pode ser um bom começo. Acabar com a autogestão administrativa dos poderes é outra pedra angular dessa reforma, evitando assim a farra de aumentos salariais das casas legislativas e do Judiciário. Acabar com as famigeradas mordidas orçamentárias das emendas parlamentares, foco de muitas negociações espúrias em troca de apoio político. Estabelecimento de parâmetros entre a classe trabalhadora e os parlamentares, eliminando vantagens adicionais exorbitantes no exercício do mandato, através de auxílio disso e daquilo. Acabar com voto secreto no exercício de mandatos, que ocultam muitas vezes acordos políticos dos mais variados, e garantindo à sociedade o efetivo controle de seus representantes.
 
A qualidade da política no Brasil não avançará sem estas e outras mudanças necessárias. Não adianta sermos uma Ferrari na euforia do boom econômico se a nossa máquina política tem motor 1.0. A oportunidade histórica está aí e não podemos perdê-la. Uma democracia madura não se constrói sem a clara implementação de seu princípio básico: todo o poder emana do povo e em seu nome (e junto com ele) será exercido (com transparência).
 
Este é um grito que está nas ruas.
 
É preciso ouvi-lo!
 
REJU: Nota sobre o Projeto da “Cura Gay” (PL 234/11)
Qua, 26 de Junho de 2013 15:38
 
A Rede Ecumênica da Juventude (REJU) vem a público manifestar seu repúdio ao Projeto de Lei 234/11 recentemente aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, sob autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) e relatoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), ambos vinculados à “Bancada evangélica”.
 
Este projeto, que vem sendo chamado de “Cura Gay”,pretende suspender a resolução do  Conselho Federal de Psicologia (CFP), de 1999, que proibiu @s profissionais da psicologia de realizarem terapia para alterar a orientação sexual. Uma vez que a orientação sexual não é considerada uma doença, mas, sim, uma variação da sexualidade humana.
 
A REJU, um espaço de debate e mobilização em torno dos direitos da juventude, tem em seus eixos de atuação o enfrentamento às intolerâncias, como a lesbofobia, transfobia e homofobia. Por estar neste debate, sentimos a necessidade de vir a publico, como jovens de diferentes experiências e tradições religiosas, para marcarmos nosso compromisso com o reconhecimento da diversidade sexual como um direito humano, algo também sinalizado no texto do Estatuto da Juventude aprovado no Senado Federal.
 
Somos contrári@s ao projeto de “Cura Gay” (PL 234/11), porque:
 
1) O amor em suas diversas formas de expressão não pode ser considerado uma doença, e sim uma dimensão da vida, que precisa ser valorizada como direito fundamental do indivíduo que o pratica. Precisamos curar o ódio, a violência e as intolerâncias, atitudes estas que assistimos serem naturalizadas cotidianamente, sobretudo, contra pessoas subalternizadas pelos modelos heteronormativos que imperam na sociedade atual;
 
2) A homo, lesbo, transfobia são realidades presentes na sociedade atual, que resultam em distintas violências, cometidas especialmente contra jovens. Algo que foi sinalizado no “Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: o ano de 2011” (clique aqui). Os dados são preocupantes. De janeiro a dezembro de 2011 foram denunciadas 6.809 violações de direitos humanos contra LGBTs, desses, 69% dos casos são violações contra jovens de 15 a 29 anos. Considerar a orientação sexual de uma pessoa como uma patologia implica no estímulo à violência (física e simbólica) que sofrem cotidianamente a população LGBT, uma vez que discursos de ódio (presentes até mesmo na prática religiosa) são empregados, a todo o tempo, contra essas pessoas;
 
3) Permitir que a ‘Cura Gay’ (PL 234/11) seja instrumentalizada como enriquecimento de pessoas e instituições que de forma falseada irão oferecer os processos terapêuticos de “Cura Gay”, em sua maioria com finalidade ‘religiosas,’ é um retrocesso, porque atinge diretamente a integridade de pessoas LGBT. Tais processos também atingiriam, diretamente, a legitimidade das psicopatologias e das ciências psicológicas e psiquiátricas;
 
4) O projeto “Cura Gay” - posta em votação sob a influência do poder arbitrário do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), partícipe da chamada “Bancada evangélica” - fere gravemente o principio de laicidade do Estado brasileiro e os Direitos Humanos. O Estado laico garante (ou deveria) a não imposição de concepções particulares (como de uma determinada religião) para o espaço público. Assim, há um profundo respeito pelas distintas confissões religiosas, mas suas concepções privadas não podem ser elevadas à categoria de universal e de orientadoras das políticas públicas.
 
Além disso, a Constituição Federal (1988), afirma em seu primeiro título que:
 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
 
Assim, a REJU julga que o Projeto de Lei 234/11 (“Cura Gay”) se constrói de maneira discriminatória e, consequentemente, inconstitucional. Por isto, desejamos que as outras Comissões que analisarão o projeto na Câmara dos Deputados não se furtem em manifestar-se firmemente contra tal iniciativa, sendo guiadas pela jurisprudência e, especialmente, pela Constituição Federal. Essa é nossa esperança, que a boa política prevaleça acima de qualquer tentativa de barganha que possa influenciar e favorecer o retrocesso na garantia de direitos.
 
Para além dos termos constitucionais, julgamos justa apenas a promoção do amor e da liberdade, e sobre tais pilares firmamos nossos pés, nossa luta e nossa fé.
 
Rede Ecumênica da Juventude (REJU)
 
Começou hoje seminário que faz memória à atuação dos cristãos na ditadura
Qua, 26 de Junho de 2013 14:20
Teve início na tarde de hoje (26) o Seminário Internacional Memória e Compromisso. O evento, que tem por objetivo relembrar a atuação dos cristãos no processo de anistia política e de redemocratização do Brasil durante o período de 1964 a 1988, vai até a próxima quinta-feira (27). Organizado pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o seminário será realizado no Centro Cultural de Brasília (CCB).
 
Na pauta do primeiro dia, conferência sobre a conjuntura do Brasil e do mundo no período de 1964 a 1988 e os desafios teológicos e institucionais da Igreja nesse momento. Participam desta primeira mesa, a socióloga Maria Victoria Benevides e o Pe. José Oscar Beozzo.
 
O seminário trará ainda reflexões a cerca da conjuntura político-social brasileira com discussões que envolvem o modelo atual de Estado e de desenvolvimento adotado pelo país e suas consequências para a sociedade.
 
Segundo dia
 
No segundo dia, falas sobre o envolvimento dos cristãos na luta por transição em e conquista de anistia em diversos países. No centro da conferência, as experiências de El Salvador, com a teóloga e catedrática salvadorenha Sonia Suyapa Pérez; da África do Sul, com o pastor Walter Altmann, presidente do Conselho Mundial de Igrejas (CMI); e do Brasil, com o jurista Cândido Mendes. O sociólogo chileno Andréz Opazo trará um panorama mais geral sobre toda a Latino América.
 
Ainda no dia 27, exposições sobre Justiça de transição e desafio cristão de reconciliação; A memória do compromisso e o compromisso da memória: superar uma aparente amnésia; e relatos e testemunhos de pessoas e instituições religiosas, que a partir da fé, defenderam a anistia política e a redemocratização do país.
 
Participam das reflexões, dom Tomás Balduíno, Chico Whitaker, padre Leonez Narvaez, representante da Comissão Nacional da Verdade e dom Antônio Celso de Queiroz, além de representantes de entidades como CIMI, CPT, Cáritas, Ibrades, Conic, CRB e CBJP, entre outras.
 
Mística e Escrituras
 
O encontro contará ainda com uma mesa sobre a mística, o canto, a poesia e as Escrituras em tempo de opressão. Na luta dos cristãos é importante compreender de que forma tais elementos serviram de instrumento de resistência e esperança pela redemocratização e como podem ser úteis aos desafios atuais. A reflexão ficará por conta de Andréz Opazo, Frei Carlos Mesters, Hamilton Pereira – poeta e secretário de Cultura do Distrito Federal, Maria Clara Bingemer e Zé Vicente.
 
Memória e Compromisso
 
O Seminário consiste na primeira fase do projeto Memória e Compromisso. Esse projeto é realizado em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, e conta com apoio da Comissão Nacional da Verdade e da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal.
 
O projeto também conta com a participação do padre Zezinho e Frei Betto, que não participarão do Seminário, mas vão colaborar em outras etapas (como a publicação do livro, do DVD e do CD com as conclusões do projeto).
 
Participação
 
Participam do evento estudantes, pessoas de todas as denominações religiosas, agentes pastorais, membros de organismos, profissionais e militantes da área de direitos humanos, e demais interessados. Será emitido certificado de participação, com as horas correspondentes. A secretária geral do CONIC, Romi Bencke, participa do evento.
 
 
Serviço:
Seminário Internacional Memória e Compromisso
 
Quando: 26 e 27 de junho de 2013
Onde: Centro Cultural de Brasília (CCB) – L2 Norte
Informações: (61) 84802524
 
A favor das manifestações, mas sem vandalismo
Ter, 25 de Junho de 2013 07:45
Igrejas e instituições eclesiais apoiam as manifestações populares que reivindicam melhorias nos serviços públicos, no transporte, na saúde e na educação, no combate à corrupção e aplicação social dos recursos públicos, mas condenam todo e qualquer tipo de excesso.
 
"Ao mesmo tempo em que apoiamos as manifestações, não apoiamos seus desvios", diz carta do Colégio de Bispos e Bispa da Igreja Metodista Brasileira. "A impressão que temos é que esperaram aprovar a festa, o orçamento, construir o bolo (estádios) e seus enfeites (toda mídia), trazer os convidados à nossa casa para festejar para então se unirem contra tudo, tendo no movimento alguns que saem com propósito de ferir os convidados", afirma.
 
A Pastoral Popular Luterana assinala, em nota pública, que "faz coro com as vozes que não querem se calar". Entende que a luta pela redução da passagem foi a força aglutinadora de outras insatisfações sentidas pelos brasileiros: contra o aumento do curso de vida, o autoritarismo dos agentes de segurança pública, contra a corrupção, a falta de transparência e de participação popular nas decisões sobre os grandes eventos, contra o monopólio das comunicações.
 
A Aliança de Batistas do Brasil (ABB) também apoia as manifestações populares e democráticas, cuja pauta principal se baseia na reivindicação de um transporte público de qualidade e com tarifas mais justas e menos abusivas. Lembra que manifestantes denunciam "os valores imorais que foram e estão sendo gastos na construção dos estádios de futebol para receber a Copa das Confederações e a Copa do Mundo em 2014".
 
Falta infra-estrutura básica - saneamento, educação, saúde, segurança, emprego, enquanto a nação se dobra "às regras da Fifa" e aceita "suas condições injustas e excludentes que afastam nosso trabalhador daquela que seria a festa do povo e do esporte".
 
A ABB manifesta-se contra a Proposta de Emenda à Contituição 37, que tira do Ministério Público a tarefa de investigações, e lamenta a maneira como a questão indígena vem sendo tratada no país.
 
"Nosso desejo é que essas manifestações contagiem a nação levando-nos a vencer o comodismo e, através da luta democrática, o povo brasileiro possa ter sua voz e direitos respeitados", assinalam batistas. Metodistas também conclamam sua juventude a não ficar alheia a essas manifestações.
 
Para a Rede Jubileu Sul Brasil, as manifestações populares são um sinal de que "a lavagem cerebral diária do consumismo, da publicidade comercial, da violência diária veiculada por filmes e noticiários da grande mídia não conseguem mais segurar a indignação popular contra a corrupção de políticos, grandes empresários e banqueiros, o mau uso dos fundos públicos, a falta de investimentos nos direitos sociais e serviços públicos garantidos pela Constituição".
 
Trata-se de um levante que pede mudanças estruturais, afirma nota da Rede, que se manifestou contra os altos gastos públicos em megaeventos como a Copa do Mundo e as remoções forçadas de populações pobres nas cidades que sediarão os jogos em prol de interesses privados.
 
A Rede se posicionou, ainda, em defesa dos povos indígenas "ameaçados de extermínio pelo agronegócio", pelo fim das privatizações dos serviços públicos, pela democratização das comunicações. Ela pediu a auditagem dos gastos públicos, capaz de identificar ilegalidades e de conquistar recursos à saúde e educação de qualidade.
 
Com informações da ALC Notícias
Imagem: Divulgação
 
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