Poderiam-me dizer: “Jesus nunca mandou um guia para elaboração de projeto com objetivos, indicadores e atividades, não obrigou nunca ninguém a passar por uma avaliação externa e certamente nunca deu acesso das suas contas a auditores, então não tinha relatórios financeiros, nem relatórios de atividades muito menos relatórios descritivos no final de semestres ou do triênio do seu projeto.” Têm toda razão, concordo plenamente.
 
Mas Jesus era coordenador, consultor, animador e avaliador. Ele organizou oficinas de captação de recursos, seminário de formação nos Direitos Humanos e empoderou Maria Madalena e as outras mulheres. Jesus em si era uma agência de ajuda.
 
Foi Jesus que inspirou o Cardeal José Frings da Colônia, Alemanha, no ano de 1958, exatamente 60 anos atrás, de começar com esta, como ele disse: “Aventura no Espírito Santo!” Fundou Misereor para combater a fome no mundo e “trabalhar a cabeça” e formar a consciência dos poderosos, daqueles com o poder de decisão no mundo político.
 
Se fosse hoje: que tipo de agência o Cardeal Frings fundaria? Chamaria uma equipe igual nós aqui hoje, pergunto? Será? Esta equipe deveria ter ambientalistas, ecônomos, pedagogos, etnólogos, feministas-mulheres e feministas-homens, e enfim, pessoas atingidas por barragens, mulheres na situação da prostituição, jovens vítimas de tráfico humano, trabalhadores que sofrem de trabalho escravo, camponeses e indígenas, quilombolas e geraizeiras etc. A equipe teria pessoas jovens, adultas e de idade mais avançada, pessoas com deficiência física e doenças mentais. Esta equipe deveria ter especialistas na comunicação, na internet, mídia social etc. 
 
Somente para fazer lembrar o quanto que a área de comunicação mudou durante estas seis décadas: em 1958 não tinha internet, a carta de recomendação do bispo demorou para chegar até Alemanha. A discussão sobre indicadores foi mínimo (ai que saudades daqueles tempos!) e até o dinheiro caiu na caixa, bom, outros 500. Nem sei como realmente funcionou. Outro dia li uma proposta de um projeto do CIMI de 1978, 40 anos atrás, teve 3 páginas e foi aprovado!
 
Talvez a agência continuasse chamar-se Misereor, inspirado no Marcos 8 (“tenha compaixão desta gente porque não tem o que comer”), esta compaixão ainda é muito precisa, esta misericórdia com as pessoas com fome físico, mas também com fome de justiça, de igualdade, de segurança, de liberdade, de responsabilidade pela criação e os seus elementos água e terra, enfim, fome de um mundo melhor. Que discussão teríamos sobre “o modelo de desenvolvimento”?
 
Talvez o versículo do profeta Miquéias 6,8 – para mim o resumo de todo compromisso cristão - fosse a inspiração na fundação da Misereor hoje: “praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente com teu Deus.”
 
Será que Misereor tem alcances para registrar, temos histórias de conquistas? Vamos recordar as conquistas da Misereor, as quais talvez nem fossem mais tão presentes no cotidiano, mas foram muito significativas:
 
- no ano de 1983, onze anos antes do Nelson Mandela se tornar presidente na África do Sul (1994), Misereor realizou a CF contra o Apartheid com o tema “Quero ser gente” (“Ich will Mensch sein”) e fomos criticados e desafiados bruscamente pelo ministro da Bavária - levamos uma bronca forte da qual se fala até hoje. Durante a CF 2014 em prol da Uganda lutamos pela igualdade de gênero e defendemos abertamente os direitos das pessoas LGBT, isso sendo a agência católica! São histórias que raramente são contadas. 
 
Misereor caminha cotidianamente com as vítimas de terremotos (entre muitos no Haiti onde a nossa querida Dra. Zilda Neumann-Arns deu a própria vida), vítimas de seca e de enchentes, de guerras e de despejos, vítimas de conflitos sobre recursos naturais com a indústria de celulares e carros, vítimas de massacres e de grandes projetos, e famílias de vítimas de homicídios. Estamos ao lado dos familiares de massacres nos cárceres e nas aldeias indígenas. Aqui no Brasil lembramo-nos hoje do povo Gamela e dos povos dos GeK, nos simpatizamos com os pequenos agricultores de Colniza, através dos nossos parceiros - todos eles e elas fazem parte da “massa Misereor”, e agradecemos também, com profunda admiração os 07 ativistas da greve de fome.
 
Cá no Brasil, Misereor não somente realizou a CF 2016 junto com CONIC, o CGG em SP e a CPT Pará, mas sim, fomos à rua nas grandes cidades contra os megaeventos da Copa e das Olimpíadas. Estivemos presentes na Bahia com D. Luiz Cappio na sua luta contra a transposição do Rio S. Francisco. A crise da água já foi centro da CF 1996, com o lema “cada gota conta”.
 
O que significa “cooperação internacional”? Misereor não quer ser uma caixa eletrônica, nunca fomos e nunca seremos só caixa católica para pessoas católicas. Somos uma agência ecumência e interreligiosa e todos os inter que podem imaginar. 
 
Misereor dialoga com Berlim, Bruxelas, Genebra, Washington e Roma. Não me canso de dizer que estamos juntos e juntas, que queremos andar “a segunda milha”, que queremos “deixar as 99 ovelhas e ir atrás da ovelha desaparecida” como os muitos casos no México. Misereor é justamente isso: lutamos contra a corrupção em prol da transparência, lutamos pelo comércio justo e consumo responsável, promovemos a vida plena no sentido de bem-viver. Conviver com a urbanização no mundo, garantir a biodiversidade e lutar contra o agronegócio, isso é Misereor. Sim, Misereor incomoda os sistemas corruptos como diz o canto “viemos para incomodar, com a fé e união nossos passos um dia vão chegar”.
 
Confio, que “com a fé e união nossos passos um dia vão chegar”, vamos vencer sim. Vamos usar esta chance do Sínodo para a Amazônia. Vamos por estes nossos assuntos dentro deste Sínodo. Vamos mostrar que a criatividade latinoamericano leva as nossas Igrejas e os nossos povos a uma mesa redonda, a ministérios tanto para homem quanto para nós mulheres, a um amanhã verdadeiramente digno, livre e lindo. E vamos fazer o nosso Sínodo para Amazônia aqui na América Latina mesmo antes, durante e depois do Sínodo em Roma e através da Amazônia com todos os biomas. Vamos desde já trilhar o caminho. O Sínodo já está fazendo parte de nossa pauta na Alemanha, o documento foi traduzido e trouxe para vocês. Este Sínodo é apenas um começo. Tenho certeza, se o Papa fosse peixe, ele chamaria um Sínodo para os Oceanos.
 
Esta festa do nosso aniversário não seria uma festa sem abraços da nossa liderança. Trago um abraço muito querido do nosso Diretor Geral, o presidente Mons. Firmino Spiegel, dos Diretores Gerentes Dr. Martin Bröckelmann-Simon e Thomas Antkowiak e dos chefes do Departamento da América-Latina e Caribe, Malte Reshöft e Betina Beate. Saudações calorosíssimas da minha equipe regional Brasil que no espírito está aqui presente. Aliás, minha equipe está com ciúmes. Uns dias atrás falei que com a Almute desta nossa festa que manda um abraço imenso. Ela partilhou comigo um e-mail do Dom Leonardo Steiner de três anos atrás. Almute escreveu: “quero organizar a minha próxima viagem ao Brasil, quando poderia me receber junto com o Stefan?” A resposta do Dom Leonardo foi bem curta: “Estarei em Brasília. É só indicar o dia”! Esta prontidão, esta abertura, esta simplicidade bela é algo fantástica que Brasil tem. Mantenham isso, por favor, pois cativa cada coração!
 
Uma festa de aniversário não seria uma festa sem palavras de agradecimentos.
 
Nosso profundo agradecimento aos mais 160 parceiros com mais de 230 projetos com um volume de 2018 de 52 milhões de Reais. Agradecimentos aos nossos C´s (como eu os chamo): CAIS, CNBB, CIMI, CPT, CPP, Caritas, CRB, e todos os outros C’s, as Pastorais indispensáveis e as ONGs, e Movimentos e etc. Nosso profundo agradecimento às pessoas na administração destes projetos pois sofrem conosco e com nossas exigências, mas saibam que este seu suor assegura o nosso caminho em conjunto. Agradecemos pelas muitas e muitas mensagens de notícias, pelas notas públicas das organizações e pelo compromisso que vocês mostram no cotidiano. Agradecemos pela disponibilidade de acolher a gente aqui e pelo esforço que fazem durante as visitas na sede em Aachen ou nos escritórios em Munique e Berlim onde em total atuam cerca de 330 pessoas. 
 
Agradecemos às pessoas e grupos doadores que permitem a Misereor a apoiar mais de 3.000 projetos em 90 países. 
 
Agradecemos às pessoas que se dedicaram e deram a própria vida e o seu esforço, sendo entre muitas o nosso querido Dom Luciano Mendes, a nossa Ir. Dorothy Stang e o nosso Pe. Josimo Tavares. Pedimos que os grandes teólogos José Comblin e João Batista Libânio intercedam por nós. 
 
Agradecemos às outras agências, pois é uma alegria imensa caminhar e trabalhar junto com elas nos nossos países de atuação. Quero mencionar Adveniat, PPM, KMW (a Obra da Infância Missionária), Caritas Internacional, as agências de CIDSE e etc.
 
Ao Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais – CAIS, a Ir. Delci Franzen,  Adriano Martins, Gracileia Lima, e todos os Assessores, nossa profunda gratidão. O nosso Danke schön ao Stefan Kramer, nossa instância de diálogo e enlace, que faz toda diferença para nós aqui e que graças a ele através da CNBB recebeu o estabelecimento e o apoio estrutural, agradecemos à Riva, secretária do Stefan. Ao CAIS e ao Stefan o nosso grande agradecimento pela constante comunicação, pelo trabalho no chão e pela franqueza, gentileza e ternura que tenham conosco na sede da Misereor em Aachen.
 
Termino com um convite: queremos refundar e reinventar Misereor. Amanhã nos seus momentos quietinhos contemplem um pouco o seu momento Misereor. Em que momento vocês identificaram o chamado para esta “Aventura no Espírito Santo” como Frings o chamou? E em que consiste este seu chamado Misereor e este trabalho pioneiro hoje. Pensando numa metáfora da “Aventura no Espírito Santo”, me veio a idéia que Misereor deve ser como perfume. Perfume não artificial, mas sim, um perfume natural que faz bem e leva o astral, um perfume orgânico que inspira e acalma, que cria um ambiente onde podemos ser nós mesmos. E que sendo no Brasil, mantenha este espírito de hospitalidade. “É só indicar o dia!”
 
Como diz aquela bela canção: 
Fica sempre, um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas,
nas mãos que sabem ser generosas.
Dar do pouco que se tem ao que tem menos ainda,
enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda.
Dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela, 
aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela. 
 
Texto: Misereor / Regina Reinart
Foto: Arte enviada pelo CONIC para compor o painel comemorativo de Misereor
Arte: Laura Gomes

 
Nesta Semana da Pátria, de 1 a 7 de setembro, o CONIC e o Fórum Ecumênico ACT Brasil propõem um diálogo sobre Democracia.
 
Contextualização
 
O termo Democracia tem sido utilizado para justificar as mais diferentes práticas políticas. Algumas vezes, essas práticas chegam a incluir processos de intervenção de países economicamente fortes em países com economia frágil, mas com grande riqueza extrativista, petrolífera ou aquífera. Nestes casos, o argumento, geralmente, é que tais países são pouco democráticos e que cabe às potências levar a Democracia para que o povo “se sinta livre”.
 
O termo Democracia também é utilizado quando um povo reivindica maior participação nas decisões políticas que envolvem suas vidas. Aqui no Brasil, por exemplo, o conjunto da população brasileira não foi consultado se queria ou não a Reforma Trabalhista. A população brasileira também não pôde opinar sobre a Emenda Constitucional 94/2016, que congelou por 20 anos os investimentos públicos para a educação e a saúde. Uma Lei que afeta diretamente a vida das pessoas foi decidida por um grupo não representativo da sociedade brasileira.
 
É possível dizer que o Brasil é um país democrático? 
 
Poderíamos dizer sim e não. 
 
Sim, se considerarmos que as pessoas, dependendo de onde moram, têm a liberdade de ir e vir. Podemos viajar, constitucionalmente o Brasil é laico, garante a liberdade de expressão, entre outras coisas. Não, se considerarmos que a participação da sociedade civil nas decisões políticas é baixo. Muitas vezes, quando a sociedade civil se organiza, ela é fortemente reprimida. A desigualdade econômica, racial e de gênero também nos distanciam da Democracia.
 
Nesse cenário confuso, entram para o time de “defensores da Democracia” personagens que defendem ideias como: cerceamento de direitos às minorias; perseguição política e/ou econômica; intolerância religiosa; xenofobia; opressão da mulher, armamento da sociedade, concentração de renda, entre outros. 
 
Várias vozes acabam se sobrepondo umas às outras. Em um ambiente em que todas as pessoas falam e não se ouvem, é necessário parar, porque a Democracia também pressupõe a capacidade da escuta, afinal, para debater é necessário ouvir o argumento do outro. Na Ágora Grega, onde nasceu a ideia de Democracia, o debate era fundamental. Debate, não insulto. Para debater, repetimos, é importante ouvir! Se você é de esquerda, precisa ouvir a direita. E vice-versa. Do mesmo modo, se você é religioso, precisa aceitar aqueles que não creem em nada... sobretudo dentro do Estado brasileiro, que é laico.
 
Tendo tudo isso em mente, na Semana da Pátria, o CONIC e o Fórum Ecumênico ACT Brasil querem provocar, via redes sociais, a reflexão sobre como as Igrejas e diferentes tradições de fé, enquanto expressões no espaço público brasileiro, podem contribuir para os valores democráticos, que busquem e fortaleçam a garantia de direitos para todas as pessoas, respeitem a divergência de opiniões, fortaleçam a cultura da paz, apoiem ações para a superação das desigualdades estruturais e a superação da cultura de ódio.
 
Nosso espaço do Facebook será a nossa Ágora Ecumênica!
 
 
Como opinar?
 
A partir de 1° de setembro, até o dia 7 de setembro, publicaremos na página do CONIC no Facebook (acesse aqui) artes alusivas a algum tema ligado à Democracia. Ali, nos comentários, você pode comentar, expor sua opinião, ou simplesmente curtir a postagem com uma daquelas opções: “coração”, “carinha de alegre”, “cara de bravo”... isso também é uma forma de opinar.
 
Sua opinião, seja ela qual for, será muito importante! 
 
Mas lembre-se: opinar não é agredir! Opine com argumentos!

 
Representantes da Igreja Católica participam na Rússia de 24 de agosto a 2 de setembro do curso de formação de verão organizado pelo Patriarcado de Moscou.
 
A delegação – refere um comunicado da Church post-graduate and doctoral school da Igreja Ortodoxa Russa – é guiada pelo bispo de Saint-Dié, Didier Berthet, presidente do Conselho para a Unidade dos Cristãos e as Relações com o Judaísmo da Conferência Episcopal Francesa, acompanhado pelo padre Hyacinthe Destivelle, assistente para o departamento oriental do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade dos Cristãos.
 
Aprofundar o conhecimento do cristianismo ortodoxo
 
São cerca de 15 os jovens sacerdotes e estudantes originários da Itália, Espanha, França, República Tcheca e Romênia que participam do curso com o objetivo de aprofundar seus conhecimentos sobre o cristianismo ortodoxo.
 
Estes encontros em Roma e Moscou entre o clero ortodoxo e católico são realizados já há alguns anos, tendo se intensificado após o encontro entre o patriarca Kirill e o Papa Francisco em Cuba, em 12 de fevereiro de 2016.
 
Programação
 
Na programação, entre outros, a visita à instituições e locais marcantes da ortodoxia, como o  Mosteiro da Trindade de São Sérgio, em Sergiev Posad - considerado o mais importante centro espiritual ortodoxo russo - mas também a locais sagrados, centros de espiritualidade e monumentos em Veliky Novgorod, São Petersburgo e Moscou. A delegação com os estudantes provenientes das diversas universidades será recebida  pelo Patriarca Kirill.
 
Proteção dos cristãos e salvaguarda dos valores tradicionais
 
“Estas visitas – declarou padre Destivelle ao site Cath.ch – têm por objetivo aumentar o conhecimento recíproco, em particular sobre a comunidade ortodoxa”.
 
O Patriarcado de Moscou precisa que no centro destes dias de estudo está o tema “da proteção dos cristãos e da salvaguarda dos valores tradicionais”.
 
E revela, que esta “universidade de verão” é financiada pela Fundação Russa Russkyi Mir (mundo russo) e pela fundação estadunidense Urbi et Orbi.
 
Construir pontes de confiança
 
A Fundação russa foi criada em 2007 pelo presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, com o objetivo de promover o patrimônio nacional e a estadunidense pelo diretor da revista «Inside the Vatican», Robert Moynihan.
 
Com esta iniciativa – explica Moynihan – queremos construir “pontes de confiança” entre Ocidente e Oriente e “uma sociedade mais livre a mais justa”.
 
Fonte: L'Osservatore Romano
Foto: Pixabay

 
La  segunda edición de la Eco Escuela está destinada a 25 jóvenes de América Latina y el Caribe y se realizará entre el 1 al 12 de noviembre de 2018 en San Salvador, El Salvador.  Apunta a desarrollar capacidades y empoderar liderazgos jóvenes ecuménicos enfocándose en las relaciones de justicia entre la economía, el cambio climático, el derecho al agua y la seguridad alimentaria.
 
CMI: “En un ámbito ecuménico, los participantes tendrán la posibilidad de estudiar manifestaciones y causas locales, regionales e internacionales de la crisis del agua y la inseguridad alimentaria que se ven afectadas por el cambio climático. También examinarán la situación y los desafíos desde la perspectiva de la fe y la ética, y buscarán juntos las posibles respuestas ecuménicas a dichos desafíos. Al final de la ecoescuela, se espera que estén equipados con herramientas que les permitan convertirse en ecodefensores de una tierra más justa y sostenible. A tales efectos, se entiende que establezcan planes de acción que podrían implementarse en su respectiva comunidad.”
 
Para la FUMEC y el programa de Eco Justicia que viene realizando la iniciativa “Juventud por Eco justicia y Paz: El desafío que aceptamos”  participar en la organización de este evento es relevante, ya que se propone analizar las temáticas desde la misma visión que la FUMEC lo viene haciendo; enfocándose en las multiples relaciones de injusticia que existen entre la economía y la ecología, el acceso al agua y a los alimentos con las causas y consecuencias del cambio climático, así como la paz y la seguridad de las personas y los derechos a vidas dignas y sostenibles.
 
En este sentido la FUMEC sumará también a partir de la experiencia coordinando programas con jóvenes y construyendo capacidades con sus movimientos en la temática. También  la participación de mequenses en la Eco Escuela será de vital importancia para su formación integral dentro de sus movimientos, el programa de Eco Justicia o en la FUMEC en general.
 
 
Fuente: FUMEC ALC
Foto: Pixabay

 
Ela entrou na sala de audiências dos tribunais de La Plata, capital da província de Buenos Aires, e foi aplaudida por sua busca incansável da verdade. No banco dos réus estava o ex-policial Miguel Etchecoltaz, condenado a prisão perpétua por crimes de lesa-Humanidade. Era o ano de 2006 e Maria Isabel Chorobik de Mariani, mais conhecida como Chicha, estava procurando sua neta, Clara Anahi, desde novembro de 1976. Com a força que sempre a caracterizou e com Etchecolatz cobrindo seu rosto com as mãos, ela disse o que todos já sabiam: “Não posso me dar permissão para morrer, devo encontrar minha neta”.
 
Mas Chicha morreu, na segunda-feira passada, aos 94 anos e sem encontrar Clara Anahi. Fundadora das Mães e Avós da Praça de Maio e promotora de diversas iniciativas em matéria de direitos humanos, ela ajudou muita gente, mas nunca conseguiu o que mais queria.
 
Sua neta tinha apenas 3 meses quando foi sequestrada durante uma gigantesca operação militar na casa onde morava com seus pais, Daniel Mariani e Diana Teruggi. Ambos colaboravam com a organização Montoneros, braço armado da esquerda peronista. Segundo contou Chicha em várias entrevistas, na casa baleada durante quase cinco horas pelos militares era impressa a revista “Evita Montonera”, na qual Daniel, Diana e outros colaboradores denunciavam desaparecimentos, assassinatos e torturas de opositores do regime.
 
— Gostaria que Etchecolatz largasse o terço que tem em suas mãos e simplesmente dissesse onde está Clara Anahi, porque ele sabe — assegurou Chicha em 2006.
 
Mas o ex-policial, que continua preso, nunca falou. E Chicha dedicou cada um de seus dias a procurar uma neta que definiu como “um anjo” no documentário “A avó amor”, lançado em 2015. Através da Associação Clara Anahi ela recebia informações, ia atrás de pistas, buscava e buscava. Mas nenhum dos caminhos escolhidos a levou até sua neta, que hoje teria 42 anos.
 
A casa onde foi vista pela última vez foi transformada em museu e lá estão fotos de Diana e todos os falecidos no ataque e elementos usados pela família. Até mesmo o carro, um Citroen enferrujado, continua guardado na garagem. Como se o tempo não tivesse passado.
 
— Costumo dizer que tive dois filhos. Um eu perdi (Daniel foi assassinado oito meses após o atentado à casa) e a outra passei minha vida procurando — disse Chicha no documentário.
 
Sua morte foi lamentada por dirigentes políticos, lutadores pelos direitos humanos e intelectuais que acompanharam o périplo desta avó que não teve a sorte de outras 128 que já encontraram seus netos roubados pela última ditadura argentina (1976-1983).
 
O número total de netos que foram arrancados de suas famílias (muitos nasceram em centros clandestinos de detenção e torturas) é estimado em entre 400 e 500. Chicha já se foi, mas Clara Anahi, talvez, continue procurando sua verdadeira origem.
 
Fonte: O Globo
Foto: ROBERTO ACOSTA / AFP

 
Teólogos de todo o continente americano estarão reunidos em San Salvador para o III Congresso Continental de Teologia. O debate será realizado, de 30 de agosto a 2 de setembro, na Universidade Centro-americana José Simeón Cañas (UCA), na capital salvadorenha, San Salvador e terá como tema: “Os clamores dos pobres e da Terra nos interpelam. 50 anos da Conferência de Medellín”.
 
De acordo com a organização, o objetivo principal será “assumir e comprometer-se com os clamores dos pobres e da terra à luz do patrimônio teológico pastoral da Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Medellín, na Colômbia, em 1968”.
 
O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Pedro Carlos Cipollini, diz que este tema é de extrema importância e ressalta que a pobreza no mundo não diminuiu com o aumento das riquezas que hoje é algo extraordinário.
 
“Deveria ter diminuído a miséria, mas ela cresceu porque, com o aumento das riquezas, cresceu o egoísmo e um mundo que precisa de Deus. Antes se adorava o bezerro de ouro, mas hoje se adora o ouro do bezerro enquanto os pobres morrem à porta dos ricos”, destaca dom Cipollini.
 
O documento de Medellín – assim como os de Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007), que deram origem à opção preferencial pelos pobres – esteve presente no conteúdo e na metodologia adotada nos precedentes Congressos, realizados sempre no Brasil a cada três anos: São Leopoldo (RS) em 2012 e Belo Horizonte (MG) em 2015.
 
Durante o congresso, os participantes vão analisar, a partir dos problemas e das esperanças dos pobres, os novos contextos socioculturais, políticos, eclesiais e teológicos da América Latina e do Caribe, diante dos paradigmas emergentes e do clamor da Terra, considerando os horizontes abertos do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.
 
Para o presidente da comissão para Doutrina da Fé da CNBB, essa é uma temática sempre atual, necessária e urgente. “A fé vai precisar da ciência para ver mais claramente, assim as ciências humanas poderão vir ajudar, mas em um segundo momento, após olhar a realidade com os olhos da fé revelada pelo Deus da Vida. Em termos de teologia é necessário deixar claro que Deus sempre vem primeiro”.
 
Durante os quatro dias de conferências, haverá painéis, workshops, momentos culturais e uma peregrinação aos locais do martírio de quem deu a vida até as últimas consequências, como o futuro santo Oscar Arnulfo Romero.
 
O bispo de Santo André (SP), ressalta que o trabalho pastoral desenvolvido pela Igreja na América Latina a partir de Medellín foi um momento luminoso da Igreja no Continente mergulhado nas ditaduras militares. Segundo dom Cipollini, o Evangelho apareceu com mais força, as comunidades eclesiais descobriram a vida fraterna que brota do Evangelho e o poder da solidariedade.
 
“Isto está em curso com novos desdobramentos. Porém houve muito discurso inútil, muitos aproveitadores e pessoas que se puseram a praticar Medellín sem a conversão do coração. Sem coração convertido à pessoa de Jesus e seu modo de ser não há nada na Igreja que possa prosperar. E esta conversão deve ser constante”.
 
A Conferência de Medellín deixou um legado muito importante e original. Ela se reuniu para aplicar o Vaticano II na América Latina. Para o bispo, Medellín vai identificar que o homem concreto na América Latina é o pobre ou melhor o empobrecido. Isto vai ser como um estalo que iluminará a ação da Igreja latino-americana de forma original.
 
“Medellín vai avante na pergunta sobre o pobre: quem é o grande pobre mergulhado na “kénose” total? É Jesus. Logo ver o pobre é ver Jesus e se a Igreja deve ser parecida com Jesus ela deve ser pobre como o foi Jesus” e finaliza: “Este legado marca e marcará a Igreja Latino-americana para sempre como os primeiros concílios marcaram a Igreja”.
 
Patrimônio
 
O próprio Papa Francisco, durante a sua visita apostólica à Colômbia, em setembro de 2017, recordou a importância de retornar ao “patrimônio” de Medellín: “é muito mais cômodo transformá-los em lembranças das quais se celebram os aniversários (50 anos de Medellín, 20 de Ecclesia in América, 10 de Aparecida!) do que custodiar e fazer fluir a riqueza deste patrimônio”.
 
Segundo informações divulgadas pela Agência Fides, a diretora do Mestrado em Teologia Latino-americana da UCA, Martha Zechmeister, declarou: “Evocar Medellín nos leva também a celebrar o testemunho e a autoridade dos mártires que viveram o Evangelho e a opção pelos pobres até suas extremas consequências”.
 
Fonte: CNBB
Foto: Reprodução

 
“O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos…
Os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis…
Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele.” (cf. 1 Cor 12,1-31)
 
Apelo urgente ao Supremo Tribunal Federal do Brasil
 
É com intensa solidariedade com as sete pessoas em greve de fome que mandamos a nossa carta. A greve de fome dos sete ativistas pela Democracia, as nossas queridas irmãs Rafaela Alves e Zonália Santos, os nossos estimados irmãos Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Luiz Gonzaga Silva e Leonardo Soares, e o nosso prezado Frei Sergio Görgen, nos toca, comove e move.
 
No nível internacional circulam diariamente mensagens que nos mostram a situação precária na qual o país está. Os/as grevistas estão dando um rosto ainda mais concreto a este cenário chocante do Brasil onde a Ação Misereor já atua há quase seis décadas apoiando as justas causas dos grupos marginalizados como os povos indígenas, as comunidades tradicionais, as populações nas periferias urbanas e muitos outros grupos, temos um conhecimento amplo e profundo da conjuntura atual.
 
Apoiamos as demandas que os/as grevistas fazem ao Governo Brasileiro e ao STF como também assinamos as Notas Públicas e os apelos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil junto com tantas organizações e movimentos parceiros.
 
Queremos apontar o Mapa da Violência que fala de mais de 63.880 pessoas assassinadas durante o ano passado e os números sobem cada dia mais. Diariamente mais de 175 pessoas são assassinadas, sendo que entre elas o grupo de negros, jovens e de mulheres se destaca. 0 Relatório Periódico Universal (RPU) 2017 confirmou que o Brasil é um país onde os direitos humanos estão sendo desrespeitados.
 
É dever e responsabilidade do Governo Brasileiro e de suas instâncias, como o Supremo Tribunal Federal, ouvir a voz das pessoas que arriscam a própria vida pela Justiça. Apelamos à consciência dos responsáveis pela Justiça da qual brota paz que atendam às demandas claras e concretas dos/das grevistas com os quais, mais uma vez, nos solidarizamos.
 
A elas/eles e às suas famílias e amigos/as nosso profundo agradecimento por esse sacrifício e pelo compromisso com a Justiça.
 
Ao Supremo Tribunal Federal nosso urgente apelo para que atenda a justa reivindicação dos/as a grevistas em favor da Justiça e da Paz.
 
Aachen, 24.08.2018
 
Malte Reshöft
Chefe do Depto. América Latina
 
Fonte: Misereor
* Misereor é uma agência de cooperação da Alemanha
que há décadas apoia projetos de diversas entidades brasileiras,
como a Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais.

 
No dia 30 de agosto, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP) promoverá a Feira de Refugiados, com o objetivo de aproximar o público universitário da causa dos refugiados e de suas culturas, quebrar estereótipos e promover um espaço de conexão entre refugiados e as instituições que trabalham pela causa.
 
A iniciativa contará com a exposição e venda de trabalhos artesanais, comidas e músicas típicas e murais informativos.
 
Entre os destaques do evento estão as rodas de conversa, pois elas reunirão refugiados que eram graduados em seus países de origem e que não conseguiram validar seus diplomas aqui no Brasil.
 
Horário: 11h às 17h
Endereço: Vivência da FEAUSP – Av. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária, São Paulo, SP
 
Fonte: Observatório do Terceiro Setor / Isabela Alves
Foto: Reprodução

 
Foi realizada, no último sábado (25/08), no Mosteiro Sirian Ortodoxo São Basílio e Santo Efrém, em Brasília (DF), a Assembleia Geral Extraordinária da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) no Brasil. O evento reuniu membros do clero representantes das missões em todo país.
 
A Assembleia foi presidida pelo arcebispo Dom Tito Paulo George Hanna, Arcebispo e Núncio Apostólico das Igrejas Sirian Ortodoxas em missão no Brasil, e pelo padre (monge) Cristiano Lopes, e contou ainda com a presença do arcebispo emérito Dom José Faustino Filho, que presidiu a Igreja nos últimos anos e, dada sua aposentadoria, entregou o cargo este ano.
 
Além de tratarem de questões administrativas, pastorais e patrimoniais das Igrejas em missão no Brasil, a assembleia elegeu a nova diretoria para o mandato 2018-2022, tendo sido eleito como presidente da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil o senhor arcebispo Dom Tito Paulo George Hanna, e como vice-presidente, o corepíscopo (monsenhor) Paulo Milton Justus. Para o cargo de Vigário Geral da Igreja no Brasil foi eleito o padre (monge) Cristiano Lopes, enquanto para Secretaria Executiva foram eleitos o padre (monge) Isaac Souza (primeiro secretário) e o diácono Pedro Bruno, como secretário adjunto. Para Tesouraria, foram eleitos os padres pe. Flávio Moreira (1º tesoureiro) e pe. Caio Queiroz (tesoureiro adjunto).
 
Ainda, foi escolhido para o cargo de Relações Públicas da Igreja no Brasil o corepíscopo (monsenhor) Paulo Milton Justus, que já vinha desempenhando este cargo na antiga diretoria e, dados os bons resultados de seu trabalho, teve seu mandato estendido para os próximos quatro anos. Por fim, a assembleia elegeu o Conselho Fiscal, formado pelos seguintes padres: corepícopo (monsenhor) José Ribamar Rodrigues Dias, corepíscopo (monsenhor) Antônio Ferreira Cajango e pe. Edson de Souza Bastos, tendo como suplentes o pe. Pablo Neves, padre (monge) Efrém Fernando e o diácono Claude Loureiro.
 
A Secretaria Executiva que, até então, sediava-se na cidade de Aparecida de Goiânia – GO, foi transferida para o Mosteiro Sirian Ortodoxo São Basílio e Santo Efrém (Brasília-DF), que reunirá todo aparato administrativo das missões da Igreja no Brasil.
 
Clique aqui e veja outras fotos da Assembleia.
 
Fonte: ISOA
Foto: Reprodução

 
A ACT Alliance, maior aliança mundial de igrejas protestantes e ortodoxas trabalhando em questões humanitárias, de desenvolvimento e de incidência política em todo o mundo, enviou uma carta direcionada à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, abordando a situação do grupo de pessoas que estão em greve de fome em Brasília. O organismo demonstra preocupação em relação ao tratamento que tem sido dado ao movimento e cita "o crescente clima de tensão vivido pelo país".
 
"É com preocupação que estamos acompanhando, desde Genebra, a delicada situação de polarização e alocuções ao ódio dentro da sociedade brasileira. Este é um momento em que o bom senso e o altruísmo se tornam fundamentais para impedir uma escalada de violência que pode levar a consequências irreversíveis. Estamos acompanhando, de maneira específica, os desdobramentos da greve de fome realizada por um grupo de lideranças sociais, especificamente Frei Sérgio Görgen, Rafaela Alves, Gegê Gonzaga, Zonália Santos, Jaime Amorim, Vilmar Pacífico e Leonardo Soares", inicia a carta.
 
A seguir, leia a íntegra da carta:
 
Excelentíssima Ministra Carmen Lúcia,
 
É com preocupação que estamos acompanhando, desde Genebra, a delicada situação de polarização e alocuções ao ódio dentro da sociedade brasileira. Este é um momento em que o bom senso e o altruísmo se tornam fundamentais para impedir uma escalada de violência que pode levar a consequências irreversíveis. Estamos acompanhando, de maneira específica, os desdobramentos da greve de fome realizada por um grupo de lideranças sociais, especificamente Frei Sérgio Görgen, Rafaela Alves, Gegê Gonzaga, Zonália Santos, Jaime Amorim, Vilmar Pacífico e Leonardo Soares.
 
Entendemos que as pautas apresentadas por estas pessoas são legítimas e de extrema relevância, considerando que a indecisão sobre as Ações Declaratórias de Constitucionalidade que tratam do trânsito em julgadora sentença penal condenatória tem contribuído para acelerar o encarceramento de pessoas.
 
Sendo a maior aliança mundial de igrejas protestantes e ortodoxas trabalhando em questões humanitárias, de desenvolvimento e de incidência política, a Aliança ACT está preocupada com o crescente clima de tensão vivido pelo país. Da mesma forma, que as circunstâncias das pessoas acima citadas nos deixam em posição extremamente desconfortável. O Brasil é um país, que ao longo de sua história, foi reconhecido por sua relevância na diplomacia e na capacidade de diálogo.
 
Como uma aliança baseada na fé e em valores de respeito, humildade e justiça, apoiamos todas as formas não-violentas para solução de conflitos, desenvolvimento humano e estado de direito. Este enfoque não apenas descreve toda uma classe de atividades, mas também descreve atitudes e estilo de vida. Sustentamos o diálogo como um instrumento eficiente e um meio ético para lidar com conflitos e disputas políticas, porque tenta minimizar danos e respeitar a dignidade humana. Formas não-violentas de manifestação podem ser usada para fins reformistas ou revolucionários, e pode ser usada para promover mudanças sociais (ações não-violentas, revoltas não-violentas etc.) e evitar mudanças indesejadas (defesa social ou defesa civil). Esta abordagem reside na natureza do comprometimento, na relação assumida entre meios e fins, na abordagem do conflito em geral, na atitude em relação ao oponente como um modo de vida.
 
No caso da greve de fome acima referida, referências históricas podem ser encontradas em campanhas de líderes com princípios não-violentos como Gandhi e Martin Luther King. Qualquer ação tem um impacto sobre as partes. O efeito dessa ação, seja coercitivo ou persuasivo, pode depender da percepção das partes e do custo que elas estão dispostas a incorrer. Por exemplo: a greve de fome de Gandhi em 1948 fez com que seus oponentes desistissem, não porque estavam
convencidos, mas porque sentiam que os custos políticos da morte dele seriam altos demais.
 
Certamente, se os ativistas supramencionados conseguirem transmitir o que eles pensam, a razão porque eles estão preocupados e que estão prontos para escutar a sua posição, isso pode produzir uma dinâmica positiva nesta situação de conflito, que não poderia acontecer de outra forma. Claramente, a vida não é uma escolha entre violência e não violência. É uma escolha entre violência e menos violência.
 
Portanto, lhe faço um apelo para que receba as pessoas em greve de fome para escutá-las. Esperamos que neste contexto de exasperação, o judiciário brasileiro mantenha sua vocação de direito, mas também de humildade e humanidade.
 
 
Atenciosamente,
 
Rudelmar Bueno de Faria 
Secretário-Geral
 
Foto: Agência Brasil