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Países aprovam Tratado de Comércio de Armas em Assembleia da ONU
Ter, 02 de Abril de 2013 20:26
Depois da frustração da semana passada durante a Conferência Final das Nações Unidas sobre o Tratado de Comércio de Armas (TCA), quando a oposição da Síria, do Irã e da Coreia do Norte impediu que se chegasse a um consenso para um acordo global sobre o comércio de armas, 154 países votaram nesta terça-feira (2), a favor do Tratado durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque (EUA).
 
Para a Anistia Internacional, que defende a campanha Armas sob controle, esse é um "momento histórico”. "Depois de longos anos de campanha, a maioria dos Estados concordaram em adotar um tratado global capaz de impedir que cheguem armas a países onde se destinarão a cometer atrocidades”, comentou o diretor da campanha, Brian Wood.
 
No entanto, Wood reconheceu que "como em todas as negociações desta índole, não se conseguiu tudo o que se pretendia, por exemplo, as munições não estão plenamente incluídas em todas as disposições do tratado”. Mas, ele explicou que o documento contém normas sólidas e que é possível fazer reformas futuramente.
 
Abstenções e questionamentos
 
Após 7 anos de discussões para regular o comércio de armas global, o acordo finalmente aconteceu hoje após reformulação de alguns pontos frágeis e a retirada da necessidade de consenso para aprovação. Apesar do apoio da grande maioria das nações integrantes da ONU, os mesmos três países que se opuseram ao tratado durante a Conferência na semana passada, também votaram contra o acordo na Assembleia. Outros 23 países preferiram se abster, entre eles a Rússia e a China – os principais exportadores de armas; o Egito, Índia e Indonésia – os principais compradores – além do Sudão, Bolívia, Nicarágua, Cuba, Venezuela e Equador, entre outros.
 
Os países latino-americanos que se abstiveram alegaram que o tratado tem "deficiências” e "não é equilibrado”, já que concede privilégios para os principais países exportadores como os Estados Unidos, além de poder ser "manipulado politicamente”. Da mesma forma o representante da Rússia disse que existem "lacunas” no documento que também não esclarece sobre um controle específico para o fornecimento de armas para rebeliões. Mencionando a guerra civil que já matou cerca de 70 mil pessoas, a Síria alega que o tratado não proíbe a venda de armas para grupos não-estatais e rebeldes. Esses países criticaram a ausência de menção à proibição de transferência de armas a grupos armados não governamentais.
 
O objetivo do Tratado é impedir que países vendam armas convencionais para outras nações quando há risco de essas armas serem usadas para crimes de guerra, genocídios, violações de direitos humanos, grupos criminosos ou terroristas. O Tratado obriga os governos a avaliarem esse risco e verificarem se a transação também não pretende contornar um embargo internacional. O acordo refere-se apenas às transações internacionais não interferindo às leis nacionais. Apesar das críticas, a Anistia Internacional afirmou que o tratado é uma homenagem à sociedade civil e aos governos que defenderam a ideia de salvar vidas.
 
Com a aprovação do documento, o Tratado estará aberto a assinaturas a partir do dia 3 de junho, e apenas entrará em vigor 90 dias após a 50ª ratificação. As nações que ratificarem o acordo deverão divulgar anualmente um relatório sobre as vendas de armas.
 
Estimativas apontam que o comércio internacional de armas (desde leves até tanques e navios de guerra) movimenta mais de 70 bilhões de dólares por ano. A Anistia Internacional estima que nos próximos quatro anos o comércio anual de armas convencionais, munições, peças e componentes supere os 100 bilhões de dólares.
 
Com informações da Adital e agências
Imagem: Divulgação
 
Declaração final do FSM denuncia guerras e ocupações militares
Ter, 02 de Abril de 2013 20:20
Na declaração final do Fórum Social Mundial, celebrado na Tunísia, os participantes do encontro anual do movimento anticapitalista denunciaram as guerras, ocupações militares e tratados neoliberais de livre comércio que afetam os povos do mundo.
 
Pelo menos 4.600 organizações sociais, políticas e alternativas de 127 países participaram do Fórum Social Mundial (FSM) Tunísia 2013 que encerrou com a denúncia das guerras, ocupações militares e tratados neoliberais de livre comércio que privatizam os bens sociais, reduzem direitos e agridem o meio ambiente.
 
Na declaração final, publicada nesta segunda-feira, os participantes do encontro destacaram que "os povos de todos os continentes travaram lutas em que fizeram oposição com grande energia à dominação do capital, que se esconde atrás da promessa de progresso econômico e da suposta estabilidade política.”
 
De acordo com a conclusão, os povos do mundo padecem dos efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, em que os bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos e governos buscam benefícios à custa de uma política intervencionista.
 
O evento se desenvolveu como uma iniciativa para o tratamento de temas como os direitos das mulheres, a juventude, cultura, mudanças climáticas, economia, política, primaveras árabes e possíveis soluções pra a crise econômica global.
 
Nesse sentido, os participantes enfatizaram que as políticas "neocolonialistas” implementadas aumentam as migrações, os deslocamentos forçados e as desigualdades e põe como exemplo as crises financeiras da Grécia, Chipre, Portugal, Itália, Irlanda e Espanha.
 
A reunião no FSM, o principal encontro anual do movimento anticapitalista, denunciaram no aspecto político a intensificação da repressão, homicídios de líderes de movimentos sociais e a criminalização das lutas e propostas. Na declaração, se uniram vozes "por uma integração a partir do povo e para os povos, baseada na solidariedade”.
 
Em referência ao aquecimento global concluíram que é o resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. Portanto, rejeitou "as falsas soluções para a crise climática”.
 
Assim mesmo, condenaram a violência contra as mulheres, cometida geralmente nos territórios sob ocupação militar e defenderam o direito dos povos à autodeterminação como nos casos da Palestina e Sahara Ocidental, entre outros.
 
O FSM foi realizada em Túnis, de 26 de março até ontem. Um dos momentos especiais deste ano foi a homenagem prestada ao líderda Revolução Bolivariana, Hugo Chávez,por seu legado na solidariedade entreos povos do mundo.
 
Com informações da TeleSUR
Imagem: Ciranda.net
 
Negociações sobre Tratado de Comércio de Armas fracassam
Seg, 01 de Abril de 2013 08:00
Os países da ONU fracassaram nesta quinta-feira (28) em alcançar um acordo sobre um projeto de tratado para regulamentar o comércio internacional de armas, devido à oposição de Irã, Coreia do Norte e Síria, informou o presidente da conferência, Peter Woolcott, segundo a France Presse. “Não há consenso para este ano”, declarou Woolcott, após Teerã, Pyongyang e Damasco reafirmarem sua negativa ao tratado em sessão plenária.
 
Em nota, o secretário geral da ONU Ban Ki-moon disse que os países estavam muito perto de um acordo com regras globais sobre compra e vendas de armamentos e declarou que está “profundamente decepcionado” com o fracasso.
 
De acordo com Anna MacDonald, coordenadora da campanha Control Arms pela Oxfam, “o mundo foi mantido refém por três Estados. Soubemos desde sempre que o processo de consenso é extremamente falho e hoje vemos que é até disfuncional. Não se deveria permitir que países como o Irã, a Síria e a Coreia ditem para o resto do mundo como o comércio de armas deveria ser regulamentado”, afirmou.
 
CONIC com informações de Agências
Foto: Divulgação
 
CIMI divulga nota sobre ação do governo federal contra o povo Munduruku
Seg, 01 de Abril de 2013 07:49
Na última quarta-feira, 27 de março, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) divulgou uma nota pública sobre decisão do governo federal de criar uma estrutura para impedir qualquer forma de manifestação das populações afetadas por grandes projetos. Foi no último dia 12, quando a presidente Dilma Rousseff baixou um decreto que criou o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente.
 
Este decreto regulamenta a atuação das Forças Armadas na proteção ambiental, com a criação da Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança. De caráter preventivo ou repressivo, este grupo tem em suas atribuições o “auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”. De acordo com o CIMI, isso na prática significa a criação de instrumento estatal para reprimir toda e qualquer ação de comunidades tradicionais, povos indígenas e outros segmentos populacionais que se posicionem contra empreendimentos que impactem seus territórios”.
 
A seguir, a íntegra da nota do CIMI:
 
Nota Pública – Governo federal monta 
nova operação de guerra contra o povo Munduruku
 
Brasília, 27 de março de 2013 
 
Depois de sofrer ataque da Polícia Federal em novembro de 2012, durante a Operação Eldorado, que resultou no assassinato do indígena Adenilson Kirixi e na destruição da aldeia Teles Pires, o povo Munduruku, que vive na divisa do Pará com o Mato Grosso, está prestes a sofrer mais um violento ataque policial e militar. De acordo com informações de observadores locais, cerca de 250 homens fortemente armados estão posicionados em Itaituba (PA) para a realização da agora denominada Operação Tapajós. 
 
Após receber sinal verde da presidenta Dilma Rousseff, um contingente com agentes da PF, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Força Aérea foi deslocado para as proximidades da Terra Indígena Munduruku com o objetivo de realizar - à força - o estudo integrado de impactos ambientais para a construção do chamado Complexo Hidrelétrico do Tapajós.
 
Há alguns anos o povo Munduruku vem se posicionando firmemente contra qualquer empreendimento envolvendo o referido Complexo Hidrelétrico em suas terras já demarcadas ou tradicionalmente ocupadas. Os procuradores da República que denunciaram à Justiça Federal de Santarém a flagrante ilegalidade da Operação Tapajós são os mesmos que investigam os danos da Operação Eldorado; dizem temer por uma repetição do deplorável episódio. Afirmam os procuradores que o clima é de tensão.    
 
Entre os dias 18 e 23 de fevereiro, 20 lideranças Munduruku estiveram em Brasília para cobrar reparações dos danos causados pela Operação Eldorado e, apesar da insistência do governo, se negaram a discutir a construção de usinas hidrelétricas. Na ocasião, o ministro Gilberto Carvalho afirmou que a negativa dos indígenas era ruim para o governo, mas ficaria ruim também para eles, Munduruku. No dia 12 de março, a presidenta Dilma Rousseff baixou o decreto nº 7.957 – que cria o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente, regulamenta a atuação das Forças Armadas na proteção ambiental e altera o Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004.
 
Com esse decreto, “de caráter preventivo ou repressivo”, foi criada a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública, tendo como uma de suas atribuições “prestar auxílio à realização de levantamentos e laudos técnicos sobre impactos ambientais negativos”. Na prática isso significa a criação de instrumento estatal para reprimir toda e qualquer ação de comunidades tradicionais, povos indígenas e outros segmentos populacionais que se posicionem contra empreendimentos que impactem seus territórios.
 
Com essas medidas, o governo federal demonstra claramente que não está disposto a ouvir as populações afetadas pelos grandes projetos, a exemplo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Substitui os instrumentos legais de escuta às comunidades - como a consulta prévia assegurada pela Convenção 169 da OIT - pela força repressora do Estado e transforma os conflitos socioambientais em casos de intervenção militar. Dessa forma, os direitos dos povos passam a ser tratados como crimes contra a ”ordem pública”, caminhando para um Estado de Exceção. 
 
Essas ações do governo brasileiro confirmam a tese apresentada pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos quando afirma que atualmente vivemos em sociedades politicamente democráticas, mas socialmente fascistas, onde toda dissidência é criminalizada. 
 
Em plena Semana Santa, Cristo segue seu calvário e é crucificado junto com os Munduruku e os demais povos indígenas no Brasil.  
 
Conselho Indigenista Missionário
 
 
Feliz Páscoa
Qui, 28 de Março de 2013 12:11
Páscoa é transformação. Ela é a afirmação da vida sobre a morte. No Pessach judaico, celebra-se a libertação dos israelitas da opressão vivida no Egito. Para nós, cristãos e cristãs, reafirmamos, através da morte e ressurreição de Cristo, que a vida é uma realidade concreta e ela deve ser abundante para todos e todas (João 10:10).
 
No último ano, muitos fatos apontaram para a fragilidade da vida. A morte se faz realidade em todas as agressões aos direitos humanos. Ela também se faz realidade no clamor dos povos indígenas. Lembramos especialmente nos Guaranis Kaiowás e dos indígenas que foram desalojados do Museu do Índio no Rio de Janeiro (RJ) em função dos interesses de grupos financeiros. 
 
Os índices altos e vergonhosos de violência contra as mulheres e contra as pessoas homoafetivas também nos apontam que a vida é frágil entre nós. Nossos comportamentos e atitudes humanas nos afastam do projeto de um Deus de vida plena. A intolerância religiosa, o ódio pelo diferente também crucificam diariamente a vida. A ameaça à vida dos defensores e defensoras de direitos humanos no Brasil é outra cruz a ser denunciada.
 
Nesse sentido, a Páscoa é o grito de Deus de que toda a realidade que ameaça e destrói a vida pode ser superada e vencida. A Páscoa é a esperança de que é possível uma realidade sem injustiças. 
 
Que Deus nos motive a revermos nossas posturas. Que a fé na ressurreição de Cristo seja a força a nos mover em direção a uma sociedade dialogal e que reconheça nas diferenças um valor, afinal, a ressurreição de Cristo nos torna livres para amar incondicionalmente!
 
Abaixo, um vídeo bem legal: A história da Páscoa contada por crianças.
Créditos: Um projeto de Voa Flor, com a Comunidade do Redentor.
 
 
 
Portal A12.com destaca SOUC 2013
Qua, 27 de Março de 2013 22:56
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) 2013 já começou a ser divulgada em diversas mídias cristãs pelo Brasil. Um exemplo disso foi a entrevista feita com a secretária geral do CONIC, Romi Bencke, e publicada pelo portal A12.com.
 
Abaixo, o texto publicado na íntegra:
 
O CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil) organiza a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que acontecerá de 12 a 19 de maio de 2013.
 
A Semana de Oração é um momento em que as igrejas cristãs se unem num diálogo ecumênico sobre determinado tema o reforçam em oração.
 
Em entrevista ao portal A12.com a Secretária Geral do CONIC, pastora Romi Márcia Bencke falou sobre a preparação, objetivos e tema da semana.
 
Confira a entrevista.
 
Portal A12 - O que deve acontecer durante a Semana de Oração neste ano?
 
Romi Bencke - No Brasil, celebramos esta semana a 30 anos. A Semana, portanto, representa um testemunho concreto de unidade entre cristãos(ãs) no Brasil. Desejamos que ao longo desta Semana, as diferentes comunidades cristãs se reúnam e celebrem juntas.
 
Que possam vivenciar esta experiência, aparentemente tão simples, mas tão profética. Sabemos que em alguns lugares podem existir diferenças e resistências para o encontro entre pessoas de diferentes denominações. Ore pela unidade dos(as) cristãos(ãs) em sua comunidade. Desejamos que a chama de pentecostes flameje em favor da unidade cristã.
 
Portal A12 - Como está a preparação para a Semana de Oração?
 
Romi Bencke - A preparação de Semana de Oração de 2013 iniciou já no ano anterior, com a tradução do material do inglês para o português. Em seguida, um grupo procurou adaptar o texto para a realidade brasileira. Sabemos que muitos grupos ecumênicos, pastorais e comunidades estão se organizando para a realização desta Semana. Muitos têm ligado e enviado email tanto para solicitar o envio do material quanto para compartilhar o que estão pensando fazer. Isso tudo é muito gratificante.  É importante que o processo de preparação aconteça antecipadamente, que não se deixe para última hora. Quanto mais pessoas envolvidas, mais rica e significativa se torna a experiência.
 
Portal A12 - Qual o tema da semana?
 
Romi Bencke - Toda a Semana de Oração tem um tema, isso porque, todos os anos um grupo diferente de algum lugar do mundo é convidado para preparar o material da Semana de Oração. A Semana deste ano foi preparada pelo Movimento Ecumênico de Estudantes Cristãos da Índia. Este movimento está celebrando 100 anos.
 
A Federação da Universidade Católica de toda a Índia e o Conselho Nacional de Igrejas na Índia contribuíram com o Movimento Ecumênico de Estudantes Cristãos no processo de preparação do material. O tema proposto é “O que Deus exige de nós?” (Mq 6.6-8).
 
Na visão do Movimento Ecumênico indiano, a busca pela unidade visível não pode estar desassociada da busca pelo desmantelamento do sistema de castas e do apelo às contribuições para a unidade das pessoas mais pobres. Nossos irmãos da Índia denunciam o sistema de castas, que contribui para aumentar a divisão entre as igrejas. Este sistema, segundo nossos irmãos indianos, coloca sérios desafios para a unidade entre cristãos, assim como, todos os demais sistemas, por exemplo, apartheid, nacionalismos e racismo. Neste sentido, para que a unidade do corpo único de Cristo se torne visível, é necessário refletir e superar todo e qualquer sistema que acentue a divisão.
 
No Brasil, não temos castas, mas temos a divisão provocada pela significativa concentração de riquezas. Existem, no Brasil, classes sociais bem distintas. Há entre nós, pessoas que também são invisibilizadas, tais como moradores(as) de rua, a população carcerária e tantos outros. Neste sentido, nos perguntamos: “O que Deus exige de nós?” quando olhamos para o nosso contexto?
 
Portal A12 - O que o CONIC espera alcançar esse ano com a Semana de Oração?
 
Romi Bencke - A Semana de Oração é o projeto mais antigo do CONIC. Pretendemos que o maior número possível de grupos experimente a oração conjunta. Jesus nos ensinou a orar. A prática da oração é comum a todos(as). Por que não fazer isso junto? Por que não fortalecer o que temos de comum? Jesus, não estabelecia diferença entre as pessoas. Ele conversava com a mulher samaritana, com o cobrador de impostos, era amigo de crianças, homens, mulheres, jovens e idosos. A partir da prática de Jesus desejamos superar o que nos divide. Ao final de cada Semana de Oração ouvimos os relatos das diferentes experiências é gratificante quando pessoas de confissões diferentes descobrem o quanto elas têm em comum. São estas experiências que desejamos fortalecer e ampliar.
 
Não importa o tamanho dos grupos, pois Jesus mesmo disse “Quando dois ou três estão reunidos em meu nome, ali estou entre eles” (Mt 18.20). O importante é estimular os grupos a viverem esta experiência da oração comum, conversarem e se conhecerem.
 
Portal A12- Como as igrejas devem se preparar para a Semana de Oração?
 
Romi Bencke - É importante que a preparação ocorra um tempo antes da Semana de Oração. Muitos grupos já estão se mobilizando, dividindo tarefas, comprando o subsídio, estudando o tema. Isso já pode acontecer desde agora. É comum, ao longo da Semana de Oração, nos lugares onde já existe a experiência ecumênica, a realização de rodízio entre as Igrejas. Isso significa que, cada dia, a celebração é em uma igreja diferente. Há a experiência da troca de púlpitos. Por exemplo, no dia em que a celebração acontecer em uma igreja Católica Romana a homilia será realizada por um(a) religioso(a) de outra confissão e vice-versa. Esta é uma das experiências. Em outros lugares, o grupo opta em realizar estudos e encontros para aprofundar os temas propostos pelo material da Semana. Outros optam por realizar apenas uma grande celebração ecumênica durante a abertura, outros, ainda, abrem a Semana com uma grande celebração ecumênica e encerram com outra. Tudo depende da criatividade do grupo e da profundidade da experiência ecumênica.
 
Também temos relatos de grupos que se reúnem para compartilhar experiências, fazer refeições conjuntas. Não há regra fixa.
 
Em toda a Semana de Oração realizamos uma coleta. Esta coleta é dividida da seguinte maneira: 40 % para os grupos ecumênicos locais e 60% para o CONIC. Com este dinheiro temos como iniciar a preparação das Semanas dos anos seguintes. Realizar a coleta é importante. É um exercício de comprometimento com o ecumenismo.
 
O material deste ano foi pensando para ser utilizado ao longo de todo o ano. O caderno de 2013 traz duas propostas de celebrações ecumênicas, além de subsídios para trabalhos com crianças, jovens e adultos. O material está muito rico e diversificado.
 
Nós, do CONIC estamos à disposição de todas as Igrejas, pastorais, grupos de oração, grupos de estudos bíblicos, de casais, entre outros, que desejam realizar esta experiência. No Brasil, temos 30 anos de testemunho ecumênico. Vamos fortalecer cada vez mais nossos laços. Importante é que depois nos enviem relatos contando a experiência. Teremos o maior prazer e a maior alegria em poder conhecer as atividades realizadas.
 
Desejamos uma abençoada Semana de Oração para todos e todas.
 
 
 
Fórum Social Mundial encontra a Primavera Árabe em Túnis
Ter, 26 de Março de 2013 16:27
O "berço" da Primavera Árabe recebe oficialmente, a partir desta terça-feira (26), mais uma edição do Fórum Social Mundial (FSM). 
 
Desde 2001, o FSM, que surgiu em contraposição ao Fórum Econômico Mundial, vem reunindo periodicamente dezenas de milhares de pessoas que se deslocam das mais distintas partes do mundo para discussão de alternativas aos sistemas de hegemonia e dominação (políticos, econômicos, culturais etc.). Esses sistemas, justamente, estão no cerne das mobilizações da sucessão de rebeliões populares que têm pressionado e até já derrubaram algumas ditaduras que já duravam há décadas em países do Norte da África e do Oriente Médio.
 
Com uma larga experiência nas edições anteriores do FSM, a ativista uruguaia Lilian Celiberti veio até a capital da Tunísia e espera ouvir e aprender, saber mais sobre como se sentem e de que formas pensam os protagonistas das lutas que vêm desafiando regimes marcados por autoritarismos, em nome da "dignidade", que vem a ser o tema central desta edição de 2013.
 
A dignidade ("karama", na língua árabe) traz consigo, no entendimento de Lilian, uma percepção enfática da urgência e da gravidade dos problemas sociais concretos em curso mundo afora ou, como ela prefere pontuar: uma "perspectiva radical da violência das relações humanas não só em nível individual, mas também coletivo".
 
O contexto em que se realizará este encontro internacional é tenso e complexo, sublinha a militante feminista que foi sequestrada em Porto Alegre (RS) durante o regime militar na Operação Condor (clique aqui para saber mais). A imolação de um vendedor de rua da cidade de Sidi Bouzid que teve o seu carrinho de frutas e verduras impedido de trabalhar pelas autoridades locais, em dezembro de 2010, catapultou uma onda intensa de manifestações massivas que abalou as estruturas da ditadura comandada pelo militar Zine El Abidine Ben Ali. "É um símbolo extremo, muito forte. Que mundo é esse em que a forma de se expressar é a imolação?".
 
Autoritário no poder desde 1987, Ben Ali caiu e se refugio na Arábia Saudita após contínuas mobilizações que culminaram com a massiva celebração de 14 de janeiro de 2011; durante os protestos e o conflito com forças policiais, outras dezenas de manifestantes também perderam suas vidas. O partido islâmico Ennahda, que venceu as eleições de outubro daquele mesmo ano, vem sofrendo intensas pressões por conta da continuidade dos problemas sociais e de sinalizações de restrições de ordem religiosa, que ganharam ainda mais força - inclusive provocando a renúncia do primeiro-ministro Hamadi Jabali, do Ennahda – com o assassinato cujas responsabilidades ainda não foram esclarecidas do principal líder da oposição, o advogado de esquerda Chokri Belaid, menos de dois meses atrás. 
 
De acordo com Lilian, o FSM em Tunis consiste também em uma ocasião-chave para fazer ecoar as vozes dos protagonistas destas contestações, sem tantas camadas de mediação, visto que povos e movimentos do mundo árabe tendem facilmente a ser estigmatizados. "Tudo nos chega sempre muito descontextualizado. Vem sendo dada, por exemplo, muita ênfase ao papel da internet e das redes sociais para a chamada Primavera Árabe, sem que seja dada visibilidade à ocorrência de outras diversas formas de organização de base [reuniões, debates, articulações etc.]", comenta Lilian. A despeito da expectativa de contato direto com este "novo olhar sobre a dignidade. Inovador e desafiante", ela também revela certo medo no que diz respeito a indícios de recrudescimento político, especialmente quando se trata de alguém que viveu na própria pele os anos de chumbo das ditaduras na América do Sul.
 
Enfrentamento às monoculturas
 
Para o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que vem acompanhando muito de perto o processo do FSM desde os seus primórdios, espera-se que esta edição que se inicia contribua para o processo democrático na Tunísia, que experimenta um quadro de convulsão política, econômica e social que se estende Magrebe e Machereque. "Apesar de assumir a sua dimensão mundial, o Fórum tem, desde a sua origem em Porto Alegre, uma forte ligação com inquietações locais", observa o professor da Universidade de Coimbra.
 
Boaventura realça que as duas margens do Mediterrâneo, historicamente a partir de onde se espalhou o capitalismo, vivem hoje uma crise, que tem diferenças e semelhanças. O neoliberalismo selvagem faz estragos em nações do Sul da Europa (como Grécia, Portugal, Espanha e Itália), bem como os modelos econômicos adotados por países do Norte da África (como a própria Tunísia e o Egito) excludentes estão na Primavera Árabe. 
 
Enquanto no Sul da Europa, constata-se que a crise é incompatível com a democracia (cenário em que as lutas se concentram na tentativa de preservar conquistas sociais para que elas não percam o seu sentido), no Norte da África e em pontos do Oriente Médio, dissemina-se a ideia de que a democracia é crucial para reverter crise econômico-financeira. "Ditaduras foram eliminadas, mas o modelo econômico selvagem continuou", emenda. O cenário de deterioração econômica é acompanhado das dificuldades enfrentadas em torno de uma nova Constituição após a queda de Ben Ali e o risco da queda da separação entre Estado e religião (por meio da sharia islâmica). Nesse sentido, o FSM tem uma contribuição relevante aos países dos levantes quanto à busca de alternativas pós-neoliberais.
 
Para Boaventura, o ideal de um "outro mundo possível", lema clássico e crucial do Fórum Social Mundial, deve levar obrigatoriamente em conta a questão da "dignidade", tema-chave do encontro deste ano. A dignidade, acrescenta o professor, resulta de uma conquista de autonomia e de respeito e embute o sentido mais profundo da diversidade. Nessa linha, a Primavera Árabe que impressionou o mundo em sua luta contra a monocultura política das ditaduras, tem também o desafio de enfrentar, além dos já citados desafios no campo econômico, a monocultura religiosa.
 
Nos dois dias que antecederam o Fórum, Boaventura esteve reunido com representantes de movimentos sociais e investigadores sociais de 16 países para o diálogo e a troca de experiências e conhecimentos sobre a "dignidade" em mais uma oficina da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), resultado da parceria do Projeto ALICE, coordenado pelo sociólogo, e a organização não-governamental feminista El Taller.
 
Na sede do comitê tunisiano de organização do Fórum Social Mundial 2013, os integrantes da equipe são, em sua maioria, jovens. Faixa e adesivos de Chokri Belaid, o líder da esquerda assassinado, são vistos no recinto. Uma entre os milhões de jovens tunisianos que fizeram e continuam a fazer parte das rebeliões na Tunísia, Zahra Khammassi reforça a importância das mulheres e da juventude nas mobilizações sociais, vê como muito bons olhos a abertura para intercâmbios propiciada pelo Fórum, mas não deixa de denunciar a "ambiguidade" do processo em curso. "As mobilizações vieram e a ditadura tombou. Mas, até agora, quem realmente se beneficiou do quer fizemos?"
 
Organização e abertura
 
Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para o FSM 2013. Tenda montada na principal avenida da cidade – Habib Bourguiba, o líder da independência que governou o país de forma ditatorial por 30 anos (1957-1987) antes de Ben Ali - recebe os participantes. Postos menores foram montados no aeroporto e até nos hotéis para facilitar a acolhida. Mais de 2,7 mil organizações devem promover aproximadamente 1,5 mil atividades até o dia 30 de março. 
 
A programação do primeiro dia do Fórum começa com a Assembleia das Mulheres, no auditório da Faculdade de Direito na Universidade El Manar, espaço que concentrará o conjunto de atividades programadas. "Queremos que nossa presença seja tão grande como o são nossas lutas contra as discriminações e tão diversificada como o são as formas de violência que sofremos", realça a convocação assinada pelas mulheres tunisianas.
 
Com informações da Carta Maior
Foto: Maurício Hashizume
 
Primaz da IEAB encontra-se com o arcebispo da Cantuária
Seg, 25 de Março de 2013 08:07
O bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), dom Maurício Andrade, reuniu-se, no dia 22 de março, com o arcebispo da Cantuária, Justin Welby. O encontro foi um dia depois da cerimônia de entronização de Welby na Catedral da Cantuária. Na oportunidade, dom Maurício levou uma saudação especial da Câmara dos Bispos, do clero e do povo da IEAB ao novo chefe da Comunhão Anglicana.
 
Dentre os assuntos tratados pelos dois, destaca-se a exposição sobre o “jeito de ser” da igreja brasileira. A ideia foi esclarecer sobre as particularidades culturais, sociais e teológicas da caminhada anglicana no Brasil. Em seguida, dom Maurício participou de um almoço com Justin Welby e, depois, marcou presença em um encontro com outros primazes Anglicanos que estavam em presentes Londres.
 
 
Brasil é o segundo maior “exportador” de missionários no mundo
Seg, 25 de Março de 2013 08:02
O fortalecimento do cristianismo entre os países situados no hemisfério sul global tornou o Brasil a segunda maior fonte de “exportação” de missionários na última década, sendo ultrapassado somente pelos evangelizadores norte-americanos.
 
Ao interpretar dados publicados pelo Centro de Estudos do Cristianismo Global da Universidade Gordon-Conwell e publicados pela BBC Brasil, o teólogo e professor da Faculdades EST, Dr. Roberto Zwetsch, enfatizou a necessidade de acompanhar criticamente essa “onda missionária”. “Quem envia esses missionários, com que objetivos e qual teologia da missão fundamenta as suas ações?”, questionou.
 
Segundo Zwetsch, a proximidade linguística e cultural é um fator que pode, pelo menos em parte, explicar a presença massiva de missionários católico-romanos e também evangélicos em comunidades latino-americanas dos Estados Unidos. Por outro lado, afirmou, a crescente consciência missionária também desafia as igrejas a engajar-se na missão.
 
A pesquisa liderada pelo professor da Gordon-Conwell, Todd Jonhson, mencionou que, somente em 2010, 34 mil missionários brasileiros foram enviados ao exterior, 70% a mais do que em 2000. “A quantidade de missionários enviados pelo Sul global supera o declínio do cristianismo na Europa”, frisou o estudioso.
 
Na avaliação de Zwetsch, a melhoria das condições de vida no Brasil repercutiu diretamente no seio das igrejas, estimulando, em parte, o interesse por ações missionárias no exterior.
 
Ao citar a missionária presbiteriana dos Estados Unidos, Sherron George, o professor da EST esclareceu que muitos missionários seguem a estratégia paulina dos “fazedores de tendas” e, quando enviados em missão, garantem o seu sustento a partir do exercício de seus ofícios de origem, seja como médico, professor, assistente social, entre outras. “Outra possibilidade é o caminho das parcerias com igrejas do hemisfério norte que colaboram em projetos financiando o trabalho missionário em outros países com missionários da América Latina”, pontuou.
 
Ao mencionar o trabalho desenvolvido junto a comunidades pobres de Moçambique pela missionária luterana brasileira Doraci Edinger, assassinada em 2004 por razões até hoje desconhecidas, Zwetsch chamou a atenção para as dificuldades da inserção missionária em outros contextos culturais, eclesiais e políticos.
 
“Missão tem a ver com contextualização e inculturação, o que evidencia para a necessidade de um duro e paciente trabalho de inserção na cultura hospedeira, sem o qual se pode comprometer o anúncio do evangelho e a própria presença missionária”.
 
Para o professor da EST, antes de instituir-se como “salvadora do mundo”, os séculos de missão cristã colonialista e os muitos males por ela implantados na África, na Ásia e na América Latina deveriam ajudar a refletir sobre o sentido da ação missionária. Aprender com a história e optar por caminhos cuidadosos e abertos a parcerias e à comunhão com o outro pode, segundo ele, evitar a propagação de qualquer tipo de messianismo ou salvacionismo ultrapassado.
 
Com informações da Imprensa Est
Foto: Divulgação
 
CIER: sucesso no seminário em preparação para a SOUC
Qui, 21 de Março de 2013 18:58
Com o objetivo de ampliar as relações ecumênicas entre irmãos cristãos, o Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão (CIER) promoveu, nos dias 18 e 19 de março, o seminário “O que Deus exige de nós?” (Mq 6,6-8) - SOUC - 2013. A atividade foi uma preparação para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que este ano será realizada, no hemisfério Sul, entre os dias 12 e 19 de maio.
 
Participaram da atividade lideranças religiosas, cristãos e cristãs, professores de ensino religioso e promotores da caminhada ecumênica, 35 pessoas ao todo, contando com a assessoria da professora Mercedes Brancher, doutora em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Vale destacar, também, a participação do Núcleo Ecumênico de Blumenau no devocional do dia 18. 
 
O Centro de Eventos Rodeio 12, da IECLB, sediou o encontro.
 
 
Veja a foto do evento:
 
 
 
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