Brasília vai sediar a Marcha Mundial do Clima

No dia 9 de novembro, Brasília vai sediar a Marcha Mundial do Clima. O encontro, que acontecerá na Esplanada dos Ministérios, será realizado simultaneamente em mais de 100 países para chamar a atenção à grave ameaça que representa as mudanças climáticas. Um dos objetivos da marcha é pressionar os chefes de estado de todo o mundo, que estarão reunidos na Conferência de Clima da ONU do dia 7 a 18 de novembro, no Marrocos, a tomarem medidas efetivas e concretas que garantam o equilíbrio climático.
 
20151029071500797rts
Após a abertura oficial da Marcha um grupo descerá em passeata pela Esplanada e entregará ao governo Michel Temer um manifesto com as reivindicações para o Brasil. Outro manifesto será entregue à comunidade internacional através da embaixada dos Estados Unidos.
 
O modelo econômico atual tem dirigido o mundo a uma crise social sem precedentes. Com base no excesso de produção e consumo excessivo, este sistema econômico é diretamente responsável pela mudança climática, que ameaça a integridade dos ecossistemas e a sobrevivência das populações. O ano de 2015 foi fundamentalmente marcado tanto pelo Acordo de Paris sobre as alterações climáticas, bem como pela adoção de 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), pela ONU.
 
As consequências brutais e extremas das mudanças climáticas agravam-se em todo o mundo. Entre os exemplos podemos destacar a degradação do meio ambiente e dos recursos naturais, insegurança alimentar, escassez de água, aumento dos níveis de pobreza, graves riscos para a saúde pública e ondas maciças de migração ligadas ao clima, milhões de mortes ao ano.
 
Tome nota!
 
A Marcha Mundial do Clima, fórum mundial composto por integrantes de diversas organizações da sociedade civil (ONGs, universidades, sindicatos, estudantes, igrejas,  movimentos sociais), tem como objetivo principal ampliar o debate e as urgentíssimas providências sobre as mudanças climáticas, nas ruas e mídias. Anualmente a Marcha Mundial do Clima é realizada em mais de 100 países, por ocasião de cada Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (CoPs).
 
A crescente série de chuvas violentas, de granizo, inundações, incêndios florestais e secas, ondas de calor escaldantes, furacões, ciclones, frio congelante, provocados sobretudo pela poluição de GEEs (gases de efeito estufa) e o consequente aquecimento global - que vem ocorrendo em todo o mundo,  são claras evidências que a mudança climática é uma trágica realidade que se agrava a cada ano, constituindo-se, na verdade, em emergência climática. Tal cenário deve piorar catastroficamente se a sociedade não se mobilizar para as cobranças que levem a medidas necessárias à redução das emissões de GEEs na atmosfera.
 
Some-se a estas tragédias, o forte impacto na produção de alimentos, a degradação do meio ambiente e dos recursos naturais, escassez de água, aumento dos níveis de pobreza, graves riscos para a saúde pública e ondas maciças de migração ligadas ao clima, entre vários outros impactos noticiados diuturnamente e alarmantemente divulgados no último relatório da ONU – IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU). Hoje já morrem no planeta em torno de 10 milhões de pessoas ao ano em função das consequências diretas e indiretas das mudanças climáticas.

Com informações do comitê organizador da Marcha Mundial do Clima e do Sinprodf
Foto: KHAM / REUTERS