Focolares: um brinde ao diálogo entre cristãos e budistas

 
O relacionamento com o mundo budista possui um significado especial na história do diálogo vivida pelo Movimento dos Focolares. Ainda que a fundadora do Movimento, Chiara Lubich, já na década de sessenta, tivesse intuído a possibilidade de construir uma fraternidade autêntica com pessoas de religiões e culturas diferentes, foi somente em 1979 que ela conheceu um líder de outra religião, o reverendo Nikkyo Niwano, fundador da Rissho Kosei kai. Nasceu uma amizade fundamentada numa profunda estima recíproca. Em 1981, Niwano a convidou para ir à Tóquio e falar da sua experiência a 12 mil budistas. Um momento histórico, início de uma experiência de verdadeira fraternidade. É uma relação que já dura muitos anos.
 
Abriram-se depois caminhos para o conhecimento e a colaboração com outras entidades da corrente Mahayana, no Japão e em Taiwan. Foram inesquecíveis os encontros com o venerável Etai Yamada, da Escola Tendai. Chiara gostava de citar o lema do grande mestre Saicho: “Esquecer a si mesmo e servir os outros é o vértice do amor-compaixão”, palavras que foram citadas inclusive por João Paulo II, por ocasião do encontro com representantes de outras religiões em 1981, em Tóquio. Atualmente, existem relações frutuosas com a Escola Nichiren.
 
E também não faltaram contatos com budistas chineses do mosteiro Fo Guan Shan e do mosteiro Dharma Drum Mountain.
 
No decorrer dos anos também foram abertos contatos com o budismo Theravada. Graças a uma longa permanência na Mariápolis internacional de Loppiano, em Florença, Itália, dois monges tailandeses – Ajhan Thong e Phramaha Thongratana – tiveram um contato vital com os focolarinos. Retornando ao seu país, comunicaram as suas descobertas, convidando Chiara Lubich a dar o seu testemunho numa universidade budista e num templo, em Chiang Mai. O Grã Mestre Ajhan Thong, apresentando a fundadora dos Focolares, disse: “O sábio não é nem homem nem mulher. Quando acende-se uma luz na escuridão não se pergunta se foi um homem ou uma mulher que a acendeu. Chiara veio para doar-nos a sua luz”.
 
De 2004 até hoje foram feitos vários simpósios em prol do diálogo budista e cristão, reunindo participantes de países como Tailândia, Sri Lanka, Japão, Coreia, Taiwan, Inglaterra, Estados Unidos, Suíça, Áustria, Itália, entre outros. A variedade desses encontros não esteve só na proveniência geográfica, mas também nas realidades religiosas representadas. De fato, entre os budistas estavam presentes monges e leigos da tradição Theravada e da Mahayana, e, entre os cristãos, representantes da Igreja Católica, da Comunhão Anglicana e das Igrejas Reformadas.
 
Tais encontros têm ajudado, ao longo dos anos, a criar uma profunda confiança entre os participantes cristãos e budistas, permitindo que cada um deles conheça e compreenda as Escrituras – um do outro – com abertura e sem mal-entendidos.
 
Diálogo com outras religiões
 
Vale lembrar que o Movimento dos Focolares realiza encontros semelhantes com representantes e fiéis de diferentes religiões, incluindo hinduístas, muçulmanos, judeus, religiões tradicionais e, claro, com outros cristãos.
 
CONIC com informações dos Focolares
Foto: Divulgação (Chiara Lubich e Nikkyo Niwano)