Depois de oito dias de muitas atividades em prol da unidade cristã, termina hoje, Domingo de Pentecostes, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), edição 2018.
 
Em todo o Brasil, a SOUC reuniu membros e lideranças de diversas igrejas, sobretudo daquelas que fazem parte do CONIC: Aliança de Batistas do Brasil - ABB, Igreja Católica Apostólica Romana - ICAR, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - IEAB, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB, Igreja Presbiteriana Unida - IPU e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia - ISOA.
 
Além de trabalhar a unidade cristã, a Semana de Oração abordou a questão do trabalho escravo que, em pleno século XXI, assola a vida de muitas pessoas. Com o tema “A mão de Deus nos une e liberta”, a ideia das Igrejas do Caribe – que prepararam todo o material – foi mostrar que a mesma bíblia usada para justificar a subjugação de povos dominados, também inspirou os oprimidos na certeza de que Deus estava ao lado deles e que Ele os conduziria à liberdade (Cf. Êxodo 15).
 
Oferta da Semana de Oração
 
Como nos anos anteriores, a Semana de Oração pela Unidade Cristã traz, neste último dia, um momento para que as igrejas realizem o momento de coleta pela SOUC. Esse ato simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo, uma vez que os frutos das ofertas doadas ao longo são destinados a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas e projetos correlatos.
 
Vale lembrar que a oferta faz parte da celebração, logo, reserve um momento da liturgia para realizá-la. É um momento de gratidão pelas coisas boas que recebemos de Deus. Ofertas também poderão ser recolhidas nos encontros temáticos, durante a Semana.
 
Conta para depósito da coleta:
 
Banco Bradesco
Agência: 0606-8
Conta Poupança: 112.888-4
 
Sempre que possível, faça depósito identificado: CNPJ: 00.721.266/0001-23.

 
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou no último domingo (13) a onda de ataques suicidas contra fiéis em três igrejas em Surabaya, na Indonésia, a segunda maior cidade do país.
 
“Ele está chocado com relatos de que crianças foram usadas para participar dos ataques”, disse o porta-voz de Guterres em um comunicado sobre os incidentes, que teriam deixado pelo menos dez mortos e o dobro de feridos.
 
Reportagens na imprensa sugerem que homens-bomba – incluindo quatro crianças, uma com nove anos de idade – usavam motocicletas e um caminhão no que parecia ser um ataque coordenado às três igrejas. Os ataques ocorreram no domingo, quando os paroquianos estavam indo para os cultos matinais.
 
Autoridades indonésias frustraram os ataques a outras igrejas, segundo os relatos.
 
“O secretário-geral expressa suas condolências às famílias das vítimas e deseja uma recuperação rápida dos feridos”, disse a declaração do porta-voz da ONU.
 
Ele acrescentou que Guterres reitera o apoio das Nações Unidas ao governo e ao povo da Indonésia em seus esforços para combater e prevenir o terrorismo e o extremismo violento, inclusive através da promoção do pluralismo, da moderação e da tolerância.
 
Em um comunicado divulgado na segunda-feira (14), o Conselho de Segurança condenou “nos termos mais fortes” o que chamou de ataques terroristas “hediondos e covardes” contra igrejas cristãs e uma delegacia de polícia, tanto no domingo quanto na segunda-feira em Surabaya.
 
Os 15 membros do Conselho expressaram sua mais profunda simpatia e condolências às famílias das vítimas e ao governo da Indonésia.
 
Fonte: ONU BR
Foto: Mark Garten / ONU

 
 
O frade dominicano Xavier Plassat, conhecido pela sua atuação na Comissão Pastoral da Terra e na luta contra o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, escreveu, para o blog do Movimento Juvenil Dominicano do Brasil, um artigo bem interessante sobre o tema da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) deste ano.
 
No texto, Plassat fala da problemática da escravidão... chaga que ainda hoje assola a humanidade. Confira. 
 
“A mão de Deus nos une e liberta” 
Estes não são homens?
 
No relógio da história mundial, a proibição da escravatura é fato de última hora. No Brasil, último a abolir esse crime [nota: no continente americano], a abolição tem apenas 130 anos e, olhe aí, a escravidão nunca cessou.
 
Pode se dizer que a prática da escravidão acompanhou a história da humanidade desde seus primórdios. É comprovada em documentos dos antigos impérios da Babilônia e papiros do Egito. Havia estatuto legal do escravo desde 1790 antes de JC. Por milhares de anos, permaneceu quase inquestionada a existência de uma não-humanidade ao lado da real. Nas suas cartas, o apóstolo Paulo tratou do assunto com naturalidade, conclamando que “aqueles que se encontram sob o jugo da escravidão tratem seus patrões com todo o respeito, para que o nome de Deus não seja blasfemado. Os que têm patrões que acreditam, não os desrespeitem, porque são irmãos.” (1Tm 6,2). O escravo seria mesmo um homem? Esta era a questão. O próprio Aristóteles o rebaixava à condição subumana e sugeriu que a relação mestre/escravo era mutuamente benéfica, à imagem da relação alma/corpo… Na Grécia – “mãe” das democracias – alguns eram chamados a ser cidadãos e outros a laborar para prover às necessidades dos primeiros. Alguns autores consideravam a escravidão física como um mal menor frente ao risco da escravidão moral ou espiritual (a do vício). Não falta hoje quem expresse quase o mesmo: frente ao mal do desemprego ou ao perigo da delinquência, qualquer trabalho não é melhor do que nada? Ao longo desta penosa história, não faltaram até justificações teológicas ou éticas: ao fim e ao cabo, a escravidão não decorre do pecado?
 
Não é de estranhar que os colonizadores da sua majestade mui católica tenham assumido essa ideologia da naturalidade da escravidão, da sua normalidade, pois essa era a teoria geralmente admitida nas esferas do poder… e da Igreja. Durante o século do Iluminismo – que viu filósofos se erguerem contra o absolutismo, o obscurantismo, a realeza e a Igreja – registrou-se o recorde absoluto do tráfico negreiro entre a Europa e as colônias (especialmente da França para Santo Domingo, futuro Haiti: mais de milhão de escravos africanos, sendo 270 mil somente na década de 1780… a da Revolução francesa). Quem entre os filósofos levantou voz contra esse mortal tráfico?
 
Vozes contrárias ao sistema da escravidão, essa estrutura fundante da organização social de todos os tempos, sempre foram raras exceções: tratar bem seu escravo era a máxima ressalva, propor-lhe o exercício da virtude como caminho da verdadeira liberdade, a linha de conduta. Aceitar sua sina como mal menor era o mote.
 
Nas Américas, os primeiros frades dominicanos ali chegados foram denunciantes contundentes da escravidão imposta pelo conquistador espanhol aos povos originários deste chão, e foram também ardentes e espertos idealizadores de políticas diferenciadas, questionando o sistema da conquista e revelando suas raízes mais profundas.
 
Tentaram mobilizar Deus e o mundo.
 
Não se pode dizer melhor que frei Antônio de Montesinos admoestando seus paroquianos da Ilha da Espanhola, todos donos de escravos: “Estes não são gente? Com que direito os escravizais?”. Movidos por compaixão e por razão, os frades desvelaram uma verdade inconveniente e passaram a cobrar mudanças radicais. Ficaram longe do pior pecado para um pregador: ficar calado. Isolado no século XVI, frei Bartolomeu de Las Casas se tornou um destes francos e incansáveis atiradores, incomodado pelo grito lançado pela comunidade dominicana de Montesinos no Advento de 1511.
 
Há de estranhar, sim, tamanha e tão constante cegueira da parte de quem confessa um Deus – Javé – que revelou seu nome ao se engajar na libertação de um povo cativo, escravizado no Egito. Desde sempre, nosso Deus foi aquele que escuta o grito dos oprimidos e o clamor dos cativos: “O jejum que eu quero é acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes da escravidão, pôr em liberdade os oprimidos e derrubar qualquer jugo, repartir a comida com quem passa fome… e não te recusar diante daquele que é tua própria carne.” (Is 58, 6-7). Deste Deus, Jesus se fez a testemunha fiel: “Pois eu tive fome e me destes de comer, eu era estrangeiro e me acolhestes, estava nu e me vestistes, doente e me visitastes, na prisão e viestes a mim. Garanto a vocês: cada vez que o fizestes a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-40).
 
Nos tempos modernos aqui no Brasil, não por acaso, a questão da escravidão foi arrancada da invisibilidade, no início dos anos 1970, graças às teimosas denúncias da Comissão Pastoral da Terra, provocadas pelo profético grito do bispo Pedro Casaldáliga (Uma Igreja em conflito com o latifúndio e a marginalização social. Carta Pastoral, 1971).
 
Ouvindo o clamor dos povos massacrados pelo avanço do capital sobre a Amazônia, Pedro permitiu que a Igreja acordasse de tão longa letargia e passasse a se engajar no combate ao trabalho escravo contemporâneo, na prevenção, na denúncia, no cuidado e no conforto às vítimas, e na cobrança de ousadas políticas públicas. Com a sua Campanha nacional “De Olho Aberto para Não Virar Escravo”, a CPT tem contribuído de forma decisiva nesse combate.
 
Tornou-se clássico observar que, no Brasil, existe um vínculo estreito entre apropriação da terra e aprisionamento do trabalho. A Lei Áurea de 1888, que libertou os escravos, sucedeu por poucos anos à promulgação da Lei de Terras de 1850, que aprisionou as terras: o Brasil escravagista podia sem perigo libertar seus escravos, na certeza de que a exploração do trabalho deles poderia permanecer, de qualquer maneira e por vários séculos, a serviço da minoria que há 500 anos se apoderou das terras, das matas e das águas. Tendo fechado o acesso à terra para quem não tivesse como adquiri-la, tornava-se supérfluo manter a senzala.
 
Concebida para garantir o monopólio da propriedade nas mãos da oligarquia, a Lei de Terras discrimina até hoje os sem-nada, originando o que a Corte interamericana de Direitos Humanos chamou há pouco de “discriminação estrutural histórica” (cf Sentença condenatória no caso da Fazenda Brasil Verde). Ela impediu que os escravos, ao serem libertos, pudessem ter acesso às terras públicas e legaliza-las como suas, pois nem os pobres, nem os negros tinham recursos para comprar essas terras (… que até então a Coroa havia mantido sob concessão de uso em prol dos donos das capitanias). Daí o Brasil se tornou o latifúndio que conhecemos, e o poder se manteve na mão de quem dele tem o domínio.
 
Escravização e concentração da propriedade andaram e continuam andando juntas, a serviço de um modelo predador de exploração, baseado em monoculturas de exportação, hoje rebatizado agronegócio.
 
Passados 500 anos de sua brutal invasão, esta terra, dádiva do Criador para o desfruto da vida em plenitude e fraterna convivência – terra de trabalho – continua reduzido à terra de negócio e de matança. Ao tornar-se só negócio, o “agro” também virou inferno. Dizem que agro é pop, agro é tec, agro é tudo. Idolâtrico!
 
O Brasil tem assim uma pesada herança de discriminação, exploração e desigualdade, pois o país foi se construindo com base na constante instrumentalizado do Estado pelas oligarquias de plantão, desde as primeiras capitanias hereditárias. Concentração de riqueza e de terra rima com concentração do poder político. Para muitos proprietários até hoje, contratar o trabalho de alguém é simplesmente conceder-lhe um favor, sem obrigação alguma. No plano cultural, operou-se uma naturalização da relação desigual, naturalização que afeta opressores e oprimidos. “Sempre foi assim e sempre será”. Em uma conjuntura de revanche e desmonte dos parcos direitos conquistados pelos grupos sociais mais vulneráveis, estão ressurgindo, como normais, práticas brutais de extorsão da mais-valia, de aparência arcaica, porém perfeitamente integradas nos vários ramos da economia globalizada. Práticas essas que o Papa Francisco chama de escravidão moderna e nos convida a combater sem trégua. São 40 milhões de vítimas hoje no mundo, segundo a OIT. No Brasil, 53 mil foram libertados desta condição nos últimos 23 anos.
 
Sim, são gente, homens, mulheres e crianças, esses milhões de pessoas tratadas pior que animais, humilhadas em condições degradantes, exploradas em troca de comida, presas a dívidas impagáveis. Filhos e filhas do mesmo Deus. Idólatras são aqueles que os mantêm em tão horrível exploração.
 
Fonte: Movimento Juvenil Dominicano do Brasil
Foto: CSA-Printstock / iStock

 
“A unidade dos cristãos ou a unidade cristã é graça de Deus, é Deus quem faz. E a graça nós alcançamos pela oração”. Assim o bispo de Cornélio Procópio (PR), dom Manoel João Francisco, define a importância da Semana de Oração pela Unidade Cristã, iniciada no domingo, dia 13 de maio.
 
O bispo, que é membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ensina que a oração toca o coração de Deus, “Ele mesmo nos orientou nesse sentido de que no meio de toda a ação em busca da unidade cristã, a oração é a principal”.
 
Em entrevista para o site da CNBB (clique aqui para assistir), Dom Manoel também destaca as reflexões do teólogo Hans Küng sobre o papel das religiões na construção da paz mundial.
 
Celebrações
 
Igrejas católicas, anglicanas, protestantes, ortodoxas e tantas outras estão celebrando, desde a Festa da Ascenção do Senhor, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), sob o impulso do tema “A mão de Deus nos une e liberta” (Ex 15, 1-21).
 
A Comissão para o Ecumenismo da CNBB incentiva a celebração da Semana em todo o Brasil, sejam nos regionais e dioceses que já possuem as comissões correlatas, sejam nas paróquias e comunidades. “O importante é estarmos juntos para pedir o dom da união entre os cristãos”, ressaltou o assessor da Comissão na CNBB, padre Marcus Barbosa Guimarães.
 
Além das igrejas-membro do conselho, em muitas cidades a Semana de Oração congrega lideranças e membros de outras igrejas, como a Quadrangular, Assembleia de Deus, Metodista, comunidades ortodoxas, entre outras.
 
Com informações da CNBB
Foto: Reprodução / CNBB

 
Nesta segunda-feira, 14 de maio, foi realizada a abertura da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) em Brasília. A atividade foi organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Rede Celebra e Comunidade Episcopal Anglicana de Brasília. A primeira celebração foi sediada na própria Diocese Anglicana. 
 
Com o tema “A mão de Deus nos une e liberta” (Ex. 15.1-21), a celebração fez memória ao projeto colonialista que caracterizou a América Latina e o Caribe, cujo alicerce econômico era o trabalho escravo. Inspirado pela Palavra na Vida, destacou-se que situações de trabalho análogas à escravidão são atuais no século XXI. Em um mundo caracterizado por disputas geopolíticas que expulsam as pessoas de seus países de origem, lembrou-se ainda dos inúmeros migrantes e refugiados que são expostos a situações de trabalho degradantes. 
 
Outro ponto trazido para a reflexão de todos foi a flexibilização das leis que caracterizam o trabalho escravo no Brasil e, do outro lado, o compromisso de cristãos e cristãs para que todas as pessoas tenham direito a trabalhos não degradantes. 
 
Celebração
 
Durante a celebração, ouviu-se a história de uma mulher que foi vítima de uma rede do tráfico de pessoas. Esta mulher, além de ter sido exposta à violência psicológica, sofreu abuso sexual. Ela conseguiu fugir e hoje tenta reconstruir a vida. 
 
A homilia foi presidida pela irmã Jucieda Menezes, da Rede Um Grito pela Vida. Em sua fala destacou a contradição entre violência, intolerância, exploração do trabalho humano e a fé cristã. “A partir do exemplo de Jesus e da fé que professamos temos a responsabilidade de não aceitar nenhum tipo de poder e ordem econômica e social que negue e suprima a dignidade das pessoas”, disse. 
 
“Foi uma celebração de afirmação da unidade na diversidade e de que nossa fé exige que nos comprometamos concretamente com a superação das estruturas de injustiça”, declarou a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke. 
 
 
Igrejas representadas
 
Cerca de 120 pessoas estavam presentes, incluindo representantes de sete igrejas: Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sírian Ortodoxa de Antioquia, Presbiteriana Unida, Batista e Assembleia de Deus.
 

 
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Vaticano anunciaram, nesta terça-feira, 15, os detalhes da visita do papa Francisco ao CMI, em Genebra, no dia 21 de junho, em comemoração pelos 70 anos do CMI. O tema desse encontro histórico é: "Caminhando, orando e trabalhando juntos".
 
As informações abaixo, em inglês, foram retiradas do site do Conselho Mundial de Igrejas.
 
 
Vatican and WCC announce details of visit by Pope Francis
 
The Vatican and the World Council of Churches (WCC) on Tuesday revealed details of the 21 June landmark visit of Pope Francis, a visit the WCC described as “a gift to churches”.
 
“The visit of His Holiness Pope Francis to the World Council of Churches in the year of our 70th anniversary, is an historical milestone in the search for Christian unity and for the cooperation among the churches for a world with peace and justice,” said Rev. Dr Olav Fykse Tveit, WCC general secretary, at a press conference.
 
Due to illness, Cardinal Kurt Koch, president of the Pontifical Council for Promoting Christian Unity, was represented by Rev. Dr Andrzej Choromanski of the Pontifical Council for Promoting Christian Unity, who is also a consultant on the WCC’s Faith and Order Commission.
 
“I think His Holiness wanted to participate in this anniversary to express his gratitude to the ecumenical movement that the WCC has made over 70 years as part of the world church movement,” Choromanski.
 
“His Holiness is very much invested in the cause of Christian unity. He has said we should aim for an ecumenism that involves us walking together. When we walk together we pray together.”
 
‘Unique opportunity’
 
Tveit said, “This is a unique opportunity to share our gifts of fellowship with one another and with all our churches around the world. The relationships locally and globally will not be the same after this event”.
 
“Therefore, we in the WCC are immensely grateful to His Holiness Pope Francis that he accepted our invitation to come to the WCC this year.”
 
The landmark 21 June visit is only the third by a pope to the WCC, and the first time that such an occasion was dedicated to visiting the council.
 
“It is possible to have a wider horizon than our own church or people, it is possible to share a vision based on our Christian faith that brings us together and makes us able to do a lot together for the world,” Tveit continued.
 
“One of the principles in the ecumenical movement, has been that we should do together what we can do together. Thus, it was easy to agree on a shared motto for this day of the pope visiting the World Council of Churches: ‘Walking, praying, and working together.’”
 
WCC’s 70th anniversary
 
As Pope Francis begins the fifth year of his papacy, the WCC is marking its 70th anniversary, and the pope’s visit will cap celebrations of the ecumenical legacy and renewal of its promise coinciding with a meeting of its Central Committee, a key WCC governing body.
 
Bishop Charles Morerod, bishop of Lausanne, Geneva and Fribourg of the Roman Catholic Church said, “We have moved to a stage of mutual goodwill and the pope does not want us to rest on our laurels.”
 
Pope Francis will arrive in Geneva at 10:30 a.m. on 21 June after which he will pray and meet with the WCC.
 
Pope Francis will then hold a mass at the Palexpo convention centre in Geneva at 5:30 p.m. that day and the pontiff will leave Switzerland from nearby Geneva airport at 8 p.m.
 
Pope Paul VI visited the WCC in 1969 and, in 1984, a visit was welcomed from Pope John Paul II.
 
The WCC brings together churches, denominations and church fellowships in more than 120 countries and territories throughout the world, representing over 560 million Christians, including most of the world's Orthodox churches, scores of Anglican, Baptist, Lutheran, Methodist and Reformed churches, as well as many united and independent churches.
 
While the bulk of the WCC's founding churches were European and North American, today most member churches are in Africa, Asia, the Caribbean, Latin America, the Middle East and the Pacific and there are now 348 member churches in the WCC.
 
The Roman Catholic Church is not a member of the WCC, but it is a member of its Faith and Order Commission and other commissions, and it and cooperates with the council in many organizations.
 
The WCC works with Catholics on issues of peace and migration in many parts of the world.
 
Fonte: CMI
Foto: Albin Hillert/CMI

 
Ocorreu no último domingo, 6 de maio, em Teixeira de Freitas (BA), o I Simpósio de Igrejas Cristãs Tradicionais – SICTRA, com a temática “Em busca da Unidade Cristã”, no auditório da FASB/IFA. Após o evento, houve a abertura da Semana de Oração pela Unidade Cristã na cidade, com um culto ecumênico dirigido pelo bispo da Diocese Teixeira de Freitas/Caravelas, Dom Jailton de Oliveira Lino.
 
O Simpósio foi organizado por religiosos da Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Siríaca Ortodoxa, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e Primeira Igreja Batista de Teixeira de Freitas, que fazem parte do Grupo de Vivências Ecumênicas (GRUVE) de Teixeira de Freitas.
 
Houve quatro palestras durante o dia, realizadas por religiosos da cidade que fazem parte do GRUVE. A primeira foi do padre Fabiano Costa, pároco da Nossa Senhora das Graças, com o tema “Princípios e frutos da unidade cristã: uma abordagem a partir do decreto Unitatis Redintegratio”. A segunda palestra, do padre Celso Kallarrari, da Igreja Siríaca Ortodoxa, tratou: “O caminho ecumênico entre as Igrejas Ortodoxa Orientais e a Igreja Católica Romana: avanços e perspectivas”. A terceira palestra, do pastor Davi Haese, da Igreja Luterana, teve como tema “Luteranos e Católicos: alegrias com o crescimento da compreensão, da cooperação e do respeito mútuo”. E, a última palestra, do pastor Juan Servin, da Igreja Batista, falou sobre “A Unidade e seu processo histórico: perspectivas e desafios”.
 
“Acredito no caminho ecumênico, como proposta de construção de cultura de paz, deve continuar não apenas em momentos e eventos oficiais entre as Igrejas, mas como proposta de concretizar o caminho da unidade no dia a dia”, disse o pastor Davi.
 
O pastor Juan defende que “a unidade deve ser entendida a partir da leitura da oração do nosso Senhor Jesus Cristo, que está em João 17, e que traz um projeto de paz, diálogo e respeito”.
 
Grupo de Vivências Ecumênicas
 
A iniciativa de formar o grupo ecumênico foi do padre Celso Kallarrari. O grupo é formado por religiosos de diferentes igrejas que buscam fazer uma experiência comum de vida na oração, leitura bíblica, etc. Os religiosos se reúnem uma vez por mês para orarem pela unidade cristã. Eles também trocam experiências e compartilham ensinamentos teológicos. 
 
 
Com informações da Assessoria de Comunicação / Petrina Nunes
Fotos: Reprodução

 
 
O Dia das Mães está aí. Festa para uns, vazio para outros, lucro para comerciantes... mas vale recordar a origem da data que tem mais de cem anos.  
 
Poucos sabem que a gênese nada tem a ver com a tradicional referência às "rainhas do lar" ou com a intensa venda de produtos e presentes.
 
O Dia das Mães foi criado devido à atuação de mulheres/mães cristãs em causas sociais. Foi uma evangélica metodista de West Virginia, Estados Unidos, a ativista social Anna Reeves Jarvis, mãe de doze filhos, que começou a articular eventos que reuniam mães em torno de demandas sociais.  
 
Jarvis criou em 1858 os Clubes "Dias de Trabalho das Mães" que atuavam pela diminuição da mortalidade de crianças de famílias de trabalhadores. Anos depois, a ativista organizou o Dia da Amizade das Mães, para reunir famílias e vizinhos separados com a Guerra Civil dos EUA, e para ações solidárias com os feridos.
 
Depois da morte de Anna Jarvis, em 1905, uma de suas filhas, que tinha o mesmo nome, foi quem militou para a oficialização de um dia nacional das mães. Anna Jarvis filha  (foto acima) queria honrar a memória da mãe ativista social com um ato pela paz e com isso prestar homenagem a todas as mães.
 
A campanha pelo Dia das Mães oficial começou com a realização de cultos, inicialmente na Igreja Metodista, depois em outras igrejas, no segundo domingo de maio. Isso se deu em anos seguidos e em cidades diferentes. Como houve grande adesão, o segundo domingo de maio foi instituído por lei nos EUA, em 1914, como Dia das Mães.
 
Transformado a cada ano em evento fortemente comercial, o sentido do Dia das Mães sonhado pela filha da cristã metodista atuante pelas causas sociais foi apagado rapidamente.
 
Em 1923, Jarvis até passou a militar contra a data que ela própria havia criado. Nos anos 1930 ela chegou a ser presa, acusada de perturbar a paz de um encontro grupo de Mães da Guerra Americana, ao protestar contra a comercialização de flores. Anna Jarvis não teve sucesso na recuperação do sentido do Dia das Mães: morreu em 1948, cega, pobre e sem filhos.
 
Mais de cem anos depois da primeira comemoração oficial do Dia das Mães, pode parecer vã qualquer nova campanha pela recuperação do seu sentido original. Não deixa, porém, de ser um bom exercício pensar na data de forma menos estereotipada e comercial. Não seria um meio de honrar mães, presentes e ausentes, destacar aquelas que, como a Anna Jarvis do passado, são ativistas na promoção da vida e da paz?
 
Em nossa história recente temos mães-inspiração para outras mães, para mulheres que não são mães e mesmo para homens. Mulheres destacadas como Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, vitimado pela AIDS, líder da Sociedade Viva Cazuza de apoio a portadores do vírus HIV. Também a estilista Zuzu Angel, mãe de Stuart Angel, desaparecido nos porões ditadura no Brasil.
 
Zuzu Angel pagou o preço de sua incansável busca pela verdade e a justiça: perdeu a vida em um acidente de carro, evidentemente provocado pelas forças repressivas da ditadura.
 
Da mesma forma, há as Mães da Praça de Maio, que, há mais de 40 anos, se reúnem na praça em frente à sede do governo da Argentina, em Buenos Aires, para protestar por seus filhos desaparecidos durante a ditadura naquele país, numa luta incessante por verdade, justiça e memória pela vida.
 
Contudo há outras mulheres não tão visíveis, como as mães fundadoras da Associação Brasileira de Busca e Defesa à Criança Desaparecida, as Mães da Sé, em São Paulo. Estas vivem a dor da ausência de seus filhos, mas dela brota força para uma jornada na qual enfrentam o mercado da prostituição, o tráfico de seres humanos, grupos de extermínio.
 
Há outras anônimas, como as Mães de Acari, reconhecidas pela busca de justiça e contra a impunidade dos assassinos de seus filhos, os onze jovens (três meninas e oito rapazes) moradores do bairro de Acari, no Rio de Janeiro, desaparecidos, em 1990, depois de serem levados à força, de um sítio em Magé, por policiais militares e detetives da Polícia Civil.
 
Entre estas mães conhecemos o nome de Edméia da Silva Euzébio, 47 anos, assassinada em 1993, junto com a cunhada, Sheila Conceição, na Praça Onze, depois de ter conseguido informações que levariam à localização dos jovens desaparecidos. Nem o caso dos jovens nem o de Edméia foram julgados pelo Poder Judiciário até hoje, e as Mães de Acari seguem firmes na busca por justiça.
 
Nesta mesma busca se encontra agora Marinete da Silva, mãe da vereadora do Rio Marielle Franco, executada a tiros porque atuava contra essa violência sofrida por moradores das periferias da cidade. 
 
Dona Marinete não perde a esperança de que a justiça seja feita, mas reconhece o que é cruel: “... Tem tanta gente que sofre mais… Não sou a primeira nem serei a última”.
 
Há muitas outras mães que poderíamos citar, mulheres para quem certamente se referem as palavras de Jesus de Nazaré registradas na Bíblia: "Todas as vezes que vocês fizeram estas coisas a um dos meus pequeninos, vocês fizeram para mim" (Mateus 25).
 
Fonte: Carta Capital
Foto: Wikimedia

 
 
A revelação de dados segundo os quais o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) manteve uma política de execuções sumárias não chega a ser surpresa, segundo o Instituto Vladimir Herzog (IVH), mas "é mais uma prova de que não houve porões da ditadura; e sim uma política de Estado de terror, desaparecimentos forçados e assassinatos". Em nota, a entidade afirma que as informações reforçam "de maneira incontestável" as conclusões da Comissão Nacional da Verdade, em especial quanto à necessidade de uma reinterpretação da Lei da Anistia (Lei 6.683, de 1979).
 
"A anistia concedida a agentes públicos que ordenaram detenções ilegais e arbitrárias, torturas, execuções, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres – como o documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos atesta – é incompatível com o direito brasileiro e a ordem jurídica internacional, pois tais crimes, dadas a escala e a sistematicidade com que foram cometidos, constituem crimes contra a humanidade, imprescritíveis e não passíveis de anistia", afirma o instituto.
 
Por isso, acrescenta o IVH, torna-se urgente rever a lei: "Da forma em que está estabelecida, ela perpetua a impunidade, propicia uma injustiça continuada, impedindo às vítimas e a seus familiares o acesso à justiça, e afronta o dever do Estado de investigar, processar, julgar e reparar as gravíssimas e generalizadas violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar". O instituto também considera inaceitável a explicação ainda adotada pelas Forças Armadas, que fala em "atos isolados" ou "excessos".
 
Leia aqui a íntegra da nota.
 
Fonte: Rede Brasil Atual
Foto: Reprodução / Instituto Vladimir Herzog

 
Integrantes do novo Conselho Deliberativo da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) tomaram posse para o mandato 2018-2022, durante a XIX Assembleia, realizada nos dias 9 e 10 de maio, em Porto Alegre (RS). Também tomaram posse a nova Presidência do Conselho, a nova Diretoria da FLD e o Conselho Fiscal, sob a condução da pastora Silvia Genz, pastora primeira vice-presidenta, que levou a saudação da Presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB), e do pastor Altemir Labes, secretário adjunto para Missão e Diaconia. Labes faz parte do conselho como membro nato, representando a Secretaria Geral da IECLB, juntamente com a coordenadora de Diaconia da IECLB, Carla Jandrey, e com o representante do Conselho da Igreja da IECLB, Paulo Edgar Trapp.
 
As novas conselheiras e conselheiros, indicados pelos sínodos da IECLB, são: Brasil Central, Soliana Schneider; Centro Campanha Sul, Lisani Christmann Landskren; Centro-Sul Catarinense, João Bartsch; Espírito Santo a Belém, Willa Buecker; Mato Grosso, Elair Schanoski; Nordeste Gaúcho, Alecio Patzlaff; Noroeste Riograndense, Fábio Bernardo Rucks, Norte Catarinense, Rudiberto Gaedke; Paranapanema, Darclê Susan Westphal Cunha; Planalto Rio-grandense, Roselaine Plentz Wolter; Rio dos Sinos; Eloí Siegert Peter; Rio Paraná, Harri Behling; Sudeste; Herbert Emil Knup; Sul-Rio-Grandense, Felipe Zarnott Menezes; Uruguai, Cleci Terezinha Koch; Vale do Itajaí, Tatiane Gaulke; e Vale do Taquari, Ronald Markus. Os conselheiros dos sínodos Norte Catarinense, Rio Paraná e Vale do Taquari justificaram sua ausência.
 
Depois da posse, foram eleitas a Presidência do novo conselho: Alécio Patzlaff,  do Nordeste Gaúcho, presidente, e Soliana Schneider, do Brasil Central, vice-presidenta; a nova Diretoria, composta por: Eloí Siegert Peter, do Rio dos Sinos, presidenta; Fábio Bernardo Rucks, do Noroeste Riograndense, vice-presidente; Herbert Knup, do Sudeste, secretário; Tatiane Gaulke, do Vale do Itajaí, vice-secretária; Cleci Terezinha Koch, do Uruguai, tesoureira; e Felipe Zarnott, do Sul-Rio-Grandense, vice-tesoureiro; e o Conselho Fiscal: titulares, Grasiella da Silva Coimbra, Graziele Damasceno Scherer e Valério Weirich; e suplentes, Alci Saick, Fábio Machado Silva, Lodi Uptmoor Pauly.
 
A Presidência e a Diretoria que acompanharam a FLD até agora, assim como integrantes do antigo conselho, receberam agradecimentos da equipe da FLD-COMIN-CAPA no momento da sua despedida. A secretária executiva da FLD, Cibele Kuss, lembrou que Valmi Becker, que deixou a Presidência da Diretoria, foi a primeira mulher a ocupar o cargo na organização.
 
A Assembleia foi precedida pelo seminário Diaconia Transformadora e Incidência Pública na perspectiva dos 500 anos da Reforma, que aconteceu no dia 8, com assessoria da diácona e professora Márcia Paixão, e da pastora e professora Claudete Beise Ulrich. No dia 9, a assembleia teve a apresentação, avaliação e aprovação dos relatórios Narrativo e Financeiro e do Planejamento e Orçamento, e a aprovação da Política de Justiça Socioambiental, elaborada por um grupo de trabalho definido na última assembleia, composto por pessoas da equipe da FLD, COMIN e CAPA.
 
Fonte: FLD
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