Desde seu primeiro pronunciamento, em 13 de março de 2013, o Papa Francisco ressaltou o caminho da Igreja como um caminho de “fraternidade”. “Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade”. E não é apenas no discurso que o Papa Francisco vem dando passos concretos na direção de construir a fraternidade e a unidade entre os cristãos no mundo.

Em 31 de outubro de 2016, o papa Francisco e o presidente da Federação Luterana Mundial (LWF, siga em inglês), assinaram na Suécia uma Declaração Comum, por ocasião da comemoração católico-luterana dos 500 anos da Reforma protestante.

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Na semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 2015, o papa ressaltou que “muitas controvérsias entre os cristãos, herdadas do passado, podem ser superadas, colocando de lado qualquer atitude polêmica ou apologética e procurando juntos de compreender profundamente o que nos une, ou seja, a chamada a participar do mistério de amor do Pai que nos revelado pelo Filho por meio do Espírito Santo”.

Para o papa Francisco, a unidade dos cristãos não será o fruto de refinadas discussões teóricas, em que cada um vai tentar convencer os outros da justeza das suas opiniões. “Virá o Filho do Homem, e nos encontrará ainda a discutir. Devemos reconhecer que para chegarmos à profundidade do mistério de Deus, precisamos uns dos outros, precisamos de nos encontrar para nos confrontarmos guiados pelo Espírito Santo, que harmoniza as diversidades e supera os conflitos”, disse.

Passos concretos

Na Semana pela Unidade dos Cristãos, comemorada no hemisfério Norte de 18 a 25 de janeiro desse ano, cujo tema foi “Reconciliação, é o amor de Cristo que nos impele”, os 500 anos da Reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero, foi evocado.

“O movimento ecumênico vai frutificando, com a graça de Deus. Que o Pai do Céu continue a derramar as suas bênçãos sobre os passos de todos os seus filhos. Irmãs e irmãos muito amados, servi a causa da unidade e da paz”, disse o papa na abertura da semana.

Em encontro histórico em Havana-Cuba, em 12 de fevereiro de 2016, o papa Francisco e o patriarca ortodoxo russo Kirill defenderam o restabelecimento da unidade do Cristianismo, fraturado por um cisma milenar, e pediram a proteção de todos os cristãos perseguidos no Oriente Médio.

No Egito, em reunião com líderes muçulmanos, o papa pediu aos líderes religiosos que digam “um não forte e claro” a toda violência cometida em nome de Deus e alertou contra a “instrumentalização” da religião por parte do poder.

Fonte: CNBB
Foto: Reprodução

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DECLARAÇÃO DO CONIC
SOBRE O ATUAL MOMENTO POLÍTICO DO BRASIL

Brasília, 19 de maio de 2017.

Nos últimos anos, as forças políticas conservadoras desenvolveram uma decidida campanha para retomar o poder no Brasil a qualquer preço. Fizeram de tudo para desestabilizar o primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff, visando sua derrota nas eleições de 2014.

Frustrados em seus intentos, aliaram-se aos maiores grupos de mídia para, sob a bandeira do combate à corrupção, alimentar uma indústria de denúncias de corrupção, noticiadas quase diariamente com alarde monumental. Muitas dessas denúncias se valeram de meios pouco transparentes para obter seus elementos de prova.

Essas forças chegaram ao poder com o impeachment da presidenta Dilma e a posse do vice-presidente Michel Temer. Este processo passou para a história como um golpe parlamentar perpetrado em nome da moralização da política brasileira e concretizou a ruptura democrática.

Desde então, o Poder Legislativo se fechou para a sociedade. O acesso às galerias – antes um espaço reservado à manifestação dos movimentos organizados em torno das pautas debatidas – foi substituído pelo fechamento dos acessos para a população e pelo cerco de policiais fortemente armados.

Em Brasília, trabalhadores e trabalhadoras, estudantes, indígenas e outros setores do movimento social são tratados como criminosos e impedidos de se aproximar até da Praça dos Três Poderes. Essa coibição ocorre diariamente, mas de forma mais intensa nos dias em que proposições que afetam suas categorias são discutidas e votadas nos plenários. As discussões são realizadas a portas fechadas, sem participação da sociedade civil.

Os patrocinadores do golpe levaram ao Executivo e ao Congresso uma pauta de retrocessos. Essa pauta é claramente defendida pelo mercado financeiro. Incluem o corte de programas sociais, o sucateamento dos serviços públicos, venda de terras para estrangeiros, até chegar à reforma trabalhista e à reforma previdenciária. Além disso, a criminalização de movimentos e organizações sociais, em especial os que trabalham com a demarcação de terras para povos indígenas, como é o caso da CPI da FUNAI/INCRA, indicam que há claro interesse em promover uma limpeza de território para garantir o interesse de ruralistas. Essas propostas representam um corte brutal nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, da ativa e aposentados, além de colocarem sob risco a soberania do país. Essas reformas constituem um retrocesso ao capitalismo antes de 1929, portanto, não são medidas que modernizam a economia.

Tomaram o poder prometendo combater a corrupção. Esta, todavia, dominou o novo governo. No último dia 17 de maio vieram a público revelações nas quais o presidente em exercício e lideranças de seu governo são gravados avalizando e praticando atos de corrupção no exercício do cargo. Essas são as provas de que falta a esse governo a legitimidade para conduzir os destinos da nação, especialmente, quando se discutem propostas que afetam a vida de toda a população nos próximos cinquenta anos.

Diante desse quadro complexo, O CONIC – Conselho nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – vem a público exigir:

1. o fim da repressão aos movimentos sociais, às manifestações populares;

2. a imediata suspensão da votação das reformas em andamento no Congresso;

3. a realização de eleições diretas para a Presidência da República e para as duas casas do Legislativo federal, com vistas a restaurar a legitimidade da representação popular.

Conclamamos as igrejas-membros do CONIC e a todas as pessoas cristãs que se coloquem em oração de intercessão pelo Brasil e, também, em atitude de resistência profética em favor da democracia, que garanta o acesso universal à saúde, à educação, à previdência social e ao emprego. Queremos uma democracia que garanta a distribuição de riquezas, garantia de direitos aos povos indígenas, taxação sobre grandes fortunas e que nos permita sonhar por novo céu e nova terra.

Nenhum direito a menos!

“É o amor de Cristo que nos move”

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

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No dia 31 de outubro de 2016, o Papa Francisco viajou para Lund, na Suécia, para participar da cerimônia conjunta luterano-católica em comemoração aos 500 anos da Reforma. Foi uma demonstração pública de cordialidade, respeito e, acima de tudo, amor cristão.

Na época, um comunicado redigido pela Federação Luterana Mundial e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos dizia que o evento pretendia “evidenciar os 50 anos de contínuo diálogo ecumênico entre católicos e luteranos e os dons resultantes dessa colaboração.” Se você ainda não viu a Celebração Ecumênica de Lund, clique aqui.

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Esse ano, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) também vem com a mesma temática: “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500° Aniversário da Reforma”. Na atividade, não apenas católicos e luteranos estarão engajados, mas também batistas, metodistas, anglicanos, presbiterianos, ortodoxos, entre muitos outros.

Atividades como a SOUC soa como um bálsamo no mundo de hoje, onde prospera, com cada vez mais velocidade, as ações individualistas, hedonistas e de caráter excludente. É imperativo que pessoas cristãs, tornadas irmãs pela fé em Jesus Cristo, deem o testemunho conjunto de Jo 17:21: “para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.”

E sua na sua comunidade, como estão os preparativos para a SOUC?

Mande-nos um relato contando sobre tais preparativos, expectativas: comunicacao@conic.org.br.

Para saber mais sobre o evento, acesse: www.conic.org.br.

Foto: Aleteia / Jeffrey Bruno

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A condenação do ainda governador de Jacarta por um tribunal indonésio por blasfêmia está a ser vista como um passo preocupante em direção a menos tolerância religiosa no país com maior população muçulmana do mundo.

O ainda governador, derrotado nas últimas eleições, mas que deveria manter-se no cargo até outubro, foi condenado a uma pena mais dura do que a pedida pela acusação e levado imediatamente para a prisão de Cipinang, onde estão criminosos de delito comum, traficantes de droga e violadores.

Basuki Tjahaja Purnama, conhecido por “Ahok”, pertence a uma dupla minoria: é cristão e de origem chinesa. Foi acusado do crime de blasfêmia por ter feito comentários durante a campanha para desacreditar os seus opositores que argumentavam que muçulmanos não deveriam votar em não muçulmanos, invocando o Corão.

Um vídeo editado circulou e provocou protestos e manifestações contra o governador, que foram usados pelos rivais. "Ahok", que assumiu o cargo em 2014 quando o então governador Joko Widodo foi eleito Presidente, enfrentou protestos por não ser muçulmano, mas estes subsistiram e o responsável era tido como um político competente e não corrupto. Mas a polémica sobre o Corão foi o suficiente para que, de favorito nas eleições de abril, "Ahok" passasse a derrotado – acabou por perder com 16 pontos percentuais de diferença para o vencedor, Anies Baswedan, que tomará posse em Outubro. Isto apesar de ter garantido não querer ofender o Corão ou os muçulmanos e ter feito um contrito pedido de desculpas.

A pena pedida pelo Ministério Público era de dois anos, suspensa, o que pouparia o governador a prisão efetiva. A pena aplicada foi surpreendente por ser mais dura – dois anos de prisão efetiva.

O caso era visto como um teste para a tolerância religiosa na Indonésia. “Se se apela aos indonésios para promoverem a sua identidade como membros da Ummah [comunidade de crentes] antes da de eleitores, isso quer dizer que a identidade religiosa ameaça sobrepor-se à cidadania como principal princípio organizador”, comentava na emissora pan-árabe Al-Jazira Dina Afrianty, investigadora de Religião e Política da Universidade Católica da Austrália.

Organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional ou a Human Rights Watch (HRW) manifestaram preocupação. “É assustador”, comentou Andreas Harsono, investigador da HRW na Indonésia, citado pelo diário norte-americano The New York Times. “Se alguém como 'Ahok', um aliado do Presidente, o governador da maior e mais complexa cidade indonésia, pode ser derrubado e humilhado deste modo, o que poderá acontecer ao cidadão indonésio normal?”, pergunta. O medo de falar vai aumentar especialmente entre minorias e muçulmanos moderados, antevê.

A analista Charlotte Setijadi, do ISEAS-Yusof Ishak Institute de Singapura, fala ainda de “uma mensagem intimidante para aspirantes a políticos de outras minorias étnicas ou religiosas”.

Na Indonésia, para além dos cerca de 190 milhões de muçulmanos numa população de 250 milhões há várias minorias religiosas como cristãos, hindus e budistas. Gozam de proteção constitucional, mas nos últimos anos, um movimento muçulmano radical tem vindo a somar pequenas vitórias, especialmente a nível de leis locais. Ao Parlamento, propuseram leis para banir o álcool em todo o país, proibir sexo entre pessoas do mesmo sexo ou criminalizar sexo entre pessoas não casadas.

A lei da blasfêmia foi criada em 1965, mas nas décadas seguintes foi aplicada pouquíssimas vezes: houve dez condenações entre 1965 e 1998, durante a presidência de Suharto (quando a liberdade de expressão era muito restrita). Já entre 2005 e 2014 a Anistia Internacional registou pelo menos 106 condenações por blasfêmia.

“O veredicto vai afetar a reputação da Indonésia como um país tolerante”, declarou Champa Patel, diretor da Anistia Internacional para o Sudeste Asiático e Pacífico.

Fonte: publico.pt
Foto: Bay Ismoyo
Obs.: o título foi adaptado

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Na Revisão Periódica Universal (RPU), encontro que analisa a atuação do Estado frente as políticas ligadas a Direitos Humanos, 29 países mostraram-se preocupados com as políticas anti-indígenas assumidas pelo Governo Brasileiro. A sessão aconteceu na última semana durante a reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra (Suíça). A ineficiência do Estado Brasileiro junto aos povos indígenas esteve entre os temas mais apontados na sabatina. Ações do Governo Federal que dificultam a promoção da vida dos indígenas, como desmonte da FUNAI, morosidade na garantia do direito constitucional a terra, violência aos povos indígenas, ausência de proteção a defensores de direitos humanos, foram os temas mais citados nas considerações ao Brasil.

Para o representante da Alemanha junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, Estado brasileiro deve “garantir consulta adequada e a plena participação dos povos indígenas em todas as medidas legislativas e administrativas que os afetem”. Como considerações, lembrou o atual desmonte da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). “É preciso proteger seus direitos à terra, especialmente através do fortalecimento dos programadores de proteção, financiamento e capacidade adequados à FUNAI”.

Flávio Vicente Machado, missionário do Conselho Indigenista Missionário do Mato Grosso do Sul e representante do organismo no encontro, ressalta a incapacidade do Estado Brasileiro em avançar na formulação de políticas indigenistas. “O Brasil, assim como no âmbito nacional, internacionalmente não soube dar respostas concretas e eficazes aos problemas envolvendo as populações indígenas. A Ministra de Estado de Direitos Humanos, por exemplo, se mostrou bastante vaga e sem conteúdo programático, como por exemplo, sobre a demarcação das terras indígenas no país”, comentou o missionário. “Das considerações feitas no ciclo passado, se tratando de povos indígenas, poucas foram cumpridas pelo Estado brasileiro. Isso demonstra a incapacidade do governo em dar respostas eficazes, principalmente relacionado aos direitos territoriais” .

No campo do Direito, o representante da Áustria recomenda ao Estado Brasileiro que Conselho Nacional de Justiça crie um mecanismo para acelerar ações judiciais envolvendo demarcação de Terras Indígenas (TIs). “Estabelecer um mecanismo que permita decisões judiciais rápidas e corretas sob estrita observância do direito constitucional e internacional em relação aos direitos territoriais dos povos indígena”, assinala. Essa recomendação demonstra o conhecimento e a preocupação por parte dos países europeus do problema da judicialização dos processos administrativos de demarcação, problema que leva processos a demorarem décadas para serem julgados pelo sistema judiciário brasileiro, em suas mais diversas instâncias, gerando crise humanitária nas Terras Indígenas a serem demarcadas.

Diante a conjuntura de desmonte das organizações governamentais responsáveis por executar políticas indigenistas, o porta-voz do Canadá também ressaltou a necessidade da estruturação de órgãos governamentais que assegurem os direitos indígenas. “Deve-se garantir os direitos constitucionais dos povos indígenas, inclusive assegurando que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) tenha os recursos necessários para realizar seu trabalho, particularmente no que se refere à demarcação de terras indígenas, e tomar medidas para concluir investigações sobre todos os assassinatos de Povos Indígenas”.

A representação dos Países Baixos manifestou sua preocupação diante as ineficientes políticas de consulta aos indígenas em construções que afetem suas vidas. “Os projetos de desenvolvimento violem os direitos das populações tradicionais, dos povos indígenas e dos trabalhadores e causem danos ao ambiente”.

Em relatório divulgado previamente a RPU, ONU aponta descaso governamental na implementação de políticas indígenas. Com parecer da relatora de Victoria Tauli-Corpuz, do Conselho de Direitos Humanos o relatório da Relatora Especial sobre os direitos dos Povos Indígenas, texto relata “as contínuas tentativas no Congresso Brasileiro de enfraquecer o poder de proteções legislativas dos direitos dos povos indígenas”. A notificação cita a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 como exemplo das políticas anti-indígenas conduzidas pelo governo.

Fonte: Cimi
Foto: Reprodução

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A Síria e o Iraque têm enfrentado enorme sofrimento em razão da guerra e da violência. A igreja, presente nesses países há 2 mil anos, agora luta para sobreviver. Com sua ajuda, é possível mobilizar a comunidade internacional para garantir que a família da fé tenha um futuro de esperança.

- Clique aqui e veja o vídeo da petição.

Não podemos ficar de braços cruzados enquanto milhares de pessoas têm de enfrentar as consequências da violência e da perseguição. A petição Um milhão de vozes de esperança reivindica três pontos fundamentais de todos os cidadãos:

1. Direito à igualdade.
2. Dignas condições de vida.
3. Um papel relevante na reconstrução da sociedade.

Junte-se a um milhão de vozes de esperança para orar e falar em volume máximo pelos cristãos na Síria e no Iraque. Você pode adicionar sua voz e fazer a diferença? CLIQUE AQUI e assine a petição.

Perguntas frequentes:

Por que assinar?

O mundo inteiro se pergunta se existe um futuro para os cristãos no Oriente Médio. A resposta deve ser um "sim", em alto e bom som. Muitos estão tentando imaginar como isso pode ser possível. Mas os cristãos sírios e iraquianos nos disseram claramente o que precisa ser feito para que eles tenham esperança quanto ao futuro.

É essencial que suas vozes sejam ouvidas e que seu futuro seja garantido. Esta petição global é uma maneira prática de se juntar em oração e ação no apoio aos cristãos na Síria e no Iraque neste momento de maior necessidade.

Para onde vai a petição?

A equipe da Portas Abertas, juntamente com seus parceiros, apresentará esta petição ao novo secretário-geral das Nações Unidas em dezembro de 2017 - a única pessoa que pode supervisionar todas as questões levantadas. Será um enorme impacto se conseguirmos levar a petição à sua agenda, ainda no início de seu mandato. Além disso, entre agora e dezembro de 2017, colegas e parceiros de todo o mundo levarão esses pedidos a diferentes pessoas e organizações que têm influência direta sobre cada uma das recomendações da campanha e que podem realmente fazer a diferença.

Por que agora?

Em 2013, mais de 300 mil pessoas em todo o mundo assinaram a petição Apoie Síria convocando a Organização das Nações Unidas a reconhecer que os cristãos eram especialmente vulneráveis dentro da crise no país.

Graças ao Apoie Síria, pessoas nos níveis mais altos souberam que os cristãos na Síria e no Iraque estão sofrendo. Mas ninguém sabe como apoiar os cristãos no Oriente Médio. Cristãos na Síria e no Iraque nos disseram que podem ficar, caso ocorram certas mudanças. Devemos agir imediatamente para dizer ao mundo no tom de voz mais alto possível quais são essas mudanças para que os cristãos possam ter esperança de um futuro em sua terra natal, e para que possam continuar contribuindo positivamente com suas sociedades.

Qual diferença vai fazer?

Em 2010, mais de 428 mil pessoas assinaram a petição Free to Believe, uma campanha contra a resolução da ONU sobre difamação religiosa. Em 2011, esta resolução ganhou significativamente menos apoio, e não foi novamente apresentada desde 2012.

Em 2013, mais de 300 mil pessoas em todo o mundo assinaram a petição Apoie Síria, um apelo para que as Nações Unidas reconhecessem que os cristãos são uma minoria particularmente vulnerável dentro da crise síria. Graças a Apoie Síria, até mesmo pessoas muito influentes estão cientes dos sofrimentos dos cristãos na Síria e no Iraque – este se tornou um assunto amplamente conhecido.

Campanhas como estas mostram que falar pelos cristãos perseguidos em ações institucionais pode fazer uma real diferença. Com seu apoio, podemos ter uma voz ainda mais alta quando nos aproximamos daqueles que têm poder e influência para entregar as recomendações desta campanha. Mas ainda mais importante: enquanto defendemos a causa diante dos políticos também temos um advogado no céu - oração e defesa são uma combinação poderosa e impactante.

Como foram decididos os pedidos do abaixo-assinado?

Entre setembro de 2015 e março de 2016, realizamos amplas consultas com os cristãos na Síria e no Iraque. Elas nos ajudaram a ter uma compreensão mais clara de como os cristãos no Oriente Médio entendem seu papel dentro da sociedade e para determinar suas necessidades. Com isso, entendemos melhor como podemos estar lado a lado de cristãos no Oriente Médio. As recomendações que saíram dessas consultas se resumem em três categorias. Essas três categorias definiram o conteúdo e os pedidos dessa petição.

Fonte: Portas Abertas
Foto: Reprodução

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A secretária executiva da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), pastora Cibele Kuss, que participa da XII Assembleia da Federação Luterana Mundial (FLM), de 10 a 16 de maio, em Windhoek, na Namíbia, como delegada representante da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), foi uma das mulheres convidadas a falar na Pré-Assembleia de Mulheres.

Promovida pela Secretaria de Mulheres na Igreja e na Sociedade, do Departamento de Teologia e Testemunho Público da FLM, de 6 a 9 de maio, a pré-assembleia trabalhou quatro diferentes áreas: “Suas histórias”, “Empoderamento das mulheres em espaços de liderança e no ministério ordenado”, “Política de Justiça de Gênero”, e “Mulheres fazendo teologia”.

Cibele participou do painel “Mulheres fazendo teologia: desafios para as mulheres no campo teológico, pesquisa e produção de conhecimento. Para que serve uma teologia feita por mulheres?". Para ela, um dos lugares da teologia feminista é a esfera pública, já ocupada há muito tempo pela diaconia, mas que deve se empoderar com ações articuladas, de incidência, que integram etnias, gênero, religião, economia, entre outras questões.

“Precisamos transformar nossos valores cristãos e ecumênicos, a misericórdia, o amor, a justiça e o direito, em participação ativa em todos os espaços e discursos em que a vida é golpeada com racismo e misoginia, com retirada de direitos”, disse. “Os valores humanistas das religiões não podem ser sequestrados pelo neoliberalismo”.

Como ação concreta, Cibele convidou mulheres, igrejas e organizações baseadas na fé a aderirem à ação de incidência promovida pela Fundação Luterana de Diaconia em apoio à liberdade do brasileiro Rafael Braga, juntando-se a outras inúmeras manifestações promovidas por grupos e organizações sociais, no Brasil e no mundo.

O jovem, negro, de família pobre, catador de latinhas, foi a primeira pessoa que teve sua condenação vinculada aos protestos no Brasil, em 2013, que levaram milhares de pessoas às ruas. Ele, que não participava dos protestos e não tinha relação com as pessoas manifestantes, foi detido com duas garrafas de produtos de limpeza – água sanitária e desinfetante Pinho Sol – consideradas “artefato explosivo ou incendiário” pela polícia e pelo juiz responsável pelo caso, preso e condenado. Nesse mesmo ano, vários manifestantes foram presos – em regra, brancos e de classe média – e foram soltos rapidamente, na maioria dos casos no mesmo dia.

Sobre a ação de incidência proposta pela FLD, Martha Maas, representante da juventude da IECLB na assembleia da FLM e conselheira da FLD, lembrou que as formas de sofrimento e preconceito são várias e estão fortemente enraizadas nos pensamentos e ações das pessoas. "Conversar com as juventudes de diversas partes do mundo mostrou uma luz em meio ao profundo momento de falta de esperança em que vivemos. Estamos reunidas e reunidos em nome de um tema central, Livres pela Graça de Deus - como podemos pensar em liberdade em um contexto no qual pessoas sofrem apenas por serem do jeito que são?", disse. "Foi com alegria que vi que todas e todos aqui, ao serem abordados, prontamente atenderam ao chamado de se posicionarem contra o racismo e a injustiça. Assim, podemos somar vozes vindas de diferentes partes do mundo, para juntas e juntos buscarmos o mesmo objetivo comum, que é a vida digna para todas as pessoas".

Junte-se a nós!

Você também pode se levantar contra o racismo e a injustiça. Poste uma foto sua nas redes sociais com a hashtag #JustiçaRafaelBraga. Algumas dessas fotos serão selecionadas para serem publicadas no Facebook do CONIC e da FLD - Fundação Luterana de Diaconia.

Fonte: FLD
Foto: Germán Aranda / Carta Capital

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Foi realizado, no dia 6 de maio, no Centro Educacional Agostiniano, em Vitória (ES), o Encontro Ecumênico de Mulheres do CONIC-ES. A programação do evento foi enriquecida pelo lançamento de dois livros: “Mulheres no Movimento da Reforma” e “Mulheres Extraordinárias”. No primeiro, a Prof. Dra. Claudete Beise Ulrich e a Pa. Heloisa Gralow Dalferth registram a história de mulheres e seus desafios ao longo do século XVI. No segundo, a jornalista Karla Maria recupera histórias de mulheres marcadas por dramas sociais, raciais e morais contemporâneas.

A dinâmica da abertura do evento foi conduzida pela Rev. Eliane Breda e a celebração final foi coordenada por Ivonete Maria da Silva, Marina Couto e Carlos Luiz Ulrich. Ambos os momentos tiveram como base o texto do Evangelho segundo João 4:1-45.

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A organização do Encontro foi uma sugestão trazida pela presbítera Anita Wright Torres, que participou, no ano passado, em São Paulo, do encontro do CONIC, cujo tema foi: “Mulheres: Direito e Justiça”.

A despedida foi no espírito de gratidão, de renovação de esperança e de confiança da caminhada ecumênica. Foi um dia muito rico de partilha e reflexão, denúncia, resistências, desafios, propostas e esperanças. De novo, ecoou o clamor das diferentes periferias. As igrejas históricas necessitam ouvir atentamente este clamor e ir; ir para as periferias com Teologia e Pastoral Ecumênica-Libertadora. As sedes são intensas e diversas, mas a fonte é a mesma: O Cristo crucificado e ressurreto - O Cristo Libertador.

Texto: CONIC-ES / Carlos Luiz Ulrich
Foto: Reprodução

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Nós, povos e organizações indígenas do Brasil, mais de quatro mil lideranças de todas as regiões do país, reunidos por ocasião do XIV Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília/DF de 24 a 28 de abril de 2017, diante dos ataques e medidas adotadas pelo Estado brasileiro voltados a suprimir nossos direitos garantidos pela Constituição Federal e pelos Tratados internacionais ratificados pelo Brasil, vimos junto à opinião pública nacional e internacional nos manifestar.

Denunciamos a mais grave e iminente ofensiva aos direitos dos povos indígenas desde a Constituição Federal de 1988, orquestrada pelos três Poderes da República em conluio com as oligarquias econômicas nacionais e internacionais, com o objetivo de usurpar e explorar nossos territórios tradicionais e destruir os bens naturais, essenciais para a preservação da vida e o bem-estar da humanidade, bem como devastar o patrimônio sociocultural que milenarmente preservamos.

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Desde que tomou o poder, o governo Michel Temer tem adotado graves medidas para desmantelar todas as políticas públicas voltadas a atender de forma diferenciada nossos povos, como o subsistema de saúde indígena, a educação escolar indígena e a identificação, demarcação, gestão e proteção das terras indígenas. Além disso, tem promovido o sucateamento dos já fragilizados órgãos públicos, com inaceitáveis cortes orçamentários e de recursos humanos na Fundação Nacional do Índio (Funai) e com nomeações de notórios inimigos dos povos indígenas para cargos de confiança, além de promover o retorno da política assimilacionista e tutelar adotada durante a ditadura militar, responsável pelo etnocídio e genocídio dos nossos povos, em direta afronta à nossa autonomia e dignidade, garantidos expressamente pela Lei Maior.

No Legislativo, são cada vez mais frontais os ataques aos direitos fundamentais dos povos indígenas, orquestrados por um Congresso Nacional dominado por interesses privados imediatistas e contrários ao interesse público, como o agronegócio, a mineração, as empreiteiras, setores industriais e outros oligopólios nacionais e internacionais. Repudiamos com veemência as propostas de emenda constitucional, projetos de lei e demais proposições legislativas violadoras dos nossos direitos originários e dos direitos das demais populações tradicionais e do campo, que tramitam sem qualquer consulta ou debate junto às nossas instâncias representativas, tais como a PEC 215/2000, a PEC 187/2016, o PL 1610/1996, o PL 3729/2004 e outras iniciativas declaradamente anti-indígenas.

Igualmente nos opomos de forma enfática a decisões adotadas pelo Poder Judiciário para anular terras indígenas já consolidadas e demarcadas definitivamente, privilegiando interesses ilegítimos de invasores e promovendo violentas reintegrações de posse, tudo sem qualquer respeito aos mais básicos direitos do acesso à justiça. A adoção de teses jurídicas nefastas, como a do marco temporal, serve para aniquilar nosso direito originário às terras tradicionais e validar o grave histórico de perseguição e matança contra nossos povos e a invasão dos nossos territórios, constituindo inaceitável injustiça, a ser denunciada nacional e internacionalmente visando à reparação de todas as violências sofridas até os dias de hoje.

Soma-se a essa grave onda de ataques aos nossos direitos o aumento exponencial do racismo institucional e a criminalização promovidos em todo o País contra nossas lideranças, organizações, comunidades e entidades parceiras.

Diante desse drástico cenário, reafirmamos que não admitiremos as violências, retrocessos e ameaças perpetrados pelo Estado brasileiro e pelas oligarquias econômicas contra nossas vidas e nossos direitos, assim como conclamamos toda a sociedade brasileira e a comunidade internacional a se unir à luta dos povos originários pela defesa dos territórios tradicionais e da mãe natureza, pelo bem-estar de todas as formas de vida.

Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena!
Pela garantia dos direitos originários dos nossos povos!

ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL – APIB
MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA

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O Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) vai realizar, entre os dias 4 e 20 de julho, mais uma edição do Curso de Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso. O tema desta vez é: As religiões e sua responsabilidade com a Casa Comum.

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Um dos fatos que contribuiu para trabalhar o assunto foi a constatação de que as religiões, com seus valores e suas tradições, podem ter papel decisivo na preservação do planeta. E elas podem fazer isso de vários modos, seja denunciando as muitas formas de destruição da natureza, ou disseminando, entre seus membros, uma nova sensibilidade de cuidado e atenção para com os ecossistemas.

A programação do Curso pretende lançar dois olhares, um sobre a trajetória histórica das religiões e outro sobre suas iniciativas em relação ao cuidado com a nossa casa comum.

Para mais informações, acesse o site do CESEEP (http://novo.ceseep.org.br) ou clique aqui.

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