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CONGRESSO: "As mulheres nos processos de independência na América Latina"
Qua, 02 de Janeiro de 2013 10:12
No marco do Bicentenário da Independência da América Latina, o Centro de Estudos da Mulher na História da América Latina (CEMHAL) convida todos/as para o Primeiro Congresso Internacional ‘As Mulheres nos Processos de Independência na América Latina’, que se realizará nos dias 22, 23 e 24 de agosto de 2013 em Lima, no Peru.
 
As inscrições para o evento que realizará conferências magistrais, mesas redondas e debates devem vão até o dia 31 de agosto de 2013 sob uma taxa de US$ 100.00. O objetivo é contribuir com a reconstrução da ativa presença das mulheres nas revoluções e guerras de independência, formular novos aportes da historiografia latino-americana, continuar o trabalho realizado no IV Simpósio Internacional, realizado pelo CEMHAL em agosto de 2009, em Lima, além de prosseguir com as investigações dos catorze Grupos de Estudo formados pela Comissão do Bicentenário.
 
De acordo com a organização do evento, a partir do último terço do século XX, novas perspectivas historiográficas permitem incluir novos sujeitos históricos e revisar os processos independentistas e, com isso, dar conta do lugar das mulheres na esfera pública. Portanto, é sob esse olhar da história e em encontro dos diferentes enfoques historiográficos e disciplinares que será promovido o Congresso em Lima no próximo ano.
 
 
Com informações da Adital
 
Lançamento: Diálogo Inter-religioso Sul-Americano sobre Iniquidade
Qua, 02 de Janeiro de 2013 10:01
Em parceria com KOINONIA, a organização Christian Aid lançou o livro Diálogo Inter-religioso Sul-Americano sobre Iniquidade. A publicação é resultado de um encontro realizado em setembro de 2011, às margens do Lago Titicaca, na Bolívia.
 
Na ocasião, representantes da Christian Aid, responsáveis pela área da América do Sul, e a diretora de Teologia reuniram-se com organizações parceiras da Bolívia (ISEAT), do Brasil (KOINONIA) e da Colômbia (MENCOLDES) e com membros de organismos regionais como CLAI (Conselho Latino Americano de Igrejas) e CREAS (Centro Regional Ecumenico de Asesoria y Servicio) para refletir sobre o tema das “iniquidades” presentes na região a partir da perspectiva do diálogo inter-religioso.
 
Durante três dias, em castelhano, aymara, quechua, português e inglês, luteranos/as, anglicanos/as, candomblecistas, adeptos/ as das religiões originárias e católicos/as trocaram vivências e orações, refletiram e, juntos, fizeram teologia. Diversos pontos de vista e diferentes visões ao se complementarem puderam ser harmonizados.
 
O livro está disponível para download em português, espanhol e inglês.
 
Leia mais notícias sobre a Christian Aid:
 
 
CESE lança edital produção comunitária e renda 2013
Qua, 02 de Janeiro de 2013 09:55
A CESE lança edital 2013 do Programa Produção Comunitária e Renda que irá apoiar 10 iniciativas dos estados do Nordeste e Mato Grosso.
 
O objetivo é fortalecer empreendimentos produtivos na construção de sua viabilidade e sustentabilidade econômica, disponibilizando ferramentas e apoios nas áreas de produção, gestão, formação, inserção de produtos no mercado e comercialização.
 
A partir dos estudos de viabilidade econômica de cada empreendimento, um plano de capacitação é executado ao longo de seis meses por organizações com experiência em áreas como: gestão, comercialização e comunicação.
 
São beneficiários grupos que precisam aumentar sua produção e sua renda, mas que não abrem mão da responsabilidade ambiental, da equidade de gênero, e das práticas democráticas de gestão. A exemplo de iniciativas e empreendimentos de produção e serviço da economia popular, voltados ao beneficiamento da produção (cultivados ou de extrativismo), ao beneficiamento de produtos florestais madeireiros ou não madeireiros e turismo comunitário.
 
As inscrições vão até o dia 18 de fevereiro de 2013, através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . As propostas devem ser enviadas através de ROTEIRO específico e as selecionadas serão divulgadas no dia 15 de março de 2013.
 
Para mais informações sobre critérios e etapas de seleção, acesse o EDITAL completo do Programa.
 
 
CNBB em 2012
Qua, 02 de Janeiro de 2013 08:30
Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, apresenta destaques do ano: "A CNBB, ponto de convergência do esforço dos pastores, sucessores dos apóstolos, procurou marcar presença nos acontecimentos mais significativos dentro e fora do âmbito da comunidade eclesial".
 
O ano de 2012
 
A Igreja escreveu páginas importantes da história de compromisso com o ser humano em cumprimento ao mandato de amor que nos foi dado por Cristo durante este último ano no Brasil. Este 2012, foi, na verdade, o segundo ano na implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e conseguimos, com a graça de Deus, imprimir um ritmo de grande empenho marcado pelo entusiasmo nas comunidades de todas as paróquias e dioceses do país. A CNBB, ponto de convergência do esforço dos pastores, sucessores dos apóstolos, procurou marcar presença nos acontecimentos mais significativos dentro e fora do âmbito da comunidade eclesial.
 
Apresentamos alguns que merecem registro e destaque:
 
JANEIRO
 
Continuaçao da peregrinação da Cruz e do Ícone da JMJ
 
Desde setembro de 2011, a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora que representam a preparação das comunidades para a realizada da Jornada Mundial da Juventude em 2013 com a presença do Papa Bento XVI no Rio de Janeiro. A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da CNBB, em sintonia com o Pontifício Conselho para os Leigos e o Comitê da Jornada, tem procurado acompanhar esse movimento que conquista os jovens para a oração e a reflexão. Até o final do ano, os símbolos terão passados todos os 17 regionais da CNBB e seguirão para alguns países da América do Sul.
 
31 - Ato em defesa do CNJ – Brasília (DF)
 
Aconteceu na sede federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, um ato público em defesa da competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em processar e punir juízes e magistrados por desvios ético-disciplinares no exercício da profissão. Com a presença de mais de 500 pessoas, participam do ato, além OAB, diversas entidades representativas da sociedade, como a CNBB e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), parlamentares, juristas e os ex-ministros da Justiça, Nelson Jobim (primeiro presidente do CNJ) e Márcio Thomaz Bastos, que é também ex-presidente nacional da OAB.
 
31 - Visita aos Guarani-Kaiowá – região sul (MS)
 
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, depois de percorrer cerca de mil quilômetros e visitar comunidades Guarani Kaiowa na região sul do Mato Grosso do Sul, nos relatou: "A situação é de desamparo e violência. Pelo constatado, a origem de todos os problemas está na falta de andamento dos processos de demarcações de terras tradicionais e na ausência de políticas publicas''.
 
FEVEREIRO
 
3 a 7 - Encontro Nacional dos Presbíteros – Aparecida (SP)
 
Participei do encerramento da celebração final e saudei os padres pela realização do 14º Encontro Nacional de Presbíteros no Santuário de Aparecida. O encontro teve como tema ‘A Identidade e a Espiritualidade do Presbítero no Processo de Mudança de Época’ e reuniu quase 500 padres de todas as partes do Brasil. Na ocasião, foi eleita a nova coordenação da CNP, Comissão Nacional dos Presbíteros que é um organismo da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
 
7 - Curso anual dos bispos – Rio de Janeiro (RJ)
 
Participei do 21º Curso para Bispos que reuniu mais de 100 Bispos de todo o Brasil com objetivo de contribuir para a comunhão episcopal, na linha da formação permanente, através da reflexão do tema “50 anos após o Vaticano II- novo dinamismo e novas interrogações para a Igreja”, com destaque para os temas:  Palavra de Deus, Ecumenismo e Ensino das Instituições Católicas, nos colocam dentro da preparação da celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, como foi pedido pelo Santo Padre Bento XVI, na Carta Apostólica sob a forma de Motu Proprio, Porta Fidei.
 
10 – Nomeação do novo Núncio Apostólico
 
Papa Bento XVI escolheu Dom Giovanni D’Aniello como novo Núncio Apostólico para o Brasil, sucedendo a Dom Lorenzo Baldisseri. Dom D’Aniello era núncio da Tailândia e Camboja e Delegado Apostólico em Myanmar e Laos. Ele tem 57 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Dom Lorenzo Baldisseri foi nomeado secretário para a Congregação para os Bispos, no Vaticano.
 
18 - Consistório: Dom João Braz de Aviz - Roma
 
Participei, em Roma, do Consistório Ordinário Público realizado pelo Papa Bento XVI para criação de 22 novos cardeais. Entre os cardeais criados pelo Santo Padre estava o nosso Irmão, dom João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada. A ele foi concedido o título da igreja Santa Helena Prenestina, localizada próxima ao Vaticano.
 
22 – Campanha da Fraternidade sobre a saúde pública – Brasília (DF)
 
Para este ano, a Campanha da Fraternidade trouxe como tema “Fraternidade e Saúde Pública” e como lema “Que a saúde se difunda sobre a Terra”. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do lançamento da campanha na sede da CNBB e fez uma referência agradecida à Igreja pela oportunidade de poder discutir a saúde pública no Brasil, dizendo que esperava contribuições sobre diversos projetos desenvolvidos nessa área.
 
MARÇO
 
23 a 29 - Viagem de Bento XVI ao México e Cuba
 
Convidado pelo Papa, participei de sua visita ao México. No México, onde a luta contra o tráfico de droga fez 50 mil mortos em cinco anos, o objetivo da viagem foi procurar "transformar o México com base nos valores cristãos que estão no ADN do povo", conforme disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano. Em Cuba, onde apenas 10% dos 112 milhões de habitantes se consideram católicos, o Papa teve bela recepção e deixou sua mensagem de esperança ao povo.
 
ABRIL
 
11 - Julgamento do caso dos anencéfalos pelo STF – Brasília (DF)
 
A CNBB convocou o episcopado e todos os fiéis a se reunirem em “vigília de oração pela vida”, tendo em vista o julgamento  no Supremo Tribunal Federal, da ação (arguição de descumprimento de Preceito fundamental (ADPF 54/2004), que teve por objetivo legalizar o aborto de fetos com “meroanencefalia”, denominados “anencefálicos” — que “não têm em maior ou menor grau, as partes superiores do encéfalo e que erroneamente, têm sido interpretados como não possuindo todo o encéfalo”, esclacrecemos em Nota e ainda lembramos que “A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. Há uma enorme diferença ética, moral e espiritual entre a morte natural e a morte provocada. Aplica-se aqui, o mandamento ‘Não matarás’”,
 
18 a 26 - 50ª Assembleia Geral da CNBB – Aparecida (SP)
 
Realizada pela quarta vez em Aparecida, que desde o ano passado se tornou sede oficial do encontro anual da CNBB, a 50ª Assembleia Geral reúne 335 bispos foi uma assembleia comemorativa. O tema central foi a "Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”. O nosso encontro também lembrou os 60 anos da CNBB e os 50 anos do início dos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965).
 
19 - 40 anos do CIMI – Aparecida (SP)
 
Durante a 50a. assembleia geral dos bispos, celebramos os 40 anos de existência do Conselho Indigenista Missionários. Dom Édson Tasquetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e presidente do Conselho nos lembrou que “temos uma dívida social imensa com os povos indígenas pelos massacres, genocídios, inomináveis crueldades e injustiças praticadas ao longo destes 512 anos de invasão e extermínio. O Conselho Indigenista Missionário é um dos organismos vinculados à CNBB com atuação reconhecida na história recente do Brasil.
 
25 - Dom Jayme Chemello visita Chernobyl – Ucrânia
 
Membro do nosso episcopado, Dom Jayme Chemello, o bispo emérito de Pelotas (RS), foi único brasileiro a participar da visita de uma delegação com parlamentares e representantes da sociedade civil de todo o mundo à região de Chernobyl, na Ucrânia, onde em abril de 1986 ocorreu o maior acidente nuclear da história. O convite para a participação brasileira foi feita pela ONG Green Cross, da Suíça, fundada pelo ex-presidente da União Soviética, Mikail Gorbachev.
 
28 e 29 - Peregrinação Nacional das Famílias – Aparecida (SP)
 
Participei do 2º Simpósio Nacional das Famílias e da 4ª Peregrinação Nacional das Famílias. Este ano, o Simpósio teve como tema "A Família: o trabalho e a festa", o mesmo do Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em Milão, com a presença de Bento XVI.A estimativa geral foi de que quase 2 mil pessoas tenham participado do Simpósio e 120 mil pessoas da Peregrinação. Além disso, 13 bispos e 50 padres acompanharam de perto os dois eventos.
 
MAIO
 
16 - Início dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade – Brasília (DF)
 
Acolhemos, com satisfação, a instalação da comissão brasileira que visa investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil por agentes do estado. Essa comissão é formada por sete membros nomeados pela presidente do Brasil e catorze auxiliares e essas pessoas estão atuando durante dois anos, sendo que no final desse período, publicarão um relatório dos principais achados, que poderá ser público ou poderá ser enviado apenas para o presidente da república ou o ministro da defesa.
 
18 - Seminário de Comunicação para juventude – Brasília (DF)
 
Promovido pela CNBB, um seminário para jovens sobre o tema da comunicação foi realizado com a participação de cerca de 300 jovens profissionais de todo o país que atuam em diversas áreas da comunicação nas paróquias e dioceses. O objetivo do encontro  foi debater questões sobre evangelização, juventude e novas mídias. O evento teve a participação do jesuíta italiano, diretor da revista “Civilta Cattolica”,  pe. Antonio Spadaro.
 
31 – VII Encontro mundial das famílias – Milão – Itália
 
Participei juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB do Encontro Mundial das Famílias com o Papa, em Milão, na Itália. O tema tratado foi “A família: o trabalho e a festa”. O Papa Bento XVI, no encerramento do encontro, afirmou que “nos foi confiada a tarefa de construir comunidades eclesiais que sejam cada vez mais família, capazes de refletir a beleza da Trindade e evangelizar não só com a palavra mas – diria eu – por ‘irradiação’, com a força do amor vivido”. O Papa também anunciou que o próximo encontro mundial será na cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, no ano de 2015.
 
JUNHO
 
10 - 50º Congresso Eucarístico Internacional – Irlanda
 
O 50° Congresso Eucarístico Internacional foi realizado na cidade de Dublin, na Irlanda e reuniu mais de 10 mil peregrinos de todo o mundo. O Legado Pontifício para o Congresso Eucarístico Internacional, cardeal Marc Ouellet, na celebração de abertura, afirmou: "Nós viemos aqui", disse ele, "como família de Deus, chamados por Ele para ouvir a Sua Santa Palavra, para lembrar quem somos à luz da história da salvação, e para responder a Deus através da maior e mais sublime oração conhecida pelo mundo: a Sagrada Eucaristia”.
 
15 - Cúpula dos Povos e Rio+20 – Rio de Janeiro (RJ)
 
A CNBB participou da Cúpula dos Povos, durante o a Conferência da ONU chamada de Rio +20 por meio de duas Comissões Episcopais: a das Pastorais Sociais e a do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, além da Comissão Brasileira de Justiça e Paz. O Cardeal de São Paulo, dom Odilo Scherer, foi o representante no encontro da ONU.
 
16 - Encontro da Vida Monástica e Contemplativa – Aparecida (SP)
 
Participei do Encontro Nacional para a Vida Consagrada Monástica e Contemplativa promovido pela CNBB com o tema “Nossa Pátria é o céu” (Fil 3,20). ‘Vida Monástica e Contemplativa hoje - Identidade, Mística e Missão’. Cerca de 200 religiosos e religiosas de vida monástica e contemplativa participaram do encontro.
 
26 - Cartilha de orientação para as eleições municipais
 
Dando continuidade à experiência realizada em anos anteriores, organismos vinculados à CNBB já disponibilizaram a cartilha “Eleições Municipais 2012: cidadania para a democracia”. A publicação foi elaborada numa parceria pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (CEFEP) e Pastorais Sociais. A proposta apresentada foi a de ajudar o eleitor a realizar uma boa reflexão em vista do voto consciente.
 
26 - Divulgados dados do Censo 2010 – Mapa das Religiões/IBGE
 
A CNBB tem se dedicado ao estudo dos dados que foram publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a situação religiosa no país. O Brasil ainda é a maior nação católica do mundo, mas, na última década, a Igreja teve uma redução da ordem de 1,7 milhão de fieis, um encolhimento de 12,2%. Os dados são da nova etapa de divulgação do Censo de 2010.
 
JULHO
 
6 - 10º Encontro da Igreja na Amazônia – Santarém (PA)
 
O 10º Encontro dos bispos da Amazônia celebrou os 40 anos do Documento de Santarém. No documento final, os  bispos reafirmaram o compromisso da Igreja com os povos da Amazônia. A reunião O contou com a participação do secretário geral da CNBB, de 35 bispos e de dezenas de religiosos e lideranças, dentre estes alguns que estão sob constante vigilância de segurança em virtude da postura em defesa dos povos – denúncias contra a exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres, tráfico de drogas e de pessoas, trabalho escravo – e por denunciarem a exploração ilegal dos recursos da Amazônia.
 
9 - Morte do cardeal Eugênio Sales – Rio de Janeiro (RJ)
 
O cardeal dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio, faleceu aos 91 anos, após sofrer um infarto em casa. Nascido em Acari (RN), em 11 de novembro de 1920, dom Eugenio Sales foi ordenado bispo aos 33 anos, em Natal, com apenas 11 de sacerdócio. Em 1968, tornou-se arcebispo de Salvador e, em 1971, arcebispo do Rio.
 
12 a 15 - 3º Congresso Missionário Nacional – Palmas (TO)
 
A Igreja reuniu em Palmas-TO, mais de 600 pessoas representantes dos 17 Regionais da CNBB, organismos e institutos missionários, grupos de animação missionária entre eles Infância, Adolescência e Juventude Missionária, leigos, ministros ordenados e a vida religiosa consagrada. Ao todo se somaram mais de 600, dos quais 25 bispos, 12 diáconos, 319 leigos/as, 152 presbíteros, 98 religiosas/os, e 31 seminaristas.
 
13 a 15 - Seminário de Bioética para juventude – Brasília (DF)
 
As Comissões para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB, promoveram o Seminário de Juventude e Bioética. O encontro foi mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio em 2013. O objetivo da iniciativa foi aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células-tronco embrionárias e eutanásia.
 
19 a 22 - Encontro Nacional da Pascom – Aparecida (SP)
 
O 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação reuniu mais de 600 comunicadores das diversas dioceses do Brasil. Foram quatro dias de formação e troca de experiências entre os profissionais da área e os agentes da Pascom que atuam junto às muitas dioceses do Brasil, com o intuito de proporcionar conhecimentos sobre a melhor forma de utilizar as inovações tecnológicas e os conhecimentos teóricos sem deixar de lado a espiritualidade do comunicador.
 
21 – Encontro Mundial das Equipes de Nossa Senhora – Brasília (DF)
 
Participei do Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora. O Brasil foi o terceiro país no mundo a receber o Movimento e o primeiro de língua não francesa. Este ano, pela primeira vez, o Encontro Internacional aconteceu fora da Europa. As Equipes de Nossa Senhora – ENS – são um movimento cristocêntrico da Igreja Católica Apostólica Romana, fundado pelo Padre Henry Cafarrel e alguns casais franceses durante a Segunda Guerra Mundial, nos idos de 1938, na França.
 
AGOSTO
 
11 – Preparação para 5a. Semana Social Brasileira – Brasília (DF)
 
Um Seminário Nacional marcou, de maneira especial, a Preparação da 5ª Semana Social Brasileira. O  encontro reuniu cerca de 110 pessoas, de Pastorais e movimentos sociais de todas as regiões do país. A partir do tema proposto para a 5ª Semana, “A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para quê e para quem”, a 5a. Semana se estende até o primeiro semestre de 2013, as discussões contemplaram a conjuntura brasileira no que tange a democracia e participação social no processo de construção de uma nação mais fraterna e solidária.
 
12 a 18 – Semana Nacional da Família
 
A Igreja no Brasil discutiu ‘A Família: o trabalho e a festa’ durante a Semana Nacional da Família usando o roteiro de reflexão e oração conhecido como “Hora da Família”. A iniciativa é da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e da Comissão Nacional da Pastoral Familiar.
 
14 - Plataforma de evangelização “Anjinhos do Brasil”
 
A CNBB tomou uma iniciativa inédita de evangelização para crianças de dois a oito anos de idade. O projeto chamado “Anjinhos do Brasil” é uma plataforma multimídia baseada em sete personagens infantis em forma de anjos. O evento de lançamento foi realizado no Museu de Arte Sacra de São Paulo.
 
SETEMBRO
 
7 - 18ª edição do Grito dos Excluídos
 
A CNBB participou do movimento do Grito dos Excluídos sob o lema “Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta direitos a toda população”. Organizações e movimentos sociais realizarão uma série de atividades em todo o país. “O Estado tem o dever de dar à população brasileira o acesso ao sistema de saúde, à educação, terra, trabalho, transporte, moradia e lazer. No entanto, isso acontece de forma precária e, em alguns casos, não ocorre”, foi a mensagem deixada pelos movimentos sociais.
 
7 a 9 - Congresso Teológico 20 anos do Catecismo da Igreja Católica – Curitiba (PR)
 
O Congresso Teológico Nacional foi organizado pelas Comissões Episcopais Pastorais da CNBB para Animação Bíblico-Catequética, para Educação e Cultura e para a Doutrina da Fé. Além de inúmeros teólogos conferencistas brasileiros, o Congresso contou também a presença do secretário da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, dom Luís Francisco Ladaria Ferrer.
 
28 - Nota sobre Eleições municipais
 
A presidência da CNBB divulgou nota sobre as eleições municipais 2012. O texto foi aprovado durante a reunião do Consep, realizada nesta semana em Brasília (DF). O texto incentiva os eleitores, mesmo aqueles “que não têm obrigação de votar”, a comparecerem às urnas. “O voto, mais do que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária”.
 
OUTUBRO
 
Campanha Missionária
 
Este ano a Igreja no Brasil reflete o tema “Brasil missionário partilha tua fé” em sintonia com os temas do 3º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu em Palmas e do 4º Congresso Missionário Americano que também é o 9º Congresso Missionário Latino Americano que se realizarão em Maracaibo, Venezuela, em 2013, com o tema “América Missionária partilha a tua fé”.
 
1 a 7 – Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro
 
A Semana da Vida e o Dia do Nascituro foram instituídos pela 43ª Assembleia Geral da CNBB e é ocasião especial para colocar em evidência o valor e beleza desse dom precioso que recebemos de Deus. De modo especial, salientamos o valor sagrado da vida humana, em todas as suas dimensões. Diante de tantos ataques que a vida vem sofrendo em nossos dias, é missão do cristão e da Igreja reafirmar sua importância inestimável e inegociável. A vida é o fundamento sobre o qual se apoiam todos os demais valores.
 
11 - 50 anos dos Concílio Abertura do Ano da Fé
 
Participei, a convite do Papa Bento XVI, de uma solene celebração em Roma, precisamente a 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, concelebrada por centenas de bispos de todo o mundo, dando assim início ao Ano da Fé por ele promulgado. Convidados de honra, em lugar de destaque, o patriarca de Constantinopla - Bartolomeu I, e o arcebispo de Cantuária, Rowan Williams.
 
12 a 14 – 2o. EBRUC – Curitiba (PR)
 
O Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos é ecumênico e reúne 550 pessoas, em sua maioria jovens, do Brasil, mas também da Argentina, Chile e Guiné Bissau. O Ebruc foi organizado pelo Setor Universidades da CNBB com o lema “Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos” ( Jo 3,11). o tema deste ano foi: Educação e cultura, areópagos da missão. E o objetivo apresentado era o de conectar as juventudes e expressões cristãs presentes no meio universitário para refletir sobre a missão evangelizadora nos espaços da educação e cultura.
 
14 - 60 anos da CNBB
 
A CNBB completou 60 anos de atividades e serviço da colegialidade episcopal, do planejamento pastoral e da evangelização em nosso país. A Conferência nasceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1952. Essas 6 décadas também representam um marco importante para a Igreja no Brasil. CNBB tem atuado na promoção da nova evangelização e se empenha na defesa da dignidade humana, na garantia do direito à vida, e vida digna para todos, bem como na justiça social. Desde a sua criação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil já teve onze presidentes. Entre as tarefas deste grupo está o relacionamento frequente com a Santa Sé; o diálogo e a cooperação apostólica com as Conferências Episcopais.
 
7 a 28 - Sínodo dos Bispos - Roma
 
Com a participação de quatro delegados da CNBB e um bispo convidado pelo Papa, realizou-se, em Roma, o Sínodo dos Bispos para tratar da “Nova Evangelização para a Transmissão da Fé”. Na celebração de conclusão do Sínodo, o Papa Bento XVI disse que "Todos os homens têm o direito de conhecer Jesus Cristo e seu Evangelho e o dever dos cristãos, de todos, sacerdotes, religiosos e laicos, é anunciá-lo".
 
NOVEMBRO
 
5 e 6 - Seminário Relação Estado e Sociedade – Brasília (DF)
 
A CNBB realizou, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), a União Marista do Brasil (UMBRASIL) e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)/Misereo, o Seminário Nacional Relação Estado e Sociedade. O evento reúne no Centro Cultural de Brasília cerca de 120 participantes, representantes de instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, com o objetivo de debater as relações do Estado com a sociedade civil, para a elaboração conjunta de sugestões que aprimorem as regulações em debate e ao fortalecimento da participação popular. O Ministro Gilberto Carvalho participou dos debates.
 
Com informações da CNBB
Foto: CNBB-NE3 
 
Feliz Natal e abençoado Ano Novo
Sex, 21 de Dezembro de 2012 09:02
 
É com muita alegria que toda a equipe do CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil deseja a todos os amigos e amigas, companheiros e companheiras de caminhada ecumênica um feliz Natal e um Ano Novo bem ecumênico, cheio de boas realizações e boas notícias!
 
Que possamos, em 2013, ampliar ainda mais as nossas ações ao lado daqueles que “têm fome e sede de justiça”, estando sempre ao lado do povo, da defesa dos Direitos Humanos e da promoção da paz baseada em uma justiça social maior e mais ampla para todos os brasileiros e brasileiras.
 
Em tempo, informamos que dos dias 22 de dezembro até 1° de janeiro o CONIC entrará em recesso. No dia 2 de janeiro, contudo, as atividades voltam ao normal.
 
 
Fraternalmente,
Equipe CONIC.
 
Dilma garante proteção do Estado a Casaldáliga
Sex, 21 de Dezembro de 2012 09:00
Ao entregar o 18° Prêmio Direitos Humanos a dom Pedro Casaldáliga e a dom Tomás Balduino, no dia 17 de dezembro, a presidente da República, Dilma Rousseff, assegurou que o Estado brasileiro dedicará "todos os meios e forças policiais e civis disponíveis" para garantir a segurança e a proteção daqueles que trabalham "na defesa dos excluídos".
 
Além dos dois bispos católicos, outras 15 pessoas foram homenageadas com o prêmio, dentre elas o pastor batista Djalma Rosa Torres. Casaldáliga não pôde receber a honraria das mãos da presidente porque está foragido, em local não sabido, sob a proteção da Polícia Federal depois de receber ameaças de morte por causa da defesa de terras indígenas.
 
De várias partes do mundo chegaram até Casaldáliga mensagens de apoio. "Queremos juntar nossas vozes por sua valente atitude de solidariedade com os povos indígenas e por seus questionamentos a um modelo agro-exportador que tanto ameaça a vida dos povos indígenas e o meio ambiente", manifestou o secretario geral do Conselho Latino de Igrejas (Clai), pastor Nilton Giese.
 
"Por que temer um ancião de 84 anos, desarmado, indefeso, cordato e pacífico?" - indagou o bispo de Jales, dom Demétrio Valentini, em artigo publicado na agência Adital.  É estranha essa ameaça que o bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia recebe, equivocada, "como se ele fosse o culpado da situação agora existente".
 
 
A Justiça determinou, no dia 7 de novembro, a desintrusão (retirada) de todos os não índios que se encontravam nas Terra Indígena Marãiwatsédé, que abrange partes dos municípios de São Félix do Araguaia, Bom Jesus do Araguaia e Alto Boa Vista, no nordeste do Estado de Mato Grosso, e concedeu 30 dias para a retirada espontânea dos implicados. 
 
Um terço dos 165 mil hectares da Marãiwatsedé estava em mãos de 22 proprietários, entre eles o ex-prefeito de Alto Boa Vista, Antonio Mamed Jordão, com mais de 6 mil hectares, e o vereador Mohmad Khalil Zaher, de Rondonópolis. Também ocupavam a área pequenos proprietários, muitos deles usados pelos latifundiários como massa de manobra para truncar a ação da Justiça.
 
O clima é de tensão e perplexidade na região. Na semana passada, agentes de segurança do Exército, Força Nacional, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, encarregados da operação de despejo, enfrentaram represálias e até mesmo uma tentativa de emboscada de parte dos grandes fazendeiros que não querem deixar a área.
 
Em entrevista coletiva na segunda-feira, 10 de dezembro, a procuradora do Ministério Público Federal do Mato Grosso, Márcia Zollinger, explicou que o processo de desintrusão é decorrência de uma Ação Civil Pública, de 1995, que pedia a finalização da demarcação e homologação da Terra Indígena Marãiwatsedé. A área foi homologada em 1998 pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.
 
"Foi, portanto, um longo processo que deu tempo suficiente para análise de provas e contestações", declarou Márcia Zollinger, segundo os repórteres Daniel Santini e Andreia Fanzeres, da Agência Repórter Brasil.
 
Depois de 20 anos de luta o povo Xavante reconquista suas terras ancestrais. "Nem fazendeiro, nem posseiro viviam aqui antes de 1960. Era só índio", escreve o cacique Damião Paridzane, da aldeia Marãiwatsédé, em carta à sociedade brasileira. 
 
"Antes da retirada de nossa terra, mataram muitos Xavante. Os fazendeiros daquele tempo eram muito bandidos.  Mataram com tiro", denuncia o cacique na carta, na qual destaca com muito vigor: "Essa terra é nossa origem". 
 
Alguns latifundiários que estão sendo retirados da área indígena tentam insuflar a população dos três municípios para que resistam à ação da Justiça. "Lamentamos que pessoas humildes tenham se deixado levar pelas promessas de políticos e demais pessoas interessadas apenas em tirar proveito desta terra historicamente pertencente ao povo Xavante e que estão acostumadas a usar o povo para garantir os seus interesses", declarou o bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, dom Adriano Ciocca.
 
Ele pediu aos cristãos e não-cristãos da Prelazia para que não usem a desocupação, motivada por decisão judicial, "para criar mais ódio contra os povos indígenas, pois todos temos direito a uma vida digna".
 
Com informações da ALC
Foto: Divulgação
 
Fórum Social Mundial 2013
Qui, 20 de Dezembro de 2012 13:09
 
Organizações, movimentos sociais e pessoas de qualquer país, interessadas em participar do Fórum Social Mundial (FSM) 2013, que acontecerá de 26 a 30 de março na Tunísia, já podem acompanhar os preparativos e toda a mobilização pelo site do evento: www.fsm2013.org/es.
 
Até o último sábado (15) as organizações de todas as partes do planeta puderam sugerir atividades como debates e seminários, para o evento. Essas atividades, com o contato dos proponentes, podem ser consultadas neste link. Desde o dia 16 está aberta a fase de reagrupação das atividades que acontecem na Tunísia. Essa fase, que permitirá o intercâmbio de experiências e a construção de campanhas e ações em nível mundial, segue até o final de janeiro.
 
A partir de 15 de janeiro e até 1º de fevereiro estará aberta a etapa de registro das atividades no site, quando se devem indicar todas as demandas necessárias para a realização da ação, como data, espaço, ferramentas, etc.
 
Para organizar essa grande mobilização social mundial, o FSM conta com oito comissões: mobilização, comunicação, conteúdo e metodologia, logística, finanças, mulheres, cultura e jovens. Os/as interessados/as em fazer parte das comissões devem se inscrever no mailing list, receber a convocatória e os resumos das reuniões, e participar das discussões online. Essas informações estão disponíveis em: www.fsm2013.org/commissions.
 
FSM 2013
 
O Fórum Social Mundial 2013 será realizado de 26 a 30 de março na Tunísia, país localizado na África do Norte, e terá entre os eixos temáticos assuntos como: "Por um aprofundamento radical dos processos revolucionários e da descolonização no sul e no norte”; "Por um mundo sem hegemonias nem dominações imperialistas”; "Por uma sociedade humana fundada sobre os princípios e os valores da dignidade, da diversidade, da justiça e da igualdade entre todos os seres humanos”; "Pela construção de processos democráticos de integração e de união entre os povos”; "Pela construção de alternativas ao capitalismo e a mundialização”, entre outros.
 
Surgido em 2001, em Porto Alegre, Brasil, o Fórum Social Mundial se caracteriza por ser um espaço plural, diverso e democrático de debates para a construção de alternativas para as políticas neoliberais. A ideia é articular movimentos sociais, redes, ONGs e demais organizações da sociedade civil mundial, "que se opõem ao neoliberalismo e à dominação do mundo pelo capital e por toda forma de imperialismo” para trocar experiências e "construir outro mundo através de ações concretas, sem pretender encarnar uma instância representativa da sociedade civil mundial”.
 
Para mais informações, acesse um destes canais:
 
Site oficial do Fórum Social Mundial 2013: www.fsm2013.org/es
 
Página do Fórum no Facebook: facebook.com/fsmtunis2013
 
Diário da Caravana do FSM 2013: www.fsm2013.org/caravane_fsm
 
Com informações Adital
Imagem: Divulgação
 
Pobreza, produto do agronegócio
Qua, 19 de Dezembro de 2012 08:22
Uma pesquisa de mestrado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que existe uma relação entre a expansão de atividades do agronegócio e o crescimento da pobreza em áreas específicas do estado de São Paulo. Segundo o estudo, regiões reconhecidas pela força agroindustrial estão passando por um processo de concentração de renda, de terras e de pobreza. O levantamento sinaliza ainda que o agronegócio aproveita a vulnerabilidade das regiões para se instalar e criar raízes. Intitulado São Paulo Agrário: representações da disputa territorial entre camponeses e ruralistas de 1988 a 2009, o estudo é do pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), Tiago Cubas. Ele trabalha com dados como o Índice de Pobreza Relativa, Índice de Gini e de Concentração de Riqueza para revelar uma situação de contradição.
 
Hoje a população rural do estado é de 1,7 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1980 era de 2,9 milhões. De acordo com a pesquisa, a região do entorno da cidade de Ribeirão Preto, a chamada Califórnia Brasileira, é uma das que mais aumentaram o abismo econômico entre a população durante os anos de 1988 a 2009. Situação semelhante também ocorreu no entorno das cidades de Araraquara e Campinas e nas regiões do Pontal do Parapanema – principalmente no entorno dos municípios de Presidente Prudente e Araçatuba, e do Vale do Ribeira, entorno do litoral sul paulista e de Itapetininga (veja mapa abaixo). Dos 645 municípios paulistas cadastrados para mapeamento, apenas 228 municípios conseguiram amenizar a intensidade da pobreza no período pesquisado. No restante, a miséria aumentou.
 
O autor mostra que as regiões onde isso ocorreu são espaços do desenvolvimento do agronegócio, especialmente da monocultura da cana-de-açúcar. É o caso da Região da Alta Mogiana (Ribeirão Preto, Araraquara e Campinas), onde a cana é preponderante. A área do Pontal do Parapanema, tradicionalmente reduto da pecuária no estado paulista, também sofreu com a expansão da monocultura. “Isso pode significar que o agronegócio escolhe as áreas mais vulneráveis para se instalar e, assim por diante, acirrar as desigualdades sociais e degradar o meio ambiente”, explica o pesquisador.
 
Além de terem se tornado mais desiguais socialmente, essas regiões são as que mais registram conflitos e assassinatos contra trabalhadores rurais e camponeses. “Quando acoplamos as análises, a representação da expansão da cultura da cana-de-açúcar no período mais recente com os outros elementos é possível ver uma relação com maior incidência de violência”, explica Cubas.
 
Incentivo dos governos
 
A cultura da cana-de-açúcar é exercida em grandes extensões de terra e associada ao trabalho precarizado, à expulsão de pequenos proprietários rurais e ao conflito com acampados e assentados da reforma agrária.
 
De acordo com Cubas, a expansão da cana iniciada pela ditadura civil-militar na década de 1970 – na época, como alternativa diante do crescimento do preço do petróleo - ganhou forte impulso de continuidade no estado de São Paulo graças à presença do PSDB no comando do governo estadual e a entrada do PT na esfera federal. Os ex-ministros do governo Lula, João Roberto Rodrigues (Agricultura) e Antonio Palocci Filho (Fazenda) teriam sido, segundo ele, grandes articuladores do governo com o setor canavieiro.
 
O crescimento expressivo do setor no estado ficou registrado no número de toneladas produzidas e na exigência de terra, cada vez maior, para plantio. Apenas no estado paulista, a produção em toneladas da monocultura passou de 138 em 1990 para 239 em 2004 e 426 em 2010. A produção em milhões de hectares para os mesmos anos foi de 1,8; 2,9 e 4,9, respectivamente. Um crescimento bem superior a 100% nos dois casos. O destaque ficou por conta da região de Ribeirão Preto que, em 2010, concentrou as três maiores produções: Morro Agudo (com a produção de 7,9 milhões de toneladas). Barretos e Guaíra - cada qual produzindo 5,8 milhões de toneladas.
 
Pobreza
 
“A monocultura da cana-de-açúcar é a que transmite os valores atuais do capitalismo agrário paulista através da expansão indiscriminada de todo o seu aparato”, afirma Cubas, ressaltando que essa pressão tem obrigado assentados a arrendarem seus lotes para o plantio da cana e alugaram sua força de trabalho para o corte nas fazendas.
 
A assentada da Comuna da Terra Mario Lago, localizada no município de Ribeirão Preto, e integrante da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Kelli Mafort, diz que é possível acompanhar o desenvolvimento da pobreza gerada pela cultura da cana-de-açúcar na região. Segundo ela, muitos acampados e trabalhadores rurais trabalham no corte por falta de outra oportunidade de emprego. “Não só eles, mas muitas famílias assentadas também trazem uma amarga relação com a cana pois carregam até hoje graves problemas de saúde devido ao trabalho exaustivo na atividade”.
 
Já o acampamento Alexandra Kollontai, localizado no munícipio de Serrana, conta com trabalhadores do corte de cana que se queixam dos poucos postos de trabalho, cada vez mais raros em razão do incentivo à mecanização. Segundo Mafort, o acampamento tem famílias há quase cinco anos acampadas e a paralisia da política de criação de novos assentamentos também contribui para o aumento da pobreza. 
 
Nas mãos de poucos
 
A pesquisa São Paulo Agrário mostrou ainda que o agronegócio no interior do estado está afetando a concentração de renda e de terra entre a população. Tiago Cubas aponta que a renda apropriada pelos 10% mais ricos vem aumentando nas regiões do Pontal do Paranapanema e da Alta Mogiana, nas quais há o crescimento intenso do agronegócio sucroalcooleiro. “Em 1991 eram 23% dos municípios do estado que tinham a apropriação de 40 a 44% da renda do município para os 10% mais ricos. Esse número chega em 2010, com a mesma amplitude de concentração, em quase 30% dos municípios”, destaca.
 
E não é somente a renda, a concentração fundiária também cresceu. De acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE, em 1995, as propriedades acima de 200 hectares contabilizavam 61% (10.659.891 hectares) do total, enquanto as propriedades igual ou abaixo de 200 hectares chegavam a 39% (6.709.313 hectares). Já em 2006, as propriedades acima de 200 hectares já eram 71% (14.332.546 hectares) do total, ao passo que as propriedades igual ou abaixo de 200 hectares eram 29% (5.840.727 hectares). 
 
Uma das áreas mais desiguais do estado de São Paulo em relação à concentração de renda e terra é o Pontal do Paranapanema. O drama é grande entre as famílias acampadas na região, em torno de 2 mil que esperam ansiosamente por serem assentadas. De acordo com o assentado e integrante da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Delwek Mateus, apesar de farta oferta de terras devolutas, não há sinalização do avanço da reforma agrária. “No Pontal há grande quantidade de terras públicas de responsabilidade do governo do estado, mas griladas por latifundiários. E o governo estadual, ao invés de transformar essas áreas em assentamentos da reforma agrária, quer regularizar as grilagens”, explica Mateus, em referência ao projeto de lei 687/2011 apresentado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que legaliza terras griladas no Pontal.
 
O setor canavieiro no Pontal cresce em extensão e na implantação de usinas para a produção de etanol e açúcar. A falta de oferta de outro tipo de emprego na zona rural também obriga acampados e assentados a viverem da atividade. Segundo Mateus, o agronegócio traz pobreza principalmente para as cidades pequenas que dependem do trabalho no campo. “Cada vez que aumenta a mecanização no campo, há a perda de postos de trabalho. Com diminuição dos postos de trabalho, consequentemente há aumento da oferta de mão-de-obra, o que acarreta na diminuição dos salários e exige uma maior produtividade para que o trabalhador tenha um preço digno. Todo esse conjunto de fatores leva a um processo de empobrecimento da população”, argumenta o assentado.
 
Para Mateus e Cubas, a reforma agrária é uma saída para acabar com a pobreza no campo brasileiro. Mas a julgar pelos investimentos, os governos ainda não enxergam a situação dessa forma. Um exemplo disso é a destinação de recursos diferenciados para a agricultura familiar e para o agronegócio. Enquanto o Plano Safra do Agricultor Familiar de 2011/12 recebeu um investimento total de R$ 16,2 bilhões, o Plano Agrícola da Agricultura e da Pecuária de 2011/12 conquistou R$ 107,21 bilhões, 7,2% a mais em relação ao valor dos recursos do plano passado. 
 
A postura “natural” de criminalizar
 
Durante os últimos três anos, Tiago Cubas também analisou a cobertura impressa sobre as ocupações, assentamentos e outras manifestações de luta pela reforma agrária no estado de São Paulo. Foram estudados mais de 30 mil recortes dos periódicos O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, de repercussão nacional, e O Imparcial e Oeste Notícia, com abrangência na região de Presidente Prudente. Uma das conclusões do pesquisador é que a mídia corporativa totaliza a visão das relações capitalistas no campo, estereotipa e não aceita sujeitos e modos de produção alternativos.
 
O quadro que encontrou é desolador do ponto de vista do acesso à informação sobre as causas dos movimentos sociais. Cubas mostra que notícias e artigos promovem interpretações binárias, nas quais ruralistas são comumente tratados como vítimas e camponeses como assaltantes. Enquanto a luta pela terra é identificada como ação contra a ordem estabelecida, o agronegócio é mostrado pela ótica do progresso, modernização e tecnologia. Não há nuances nem explicações mais profundas capazes de explicar a existência de dois projetos distintos para o desenvolvimento do campo.
 
Para Cubas, a formação de uma opinião pública desfavorável aos sem-terra contribui para diminuir o estímulo à elaboração e à implantação de planos e programas de reforma agrária no estado. Nada diferente do esperado de uma imprensa que tem fortes ligações políticas e econômicas com o setor industrial do campo. O jornal Oeste Notícias, por exemplo, pertence é coordenado por Paulo Lima, proprietário da TV Fronteira filiada à Rede Globo e filho de Agripino Lima, ex-prefeito de Presidente Prudente e latifundiário ligado a UDR (União Democrática Ruralista). Já O Imparcial tem como proprietários Mário Peretti, Adelmo Vaballi e Deodato Silva que, segundo Cubas, fazem parte da elite histórica de Presidente Prudente. “Em nossas análises, esses dois jornais regionais mostram uma íntima ligação entre os seus proprietários e o conteúdo das notícias que revelaram uma memória histórica dos dominadores”, afirma o pesquisador. Já O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo são historicamente reconhecidos pela defesa dos interesses do setor ruralista.
 
O orientador de Cubas no mestrado, Cliff Welch, acentua que os jornais da grande imprensa contribuem para o processo de aperfeiçoamento do capitalismo industrial no controle sobre a terra. “A partir do final do século 19, podemos documentar o curso paralelo do jornal O Estado de S. Paulo, o então Província de S. Paulo, com a cobertura de Euclides da Cunha das múltiplas campanhas de repressão do arraial de Canudos. Hoje em dia, quando o Estadão apoia a repressão e a criminalização dos sem terra, está tomando uma postura 'natural' da perspectiva da burguesia, para qual a predominância do reino da lei é crucial para manter a ordem dos forasteiros e o progresso (da burguesia)”, ressalta Welch, que é integrante da pós-graduação da Cátedra da Unesco para Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial.
 
Com informações do Brasil de Fato
Foto: Divulgação
 
Pesquisa revela como o racismo é abordado nos jornais brasileiros
Ter, 18 de Dezembro de 2012 08:28
A pesquisa "Imprensa e Racismo: Uma análise das tendências da cobertura jornalística" publicada esta semana pela Rede ANDI – Comunicação e Direitos demonstra como os principais jornais brasileiros estão tratando a questão do racismo na hora de informar a população. No total, mais de 1.600 textos, de 54 jornais de todas as regiões do Brasil, foram analisados entre 2007 e 2010.
 
O resultado é que a pesquisa verificou que a maior parte das notícias sobre negros estão relacionadas às políticas públicas, nas capitais e centros urbanos, ignorando as áreas rurais e periféricas, onde estão concentradas as populações mais vulneráveis – e esquecidas. Seguindo essa tendência, foi constatado que o debate concentra-se mais nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste desconsiderando a realidade das regiões Norte e Nordeste do país.
 
Os dados revelam ainda que a concentração do noticiário gira em torno de dispositivos de enfrentamento ao racismo com ações afirmativas como cotas para ingresso em universidades (18%), igualdade, desigualdade de raça e etnia (16,4%). Mas, por outro lado, temas importantes de interesse da população negra ficaram invisibilizados recebendo pouca atenção dos jornais como no caso da saúde da população negra; relações de raça, gênero e etnia; e Ensino da História da África.
 
Quando abordam quilombolas, as notícias geralmente tratam da questão agrária, "regularização fundiária, processo administrativo para reconhecimento das terras e violência relacionada a conflitos fundiários”.
 
Sobre um dos problemas que mais atinge a população negra, o estudo percebeu uma tendência dos periódicos em "dissociar as violências físicas praticadas contra a população negra no país e o debate sobre seu contexto de produção”, ou seja, separam os atos de violência contra negros da análise sobre racismo, como se um fato não estivesse ligado ao outro.
 
"Uma análise complementar evidenciou que nos espaços noticiosos em que se debate racismo, as violências físicas não são suficientemente problematizadas, enquanto nos espaços reservados ao registro de violências físicas não se debate racismo, omitindo-se até mesmo a referência às características socioeconômicas ou étnico-raciais das vítimas”, relata o estudo.
 
Um fato que chamou a atenção na pesquisa é que diferente do esperado foi um jornal de veiculação regional/local, o periódico A Tarde (BA), o que mais noticiou sobre racismo no país, com 13,1% das matérias analisadas. Em segundo lugar aparece o jornal de alcance nacional, O Estado de S.Paulo, com 8,4% das matérias estudadas.
 
 
Com informações da Adital
Imagem: capa da pesquisa ANDI 
 
Prêmio Direitos Humanos 2012
Ter, 18 de Dezembro de 2012 07:57
Foi realizada, no dia 17 de dezembro, a entrega do Prêmio Direitos Humanos 2012. O Prêmio é uma honraria concedida pelo Governo Federal por meio da Secretaria dos Direitos Humanos a pessoas e organizações cujos trabalhos em prol dos Direitos Humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade.
 
Além da presidenta Dilma Rousseff, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), participou da solenidade, realizada na Sala Brasília do Palácio do Itamaraty. O CONIC esteve representado no evento pela secretária geral Romi Márcia Bencke.
 
Dilma falou da importância da atuação dessas pessoas e entidades pelo fim das violações aos direitos humanos no país. “Me orgulho em ser contemporânea de dom Tomás Balduíno e dom Pedro Casaldáliga, esses dois homens que o Brasil aprendeu a admirar”, disse a presidenta, referindo-se aos dois homenageados especiais da premiação, que são considerados grandes defensores dos Direitos Humanos.   
 
Para a ministra Maria do Rosário, o troféu é o reconhecimento à generosidade de pessoas e organizações que tem como finalidade trabalhar para a humanidade. “Esse é um reconhecimento a todos as brasileiras e brasileiros a partir da referência de vida de defensores de direitos humanos que vocês são”, disse a ministra aos premiados.
 
Participaram também da solenidade os ministros Antônio Patriota, das Relações Exteriores, Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, e Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, entre outras autoridades.
 
Confira os vencedores desta edição:
 
1 – Categoria Dorothy Stang:
Luiz Couto
2 – Educação em Direitos Humanos:
Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania de Marília
3 – Mídia e Direitos Humanos:
Tim Lopes
4 – Centro de Referência em Direitos Humanos:
Movimento das Mães da Cinelândia
5 – Garantia dos Direitos da População em Situação de Rua:
Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo
6 – Enfrentamento à Violência:
Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi
7 – Enfrentamento à Tortura:
Maria Margarida Pressburger
8 – Direito à Memória e à Verdade:
Centro de Defesa dos Direitos Humanos – Grupo Ação Justiça e Paz de Petrópolis
9 – Diversidade Religiosa:
Pastor Djalma Rosa Torres
10 – Garantia dos Direitos da População LGBT:
Grupo Arco-Íris de Cidadania – LGBT
11 – Santa Quitéria do Maranhão:
Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza
12 – Erradicação do Trabalho Escravo:
Jônatas Andrade
13 – Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente:
Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo (OSCEIA)
14 – Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa:
Terezinha Tortelli
15 – Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência:
Alexandre Carvalho Baroni
16 – Homenagem Especial:
Dom Tomás Balduíno e Dom Pedro Casaldáliga
17 – Menção Honrosa:
Levante Popular da Juventude de São Paulo
 
Com informações da SDH
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom - ABr
 
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