Movimento ecumênico: solidariedade a presos da Greve Geral

É com repúdio que o Movimento Ecumênico recebe a notícia da prisão de três manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) durante os atos da Greve Geral do último dia 28/04/2017. A Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e diversas organizações ecumênicas manifestam solidariedade aos ativistas, detidos no Centro de Detenção Provisória, na Vila Prudente (São Paulo-SP).

Juraci Santos, Luciano Firmino e Ricardo Santos, que se somaram às vozes populares contra a Reforma Trabalhista e da Previdência, são acusados de incitação ao crime, incêndio e explosão.

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De acordo com informações do Mídia Ninja, o delegado considerou como “incitação” as palavras de ordem dirigidas pelos militantes contra o Governo Temer, as reformas trabalhistas e previdenciária. Luciano está sendo acusado pela prática de incêndio, quando na verdade nenhum pneu chegou a ser queimado na pista ao longo de toda a manifestação. Juracy e Ricardo estão sendo acusados de explosão, pois teriam atirado rojões na direção dos policiais. No entanto, a única prova que fundamenta esta versão é a palavra dos próprios policiais, já que nenhum rojão foi encontrado.

Na visão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos, o Brasil conta, no momento, com um governo ilegítimo que criminaliza os movimentos sociais e ataca brutalmente os direitos. “E quando as pessoas se levantam para resistir a esses ataques são tratadas com polícia, com aparato de repressão. Isso ficou muito evidente na greve do dia 28, que tem esses três presos políticos. Teve também o Mateus [Ferreira da Silva], o estudante de Goiás, que está hospitalizado em estado grave por agressão policial. Isso é resultado de um governo que trata a questão social como caso de polícia e não de política pública”, avalia Boulos.