Igrejas se unem contra a exploração infantil em Fortaleza (CE)

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Igrejas evangélicas de Fortaleza se uniram no último domingo (22) em uma caminhada contra a exploração sexual infantil. Promovida pela Rede Evangélica Nacional de Assistência Social (Renas), o evento reclamou a relevância do tema para toda a sociedade em vista do “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

Jailma Rodrigues é assistente social e coordenadora da campanha Bola na Rede que atuou na caminhada. Em entrevista exclusiva para o Portal Guiame, ela contou mais detalhes. “Essa caminhada é promovida pela Renas, que aqui em Fortaleza reúne várias instituições e igrejas, como por exemplo a visão mundial, Diaconia, a Jocum, a Luminai, a Compassion e outras”, disse. “E essas instituições todas se juntam durante o ano inteiro para programar essa ação e outras ações que a gente faz durante o ano”, contou.

“Algumas instituições não evangélicas também estão com a gente, mas a organização é feita por uma rede evangélica”, disse.

Ainda de acordo com a coordenadora, a campanha iniciou em 2010 com o mote da Copa do Mundo. “Nos começamos essa campanha em 2010 e a ideia era desenvolver uma campanha em alusão a copa do mundo na situação da exploração sexual no turismo”, revelou.

“Então nos finalizamos a campanha em 2014 com a copa do mundo com grupos de sensibilização nos bolsões de estacionamento, no Fifa FanFest da Praia de Iracema e em vários outros lugares. Mas nós decidimos continuar com a campanha por entender que infelizmente é uma violência que não se acaba, que não é dado baixa e que infelizmente o poder público não faz a sua parte, não tem uma responsabilidade de uma forma efetiva”, comentou.

Questionada sobre o fato de a igreja estar envolvida nesse tema, Jailma explica: “A nossa Constituição Federal diz que a responsabilidade com crianças e adolescentes é do Estado, da família e da sociedade. Então é de responsabilidade de toda a sociedade proteger essas crianças e adolescentes. Por isso que é importante que a sociedade como um todo se sensibilize e traga para si a responsabilidade de ficar de olho, de denunciar, de fazer o que tiver ao seu alcance pra defender crianças e adolescentes, especialmente no que diz respeito à violência sexual”, salientou.

Fonte: Guia-me
Foto: Reprodução