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Depois de 27 anos, o cisma dentro da Igreja Ortodoxa Tewahedo da Etiópia foi formalmente superado. Reunidos na Catedral de St. Michael, em Washington, os líderes desta antiga Igreja Ortodoxa Oriental assinaram uma declaração em quinze pontos, na qual são retiradas as excomunhões recíprocas, se põe fim a uma divisão que levou à criação de dois Sínodos separados, com dois patriarcas rivais.
 
A partir de agora haverá apenas um Sínodo, enquanto ambos os patriarcas são reconhecidos. O patriarca Merkorios, após um exílio de mais de duas décadas, poderá retornar à Etiópia e "guiará e servirá a Igreja através da oração e da bênção". O patriarca Mathias será responsável por " tarefas executivas e administrativas do escritório patriarcal".
 
Esforços do primeiro-ministro etíope
 
No texto do comunicado, divulgado pela mídia, são ressaltadas também palavras de reconhecimento ao primeiro-ministro etíope Ahmed Abiy, que "trabalhou duro" para "restaurar a paz no país". Lembrando que, recentemente, a Etiópia também assinou um acordo com a vizinha Eritreia, e isso colocou fim a um conflito de vinte anos.
 
O cisma
 
O cisma remonta a 1991, quando foi nomeado um novo patriarca após a queda dos militares e da chegada ao poder da Frente Democrática Revolucionária dos Povos Etíopes (PRDF). Uma Igreja dissidente foi então fundada nos Estados Unidos em torno do patriarca Merkorios.
 
Na declaração que coloca fim ao cisma, reconhece-se que nos anos passados os dois Sínodos "não foram capazes de proteger a unidade, a dignidade e os direitos da Santa Igreja". E disso pedimos "perdão aos fiéis".
 
Portanto, "com o fim de proteger a santidade da lei canônica e das tradições da Igreja, uma vez que os dois Sínodos se tornarão um", serão emitidas regras de conduta vinculantes para todos.
 
Fonte: Vatican News / L'Osservatore Romano
Foto: AFP or licensors
 

 
Com a atual crise que assombra os brasileiros, milhões voltaram à extrema pobreza, precisando de benefícios do governo, como o Bolsa Família. Existem atualmente 551 mil famílias na fila à espera do benefício. O valor é de R$ 85 por filho, não ultrapassando o valor máximo de R$ 306 por família.
 
Na contramão dos brasileiros que estão tentando sobreviver desempregados e sem renda, estão os parlamentares. Esses têm um salário de R$ 33.763 (35 vezes o salário mínimo atual), auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, e verba de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato e outras despesas.
 
Além disso, apenas o auxilio-paletó pago aos políticos do Congresso Nacional e de 16 assembleias legislativas no Brasil custa R$ 63,1 milhões aos cofres públicos, por ano. Esse mesmo valor poderia sustentar, por quatro anos, 17 mil famílias que vivem na extrema pobreza, com o benefício máximo do Bolsa Família, de R$ 306 mensais.
 
Em vez disso, no ano passado o governo fez o maior corte da história no benefício, excluindo do Programa Bolsa Família 1,5 milhão de famílias, o que representa 4,3 milhões de pessoas, a maioria crianças.
 
Fonte: Observatório do Terceiro Setor
Foto: Pixabay

 
Mais uma vez, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto. Na ocasião, será debatido a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.
 
Diante dessa realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.
 
A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.
 
A Audiência Pública será realizada neste Supremo Tribunal Federal, Anexo II-B, sala da Primeira Turma, nos dias 03.08.2018 (sexta-feira) e 06.08.2018 (segunda-feira), das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, pelo dom Ricardo Hoerpers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).
 
Leia a nota na íntegra:
 
Brasília – DF, 25 de Julho de 2018
 
ABORTO E DEMOCRACIA
 
1. Um perigo iminente
 
Nos últimos anos, apresentaram-se diversas iniciativas que visavam à legalização do aborto no ordenamento jurídico brasileiro.
 
Em todas essas ocasiões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fiel à sua missão evangelizadora, reiterou a “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil” (CNBB, Nota Pela vida, contra o aborto, 11 de abril de 2017).
 
Unindo sua voz à sensibilidade do povo brasileiro, maciçamente contrário a qualquer forma de legalização do aborto, a Igreja sempre assegurou que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”, lembrando que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Ibidem).
 
As propostas de legalização do aborto sempre foram debatidas democraticamente no parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas pela população e por seus representantes.
 
A desaprovação ao aborto, no Brasil, não parou de crescer nos últimos anos, mas, não obstante, assistimos atualmente uma tentativa de legalização do aborto que burla todas as regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário.
 
2. A ADPF 442
 
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, solicita ao Supremo Tribunal Federal – STF a supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. O argumento, em si, é absurdo, pois se trata de uma lei federal de 1940, cuja constitucionalidade jamais foi questionada.
 
O STF convocou uma audiência pública para a discussão do tema, a realizar-se nos dias 3 e 6 de agosto de 2018. A maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto.
 
A rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira, que reserva a cada um dos poderes da República uma competência muito bem delineada, cujo equilíbrio é uma garantia contra qualquer espécie de deterioração que degenerasse em algum tipo de ditadura de um poder sobre os outros.
 
O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana. O poder legislativo precisa posicionar-se inequivocamente, solicitando de modo firme a garantia de suas prerrogativas constitucionais. Todos os debates legislativos precisam ser realizados no parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo, assegurando a sua liberdade enquanto nação soberana. Ao poder judiciário cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las.
 
3. O aborto da democracia
 
“Escolhe, pois, a vida”. O eloquente preceito que recebemos da Escritura, “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), agora, reveste-se de importância decisiva: precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o, defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de “aborto” da democracia. As democracias modernas foram concebidas como formas de oposição aos absolutismos de qualquer gênero: pertence à sua natureza que nenhum poder seja absoluto e irregulável. Por isso, é imensamente desejável que, diante destas ameaças hodiernas, encontremos modos de conter qualquer tipo de exacerbação do poder. Em sua evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo II chamava de cultura da morte.
 
4. Sugestões práticas
 
O que fazer? Diante da gravidade da situação, pedimos a todas as nossas comunidades uma mobilização em favor da vida, que se poderia dar em três gestos concretos:
 
a) Uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a defesa da vida dos nascituros, podendo utilizar como material de apoio os encontros do subsídio Hora da Vida 2018, sobretudo a Celebração da Vida, vide página 41. Ao final da vigília, os participantes poderiam elaborar uma breve ata e endereçá-la à Presidência do Congresso Nacional, solicitando aos legisladores que façam valer suas prerrogativas constitucionais: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com cópia para a Comissão Episcopal para a Vida e a Família: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
 
b) Nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração da Assembleia para rezar pelos nascituros. A coordenação da Pastoral Familiar poderia encarregar-se de compor o texto da oração e também de dirigir umas palavras ao povo.
 
c) Incentivamos, por fim, aos fiéis leigos, que procurem seus deputados para esclarecê-los sobre este problema. Cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer espécie de ativismo judiciário.
 
Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães e os nascituros.
 
Dom João Bosco B. Sousa, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Bispo Diocesano de Osasco – SP
 
Fonte: CNBB
Imagem: Reprodução

 
Diante das repercussões em vista do vídeo com minhas declarações após a visita que fiz na segunda-feira passada (23/07) ao ex-Presidente Lula, venho a público esclarecer:
 
- há mais de 30 anos o então líder sindical Lula e eu nos conhecemos;
- nossos caminhos se cruzaram várias vezes ao longo dessas três décadas, razão pela qual nos tornamos pessoas próximas e amigas;
- após a prisão do ex-Presidente em Curitiba, religiosos das mais distintas confissões têm feito visita a ele;
- pela proximidade com ele, fui consultado para, como Pastor e amigo, visitá-lo;
- com temor diante de possíveis repercussões em vista de uma visita a ele; após reflexão e oração, em coerência com o Evangelho de Jesus Cristo, entendi que era meu dever cristão visitar o amigo preso;
- e é essa a razão que me levou a visitar o ex-Presidente: fui a convite e como amigo;
- não me apresentei como se viesse em nome da minha Igreja, não fui em nome do Sínodo que presido e tampouco fui em nome do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. Reitero: fui a convite, como Pastor e amigo pessoal do ex-Presidente;
- estando com o ex-Presidente, ouvi-o, dialogamos e, antes de sair, a seu pedido orei com ele;
- com essa visita, fiz o que fizera em outras épocas enquanto Pastor atuante em comunidades da minha Igreja: visitei uma pessoa encarcerada;
- lamento profundamente se meu depoimento no referido vídeo, ainda sob o impacto da visita e tomado pela emoção, deixa entender que minha intenção teria sido outra que a acima referida;
- entendo que, ao proceder como procedi, nada mais fiz do que usar meu direito como cidadão brasileiro e Pastor.
 
Fraternalmente,
 
P. Inácio Lemke
Pastor Sinodal e P. 2º. Vice-Presidente da IECLB

 
A Pastoral Popular Luterana (PPL) enviou, nesta segunda-feira, 23 de julho, uma carta de apoio ao ex-presidente Lula. O documento, entregue a Lula pelo pastor luterano Inácio Lemke, 1º vice-presidente do CONIC e 2º vice-presidente da IECLB, foi assinada por mais de 200 pessoas. 
 
A seguir, confira o esclarecimento dado pela PPL sobre o assunto:
 
O momento que vivemos no Brasil é grave. Talvez nem tenhamos hoje a dimensão do que se passa na estrutura da nossa sociedade, que está sendo literalmente destruída. Nesse momento o canto dos ilusionistas pode estar convencendo muita gente de que o caminho para nossa redenção passa pela força, pelo autoritarismo mais deslavado, pelo simplismo travestido de firmeza militar. Será mesmo? O que estamos vivendo é, até onde nos é possível discernir com responsabilidade, uma encruzilhada. E numa hora dessas, temos de ter a coragem de ir pelo caminho estreito, como nos ensina o evangelho (Mateus 7.13s). O caminho largo (pois infelizmente, nesse caso, não existe caminho do meio) fatalmente nos levará ao absurdo, ao “todos contra todos e salve-se quem puder”.
 
Depois de muito refletir, nós resolvemos nos posicionar publicamente em relação à prisão do ex-presidente Lula. Fazemos isto por entender que vivemos um momento fundamental na história do nosso país. Quisemos nos posicionar, não como uma opção política partidária, mas como pessoas de fé que se sentem interpeladas pelas circunstâncias históricas em que nos encontramos. A tão necessária investigação da corrupção em nosso país corre o risco de se transformar num mecanismo de luta e favorecimento político, o que irá solapar ainda mais a já acentuada perda de credibilidade nas instituições operadoras do direito em nosso país, com consequências, talvez, irreversíveis a longo prazo. Em uma formulação sintética, entendemos que a democracia brasileira, já enfraquecida faz tempo, está em jogo. Ou queremos um país democrático e então lutamos por ele. Ou então cairemos no fascismo aberto e isto nos levará a uma situação sem volta (pelo menos não de modo pacífico e com enormes perdas humanas).
 
Tomamos a liberdade de compartilhar nossa iniciativa com algumas pessoas amigas e solidárias com o resgate da cidadania e da democracia. Foi para nós grande satisfação que mais de 200 irmãs e irmãos prontamente apoiaram nossa proposta de Carta a Lula com suas assinaturas. Elas vieram de diversas regiões do Brasil e dos sínodos da IECLB. Por iniciativa de um colega que vive na Alemanha, até de lá veio apoio com mais de 20 assinaturas, entre elas inclusive de um irmão que fez questão de colocar ao lado do seu nome a palavra “operário”. A carta dirigida ao ex-Presidente Lula, com as assinaturas, foi entregue pessoalmente a ele, no dia 23 de julho, pelo Pastor Inácio Lemke, Vice-presidente do CONIC e 2º Vice-Presidente da IECLB, juntamente com o livro Radicalizando a Reforma, publicado pela Editora Sinodal (São Leopoldo, 2017). Conforme relato do Pastor Inácio – que esteve sozinho com Lula durante uma hora em sua cela na Polícia Federal em Curitiba – ele recebeu a carta que leu na hora com muita alegria e emoção. Disse depois o seguinte: “Vocês são a minha voz lá fora. Transmitam muita esperança ao povo e especialmente aos jovens desse sofrido país”. Ao término da visita, a pedido de Lula, o Pastor Inácio proferiu com ele uma oração em que rogou a Deus por forças ao ex-presidente, por paz, democracia e justiça para o país.
 
É importante registrar que esta carta teve uma que a antecedeu. Um pequeno grupo de pastores eméritos da IECLB escreveu uma carta pastoral que igualmente foi enviada a Lula, assinada por eles e esposas. Inspirados naquela carta, redigimos esta que depois correu o país e recebeu o apoio que aqui divulgamos. Nossa opção não implica ausência de crítica aos governos Lula e Dilma. Pelo contrário, entendemos que a avaliação crítica de algumas políticas levadas a efeito é extremamente necessária, além da investigação séria e imparcial de eventuais malfeitos devidamente comprovados. Mas não podemos nos calar diante da condenação sem provas e da injustiça daí decorrente contra Lula e outras pessoas, principalmente pessoas mais pobres, vulneráveis e necessitados em nosso país. Como muitos juristas vem alertando a opinião pública brasileira, os regimes fascistas do passado usaram os temas da “corrupção” e da “criminalização da política” como motivo para justificarem suas medidas autoritárias que levaram à guerra e ao genocídio de milhões de pessoas. Não podemos permitir que esta história se repita em nosso país. Abaixo carta de apoio que enviamos ao Presidente Lula. 
 
Roberto E. Zwetsch e Lauri Emilio Wirth
 
Agora, leia o conteúdo da carta entregue ao ex-presidente Lula:
 
Caríssimo Presidente Lula,
 
Saudações fraternas. Deixe-nos chamá-lo como o povo o conhece e gosta de falar de você: Presidente Lula! Sua prisão é o atestado de que existe, sim, um golpe neste país. Golpe parlamentar-midiático, mas que também interfere na prática da justiça formal. Sua decisão de acatar a condenação injusta, porque não há nenhuma prova contra você que pudesse justificar tamanho absurdo jurídico, ao contrário do que quiseram seus algozes, o fortaleceu. Você ficou ainda mais forte na mente e no coração do nosso povo. Não por acaso seu nome está em primeiro lugar na preferência do eleitorado brasileiro que se manifesta sobre as próximas eleições. E esta posição aparece em qualquer pesquisa feita com isenção por diferentes institutos de sondagens eleitorais.
 
Mas pesquisa não ganha eleição, como sabemos. Por isto nós nos somamos ao movimento nacional Lula Livre! Sua libertação vai acontecer, mais dia menos dia. E quando isto ocorrer nós iremos às ruas para cantar seu nome e continuar a luta por Democracia e Justiça. Porque é disso que se trata.
 
Um país democrático, justo e livre deve ter uma justiça isenta, uma imprensa livre e imparcial e o direito de ir e vir garantido a todas as pessoas, independente de sua posição social, política ou econômica. E o sagrado direito da presunção de inocência como garante a Constituição cidadã de 1988. Ao submeter-se à prisão, você afiança crédito à Justiça brasileira, apesar de ela o ter condenado injustamente. E o faz para provar sua inocência. Com esta atitude, incompreensível para quem não entende a profundidade do seu gesto, você pedagogicamente demonstra ao nosso povo que temos de recuperar a dignidade da justiça e fazê-la funcionar para o bem do direito e a segurança das pessoas. Seu gesto instiga em nós a esperança de que isto um dia acontecerá. 
 
Desejamos que você renove suas forças a cada dia quando escuta do povo da vigília o grito em alto e bom som: - Bom dia, presidente! Que em suas muitas horas de meditação, estudo e acompanhamento cotidiano da situação brasileira, seu espírito se fortaleça na busca por um país mais justo, solidário e soberano. Desejamos-lhe saúde, serenidade e muita paciência, aquela que Nelson Mandela, seu amigo pessoal, aprendeu nos muitos anos de prisão injusta.
 
Como membros da IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, nos manifestamos pessoalmente. Estes são nossos votos e nossas orações por você e sua família. Porque apoiá-lo neste momento é para nós muito mais que uma opção. Nós o fazemos em fidelidade ao mandato que recebemos do próprio Cristo, de anunciar Boa Notícia aos pobres, libertação aos presos, recuperação da vista aos cegos, dar liberdade aos oprimidos e alimentar a esperança em um tempo no qual a justiça seja plena para todos e todas (Lucas 4.18-19). É por isto que apoiamos governantes que colocam as necessidades básicas da população na ordem do dia da gestão pública. Pois nossa fé nos ensina que facilitar a alimentação dos pobres, garantir vestimenta e moradia aos necessitados, acolher os estrangeiros e visitar os encarcerados é uma forma de prestar culto a Deus (Mateus 25.31-46).
 
Abraço solidário.
 
Fonte: PPL
Foto: Francisco Proner/Reuters

 
Pelo menos 207 ativistas ambientais foram mortos em 2017, segundo levantamento divulgado pela organização internacional Global Witness. Foi o ano com mais mortes desde que o estudo começou a ser feito, em 2002. O Brasil lidera, segundo a ONG, com 57 mortes. No ano anterior, haviam sido 49, pelo mesmo cálculo. 
 
A organização mapeia mortes de defensores da terra e do ambiente no mundo e observa aumento desses crimes em países em desenvolvimento que ainda mantêm porções significativas de recursos naturais. Os casos compilados são de líderes indígenas, ativistas comunitários e ambientalistas.
 
Chama a atenção no País, segundo o relatório, o fato de que cerca de metade das mortes registradas foi em três chacinas - 25 óbitos. A primeira é de 19 de abril, quando nove sem-terra foram mortos em Colniza (MT). 
 
Em 24 de maio, dez pessoas foram mortas por policiais militares e civis em ação contra ocupação em uma fazenda em Pau D'Arco (PA). A terceira chacina citada foi em 7 de agosto, quando seis pessoas foram achadas mortas na comunidade quilombola Iuna, em Lençóis (BA).
 
Segundo a Global Witness, o País tem sido o "mais perigoso para defensores da terra ou do meio ambiente na última década, com média de 42 mortes por ano desde 2012". Ainda de acordo com a ONG, o governo federal tem cortado verba de órgãos de proteção indígena e de regularização de terras e flexibilizado a conservação ambiental.
 
Críticas a Temer
 
Em tom abertamente crítico e duro contra o presidente Michel Temer, a Global Witness diz que "ao invés de tomar medidas para acabar com esses terríveis ataques contra os defensores, o presidente Michel Temer está enfraquecendo as leis e as instituições destinadas a proteger essas pessoas".
 
A organização cita como exemplo de má gestão os cortes de 30% no orçamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e de quase 50% nas verbas da Funai (Fundação Nacional do Índio), além do que chama de "subfinanciamento" do Programa Nacional para a Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos.
 
Governo rebate
 
A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República criticou o relatório, afirmando que ele "apresenta dados equivocados, inflados, frágeis e metodologia duvidosa". Em determinado trecho, a nota do governo usa o termo fake news: "Denúncias falhas e mal apuradas são exemplo de fake news usadas para atacar o governo, cujo compromisso essencial tem sido defender o povo brasileiro".
 
Foto: Arquivo EBC

 
A Human Rights Watch (HRW), ONG especializada na defesa dos Direitos Humanos, pediu na última sexta-feira (20) aos parlamentares brasileiros que rejeitem o projeto de lei conhecido no Brasil como a “PL do Veneno”, que visa diminuir a fiscalização e a proibição sobre o uso de certos pesticidas considerados como altamente nocivos à saúde.
 
"Em vez amputar ainda mais a sua legislação, o Brasil precisa urgentemente de um plano para reduzir o uso de pesticidas perigosos", declarou Richard Pearshouse, um dos diretores do programa ambiental da HRW.
 
A ONG divulgou um relatório intitulado "Vocês não querem respirar mais veneno", com 73 depoimentos de moradores de sete áreas rurais do Brasil afetadas pelo uso de pesticidas. "Na zona rural do Brasil, os pesticidas pulverizados em grandes plantações envenenam pessoas dentro de suas casas e crianças nas escolas", disse Pearshouse.
 
Batizada como a "PL do Veneno" por seus críticos, o projeto de lei 6299/2002 foi redigido pelo atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que se tornou um magnata do agronegócio quando era senador, o que expõe o conflito de interesses da questão.
 
O texto, adotado no final de junho por uma comissão parlamentar especial, prevê, em particular, que se confie a seu ministério a certificação ou não de pesticidas, uma prerrogativa atualmente reservada aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.
 
"Pesticida" vira "produto fitossanitário" nos documentos oficiais
 
O projeto de lei, que ainda não foi submetido à votação da Câmara dos Deputados em sessão plenária, antes de entrar em vigor, também interfere na semântica, visando substituir o termo "pesticida" por "produto fitossanitário" nos documentos oficiais.
 
ONGs como o Greenpeace lançaram uma grande campanha na internet, encabeçada por celebridades brasileiras como a supermodelo Gisele Bündchen ou o cantor Caetano Veloso, denunciando uma conspiração do poderoso lobby do agronegócio, que tem várias dezenas de representantes no Parlamento.
 
Os parlamentares que apoiam a “PL do Veneno” consideram que a lei vigente, datada de 1989, está desatualizada e não atende às necessidades do setor.
 
Maior potência agrícola do mundo, o Brasil é também o maior consumidor mundial de agrotóxicos desde 2008, segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Cerca de 80% desses produtos são utilizados na produção de soja, cana-de-açúcar, milho e algodão.
 
Segundo Richard Pearshouse, "quatro dos dez pesticidas mais usados ​​no Brasil são proibidos na Europa". O relatório da HRW critica "a falta de dados confiáveis ​​sobre o número de pessoas envenenadas por pesticidas".
 
Fonte: RFI
Foto: Pixabay

 
Estudo divulgado por uma empresa de pesquisas na Inglaterra revelou que muitos jovens estão optando por uma “caminhada de fé” como resultado direto de visitas a belos templos.
 
O relatório indica que a experiência de estar num local de arquitetura religiosa é mais eficaz para atrair a geração mais jovem que participar de um grupo de jovens (11%) ou de um culto/missa (12%). Ao mesmo tempo, 13% dos entrevistados dizem que um belo templo foi vital para sua escolha.
 
A empresa ComRes, responsável pela pesquisa, entrevistou 2.000 pessoas com idades entre 11 e 18 anos, em todo o Reino Unido. Considerados surpreendentes, os resultados levaram os pesquisadores a concluir que “métodos antigos de evangelização, como grupos de jovens, são menos eficazes do que se pensava”.
 
O bispo de Worcester, John Inge, disse que “os templos dão uma sensação de estabilidade e também que a fé inspirou as pessoas a construírem esses edifícios extraordinários”.
 
O pastor anglicano Jimmy Dale, responsável pelo departamento nacional de evangelismo juvenil da Igreja da Inglaterra, disse que sua equipe ficou chocada com os resultados. Ele destaca que 21% das pessoas entre 11 e 18 anos descreveram-se como “seguidores de Jesus”, enquanto 13% afirmaram ser “cristãos que frequentavam a igreja”.
 
O jornal inglês Telegraph observou que esse é um grande contraste com os percentuais de um estudo similar realizado em 2006: “A pesquisa realizada pelo estatístico da igreja, Dr. Peter Brierley, sugeria que a frequência à igreja entre adolescentes era menos da metade disso, com 6% dos jovens entre 11 e 14 anos e 5% entre 15 e 18 anos participando regularmente dos cultos/missas”.
 
“Havia descrença entre a equipe porque a diferença era muito alta”, disse Dale sobre o contraste dos dois levantamentos. “O que é realmente nos entusiasma é que existe essa disposição e abertura para a fé entre os jovens”.
 
Dale também admitiu que está na hora de a Igreja repensar suas estratégias de evangelismo para as novas gerações. “Coisas que classificamos como métodos antigos são algumas das formas mais eficazes”, acrescentou. “É um verdadeiro alerta para a igreja. Sabemos que temos muitos jovens entrando nos templos e agora entendemos o quanto isso pode ser importante para eles continuarem vindo”.
 
Alguns líderes católicos acreditam que a atração pela arquitetura tradicional e práticas religiosas se tornou uma tendência crescente entre a juventude. O padre Joseph Kramer acredita que “há um movimento entre os jovens para conhecer melhor as tradições cristãs. Acho que eles são atraídos para a riqueza litúrgica do passado”. 
 
Fonte: Gospel Prime, com informações de WND e Telegraph
Foto: Abadia de São Pedro (PA / David Davies)

 
A Missão Portas Abertas, um ministério sem vínculo com denominações e que, anualmente, realiza ações de apoio à igreja perseguida, lançou seu Relatório de Impacto 2018. O documento traz relatos sobre comunidades cristãs perseguidas e, também, informações que nos dão esperança, entre elas, ações e parcerias que têm fortalecido o testemunho cristão ao redor do globo.
 
Clique aqui e leia na íntegra.
 
Conheça mais a Missão Portas Abertas: www.portasabertas.org.br

 
“A Mostra Nem Tão Doce Lar retrata a realidade vivenciada diariamente no nosso país. São cenas extremamente chocantes e significativas. O que mais me impressionou foram os presentes deixados pelos agressores após ocorrer a agressão, pedindo perdão e desculpas. Isso demostra o círculo vicioso que faz com que as pessoas agredidas se omitam e não relatem a ninguém o que acontece em seu convívio diário. Cabe a nós educadoras estarmos atentas a toda e qualquer atitude dos educandos ou pessoas próximas para auxiliar perante essa situação tão delicada”.  Maikely Orsato Decesaro, Secretaria de Educação Marau
 
... “Sensibilidade e força para tratar de um assunto tão importante, as diversas formas de violência, os aspectos que persistem no machismo e intolerância. E deixa a reflexão do que nós podemos e devemos fazer no nosso cotidiano para sermos agente de transformação na sociedade como um todo. Me senti grata pela oportunidade”. Regiane, monitora da Apae
 
“Foi um momento muito importante e de muita reflexão em relação a situação vista na casa. Para alguns foi marcante no sentido de ver o que ocorre praticamente todos os dias. Aquele caminhar e olhar silencioso de cada um demostrou o quanto se vive diariamente esses casos. No momento do encontro o debate foi muito importante, cada um foi colocando o que sentiu e viu. Saímos com uma visão bem diferente. Valeu muito!” Professora Rosa, Escola EE Anchieta
 
“Para mim o dia de hoje foi um dia maravilhoso, com muito aprendizado. Esse é um assunto muito complexo que precisa ser falado mais na sociedade, gostei muito, gostaria de poder participar mais de palestras assim. Também poderia ser pensado em fazer palestras e capacitações para nós podermos passar para a comunidade também, me emocionei muito também, mas tudo ótimo.
 
 
Exposição em Marau (RS)
 
A mostra Nem Tão Doce Lar foi montada na quadra de esportes do ginásio da APAE de Marau (RS). O Projeto de Enfrentamento a Violência (iniciativa da rede local) foi apresentado aos gestores e gestoras dos municípios de abrangência de Nicolau Vergueiro, Vila Maria, Camargo, Nova Alvorada e Marau, que concordaram em executá-lo. Foi formada uma comissão com representação dos atores envolvidos, que planejou, organizou e executou o projeto.
 
O projeto visa ser um espaço de discussão da temática da violência em âmbito regional, instrumentalizando e fortalecendo as equipes nas intervenções na busca de uma cultura de paz.  
 
Para participar da formação, foram convidados profissionais da área de saúde, assistência social e educação, PIM, Conselhos Tutelares, entidades socioassistenciais, profissionais do judiciário e comunicação. Centro e vinte vagas foram oferecidas, 20 para cada município, com a participação de 100 pessoas. A exposição, que esteve aberta de 1º a 4 de julho e no dia 12 de julho, recebeu 750 visitantes, entre os quais grupos de usuários e familiares da APAE. Foram realizadas em torno de 50 rodas de conversa com estudantes, após visita a exposição. No dia 12 de julho, 30 colaboradores da APAE também tiveram oportunidade de conhecer a proposta, para um momento de partilha e reflexão sobre o tema com a equipe da instituição.
 
Pela mobilização e repercussão na região, interesse na visitação e seriedade com que foi tratado o assunto, concluímos que nosso objetivo foi alcançado. Temos novos desafios pela frente, pois é um tema que não se esgota e precisa continuar na pauta de todos nós. Nas rodas de conversa, houve inúmeros relatos de situações passadas ou atuais de violência, demandas que necessitam ser trabalhadas. O diagnóstico que se faz é que a situação é pior do que se imaginava e requer um esforço coletivo para mudar esse quadro e para quebrar o ciclo da violência.
 
Por Marilene Gatto Bizzotto, da Comissão Organizadora
 
 
Nem Tão Doce Lar na Região Norte 
 
Ariquemes (RO)
 
No dia 25 de maio, a Nem Tão Doce Lar foi montada esteve em Ariquemes (RO), no auditório do Ministério Público Estadual, precedida de oficinas para acolhedoras e acolhedores da exposição, nos dias 23 e 24 de maio. Turmas de diversas escolas do município visitaram a mostra. Após o acolhimento e visita guiada, as e os jovens participaram de rodas de conversa, onde expuseram suas dúvidas, inquietações e anseios relacionados aos temas: abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, tipos de violência, como acessar a rede de apoio. Os casos identificados foram encaminhados pelas profissionais da Rede Municipal de Enfrentamento à Violência. A Comunidade Luterana de Ariquemes/Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e o projeto Escola para a Vida foram parceiras da FLD na realização da mostra. 
 
Manaus (AM)
 
Nos dias 28 e 29 de maio aconteceram oficinas de formação de acolhedoras e acolhedores no Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (ITEPES) e na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). De 30 de maio a 2 de junho, a exposição Nem Tão Doce Lar esteve aberta ao público, durante o 13º Congresso Internacional da Rede Unida, realizado na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Profissionais da área da saúde e da educação e representantes de coletivos e movimentos sociais de diversos lugares do país visitaram o espaço da mostra. A montagem contou com a parceria da Comunidade Luterana de Manaus/Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e FIOCRUZ.
 
Fonte: FLD
Foto: Reprodução