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O Patriarca Mor Ignatius Aphrem II, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) foi à Grécia, no início de novembro, para sua primeira visita oficial à Igreja da Grécia, acompanhado de Suas Eminências Mor Selwanos Boutros Al-Nemeh, Mor Athanasius Touma Dakkama, Mor Clemis Daniel Kourieh, e do Raban Joseph Bali, Secretário Patriarcal e Diretor do Escritório de Mídia.
 
A delegação patriarcal dirigiu-se diretamente ao Santo Arcebispado de Atenas, onde Sua Santidade se reuniu pela primeira vez com Sua Beatitude Dom Ieronymos II, Arcebispo de Atenas e toda a Grécia, na presença de diversos Arcebispos da Igreja da Grécia.
 
Em seu discurso de boas-vindas, Dom Ieronymos II recebeu calorosamente o Patriarca Mor Ignatius Aphrem II e a delegação acompanhante. Ele falou sobre a história da relação entre as duas Igrejas e sobre os desafios que ambas enfrentam, especialmente com relação a manter a fé e a identidade ortodoxas, enfatizando que a unidade é a única maneira de enfrentar esses desafios.
 
 
Dom Ieronymos ressaltou que “os meios de comunicação e a cooperação disponíveis nos dias de hoje nos dão a oportunidade de conhecer mais uns aos outros, especialmente nestes tempos difíceis”, afirmando ainda que “a grande arma no coração dos cristãos é orar juntos e uns pelos outros e, acima de tudo, cooperar e unir-se diante dos muitos desafios atuais e comuns que enfrentam”.
 
O Patriarca Mor Ignatius Aphren expressou grande alegria espiritual ao encontrar Sua Beatitude em Atenas, pela primeira vez desde sua entronização em maio de 2014. O Patriarca afirmou que o objetivo desta reunião foi “compartilhar com nossos queridos irmãos e Irmãs as Boas Novas, e dar testemunho a todo o mundo de nosso trabalho fiel e sério para a plena comunhão entre as nossas duas Igrejas”.
 
Mor Ignatius acrescentou: “Nós sabemos, Vossa Beatitude, que compartilhamos a mesma visão da Igreja de Deus como uma só Noiva de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Ef 5:27), e um só rebanho (cf. Jo 10, 16). 21:15) do Bom Pastor e Seu Único Corpo Santo (cf. Rm 12: 5; 1 Coríntios 12:27; Cl 1:18; Ef 1:23) ”. Ele expressou seu “forte desejo e prontidão em buscar novos caminhos que aproximem ainda mais nossas igrejas, abrindo o caminho para o mundo ortodoxo, para estabelecer a plena comunhão”. O Patriarca disse: “Nós acreditamos que este passo será um avanço para a unidade completa da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”.
 
Ieronymos apontou para o caso dos dois arcebispos raptados de Aleppo, Boulos Yaziji e Mor Gregorius Youhanna Ibrahim; ele observou que “a inação dos superpoderes e da comunidade internacional em relação a essa questão humanitária está nos incomodando muito”. 
 
O Patriarca concluiu pedindo a Jesus que “nos conceda provar a Sua bondade e celebrar a nossa pertença à Sua única Igreja unificada em torno da mesma mesa eucarística”. No final, Sua Santidade e Sua Beatitude trocaram presentes como sinais de amor e respeito mútuos.
 
 
Com informações da ISOA
Fotos: Reprodução

 
A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) disponibilizou, em seu site (www.luteranos.com.br), um rico material para a campanha "16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres". Elaborado pela Pa. Carmen Michel Siegle e com informações relacionadas à Rede de Mulheres e Justiça de Gênero da América Latina e Caribe, o material contempla uma proposta de liturgia, além de recursos complementares. 
 
>>> Clique aqui e confira.
 
Fonte: IECLB
Imagem: Reprodução
 
 

 
“Um grande diferencial é que nosso café é um produto puro. Não existe mistura no nosso café. Nós realizamos o processo de classificação do nosso café, separamos por lote, por qualidade do nosso produto. Não existe mistura: é um café 100% arábico sem nenhum produto que venha descaracterizar seu sabor original”, conta Roberto Carlos do Nascimento, uma das centenas de moradores do acampamento Quilombo Campo Grande, que reúne 450 famílias sem-terra no município de Campo do Meio, localizado no sul de Minas Gerais.
 
A região, conhecida por ser a maior produtora de café do Brasil, é berço do café orgânico e agroecológico Guaií, fruto do trabalho das famílias que ocupam o terreno desde 1998. Roberto Carlos é diretor da Cooperativa Camponesa, que assina a marca do café Guaií, e, com muito orgulho, relata que há oito anos os agricultores passaram a fazer a transição para produtos sem insumos químicos, livres de agrotóxicos e sementes transgênicas.
 
O Quilombo Campo Grande possui quase 4 mil hectares de terra e conta com 11 acampamentos organizados na área. “Hoje temos em torno de 550 hectares de café já plantado e sendo produzido. No ano de 2018, nossas famílias tiveram uma produção em torno de 8500 sacas de café. Para esse fim de ano, até fevereiro, estamos com a previsão de plantar em torno de 400 hectares de café, tendo a possibilidade de alcançar um total de 1000 hectares de café no próximo plantio”, explica Roberto Carlos.
 
As famílias vivem na área da usina falida Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA), que encerrou suas atividades em 1996, embora ainda possua dívidas trabalhistas que ultrapassam R$ 300 milhões.
 
Apesar de ocuparem o terreno há mais de 20 anos e da grande produção agroecológica, no início de novembro, uma liminar de despejo foi aprovada pelo juiz Walter Zwicker Esbaille Júnior. Se a decisão for confirmada, após esgotamento dos recursos, as famílias têm sete dias para deixar o local.
 
O despejo afetaria diretamente mais de duas mil pessoas. As famílias também desenvolvem atividades como plantio de cereais, milho, hortaliças e frutas. Anualmente, o acampamento planta em média 600 hectares. Em relação aos animais, são criados 1200 bovinos, além de dezenas de porcos e galinhas.
 
“É uma situação muito difícil. É um trabalho das famílias que já tem 20 anos, que iniciou esse processo de organização das famílias nessas terras falidas. Hoje as famílias dão outro caráter, outra condição para essas terras. As famílias fazem a terra cumprir uma boa parte de sua função social e é muito triste saber de uma possibilidade dessas famílias perderem essa condição de ter um espaço para produzir, para buscar uma vida mais digna e justa”, lamenta Roberto Carlos.
 
Para debater os riscos inerentes da retirada das famílias à força, uma audiência pública foi realizada nesta quinta-feira (22), no Espaço José Aparecido de Oliveira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
 
Café Guaií
 
Referência na produção de café, o Quilombo Campo Grande comercializa os grãos torrados e moídos por meio da participação da cooperativa em feiras.
 
A partir desse processo, o Guaií tem chegado muito além dos outros estados brasileiros. “O café Guaií tem viajado pelo mundo, onde o movimento-sem terra tem parcerias. Diferentes países, entre eles, Estados Unidos e Alemanha. Recentemente tivemos apresentação do nosso café e de outros produtos do movimento na China. Então, há toda uma relação que vem sendo construída também em nível internacional”, diz o diretor da Cooperativa Camponesa.
 
Produção diversificada 
 
Apesar de o Guaií ser o carro chefe do acampamento Quilombo Campo Grande, as 450 famílias possuem uma produção bem mais extensa. Outro destaque, por exemplo, é a criação de sementes agroecológicas, orgânicas e hortas medicinais pelo grupo de mulheres Raízes da Terra.
 
Semanalmente, dezenas de mulheres do acampamento se reúnem para cuidar das plantas e ervas medicinais, com o objetivo de produzir produtos fitoterápicos. “Ali nós cuidamos, fazemos canteiros, plantações, podamos, colhemos. Depois da colheita, por exemplo, da camomila, a levamos para secagem, depois da secagem, armazenamos em saquinhos e usamos a outra parte da semente para ser plantada de novo. É assim com todas as ervas medicinais que a gente trabalha”, afirma Ricarda Maria Gonçalves da Costa, que ocupa o terreno há 17 anos. O grupo também produz pomadas para diversos fins, gel de massagem, xarope e até mesmo florais.
 
 
A acampada ressalta a importância da união das mulheres em espaços de resistência popular. “Isso depende justamente da consciência política de cada uma, para resistir e estar ombro a ombro com os companheiros, e, como sempre, cuidando uma das outras, das nossas crias, não só das nossas plantações. Cuidando dos nossos companheiros também e resistindo. Resistindo mesmo”.
 
Ricarda Maria nasceu em São José do Rio Preto, na roça, e mudou-se para o ABC Paulista ainda nova. Após trabalhar anos como metalúrgica, construir o acampamento Quilombo Campo Grande mudou sua vida. “Queria pôr a mão na terra de novo, como na infância. E tive esse prazer: chegar aqui e por a minha mão na terra. Fiquei quarenta anos esperando chegar minha vez”, conta.
 
Entenda o caso
 
O Decreto Estadual n.º 365/2015 desapropriava 3.195 hectares da falida Usina Ariadnópolis. O documento tinha como proposta desapropriar a área mediante o pagamento de R$ 66 milhões aos empresários. Há dois meses, as famílias do Quilombo Campo Grande chegaram a firmar um acordo em que o Estado se comprometia a pagar o valor em cinco parcelas.
 
Porém, acionistas da empresa, apoiados pela bancada ruralista e latifundiários da região, não aceitaram o acordo e levaram o caso à justiça contra o governo de Minas Gerais, pedindo anulação do decreto, que já havia sido validado por dois julgamentos.
 
Através de uma operação jurídica, os empresários retomaram uma liminar de despejo de 2012 referente à falência da usina e que estava parada há mais de um ano. Foi justamente essa a liminar aprovada pelo juiz Esbaille Júnior no último dia 7, e que foi objeto da audiência desta quinta.
 
Michele Neves, coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos da região, avalia que, caso o despejo aconteça, será um grande retrocesso que atingirá não só os sem-terra, mas todo o município, já que a produção movimenta a economia da região.
 
“Se antes, a produção lá era apenas de cana de açúcar, hoje se produz mais de dez variedades de hortaliças e orgânicas”, destaca Neves, que acrescenta que a estrutura das famílias é tão grande que os moradores estão mais próximos de um assentamento bem estabelecido do que de um acampamento de fato.
 
“A situação é muito grave. Com uma ação jurídica desnecessária e muito duvidosa, porque não teria a necessidade desse caráter de urgência. No pedido de despejo das famílias, afirmam de forma mentirosa, mentirosa mesmo, que já tem uma área plantada e arada, arrendada para uma outra pessoa, outra empresa, mas isso não é verdade. Toda área está ocupada por famílias, divididas em lotes, com suas casas. Nos últimos dois anos foi instalada a rede de energia elétrica para a maioria das famílias que estão lá”, afirma a coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos e moradora do Quilombo Campo Grande.
 
Segundo ela, a população local manifesta muito apoio aos sem-terra, e, inclusive, empresas do município organizam um abaixo-assinado contra o despejo.
 
Fonte: Brasil de Fato
Fotos: Reprodução

 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta quarta-feira, 21 de novembro, a nova tradução oficial da Bíblia Sagrada. O ato aconteceu durante a reunião do Conselho Permanente da entidade e contou com a participação de bispos, padres e convidados. “Este é um momento de evangelização da nossa Conferência Episcopal. Nós tivemos um longo caminho, foram muitos anos de trabalho e de dedicação de muitas pessoas”, afirmou o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, na mesa de abertura.
 
Como recomenda o Concílio Vaticano II, a tradução oficial da Bíblia se baseia nos textos originais hebraicos, aramaicos e gregos, comparados com a Nova Vulgata – a tradução oficial católica. O projeto teve início em 2007, quando a coordenação de tradução e revisão, composta pelos padres Luís Henrique Eloy e Silva, padres Ney Brasil Pereira (in memorian) e Johan Konings, fez a revisão integral conjunta, enquanto os professores padre Cássio Murilo Dias, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa e Maria de Lourdes Lima colaboraram em algumas partes.
 
Durante o lançamento, o coordenador de tradução e revisão da Bíblia, padre Luís Henrique afirmou que a revisão se compôs de características diversas das traduções anteriores. De acordo com ele, no início visava-se um texto mais apurado em vista de outros objetivos como, por exemplo, o texto como referência para os documentos oficiais para os bispos do Brasil. Ele fez questão de enfatizar que, essa tradução, visou também uma maior facilitação à memória bíblica do país.
 
Assim como a Nova Vulgata, a nova Bíblia da CNBB leva em conta novas descobertas documentais e a crescente valorização das antigas traduções gregas, siríacas, egípcias e latinas, às vezes mais antigas ou de maior importância para a Igreja que os textos comumente considerados como os mais originais.
 
Padre Johan Konings, vice-coordenador de tradução e revisão da Bíblia destacou durante o lançamento que nem a Nova Vulgata, nem a nova tradução da Bíblia pretendem restabelecer um “texto original” único, mas procuram representar os textos que os primeiros cristãos conheceram, citaram e comentaram.
 
As introduções e notas, bem como os títulos e subtítulos das seções, embora aprovados pela Comissão para a Doutrina da Fé, não possuem caráter oficial, mas, baseadas em fontes científicas, fazem desta edição uma verdadeira “Bíblia de estudo”, servindo para cursos de Bíblia e de Teologia , em sintonia com as orientações do Magistério católico. Segundo o presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, a tradução é importante para a Igreja no Brasil porque serve de referencial. “A CNBB tem uma tradução aprovada e isso faz a diferença no sentido de que dá uma segurança maior no uso desse texto nas várias atividades da nossa Igreja”, disse o bispo.
 
Ao final do lançamento, o presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha agradeceu aos exegetas e a todos os que colaboraram no aprimoramento das várias edições da Bíblia da CNBB, e de modo especial, nesta nova tradução. “Confiamos esta Bíblia Sagrada – Tradução Oficial da CNBB a Maria, Mãe da Igreja, discípula fiel do Senhor, que acolheu, meditou e cumpriu a Palavra”, disse o bispo.
 
A Bíblia Sagrada está disponível para venda no site da Editora da CNBB.
 
Fonte: CNBB
Foto: Reprodução

 
Na última segunda-feira, 19 de novembro, foi realizada a comemoração pelos 40 anos de fundação das Pontifícias Obras Missionárias (POM) no Brasil.
 
O dia começou com um momento de memória histórica, com a presença dos diretores nacionais, Pe. João Panazzolo, Pe. Camilo Pauletti e Pe. Maurício Jardim. Durante o encontro foram lembrados os principais momentos que marcaram a trajetória das POM, bem como pessoas que foram importantes nessa história. Pe. João destacou as ações que concretizaram o projeto de mudança da sede das POM para Brasília e a construção da sede atual.
 
As comemorações continuaram com a Celebração Eucarística de ação de graças, presidida pelo Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Também participaram da celebração Dom Leonardo Ulrich Steiner, Seretário-Geral da CNBB, Dom Esmeraldo de Farias, Mons. Joseph Pentinat, primeiro secretário da Nunciatura Apostólica no Brasil, padres, religiosos e religiosas, representantes de Obras Pontifícias.
 
Os convidados puderam confraternizar com almoço festivo. Em sua manifestação, Pe. Maurício Jardim, diretor nacional das POM, agradeceu o carinho de todos e convidou os colaboradores e secretários das Obras Pontifícias para poder cantar parabéns às POM.
 
Tome nota!
 
As Pontifícias Obras Missionárias são organismos oficiais da Igreja Católica que trabalham para intensificar a animação, a formação e a cooperação missionária em todo o mundo. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, foram criadas em 20 de novembro de 1978, na cidade de São Paulo, por iniciativa dos superiores provinciais das congregações: Missionários da Consolata, Missionários Combonianos, Missionários do Verbo Divino, Missionários Xaverianos, Missionárias da Imaculada e PIME (Pontifício Instituto das Missões ao Exterior).
 
Com informações das POM
Foto: Reprodução

 
 
Iêmen, Síria, Iraque, Ucrânia: hoje, 90% das vítimas de guerra são civis. O número não passava de 40% durante a Primeira Guerra mundial segundo a ONG Handicap Internacional.
 
Aproveitando o Fórum sobre a paz que acontece simultaneamente com as comemorações do Centenário da I Guerra Mundial (1914-1918), a organização, apoiada por 90 deputados, chama a atenção do presidente francês Emmanuel Macron.
 
A França faz parte da coalizão internacional que bombardeia zonas povoadas controladas pelo grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Na quarta-feira (7), deputados se reuniram na frente da Assembleia Nacional em Paris para pedir que o governo emita uma posição concreta sobre o assunto.
 
“Hoje, queremos de fato, transmitir uma mensagem aos chefes de Estado e de governo que discursarão durante o Fórum sobre a paz para lhes dizer que atualmente, o barulho das armas não pode ser mais a única solução nos conflitos atuais”, afirmou Baptiste Chapuis, membro da ONG Handicap Internacional, encarregado da pasta sobre o assunto. “Como membro permanente do conselho de segurança da ONU, a França tem um papel crucial sobre o tema”, completou Chapuis.
 
Parlamentares franceses querem convencer Macron
 
“É importante que nós, parlamentares, sensibilizemos o governo francês para que nosso país se junte ao movimento conduzido hoje por uma dúzia de países no mundo, para que haja uma declaração política internacional contra esse tipo de bombardeio em áreas civis. Com 90% de civis alvejados, já não se pode mais falar em ‘danos colaterais’ neste caso”, disse o deputado Hubert Julien-Laferrière.
 
Sem conseguir atingir alvos de forma precisa, os bombardeios matam e mutilam sem distinguir combatentes e civis. Algumas bombas que não explodem acabam embaixo de escombros e se tornam mais um perigo para a população. “Será necessário décadas, provavelmente 30 a 50 anos para descontaminar o território sírio e iraquiano”, afirmou Chapuis.
 
Só no Iêmen, 5 mil crianças perderam a vida
 
Em Mossul, segunda maior cidade do Iraque, mais de 2 mil bombardeios aéreos aconteceram entre outubro de 2016 e setembro de 2017. Mais de 3 mil civis foram mortos nestas ações realizadas pelo exército iraquiano e a coalizão internacional, segundo uma investigação da Associated Press divulgada no fim de 2017.
 
No Iêmen, mais de 16 mil bombardeios alvejaram o país desde 2015, deixando outras milhares de vítimas inocentes nas zonas povoadas. Desde o começo do conflito, 5 mil crianças perderam a vida.
 
Segundo a Handicap Internacional, 500 mil franceses já assinaram uma petição lançada pela organização contra esse tipo de ação militar.
 
Com informações da RFI
Foto: Stringer/AFP

 
 
A ciência da religião e noções de direito constitucional poderiam ser ensinados desde o ensino médio, para promover o respeito à diversidade religiosa do país. A proposta foi feita por educadores e religiosos durante audiência da Comissão de Direitos Humanos sobre o Estado laico.
 
Na abertura da reunião, o presidente da Comissão, deputado Luiz Couto (PT-PB), que também é padre, lembrou que é papel do Estado garantir a liberdade de crença prevista no artigo quinto da Constituição Federal.
 
“A democracia não convive com religião oficial, essa prática ficou no passado, nas monarquias e nos despotismos da idade média, não tem lugar nas sociedades democráticas contemporâneas. Daí que um compromisso das instituições republicanas e de cada um de nós é respeitar e promover a liberdade para as diferentes confissões religiosas”, disse.
 
O antropólogo e líder da Igreja Céu do Planalto, Fernando de La Rocque, lembrou que o Estado brasileiro é laico há 128 anos, mas que estão sendo discutidos projetos de lei que ferem esse princípio.
 
“Constantemente temos que lembrar ao Estado que ele é laico e isso traz grande preocupação. Isso se reflete em inúmeros dispositivos e projetos de lei que buscam reinventar o que já está bem explícito na carta magna. Propostas que buscam restringir o direito de todos, com especificações desnecessárias que, ao contrário de apresentar um posicionamento democrático, no sentido de ampliação dos direitos, seguem um caminho de nomear uma visão específica como modelo de ideias tão diversas como família, religião e cultura”, disse.
 
Presídios
 
O sacerdote de matriz africana Pai Francisco Ngunzentala deu o exemplo do sistema prisional como uma área onde, na prática, existe diferenciação, pelo Estado, entre as religiões. Apesar da maioria da população carcerária ser de pessoas negras, as religiões de matriz africana não conseguem autorização para participar do serviço de capelania, que oferece cultos religiosos nos presídios.
 
A secretária-executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, lembrou de diversos episódios de intolerância religiosa nos últimos anos e da influência religiosa nas eleições.
 
“Novamente Deus tem sido um ator importante no cenário político. Seu nome foi disputado por todas as correntes políticas; nas igrejas foi possível observar as mesmas tensões e polarizações presentes na sociedade, irmãos brigando com irmãos. Fé e violência são incompatíveis. Não há como professar, no caso de cristãos e cristãs, a fé em Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, destruir o sagrado do outro”, observou.
 
Ensino médio
 
Ao final, o professor Fernando de La Rocque sugeriu que sejam ensinadas noções de direito constitucional no ensino médio. Já a pastora Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva, presidente da Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil, que também é professora aposentada, propôs que as escolas não tenham aula de uma religião, mas de ciência da religião, de forma ampla, para combater a intolerância religiosa.
 
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Luiz Couto, informou que esse debate sobre a laicidade do Estado deve continuar até o final do ano.
 
Com informações da Agência Câmara Notícias
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

 
 
A partir do dia 18 de novembro, cariocas que passarem pelo Centro da cidade vão poder ver uma representação artística de Jesus Cristo diferente da imagem tradicional do filho de Deus para os cristãos. A escultura, doada por um artista canadense, representa o "Jesus sem-teto" deitado em um banco de praça com um cobertor fino sobre o corpo.
 
Em alusão aos mais de 4,6 mil pessoas em situação de rua da capital fluminense, a imagem em tamanho real lembrará o Dia Mundial dos Pobres.
 
A escultura, obra do artista canadense Timothy Schmalz, foi um presente à Arquidiocese do Rio de Janeiro. A vinda da imagem foi intermediada pela Embaixada do Brasil junto à Santa Sé e a Ordem do Santo Sepulcro.
 
Aos visitantes, a estátua vai ficar exposta na praça em frente à Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, do lado esquerdo, para quem olha da Catedral para a Avenida Chile.
 
A imagem carrega forte simbolismo, na visão do pároco da Catedral, Padre Cláudio Santos, que defende que a obra exemplifica a necessidade de uma sociedade que compartilhe mais gestos de solidariedade.
 
"Sem duvida, a escultura nos faz olhar quem vive nas ruas de nossa cidade como irmãos e irmãs, como pede o Papa Francisco que nós vejamos Cristo na figura do pobre que vive nas ruas, que tanto sofre no mundo. Devemos perceber que nossa felicidade só será plena se o outro também for feliz. A imagem de Jesus sem-teto revela aquele que se fez pobre, sofreu e deu sua vida para salvação de todos", frisou o pároco.
 
Fonte: G1
Foto: Divulgação/ Carlos Moioli