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Igreja Anglicana aposta em café para atrair mais fiéis

 
O burburinho dentro da Igreja de São Paulo, em Margate, cidade litorânea a 130 km de Londres, parece mais com o de uma cafeteria em horário de pico do que com uma missa. As pessoas conversam descontraidamente na nave central, a área que vai da porta até o altar, mas não estão sentadas em fileiras como costuma ser em uma igreja. As cadeiras formam pequenos grupos, e os copos de café estão por todas as partes.
 
Este é mais um encontro do pioneiro projeto "Ignite" (do inglês, inflamar ou incendiar), que prega o Evangelho em reuniões descontraídas e interativas e que, após dez anos de existência, será replicado em outras nove paróquias como parte do plano de renovação e reforma da Igreja Anglicana, anunciado em julho.
 
No mundo, segundo a Comunhão Anglicana, são 85 milhões de seguidores em 165 países, incluindo o Brasil.
 
Com o novo e ambicioso plano, a instituição pretende inaugurar cem novas igrejas na Inglaterra. Somente na Diocese da Cantuária serão investidos 887 mil euros (cerca de R$ 3,8 milhões) em novas igrejas-café. "É uma abordagem diferente da igreja 'mainstream', porque normalmente você vem como um membro da congregação, as coisas já estão feitas de antemão e você responde. No 'Ignite' você consegue se envolver muito mais, fazer perguntas", detalha Debbie Ellisdon, uma das lideranças do projeto.
 
A cada reunião semanal, ela e o marido, o reverendo Patrick Ellisdon, recebem os participantes com café e uma refeição de cortesia. Cada um ganha uma etiqueta com nome, o que torna a abordagem mais próxima. São pessoas que vivem na região, uma das mais pobres do país. Algumas têm problemas com álcool, outras são moradoras de rua. 
 
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Fonte: Uol
Foto: Reprodução