CONIC participa do Katholikentag (Dia da Igreja Católica)

Nos dias 28 e 29 de maio, a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, esteve na cidade alemã de Leipzig para participar do Katholikentag (Dia da Igreja Católica). O evento é realizado a cada dois anos, sempre em cidades diferentes. Este foi o evento de número 100. Valores humanos como compaixão, misericórdia, diálogo, ecumenismo, convivência, justiça climática, entre outros, foram centrais no evento.

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No dia 28, o CONIC se fez representado em um evento para falar sobre “Testemunho cristão em um mundo plural”. O Seminário iniciou com a saudação do presidente da Missio (organização promotora do evento), Laus Krämer, e do Dr. Christoph Anders, diretor da Evangelischen Missionswerk (EMW), parceira do CONIC.

Duas perspectivas foram apresentadas: a brasileira, que chamou a atenção para o aumento do fundamentalismo religioso com ênfase cristã no Brasil e de como os espaços políticos formais, como o Congresso, tem sido instrumentalizado por grupos religiosos. Também se deu destaque para iniciativas de muitas igrejas que se organizam para chamar a atenção de que ser evangélico não é ser fundamentalista e nem contrário à democracia. O trabalho do movimento ecumênico brasileiro em favor da diversidade religiosa também foi destacado.

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Outra perspectiva foi apresentada pelo arcebispo indiano Felix Machado, que refletiu sobre o crescimento e os impactos do nacionalismo hindu em seu país. Por fim, destacou-se que as ondas migratórias atuais apresentam um desafio para a Alemanha, que precisará refletir sobre conceitos como a liberdade religiosa. A perspectiva do diálogo inter-religioso e sua importância para o reconhecimento da diversidade como um princípio foi a tônica do painel.

O encerramento do Katholikentag foi no dia 29, com uma grande celebração. Destaca-se a homilia do cardeal Reinhard Marx, que refletiu sobre a força do Evangelho na transformação da sociedade. Ele ainda falou da importância da Igreja estar sempre aberta e engajada pelo ser humano. Ressaltou que a Europa precisa valorizar a democracia e não levantar fronteiras. Ser aberta para a acolhida das pessoas refugiadas e migrantes. Ao final, da celebração, representações da Igreja Evangélica Alemã fizeram um chamado especial para os 500 anos da Reforma.