Notícias
CESEEP: curso de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso
Qui, 25 de Abril de 2013 20:28
O CESEEP promove, entre os dias 26 de junho e 13 de julho, o curso de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso. A ação é uma oportunidade única para aqueles que desejam se aprofundar na temática. Veja mais informações sobre a atividade:
 
APRESENTAÇÃO
 
Um dos aspectos preocupantes da atual sociedade brasileira é a violência, nas suas várias modalidades, presente no cotidiano das pessoas.
 
Essa violência vem atrelada às muitas formas de injustiça e de desigualdades sociais. Encontrar mecanismos e alternativas para a sua superação não deve ser apenas tarefa do Estado, mas de todas as pessoas e de todos os organismos da sociedade civil, inclusive das igrejas cristãs e das religiões.
 
O grande desafio que temos, hoje, portanto é o da construção da paz através da superação da violência construindo uma sociedade fundada na justiça, na igualdade e na solidariedade.
 
Diante disso, as igrejas cristãs e as religiões presentes na realidade brasileira são desafiadas a apresentar a sua contribuição na luta contra a violência e contra a injustiça.
 
A mensagem evangélica de amor, justiça e fraternidade exige uma atitude de denúncia das injustiças sociais e dos mecanismos da violência, mas também de anúncio de propostas e de ações que venham a contribuir com a melhoria de vida das pessoas transformando a sociedade na direção da justiça e da paz.
 
Algumas experiências, em vários lugares do Brasil, revelam que a sociedade civil organizada, com a participação das igrejas e religiões, pode encontrar caminhos que levem às mudanças desejadas.
 
O tema Igrejas e Religiões na construção da justiça e da paz, proposto para o Curso de Ecumenismo 2013, traz a possibilidade de se refletir sobre esta realidade, com aprofundamento teórico e articulação com a prática das igrejas e religiões. O Curso é organizado pelo Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular, CESEEP, em parceria com o MOFIC, CLAI, KOINONIA e com o apoio do CONIC.
 
O Curso oferece um espaço de rica convivência entre pessoas de diferentes igrejas e religiões, momentos de espiritualidade e festa e intenso programa de visitas a comunidades religiosa e a iniciativas em favor da paz.
 
CONTEÚDO E ASSESSORES
 
- História do Movimento Ecumênico com ênfase na dimensão da “Vida e Ação”
Pe. Dr. José Oscar Beozzo – ITESP e CESEEP, São Paulo, SP.
- História da Igreja Católica Romana
Prof. Dr. Wagner Lopes Sanchez – PUC-SP e CESEEP, São Paulo, SP.
- História das Antigas Igrejas Orientais e das Igrejas Ortodoxas
Pe. Dr. Dimitrios Vahe Attarian – Arquimandrita da Catedral Ortodoxa Antioquena, São Paulo, SP.
- História dos Protestantismos
Pastor Dr. Lauri E. Wirth – UMESP, São Bernardo, SP.
- História do Pentecostalismo
Dra. Cecilia Eugenia Castillo Nanjarí – CLAI.
- Bíblia: o projeto igualitário e fraterno das comunidades cristãs
Pastora Ms. Haidi Jarschel – ITESP – São Paulo, SP.
- Por uma espiritualidade ecumênica e macro-ecumênica a serviço da justiça e da paz
Marcelo Barros, OSB – Recife, PE.
 
DESTINATÁRIOS
 
Leigos/as, religiosos/as, sacerdotes, pastores/as, líderes de ONGs com trabalhos nos meios populares, iniciativas ecumênicas, pastorais ou movimentos ecológicos e sociais.
 
CUSTOS, DESCONTOS E BOLSAS
 
Inscrição e Estudo US$ 250,00
Hospedagem e Alimentação US$ 200,00 
TOTAL US$ 450.00
 
Obs.: O CESEP dispõe de algumas poucas bolsas para Hospedagem e Alimentação, para apoiar pessoas com dificuldades financeiras comprovadas. Os interessados em candidatar-se a uma bolsa devem justificar sua solicitação por carta anexada ao folder ou enviada pela Internet. É importante indicar qual a contribuição para os gastos do curso, da parte do interessado ou do organismo que o envia
 
FORMA DE PAGAMENTO
 
Efetuar a inscrição e combinar uma data para pagamento com o coordenador do curso.
 
Dados para depósito bancário:
Banco Itaú
Agência: 0251
Conta Corrente: 34307-5
Em nome do CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços…)
 
 
 
CIMI: Bancada evangélica é aliada da bancada ruralista no Congresso
Qui, 25 de Abril de 2013 08:22
Embora não exista qualquer acordo formal oficializado, a bancada ruralista da Câmara dos Deputados, com 160 parlamentares, aliou-se à bancada evangélica no intuito de retardar o avanço das pautas indígenas no Congresso Nacional, afirmou o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cléber César Buzzato.
 
"Em todas as votações os evangélicos se posicionam com os ruralistas. Foi inclusive o que aconteceu na aprovação da admissibilidade da PEC 215", disse Buzzato à repórter Júlia Rabahie, da Rede Brasil Atual.
 
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, aprovada em março de 2012 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, tira do Poder Executivo, como prevê a Constituição, a atribuição de definir demarcações de terras indígenas e transfere-a para o Poder Legislativo.
 
Na terça-feira, 16, 700 indígenas ocuparam o plenário da Câmara e, depois de duas horas de negociações, arrancaram a promessa do presidente da casa, deputado Henrique Alves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de que não instalará neste semestre a comissão especial que deve analisar a PEC 215 antes de remetê-la ao Senado.
 
A bancada evangélica, com 76 deputados, se fosse um partido, só ficaria atrás, em número, da bancada do Partido dos Trabalhadores, que tem 89 deputados, e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com 82 deputados. A bancada ruralista mais os evangélicos  somam 236 deputados, 46% do total de 513 parlamentares federais.
 
Com informações da ALC
Foto: Reprodução
 
Financeirização dos Estados e impactos da dívida pública sobre as populações
Qui, 25 de Abril de 2013 08:19
Teve início na última segunda-feira (22) o Curso sobre Estado financeirizado promovido pela Rede Jubileu Sul Brasil em parceria com a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e Olimpíadas, a 5ª Semana Social Brasileira (SSB) e o Grito dos Excluídos. A atividade acontece no bairro do Ipiranga em São Paulo (SP) até amanhã (26), reunindo professores e militantes do Brasil e da América Latina.
 
Através de debates, exposições e oficinas, o curso discute temas como "Processo de surgimento dos Estados modernos europeus: do feudalismo, colonialismo e capitalismo”, "Revolução Industrial, a Era do Capital e expansão financeira imperialista”, "Da crise da dívida dos anos 80 à crise da dívida do século XXI – perspectiva econômica e política do processo de endividamento”, "Qual o papel da sociedade, dos movimentos sociais e das redes neste Estado” e "Alternativas e superações: auditorias, dívidas sociais, ecológicas e históricas, ilegitimidade da dívida e reparações, resistências em curso”.
 
O objetivo é debater sobre o processo de financeirização e mercantilização dos Estados, dívida pública e o impacto que tudo isso causa sobre as populações, já que, segundo pesquisadores, o endividamento dos Estados serve como instrumento de controle e dominação da vida e dos bens comuns uma vez que favorece a expansão do capital. Dentro deste contexto, haverá uma análise da Campanha "A dívida não acabou; você paga por ela; Auditoria já!”, promovida pela Rede Jubileu Sul, Pastorais e movimentos sociais.
 
Com este curso, a ideia também é fortalecer os processos de luta e resistência contra o modelo de desenvolvimento patrocinado por governos, a exemplo de movimentos sociais e dos Comitês Populares da Copa e Olimpíadas que lutam contra remoções de famílias em áreas de obras para os megaeventos, leis que favorecem comércio para grandes empresas e contra as decisões da FIFA que visam o favorecimento de poucos.
 
Beverly Keene, integrante da Rede Jubileu Sul na Argentina, ressaltou que a financeirização dos Estados latino-americanos impacta diretamente nas populações e movimentos sociais, já que os governos, em geral, estão "a serviço do Capital, das corporações, em busca de maior lucro, não respeitando os direitos humanos dos povos nem a natureza”.
 
Exemplos disso podem ser percebidos através das concessões de projetos como a Usina Belo Monte no Brasil e demais projetos hidroelétricos em outros países, projetos de mineração e outros que passam por cima de leis e violam a natureza e direitos de povos indígenas e populações afetadas pelas obras. "É a expansão do capital com a mercantilização da natureza, da água e dos recursos em busca de mercadorias e de lucro em todos os segmentos”, disse.
 
Ela também destacou o caso dos megaeventos como os que vão acontecer no Brasil entre 2013 e 2014 (Copa das Confederações e Copa do Mundo) que são financiados com recursos públicos para o lucro de empresas privadas e que traz "consequências muito graves para as populações”, que veem seus direitos violados e acabam não sendo beneficiadas com as restrições comerciais e altos preços praticados durante esses eventos. Para ela, o Brasil é um Estado "quase empresarial”.
 
Segundo Beverly, com a economia cada vez mais acumulada, as populações ficam cada vez mais pobres. "Em todos os seus aspectos, o endividamento dos Estados possibilita a centralização do capital para as empresas. Por outro lado nem sempre há recursos para a saúde e a educação e quem paga os juros dessas dívidas do Estado é o povo”, ressaltou.
 
Para mais informações, acesse: www.jubileusul.org.br.
 
Imagem: Rede Jubileu Sul
 
Nota da CNBB sobre a Reforma do Código Penal
Qua, 24 de Abril de 2013 07:23
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião da reforma do Código Penal, encaminhada pelo Senado Federal através de uma Comissão de Juristas, expressa, por missão e dever, seu interesse em acompanhar o processo em marcha e declarar seu compromisso de corresponsabilidade na consolidação da democracia.
 
Preocupam-nos algumas propostas que devem ser apresentadas pela referida Comissão, relativas aos capítulos que tratam sobre os crimes contra a vida e contra o patrimônio.
 
Reconhecemos que, para atender melhor às exigências da sociedade, o Código Penal em vigor, aprovado em 1940, precisa incorporar elementos novos, exigência das grandes transformações, que marcam os tempos atuais, sem prejuízo dos valores perenes como a vida e a família.
 
A revisão do Código, em conformidade com as conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988, requer amplo diálogo com a sociedade, porquanto a legislação se torna mais consistente quando conta com efetiva participação de representantes dos diversos segmentos sociais em sua elaboração. Tal prática reforça a democracia e ajuda a população a assimilar melhor as normas jurídicas, que interferem profundamente em sua vida e nos relacionamentos humanos e sociais.
 
Os redatores do novo Código, de posse das propostas encaminhadas pela Comissão de Juristas, considerem que toda lei deve ser elaborada, a partir do respeito aos direitos humanos, na perspectiva de superação da impunidade e a serviço do bem comum. Deve reconhecer e preservar os princípios éticos e morais bem como os valores culturais que integram a vida quotidiana do povo brasileiro.
 
A Lei penal deve ser aplicada tendo por base os pressupostos de defesa e promoção da dignidade humana em todas as dimensões, deixando claro que a punição tem como finalidade a reabilitação do infrator, independente de sua condição social, política, econômica, étnica, conforme determinam os artigos 3º e 5º da Constituição.
 
Esperamos que o sentido de justiça, a serviço do bem maior – a pessoa humana - anime a todos nesta tarefa, inspirados na palavra do Beato João Paulo II: “A justiça sozinha não basta; e pode mesmo chegar a negar-se a si própria, se não se abrir àquela força mais profunda que é o amor” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz – 2004).
 
Que o Espírito Santo ilumine o coração e a mente dos legisladores, Senadores e Deputados Federais, sobre quem invocamos também a proteção de Nossa Senhora Aparecida para que, em comunhão com todos os brasileiros, busquem realizar o que Jesus Cristo nos indica como promessa e tarefa: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia” (Jo 10,10).
 
Aparecida-SP, 25 de abril de 2012.
 
Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
 
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão – MA
Vice-presidente da CNBB
 
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília - DF
Secretário Geral da CNBB
 
 
Organizações vão a Brasília denunciar violações de direitos e criminalização da ação social
Seg, 22 de Abril de 2013 08:21
No próximo dia 24 de abril, organizações da sociedade civil brasileira estarão em Brasília para atos de denúncia da criminalização que vem sofrendo as lutas sociais no país. Uma audiência com a Secretaria de Direitos Humanos está agendada para as 14h; e às 16h, está marcado um encontro com a Frente Parlamentar de Direitos Humanos da Câmara Federal. Na pauta estão o monitoramento do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) e o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). 
 
“Nosso objetivo é destacar o momento de ameaça aos direitos humanos com ênfase especial à criminalização das lutas sociais. Nesse sentido, vamos entregar às autoridades documentos que expressam nossa preocupação com as ameaças à segurança humanitária na América Latina e no Brasil, e também cobrar do governo uma posição em relação ao cumprimento da Convenção 169 da OIT que versa sobre os direitos fundamentais dos povos indígenas e tribais”, informa Walter Altmann, do Conselho Mundial de Igrejas, uma das organizações que compõem o conjunto de entidades que estarão nas audiências.
 
O grupo entregará aos parlamentares e aos representantes da SEDH o III Relatório Periódico de Direitos Humanos e uma carta do Conselho Mundial de Igrejas sobre a segurança humanitária na América Latina.
 
O Relatório tem como finalidade contribuir no monitoramento político da situação concreta dos direitos humanos no Brasil, com enfoque na situação dos sujeitos de direitos. Seu foco está em uma análise abrangente, com caráter analítico-político, podendo conter estudos de casos, denúncias e recomendações, tentando circunscrever o período a partir de 2007 até o presente momento.
 
Já a carta do CMI identifica a violência, os assassinatos extra-judiciais, o tráfico de drogas, o tráfico de seres humanos, o “feminicídio” e a exclusão de mulheres, jovens, povos indígenas e migrantes como questões de interesse primordial para as igrejas.
 
A declaração condena os ataques a povos indígenas e comunidades tradicionais, uma das questões humanitárias mais graves no Brasil hoje em dia. O CMI demanda que “empreendimentos econômicos e projetos de corporações transnacionais em terras ancestrais sejam implementados em consulta com os povos dessas terras, como estipulado pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas”.
 
O grupo será composto por representantes do Projeto Monitoramento dos Direitos Humanos e de organizações como o PAD, o Movimento Nacional de Direitos Humanos, Parceiros de Misereor no Brasil, organizações do FEACTBR, como o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) e o Conselho Mundial de Igrejas.
 
Imagem: Divulgação
 
IPU fala sobre “igreja evangélica, Marco Feliciano, CDHM e democracia”
Dom, 21 de Abril de 2013 13:13
Em seu portal na internet, www.ipu.org.br, a Igreja Presbiteriana Unida (IPU) emitiu um pronunciamento intitulado “Sobre a igreja evangélica, o deputado Marco Feliciano, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias e a democracia brasileira”. O documento, assinado pelo Conselho Coordenador da igreja, defende que “o/a cristão/ã que aceita o mandato político, deve fazê-lo em benefício do bem comum e não por seu interesse pessoal ou de suas próprias estruturas eclesiásticas”.
 
Leia o documento na íntegra:
 
 
SOBRE A IGREJA EVANGÉLICA, O DEPUTADO MARCO FELICIANO, A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS E A DEMOCRACIA BRASILEIRA
 
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – CC-IPU torna público seu pronunciamento a respeito da recente discussão em torno da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados ocupada pelo deputado Marco Feliciano.
  
Este pronunciamento é consequência do coerente histórico desta igreja, herdeira da Reforma Protestante, ramo presbiteriano originário do trabalho missionário do Reverendo Ashbel Green Simonton, em 1859, fundador do presbiterianismo no Brasil. A IPU se originou de homens e mulheres, pastores e leigos sob a perseguição eclesiástica e política instaurada no Brasil a partir da década de 1960, que ceifou vidas de pastores e de leigos ministros religiosos e eclesianos. Dentre seus membros de primeira hora, conta-se o Reverendo Jaime Wright, defensor incondicional dos direitos humanos e participante do projeto “Brasil: Nunca Mais”, junto com Dom Paulo Evaristo Arns.
 
Em vista desses fatos, o CC-IPU:
 
1 - Afirma:
• A democracia representativa é a forma de governo que melhor se aproxima do ideal em um mundo desequilibrado e injusto;
• É essencial o respeito às instituições democráticas, que só o serão se reguladas por legislação justa, equilibrada e sensata;
• Não ser compatível com a democracia o cerceamento da palavra e o uso da violência física ou verbal;
• A todos os políticos eleitos cabe o direito de exercer o mandato em sua plenitude, trabalhando dentro das responsabilidades que lhes forem outorgadas por voto popular e dos seus pares.
 
2 - Esclarece à sociedade em geral:
• Que a igreja protestante, mais conhecida pelo termo “evangélica”, é um dos três grandes ramos da Igreja de Jesus Cristo, composta por todos/as aqueles/as que O reconhecem como Senhor e Salvador. Este ramo nasceu com a Reforma do século XVI, que fez originar uma ampla diversidade de comunidades de fé autônomas, que, paralelamente às semelhanças, têm posturas teológicas divergentes em assuntos não centrais;
• Que não há, no Brasil, nenhuma entidade ou associação que represente ou fale em nome de todas as igrejas descendentes da Reforma e que não há nenhum político nem bloco de políticos, em especial o chamado “Bloco Evangélico”, autorizado a se pronunciar em nome da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – IPU ou do conjunto dos/as cristãos/ãs protestantes.
 
3 - Defende:
• Que o/a cristão/ã que aceita o mandato político, deve fazê-lo em benefício do bem comum e não por seu interesse pessoal ou de suas próprias estruturas eclesiásticas, o que lamentavelmente não se pode verificar nas chamadas operações Sanguessuga, Entre Irmãos e Pandora, nas quais se verificou a presença de deputados intitulados evangélicos;
• Que a ética cristã deve ser explicada e proposta democraticamente como alternativa e jamais imposta, pois, para o cristão, ela é uma consequência natural de sua opção religiosa, do novo nascimento, livremente abraçada como resposta à Graça divina;
• Que os princípios religiosos das diversas igrejas cristãs devem ser respeitados e suas cerimônias litúrgicas devam ser imunes à interferência estatal ou de pessoas alheias a estes princípios e que seus ministros religiosos não venham a ser vítimas da violência de agirem contra suas próprias consciências.
 
4 – Alerta:
• Que o deputado Marco Feliciano defende uma agenda política própria, que interessa a um grupo restrito de brasileiros, muitos deles denominados evangélicos;
• Que, embora qualquer deputado tenha o direito de exercer a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, considera-o sem condições políticas para o pleno exercício deste cargo;
• Que, não obstante reconheça que o eleitorado do deputado Marco Feliciano seja composto por evangélicos, nega que ele, ou qualquer político, bloco parlamentar ou partido, represente todos os evangélicos brasileiros e lamenta seu despreparo teológico, vergonhosamente demonstrado na sua defesa da interpretação da origem dos povos africanos e no desconhecimento e desrespeito aos direitos das minorias.
 
O CC-IPU conclama o povo de Deus que se reúne nesta igreja que se una em oração e esforços, para que tenhamos uma sociedade brasileira justa, em que todos os cidadãos e cidadãs tenham seus direitos e liberdades individuais respeitados e que, cada vez mais, pelo nosso testemunho de verdadeiro amor cristão, mais e mais vidas venham ao pleno conhecimento da Verdade, a saber Jesus Cristo, Nosso Senhor.
 
Este Pronunciamento poderá ser revisto ou revogado pela Assembleia Geral da IPU.
  
Vitória/ES, 19 de abril de 2013.
  
Presbª Anita Sue Wright Torres – Moderadora
Rev. Dagoberto Santos Pereira – Vice-Moderador
Presb. Wertson Brasil de Souza – 1º Secretário
Rev. Luciano Fuly – 2º Secretário
Presb. Obadias Alves Ferreira - Tesoureiro
 
 
Senado aprova o Estatuto da Juventude
Dom, 21 de Abril de 2013 12:45
A aprovação do Estatuto da Juventude no Senado da República na terça-feira, 16, reflete a conquista de um marco legal nas políticas públicas para a juventude brasileira. A análise é de Daniel Souza, da Rede da Juventude (REJU), que representou o Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT Brasil) nesse processo de luta.
 
O tema mais polêmico foi a concessão do benefício da meia-entrada aos estudantes e para os jovens de famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, aprovado como substitutivo do senador Paulo Paim (PT-RS).
 
Mesmo combatido por produtores culturais e entidades de juventude que pretendiam estabelecer cotas de 40% para a meia-entrada, ficou garantido aos estudantes e aos jovens de família de baixa renda o pagamento de meia-entrada em eventos culturais e esportivos.
 
O Estatuto (PLC 98/2011) estabelece direitos para pessoas de 15 a 29 anos, visando assegurar acesso à educação, profissionalização, trabalho e renda, além de determinar a obrigatoriedade da manutenção de programas de expansão do ensino superior, com oferta de bolsas estudos em instituições privadas e financiamento estudantil para cerca de 52 milhões de brasileiros.
 
O texto aprovado pelos senadores cria duas estruturas institucionais voltadas às políticas públicas aos jovens: a Rede Nacional de Juventude, para a interação de organizações formais e informais de juventude, e o Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) para a composição, financiamento e atividades, a serem regulamentados pelo Executivo.
 
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), entende que o Estatuto é um “marco legal” na consolidação das políticas públicas para a juventude, que atenderá a esse público “tão heterogêneo e dinâmico quanto fundamental para o desenvolvimento do país”.
 
O documento assegura aos estudantes que comprovarem renda familiar de até dois salários mínimos a ocupação de dois assentos de forma gratuita em ônibus interestaduais. Depois de esgotadas essas duas vagas, o jovem de baixa renda terá direito a dois lugares com desconto de 50%. E remete à União, Estados, Distrito Federal e municípios, a promoção de oferta de transporte público urbano subsidiado.
 
A aprovação da proposta foi comemorada pela maioria dos senadores. A senadora Ana Rita (PT-ES) disse que o Estatuto foi fruto de “amplo diálogo, debate e exercício de cidadania”, e que a proposta atende parte das demandas da juventude ao atuar como instrumento de proteção, defesa e promoção da juventude.
 
Os senadores Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Sérgio Souza (PMDB-PR) admitiram que o projeto não era o ideal, mas foi “a alternativa para dar um basta à indiferença e à omissão do poder público em relação aos jovens”. Ele vai contribuir para a melhoria da sua condição econômica e social, argumentaram.
 
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou a importância da votação no Senado, uma vez que a proposta já tramitava há anos no Congresso Nacional. Eduardo Lopes (PRB-RJ) e Aécio Neves (PSDB-MG) elogiaram o empenho dos movimentos jovens dos partidos em prol da aprovação do estatuto. E José Agripino (DEM-RN) elogiou a efetivação do direito à profissionalização, ao trabalho e a renda.
 
O único a se pronunciar contra o projeto, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), afirmou que o Estatuto da Juventude reproduziu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampliando sua aplicação aos jovens até 29 anos, para quem não existe a necessidade de o Estado estender seu “manto protetor”. A matéria agora retorna à Câmara dos Deputados.
 
Com informações da ALC Notícias
Foto: Agência Senado
 
CESE faz parte da luta dos povos indígenas no Brasil
Dom, 21 de Abril de 2013 12:40
 
Há 70 anos o mês de abril marca a luta dos povos indígenas e a importância que sua história tem na construção do país. Mais do que celebrar, essa data lembra a persistência e capacidade de resistência dos povos indígenas ao processo de exclusão e de violação de direitos a que permanecem submetidos no Brasil.
 
Centenas de etnias existentes, com seus diferentes modos de ser e fazer, buscam garantir sua sobrevivência, seus costumes e sua terra. Essa luta é travada contra uma força poderosa, composta por interesses do agronegócio, de setores da energia e mineração, bem articulada e com grande poder de lobby junto às três esferas de poder, além da mídia, que têm constantemente tentado desqualificar e desarticular a sua luta.
 
“Os povos indígenas não medem esforços para garantir aquilo que lhes é de direito. Seus antagonistas estão cada vez melhor articulados e poderosos. Exemplo disso é a Portaria nº 303 da AGU, construída a sobra do poder com objetivo de reduzir direitos. A CESE tem buscado ampliar a visibilidade das lutas dos povos indígenas junto à sociedade, como estratégia para ampliar sua capacidade de incidência”, afirma Augusto Santiago, Assessor de Projetos e Formação da CESE.
 
Esse é o caso dos Xavante do nordeste do Mato Grosso que, após décadas de luta e promessas não cumpridas, conseguiram a posse permanente da terra indígena de Marãiwatsédé, entregue no último dia 5 de abril pelo secretário-geral da Presidência da República, o ministro Gilberto Carvalho.
 
Foi de grande importância para essa vitória a pressão popular e incidência gerada a partir da participação dessa etnia nos eventos da Rio+20 e Cúpula dos povos, em junho do ano passado, no Rio de Janeiro.
 
“É o não-índio que ocupa, desmata e acaba com a floresta. Estive aqui na ECO-92 para denunciar a tomada de nossas terras. E hoje estamos na Rio+20 buscando apoio para salvar o que restou das matas na terra indígena de Marãiwatsédé”, contou o cacique Damião Paridzané, líder do povo Xavante, em ato no navio do Greenpeace.
 
A CESE apoiou a ida de 13 indígenas ao Rio que, com o lema “40 anos de luta, 20 anos de promessas: apoio à retomada do território do povo Xavante”, realizaram seminários e participaram de momentos de intervenção e incidência na mídia, com o objetivo de influenciar positivamente a opinião pública e angariar apoio à desintrusão de suas terras.
 
“O recurso oportunizou a viagem do cacique Damião e outros 12 indígenas, que realizaram eventos como um prestigiado seminário com autoridades e artistas ressaltando a importância de Marãiwatsédé durante a Cúpula dos Povos, um ato simbólico para jornalistas no navio do Greenpeace ancorado na Baía de Guanabara, a participação em uma discussão no Museu do Índio em uma mesa específica sobre Marãiwatsédé organizada pela FUNAI, uma intervenção com discursos, cantos e danças ao lado de personalidades da luta socioambiental como Marina Silva”, escreveu Andreia Fanzeres, jornalista da Operação Amazônia Nativa (OPAN)
 
O momento gerado pela Rio+20 foi importante às lutas de diversos povos indígenas, especialmente os da América Latina. A CESE também apoiou o povo Guarani Kaiowá em suas ações no RJ, além de utilizar o CESE Advoga, instrumento que ajudou na visibilidade da campanha “Eu Apoio a Causa Indígena”. O ano de 2012 foi também importante para um apoio histórico da CESE, o povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, que após muitos anos de luta, teve a posse de seu território reconhecida em julgamento no Superior Tribunal Federal.
 
Porém, as atuais violações dos direitos desses povos, principalmente as ligadas à questão fundiária, têm constituído um grande retrocesso. Uma dessas ameaças é a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 215, que pretende transferir o poder de demarcar terras indígenas, quilombolas e áreas de conservação do Executivo para o Congresso Nacional. Por esse motivo, torna-se cada vez mais necessária a articulação e apoio de indivíduos e organizações que lutam pelos Direitos dos Povos Indígenas no Brasil.
 
A CESE orgulha-se de apoiar a luta desses povos, como a vitória dos Xavante de Marãiwatsédé na recuperação de suas terras ancestrais. Em seus 40 anos, foram cerca de 900 projetos apoiados e mais 400 mil indígenas beneficiados em todo o país.
 
Para saber mais sobre a CESE, acesse: www.cese.org.br
 
 
Diocese de São José dos Campos (SP): preparativos para a SOUC 2013
Sex, 19 de Abril de 2013 07:40
“O que Deus exige de nós?”
 
 
*texto adaptado da Diocese de SJC
 
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é um evento ecumênico anual que congrega o maior número de cristãos em todas as partes do mundo. Em 1935, na França, o Pe. Paul Conturier ensinava a “orar pela unidade tal qual Cristo deseja, com os meios que Ele deseja”.
 
Em sua Encíclica Ut unum sint, João Paulo II, com base no Decreto Unitatis Redintegratio, afirma a primazia do ecumenismo espiritual: “No caminho ecumênico para a unidade, a primazia pertence, sem dúvida, a “oração comum”, à união orante daqueles que se congregam à volta do próprio Cristo” (cf. UUS nº 22). Quando os cristãos rezam juntos a meta da unidade fica mais próxima! De fato, a oração é a alma do movimento ecumênico.
 
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se celebra no mês de Janeiro de 18 a 25 no hemisfério norte ou, entre a Ascensão e Pentecostes, no hemisfério sul – Brasil, tornou-se uma tradição difusa e consolidada.
 
Suas origens remontam ao Papa Leão XIII (1894) que encorajava a prática da “Oitava de Oração pela Unidade” no contexto de Pentecostes. No início do século XX (1908) o Pe. Paul Wattson da Igreja Anglicana teve a iniciativa de instituir a “Oitava pela Unidade da Igreja” em janeiro, motivado pelas festas litúrgicas da Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.
 
Desde 1968 a Semana de Oração é celebrada com textos elaborados em colaboração entre o Conselho Mundial de Igrejas e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, a partir de textos elaborados por um grupo ecumênico local.
 
Este ano, o lema escolhido é tirado de Miquéias 6,6-8: “O que Deus exige de nós?”, elaborado pelo Movimento de Estudantes cristãos da Índia, na comemoração de seu centenário.
 
O texto bíblico (Mq 6,6-8), tomado por base, é um forte apelo à justiça e à paz, pois a história necessita e exige uma forte referência ética. A fé ganha ou perde seu sentido na medida de sua relação com a justiça.
 
O que Deus requer de nós hoje é que andemos no caminho da justiça, da compaixão e da humildade. Esse caminho de discipulado envolve trilhar o caminho estreito do Reino de Deus e não as estradas dos impérios de hoje.
 
Na Diocese esta grande e mais envolvente ação ecumênica será realizada de 13 a 17 de maio, às 19h30, nas seguintes igrejas:
 
Dia 13 de maio (2ª-feira) - Abertura da Semana de Oração (Dom Moacir Silva e Pr. Marcos Ziemann - IECLB) na Igreja Nossa Senhora das Graças – Vila Maria RPs I e III.
Dia 14 de maio (3ª-feira) - Celebração Ecumênica na Matriz do Coração Eucarístico de Jesus - Novo Horizonte RP IV.
Dia 15 de maio (4ª-feira) - Celebração Ecumênica na Paróquia Luterana do Vale do Paraíba, situada à Rua Mário Alves de Almeida, nº 175, Jd. Satélite – fone: 3207-4398. - RP V.
Dia 16 de maio (5ª-feira) - Celebração Ecumênica na Matriz da Paróquia São Benedito do Alto da Ponte - RP II.
Dia 17 de maio (6ª-feira) - Celebração de Encerramento na Matriz da Paróquia São João Batista, em Jacareí (RPs VI e VII).
 
Os textos do subsídio, que no Brasil são traduzidos e oferecidos às igrejas cristãs pelo CONIC, podem ser utilizados de diferentes modos: celebrações com cristãos de diferentes igrejas; celebrações litúrgicas de cada igreja inserindo os textos bíblicos e as orações propostas; círculos bíblicos ecumênicos ou não; orações particulares.
 
Como adquirir os materiais da Semana de Oração?
 
É simples: para comprar o cartaz e/ou o caderno de oração, faça o depósito no valor correspondente à quantidade desejada de cada material e, depois, encaminhe um e-mail com o comprovante de depósito para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Anote aí as nossas informações bancárias: Banco Bradesco, Conta Poupança: 112888-4, Agência: 0606-8.
 
 
 
 
Após ataques de Marco Feliciano a católicos, CNBB pede respeito
Sex, 19 de Abril de 2013 07:02
O porta-voz da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo na arquidiocese de Campo Grande (MS), lembrou a postura de diálogo adotada pela Igreja Católica, sobretudo após o Concílio Vaticano II, ao comentar os ataques feitos aos católicos pelo deputado pastor Marco Feliciano (PSC), atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDHM).
 
As imagens originais dos ataques estavam, até a semana passada, em um canal da Assembleia de Deus no YouTube. No entanto, o conteúdo foi removido pelo usuário no fim de semana. Outros internautas, porém, já haviam feito uma cópia e voltaram a postá-la. No vídeo, Feliciano lamentavelmente afirma que os católicos adoram a Satanás e que têm o corpo “entregue à prostituição” e “a todas as misérias dessa vida”.
  
“Eu li a transcrição do vídeo. Nesse momento é importante lembrar que estamos celebrando este os 50 anos do Concílio Vaticano II, que abriu as portas da Igreja [Católica] para o diálogo ecumênico. O diálogo pressupõe o respeito à liberdade de confiança e à liberdade religiosa das pessoas. A mensagem católica caminha na direção do diálogo e do respeito, não do confronto”, afirmou o arcebispo.
 
Ainda de acordo com dom Dimas, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo de leigos que acompanha os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos na Câmara, decidirá o que fazer sobre o caso.
 
CONIC com agências
 
«InícioAnterior51525354555657585960PróximoFim»

Página 60 de 91
SCS Quadra 01 Bloco E Edifício Ceará, 713
CEP: 70303-900 – Brasília – DF

Fone/Fax: 61 3321 4034
CONIC | Diretoria | Conselho Fiscal | Semana de Oração
Igrejas Membro | Membros Fraternos | Promova o Ecumenismo
Notícias | Galeria de Fotos | Agenda | Contato
Schuch Birô - Web & Criação
© 2012 Todos os direitos reservados. Proibida a cópia ou reprodução deste site sem autorização prévia.
Para melhor visualização deste site, é recomendado o uso dos navegadores Mozilla Firefox, Google Chrome e Internet Explorer em suas versões mais recentes.