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O pontífice católico recebeu, na manhã desta segunda-feira (04/05), no Vaticano, Antje Jackelén, arcebispa da Igreja Luterana na Suécia. Francisco recordou os 50 anos do Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II que, de acordo com o Papa, representa ainda hoje o ponto de referência fundamental para o compromisso ecumênico da Igreja Católica. “Com este documento evidencia-se que já não se pode prescindir do ecumenismo”, afirmou.
 
Ao dizer que o Decreto expressa um profundo respeito pelos irmãos e irmãs separados aos quais, na coexistência cotidiana, às vezes arrisca-se de dar-lhes escarça consideração, o Papa fez uma convocação à união:
 
“Católicos e Luteranos são convidados a procurar e promover a unidade nas dioceses, nas paróquias, nas comunidades no mundo inteiro”, disse Francisco, ao acrescentar: “no caminho para a plena e visível unidade na fé, na vida sacramental e no ministério eclesial ainda há muito trabalho a ser feito; mas podemos ter a certeza de que o Espírito Paráclito será sempre luz e força par ao ecumenismo espiritual e para o diálogo teológico”.
 
Conquistas
 
Francisco evidenciou que as conquistas de um consenso da comunhão fraterna alcançadas até agora não podem deixar de ser nominadas, especialmente no que diz respeito à família, matrimônio e sexualidade.
 
Estes êxitos “não podem ser calados ou ignorados por temor de colocar em dificuldades o consenso ecumênico já obtido. Seria uma lástima se nestas importantes questões se consolidassem novas diferenças confessionais”, advertiu o Papa.
 
Por fim, o Papa agradeceu à Igreja Luterana da Suécia por acolher tantos imigrantes sul-americanos nos tempos das ditaduras na América do Sul. Francisco também agradeceu a delicadeza da chefe da delegação em citar o pastor Anders Root. “Com ele dividi a cátedra de teologia espiritual e ele me ajudou muito na minha vida espiritual”, concluiu Francisco.
 
Com informações da Rádio Vaticana
Foto: Reprodução