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Por Natália Blanco*
 
No dia 1 de novembro havia se passado 3 dias do resultado das eleições presidenciais no Brasil e eu estava indo pra San Salvador (capital de El Salvador, um país de cerca de 21 mil km² de extensão. O estado de São Paulo, no Brasil, onde vivo, tem cerca de 248 mil km²). Estava a caminho da EcoEscuela “Água, Alimentación y Justicia Climática” do Conselho Mundial de Igrejas em parceria com o escritório da ACT Aliança para a América Latina, e outras organizações parceiras.
 
Fui decidida a desligar de tudo que vinha pensando/passando no meu país. Mas como o “vento sopra onde quer” (na linguagem ecumênica), fui surpreendida.
 
Bem, falar sobre água, alimentação e justiça climática sob por meio de uma perspectiva teológica é bastante desafiador. Porque quando nós, como pessoas e organizações, instituições baseadas na fé, nos comprometemos com os valores de justiça do reino nossas responsabilidades se multiplicam.
 
Logo no primeiro dia da EcoEscuela escutamos Ángel María Ibarra Turcios, vice ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais do governo de El Salvador, que nos apresentou o contexto do país em relação aos temas de água, clima e alimentação, frente aos abusos praticados por grandes corporações, na privatização de recursos naturais e completa despreocupação com as vidas que ali habitam.
 
“Este ano El Salvador enfrentou a maior seca dos últimos 40 anos, prejudicando abastecimento de água, alimentos, energia. Enquanto isso sabemos que 6 empresas transnacionais controlam o mercado mundial”, afirma Ibarra. Famílias de baixa renda sofrem com a escassez de água. Mil litros de água potável custam cerca de cinco dólares no país.
 
O ser humano se divorciou da Mãe Terra, nossa Pacha Mama. Precisamos lembrar que somos seres vivos, somos parte e dependemos dela Oiukumene significa isso, casa comum.
 
É preciso romper com as lógicas colonizadoras, que se tratando das igrejas cristãs, são muito presentes ainda hoje na América Latina, e nos voltarmos para aprender com aqueles e aquelas que sempre cuidaram desta terra sagrada. Habitar a casa comum, oikoumene, nos proporciona uma chance de nos reconciliarmos com a criação e aprender com os conhecimentos milenares dos povos originários que resistem. Dessa forma uma ruptura radical com os padrões de consumo e de produção impostos pelo sistema imperialista é possível.
 
Ouvimos movimentos como a Via Campesina, e sua trajetória de resistência na defesa da terra e produção agroecológica. Os desafios do Foro Del Agua de El Salvador, e como movimento conseguiu unir diferentes movimentos sociais, como o ARA (nome) a Kawoq, movimento de ecofeministas, todos juntos na luta pela água como um direito humano inegociável.
 
“Nós temos defendido nosso corpo, terra e território. E fazemos um trabalho de incidência para formação e sensibilização das comunidades. Estamos como mulheres defensoras, lutando ao lado de todo movimento nacional aqui em El Salvador por meio da Aliança Nacional Contra a Privatização, um movimento forte que tem ganhado força frente a ameaça da privatização da água” contou Sara Garcia, Ecofeminista do movimento Kawoq e integrante do Foto Del Agua de El Salvador.
 
“El água no se vende, se cuida y se defende!”
 
 
É tempo de reunir forças e resgatar esperanças
 
Seria muito difícil escolher um único momento marcante de toda a experiência durante estes 12 dias porque muito mais que as reflexões teóricas e práticas, com excelentes especialistas, exposições técnicas e discussões em grupo acerca desses três temas; pude ver como aprendemos no encontro com outrxs.
 
A escuta, a troca, os questionamentos, o “confronto” de realidades. E no meio desse confronto, reconciliação. E a partir de todo aprendizado também pudemos planificar ações para atuarmos regionalmente em nossos países, comunidades e organizações.
 
Também ouvimos relatos de resistência como o poema da companheira Patrícia Morales sobre Dom Oscar Romero, canonizado recentemente pelo Papa Franciscco  e defensor dos mais pobres e oprimidos. Romero foi voz profética durante um período tenebroso da história do país e morreu assassinado enquanto presidia a Santa Missa, no dia 24 de março de 1980, por um atirador de elite do exército de El Salvador.
 
Patrícia recitou seu poema durante a visita que realizamos pela casa onde o Monsenhor viveu na capital. Com a voz carregada de emoção e os olhos marejados pelas recordações daquele tempo:
 
Sucedió un Domingo de Ramos
 
Voy a contar una historia
Algo que pasó de verdad
Todavía vive en mi memoria
Lo sucedido en Catedral…
 
En Catedral comenzó su jornada
En Catedral alzó su voz
Catedral es ahora su última morada
A Catedral llega el pueblo
Con su dolor
 
El 24 de marzo lo asesinaron
El 30 era su funeral
Fue un domingo, Domingo de Ramos,
Domingo de luto
en Catedral
….
Era inevitable
Aquel mar de gente era inevitable
¿Cómo contener a un pueblo herido
por la pérdida de un hijo?
¿Cómo se controla un cuerpo
cuando le amputan un miembro?
 
El dolor era grande
Siempre duele que se derrame la sangre
Siempre que muere un hijo
Llora la madre
 
Era inevitable.
 
Y ellos lo sabían
los cobardes lo sabían
y tenían miedo…
 
Aquel mar de gente
había venido desde lejos
 
Desde Aguilares
Desde Chalate
Desde Cojute
Desde San Pedro
 
Desde todos los rincones
de nuestro suelo
llegaron hombres, mujeres y niños,
jóvenes y viejos
sacerdotes, religiosas,
intelectuales y reporteros
 
Hermanos de otros países
se unieron a nuestro duelo
acompañando el lamento
de nuestro pueblo
 
Aquel mar de gente
inundaba el centro
desbordaba las plazas
las aceras, las calles,
el templo
 
Largas filas de manifestantes
venían desfilando
desde el Parque
su jornada era de luto
pero también de combate
denunciando y condenando
las masacres
 
Al frente de las filas
iban los obreros
y con el puño en alto
y en silencio
rindieron homenaje
a Monseñor Romero
 
Los aplausos rompieron el silencio
Al ver llegar tan dignamente
Aquella manifestación
De dolor sincero
 
La gente reunida
solidariamente
compartía aquel día
Un riesgo evidente
La rabia de los perros
Esa rabia de muerte
No soportó
nuestro gesto valiente
 
Su cobardía hizo
Estallar una bomba
Y surgir la ráfaga
Y otra bomba
Y otra bomba
 
El horror se regó
Y comenzó la estampida
y entre el humo y los gritos
la gente caía
 
La multitud corrió desesperadamente
Gritando
Temblando
Llorando
Rezando
 
Aquel mar de gente
Estaba en agonía
Nuevamente
Le asestaban una herida
 
Decenas de muertos
Fue la respuesta
De los golpes, la asfixia,
Y la balacera
 
Las calles quedaron vacías
Solo el dolor vagaba en las esquinas
 
En medio de la plaza
Esta imagen se prendió en mis pupilas:
Una montaña de pañuelos,
Zapatos, carteras,
Y las palmas esperando
Su agua bendita
..…
Mientras tanto
Monseñor Romero
Quedó en su ataúd
Ya no hubo entierro
Y desde algún lugar
Fue mudo testigo
De la masacre de aquel domingo
….
Los guardias y soldados
No escucharon su llamado
Oyeron la voz de su amo
Cobardemente
Ordenando dar muerte
La mañana de aquel
Domingo de Ramos
 
Patrícia Morales
(San Salvador, Semana Santa de 1980, escrito a mis 17 años)
 
E como disse lá em cima que “o vento sopra onde quer”, eu não consegui me desligar de tudo que vinha passando. Não é novidade, a eleição no Brasil foi noticiada no mundo inteiro. As notícias sobre como denominações evangélicas se apropriaram de um discurso de ódio para colocar em prática um projeto de poder correram.
 
E no dia que fui surpreendida pela imagem do “ninguém solta a mão de ninguém” durante o momento de reflexão em grupo, entendi o luto pelo qual estava passando sem perceber (como o querido amigo Dario disse).
 
Mas ao mesmo tempo que sofri, vivi na prática isso de ninguém soltar a minha mão. Pude sentir as mãos, os ombros, os choros, as palavras e o carinho. É no encontro com o outrx que nós nos encontramos, Cristo nos ensina isso.
 
E neste espírito de reconciliação comigo mesma, meus companheiros e companheiras, é que retorno com forças e esperanças para contribuir regionalmente na luta em defesa da criação e tudo que a envolve.
 
Obs1.: A chamada EcoSchool, é um esfuerzo conjunto de los programas de agua (Red Ecuménica del Agua) la Alianza Ecumenica de Incidencia (EAA) y el programa de Justicia Económica y Climática del Consejo Mundial de Iglesias (CMI) junto con el Programa de Eco Justicia Global de la FUMEC (WSCF), ACT Alianza ALC, Christian Aid, la Federación Luterana Mundial y la Universidad Luterana Salvadoreña, contando con el apoyo de Iglesia Evangélica Luterana en América (ELCA) y la organización InFaith
 
Obs2.: Pacha Mama – divindade máxima que representa a Mãe Terra, presente em diversas nas culturas indígenas dos povos originários latinoamericanos.
 
*Natália Blanco é metodista e comunicadora em KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço
 
 

 
 
Por Claudia Florentin
 
Jóvenes de Movimientos Estudiantiles Cristianos (MECs) de América Latina y el Caribe se han reunido nuevamente para seguir trabajando en base al programa de Eco Justicia y Paz, esta vez en la Eco-Escuela sobre Agua, Alimentos y Justicia Climática del 1 al 12 de noviembre en San Salvador, El Salvador. FUMEC ALC fue coorganizadora del evento.
 
"Nosotras y nosotros seguimos comprometidos con el #DesafíoQueAceptamos porque buscamos la justicia económica, ecológica y de género entre todas las personas y el medio ambiente."
 
El equipo regional de Jóvenes estudiantes provenientes de Argentina, Venezuela, Colombia, México y Cuba se ha reunido para analizar, dialogar y hacer un intercambio de saberes. Junto con representantes de 14 países de la región, de distintas denominaciones y distintas luchas, se han reunido con la esperanza de seguir caminando en la construcción de un sistema más justo, más humano, más inclusivo, donde todas y todos podamos vivir en mayor armonía con la creación.
 
En la inauguración de la eco-escuela estuvo el viceministro de Medio ambiente del Salvador Dr. Aníbal Ibarra, los directivos de la Universidad Luterana Salvadoreña (espacio donde se llevó a cabo este encuentro) y los representantes de las organizaciones co-organizadoras. El comienzo del encuentro estuvo marcado por un análisis del contexto socio-político y ambiental salvadoreño y la relación con el resto de la región así como con los procesos geopolíticos mundiales.
 
A lo largo de la escuela, la cual está dividida en tres módulos de aprendizaje; agua, agricultura, alimentos y justicia climática, se trabajó sobre legislaciones vigentes y planes nacionales, conceptos éticos y teológicos que fundamentan el trabajo a favor de la justicia, compartiendo datos y evidencias científicas e intervenciones políticas sobre las temáticas principales en los diferentes países, modelos para el trabajo de incidencia pública, y así promover un análisis que ha ayudado al proceso de aprendizaje y pensamiento crítico sobre cómo la civilización occidental ha privilegiado al capital y el interés económico sobre el interés social y de las grandes mayorías.
 
Además, se han presentado experiencias de personas trabajando en comunidades vulneradas y cómo estas vienen desarrollando procesos de defensa e incidencia pública.
 
“Los grandes temas desarrollados hasta el momento son interseccionales; cuando hablamos de cambio climático, no podemos dejar de compararlo con las crisis de agua o de alimentos, sus consecuencias afecta la disponibilidad de seguridad hídrica y alimentaria. A la vez, la industria agro-exportadora contribuye con la explotación del agua, de los recursos de la tierra y a la privatización. Asimismo los estilos de vida de consumo desenfrenado contribuyen al cambio climático, y con especial atención a las emisiones producidos por las grandes transnacionales y las industrias relacionadas a los combustibles fósiles.”
 
La agricultura y las granjas industriales de animales; la pesca comercial depredadora; la deforestación y la minería destructiva en la tierra y el mar, todas contribuyen a los procesos de injusticia que sobre todo afectan a las personas más vulneradas, entre ellas las mujeres, los campesinos, y las poblaciones originarias.
 
De igual manera, se ha podido reafirmar la necesidad de seguir adelante con el compromiso de acción en cuanto a la seguridad alimentaria y la seguridad nutricional, las cuales están directamente vinculadas con la disponibilidad de agua dulce, pues el 70% de la misma se usa en la agricultura. Cabe destacar que en países con estrés hídrico, la agricultura industrial de productos que requieren mucha agua para exportarlos a países más ricos es la causa principal de la gran huella hídrica de esos países y acentúa su vulnerabilidad.
 
De ahí que la problemática del agua, la alimentación y el cambio climático deban abordarse de manera holística y en un marco de justicia.
 
Además de los módulos temáticos centrales, la Eco-Escuela 2018 ha sido un espacio de aprendizajes multiculturales y ecuménicos, la participación de jóvenes de Centro América que se sumaron a los y las participantes de la Eco-Escuela, ha promovido un diálogo intenso sobre los sentidos que adquiere el ecumenismo en la región en el siglo XXI y la necesidad de inclusividad de las cosmovisiones originarias y espiritualidades distintas a las cristianas.
 
El módulo sobre ecumenismo desarrollado en la Eco-Escuela ha ayudado a fomentar discusiones entre los y las participantes con resultados enriquecedores para seguir estudiando y analizando post encuentro.
 
Las y los jóvenes que están en el evento han tenido una participación importante en las liturgias, en las dinámicas, así como en las reflexiones bíblicas y eco-teológicas. Su experiencia en las comunidades ha sido compartida y han sido de referencia para el trabajo ecuménico en la región, aún más tomando en cuenta los tiempos que vivimos de necesidad de renovación del trabajo macro-ecuménico en América Latina y el Caribe.
 
La Eco-Escuela es un esfuerzo conjunto de los programas de agua (Red Ecuménica del Agua) la Alianza Ecumenica de Incidencia (EAA) y el programa de Justicia Económica y Climática del Consejo Mundial de Iglesias (CMI) junto con el Programa de Eco Justicia Global de la FUMEC (WSCF), ACT Alianza ALC, Christian Aid, la Federación Luterana Mundial y la Universidad Luterana Salvadoreña, contando con el apoyo de Iglesia Evangélica Luterana en América (ELCA) y la organización InFaith.

 
 
Por Laura Chacón
 
El jueves 8 de noviembre PNUD Argentina, el Consejo Nacional de Coordinación de Políticas Sociales de Argentina (CNCPS) y el Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio (CREAS), realizaron el taller: “La contribución de las Organizaciones Religiosas a la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible”, que contó con la participación de representantes de 15 Organizaciones Basadas en la Fe (OBFs) con trabajo social y territorial en Argentina.
 
En la apertura de esta jornada René Mauricio Valdés, Coordinador del Sistema de Naciones Unidas y Coordinador Residente del PNUD en Argentina, expresó: “Esperamos que las OBFs nos ayuden a asumir el desafío ético que implica la implementación de la Agenda 2030. Estamos muy contentos de esta alianza entre el PNUD y las organizaciones religiosas para analizar e identificar sus aportes al desarrollo sostenible.”
 
Uno de los objetivos de esta jornada fue presentar el Documento Preliminar “El fundamento del Accionar de las Organizaciones Basadas en la Fe: su contribución a las agenda 23030”, presentado por Elena López Ruf, Coordinadora del Programa Religión y Desarrollo del CREAS. El documento recoge el abordaje en el área de “Desarrollo y Religión” desde las OBFs y contó con la colaboración de jóvenes de la tradición judía, islámica y cristiana en Argentina.
 
Claudia Russo Bernagozzi, Subsecretaria de Culto del Ministerio de Relaciones Exteriores y Culto, que acompaña esta iniciativa, concluyó la jornada, expresando que: “Esta medición va a ayudar a incorporar una herramienta de trabajo que contribuye a visibilizar y dinamizar las acciones que las OBFs desarrollan diariamente con respecto a los ODS.”
 
El Coordinador del Proyecto ODS en el Consejo Nacional de Coordinación de Políticas Sociales (CNCPS)de Argentina, Luis Di Pietro, realizó una presentación general de la Agenda 2030 y los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) y afirmó: “Hay en las Organizaciones Basadas en la Fe (OBFs) un llamado y vocación a la equidad y la solidaridad, ¿Cómo no acompañarlas en esta motivación profunda que se expresa en su trabajo cotidiano por no dejar a nadie atrás?”.
 
En este taller José Oscar Henao, economista y consultor, presentó la metodología e instrumento para la medición cuantitativa de las contribuciones de las organizaciones religiosas a la Agenda 2030 en Argentina. Esta herramienta permitirá medir tanto los impactos de la acción social de las OBFs, como las buenas prácticas que realizan en la promoción de un desarrollo sustentable y así realizar recomendaciones a la política pública.
 
En el taller se invitó a las organizaciones participantes a aplicar esta herramienta. Con el análisis de los datos y la información recogida, se realizará un informe cuantitativo de sus contribuciones a la Agenda 2030.
 
Las organizaciones que participaron es este taller fueron: Centro Regional de Asesoría y servicio (CREAS) Cáritas Argentina, Sumá Fraternidad, Comisión Católica de Migrantes e Itinerantes, United Religions Initiative (URI), Iglesia Griega Ortodoxa, AMIA, Islam para la Paz, Fundación Hora de Obrar, Iglesia Presbiteriana San Andrés, Agencia Adventista de Desarrollo y Recursos Asistenciales (ADRA), Alianza de Iglesias Presbiterianas y Reformadas (AIPRAL), Church World Sevice (CWS), el Servicio Evangélico de Diaconía (SEDI), Comisión de Justicia y Paz de la Pastoral Social de Conferencia Episcopal Argentina.

 
 
Por Claudia Florentin
 
El Comité Ejecutivo del Consejo Mundial de Iglesias (CMI) se reunió en Uppsala (Suecia), del 1 al 8 de noviembre, para aprobar los planes y presupuestos de los programas de 2019, hacer el seguimiento de varios asuntos relacionados con la asamblea y tomar decisiones al respecto, revisar el plan estratégico del CMI, debatir sobre asuntos internacionales y emitir siete declaraciones en respuesta a las situaciones actuales. El Comité Ejecutivo también discernió el camino a seguir para la estrategia de comunicación del CMI. Los anfitriones locales, la arzobispa Dra. Antje Jackelen, primada de la Iglesia de Suecia, el Rev. Dr. Olle Alkholm, vicepresidente de la Iglesia Unida de Suecia y la Rev. Karin Wiborn, secretaria general del Consejo Cristiano de Suecia, dieron la bienvenida al grupo.
 
En la agenda de la reunión se incluía también una evaluación de las actividades del 70º aniversario y de otros eventos importantes de 2018, como de la reunión del Comité Central en junio. Se prestó especial atención a la histórica visita del papa Francisco al Centro Ecuménico de Ginebra y al Instituto Ecuménico de Bossey, el 21 de junio.
 
Los preparativos y la planificación para el Comité Central de 2020 ya han comenzado y avanzarán en función de la evaluación de 2018. El Comité Ejecutivo también se esforzó en discernir un camino a seguir en lo relativo al racismo en el trabajo programático del CMI, analizando el informe de la Conferencia mundial sobre xenofobia, racismo y nacionalismo populista.
 
El Comité Ejecutivo también abordó la labor del Consejo en el ámbito de la diaconía ecuménica; la profunda preocupación por la creciente amenaza a las víctimas de persecución, especialmente a los cristianos; y los próximos pasos en el proyecto de construcción del Green Village en Ginebra.
 
Orando, trabajando, caminando y recordando juntos
 
El Comité Ejecutivo escuchó la intervención de la moderadora del Comité Central del CMI, la Dra. Agnes Abuom, y del secretario general del CMI, el Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, que presentó su informe.
 
Abuom habló sobre el tema de la reunión, “Orando, trabajando, caminando y recordando juntos”.
 
Además de ofrecer un resumen de la historia del CMI, la moderadora habló de varios problemas y tendencias mundiales que siguen siendo la causa de las oraciones, peregrinaciones y acciones del CMI. “Las olas de nacionalismo populista representan una amenaza para la vida y la dignidad humanas; pero también pueden erosionar los progresos democráticos y de derechos humanos alcanzados hasta ahora, por los que el CMI ha luchado durante muchas décadas”, dijo.
 
El Rev. Tveit miró al pasado y al futuro: “Se ha considerado –en mi opinión, muy acertadamente– que el movimiento ecuménico pone de relieve que estamos llamados a vivir en el discipulado, aquí y ahora, para la transformación del mundo, según la voluntad de Dios hoy”, dijo. “Dios quiere que el mundo crea, que reciba, que se renueve y se una de acuerdo con el amor de Dios”.
 
Tveit afirmó que debemos renovar nuestra vocación y nuestra motivación de alcanzar la justicia y la paz. “El tiempo pasa, y nosotros con el tiempo”, dijo. “Pero seguimos siendo uno con los muchos creyentes que vinieron antes que nosotros, aquellos que han demostrado su esperanza como una anticipación que los lleva a participar en la misión de Dios”.
 
El CMI expresa signos de esperanza de diferentes maneras, continuó Tveit. “Pero, ¿cómo podemos expresar más claramente que esta es una esperanza que se nutre y se sostiene gracias al amor de Cristo?”, preguntó; “lo hacemos de muchas maneras, en nuestro trabajo diario como iglesias y como comunidad de iglesias, e incluso más allá de nuestra condición de miembros del CMI”.
 
Una comunidad justa de mujeres y hombres
 
El Comité Ejecutivo reconoció que, aunque se ha llevado a cabo una importante labor desde el lanzamiento del Decenio Ecuménico de las Iglesias en Solidaridad con las Mujeres, hay cada vez más problemas y enormes desafíos. Se decidió, por lo tanto, solicitar al secretario general que se intensifique el trabajo sobre comunidades justas de mujeres y hombres, a través de más actividades de sensibilización, reflexión teológica y acción a nivel mundial, nacional, regional y local.
 
Una comunicación para la unidad
 
El Comité Ejecutivo aprobó una estrategia de comunicación que se aplicará hasta 2021, el año de la próxima asamblea del CMI.
 
“El objetivo del departamento de comunicación del CMI es dar mayor visibilidad al trabajo del Consejo e incrementar su repercusión”, puede leerse en la estrategia. “La comunicación es una herramienta estratégica importante para el CMI, sus iglesias miembros y asociados ecuménicos, que permite  mantener una posición influyente, ganar visibilidad y promover buenas causas”.
 
La estrategia insta, además, a que el CMI sea un catalizador para el cambio. “La comunicación del CMI debe ser incluyente, y debe tener la participación y la esperanza como elementos centrales”, dice la estrategia. “Nuestra misión consiste en encender la esperanza de un mundo mejor donde prevalezca la dignidad humana”.
 
Los líderes del CMI hicieron hincapié en que los Jueves de negro, una campaña mundial por un mundo libre de violaciones y de violencia, es un buen ejemplo de una poderosa iniciativa ecuménica.
 
La voz profética del Consejo: siete declaraciones
 
El Comité Ejecutivo del CMI emitió seis declaraciones públicas y un acta en su reunión semestral. Entre los temas importantes tratados, las declaraciones públicas incluyeron peticiones urgentes a la comunidad internacional y a las iglesias de que concentraran sus actividades de sensibilización y su activismo en la justicia climática, la justicia económica y la justicia de género.
 
El Comité Ejecutivo es el órgano rector que lleva a cabo actividades esenciales para el CMI. El grupo proporciona orientación al secretario general sobre el trabajo y su evolución, al tiempo que profundiza en el entendimiento común sobre temas específicos. El Comité Ejecutivo del CMI está formado por el Comité Central del CMI, que elige a 20 de sus miembros, junto con el moderador del Comité Central, dos vicepresidentes y el secretario general del CMI, así como los moderadores de programa y los comités de finanzas del CMI.
 
La reunión del Comité Ejecutivo se organizó junto con otros eventos en Uppsala este año: la jornada conjunta sobre diaconía ecuménica y sostenibilidad con la Asamblea de ACT Alianza y el Fin de semana ecuménico. Los anfitriones locales del Comité Ejecutivo fueron la Iglesia de Suecia, la Iglesia Unida de Suecia y el Consejo Cristiano de Suecia.
 
En Uppsala, el Comité Ejecutivo compartió las experiencias y novedades de las iglesias de cada región y reflexionó sobre el movimiento ecuménico único.
 
Contactos de prensa:
Sírvase ponerse en contacto con la Directora de Comunicación del CMI, la señora Marianne Ejdersten: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., +41 79 507 63 63.

 
 
Por Claudia Florentin
 
En 2017 se formó la primera Comunidad de Práctica (CoP) de Género de ACT en Latinoamérica y el Caribe, algo que según el Secretario General de la ACT Alianza, Rudelmar Bueno de Faria,  ha sido muy positivo. “Como Latinoamericano y Secretario General me siento muy orgulloso de la creación de la CoP de Género en mi región, que es una de las más desiguales de todo el mundo y la CoP es fundamental para cambiar esto”. Según el Secretario General, es importante que la inclusión desde una perspectiva de Justicia de Género sea integral en todo el trabajo de la Alianza.  
 
“El hecho de que empezamos la Asamblea General de ACT Alianza con un día enfocado en Justicia de Género realmente muestra la relevancia del tema dentro de la alianza” afirmó el Sr. Bueno de Faria y agregó: “ACT Alianza puede ser una inspiración en este sentido y mostrar el camino para que otras Organizaciones basadas en la Fe (OBFs), puedan abordar este tema.”
 
Según el Secretario General de ACT Alianza es necesario ser pacientes en los procesos de aprendizaje sobre justicia de género, sin embargo no se puede tolerar la discriminación y exclusión: “No podemos aceptar la discriminación dentro de los miembros de ACT, debemos respetar la diversidad como lo es la población LGTBI.”, expresó el Sr. Bueno de Faria y enfatizó en que la Biblia tiene un mensaje claro acerca del respeto hacía la diversidad, pues en Génesis I, Dios dice que todo ser humano es creado a la imagen y semejanza de Dios.
 
Otro eje importante en la nueva estrategia de ACT Alianza es el tema de migración y desplazamiento forzado. El Sr. Bueno de Faria ve con mucha preocupación la crisis que están viviendo las y los migrantes en Centroamérica, algo que se hizo más visible a nivel global cuando empezó a marchar la Caravana Migrante desde Honduras en octubre de este año. Además del apoyo humanitario, psicosocial y espiritual a las personas que migran, es necesario trabajar con las raíces de los problemas que indirectamente obligan a las personas a que migren, afirmó el Secretario General de ACT.
 
Para lograr las metas de desarrollo sostenible y el trabajo de ACT, el Sr Bueno de Faria ve la necesidad y posibilidad de trabajar en alianzas, tanto con actores internacionales como las Naciones Unidas (ONU), como con comunidades locales: “Me alegra que la ONU reconozca el rol importante de las Organizaciones basadas en la Fe para lograr las metas de la Agenda 2030” concluyó el Secretario General.

 
Por Claudia Florentin
 
El sábado 20 de octubre, nuevamente en la sede de la Iglesia Menonita de Floresta, se reunió la Pastoral Social Evangélica, que sigue sumando adherentes y proyectando su tarea de acompañamiento y articulación de las comunidades de fe que están firmemente afianzadas territorio en la promoción de la dignidad de la vida, la inclusión y la justicia social en diversos lugares de la provincia de Buenos Aires.
 
En esta ocasión, además de tratar temas propios del espacio, se contó con la visita del dirigente social Víctor de Genaro, ex secretario general de ATE-Trabajadores del Estado- y uno de los fundadores de la CTA. Víctor contó parte de su larga trayectoria al servicio de los trabajadores y trabajadoras, la relevancia de las iglesias protestantes en momentos muy duros de su vida, haciendo especial hincapié en el Movimiento Ecuménico por los Derechos Humanos y en su relación personal con el pastor metodista José de Luca.
 
Respecto del momento actual que vive el país, enfatizó la necesidad de trabajar por la unidad de todo el movimiento obrero para generar una alternativa al modelo capitalista que está destruyendo la economía de los hogares, la industria y cualquier posibilidad de crecimiento y desarrollo a futuro.
 
Finalizado este espacio de reflexión, que se repetirá en cada encuentro de la Pastoral con diversos referentes del campo social, gremial y de los derechos humanos, las y los presentes resolvieron darle mayor formalidad y visibilidad al espacio, para lo cual se distribuyeron algunas tareas.
 
Luego de la publicación en ALC del pasado encuentro, líderes de diversas comunidades y espacios de fe de todo el país han manifestado su interés por federalizar la iniciativa, tema que está siendo considerado.

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