Baianão ecumênico estimula o diálogo e a convivência

 
Diálogo Ecumênico e Inter-religioso; comunhão fraterna entre adeptos de diferentes formas e expressões do crer; engajamento nas questões políticas e sociais; e promoção de políticas públicas inclusivas foram os temas do “Baianão Ecumênico – Diversidades em Convivência: Esperança Ecumênica”, promovido pelo CEBIC (Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs).
 
O evento aconteceu no último final de semana (6, 7 e 8 de outubro) na Casa de Retiro Dom Amando, em Salvador. O encontro criou espaços de colaboração e convivência, com troca de experiências e o enriquecimento mútuo a partir das diferentes expressões de fé que estavam presentes.
 
Diante do quadro de intolerâncias e crescimentos dos fundamentalismos que toma conta da nossa sociedade, e vendo estes fenômenos crescerem de forma exacerbada, a CESE não só se fez presente, como também apoiou a iniciativa. Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, por ser uma organização ecumênica é imprescindível o apoio e a promoção da convivência entre as pessoas de crenças diferentes; “No caso do Baianão, o tema já diz que veio. Em tempos de intolerâncias, promover espaços de diálogo, onde o respeito entre as diversidades seja a temática é fundamental que a CESE esteja apoiando.”.
 
Assim como Sônia, Romi Bencke, secretária-geral do CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, contextualiza que muitas dessas intolerâncias estão dentro das comunidades religiosas: “Eu penso especificamente no povo de terreiro, nas mulheres, na população LGBT, na população negra. Sabemos que há muito sexismo, muito racismo e desrespeito religioso”.
 
Com o objetivo de refletir sobre as intolerâncias, o respeito do direito de ser e existir das pessoas e a construção de relações justas e inclusivas foram utilizadas metodologias diferenciadas com palestras, momentos lúdicos, rodas de diálogo, trabalhos em grupo, troca de experiências e momentos celebrativos.
 
A ideia é que a partir de todas as vivências e discussões realizadas, cada participante do Baianão Ecumênico, ao retornar para sua comunidade de origem, seja um/a multiplicador/a dos processos e dos valores trabalhados durante esses dias de atividades.
 
“O encontro ecumênico além de promover a convivência entre diferentes igrejas, também nos compromete e nos desafia para levarmos essa experiência de convívio lá no lugar onde estamos, quebrando os preconceitos”, concluiu Romi.
 
 
Fonte: Cese
Crédito da primeira foto: Rev. Carlos Araújo
Crédito da segunda foto: Gleyka Almeida