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A Rede Ecumênica da Juventude anunciou neste sábado (22) a composição de sua nova Facilitação Nacional Colegiada (FNC).

Após um período de (re)pensar a REJU e o jeito de se fazer o trabalho em Rede, o GT de Transição, composto por integrantes da REJU representando 4 regiões do país, propôs uma novidade metodológica – uma Facilitação Nacional Colegiada, com o intuito de fortalecer a horizontalidade e a participação democrática das juventudes que compõem a Rede.

As atribuições da Facilitação Nacional Colegiada passarão a ser exercidas pelas jovens Naiara Soares (BA), Thalia Schuh (SC) e pelo jovem Felipe Bernado (PE).

Naiara, 20 anos, é uma jovem candomblecista integrante da REJU Bahia e acredita que a nova FNC poderá “garantir uma mistura de ideias que fortalece a construção coletiva e mobilização” da Rede, além de potencializar a representatividade e autogestão. Diz ainda que sonha com uma REJU sem barreiras, que fale para os mais diversos públicos, podendo espalhar muito mais a sua mensagem de combate à todas as formas de intolerância.

Thalia, jovem de confissão luterana integrante da REJU Santa Catarina, tem 18 anos e afirma crer numa Facilitação fortalecida para o diálogo, visando somar e aproximar pessoas para o movimento ecumênico. “Quanto mais a diversidade e as diferentes realidades da Rede forem representadas, mais abrangente e impactante serão os diálogos e a nossa incidência”.

Felipe, protestante, tem 22 anos e faz parte da REJU Pernambuco. Ele conta que a Facilitação Nacional Colegiada será uma alternativa frente aos desafios de construir uma rede cada vez mais plural, com rostos, histórias, vivências e sagrados que se unam na luta por direitos e contra as intolerâncias. Felipe também acredita que a Rede precisa alcançar novos espaços. “Falo de periferias, guetos, espaços religiosos em contradição, inserção nas comunidades”.

A nova Facilitação Nacional Colegiada passa a articular a Rede nacional e será apresentada ao movimento ecumênico na próxima reunião anual do FE ACT Brasil (Fórum Ecumênico do Brasil, membro da ACT Aliança) em agosto.

A REJU se alegra com a conclusão de mais um processo construído coletivamente, e sonha com uma Rede mais diversa, com corpos, histórias, danças e sagrados que nos unam nas diferenças e semelhanças.

Entenda o processo:

a) Composição de um Grupo de Trabalho para acompanhar e encaminhar o processo de transição, com a tarefa de acolher as sugestões enviadas pel@s integrantes da rede, bem como colaborar na transição e outros encaminhamentos do processo de escolha da nova FNC;

b) O lançamento da metodologia de indicação em junho/2017, respeitando um período de acolhida das devolutivas das regionais em relação ao plano metodológico proposto;

c) Acolhida das indicações d@s integrantes da Rede para a composição da FNC em junho-julho/2017;

d) A escolha da FNC no Grupo de Trabalho, a partir das indicações e diálogos com @s indicad@s em julho/2017;

e) Transição para a nova Facilitação Nacional Colegiada e apresentação desta na reunião anual do FE ACT Brasil em julho-agosto/2017.

Fonte: Reju

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Foi realizada, entre os dias 20 e 23 de julho, a XIII Assembleia Geral Ordinária da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). Além da eleição do novo Conselho Coordenador da IPU (veja abaixo), o evento também contou com a seguinte pauta:

- Relatório de Gestão (triênio 2014-2017);
- Culto Ecumênico com a presença do reverendo Dr. Valdir Xavier de França;
- Lançamento do livro "Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - Identidade Eclesiológica e Teologia Reformada;
- Palestras sobre os desafios atuais às igrejas reformadas e o contexto mundial das igrejas reformadas (com enfoque para a América Latina).

O novo Conselho Coordenador, que terá mandato para o triênio 2017-2020, ficou assim composto:

Moderadora - Presba. Anita Wright (PVTR)
Vice-Moderador - Rev. Wislanildo Franco (PRNV)
Tesoureiro - Presb. Davi Natal (PJDI)
1º. Secretário - Presb. Sérgio Miranda (PSVD)
2º. Secretário - Presb. Daniel Castro (PSPL)
1º. Suplente - Rev. José Roberto (PCRJ)
2º. Suplente - Presb. Jésser Pacheco (PEB)

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A organização internacional ONG internacional Global Witness divulgou relatório em que aponta que o Brasil é o país mais perigoso para lutar pela defesa por direitos e pelo meio ambiente. Segundo dados da ONG, 49 defensoras e defensores assassinados em 2016. “Ano após ano, este é o país mais perigoso em termos de números”, afirma a entidade.

Segundo eles, a indústria madeireira está vinculada a 16 assassinatos, enquanto proprietários de terras são suspeitos de perpetrarem vários assassinatos na Amazônia. “O governo diminuiu a legislação ambiental e debilitou instituições de direitos humanos”, afirmam.

O Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensoras e defensores do meio ambiente e para os que lutam pela permanência na terra e em seus territórios, desde que a Global Witness começou a compilar dados mundiais. Em 2016, um espantoso número de 49 pessoas foram assassinadas por protegerem suas terras: 16 delas defendendo as ricas florestas brasileiras dos madeireiros ilegais e um número cada vez maior, lutando contra a expansão do agronegócio e o seu poderoso lobby dentro do governo.

Para a ONG, apesar do chocante e crescente número de assassinatos, o governo brasileiro tem, na verdade, diminuído a proteção a defensoras e defensores ambientais. Quase imediatamente após assumir o poder, em agosto do ano passado, a administração de Michel Temer desmantelou o Ministério dos Direitos Humanos. O Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos conta com poucos recursos e é ineficaz.

Os assassinatos são emblemáticos dos níveis extremos da violência rural no Brasil. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) atribui isso ao avanço agressivo, com respaldo estatal, de projetos empresariais - incluindo agronegócios, mineradoras e empresas de energia - sobre as terras de comunidades indígenas e tradicionais, assim como de pequenos agricultores, os quais têm organizado uma crescente resistência coletiva para enfrentar o problema. De acordo com a CPT, as raízes do conflito encontram-se na história do colonialismo e da escravidão no Brasil, e o fato de o governo nunca ter resolvido os problemas estruturais do setor agrário.

“É por isso que muitas organizações sugerem que o conflito só pode ser resolvido através da implementação da política de reforma agrária, estabelecida na Constituição Brasileira. No entanto, a forte influência da elite rural sobre a política nacional, a qual se aprofundou com a atual crise política, tem impedido que isso aconteça. Enquanto isso, a violência aumenta”, destaca a Global Witness. A CPT documentou 61 assassinatos devido a conflitos no campo no Brasil em 2016[1], maior número dos últimos 13 anos. Em 2017, a entidade já registrou, até o momento, 46 assassinatos em conflitos no campo.

Para a ONG estrangeira, “para deter o curso de assassinatos, o governo brasileiro deve fortalecer o seu apoio a defensoras e defensores do meio ambiente e da terra, especialmente nas áreas mais remotas do país”.

[1] Cumpre também dizer que a CPT não trabalha com a categoria de defensor/a de direitos humanos ou do meio ambiente e nem com a categoria ambientalista. Os casos incluídos nesse relatório, portanto, aqueles que se enquadram em violência contra defensoras e defensores de direitos humanos e ambientalistas, de acordo com o conceito da Global Witness.

Fonte: Comissão Pastoral da Terra
Foto: Arquivo ANPr

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Há poucos dias da "Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um", o centro de eventos da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), já se prepara para receber cristãos católicos e evangélicos vindos de diversas regiões do Brasil e também de outros países, com o propósito de adorarem a Deus em unidade. O evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto (sendo os dias 5 e 6 abertos ao público em geral) e contará com as participações de padres e pastores do Brasil e dos Estados Unidos.

O projeto foi idealizado pelo missionário católico e fundador da Comunidade Coração Novo no Rio de Janeiro (RJ), Izaias de Souza Carneiro, que também integra a equipe de serviço do Encontro de Cristãos em Busca da Unidade e Santidade (ENCRISTUS) no Brasil. O objetivo é promover a unidade entre os cristãos através do louvor e da adoração.

Um dos conferencistas do evento, o pastor e líder há 30 anos do Ministério Koynonia de Louvor, Bené Gomes, fala sobre sua experiência com o tema da unidade. Segundo ele, foi em 2007, depois de um convite para ministrar em uma igreja católica no bairro do Meier, zona norte do Rio de Janeiro, que percebeu a oportunidade de estreitar laços com os irmãos. "Fomos muito bem recebidos por eles, que sabiam cantar a maior parte de nossas músicas. Desde então passamos a nos reunir uma vez por mês para orarmos, compartilharmos a palavra e termos comunhão, o que acontece até hoje".

Para Bené, as diferenças doutrinárias existentes entre os cristãos não deveriam servir de justificativas para a divisão no Corpo de Cristo. "Eu costumo dizer que é possível sim ter unidade nas coisas essenciais como, por exemplo, a confissão de Cristo como único Salvador e sua centralidade em nossas vidas. Por outro lado, naquilo que não é essencial podemos divergir com maturidade e respeito, entendendo que a importância da unidade está acima das nossas diferenças de visões, leituras e interpretações bíblicas". O líder do Koynonia também vê na ignorância espiritual e no preconceito os principais fatores que impedem o avanço da unidade entre os cristãos. "Quando Deus olha para os católicos e os evangélicos vê filhos lavados e remidos pelo sangue de Jesus que servem as igrejas nas quais estão inseridos".

O evento recebe também o apoio do cardeal arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, que lembra que “a igreja católica tem o documento do Concílio Vaticano II que fala justamente sobre o ecumenismo, que é o diálogo com todas as denominações cristãs, reconhecendo toda a disponibilidade e vontade de, daqueles que creem em Cristo, saberem se respeitar, se amar, rezar juntos e, ao mesmo tempo, vivenciar a unidade”. O cardeal também revela a importância da unidade no início de sua jornada e ordenação presbiteral. “Em minha ordenação de padre escolhi como lema ‘que todos sejam um’ e, de uma certa forma, levei para frente durante toda a minha vida até hoje como lema do meu trabalho pastoral, convicto de que realmente o Senhor nos deseja vivendo a diversidade e o respeito ao outro, sabendo que não se resume à uniformidade, mas sim à unidade em meio a diversidade. Tenho visto como isso é importante para mim, para a igreja enquanto tal e para o mundo” reforça.

Na programação da "Conferência Somos Um", os participantes terão a oportunidade de acompanhar ministrações que falam a respeito da importância da música para a unidade dos cristãos. O pastor, músico e compositor Asaph Borba, que exerce grande influência no meio evangélico desde os anos 70, também será um dos conferencistas e conta que sempre acreditou na unidade da igreja. "Quando compus o cântico 'Alto Preço' foi uma declaração sincera de quem crê nessa verdade. Acredito que o louvor une sempre. Quem aprende a cantar junto aprende a viver junto", reforça o cantor que possui livros, CDs e DVDs em diversas partes do mundo.

A mesma visão é compartilhada pelo assessor para o diálogo ecumênico da Diocese de Osasco (SP), padre Douglas Pinheiro, outro conferencista do projeto que vê o louvor e a adoração como alguns dos elementos que, de fato, unem os cristãos. “O movimento carismático no Brasil, quando chegou ali pelas décadas de 70 e 80, não tinha ainda um arcabouço artístico do qual se servir nos grupos de oração. Então, por muitos anos nós nos alimentamos espiritualmente de louvores evangélicos, que era o que existia naquele tempo. Temos essa gratidão aos irmãos evangélicos por nos terem possibilitado um encontro com Deus através de músicas compostas por eles”, explica o padre, que também é professor de teologia sistemática na UNISAL-SP.

O pastor Mike Herron é pianista, compositor e um dos líderes fundadores do "John 17 Movement" (Movimento João 17), uma iniciativa internacional que promove a unidade entre os cristãos. Ele é um dos convidados a ministrar no evento e diz ver na música a ferramenta que Deus está utilizando para restaurar o Corpo de Cristo. "Nós teremos católicos, protestantes, evangélicos e carismáticos e estaremos unidos para adorar ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos um só Senhor e um único Salvador. Estaremos lá para celebrá-Lo, aprender sobre Ele e como podemos adorá-lo mais efetivamente em nossos ministérios".

Para mais informações, inscrições e sugestões de hospedagem, basta que o interessado acesse o site do evento (missaosomosum.com.br) ou baixe o aplicativo "Rede Somos Um", uma plataforma lançada recentemente que facilita a busca por informações sobre o evento e outras notícias a respeito da unidade entre os cristãos. O App está disponível gratuitamente nos sistemas Google Play e iOS.

Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um
Data: 03 a 06 de Agosto
Local: Cidade das Artes - Avenida das Américas, 5300 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro (RJ)

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E se aquele desejo pelo transcendente que nos toma resultasse em um amor concreto pelo mundo, especialmente pelos/as mais pobres e injustiçados/as?

O 2º Encontro Nacional de Juventudes e Espiritualidade Libertadora se propõe a ser um grande mar onde convergirão os mais diversos rios de espiritualidade, povo que caminha em busca da libertação. Seguindo a esteira da Teologia da Libertação, esperamos desaguar correntezas de jovens, caudalosos/as de utopia, a fim de partilhar suas vivências de espiritualidade que são também de rebeldia e esperança.

Escolhemos como tema a Mística do Bem-viver, proposta de uma sociedade pautada em relações e valores bem diversos do capitalismo que nos genocida a cada dia. Solidariedade, harmonia com a natureza, ética, igualdade de gênero, justiça social, sementes que começaram a ser plantadas e que nos dispomos a radicalizá-las. A expressão Bem-viver (sumak kawsay) tem origem andina, esse paradigma planetário não está distante do que sempre, como subalternizados/as, ousamos viver em nossos territórios de resistência. Corre em nossas veias. Acreditamos que esses rios nos trarão experiências concretas que estamos construindo nos mais diversos espaços de vida.

Serão dias que prometem ser intensos e desafiadores. Nos revezaremos entre oficinas, grupos de trabalhos, mesas de debate, atividades culturais e espaços livres, alinhavados por uma metodologia que permitirá a escuta e a fala, o sentir e o tocar. Sobre a pergunta inicial, a espiritualidade, quando alienante, faz escravas mulheres, homens e natureza, mas quando libertadora é rebeldia, insurreição, potencializadora de qualquer processo revolucionário.

Junte-se a nós entre os dias 7 e 10 de setembro, na cidade de Poá/SP. Ousemos construir um outro mundo possível e necessário!

Saiba mais em: www.espiritualidadelibertadora.org.br

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Três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, o velho fantasma volta a assombrar as famílias brasileiras não só no Nordeste e Norte, mas em todo o País. É um resultado desastroso da política cruel adotada pelo governo ilegítimo Michel Temer.

Cortes em programas e políticas de proteção social têm sido a regra de Temer, que optou claramente por cortar benefícios e reduzir, drasticamente, as subvenções dos programas sociais. Esse jeito de governar revela que o golpe é contra os mais pobres, contra o trabalhador. E, infelizmente, a fome é a parte mais visível e cruel deste "Novo Brasil" que eles estão construindo.

Quando a presidenta legítima Dilma Rousseff foi afastada pelo golpe parlamentar, 13,8 milhões de famílias estavam recebendo os benefícios do Programa Bolsa Família. Nas mãos dos golpistas, o Bolsa Família está despencando: o número de famílias atendidas caiu para 13,2 milhões em junho de 2017 e chega a julho com 12,7 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social.

O golpe já excluiu 1,1 milhão de famílias da rede de proteção. Isto representa 4,3 milhões de pessoas, a maioria crianças (em média cada família tem 3,6 membros). Em meio à crise econômica, consequência da política econômica desastrosa dos golpistas, o governo Temer desprotege justamente os mais vulneráveis. Revelando assim a sua face mais desumana ao intensificar a crise social.

A exclusão de famílias do Bolsa Família, iniciada ano passado, e a redução dos valores investidos no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha para um país que trilhava avanços sociais que o colocava como referência em todo o mundo.

Segundo publicou o jornal "O Globo", no norte de Minas Gerais, por exemplo, o corte feito pelo governo federal no repasse de alimentos ao Quilombo Gurutuba, via PPA, vem colocando em risco a alimentação das sete mil famílias que lá vivem. E isso significa que essas pessoas estão voltando a sofrer com a fome.

Os números do orçamento da União são pedagógicos e esclarecem como e por que estamos voltando ao mapa da fome. De janeiro a junho de 2016 foram pagos R$ 43 milhões para aquisição de alimentos; no mesmo período em 2017 foram somente R$ 5 milhões de reais.

O governo Temer disse que estava reduzindo o Bolsa porque não havia mais famílias na fila de espera: outra mentira dos golpistas. O desemprego alcançou o índice mais alto da história, com mais de 14 milhões de desempregados. Como não esperar o aumento na procura do Bolsa Família? Com o desemprego, milhares de famílias perderam renda.

O povo bate à porta das redes de assistência social. Atualmente, 550 mil famílias estão na fila, esperando para receber o cartão. Na expectativa de que o benefício garanta comida e possa espantar o fantasma da fome. É só andar pelas ruas das médias e grandes cidades e se percebe que a pobreza voltou a crescer.

Há um mês, o governo golpista disse que usaria o saldo da redução de famílias para dar o reajuste de 4,6% no Bolsa Família, mas não cumpriu a promessa. Congelou os valores do benefício. E corre solto na Esplanada que a “sobra” está sendo usada para pagar as emendas parlamentares em troca de barrar a denúncia por corrupção contra Temer.

O Brasil, de Lula e Dilma, realizou uma revolução silenciosa, em pouco mais de uma década, ao sair da condição de País conhecido internacionalmente pelo alto índice de pobreza para o País que, de forma pacífica, conseguiu reduzir radicalmente a miséria. Quem diz isto não é o PT, não sou eu, mas o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud).

Por exemplo, enquanto o mundo conseguiu reduzir a pobreza extrema pela metade, para 22%, em 2012 – o Brasil, no mesmo período, erradicou a fome e fez com que a população extremamente pobre do País caísse para menos de um sétimo do registrado em 1990 (de 25,5% para 3,5% em 2012). Uma vitória dos governos do PT e do povo mais pobre.

Mas hoje a realidade é que o fantasma da fome volta a rondar. Com o governo Temer, corremos o risco de ser o país que mais rapidamente voltou ao mapa da fome. A única saída para barrar esse triste retrocesso e também acabar com a crise econômica e política é a convocação, ainda em 2017, de eleições diretas. Precisamos retomar a estabilidade política e democrática no Brasil e construir um governo sério, legítimo e comprometido com questões sociais.

Carlos Zarattini é deputado federal (PT-SP) e líder do partido na Câmara.

Fonte: Carta Capital
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

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As Nações Unidas adotaram nesta sexta-feira (7) o primeiro tratado legalmente vinculativo de proibição de armas nucleares. O documento foi aprovado com 122 votos a favor, uma abstenção (de Singapura) e um voto contra (da Holanda) e prevê que os países que o ratificaram "nunca sob nenhuma circunstância devem desenvolver, testar, produzir, fabricar, adquirir, possuir ou armazenar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares". A informação é da ONU News.

O documento também proíbe qualquer transferência ou uso desse tipo de armamento, além da ameaça do uso dessas armas. Antes da adoção, a presidente da conferência das Nações Unidas que negociou o tratado, Elayne Whyte Gomez, destacou o "momento histórico" pela conclusão positiva do primeiro acordo multilateral de desarmamento nuclear em mais de 20 anos.

Elayne, que também é embaixadora da Costa Rica junto à ONU em Genebra disse que essa norma legal era aguardada há 70 anos, desde o uso das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, final da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945.

Um total de 141 países participaram nas três semanas de negociações do tratado, que preconiza uma proibição total de armas nucleares, liderados pela Áustria, Brasil, México, África do Sul e Nova Zelândia. Nenhum dos nove países do mundo que possuem armas nucleares -- Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte -- participou nas negociações.

Agência Brasil com informações da ONU News
Foto: KCNA via KNS/AFP/Arquivos

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O mundo reformado assinou nesta quarta-feira, 5, em Wittenberg, Alemanha, dois importantes documentos que continuam o caminho rumo à unidade dos cristãos.

A reportagem é de Claudio Geymonat, publicada por Riforma, 05-07-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na manhã desta quarta-feira, durante um culto ecumênico que ocorreu na Stadtkirche de Wittenberg, a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas (WCRC) e a Federação Luterana Mundial (FLM) assinaram o “Testemunho de Wittenberg”, uma declaração comum que pede que as partes continuem na estrada da cooperação comum, do diálogo.

Quem assinou o texto em nome das 145 Igrejas-membro da FLM foi o secretário-geral, Martin Junge, enquanto que, em nome das 233 Igrejas que fazem parte da Comunhão Reformada, quem assinou foi o secretário-geral, Chris Ferguson.

“Aproximamo-nos desse importante aniversário da Reforma na perspectiva da unidade do corpo de Cristo, um dom de Deus”, declarou o pastor Junge. “Isso significa que temos bem clara a responsabilidade do diálogo e do encontro. O texto que assinamos hoje testemunha isso.”

“O ‘Testemunho de Wittenberg’ se baseia em décadas de diálogo teológico e em passos dados pelas Igrejas-membro umas em relação às outras em todo o mundo”, repercutiu o pastor Ferguson. “Portanto, ele apresenta a gratidão pela unidade que as Igrejas já têm em Cristo, celebra aquilo que elas têm em comum, reconhece e lamenta as questões que ainda dividem e, enfim, expressa o chamado comum das Igrejas a testemunhar no mundo. Ele requer uma imaginação renovada do que significa ser Igrejas em comunhão no nosso tempo. Precisamos de criatividade para sonhar um mundo diferente, onde prevaleçam a justiça, a paz e a reconciliação.”

Durante a mesma cerimônia, a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas também assinou um acordo de associação à “Declaração Conjunta Católico-Luterana sobre a Doutrina da Justificação” de 1999. Na presença também dos outros signatários do texto, a Igreja Católica, representada pelo secretário da Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o bispo Brian Farrell, e o Conselho Metodista Mundial, que, por sua vez, ratificou o texto em 2006, representado pelo secretário-geral, o bispo Ivan Abrahams, os reformadores, assim, aderiram, trazendo as suas ênfases e atenções específicas, particularmente sobre a relação integral entre justificação e justiça.

“Comprometemo-nos a lutar juntos para aprofundar a compreensão comum da justificação no estudo teológico, no ensinamento e na pregação”, afirma o texto. “A presente conquista e o atual compromisso são acompanhados por católicos, luteranos, metodistas e reformados como parte da sua busca pela plena comunhão e testemunho comum ao mundo, que é a vontade de Cristo para todos os cristãos e cristãs.”

A íntegra do texto do “Testemunho de Wittenberg” está disponível aqui, em inglês, francês, alemão e espanhol.

Já o texto da adesão reformada à “Declaração Conjunta Católico-Luterana sobre a Doutrina da Justificação” está disponível aqui, em inglês, francês, alemão e espanhol.

Fonte: Reprodução IHU Unisinos
Foto: religionnews.com
Obs.: o título foi adaptado

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O CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil realiza, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2017, a XVII Assembleia Geral Ordinária. O encontro, que será no Instituto Bíblico de Brasília, contará com a presença da Diretoria do Conselho, delegados/as das Igrejas-membro, além de representantes dos regionais ecumênicos, dos membros-fraternos e demais parceiros.

Confira, a seguir, a convocação oficial para a Assembleia:

 

Brasília 03 de julho de 2017.
É o amor de Cristo que nos move” (2 Co 5-19)

CONVOCAÇÃO PARA A XVII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Na qualidade de Presidente da Diretoria do CONIC, cumprindo o Art. 16, item I do Estatuto do CONIC, convoco os membros da Diretoria e os/as delegados/as das Igrejas-membro, regionais ecumênicos e membros-fraternos para XVII Assembleia Geral Ordinária do CONIC no período de 21 de agosto, noite, e encerra no dia 24 de agosto de 2017, ao meio-dia. O local da XVII Assembleia Geral Extraordinária será o Instituto Bíblico de Brasília, SGAN 601 – Módulo F – Asa Norte – Brasília – DF (Antiga Caritas).

A XVII Assembléia Geral Ordinária contará com a seguinte pauta:

Seminário “As heranças da Reforma para o movimento ecumênico do século XXI”;
Apresentação do relatório de atividades 2014-2016;
Apresentação e apreciação dos Relatórios Financeiros;
Avaliação da IV Campanha da Fraternidade Ecumênica;
Filantropia e Imunidade Tributária para templos religiosos.

Na unidade do Espírito Santo,

Dom Flávio Borges Irala
Presidente.

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Uma sala de aula onde os alunos são todos - e somente - homens. Brancos, negros, jovens, idosos, de todas as classes sociais, eles formam um grupo heterogêneo e cheio de diferenças, mas carregam consigo uma característica em comum: todos estão ali por terem cometido crimes de violência contra a mulher.

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O texto é de Renata Mendonça, para a BBC Brasil.

O caso de João* aconteceu no último dia 25 de dezembro, no Natal. Uma discussão com a mulher por uma foto apagada de um celular motivou uma briga que fugiu do controle. Entre xingamentos e insultos, ele a empurrou na cama, deu tapas e quebrou o espelho, até ela gritar por socorro e o filho chamar a polícia.

Aos 27 anos, Pedro* nunca teve um perfil violento, segundo a mulher, mas um dia também a agrediu por ciúme - uma raiva que não conseguiu conter no momento, como ele diz.

Já separados, os dois viviam na mesma casa por causa dos filhos, e quando ela chegou mais tarde do trabalho um dia ele resolveu tirar satisfação. Foi de "vagabunda' para baixo, com outros xingamentos que ele mesmo descreve como "impublicáveis" - mas não parou por aí.

"Com essa mão aqui eu dei três tapas na orelha dela que fizeram sangrar. Dei chute no útero, acho que no joelho também. Agredi, sim, não vou mentir", disse à BBC Brasil. Tudo isso na frente dos filhos de quatro anos e dois anos.

Rubens* partiu para cima da filha. Com 60 anos de idade - e um corpo todo de fisiculturista de vidrado em academia -, ele teve seus desentendimentos com a jovem de 18 anos.

"Eu a repreendia, controlava muito horário dela sair e chegar", conta. Um dia, avançou para a agressão e, quando a mãe, que sofre de câncer e está em tratamento, entrou na frente para defender a menina, acabou apanhando também. As duas o denunciaram.

Esses três homens agora estão sendo processados com base na lei Maria da Penha e viraram colegas de sala no curso "Tempo de Despertar", promovido pelo Ministério Público de São Paulo com o objetivo de reduzir a reincidência de casos de violência contra a mulher.

"É uma forma de prevenir a violência contra a mulher. Percebi que os casos de reincidência de violência doméstica eram muito altos, em torno de 65%. Buscando projetos internacionais de sucesso, consegui achar dois que trabalhavam com o homem, com a desconstrução do machismo, da masculinidade", explicou à reportagem a promotora e criadora do curso, Gabriela Manssur.

"A pessoa mais beneficiada com esse curso é a mulher. Nas três edições (do curso) que fizemos, tivemos somente um homem que voltou a cometer violência. Ou seja, reduzimos a reincidência para praticamente zero. Portanto, se temos 17 homens aqui, vamos ter menos 17 casos de violência contra a mulher no Ministério Público ano que vem", afirmou.

"O que é melhor: não é só o processo, dentro do processo tem uma vida, uma família que sofre, uma vítima que sofre. Então são menos 17 vítimas sofrendo de violência contra a mulher."

O curso é composto por oito aulas que, em geral, são realizadas a cada duas semanas. Aborda temas relacionados a gênero, direitos das mulheres, lei Maria da Penha, masculinidade, sexualidade e DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), álcool e drogas, paternidade e afetividade, entre outros.

Participam da iniciativa homens denunciados por violência doméstica e sob investigação, cumprindo medida protetiva e/ou aguardando julgamento. O comparecimento é obrigatório e pode reduzir eventuais penas em caso de condenação.

A BBC Brasil acompanhou três dias de curso e conversou com organizadores, participantes e mulheres vítimas de violência cometida por eles.

Chegada

Quem entrasse desavisado naquela sala no fórum regional da Penha (zona leste de São Paulo) dificilmente entenderia quem eram aqueles homens e o que faziam ali.

Um grupo que reunia jovens de 20 e poucos anos com óculos Rayban escorados na testa; idosos de cabelos brancos; brancos, ruivos, negros, pardos, barbudos, com dreads no cabelo; homens escolarizados, com diploma universitário; ou que mal haviam terminado o colégio; homens fortes, altos, musculosos; outros franzinos, miúdos.

"Não existe perfil do agressor. É aquele homem, aquele jovem, aquele idoso, que não respeita os direitos das mulheres. São homens que não entendem que as mulheres têm os mesmos direitos que eles, que foram criados no reflexo de uma sociedade machista de forma a entender que a mulher tem que servi-lo, que a mulher tem que ser controlada, que a mulher que sai com roupa curta é vadia, etc", afirma Manssur.

E, logo no primeiro dia de curso, já era possível perceber um sentimento em comum: a revolta por estarem ali "sem terem cometido crime nenhum".

"Eles chegam aqui revoltados. Sem entender por que estão ali. Eles falam: 'Eu não sou criminoso, o que eu estou fazendo aqui?'. Não entendem por que as mulheres estão querendo tantas coisas, por que elas querem se igualar aos homens. Xingam até a Maria da Penha", conta Sergio Barbosa, um dos gestores do curso.

O primeiro trabalho é de conscientização sobre os direitos das mulheres, o feminismo e a masculinidade. Nas aulas, especialistas convidados pelos organizadores falam sobre mudanças da sociedade e conquistas recentes das mulheres, sobre a importância de combater a ideia de que "homem tem que ser duro" ou de que "homem não pode chorar" e tentam chamar a atenção para as razões dos erros dos participantes.

"Cheguei aqui e achava que jamais tinha sido agressivo, que nunca tinha sido agressor. Não entendia o que estava fazendo aqui. comecei a entender e aprender coisas que eu nunca tinha ouvido na vida, que existem vários tipos de agressão, que agressão verbal também é violência. Aí no primeiro encontro já vi que eu estava errado", relatou João.

Reflexões

Além das palestras, os homens são reunidos em grupos de reflexão onde debatem como podem melhorar suas atitudes. Em um deles, em que o assunto era autocontrole, a reportagem acompanhou o momento em que a conversa passou a tratar das "roupas que as mulheres vestem".

"Minha mulher pode vestir o que quiser. Eu só aviso para ela: 'Você quer sair assim? Você sabe como os homens vão olhar'. Mas eu respeito a escolha dela", disse um deles. O outro reclamou do batom escuro e vermelho que a esposa usava - semelhante ao da repórter diante dele. "Não gosto. Acho ridículo", disse com veemência.

Sergio Barbosa, que monitorava o grupo, imediatamente tentava direcionar o pensamento deles de outra forma. "Mas qual é o problema do batom? E ela não pode usar?"

Um dos acusados também chegou a transparecer uma insatisfação por estar respondendo pelo crime. "No meu caso, foi só (violência) verbal, ela não precisava ter colocado na lei Maria da Penha". Ao que Barbosa rebatia: "Mas agressão verbal também é violência. Quando alguém te xinga, te rebaixa, te humilha, você gosta? Como você se sente?"

"Nós damos um panorama sobre o que é esperado da mulher na sociedade, como são colocados os direitos das mulheres na Constituição formalmente e como é isso na prática, mostrando o quanto a mulher sofre pra ter os mesmos direitos que os homens", explicou a promotora.

"Eu sempre pergunto: onde é o lugar da mulher? Eles respondem: onde ela quiser. A mulher pode trabalhar? Pode. Pode ser promotora? Pode. E eu sei que tem casos aqui que a mulher apanhou porque foi trabalhar ou foi estudar."

Além de propor a reflexão sobre a questão de gênero, o curso também traz profissionais da Justiça, para tirar dúvidas dos acusados sobre as implicações da lei Maria da Penha, e profissionais da saúde para orientá-los sobre o vício em álcool e drogas - muitos sofrem desse problema - e sobre DSTs.

Mudanças

No penúltimo encontro do curso, era possível perceber outra semelhança entre todos os homens que estavam ali. Se na primeira participação eles se sentiam revoltados, sem entender o motivo de estarem ali, neste a sensação era de aprendizado.

"A principal mudança deles foi falar mais de si mesmo como responsável pelo fato que aconteceu, e não ficar mais delegando a culpa à companheira. Eles perceberam que o comportamento machista os levou a essa situação", observou Sergio Barbosa.

Rubens ainda se vê com dificuldades de aceitar essas "novas regras" da sociedade que aprendeu no curso. Mas reconhece seu erro.

"Eu tenho 60 anos, é muito difícil mudar (o pensamento). Talvez eu tenha que manter minha máscara e fingir que está tudo bem. É difícil esquecer meus valores, tudo que aprendi. Mas tenho certeza que mudei", disse na reflexão com os companheiros de grupo.

"Eles mostraram para mim que de graça não foi, algo eu fiz. E a partir desse dia comecei a refletir que eu não era tao bom quanto achava que fosse. Se você fica preso aos paradigmas antigos, você se torna um opressor. Um dia a gente (ele e a filha) vai se aproximar, e eu penso que serei uma pessoa mais compreensiva, melhor. Ficar preso a esses paradigmas não leva a nada."

A esposa de João tem sentido na prática as mudanças. Os dois ficaram separados por quatro meses após a agressão dele, mas se reaproximaram e acabaram reatando o relacionamento. "Ele mudou bastante. Na hora que vai ficar nervoso, ele pensa em outra coisa e acalma. Mudou a maneira de pensar. Está mais controlado, não é tão ciumento", contou ela à BBC Brasil.

Já no caso de Pedro, o casal prefere se manter separado. Mas a relação dos dois é outra a partir de agora. "Mudou completamente. Até mesmo a relação com a minha família, ele não falava com a minha mãe, hoje ele vai lá, fala com a minha família. Realmente houve uma modificação, não sei se é duradoura", pontuou a esposa.

"A gente vê até pela forma de se comunicar. Ele senta, conversa, não tem aquela ignorância de se sentir superior, agora é de igual pra igual."

Pedro não esconde a vergonha pelo que fez e diz que "não se perdoa". Mas agora se compromete a transmitir aos filhos tudo o que tem aprendido com a situação.

"Se eu tivesse a cabeça que tenho hoje na época, eu não teria feito isso. O que eu fiz foi um acidente, eu nunca mais vou fazer e é algo que eu me envergonho, me arrependo, nao consigo me perdoar. Converso muito com meu filho, explico que ele não pode bater em mulher, que não pode bater na irmã dele, tento consertar a c***** que fiz", disse.

"Acredito que tinha que ter um pouco disso em todas as escolas do Brasil pra essas crianças e adolescentes. Isso iria eliminar muito o tipo de homem que vira agressor, porque ele iria entender a importância da mulher na sociedade."

* Os nomes são fictícios - os personagens conversaram com a reportagem sob a condição de não serem identificados.

Fonte: BBC Brasil
Foto: Reprodução

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