Durante as primeiras visitas, a delegação observou altos níveis de poluição agroquímica, diminuição dos recursos naturais, bem como impacto significativo sobre a saúde das comunidades tradicionais, resultado do monocultivo da soja.
 
A Caravana Matopiba, composta por especialistas em direitos humanos e desenvolvimento econômico e rural, avaliou que a grilagem de terras e a expansão das monoculturas de soja deixam um rastro de devastação ambiental generalizada, além de inúmeros impactos sociais nas comunidades da região.
 
Em todas as visitas, realizadas no período entre 6 a 11 de setembro, a Caravana testemunhou como o ambiente está danificado e o direito à alimentação, água e saúde das comunidades estão em risco.
 
A Caravana tem como objetivos verificar in loco os indícios de grilagem de terras por empresas nacionais e estrangeiras verificados em pesquisas prévias e as consequentes violações de direitos humanos decorrentes dessas grilagens. Um relatório preliminar com as recomendações serão partilhadas com as autoridades brasileiras, seguido por um relatório final até o final de 2017.
 
As histórias gravadas pela delegação nas comunidades de Melancias, Baixão Fechado, Sete Lagoas, Brejo das Meninas, Santa Fé, localizadas na região sul do estado do Piauí, são semelhantes. Os moradores sofrem com a diminuição do acesso à água, resultado do desmatamento e altos níveis de poluição por agrotóxicos que causam problemas graves de saúde. Segundo os relatos, o problema é desencadeado pela invasão de terras tradicionais por empresas, que não só muitas vezes falsificam títulos de terra, mas também são cúmplices de ameaças e intimidação contra as comunidades.
 
Líder da comunidade Melancias, o Sr. Juarez, disse aos observadores que os agrotóxicos usados nas plantações vão diretamente para o rio durante a estação chuvosa, o que torna impossível para eles usarem a água. Outra forma de contaminação por agrotóxicos relatada por Juarez vem por meio da pulverização de plantações com o uso de aviões. “Os agrotóxicos são trazidos para a comunidade pelo vento”. Todos este fatores, em conjunto com a seca recorrente, está levando ao agravamento das colheitas locais.
 
“Como plantar e colher se não tem água?”, relata uma das mulheres da comunidade de Brejo das Meninas, que prefere não ser identificada.
 
Intimidações
 
Um dos destaques da delegação internacional, é de que a presença de grandes produtores, grileiros e milícias pode ser sentida em toda a região. Os membros da comunidade são constantemente intimidados e forçados a deixar suas terras, que são vendidas por preços muito baixos. Um grande número de famílias locais acabam de se mudar para as favelas das grandes cidades onde eles são obrigados a viver à margem da sociedade. A delegação se deparou com o caso da comunidade de Sete Lagoas, que recentemente relatou 10 casos de intimidação contra uma empresa que organiza a ‘segurança’ para os grileiros. Apesar de uma decisão judicial em favor dos moradores, as ameaças continuam.
 
Audiências Públicas
 
Os depoimentos das comunidades e as observações e recomendações da Caravana Matopiba serão o tema de audiências públicas em Bom Jesus (PI), Teresina (PI)  e Brasília, realizadas nos dias 11, 13 e 14 de setembro, respectivamente. As audiências são realizadas em parceria com o Ministério Público Federal.
 
Fonte Fian
Foto: Rosilene Miliotti / FASE

 
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Milhares de pessoas participaram no último domingo (17) de um ato contra a intolerância religiosa, na Praia de Copacabana, na zona Sul da cidade no Rio de Janeiro. O ato, organizado pelas organizações não governamentais Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), reuniu principalmente fiéis de religiões de matriz afro-brasileira, mas também representantes de igrejas cristãs, da comunidade judaica e de diferentes religiões (fé bahá'í, wicca, islamismo, espiritismo, budismo, hinduísmo, hare krishna, entre outras).
 
Esta foi a décima edição da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada poucos dias depois da divulgação de vídeos em que aparecem criminosos, supostamente cristãos, ameaçando lideranças de religiões afro-brasileiras e obrigando-os a destruir seus terreiros, localizados em comunidades carentes do Rio de Janeiro.
 
O babalawô Ivanir dos Santos lembrou que a primeira caminhada, em 2008, foi realizada justamente por causa de um episódio em que traficantes ameaçavam os terreiros em favelas controladas por eles.
 
“Nesse período, o que houve foi uma omissão [das autoridades]. Não houve nenhuma investigação para prender os responsáveis. Mas o importante é que a manifestação traz muita indignação, mas estamos pedindo paz. Somos um povo de paz, apesar de sermos agredidos nas ruas, nossas casas serem queimadas, nosso sagrado ser destruído, tudo o que pedimos é paz”, disse o líder religioso.
 
Para a pastora luterana luterana Lusmarina Campos, a atitude de cristãos que agridem ou ameaçam outras religiões não é cristã. “Essa não é a perspectiva de Cristo. Não é a perspectiva dos evangelhos. Jesus diz que temos que aprender a amar uns aos outros. A lei maior do Cristo é a lei do amor”, lembrou a pastora.
 
O secretário nacional de Políticas de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, informou que o governo federal está acompanhando de perto os desdobramentos desses recentes casos de intolerância religiosa. Desde a última sexta-feira (15), ele se reuniu com o procurador-geral de Justiça do Rio, José Eduardo Gussem, e com representantes das secretarias estaduais de Segurança e Direitos Humanos.
 
Com informações da Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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NOTA DO FÓRUM PERMANENTE DE NEGRITUDE DA 
ALIANÇA DE BATISTAS DO BRASIL
 
A Aliança de Batistas do Brasil vem a público manifestar seu repúdio aos atos de intolerância religiosa que têm sido praticados contra lideranças de terreiros de matrizes africanas, ocorridos recentemente no estado do Rio de Janeiro, mas que sabemos se tratar de uma prática histórica e recorrente em todo o país. Repudiamos esses bárbaros atos não somente por que se configuram enquanto crimes de ódio, mas por que defendemos o respeito e a liberdade religiosa para todas as pessoas e, por isso, buscamos “Celebrar a diversidade da vida e da humanidade em todas as suas formas, respeitando as diferenças e promovendo o diálogo”, tal qual consta no estatuto que rege a nossa instituição.
 
Desse modo, ao defendermos e celebrarmos a diversidade da vida, para além do direito à liberdade religiosa, reconhecemos os terreiros de matrizes africanas, sobretudo, os terreiros de candomblé, como instituições seculares voltadas para a luta e a resistência do povo negro no Brasil, preservando um riquíssimo legado cultural que tem o seu valor historicamente invisibilizado devido ao racismo institucional e, mais especificamente, ao racismo religioso, consequência direta do criminoso sistema escravagista brasileiro. 
 
É também nosso dever reconhecer e denunciar que a perseguição e “demonização” dos cultos afro-brasileiros, outrora praticada pelo braço armado do Estado, a polícia, atualmente é orquestrada, incentivada e praticada, estrategicamente definida através de um projeto político de poder, por lideranças evangélicas de diferentes denominações, que se utilizam dos púlpitos, de canais de comunicação diversos e de assentos, principalmente, no poder legislativo, em âmbito, municipal, estadual e federal em diferentes regiões e com grande avanço pelo território brasileiro. Sim, são essas as pessoas que verdadeiramente têm as mãos sujas do sangue físico e simbólico derramado pelas pessoas adeptas das religiões afro-brasileiras. Nós, da Aliança de Batistas do Brasil, não coadunamos, sob hipótese alguma, com esses discursos criminosos!! 
 
Assim, nos irmanamos na dor, mas, também na luta com as pessoas que têm a sua prática religiosa firmada nos cultos de matrizes africanas e apelamos às instâncias governamentais por decisões contundentes, marcadas por ações que protejam de forma eficaz o direito dessas irmãs e irmãos realizarem seus cultos e práticas publicamente, reparando também, dessa maneira, danos históricos e atuais intencionalmente perpetrados contra o povo negro no Brasil.
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“Mesmo que eu tenha o dom da profecia, o saber de todos os mistérios e de todo o conhecimento,
mesmo que tenha a fé mais total, a que transporta montanhas, se me falta o amor, nada sou.”
(1 Co. 13.2b)
 
Na semana passada, acompanhamos pelas redes sociais e também jornais várias notícias sobre a destruição de terreiros, espaços sagrados para as religiões de matriz africana. De acordo com as informações, líderes religiosos dessas tradições foram forçados a destruir seus símbolos, identificados como “coisa do demônio”. As ações foram perpetradas por grupos armados com cassetetes e armas de fogo.
 
A responsabilidade pelos ataques foi creditada a chefes do tráfico de drogas que estariam vinculados a igrejas evangélicas. A pretexto de realizar uma “faxina espiritual” dos morros do Rio de Janeiro, recorreram a práticas de crime de intolerância religiosa para ampliar seu território, verdadeiro motivo de suas ações.
 
Para o CONIC, além de identificar e responsabilizar quem realiza tais atos de violência, é necessário que se realize uma profunda discussão sobre o papel da religião na sociedade brasileira. Como igrejas que dialogam ecumenicamente, não podemos aceitar nenhum tipo de intolerância e violência em nome da fé em Jesus Cristo. Cremos que essa fé nos conduz para o encontro com o outro, como fruto do amor ao próximo.
 
Não podemos ignorar que a perseguição contra comunidades religiosas afro-brasileiras se manifesta de diferentes maneiras. O relatório Direitos Humanos e Estado Laico da Plataforma de Direitos Humanos DHESCA (2016) aponta casos em que foram negados atendimentos na rede pública de saúde para pessoas que portavam o colar que identifica um Orixá. Crianças também têm sofrido discriminação nas escolas por causa da sua fé.
 
É lamentável que anos de pregação demonizando os adeptos da Umbanda e do Candomblé tenham produzido o pior dos mundos: a manifestação de um cristianismo leniente com o narcotráfico e agressivo contra os adeptos de outra religião. O fundamentalismo religioso não pode ser reconhecido como prática do Evangelho. Jesus nos desafia para a prática do amor e condena a promoção do ódio, conforme está escrito nos Evangelhos.
 
Assim sendo, nos colocamos ao lado do povo de terreiro para dizer não à intolerância. Reconhecemos que essas iniciativas criminosas não são coerentes com o Evangelho e violam a Constituição.
 
Queremos expressar a nossa solidariedade, o nosso amor fraternal e sororal a todas as comunidades religiosas afro-brasileiras, comprometendo-nos com a denúncia dos atos de intolerância, promovendo o diálogo para a superação dos preconceitos e reafirmando o estado laico como uma condição essencial para a promoção do respeito entre as religiões.
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

Foto: SRZD/Divulgação
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O sultão Hamengku Buwono tocou l'othok-othok (instrumento da tradição de Java) na abertura oficial da Jornada da Juventude Asiática, revelando bem o espírito do evento, que por uma semana reuniu, na cidade de Yogyakarta, na Indonésia, milhares de jovens de 22 nações do continente asiático.
 
O sultão, que é chefe civil e líder religioso da Província Yogyakarta, deu apoio ao encontro católico, cedendo gratuitamente um grande centro de convenções para receber os diversos eventos programados para a semana, como encontros, seminários, catequeses, performances teatrais e musicais, experiências de oração e reflexão, tudo girando em torno da multiculturalidade e da harmonia entre culturas e religiões diversas.
 
O foco da “JMJ asiática” – como é conhecida – é “Viver juntos o Evangelho na Ásia multicultural”. O evento foi realizado entre 30 de julho e 6 de agosto.
 
Exemplo de convivência em uma realidade multicultural
 
O arcebispo de Jacarta e presidente dos bispos indonésios, dom Ignazio Suharyo, falou ao Vatican Insider sobre a realidade multicultural do país.
 
“A Indonésia é um país por natureza pluralista e multicultural, com mais de 3 mil grupos étnicos e 11 mil línguas locais. O país, por meio de seus jovens, pode ensinar aos outros países asiáticos o pluralismo e a serena convivência entre homens e religiões. Os nossos jovens aqui oferecem um exemplo de unidade, encarnando a ‘unidade na diversidade’, que é o lema da Nação. Mas é uma abordagem que pode e deve ser exportada para todas as realidades asiáticas”.
 
Yogyakarta, em particular, é considerada como uma “micro-Indonésia”, pelo seu inato pluralismo cultural religioso. Tem mais de 60 universidades estatais e privadas, colégios e academias, recebendo jovens de todas as nações.
 
A cidade também é peculiar por ser a única província indonésia ainda governada por um sultão pré-colonial, que está à frente de uma espécie de mini-teocracia, desde quando seu pai, há cinquenta anos, contribuiu com a luta para a independência dos holandeses e mais tarde aceitou a fazer parte da República da Indonésia.
 
Jornada com profundo significado inter-religioso
 
Assim, esta cidade plural, fecunda em ideias e iniciativas multiculturais, recebeu a Jornada, com seus dois mil jovens, 52 bispos e três cardeais e 158 sacerdotes.
 
Neste interim, a JMJ asiática foi caracterizada por um profundo significado inter-religioso. No país com maior número de muçulmanos no mundo, de fato, os jovens muçulmanos também tomaram parte na programação e foram até mesmo envolvidos nos eventos pelo comitê organizador.
 
Apoio governamental
 
O governo não apenas cedeu o local que recebe os eventos, mas através do Ministério para os Assuntos Religiosos, o Ministério do Turismo e o Ministério para os Jovens e o Esporte, deu apoio financeiro e político.
 
Com informações da Rádio Vaticano
Foto: Reprodução
 
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O grupo terrorista Al-Shabaab emboscou um ônibus de passageiros que seguia para Mandera, uma cidade no nordeste do Quênia. Os militantes tentaram usar o que se tornou uma tática comum do grupo: separar muçulmanos de cristãos para, assim, exterminar os cristãos. Desta vez, supreendentemente, os passageiros muçulmanos se recusaram a cooperar.
 
Normalmente, os ônibus que atravessam aquela região do Quênia são escoltados pelo exército ou pela polícia. Infelizmente, naquele fatídico dia não houve escolta. Os extremistas bloquearam o ônibus e dispararam rajadas de metralhadoras que estilhaçaram os vidros do veículo. Depois, aos gritos, exigiram que os cerca de 80 passageiros desembarcassem.
 
Salah Farah, um professor queniano que estava no ônibus, tomou a iniciativa de não permitir a separação entre os passageiros, dizendo "Ou vocês matam a todos nós, ou nos deixem em paz".
 
Os terroristas fizeram mais disparos, acertando Farah e ferindo outras pessoas. Mas, mesmo assim, ninguém aceitou se separar. Os passageiros muçulmanos rodearam os cristãos e assim ficaram até que os terroristas partirem, silenciando as armas perante esta inesperada reação.
 
Salah Farah foi levado para um hospital, submetido a uma operação cirúrgica que acabaria por se revelar fatal. Morreu 29 dias depois da emboscada. Mas o seu gesto não foi esquecido. A polícia do Quênia ajudou a transportar o corpo para Mandera, onde viveu e trabalhou como vice-diretor de uma escola local.
 
"Ele é um verdadeiro herói", disse o inspetor geral da polícia do Quênia, Joseph Boinnet. "Farah morreu tentando proteger quenianos inocentes."
 
Farah, que era muçulmano, ainda conseguiu dar entrevistas antes da cirurgia que o levaria a morte, ele havia dito que se recusou a sacrificar seus companheiros cristãos de viagem porque acredita que tanto muçulmanos quanto os não-muçulmanos podem viver pacificamente juntos. No ônibus, naquele dia, alguns dos passageiros muçulmanos deram seus lenços de cabeça para os passageiros cristãos, ajudando-os a se disfarçar.
 
"Somos irmãos", disse Farah. "É só a religião que é diferente, por isso pedi aos meus irmãos muçulmanos para cuidarem dos cristãos, e assim também os cristãos cuidariam de nós."
 
Salah Farah foi postumamente condecorado pelo presidente do Quênia com uma das mais significativas condecorações do país: a Ordem do Grande Guerreiro. Este foi o reconhecimento do país pelo “ato de coragem” deste muçulmano que decidiu fazer frente aos terroristas que pretendiam assassinar inocentes cristãos.
 
Com informações da ACN
Foto: Reprodução
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O mês de setembro é dedicado ao combate e prevenção do suicídio em todo o mundo. Assim como o câncer e a AIDS que eram doenças rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus, foi necessário um esforço coletivo, liderado por organizações engajadas.
 
Segundo informações do Site oficial da Campanha no Brasil, o suicídio é um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.
  
 
Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta que nove em cada 10 casos poderiam ser prevenidos.
 
Saiba mais sobre esse tema no site: http://www.setembroamarelo.org.br/
 
 
Com informações do Portal A12
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Com o final da Exposição mundial da Reforma no último domingo em Wittenberg, Alemanha, concluiu-se também a participação de diversas iniciativas católicas no evento, agrupadas pelo título “Católicos na cidade de Lutero”.
 
“Se inicialmente o número de visitantes foi baixo, isto mudou no decorrer da mostra. A participação católica em Wittenberg foi uma expressão concreta da crescente convivência ecumênica em nosso país”, destacou o Bispo da cidade alemã, Dom Gerhard Feige, também Presidente da Comissão Ecumênica da Conferência Episcopal alemã.
 
“Orientados a Cristo, nós católicos no ano da Reforma 2017, ao lado de nossas irmãs e irmãos evangélicos, pudemos celebrar uma festa de Cristo que interrompe as divisões e  os confrontos dos jubileus da Reforma dos séculos precedentes. Esta experiência nos dá a coragem de prosseguir ecumenicamente”, observou.
 
A presença católica ofereceu, entre outros, um espaço para encontros e outro para oração. Ademais, a cada semana as dioceses e associações católicas revezaram-se para animar eventos especiais.
 
“Agradeço a todos aqueles que tornaram possível a realização” destas iniciativas, disse o prelado.
 
Fonte: Rádio Vaticano
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Nos últimos dias, uma série de vídeos com cenas de intolerância religiosa têm circulado nas redes sociais. Neles, criminosos obrigam lideranças de religiões de matriz africana a destruírem, com as próprias mãos, seus templos e objetos de culto. 
 
A boa notícia é que a Polícia Civil do Rio já identificou parte dos autores desses ataques contra terreiros de umbanda e candomblé, em pontos diferentes de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Todos os identificados, que não tiveram nomes divulgados, são ligados ao tráfico de drogas. As investigações correm em sigilo e estão sendo feitas pela 58ª DP (Posse).
 
O secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), Átila Alexandre Nunes, confirmou a ocorrência de um oitavo ataque na mesma região.
 
Um dos vídeos divulgados pelos criminosos mostra uma mãe de santo sendo ameaçada com um taco de beisebol e, ainda, sendo obrigada a quebrar imagens religiosas (clique aqui e veja). Enquanto isso, um dos envolvidos diz sarcasticamente “quebra tudo, apaga vela, rebenta as guias toda”.
 
O delegado Geraldo Assed, da 37ª DP (Ilha do Governador) investiga imagens exibidas em um outro vídeo que está circulando nas redes sociais (clique aqui e veja). Elas mostram traficantes obrigando um homem a depredar um centro espírita. A polícia investiga se o fato ocorreu no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.
 
Para o diretor executivo da organização Koinonia, que atua na defesa da liberdade religiosa, Rafael Soares, os casos mostram a gravidade da situação de intolerância religiosa no Brasil.
 
Lavagem de dinheiro
 
Em 2013, os traficantes do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, também proibiram os moradores de usarem roubas brancas. A secretaria estadual de Direitos Humanos diz que outros interesses estão por trás destes ataques. As denúncias que chegam revelam que criminosos estão lavando dinheiro do tráfico em falsas igrejas.
 
Apoio impensável
 
Por mais absurdo que pareça, ações como essas encontram apoio por parte da sociedade. Em alguns sites, por exemplo, pessoas chegaram a deixar comentários como “Deus usa quem Ele quer, como Ele quer e quando quer”, deixando transparecer que o traficante poderia estar sendo “usado” por Deus para fazer esse expurgo. Outras reverberaram preconceitos como “Macumba se fosse boa se chamava ‘boa-cumba”.
 
CONIC com agências
Foto: WhatsApp
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Como parte das comemorações dos 500 anos da Reforma, luteranos e luteranas de Blumenau/SC, no Sínodo Vale do Itajaí, participaram do desfile de aniversário de 167 anos da cidade, no dia 02 de setembro, na Rua 15 de Novembro. O evento reuniu mais de cinco mil pessoas e contou com muita alegria, confraternização e demonstração de carinho pelo município e pela história. O trecho de cerca de 1,2 km, entre a Alameda Rio Branco e a Rua Dr. Amadeu da Luz, serviu de passagem para 88 entidades, carros alegóricos e aproximadamente dois mil participantes.
 
A delegação luterana composta por mais de 180 pessoas levou para a principal rua da cidade a história da igreja luterana no mundo. Dividido em 6 blocos, o grupo vestiu nas camisas as cores da Rosa de Lutero e a identificação roxa no pelotão de abertura. Na camiseta constavam as inscrições: “Agora são outros 500 – Igreja sempre em Reforma”
 
O preto da cruz representou o início da Igreja Luterana no mundo. O vermelho do coração representou os 17 primeiros imigrantes luteranos de Blumenau. O branco da rosa foi trazido pela banda da Escola Barão do Rio Branco e mostrou o legado da música luterana. O azul reuniu todos os setores de trabalho da igreja. Por fim, o amarelo do anel representou todas as instituições luteranas que integram a sociedade blumenauense. A passagem de cada bloco conseguiu prender a atenção e arrancar aplausos de todos, de crianças a idosos.
 
Homenagem ao fundador da cidade
 
Antes do desfile, a Prefeitura de Blumenau realizou a tradicional homenagem ao fundador do município, Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, no Mausoléu Dr. Blumenau, situado no início da Rua 15 de Novembro. Na ocasião, o prefeito Napoleão Bernardes abriu oficialmente as festividades em comemoração aos 167 anos da cidade. Neste ano, em memória ao fundador da cidade, que era luterano, a Comunidade Evangélica de Blumenau – União Paroquial Luterana, representada pelo presidente Roberto Boebel, e pelo coordenador ministerial, P. Anderson Ellwanger, participou da entrega de corbelhas de flores junto ao túmulo do Dr. Blumenau e sua família e do hasteamento das bandeiras na Praça Bertha Repsold (Praça do Mausoléu).
 
Fonte: IECLB
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