Mais de 20 organizações de proteção aos direitos humanos, incluindo a Terra de Direitos, lançaram o “Manifesto pela Realização dos Direitos Humanos no Brasil  – 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”. O documento foi publicado no dia 10/12, data em que se celebrou o Dia Internacional dos Direitos Humanos e Dia dos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos.
 
O manifesto exige que o Estado brasileiro cumpra os compromissos internacionalmente assumidos para a proteção e a garantia da dignidade humana no País e, especialmente, que avance na implementação das recomendações feitas por órgãos e mecanismos internacionais, tendo como base um plano de monitoramento interno de curto e médio prazo, com a participação da sociedade.
 
“Embora o Brasil tenha assinado os tratados internacionais de direitos humanos e participe do Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Sistema das Organizações dos Estados Americanos (OEA), pouco se sabe sobre as recomendações recebidas pelo País e sobre o real empenho do Estado brasileiro em efetivá-las”, destaca o texto.
 
Em 2017, por exemplo, durante o terceiro ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU, o Brasil recebeu 246 recomendações dos Estados-membros das Nações Unidas para fazer cumprir a proteção aos direitos humanos no País. Entretanto, ainda não definiu os mecanismos de implementação e como se dará o monitoramento dessas recomendações.
 
“As organizações da sociedade civil manifestam interesse em estabelecer um diálogo construtivo com o Estado brasileiro na institucionalização de ferramentas de monitoramento dos direitos humanos, como passo seguinte aos compromissos assumidos pelo País perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU. O objetivo desta iniciativa é o de elaborar propostas conjuntas de trabalho para o período 2018-2019, de modo ao País acumular avanços necessários na implementação das recomendações recebidas e estar em condições de cumprir com seu compromisso de apresentação de um relatório de meio termo à ONU”.
 
Para a Terra de Direitos e as demais organizações signatárias do manifesto, sem ações efetivas nesse sentido, o Brasil voltará ao próximo ciclo do RPU sem avanços concretos e sem respostas às centenas de recomendações recebidas e ocupará assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU na desconfortável posição de não ter realizado a efetivação dos direitos humanos no País.
 
O documento foi encaminhado aos ministros dos Direitos Humanos, das Relações Exteriores e à Missão Permanente do Brasil Junto à Organização das Nações Unidas e Demais Organismos Internacionais em Genebra, também no âmbito do MRE.
 
Clique aqui e acesse o documento.
 
Fonte: Terra de Direitos
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Somente seis grupos de comunicação detêm 667 veículos dentre rádios, jornais e emissoras de TV, de acordo com relatório do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação de 2014. O monopólio midiático está nas mãos de poucas famílias. A programação da Globo, SBT e Record continuam sendo o meio de informação da maior parte dos/as brasileiros/as que consomem a televisão como meio de entretenimento e informação. Segundo estudo da Kantar Ibope Media de 2017, 53% dos/as brasileiros/as dizem confiar na televisão para se informar. Consequentemente, as organizações da sociedade civil (OSCs) não conseguem ter um grande alcance de público para suas pautas e atividades, ainda mais em um momento de avanço do conservadorismo, da criação de leis anti-direitos e retrocessos nas políticas públicas.
 
Em resposta a esse ambiente e com o intuito de fortalecer e dar maior visibilidade para as pautas das OSCs nasceu a Cardume – Comunicação em Defesa de Direitos, uma rede constituída por organizações da sociedade civil representadas por seus comunicadores/as. O nome da articulação foi inspirado no aglomerado de peixes que nada numa mesma direção e ganha mais força. A ideia é que as organizações juntas têm mais força do que isoladas.
 
A Cardume nasceu no Encontro Nacional de Comunicadores e Comunicadoras da Sociedade Civil pela Defesa de Direitos, que aconteceu de 25 a 29 de setembro em São Paulo. Vinte comunicadores/as de organizações de todas as regiões do país se reuniram para fomentar a articulação do núcleo facilitador da rede, cujo objetivo essencial é pautar, organizar e disseminar para o público as produções sobre diversas temáticas, além de promover a troca de experiências e ferramentas práticas para o maior engajamento virtual. A assessora de comunicação da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Susanne Buchweitz, que participou da criação da iniciativa, pontua que “uma das coisas mais positivas que aconteceu no Encontro foi a criação de um espaço seguro, onde todas e todos pudemos compartilhar angústias, especialmente no que se refere a esse bombardeio de perda de direitos. Como dar conta? Compartilhar esse sentimento e ver a possibilidade de juntar forças é reanimador”, afirma.
 
Os/as participantes saíram do evento com a missão de replicar o debate sobre o direito à comunicação em suas respectivas regiões com o objetivo de ampliar a Cardume integrando comunicadores/as de outras organizações do campo. As atividades já aconteceram em Brasília, Recife, São Paulo, Palmas e Bahia. Além disso, os/as comunicadores/as são fundamentais na mobilização de participantes para cursos à distância sobre Comunicação Estratégica e Incidência Política, que visam à formação política e partilhamento de técnicas de engajamento político nas redes sociais. Tanto a Cardume, como as atividades de formação fazem parte do projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática, uma realização da Abong junto às suas associadas Camp, CESE e Cfemea apoiada pela União Europeia.
 
Para o membro da direção executiva da Abong Mauri Cruz a rede tem importância em nível nacional e internacional e o principal desafio nesta formação é criar estratégias comuns com diversas organizações de temáticas, incidência e comunicação diferentes. “Eu acho que a possibilidade de romper essa barreira da grande mídia corporativa é a nossa capacidade de nos unificar em lutas e causas e criar ferramentas e até instrumentos coletivos para isso”, observa.
 
A agenda da Cardume para o próximo período contempla campanhas temática nas redes sociais. O lançamento da primeira está previsto para o início de 2018 e tratará do direito a comunicação e da criminalização de movimentos e organizações pela mídia. “Teremos momentos importantes em 2018 como o Fórum Mundial Social, o 8 de março e todo um processo eleitoral que demandará da Cardume estratégia e posicionamento como porta voz das OSCs, de forma que as campanhas serão momentos tanto de pactuação, quanto de potencialização dos movimentos sociais pela defesa de direitos”, acredita Masra de Abreu, assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea).
 
Fonte: Observatório da Sociedade Civil
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Anualmente, milhões de turistas do mundo todo visitam as margens arenosas do Mar Vermelho, para verem onde Moisés passou quando tirava o povo israelita da escravidão no Egito.
 
Embora os arqueólogos modernos insistam que os relatos bíblicos não podem ser provados, uma descoberta recente pode mudar esse quadro.
 
Após anos de pesquisas, o cineasta Timothy Mahoney e sua equipe de pesquisadores revelaram algo que podem confirmar os acontecimentos do Livro de Êxodo, incluindo uma estátua que pode ser a de José.
 
Em entrevista à WND, Mahoney explica que gravou o documentário “Patterns of Evidence: Exodus” e também lançou um livro sobre sua jornada arqueológica. “Doze anos atrás, comecei uma aventura, uma busca pelo caminho do Êxodo”, lembra o cineasta. “Eu queria mostrar tudo. Mas quando cheguei ao Egito e conversei com egiptólogos e estudiosos, acabei ouvindo de um deles: Você não sabe que o Êxodo nunca aconteceu? Não há provas disso”, relata.
 
Mesmo convicto de que a Bíblia é verdadeira, Mahoney voltou aos EUA com uma “semente de dúvida” crescendo em sua mente. Procurando outros estudiosos, acabou ouvindo de um egipotologista que a arqueologia moderna tem procurado Moisés nos lugares errados e no período de tempo errado.
 
Segundo Mahoney, a maioria dos arqueólogos insiste que o Êxodo aconteceu na época do faraó Ramsés, por que o texto bíblico afirma que os israelitas paticiparam da construção da cidade de Ramsés [Êx 1:11]. “No entanto, sabe-se que Ramsés viveu perto do ano 1250 a.C, mas não há evidências arqueológicas dessa história naquele período histórico”, destaca.
 
“Meus amigos arqueólogos me disseram para cavar mais fundo”, continuou ele. “Sob a cidade de Ramsés, havia outra cidade, muito mais antiga, chamada Avaris. Essa cidade estava cheia de pessoas do povo semita. Ela foi uma das maiores cidades de sua época. Ali que achamos, penso eu, os primeiros israelitas. Esse é o padrão que corresponde à história da Bíblia. Não foi na época do faraó Ramsés, mas é no local onde Ramsés construiu sua cidade”.
 
Avaris vinha sendo escavada há décadas pelo professor Manfred Bietak, que encontrou os restos da estátua de dois metros em 1988. Bietak explica que a palavra “Avaris” não significa nada em egípcio. Mas o termo “hebreu” na língua hebraica antiga é “Ivri”, enquanto “homem” é “Ish”. Em outras palavras, a palavra “Avaris” pode estar relacionada com “Ivri Ish”, ou o “Homem hebreu”, como José foi designado em Gênesis 39:14.
 
Estátua de José
 
Uma das maiores surpresas reveladas no documentário “Patterns of Evidence: Exodus” é a descoberta da estátua de um líder semita no Egito, um homem que só poderia ser o José da Bíblia. Ela está no sítio arqueológico de Tell el-Daba e sua data é de aproximadamente 1770 a.C.
 
“A história de José é sobre como um israelita acabou se tornando um grande líder, o segundo mais poderoso do Egito”, lembra Mahoney. “Em Avaris, a arqueologia mostra que havia um pequeno grupo de pessoas do povo semita. Há essa casa que é típica da região de onde eles vieram. Em cima dessa casa, um palácio foi construído. Eles tinham túmulos atrás desse palácio. Neste palácio havia uma estátua. Claramente era o túmulo de um líder semíta”, destava.
 
“O interessante é esta estátua ficar junto a um túmulo em forma de pirâmide, algo que só era dado aos membros da realeza. Por que um semita teria isso?”, questiona o cineasta. “Bem, isso coincide com a história, este tipo de prestígio somente José teria recebido”, acredita.
 
Sua equipe de pesquisadores descobriu um outro paralelo com as Escrituras. “Na história bíblica, José disse que seus ossos devem ser tirados dali quando o povo saísse do Egito. Quando os arqueólogos descobriram este túmulo [do líder semita], viram algo muito incomum: não havia ossos nesta tumba. Os ossos foram retirados. Os ladrões de sepulturas nunca levam os ossos; apenas levam os bens, os ossos não têm valor”, conta Mahoney. O rosto da estátua foi arrancado e há marcas que tentaram derrubá-la. Isso pode ser um indício de que sua presença irritava os egípcios, por motivos óbvios.
 
A estátua, a tumba e as ruínas do castelo foram amplamente estudadas por especialistas. A revista Bible Archeology dedicou amplo espaço e a conclusão é a mesma de Mahoney.
 
Importância das provas
 
O cineasta diz que não queria fazer um documentário cristão, mas algo que pudesse ajudar as pessoas a entenderam melhor a Bíblia. Sua produção foi considerada por Normam Geisler e Joseph Holden – eruditos que já escreveram muitos livros sobre o Antigo Testamento – como um “divisor de águas”.
 
Mesmo estudiosos seculares, destaca Mahoney, disseram que o filme foi “um dos melhores que eles já viram” sobre este tópico, “embora não concordem necessariamente com tudo”.
 
O cineasta diz que o filme retrata sua busca honesta pela verdade e permite aos crentes lidarem como perguntas difíceis sobre sua fé.
 
“É importante que [Êxodo] tenha uma base histórica”, disse Mahoney à WND. “Se essa história não é verdadeira, se é apenas uma alegoria, é um castelo de cartas. Todas as demais histórias na Bíblia são construídas sobre esses relatos. Jesus fala sobre Moisés, o apóstolo Paulo também. Se você não tem um Êxodo histórico, então o que acontece com um Jesus histórico? Está tudo conectado… eu fui e investiguei durante 12 anos com minha equipe, e encontramos evidências para essa história”, comemora.
 
Fonte: Notícias Gospel Prime
Imagem: Reprodução
Obs.: o título foi adaptado

 
 
Há mais de uma semana camponeses do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) estão em greve de fome contra a Reforma da Previdência na capital federal e os primeiros sinais de debilidade começam a ser diagnosticado, como dor de cabeça e estomago, fraqueza e dificuldade de locomoção.
 
Ronald Wolff, médico que acompanha os sete grevistas em Brasília, diz estar muito preocupado com o estado de saúde de alguns grevistas que já se encontram no 8ª dia de greve. “Começam a apresentar alguns sintomas já preocupantes”, afirma o doutor. Que ainda questiona, “será que vai ser preciso agravar a saúde de um Frei, de uma mulher lutadora para que os representantes do povo brasileiro se sensibilizem e comecem a compreender o que é que está em jogo?”.
 
Ao mesmo tempo em que outros locais do país iniciam greves de fome como é o caso do Sergipe que tem 4 militantes do MPA em greve de fome na Câmara Legislativa, Samuel Carlos, Elielma Barros, José Valter Vitor e Eliana Sales todos MPA. E, no município de Canguçu - RS, mais 4 companheiros iniciaram greve de fome nesta segunda-feira, 11, Lucas Pinheiro, Rosane do Amaral e Marlei Sell do MPA e Celis Madri do Sindicato dos Municipários de Canguçu (SIMCA).
 
Além de Brasília, Rio Grande do Sul, Sergipe e Rondônia, já se confirmam greves de fome, Dia de Fome, vigílias, atos e ações de denúncia da Reforma da Previdência nos estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Piauí, Pernambuco, e Alagoas. Todos contra a Reforma da Previdência que, se for aprovada, irá forçar milhões de brasileiros a passarem fome.
 
Início
 
A greve de fome teve início no dia 5 de dezembro. Ela foi anunciada durante audiência pública que debatia sobre o quanto a Reforma da Previdência irá afetar os trabalhadores do campo. Na ocasião, foi confirmada a informação que os trabalhadores rurais estariam inclusos na Reforma da Previdência, ao contrário do que o relator da Reforma, Arthur Maia (PPS-BA), havia veiculado na semana anterior. Segundo projeções dos movimentos populares, mais de 70% do segmento pode ficar de fora da cobertura previdenciária caso o texto seja aprovado.
 
Visita do presidente da CNBB
 
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha, esteve na Câmara nesta terça, 12, para prestar solidariedade aos militantes.
 
"Manifestações pacíficas na busca da justiça e da paz são muito importantes. A própria CNBB tem valorizado os gestos e mobilizações da população brasileira. É claro que nós queremos a vida desses irmãos que estão em greve de fome, mas eles estão oferecendo esse sacrifício para que o nosso povo — sobretudo os mais pobres, os mais fragilizados — tenha vida, tenha os seus direitos", disse o religioso.
 
Também nesta terça, os grevistas receberam o apoio de atores do Grupo de Teatro Político e Vídeo Popular de Brasília, que fizeram uma intervenção artística na Câmara contra a Reforma.
 
Quatro dos grevistas são do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e duas são do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). O sétimo componente é o frei Sérgio Görgen, religioso católico.
 
A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) foi uma das pessoas que também esteve junto ao grupo para demonstrar apoio. Filha de camponeses sem terra, ela destacou que o protesto dos grevistas é uma atitude de solidariedade ao conjunto da população. 
 
"Esse gesto de coragem, sem dúvida nenhuma, representa uma contribuição inestimável pra formar a consciência de quem não está aqui. Isso exerce pressão sobre os parlamentares, sobretudo aqueles que ainda não se definiram", completou.
 
CONIC com informações do Brasil de Fato e assessoria MPA
Foto: Comunicação MPA

 
 
Nota de Repúdio da Câmara Episcopal da
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
contra a violência policial dirigida às Universidades
 
E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32:17
 
Uma das instituições que tem sido alvo de um perigoso processo de intimidação na conjuntura brasileira deste governo ilegítimo é a Universidade.
 
Por um lado se percebe a sistemática construção de um desmonte orçamentário que compromete indubitavelmente a execução orçamentária de programas de pesquisa e, inclusive, a manutenção de serviços básicos nas instituições de ensino superior.
 
Além disso, tem sido visível a remoção por critérios políticos de quadros dirigentes que se opõem a este desmonte, em um processo que só encontra similaridade com idênticos processos utilizados no período da ditadura militar.
 
Por último, o próprio poder judiciário e a Polícia Federal, sob a justificativa de combate à corrupção, promove espetáculos cinematográficos de condução coercitiva de dirigentes de Universidade sem nenhuma justificativa plausível, em meio a processos investigatórios correndo dentro de uma absoluta normalidade processual.
 
Este último episódio ocorrido com dirigentes da UFMG nos preocupa porque há pouco tempo tivemos o cometimento de suicídio de reitor de uma universidade no estado de Santa Catarina devido ao abuso de autoridade cometido pela Polícia Federal em situação de investigação e sem a devida formação de culpa comprovada contra o acusado.
 
Nos preocupa a sistemática adoção de práticas que ferem o Estado democrático de Direito que redundam em coerção e quebra do princípio da autonomia das Universidades, que se aplicadas indiscriminadamente criam o precedente para que outras instituições venham ser alvo de de perseguição dos aparelhos investigativos do Estado.
 
Pautamos nosso protesto pela defesa dos princípios da racionalidade, impessoalidade, ampla defesa e estrita obediência à garantia da integridade física e psicológica de todas as pessoas, inclusive aquelas que sejam alvos de investigação sem que a formação da culpa esteja materialmente e legalmente concluída.
 
O Estado de Direito pressupõe instituições sólidas, livres e onde a justiça seja praticada e aplicada com o predomínio da objetividade, clareza e materialidade. Quando a justiça depender mais de performance midiática de seus agentes estamos toda a sociedade em sério risco.
 
Dom Francisco de Assis da Silva, Diocese Sul Ocidental – Primaz da IEAB
Dom Naudal Alves Gomes, Diocese de Curitiba
Dom Mauricio Andrade, Diocese de Brasília
Dom João Câncio Peixoto, Diocese do Recife
Dom Eduardo Grillo, Diocese do Rio de Janeiro
Dom Clovis Erly Rodrigues, Emérito
Dom Almir dos Santos, Emérito
Dom Celso Franco, Emérito
Dom Jubal Pereira Neves, Emérito
Dom Orlando Santos, Emérito
Dom Filadelfo Oliveira Neto, Emérito
Dom Saulo Barros, Emérito

 
 
Com o objetivo de estudar e discutir a realidade do Rio São Francisco e encaminhar o posicionamento pastoral dos bispos em vista de sua revitalização, em comunhão com o ensinamento do Papa Francisco em sua Carta Encíclica, Laudato Sí, realizou-se nos dias 21 e 22 de novembro, no Centro de Treinamento de Lideres (CTL), em Bom Jesus da Lapa, o primeiro Encontro dos Bispos da Bacia do São Francisco. Uma iniciativa assumida na Assembleia do Regional Nordeste III.
 
Onze bispos da Bahia, Pernambuco, Sergipe e de Minas Gerais juntamente com representações da Igreja Católica reuniram-se para se inteirar de forma mais profunda sobre a realidade hídrica da região da Bacia do São Francisco.
 
O encontro contou ainda com a presença de peritos, estudiosos e agentes de pastorais sociais que apresentaram um diagnóstico sobre a conjuntura hídrica da Bacia do São Francisco, com diversos dados da realidade da região, especialmente do Cerrado, principal fonte de abastecimento do velho Chico. Entre os assessores estavam Roberto Malvezzi (“Gogó”) da Diocese de Juazeiro/BA e especialista no tema, o Prof. José Alves Siqueira da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina e membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
 
Segundo os participantes, é urgente a criação da Moratória do Cerrado, onde as liberações de supressão vegetal e de outorga precisariam ser suspensas por um período, dando tempo para a recuperação do lençol freático.
 
A teologia e orientação pastoral da Laudato Si repercutiram no encontro com sua chamada à “conversão ecológica”, ao cuidado com a casa comum e à ética da responsabilidade ambiental. Na conclusão do encontro, alguns encaminhamentos foram apresentados, como: (1) Lançamento da Carta do Bom Jesus da Lapa no Primeiro Domingo do Advento; (2) Ações de sensibilização e educação junto às comunidades e ao povo para o cuidado, defesa e revitalização do São Francisco; (3) Ações junto às autoridades e aos governos para responder ao SOS do São Francisco.
 
Representando as 16 dioceses banhadas pelo rio São Francisco, nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, Bahia e Ceará, os dez bispos de sua bacia lançaram a “Carta da Lapa”, resultado do I Encontro dos bispos da Bacia do Rio São Francisco, realizado em Bom Jesus da Lapa.
 
Segue o documento na íntegra:
 
CARTA DA LAPA
 
“À luz do Evangelho, em comunhão com o Papa Francisco e inspirados pela carta encíclica “Laudato Sí”, nós, bispos da bacia do Rio São Francisco, representando onze das dezesseis dioceses, diante do processo de morte em que este Rio se encontra e das consequências que isto representa para a população que dele depende, assumimos de forma colegiada a defesa do Velho Chico, de seus afluentes e do povo que habita sua bacia. Como pastores a serviço do rebanho que nos foi confiado, constatamos, com profunda dor:
 
(a) o sumiço de inúmeras nascentes de pequenos subafluentes e, em consequência, o enfraquecimento dos afluentes que alimentam o São Francisco;
 
(b) o aumento da demanda da água para a irrigação, indústria, consumo humano e outros usos econômicos, sem levar em conta a capacidade real dos rios de ceder água;
 
(c) a destruição gradativa das matas ciliares expondo os rios ao assoreamento cada vez maior;
 
(d) a decadência visual dos rios e da biodiversidade;
 
(e) o aumento visível dos conflitos na disputa pela água em toda a região;
 
(f) empresas sempre fazem prevalecer seus interesses e o Estado acaba por ser legitimador de um modelo predatório de desenvolvimento.
 
Tudo isso vem gerando a destruição lenta e cruel da biodiversidade do Velho Chico e, consequentemente, sua morte gradativa. Diante dessa triste realidade, enquanto bispos da bacia do Rio São Francisco e pastores do rebanho que nos foi confiado, propomos:
 
1. Sermos uma “Igreja em Saída”: Ir ao encontro do povo e, como pastores, convocar os cristãos e as pessoas sensíveis à causa, para juntos assumirmos o grande desafio de salvar o rio da morte e garantir a vida humana, da fauna e da flora que dele dependem;
 
2. Sermos uma “Igreja Missionária”: Realizar visitas às nossas comunidades, missões, peregrinações, romarias e estabelecer um diálogo aberto com as pessoas para que entendam e assumam, à luz da fé, o cuidado com a “Casa Comum”, particularmente, a defesa do nosso Rio;
 
3. Sermos uma “Igreja Profética”: Elaborar subsídios educativos sobre meio-ambiente e o modo de preservá-lo. Utilizar os meios de comunicação, rádios, periódicos diocesanos para levar ao maior número de pessoas a boa nova da preservação da vida;
 
4. Sermos uma “Igreja Solidária”: Reforçar as iniciativas populares de recomposição florestal, recuperação de nascentes, revitalização de afluentes; incentivar a ética da responsabilidade socioambiental capaz de gerar um modo de vida sustentável de convivência com a caatinga, o cerrado e a mata atlântica; defender políticas públicas para implementação do saneamento básico, apoio à agricultura familiar, manutenção de áreas preservadas, a exemplo dos territórios das comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, etc.
 
5. Finalmente, declaramos nossa posição em defesa do “Repouso Sabático” para os nossos biomas a fim de que possam se reconstituir. Particularmente, uma moratória para o Cerrado, por um período de dez anos. Durante esse período não seria permitido nenhum projeto que desmate mais ainda o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, biomas que alimentam o Rio São Francisco e dele também se alimentam.
 
6.  Nesse sentido chamamos as autoridades federais, os governadores, prefeitos, deputados, senadores, o Ministério Público, para que assumam sua responsabilidade constitucional na defesa do Velho Chico e do seu povo.
 
Que São Francisco, padroeiro da Ecologia e do Rio que traz o seu nome, nos inspire a cuidar da Criação. Que o Bom Jesus da Lapa, de cujo Santuário provém a água da torrente, abençoe e dê vida ao nosso Velho Chico e ao povo do qual ele é pai e mãe. Bom Jesus da Lapa, 1º Domingo do Advento de 2017.
 
Bispos participantes:
 
Dom José Moreira da Silva – Bispo de Januária (MG)
Dom José Roberto Silva Carvalho – Bispo de Caetité (BA)
Dom João Santos Cardoso – Bispo de Bom Jesus da Lapa (BA)
Dom Josafá Menezes da Silva – Bispo de Barreiras (BA)
Dom Luiz Flávio Cappio, OFM – Bispo de Barra (BA)
Dom Tommaso Cascianelli, CP – Bispo de Irecê (BA)
Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM – Bispo de Juazeiro (BA)
Monsenhor Malan Carvalho – Administrador Diocesano de Petrolina (PE)
Dom Gabriele Marchesi – Bispo de Floresta (PE)
Dom Guido Zendron – Bispo de Paulo Afonso (BA)
 
Fonte: CNBB Regional Leste 2
Foto: Reprodução

 
 
O Natal na Ucrânia será diferente este ano, isso por causa de uma lei ratificada recentemente pelo Presidente do país, Petro Poroshenko, que reconhece como festa nacional o dia de Natal segundo o calendário católico latino. O país celebrava o Natal unicamente de acordo com o calendário grego, empregado pela maioria ortodoxa e pela Igreja Católica Greco Ucraniana, sendo a data da celebração o dia 07 de janeiro.
 
A declaração da festa de Natal em 25 de dezembro foi aprovada com 238 votos pelo Parlamento ucraniano no dia 16 de novembro passado, e significa a celebração de dois natais. A medida permitirá aos católicos de rito latino cumprir suas obrigações religiosas com maior facilidade, assim como beneficiará a outras comunidades cristãs.
 
“Na Ucrânia há por volta de 11 mil comunidades religiosas católicas e protestantes que celebram o Natal segundo o calendário gregoriano, quer dizer, no dia 25 de dezembro”, reconhece o memorando do projeto de lei aprovado. “Esta data é também aceitável”.
 
A diferença dos calendários se registra a partir da reforma do Papa Gregório XIII em 1582, que atendeu os estudos de cientistas da Universidade de Salamanca e corrigiu a inexatidão do calendário juliano para que concordasse de forma precisa com o ano solar. Com a reforma se obteve que várias festas litúrgicas pudessem ser celebradas em datas fixas.
 
Fonte: Gaudium Press
Foto: Arran Moffat | CC BY 2.0

 
 
Movimentos populares farão, no primeiro semestre de 2018, uma atividade inédita na cena política e social brasileira: o Congresso do Povo Brasileiro. A ideia parte do objetivo de “construir com o povo e para o povo um projeto de nação”. A proposta foi anunciada neste fim de semana (09 e 10/12) durante a 2ª Conferência Nacional da Frente Brasil Popular (FBP), realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, no interior paulista.
 
O congresso terá diversas etapas, partindo de organizações de bairro, encontros municipais e estaduais até chegar à etapa nacional. “Nós vamos fazer uma mobilização ampla, com reuniões que acontecerão nos salões paroquiais, nos ginásios e escolas para discutir a situação em que o povo está vivendo e quem são os culpados desse quadro”, disse João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), em entrevista à comunicação da FBP.
 
Para a frente, a transformação do país em uma “nação forte, independente, soberana e desenvolvida” depende da participação organizada da classe trabalhadora. O congresso é considerado inédito por sua amplitude, tendo em vista que contará com a mobilização de movimentos populares em todo o país, bem como pela perspectiva de que o povo está sendo chamado a construir “com as suas próprias mãos o projeto que busca o desenvolvimento do Brasil”.
 
O objetivo da FBP é que o Congresso do Povo Brasileiro possa incidir na disputa eleitoral ao mesmo tempo em que construa uma agenda de mobilização e de formação da sociedade brasileira. “Nós vamos aprovar um projeto unificado para comprometer todos os candidatos do campo democrático com uma plataforma mínima num projeto amplo e com princípios firmes que tenha no centro o compromisso com a retomada das conquistas democráticas, com um Estado que garanta desenvolvimento, educação pública, ciência e tecnologia”, explicou Nalu Faria, da Marcha Mundial de Mulheres, em entrevista à comunicação da FBP.
 
Fonte: Brasil de Fato
Foto: Reprodução

 
 
São Nicolau, cuja memória a Igreja [Católica] celebrou no dia 6 de dezembro, tornou-se conhecido por seu costume, segundo uma antiga tradição, de entregar presentes secretos aos pobres e necessitados, o que lhe valeu ser a figura hoje tão conhecida do “Papai Noel”, bastante comum nos festejos de Natal. 
 
Em nossos dias, porém, o mítico sobreviveu ao místico: a lenda explorada com fins comerciais acabou ofuscando a verdadeira biografia deste grande homem. Qual é, então, a sua verdadeira história?
 
Nicolau nasceu na antiga cidade de Pátara, território da atual Turquia, por volta do ano 270, sendo educado por uma família de pais nobres e muito virtuosos. Seu desejo de dedicar-se a Deus brotou na mais tenra idade, fazendo-o viver inteiramente devotado à Palavra de Deus, de tal maneira que, tendo herdado, com a morte dos pais, grande fortuna, fez-se apenas um administrador daqueles bens que se tornaram dos pobres.
 
Ao mudar-se para a cidade de Mira, onde quis viver mais secretamente, Nicolau, já muito virtuoso e de uma piedade divina, foi aclamado bispo, e logo ficou famoso tanto pelos inúmeros milagres que por ele Deus realizava quanto por sua grande caridade, da qual procediam as esmolas e os presentes “secretos” aos necessitados.
 
Ninguém confunda sua caridade, porém, com leniência ou complacência.
 
Nesse sentido, um episódio marcante de sua vida ficou registrado nas atas do Concílio de Niceia, a primeira grande reunião de bispos da Igreja Católica, ocorrida em 325. Na ocasião, os cristãos deparavam com uma grande e perigosa heresia: o arianismo, que negava a divindade de Jesus. O historiador católico Daniel-Rops relata que, quando os bispos ali reunidos ouviram “alguns fragmentos” dos escritos de Ário, “os erros mostraram-se tão patentes que uma onda de indignação sacudiu todos aqueles homens fervorosos” [1].
 
Um deles foi justamente o “bom velhinho”, São Nicolau: já cansado da insolência de Ário, conta-se que o corajoso bispo confrontou fisicamente o heresiarca, esbofeteando-lhe a boca.
 
Os prelados ao redor se assustaram e, mesmo discordando de Ário, viram-se obrigados a punir o “zelo excessivo” de Nicolau, trancafiando o bispo na prisão e confiscando o seu pálio e a cópia que ele possuía dos Evangelhos. A resposta do Céu à ira de São Nicolau, no entanto, parece ter sido bem outra. Alguns dias depois do ocorrido, os próprios Jesus e Maria visitaram o bispo em sua cela. “Por que estás aqui?”, teria perguntado Nosso Senhor a Nicolau, ao que ele respondeu: “Porque vos amo, meu Deus e Senhor” [2]. Imediatamente, foram-lhe devolvidos os símbolos de sua dignidade episcopal.
 
É por isso que, em muitos ícones do santo, é possível vê-lo ladeado de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, respectivamente com um livro e um pálio nas mãos. Destituído do ofício episcopal por seus irmãos, o bispo de Mira terminou o grande Concílio de Niceia readmitido diretamente pelo próprio Deus.
 
Hoje, São Nicolau é muito venerado tanto no Oriente, onde nasceu e exerceu seu ministério episcopal, quanto no Ocidente. Foi da cidade italiana de Bari, afinal, onde se encontram suas relíquias, que a devoção ao “bom velhinho” se espalhou por todo o continente europeu.
 
Santo Tomás de Aquino, por exemplo, foi um grande devoto de São Nicolau. Foi em um 6 de dezembro, a propósito, que o Doutor Angélico, celebrando Missa numa capela dedicada a São Nicolau, recebeu de Deus uma visão que o fez dizer, poucos meses antes de entregar sua alma a Deus: “Tudo que escrevi até hoje parece-me unicamente palha, em comparação com aquilo que vi e me foi revelado”. Sem sombra de dúvida, um presente extraordinário recebido pelas mãos de São Nicolau.
 
Neste tempo de Advento, preparando a vinda do Senhor, peçamos a São Nicolau que obtenha também a nós este dom de Deus: o desapego deste mundo de palha e a posse inamissível do Cristo.
 
Referências:
 
[1] Henri Daniel-Rops, A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires, São Paulo: Quadrante, 1988, p. 455.
[2] Taylor Marshall, Saint Nicholas Allegedly Punched This Heretic in the Face…Who was He?.
 
Fonte: Blog Padre Paulo Ricardo
Foto: Reprodução

 
 
Mohamed Ali, refugiado sírio residente no Brasil há três anos, foi hostilizado e agredido verbalmente em Copacabana, região nobre do Rio de Janeiro, onde trabalha vendendo esfihas e doces típicos.
 
Em vídeo publicado nas redes sociais é possível ver um homem exaltado que grita repetidas vezes "sai do meu País!", ostentando dois pedaços de madeira nas mãos e ameaçando o refugiado. "O nosso país tá sendo invadido por esses homens bombas, que matam crianças", diz, em discurso xenofóbico.
 
No Brasil, xenofobia é crime tipificado na lei 9.459, de 1997. Seu primeiro artigo diz: serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
 
"Vim com amor, porque os amigos sempre diziam que o Brasil aceita muito outras culturas e religiões e as pessoas são amáveis e todos os refugiados procuram paz. Não sou terrorista, se eu fosse, eu não estaria aqui, estaria lá lutando como eles fazem", afirma Ali, agradecendo a todos que o defenderam.
 
Apesar da fama de "cordial" e de receber bem imigrantes, o aumento das denúncias mostra um lado triste do Brasil. Entre 2014 e 2015, os casos aumentaram 633%, pulando de 45 para 333 registros recebidos pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, via plataforma Disque 100. Na Justiça, quase não há registros de denúncias que prosseguiram ou de xenófobos punidos.
 
Olhando os dados de 2015 mais de perto, vê-se que os principais alvos de preconceito são os refugiados. As principais vítimas são haitianos (26,8%), depois pessoas de origem árabe ou de religião muçulmana (15,45%).
 
Três vezes agredido pelo "crime" de ser imigrante
 
Em Chapecó (SC), o haitiano Malko Joseph foi agredido pela terceira. Essas agressões escancaram a xenofobia crescente de muitos brasileiros. A última agressão aconteceu nesta terça-feira (6), quando Malko Joseph caminhava pela avenida Getúlio Vargas, Centro do município.
 
O rapaz procurou as redes sociais para falar sobre o fato. Em seu perfil no Facebook, Malko contou o que um homem chegou de bicicleta e disse a ele palavras agressivas, como por exemplo: “preto sujo”, “aqui não é sua terra”, “preto fedido”, “macaco perdido”. O agressor também teria dito que ele estaria roubando emprego dos brasileiros.
 
Malko disse que não reagiu às agressões, mas o indivíduo pegou uma corrente com cadeado e passou a lhe agredir fisicamente, deixando ferimentos nas pernas e braços. Segundo a vítima, é a quinta vez que ele é alvo de racismo no Brasil “Duas vezes em Porto Alegre, três em Chapecó”, sendo que três, dessas cinco ocorrências, resultaram em agressão.
 
Malko Joseph disse ainda que realizou o boletim de ocorrência na quando sofreu as agressões em Porto Alegre e em Chapecó, porém nada foi feito até o momento.
 
O país das contradições
 
Os fenômenos do racismo e da xenofobia no Brasil deveriam ser exceções. Sim, pois o país foi (e ainda é) imensamente povoado por imigrantes de todas as origens, religiosas, culturais e étnicas: judeus, árabes, asiáticos, europeus, africanos (que vieram forçados no período da escravidão), entre outros. Com tanta diversidade étnica, como ser racista? Enquanto os bárbaros bradam contra quem chega, tudo o que os imigrantes e refugiados esperam é encontrar acolhida e contribuir com o Brasil. 
 
CONIC com informações do El País, Carta Capital e ClicRDC
Foto: AFP