O mundo celebrou, em fevereiro passado, o Dia de São Valentim, mais conhecido como o Dia dos Namorados (no Brasil, em virtude de questões culturais, a data é celebrada em junho). Mas no Paquistão, país de maioria muçulmana, a data passou em branco e não pôde ser celebrada. Os paquistaneses foram proibidos de festejar o dia por ser uma data “não islâmica”. A decisão de banir as celebrações em todo o país, assim como a promoção nas redes sociais de qualquer evento que fizesse referência à ocasião, foi tomada pelo Alto Tribunal de Islamabad, a capital do Paquistão.

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A proibição teve “efeito imediato” e impediu também os meios de comunicação tradicionais e online de divulgarem eventos para o dia de São Valentim. Os juízes decidiram banir as celebrações após terem recebido uma petição que argumentava que o dia não era islâmico e que não fazia parte das tradições muçulmanas.

O ministério da Informação, a Autoridade Reguladora dos Meios de Comunicação e o Comissário chefe de Islamabad foram encarregues de se certificarem que a decisão do tribunal foi respeitada em todo o país, segundo o jornal Times of India. A Autoridade Reguladora dos Meios de Comunicação, inclusive, inspecionou se os jornais impressos e online cumprem a decisão do tribunal.

O dia de São Valentim é uma data que gera controvérsia no Paquistão todos os anos, mas as celebrações nunca tinham sido proibidas, segundo o mesmo jornal. Apenas uma minoria da população paquistanesa celebrava o dia de São Valentim, principalmente os mais jovens das grandes cidades.

No ano passado, o presidente Mamnoon Hussain havia pedido à população que não celebrasse esta data por não ter qualquer ligação com a cultura muçulmana e do país, frisando a necessidade de preservar a identidade religiosa e nacional do Paquistão.

Fonte: www.dn.pt
Foto: Reuters/Athar Hussain