CONIC realiza encontro em preparação ao Encontro Ecumênico de Mulheres

Foi realizado, nos dias 7 e 8 de março, na sede do CONIC, em Brasília (DF), um encontro com representações das igrejas-membro do Conselho para organizar o Encontro Ecumênico de Mulheres, previsto acontecer entre os dias 17 e 20 de novembro deste ano, em São Paulo.
 
Participaram da reunião irmã Claudina Scapini (Igreja Católica Apostólica Romana), pastora Vera Engelhardt (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), Christina Winnischofer (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - presidente da União das Mulheres Episcopais Anglicanas), presbítera Ledi Damasceno (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil) e Zulmira Inês Lourena (Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia).
 
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Além das representantes indicadas oficialmente pelas igrejas-membro, participaram da reunião, a convite do CONIC, a reverenda Magda Guedes Pereira, presidente do Conselho latino-americano de Igrejas (Clai-Brasil); Tatiane Duarte, pesquisadora que desenvolve trabalho sobre a atuação de mulheres do movimento ecumênico; pastora e professora Claudete Beise Ulrich que contribuiu para a reflexão sobre os objetivos e metodologia do encontro, além da anfitriã Romi Bencke, secretária-geral do CONIC, que esteve assessorada pela secretária (administrativo) do Conselho, Leila Gomes.
 
A pastora Claudete resgatou parte da história da participação das mulheres no movimento ecumênico e motivou as participantes a partilharem em que momento começaram a se engajar no movimento ecumênico e em que momento de suas vidas passaram a ter consciência sobre questões específicas relacionadas às mulheres.
 
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Alguns relatos chamaram a atenção. 1) Foi lembrado que, há poucos anos, mulheres escreviam textos e sermões nas igrejas, mas seus nomes não apareciam. A autoria dos textos era dada para homens, mesmo que as autoras fossem mulheres. 2) O trabalho missionário das mulheres sempre existiu nas igrejas, mas é pouco visibilizado. 3) Outro aspecto lembrado foi que, também nas igrejas, o trabalho da mulher em algumas ocasiões é menos remunerado que o dos homens. 4) Nas igrejas que ordenam mulheres, em situações em que marido e mulher são ordenados, a preferência pelo trabalho pastoral é geralmente do homem. A mulher ordenada fica com o trabalho voluntário ou com o que paga menos. 5) O movimento ecumênico, embora de maneira tímida, contribui para visibilizar o trabalho das mulheres nas igrejas.
 
Inserção do Movimento Ecumênico
 
Chamou atenção que a inserção no movimento ecumênico se deu através da participação em torno de agendas específicas relacionadas aos direitos humanos: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, Década Ecumênica para a Superação da Violência contra as Mulheres. Uma das participantes compartilhou que a primeira vez que ouviu falar da relação sobre violência contra as mulheres e religião foi no Espaço Colméia, organizado por ocasião da Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas, em Porto Alegre, no ano de 2006.
 
A partir dessas reflexões definiu-se como tema do Encontro Ecumênico de Mulheres:
 
MULHERES: DIREITOS E JUSTIÇA - COMPROMISSO ECUMÊNICO

Objetivo Geral:
 
- Recuperar a história das mulheres no movimento ecumênico, desafiando as igrejas e a sociedade para o compromisso com a efetivação dos direitos e da justiça das mulheres.
 
Objetivos específicos:
 
- Reunir mulheres de diferentes igrejas e movimentos;
- Recuperar os caminhos da década e pós década ecumênica das mulheres. O que avançou? O que estagnou?
- Diagnosticar os desafios atuais para a garantia dos direitos e da justiça das mulheres nas igrejas e na sociedade;
- Estimular hermenêuticas bíblicas comprometidas com os direitos e justiça das mulheres;
- Fomentar a organização ecumênica das mulheres.
 
Mais informações serão compartilhadas em breve!