47656567564

Um grupo de 50 jovens muçulmanos de Mossul, no Iraque, começou a limpar e restaurar uma igreja dedicada à Nossa Senhora numa área recentemente dilacerada pelos combatentes do autoproclamado Estado Islâmico (ou ISIS). O responsável por uma das ONGs que promove a iniciativa sublinhou que o objetivo é passar “uma mensagem de paz ao mundo inteiro”.

A Igreja da Virgem Maria fica no bairro de Dergazliya. Durante os dois anos e meio de ocupação da organização jihadista, o local foi transformado em uma sede da polícia moral do proclamado “califado”. Muitos outros lugares de culto, entre igrejas e mesquitas, também foram destruídas pelos combatentes.

O chefe da Rede das Organizações da Sociedade Civil, Maher Al Obaidi, disse terem assumido esse papel de limpar a cidade destruída e que “agora é o momento de reestruturar mesquitas, igrejas e outros lugares de culto”. Ele acrescentou que “todos os voluntários no serviço são muçulmanos, porque os membros de outras comunidades foram caçados das suas casas pelos combatentes do Estado Islâmico e ainda não se sentem seguros para voltar”.

Os jihadistas do ISIS tinham conquistado Mossul em 9 de junho de 2014. Nas semanas seguintes, todos os cristãos presentes na cidade tiveram que abandonar as próprias casas, muitas das quais desapropriadas pelos combatentes.

Mohammad Badrany, da ONG Ramah, que colabora com a iniciativa, afirmou que “essa é uma mensagem aos nossos irmãos cristãos para que voltem às suas casas, porque Mossul precisa deles”.

Fonte: Rádio Vaticano
Foto: ankawa.com

Add a comment

00000 ajust 0

O silêncio, a neutralidade e a ausência de reflexão não são opções para as pessoas que têm fé, em especial quando a vida dos pobres é agredida. A gravidade do momento por que passa o Brasil exige seriedade e serenidade para que a sociedade brasileira resgate a dignidade da política. Esta é um caminho legítimo para o exercício da cidadania e da participação por luta e afirmação de direitos. A prática da política do cotidiano, que problematiza as relações de poder e as desigualdades, é um caminho seguro para recuperarmos a ética na política. Não são possíveis as manipulações e distorções para atender interesses das oligarquias e do capital financeiro. Política não é corrupção. Política não é traição. Política é falar sobre a vida, é participação.

Há tempos criou-se no Brasil uma crise de institucionalidade. O impeachment da Presidenta Dilma Roussef intensificou esse quadro. É urgente recuperar a função e a relevância das instituições. Elas não devem ser subordinadas aos interesses do lucro e do poder. As instituições públicas devem garantir políticas que atendam o direito à terra, o acesso universal à saúde e à educação, aposentadoria digna e garantias trabalhistas. Portanto compreendemos que precisam ser imediatamente revogadas as propostas de reformas constitucionais: de congelamento do investimento social por vinte anos; de terceirização total da mão de obra; de reforma trabalhista, que prevê que trabalhadores e trabalhadoras negociem direto com os patrões sem a presença dos sindicatos, expondo quem trabalha a todo tipo de assédio; do fim da aposentadoria. Não é possível aceitá-las, porque foram impostas de forma autoritária e sem discussão com a sociedade. Reafirmamos que o nosso papel é estar ao lado das pessoas que serão diretamente afetadas por essas medidas que ferem a dignidade humana.

As provas tornadas públicas no dia 17 de maio de 2017 não são delações; elas demonstram a falta de autoridade política, ética e moral de um governo que não foi eleito para a condução das saídas para a crise que vivemos – econômica, social e ambiental.

Todos e todas somos chamadas a assumir responsabilidades. É momento de empenho, promoção de reflexões e participação em toda parte, em todas as instituições e grupos de gente de fé, para alcançarmos um rumo democrático - com distribuição de renda, taxação de grandes fortunas, com estado de bem estar social que respeite a separação entre religião e estado.

Para isso, anunciamos a todas e todos que aqui assinamos o compromisso com:

• Eleições Diretas Já em 2017, e que sejam Eleições Gerais para evitar arranjos que excluam a maioria do povo dos rumos da Nação e para reinstituir as bases legítimas da nossa Democracia;

• A tarefa explícita de qualquer novo dirigente eleito de submeter a referendo popular todas as reformas feitas e de impedir as que estiverem em curso, que ocorreram sem ampla participação da sociedade e sem legitimidade;

• A exigência de empenho político público de qualquer governante eleito com eleições, em 2018, para uma Assembleia Nacional Constituinte autônoma do Congresso Nacional, de modo a que possamos repactuar nosso presente e futuro, principalmente reformando as estruturas políticas de representação no País;

• O empenho contra todos e todas parlamentares eleitos em nome da fé, que compuseram de forma fundamentalista e capitalista a base política de aliados do governo ilegítimo para a condução de tantas atrocidades contra o povo.

Pela Dignidade! Pela Reforma do Sistema Político! Pela Democracia!

#PelaFéMeComprometo #DiretasJá

Add a comment

ieclb simposio m1

Entre os dias 17 a 20 de maio de 2017, a Arquidiocese de Teresina (PI), no Salão da Paróquia de Fátima, realizou o Simpósio Teológico Mariano, sob o título Maria no Mistério de Cristo e da Igreja.

Os Conferencistas abordaram aspectos relacionados ao tema, como Maria na obra Joanina, Maria em Lucas e o 8º Capítulo da Lumen Gentium - Maria no Mistério de Cristo e da Igreja. Convidado pelo Arcebispo Metropolitano de Teresina, Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, o Assessor Teológico da Presidência da IECLB, P. Dr. Romeu Ruben Martini, contribuiu com uma palestra sob o título Magnificat, o Cântico de Maria, com arranjo de Lutero, cantado na Ecumene.

Segundo Dom Jacinto, a grande expectativa das pessoas que participaram desse Simpósio era ‘ouvir um Pastor luterano falar sobre Maria’. Avaliando a sua experiência de falar sobre esse tema para uma plateia de 450 lideranças católicas (Irmãs de distintas Ordens Religiosas, Padres, estudantes de Teologia, Diáconos, além de pessoas atuantes em muitos outros setores da Igreja), o P. Romeu afirmou ter sido “uma experiência única, desafiadora e inspiradora, pela forma como foi acolhido e abraçado por esse povo no Estado mais católico do Brasil, em termos de percentual da população. O calor humano corresponde à temperatura normal média do ano, sempre acima de 30 graus!”, ressaltou.

Para o Assessor da Presidência da IECLB, foi uma experiência desafiadora, por tratar-se de uma abordagem sobre Maria e o seu cântico nesse contexto católico, no qual o povo percebe uma hostilidade muito grande por parte de grupos ‘evangélicos’, que simplesmente condenam a religiosidade e a espiritualidade católica para com Maria. Nesse sentido, o P. Romeu avaliou que “é possível, sim, estabelecer um diálogo sobre Maria, como a entendemos e a incluímos na nossa espiritualidade na comparação com o seu lugar e o seu significado na espiritualidade católica”.

“Ao invés de hostilizar, o Evangelho nos motiva a dialogar com profundidade sobre Maria a partir do Magnificat segundo a interpretação de Lutero”, explicou. “Essa postura possibilita afastar preconceitos, compreender o que é comum para a espiritualidade de pessoas católicas e luteranas e, sobretudo, fortalece o nosso testemunho. Estou muito feliz por mais essa experiência nos caminhos da Ecumene”, concluiu o P. Romeu Martini.

ieclb simposio m

Fonte: IECLB
Foto: Reprodução
Obs.: o título foi adaptado

Add a comment

diretas ja 2016

A crise institucional aberta há um ano pela deposição de uma presidenta legitimamente eleita não chegou ao seu fim. Quebraram as regras democráticas para manter os privilégios das grandes empresas comprado a peso de muito recurso público em conluio com a elite da classe política brasileira composta pelo PMDB, PSDB e PP. Infelizmente, alguns parlamentares de partidos de esquerda também aceitaram o jogo sujo de serem pagos para defender os interesses dos grandes e poderosos agentes econômicos.

As delações da JBS, maior empresa de produção de produtos derivados de carne animal do mundo põe por terra os alicerces do golpe de 2016 e deixa em suspenso as estratégicas do esquema Moro-Globo-STF.

Estes novos fatos, somados ao sucesso da Greve Geral de 28 de abril, aos esclarecimentos convincentes do depoimento do ex-presidente Lula em Curitiba e à crescente adesão do povo brasileiro contra as reformas trabalhista e previdenciária indicam que é possível abrir uma nova agenda do campo democrático e popular, retomando a ofensiva por um desfecho à esquerda, da crise institucional criada pelo golpe.

As medidas urgentes são a retirada imediata dos golpistas do Poder Executivo e a abertura de um processo de transição que culmine com eleições diretas ainda em 2017 para escolha de novos ocupantes no Palácio do Planalto. Da mesma forma, a retirada imediata das agendas de reformas que devem ser suspensas até que sejam restabelecidos os ritos democráticos e retomado o poder popular pelo voto direto e secreto.

Finalmente, é preciso que seja processada a reforma do sistema político com a adoção das medidas propostas pela Plataforma da Sociedade Civil para a Reforma do Sistema Político que conta com uma série de medidas que visam ao fortalecimento da democracia, dentre elas, o controle do monopólio dos meios de comunicação social, o controle social sobre o poder judiciário e a adoção de instrumentos de democracia participativa e direta.

Essas medidas somente serão possíveis com mobilização popular, nas ruas, nas escolas, nas fábricas, universidades, nos campos de futebol, nos templos, terreiros e igrejas. A Abong sempre acreditou no desejo do povo brasileiro em reconquistar as rédeas de seu próprio destino, por isso, sempre apostou na organização e mobilização popular. Por isso, está engajada no processo de construção da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, uma construção pela base, com núcleos de moradia, de local de trabalho, por segmentos sociais, por bandeiras de lutas. Só organizados pela base teremos condições de resistir e reorganizar um projeto democrático e popular para o Brasil.

A saída é mais democracia porque só assim garantiremos nenhum direito a menos.

Que o povo brasileiro decida seu futuro!

Diretas Já!!!

Abong – Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Add a comment

IMG AC4823 7AA6E5 503756 143080 EBAE3B 0891A6

O Acampamento Terra Livre (ATL) de 2017, realizado no mês passado, em Brasília, foi um marco histórico de denúncia e resistência dos povos indígenas no Brasil. Mais de 4 mil representantes de todas as regiões do país, uma das maiores participações entre as edições do ATL, estiveram acampadas na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Teatro Nacional.

Estima-se que mil mulheres estiveram no encontro, mostrando sua crescente importância na luta indígena, especialmente com as pautas da saúde e da articulação nacional. Aliás, quem viu a multidão tomar a Esplanada dos Ministérios, talvez não tenha notado que quatro mulheres estavam à frente da marcha: Sonia Guajajara, Nara Baré, Angela Katxuyana e Pui Tembé.

O ATL manifestou-se contra os ataques aos direitos e garantias dos povos indígenas. Os ataques ocorrem nos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, revelando uma situação dramática de discriminação, desrespeito e etnocídio inédito da democracia brasileira. A principal reivindicação é a conclusão dos processos de demarcação das terras indígenas, que estão paralisadas devido ao mercado especulativo da terra e do agronegócio.

A demora nos processos de demarcação das terras indígenas tem potencializado as situações de violências, atentados, assassinatos, discriminações e preconceitos contra os povos indígenas. Durante o ATL, foi realizada uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios, na qual indígenas carregavam caixões pretos, que representavam a morte dos povos indígenas no Brasil. Estes caixões foram colocados no espelho d’água do Congresso Nacional, como um gesto de protesto e denúncia. O ato foi reprimido pelas forças policiais, dando início a um confronto. A reação das forças policiais desconsiderou a presença de crianças e pessoas idosas, que também participavam do ato. O confronto foi desproporcional no uso da força, uma vez que policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, contra arcos e flechas de participantes indígenas, que levavam os instrumentos tradicionais de sua resistência.

Repúdio à repressão

O Conselho de Missão entre Povos Indígenas (COMIN) repudia as insistentes repressões que afligem os povos indígenas, tanto durante o ATL, como as alterações para a restrição e anulação das conquistas de direitos dos povos indígenas, que estão em curso no Brasil. Estas situações desconsideram tanto as conquistas quanto os tratados internacionais de direitos humanos, civis e políticos, os quais a República Federativa do Brasil ratificou ou se associou de livre e espontânea convicção política, no comprometimento pela defesa de direitos de todas as pessoas indígenas e da sociedade em geral. Neste sentido, destaca-se a Convenção 169 da OIT-Organização Internacional do Trabalho, a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas da ONU, as declarações e acordos da OEA-Organização dos Estados Americanos, entre outras. Todas elas estão em conformidade com as disposições e o espírito da Constituição Federal do Brasil, de 1988.

O COMIN soma-se ao grito dos povos indígenas pela Demarcação Já!

Fonte: COMIN e ISA
Foto: Mídia Ninja/ISA

Add a comment

Sem Título 1

Orai sem cessar.

O 34º Concílio da Diocese Anglicana de Brasília, reunido na Paróquia do Espírito Santo, Novo Gama, estado de Goiás, nos dias 19 a 21 de maio do ano de 2017, movido pelo espírito de fraternidade, amor e diaconia transformadora se manifesta sobre o momento atual do contexto brasileiro, preocupante e desafiador.

Tendo em vista o grave, imprevisível e instável momento em que o Brasil atravessa, (1) considerando-se que é imprescindível garantir o respeito absoluto ao Estado Democrático de Direito, (2) considerando-se ainda que tanto a autoridade quanto a legitimidade das instituições são decorrências diretas de uma postura republicana e, o contrário, que a defesa de interesses privados fere a ética republicana e deslegitima toda e qualquer ação ainda que bem-intencionada, (3) considerando-se finalmente, o alto índice de desconfiança que recai sobre as autoridades e lideranças políticas brasileiras, gerando perigoso risco de autoritarismos e arbitrariedades e (4) considerando-se ainda o imperativo de fé nos chama à justiça, prática do direito, defesa das criação em vulnerabilidade, exercício da transparência em todos os níveis bem como o chamado ao cuidado, misericórdia, diálogo, carinho, ternura e coerência com os valores do Evangelho do Reino,

Conclamamos:

1 – a toda a igreja que esteja sempre atenta e comprometida com a prática da justiça e do direito, envolvendo-se e influenciando as devidas autoridades para que cumpram seu papel na divulgação de informações, julgamento e ações nitidamente republicanas e democráticas; 
2 – aos líderes religiosos que continuem profetizando energeticamente para que os mais vulneráveis não sejam novamente punidos e excluídos das nossas sociedade;
3 – a Diocese Anglicana de Brasília que continue em seu caminho de denuncia contra os ataques sistemáticos contra a democracia e aos direitos dos mais pobres neste país, bem como continue orando sem cessar para que a vontade de Deus seja feita aqui e agora.

"Corra o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso." (Amós 5:24)

Novo Gama - GO, 20 de maio de 2017

Add a comment

cnbb fundo azul

Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiram na manhã da última sexta-feira, 19 de maio, uma Nota Oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmam que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Na Nota, os bispos afirmam que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.

“Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito. Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil”, concluem os membros da Presidência.

Leia a Nota:

Brasília-DF, 19 de maio de 2017
P – Nº 0291/17

Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Add a comment

Desde seu primeiro pronunciamento, em 13 de março de 2013, o Papa Francisco ressaltou o caminho da Igreja como um caminho de “fraternidade”. “Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade”. E não é apenas no discurso que o Papa Francisco vem dando passos concretos na direção de construir a fraternidade e a unidade entre os cristãos no mundo.

Em 31 de outubro de 2016, o papa Francisco e o presidente da Federação Luterana Mundial (LWF, siga em inglês), assinaram na Suécia uma Declaração Comum, por ocasião da comemoração católico-luterana dos 500 anos da Reforma protestante.

 Papa e Luterano 1200x762 c

Na semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 2015, o papa ressaltou que “muitas controvérsias entre os cristãos, herdadas do passado, podem ser superadas, colocando de lado qualquer atitude polêmica ou apologética e procurando juntos de compreender profundamente o que nos une, ou seja, a chamada a participar do mistério de amor do Pai que nos revelado pelo Filho por meio do Espírito Santo”.

Para o papa Francisco, a unidade dos cristãos não será o fruto de refinadas discussões teóricas, em que cada um vai tentar convencer os outros da justeza das suas opiniões. “Virá o Filho do Homem, e nos encontrará ainda a discutir. Devemos reconhecer que para chegarmos à profundidade do mistério de Deus, precisamos uns dos outros, precisamos de nos encontrar para nos confrontarmos guiados pelo Espírito Santo, que harmoniza as diversidades e supera os conflitos”, disse.

Passos concretos

Na Semana pela Unidade dos Cristãos, comemorada no hemisfério Norte de 18 a 25 de janeiro desse ano, cujo tema foi “Reconciliação, é o amor de Cristo que nos impele”, os 500 anos da Reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero, foi evocado.

“O movimento ecumênico vai frutificando, com a graça de Deus. Que o Pai do Céu continue a derramar as suas bênçãos sobre os passos de todos os seus filhos. Irmãs e irmãos muito amados, servi a causa da unidade e da paz”, disse o papa na abertura da semana.

Em encontro histórico em Havana-Cuba, em 12 de fevereiro de 2016, o papa Francisco e o patriarca ortodoxo russo Kirill defenderam o restabelecimento da unidade do Cristianismo, fraturado por um cisma milenar, e pediram a proteção de todos os cristãos perseguidos no Oriente Médio.

No Egito, em reunião com líderes muçulmanos, o papa pediu aos líderes religiosos que digam “um não forte e claro” a toda violência cometida em nome de Deus e alertou contra a “instrumentalização” da religião por parte do poder.

Fonte: CNBB
Foto: Reprodução

Add a comment

Sem Título 1

DECLARAÇÃO DO CONIC
SOBRE O ATUAL MOMENTO POLÍTICO DO BRASIL

Brasília, 19 de maio de 2017.

Nos últimos anos, as forças políticas conservadoras desenvolveram uma decidida campanha para retomar o poder no Brasil a qualquer preço. Fizeram de tudo para desestabilizar o primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff, visando sua derrota nas eleições de 2014.

Frustrados em seus intentos, aliaram-se aos maiores grupos de mídia para, sob a bandeira do combate à corrupção, alimentar uma indústria de denúncias de corrupção, noticiadas quase diariamente com alarde monumental. Muitas dessas denúncias se valeram de meios pouco transparentes para obter seus elementos de prova.

Essas forças chegaram ao poder com o impeachment da presidenta Dilma e a posse do vice-presidente Michel Temer. Este processo passou para a história como um golpe parlamentar perpetrado em nome da moralização da política brasileira e concretizou a ruptura democrática.

Desde então, o Poder Legislativo se fechou para a sociedade. O acesso às galerias – antes um espaço reservado à manifestação dos movimentos organizados em torno das pautas debatidas – foi substituído pelo fechamento dos acessos para a população e pelo cerco de policiais fortemente armados.

Em Brasília, trabalhadores e trabalhadoras, estudantes, indígenas e outros setores do movimento social são tratados como criminosos e impedidos de se aproximar até da Praça dos Três Poderes. Essa coibição ocorre diariamente, mas de forma mais intensa nos dias em que proposições que afetam suas categorias são discutidas e votadas nos plenários. As discussões são realizadas a portas fechadas, sem participação da sociedade civil.

Os patrocinadores do golpe levaram ao Executivo e ao Congresso uma pauta de retrocessos. Essa pauta é claramente defendida pelo mercado financeiro. Incluem o corte de programas sociais, o sucateamento dos serviços públicos, venda de terras para estrangeiros, até chegar à reforma trabalhista e à reforma previdenciária. Além disso, a criminalização de movimentos e organizações sociais, em especial os que trabalham com a demarcação de terras para povos indígenas, como é o caso da CPI da FUNAI/INCRA, indicam que há claro interesse em promover uma limpeza de território para garantir o interesse de ruralistas. Essas propostas representam um corte brutal nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, da ativa e aposentados, além de colocarem sob risco a soberania do país. Essas reformas constituem um retrocesso ao capitalismo antes de 1929, portanto, não são medidas que modernizam a economia.

Tomaram o poder prometendo combater a corrupção. Esta, todavia, dominou o novo governo. No último dia 17 de maio vieram a público revelações nas quais o presidente em exercício e lideranças de seu governo são gravados avalizando e praticando atos de corrupção no exercício do cargo. Essas são as provas de que falta a esse governo a legitimidade para conduzir os destinos da nação, especialmente, quando se discutem propostas que afetam a vida de toda a população nos próximos cinquenta anos.

Diante desse quadro complexo, O CONIC – Conselho nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – vem a público exigir:

1. o fim da repressão aos movimentos sociais, às manifestações populares;

2. a imediata suspensão da votação das reformas em andamento no Congresso;

3. a realização de eleições diretas para a Presidência da República e para as duas casas do Legislativo federal, com vistas a restaurar a legitimidade da representação popular.

Conclamamos as igrejas-membros do CONIC e a todas as pessoas cristãs que se coloquem em oração de intercessão pelo Brasil e, também, em atitude de resistência profética em favor da democracia, que garanta o acesso universal à saúde, à educação, à previdência social e ao emprego. Queremos uma democracia que garanta a distribuição de riquezas, garantia de direitos aos povos indígenas, taxação sobre grandes fortunas e que nos permita sonhar por novo céu e nova terra.

Nenhum direito a menos!

“É o amor de Cristo que nos move”

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

Add a comment

No dia 31 de outubro de 2016, o Papa Francisco viajou para Lund, na Suécia, para participar da cerimônia conjunta luterano-católica em comemoração aos 500 anos da Reforma. Foi uma demonstração pública de cordialidade, respeito e, acima de tudo, amor cristão.

Na época, um comunicado redigido pela Federação Luterana Mundial e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos dizia que o evento pretendia “evidenciar os 50 anos de contínuo diálogo ecumênico entre católicos e luteranos e os dons resultantes dessa colaboração.” Se você ainda não viu a Celebração Ecumênica de Lund, clique aqui.

hero praying hands young jeffrey bruno1

Esse ano, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) também vem com a mesma temática: “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500° Aniversário da Reforma”. Na atividade, não apenas católicos e luteranos estarão engajados, mas também batistas, metodistas, anglicanos, presbiterianos, ortodoxos, entre muitos outros.

Atividades como a SOUC soa como um bálsamo no mundo de hoje, onde prospera, com cada vez mais velocidade, as ações individualistas, hedonistas e de caráter excludente. É imperativo que pessoas cristãs, tornadas irmãs pela fé em Jesus Cristo, deem o testemunho conjunto de Jo 17:21: “para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.”

E sua na sua comunidade, como estão os preparativos para a SOUC?

Mande-nos um relato contando sobre tais preparativos, expectativas: comunicacao@conic.org.br.

Para saber mais sobre o evento, acesse: www.conic.org.br.

Foto: Aleteia / Jeffrey Bruno

Add a comment