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A crise que o Brasil atravessa impactou negativamente as políticas de direitos humanos no País, denunciou a Anistia Internacional nesta terça-feira 21. Houve retrocessos em direitos fundamentais que já estavam assegurados, apontou o relatório anual da entidade: "O estado dos Direitos Humanos no Mundo 2016/2017".
 
"O que vimos em 2016 foi o desmantelamento de estruturas institucionais e programas que garantiam a proteção a direitos previamente conquistados, além da omissão do Estado em relação a temas críticos, como a segurança pública", afirmou a diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck. "Nenhuma crise pode ser usada como justificativa para a perda de direitos."
 
A ONG avalia que a crise – política, econômica e institucional – atravessada pelo país paralisou os debates sobre políticas públicas de promoção de direitos humanos, contribuindo para retrocessos, avanço de agendas conservadoras e aumento das violações em algumas áreas.
 
Entre os retrocessos, o relatório lista a extinção do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos; e o anúncio de uma emenda constitucional (PEC 241/55) que limita os gastos do governo nos próximos vinte anos, em áreas cruciais como educação e saúde. A emenda já foi aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, a despeito das pesadas críticas que recebeu da Relatoria Especial da ONU para Extrema Pobreza e Direitos Humanos.
 
Tramitam ainda no Congresso várias propostas que, se aprovadas, prejudicariam direitos já adquiridos de mulheres, povos indígenas, crianças, população LGBTI. Em setembro de 2015, cita o relatório, uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou mudanças no Estatuto da Família para restringir a definição de família como "a união entre um homem e uma mulher".
 
Proteção a defensores
 
Outro retrocesso importante, de acordo com o relatório, foi a suspensão, em junho passado, de diversos acordos entre o governo federal e os governos estaduais para a implementação do programa de proteção aos defensores dos direitos humanos.
 
Ao menos 47 – incluindo trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas e pescadores – foram assassinados entre janeiro e setembro do ano passado, revelando uma intensificação da violência no campo.
 
"A crise foi usada para justificar retrocessos nos direitos humanos", sustenta a relatora de Direitos Humanos da AI do Brasil, Renata Nader. "O programa de proteção aos defensores de direitos humanos foi completamente desmantelado, um decreto do Ministério da Justiça alterou as regras de demarcação e titulação de terras indígenas, houve uma limitação de gastos em saúde e educação", enumerou.
 
Violência policial
 
A falência das políticas de segurança pública é outro ponto crucial citado pelo relatório. De acordo com a Anistia Internacional, a polícia continua fazendo uso excessivo da força para conter manifestações políticas.
 
O ano de 2016 foi marcado por protestos pacíficos sobre assuntos relacionados ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a reforma educacional, a redução dos investimentos em educação e saúde, entre outros temas. Segundo a Anistia, "com frequência a resposta da polícia era violenta, com uso excessivo e desnecessário da força".
 
A violência policial também foi citada no relatório no contexto de comunidades carentes. Jovens negros, principalmente os moradores de favelas, continuam sendo as maiores vítimas das ações policiais violentas.
 
No Rio de Janeiro, 811 pessoas foram mortas pela polícia entre janeiro e novembro de 2016, a maioria delas em favelas, aponta a ONG. O país ocupa a triste posição de campeão mundial em número absoluto de homicídios – com 58 mil assassinatos.

Texto: Roberta Jansen / Carta Capital
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
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As comunidades de fé, em quase todos os contextos humanitários, são as fontes primordiais do capital social capaz de salvar vidas, transformar realidades e gerar esperança, afirma Rudelmar Bueno de Faria, em entrevista dada após sua nomeação, em 16 de fevereiro, como novo secretário geral da ACT Aliança, uma organização parceira do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
 
Nos últimos 3 anos, de Faria tem trabalhado como representante do CMI junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e coordenador do Escritório Ecumênico para a ONU (EEONU), em Nova Iorque.
 
De Faria assumirá o cargo secretario geral de ACT no dia 1 de junho, sucedendo a John Nduna, que vem atuando no cargo desde a fundação da Aliança, em 2010.
 
Sua carreira profissional inclui vários anos de serviço na FLM Serviço Mundial, uma das maiores organizações cristãs engajadas no trabalho de ajuda humanitária ao redor do mundo. “As comunidades locais de fé estão entre aquelas que respondem primeiro em caso de emergência, pois elas estão inseridas na vida cotidiana das pessoas afetadas por desastres”, afirma.
 
Falando sobre a capacidade das igrejas de mobilização social e suas formas de posicionamento moral, de Faria acredita que as redes das comunidades de fé tem profundo alcance em comunidades rurais e podem oferecer acesso constante às comunidades e mobilizar voluntários quando necessário.
 
Tanto o CMI como a FLM contribuíram para a fundação da ACT Aliança com o objetivo de estabelecer uma plataforma coordenada para a diaconia ecumênica, expressando a visão comum do movimento ecumênico com suas igrejas-membro e organismos para atender os necessitados.
 
De acordo com de Faria, esta visão é apoiada por muitas outras organizações ecumênicas ao redor do mundo. “Por isso, todos queremos uma aliança de igrejas e organismos de igrejas que reúna diversas capacidades e experiência para trabalharmos juntos por dignidade, justiça, paz, direitos humanos e proteção do meio ambiente”, afirma.
 
De Faria acrescenta que sonha com “uma aliança que é reconhecida por seu trabalho eficiente e responsável nos campos humanitário, de desenvolvimento sustentável e de ações de incidência e que trabalha em parceria com diferentes parceiros, incluindo a ONU e governos”.
 
Igreja de origem
 
De Faria é membro da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Como secretário executivo do Serviço de Projetos, passou a engajar-se no movimento ecumênico. “Naquela época, a IECLB já era muito ativa no ecumenismo nacional e internacional, e acabei participando de alguns espaços nos quais o trabalho diaconal tinha relação com o trabalho de outras igrejas e organismos ecumênicos”, ele diz.
 
Em 1995, de Faria era o representante da IECLB no Comitê de Emergências de ACT International.
 
“O forte perfil diaconal da IECLB e seu compromisso com a diaconia profética ajudou a forjar minha compreensão e ações para abordar as raízes da pobreza, exclusão e desigualdades no mundo”, acrescenta.
 
Parceria entre CMI e ACT
 
Refletindo acerca do trabalho que vem sido feito por CMI e ACT e Nova Iorque, de Faria vê “crescentes oportunidades para colaboração em questões de paz e segurança”.
 
O trabalho desenvolvido pelas duas organizações no EEONU enfoca os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), igualdade de gênero e religião e desenvolvimento.
 
De Faria fala sobre a necessidade de se entender os papéis distintos que CMI e ACT desempenham nesta área. “Nem todas as estratégias de incidência podem ser usadas universalmente”, diz. “Em alguns lugares, uma ação direta que tem como objetivo sensibilizar uma esfera-chave de tomada de decisão pode ser politicamente perigosa, pode enfraquecer ou até reduzir o potencial de mudanças em longo prazo”, acrescenta.
 
“Contudo, os membros de ACT Aliança que trabalham em países em conflito podem ser instrumentais para o CMI no seu trabalho junto ao Conselho de Segurança da ONU em torno dos temas de paz e segurança”.
 
Diaconia profética
 
“Para mim, a diaconia tem que ser tanto política quanto profética, como o ministério das igrejas de denúncia de injustiças e anúncio da Boa Nova”, afirma. “Ela transcende as estruturas das igrejas e torna-se o apoio incondicional a todos os seres humanos. É feita através de ações simples e compassivas, iniciativas que salvam vidas e cujas ações são motivadas por minha fé”, adiciona.
 
O crescente reconhecimento do papel da religião no desenvolvimento também representa uma oportunidade para a diaconia ecumênica, pois afirma a identidade própria e a competência dos atores baseados na fé e agrega energia ao compromisso de salvar vidas e à luta por justiça”.
 
De Faria entende que a agenda 2030 para os ODS oferece “uma estrutura política e transformadora para abordar muitas das causas de problemas que estão abreviando vidas de pessoas e destruindo a criação de Deus”.
 
“Meu trabalho é diaconal. Por isso, ele exige de mim que eu caminhe lado a lado com os pobres e oprimidos, denuncie a injustiça sistêmica e promova a dignidade humana, a justiça e a paz”, conclui de Faria.
 
Fonte: www.oikoumene.org
Foto: reprodução
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O Cariri cearense acolheu um momento marcante para a história da Pastoral da Juventude no Brasil. A Ampliada Nacional da PJ (ANPJ), realizada de 22 a 29 de janeiro, no Centro de Expansão “Dom Vicente de Araújo Matos”, no Crato, definiu as prioridades para a ação pastoral nos próximos 3 anos, além de garantir uma reflexão da missão pejoteira na Evangelização das Juventudes.
 
Os 120 delegados e delegadas representantes dos 18 regionais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), além de convidados e convidadas, refletiram as chamadas “Galileias Juvenis”. O título é uma referência à iluminação bíblica adotada pela atividade: “Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão” (Mt 28, 10). Segundo a secretária nacional da PJ, Aline Ogliari, a ideia de chamar as diferentes realidades juvenis de “Galileias” foi uma forma de contemplar as Juventudes a partir de cada chão específico, retomando o agir missionário de Jesus como uma forma de iluminar as ações junto a cada contexto.
 
Após a reflexão das inúmeras realidades e da experiência orante, que contou até com peregrinação ao Horto de Pe. Cícero, em Juazeiro do Norte, a Ampliada Nacional elencou quatro prioridades, sendo uma para cada eixo da PJ, além de uma prioridade transversal. São elas:
 
ESPIRITUALIDADE
 
Reafirmar a espiritualidade libertadora (ofício, Leitura Orante da Bíblia, escolas populares de liturgia, Bíblia, etc.) visando despertar a espiritualidade do cuidado.
 
AÇÃO
 
Promover uma campanha para enfrentamento dos ciclos de violência (simbólica, psicológica, financeira, doméstica, sexual e midiática) contra as mulheres.
 
FORMAÇÃO
 
Repensar a forma como trabalhamos a formação integral, considerando a importância e necessidade de aproximar, conhecer as diversas Galileias Juvenis, dinamizando as ações, adotando os direitos humanos como um tema transversal/gerador que perpasse as dimensões.
 
ARTICULAÇÃO
 
Aproximar e estabelecer parcerias com as pastorais e organismos sociais que possibilite uma ação transformadora nas várias realidades juvenis e ao mesmo tempo garantir viabilidade e fortalecimento de nossa organização e formação ampla.
 
TRANSVERSALIDADE NOS EIXOS QUE NORTEIAM A VIDA PASTORAL
 
Formação bíblico-teolólica para redescobrir o ser humano a partir da sua integridade, com um olhar especial para o feminino.
 
O assessor metodológico da Ampliada e membro do Instituto Paulista de Juventude (IPJ), Rogério de Oliveira, avaliou de forma positiva o resultado dos trabalhos. Para ele, as prioridades são desafios concretos e reais. “A reflexão sobre o enfrentamento da violência contra as mulheres é um marco real e que precisa ser discutido em nossas instâncias. A reafirmação de uma espiritualidade libertadora, centrada na missão e na pessoa de Jesus, vivida no cotidiano dentro das comunidades e pequenos grupos colabora na reafirmação de nossa identidade, bem como o novo olhar necessário para nossa formação integral em vista da missão do cristão e da cristã junto à sociedade. Melhor ainda é reafirmar que sabemos que não podemos fazer isso sozinhos, mas em parcerias. Dezenas de possibilidades passam pela minha cabeça, desde essas temáticas diretas, passando pela produção de materiais e chegando em encontros que debatam e sistematizem as experiências concretas”, refletiu.
 
A delegada do regional Sul 3 (RS), Luciana Troyano, fez questão de valorizar a mística utilizada no processo de escolha das prioridades. O texto das propostas estava registrado em pétalas floridas que, após serem escolhidas, formaram uma grande flor das prioridades. Para ela, o caminho agora deve ser se muito trabalho: “um dos primeiros cuidados é defender essas prioridades na fala e na prática; não se contradizer. E levar para as bases a flor que foi construída através do diálogo, do conhecer, da formação e o desejo de que ela continue florindo a partir de cada jovem”.
 
PROJETOS NACIONAIS
 
Os Projetos Nacionais da PJ foram avaliados pela Ampliada. A plenária entendeu a importância dos mesmos para a organização da PJ, reconhecendo que eles têm grande incidência nos grupos de jovens. No entanto, depois do período inicialmente proposto para a duração dos mesmos, que iria até a Ampliada de 2017, a PJ propõe que os mesmos sejam compreendidos como linhas de ação.
 
AJURI, Tecendo Relações, Caminhos de Esperança, Mística e Construção, Teias da Comunicação e A Juventude quer Viver continuam existindo nas suas principais incidências, porém como linhas de ação, ou seja, sem a necessidade de uma organização mais ampla a nível nacional. A natureza das propostas continuarão orientando os grupos de jovens e darão suporte para que as prioridades do triênio sejam executadas.
 
ESCOLHA PARA OS SERVIÇOS
 
O processo de escolha para a composição dos serviços da Secretaria Nacional e da Comissão Nacional de Assessores acabou não ocorrendo. A plenária preferiu encaminhar para a Coordenação Nacional, que se reúne no final de março, em São Paulo/SP, a decisão a partir da abertura de um novo processo de indicações.
 
A ANPJ avaliou as funções de cada serviço e buscou aprovar estratégias para humanizá-los. No caso da CNA, foi decidida uma nova forma de composição: ao invés de 6 pessoas, o grupo passará a contar com 5 assessores e assessoras, sendo um de cada região geográfica do país. Para o serviço da Secretaria Nacional, foi proposto que as ações missionárias sejam partilhadas com os demais membros da Coordenação Nacional.
 
Até a próxima reunião, a secretária nacional, Aline Ogliari, continua na representação da PJ, também para garantir a transição. Loide Almada e Alberto Chamorro, que fazem parte da Comissão Nacional de Assessores (CNA), também permanecem para auxiliar no acompanhamento das indicações.
 
Os novos instrumentais de indicação devem ser divulgados ao longo do mês de fevereiro e a escolha será conhecida após o término da primeira reunião da CNPJ, no dia 2 de abril.
 
JUVENTUDE DO CEARÁ AGRADECE CONFIANÇA
 
Ao final da Ampliada, os e as jovens das equipes de serviço agradeceram aos delegados e delegadas de todo Brasil a confiança e o carinho. Foi a oportunidade para que todos e todas agradecessem a doação de todo Regional Nordeste 1 (Ceará), que garantiu a realização da atividade.
 
A representante do regional na Coordenação Nacional da PJ, Ludmilla Yana, agradeceu a todas as lideranças que assumiram a missão de acolher a Ampliada. Segundo ela, todo o ano de preparação valeu à pena e a união de todos foi o fator fundamental para o sucesso.
 
Fonte: pj.org.br
Foto: Reprodução
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No dia 10 de fevereiro, em Brasília, lideranças religiosas e de direitos humanos se reuniram para lembrar a “Semana Mundial de Harmonia entre as Religiões”, instituída pela UNESCO e pelas Nações Unidas.
 
O encontro deste ano ocorreu no Terreiro Ylê Axé Oyá Bagan, da Mãe Baiana, sacerdotisa de matriz afro-brasileira, sendo a continuidade de um outro encontro extremamente representativo realizado em 2015, ano em que, no Distrito Federal e Entorno, houve uma série de ataques a templos de matriz africana, dentre os quais, o Terreiro Ylê Axé Oyá Bagan.
 
Em 15 de dezembro daquele ano, o CONIC, com o apoio na mobilização dos organismos ecumênicos, como a Pastoral da Juventude (PJ), a Rede Ecumênica da Juventude (Reju), o Monitoramento Jovem de Políticas Públicas (MJPOP), representantes da CNBB, Arquidiocese de Brasília, Igreja Evangélica de Confissão Luterana, Igreja Episcopal Anglicana, Igreja Presbiteriana Unida, Visão Mundial, URI Brasília, além de militantes de direitos humanos e do diálogo inter-religioso, e ainda da Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos do Distrito Federal e CNRDR/SEDH, promoveram uma visita ao templo de Mãe Baiana para expressar um NÃO à intolerância religiosa.
 
Na ocasião, pastores, bispos e demais lideranças, juntamente com Mãe Baiana, puderam expressar este compromisso através do plantio de um Pau Brasil, enquanto simbolismo de unidade, de resistência e de renovação. À época, a Arquidiocese de Brasília encaminhou uma carta em que defendia o direito à manifestação religiosa, conforme prevê a Constituição, texto este lido no ato por Mãe Baiana.
 
Neste ano de 2017, a URI – Iniciativa das Religiões Unidas (United Religions Iniciative), por seu Círculo de Cooperação de Brasília, juntamente com o CONIC, Rede Ecumênica da Juventude, Movimento Espiritualidade em Ação e o Terreiro Ylê Axé Oyá Bagan, e ainda, com apoio de membros do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa – CNRDR e membros da sociedade civil do Comitê Distrital da Diversidade Religiosa – CDDR, como também o OLIR – Observatório da Liberdade Religiosa, a Fundação Palmares / SEPPIR Nacional, Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos do GDF, estes na divulgação, entenderam que nada mais representativo que na semana mundial instituída pela UNESCO, o movimento inter-religioso, o movimento ecumênico e as religiões afrobrasileiras, por suas lideranças e ativistas, bem como, os defensores dos direitos humanos para a diversidade religiosa, pudessem novamente estar juntos reafirmando compromissos numa cerimônia inter-religiosa, marcando assim, mais um evento representativo alusivo à data comemorativa.
 
A atividade decorreu com um primeiro momento onde foram feitas as apresentações de todos e todas presentes, seguido de falas de Elianildo Nascimento (Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa), contextualizando o momento, da pastora Romi Bencke (secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), explicitando o histórico da visita realizada pela diretoria do CONIC e religiosos cristãos em 2015 e ainda a importância da construção do respeito à diversidade religiosa, e finalmente, Mãe Baiana, enquanto anfitriã, que conduziu na sequência uma cerimônia inter-religiosa no local onde foi plantado o pau brasil.
 
Destacamos presenças religiosas, além das matrizes africanas e dos organismos que promoveram o evento, também a presença de cristãos, evangélicos, da Abrawicca, Culto de Ifá, Brahma Kumaris, Eubiose, Fé Bahá’i, Luteranos, Religião de Deus, Legião da Boa Vontade, e da esfera institucional, da Secretaria Especial de Direitos Humanos – SEDH, Fundação Palmares, Subsecretaria de Políticas de Igualdade Racial e Conselho Distrital de Direitos Humanos.
 
Clique aqui para acessar mais fotos.
 
Texto: Elianildo Nascimento
Revisão: CONIC
Fotos: Elianildo Nascimento, Tatiane Duarte e Thelma Melo
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Diante da exclusão do Ensino Religioso (ER) da terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pela atual gestão do Ministério da Educação (MEC), o FONAPER vem a público c manifestar sua desaprovação perante esta atitude arbitrária e contraditória, já que não reconheceu a mudança de paradigma deste componente curricular ocorrido nas últimas décadas.
 
A elaboração da BNCC é resultado de um pacto interfederativo, conforme previsto nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (DCNEB), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e no Plano Nacional de Educação (2014-2024). Desde a constituição de um Comitê de Assessores e Especialistas, com ampla representatividade dos estados e municípios, esse caráter colaborativo e democrático tem sido respeitado em todas as suas instâncias e fases. Indicados pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), pela União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e pelo MEC, assessores e especialistas das diferentes áreas de conhecimento e componentes curriculares elaboraram os documentos preliminares da BNCC, disponibilizados à consulta pública pelo MEC entre setembro de 2015 e março de 2016.
 
Até setembro de 2016, em todos os Estados ocorreram Seminários Estaduais, cujo objetivo era apresentar contribuições para finalização do documento. O Ensino Religioso esteve presente durante todo esse processo de discussão pública, recebendo contribuições de professores, pesquisadores e demais interessados, além de ter recebido apoio de profissionais da educação de diferentes áreas do conhecimento e de vários segmentos educacionais.[1]
 
Diante disso, indagamos: se o documento da BNCC é resultado de um pacto interfederativo, poderia o MEC decidir isoladamente pela exclusão do ER, desconsiderando o investimento realizado ao longo de três anos, a consulta pública e os profissionais envolvidos na elaboração do documento?
 
Fato é que o MEC parece assumir a mesma posição de 20 anos atrás, quando excluiu o ER do processo de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O que essa omissão gerou? Uma diversidade de concepções e regulamentações do ER contraditórias, que vão desde a reafirmação do confessional – o que afronta a laicidade do Estado – até propostas pautadas nos princípios da diversidade, interculturalidade e direitos humanos.
 
Embora tratado como área de conhecimento da Educação Básica pelo CNE (cf. Resolução CNE nº 04 e 07, de 2010), a falta de diretrizes curriculares nacionais fez com que muitos sistemas de ensino e Instituições de Ensino Superior deixassem de investir na habilitação dos profissionais do ER, resultando na perpetuação de práticas prosélitas, descumprindo o que está previsto no art. 33 da LDB, de “assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil”.
 
Neste contexto, a manutenção do ER na BNCC favoreceria todos os sistemas e redes de ensino a desenvolverem processos de formação continuada dos professores, fomentaria as Instituições de Ensino Superior a investirem na formação inicial de professores, bem como na produção de materiais didáticos e paradidáticos para esta área.
 
Diante da persistência e crescimento das práticas de intolerância e discriminação contra certos grupos religiosos e seculares, o MEC precisa reconhecer que as novas gerações necessitam ser educadas a se relacionarem com os diferentes, e a escola se constitui em um lugar privilegiado para isso. Nesse sentido, a escola laica assume uma importância capital na promoção de sociabilidades que aprendam, acolham, colaborem e respeitem as diferenças. Daí decorre sua função formativa de contribuir na construção de uma cidadania que habilite as pessoas a conviverem com convicções de mundos distintos e a adotarem como legítimos alguns princípios básicos para vida coletiva.
 
Portanto, é também função da escola disponibilizar aos estudantes o conhecimento da diversidade dos fenômenos religiosos, incluindo o estudo de perspectivasnão religiosas, como o materialismo, agnosticismo, ateísmo, ceticismo, entre outras, tendo em vista a educação para o diálogo e convívio entre pessoas religiosas, agnósticas e sem religião. Pode contribuir para a promoção da liberdade religiosa e dos direitos humanos, desenvolvendo práticas pedagógicas que enfrentem e questionem processos de exclusõese desigualdades. Desta forma, discriminações e preconceitos entre grupos sociais são desnaturalizados e, na medida em que são abordados como elementos de aprendizagem, contribuem para a convivência respeitosa (BNCC, 2016 – 2ª versão).
 
A manutenção do ER da 3ª versão da BNCC reflete a vontade de educadores e sistemas de ensino quanto ao que deve ser aprendido nas escolas brasileiras. Considerando que não houve diálogo do MEC com as pessoas e instituições envolvidas com essa área de conhecimento, o FONAPER entende que a exclusão do ER da BNCC é um ato arbitrário e contraditório que será contestada em diferentes instâncias.
 
Coordenação FONAPER (2017-2019)
 
[1] Segundo os dados do Portal da Base, a proposta de ER disponibilizada à consulta pública teve uma aceitabilidade que ultrapassa os 93%.
 
Fonte: FONAPER
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O número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil deverá aumentar entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim de 2017, afirmou um estudo inédito do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira (13/02). Segundo o documento, a atual crise econômica representa uma séria ameaça aos avanços na redução da pobreza e da desigualdade, e a rede de proteção social – como o Bolsa Família – tem um papel fundamental para evitar que mais brasileiros entrem na linha da miséria.
 
De acordo com a instituição, o aumento do número de "novos pobres" vai se dar principalmente em áreas urbanas, e menos em áreas rurais – onde essas taxas já são mais elevadas. O texto diz ainda que as pessoas que cairão abaixo da linha de pobreza, como consequência da crise, provavelmente são adultos jovens, de áreas urbanas, principalmente do Sudeste, brancos, qualificados e que trabalhavam anteriormente no setor de serviços.
 
Para evitar o aumento da pobreza extrema, o governo federal teria que aumentar o orçamento do Bolsa Família neste ano para 30,4 bilhões de reais, afirma o Banco Mundial. Porém, a própria instituição afirma que o ambiente desafiador de consolidação fiscal no país dificulta o acréscimo do orçamento destinado à rede de proteção social. Em 2017, o orçamento previsto para o programa de transferência de renda é de 29,8 bilhões de reais.
 
A ampliação do programa foi excepcionalmente rápida, com o número de beneficiários passando de 3,6 milhões em 2003 para 11,1 milhões de famílias em 2006. Em 2014, o programa beneficiava cerca de 56 milhões de pessoas, ou 14 milhões de domicílios, ou seja, um quarto da população do país. O gasto como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) cresceu de menos de 0,05% em 2003 para cerca de 0,5% em 2013.
 
Banco Mundial fez simulações
 
Em análise de dois cenários – um menos e o outro mais pessimista –, o Banco Mundial diz que o primeiro prevê um aumento em 2017 de 8,7% para 9,8% na proporção de pessoas pobres (considerando uma linha de pobreza de 140 reais), representando um acréscimo de 2,5 milhões de pessoas. No cenário mais pessimista, há um crescimento de 10,3% na proporção de pessoas pobres neste ano, o que representa um acréscimo de 3,6 milhões de pessoas à população que vive na pobreza.
 
Por meio de simulações, o Banco Mundial analisou a taxa de pobreza extrema no país, calculada em 3,4% em 2015, levando em conta o incremento ou não no Bolsa Família. No cenário menos pessimista, o número de pessoas extremamente pobres crescerá 1,7 milhão – de 6,8 milhões em 2015 para 8,5 milhões em 2017, elevando a proporção de pessoas extremamente pobres de 3,4% em 2015 para 4,2% neste ano. O número de pessoas moderadamente pobres aumentará em 2,5 milhões, de 17,3 milhões em 2015 para 19,8 milhões em 2017.
 
No segundo cenário – mais pessimista –, a taxa de pobreza extrema continua crescendo, alcançando 4,6% em 2017, representando um crescimento de 2,6 milhões no número de pessoas extremamente pobres entre 2015 e 2017, passando de 6,8 milhões em 2015 para 9,4 milhões em 2017. O número de pessoas moderadamente pobres aumentará em 3,6 milhões entre 2015 e 2017.
 
Se o governo federal aumentar o orçamento real do Bolsa Família para cobrir os "novos pobres", conforme recomendado pelo Banco Mundial, a taxa de pobreza extrema seria mantida no mesmo patamar de 2015, sendo que, no cenário menos pessimista, a taxa de pobreza extrema aumenta de 3,4% para 3,5% em 2016 e 2017, ao passo que, no panorama mais pessimista, a pobreza extrema cresce para 3,6% em 2017.
 
13,6 milhões de famílias recebem benefício em fevereiro
 
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS), mais de 13,6 milhões de famílias receberão o benefício em fevereiro, sendo que o valor médio dele é de 179,62 reais. O recurso repassado varia conforme o número de membros da família, a idade de cada um deles e a renda declarada ao Cadastro Único para Programas Sociais do governo.
 
O programa é direcionado para famílias extremamente pobres – com renda per capita mensal de até 85 reais; e pobres – com renda per capita mensal entre 85,01 reais e 170 reais. O recebimento mensal do benefício pelas famílias está condicionado à frequência escolar e ao uso de serviços de saúde materno-infantil.
 
Fonte: dw.com
Foto: Reprodução
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540x350 hospital bolsa do samaritano
 
Combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) estão sendo salvos pela ajuda de cristãos que trabalham em um hospital de campanha da organização Bolsa do Samaritano, instalada em Mossul, no norte do Iraque. Segundo o pastor Franklin Graham, presidente da organização, a equipe médica do hospital estende seus cuidados não apenas aos cidadãos e soldados iraquianos, mas também aos jihadistas do EI.
 
“Em nosso hospital instalado próximo a Mossul, no Iraque, estamos tratando os muçulmanos, civis feridos e, ao mesmo tempo, militantes do EI gravemente feridos. Nossas equipes médicas realizam cirurgias, curam suas feridas e os tratam com compaixão, os ajudando em nome de Jesus”, disse Franklin Graham.
 
Hospital
 
O hospital, mantido pela Bolsa do Samaritano, que é uma instituição vinculada a igrejas americanas, foi inaugurado no início de janeiro, a cerca de 10 quilômetros de Mossul, se tornando a unidade médica mais próxima da coalizão militar que se esforça para combater o grupo terrorista.
 
Logo nos primeiros dias de operação, o hospital e sua equipe - de mais de 70 profissionais - médicos já atenderam mais de cem pessoas gravemente feridas pelo conflito.
 
O diretor do hospital, Elliott Tenpenny, disse ao site The Christian Post que a maioria dos pacientes que o hospital recebe sofre de uma série de ferimentos graves causadas pela guerra, como ferimentos de metralhadoras, fuzis e outras armas de fogo, além de queimaduras. Ele acrescentou que “cada um deles carrega um trauma da guerra e todos precisam de cirurgias ou estão criticamente doentes e precisam de tratamento”.
 
Com informações do Guia-me / Christian Today
Foto: Reprodução
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Ontem, 12 de fevereiro, celebramos 12 anos do martírio da Ir Doroty. Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil.

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Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou «eis a minha arma!» e mostrou a Bíblia. Leu ainda alguns versículos das bem aventuranças para aquele que logo em seguida lhe balearia.

No cenário dos conflitos agrários no Brasil, seu nome associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados.

O corpo da missionária está enterrado em Anapu, Pará, Brasil, onde recebeu e recebe as homenagens de tantos que nela reconhecem as virtudes heroicas da matrona cristã.

O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do crime, havia sido condenado em um primeiro julgamento a 30 anos de prisão. Num segundo julgamento, contudo, foi absolvido. Após um terceiro julgamento, foi novamente condenado pelo júri popular a 30 anos de prisão.

Onde Dorothy morreu, homicídio por terra é registrado como comum

A repercussão do assassinato da missionária americana Dorothy Mae Stang, em Anapu (PA), em 2005, tornou-se uma barreira ao avanço de madeireiros no rumo do oeste da Amazônia. O crime organizado continua, no entanto, matando defensores da floresta. Para camuflar os homicídios, pistoleiros executam vítimas em ruas e bares de pequenas cidades da região.

Colega de Dorothy, a também missionária americana Jane Dwyer aponta sete mortes por conflito de terra e madeira ocorridas em Anapu no ano passado. Ela rejeita a versão da Polícia Civil, que investiga apenas uma morte no período causada por disputa no campo. "Eles inventam. Matar na cidade é estratégico. Dizem que é por causa de mulher, bebida, vingança. Não é. É por terra.”

No Brasil desde 1972, Jane trava uma batalha para mostrar que o assassinato de Dorothy não foi um divisor de águas na história dos conflitos de terra em Anapu, como diz a polícia. Para Jane, o tempo de assassinatos por terra não passou. Ela diz que o mesmo grupo de grileiros que matou a colega de congregação está por trás de execuções recentes, longe das terras em disputa para descaracterizar o crime.

No caso de Dorothy, os mandantes do crime, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, foram condenados a 30 anos de prisão. Bida está preso. Taradão recorre em liberdade. Amair Feijoli Cunha, o Tato, intermediário que contratou pistoleiros, pegou 18 anos. Rayfran das Neves Sales, que atirou na missionária, foi condenado a 27. Ele passou a cumprir a pena em prisão domiciliar, envolveu-se em outro crime de morte e voltou para a cadeia. Outro pistoleiro, Clodoaldo Carlos Batista, pegou 18 anos e está foragido.

A história de Bida é emblemática. Ele passou por quatro julgamentos. Em 2013, os ministros da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Teori Zavaski e Ricardo Lewandowski decidiram anular um dos julgamentos diante do argumento de que, no terceiro júri, o defensor público nomeado pelo presidente da 2.ª Vara do Tribunal do Júri, em Belém, não teve tempo de preparar a peça. Ministros Celso de Melo e Cármen Lúcia votaram pela manutenção da pena.

A decisão do STF que mais chocou ativistas ocorreu em 2012. O ministro Marco Aurélio Melo deu liminar garantindo a Taradão liberdade enquanto aguarda julgamento. Ativistas acusam Taradão de comandar a nova onda de assassinatos. Ele estaria por trás de seis mortes de pessoas ligadas à demarcação do Lote 83, mais conhecido por Fazenda do Taradão. Os mortos são: Edinaldo Alves Moreira, Jesusmar Batista de Farias, Cosmo Pereira de Castro, Hércules Santos de Souza, José Nunes da Cruz Silva e Cláudio Bezerra da Costa.

Isolamento

Enquanto a floresta cai, o tempo de barbárie e pobreza em Anapu permanece. É um lugar isolado. Em fevereiro e março, no inverno amazônico, a estrada entre a cidade de Dorothy e Eldorado do Carajás, outro município marcado por uma emblemática tragédia no campo, fica quase intrafegável. A partir de Marabá, a Transamazônica não tem asfalto. Na altura de Novo Repartimento, se transforma num lamaçal.

A política de cerco à floresta segue inalterada desde que tratores abriram os primeiros trechos da rodovia, no tempo da ditadura. A Transamazônica cortou os açaizais dos índios paracanãs, que hoje enfrentam grileiros. A margem esquerda da estrada, em Pacajá, que o governo reservou aos índios, é de mata densa. A da direita está devastada, com rebanhos de animais esquálidos e de baixo porte.

Anapu, com 22 mil moradores, está nas duas margens da Transamazônica, na altura em que a rodovia alcança o rio que batiza o lugar. O nome de Dorothy está numa biblioteca de madeira mantida pela Igreja, no túmulo na beira do Anapu, num sítio próximo ao centro urbano e na luta das missionárias que a acompanharam por 40 anos.

Com informações do IHU Unisinos / Estadão
Foto: Agência Brasil

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O Nepal é um dos países que vivenciou o crescimento mais rápido de cristãos no mundo, de acordo com números da World Christian Database. O país registrou o número zero de cristãos no censo de 1951. Dez anos mais tarde, esse número cresceu para 458. Em 2001, cerca de 102 mil cristãos já se estavam no Nepal e, em 2011, o grupo triplicou para 375 mil.

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De acordo com Bishwa Mani Pokharel, chefe de redação no jornal Nepal'sNagarik, é provável que o número de cristãos nepaleses seja ainda maior.

Em 1950, o país era um reino hindu fechado aos estrangeiros. No entanto, após a guerra civil que eclodiu na década de 1990 e o fim da monarquia em 2008, o Estado passou de um reino fechado para uma república secular.

Contudo, o proselitismo (busca por novos fiéis) continua sendo ilegal, mas isso raramente essa lei é aplicada. Os grupos cristãos entram em cena na prestação de assistência social, preenchendo lacunas do Estado. Nessas ações, muitos têm a oportunidade de pregar o Evangelho.

O sistema hindu de castas também acaba se tornando um incentivo involuntário para a conversão dessas pessoas. Indivíduos de castas mais baixas sofrem uma intensa discriminação, e o cristianismo oferece uma maneira de escapar disso.

"É a única maneira de sair", disse Gary Fallesen, fundador da instituição de caridade C4C. "Socialmente, não há nada que se possa fazer para mudar isso. Então nós compartilhamos sobre o amor de Jesus com essas pessoas. O sistema continua existindo, mas já não tem poder sobre eles."

No entanto, alguns líderes do país não estão contentes com esse "boom" cristão. Após o lançamento da primeira Constituição do país, em setembro de 2015, quando Nepal foi estabelecida uma nação secular, um debate sobre a possibilidade de o país voltar a ser um Estado Hindu veio à tona.

Embora o número oficial de 375 mil cristãos ainda seja pequeno em comparação com a população total de 27,8 milhões, o crescimento tem sido exponencial. As cláusulas sobre a liberdade de religião na nova Constituição têm incentivado a igreja a florescer ainda no país.

Com informações do Guiame / Christian Today
Foto: Reprodução

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No ano de 2017, a prioridade do Programa de Pequenos Projetos da Coordenadoria Ecumênica de Serviço será fortalecer iniciativas de resistência, tendo em vista o atual cenário político do Brasil. O amplo quadro de retrocessos de direitos, acompanhado da criminalização de grupos populares, levou a CESE a focar seu apoio dentro dessa temática, a fim de fortalecer movimentos e organizações que lutam por um país em que prevaleça a justiça com democracia.
 
Para mais informações e envio de projeto, clique aqui.
 
Fonte: CESE
Foto: CESE/Reprodução
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