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Foi definido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2017. A CF 2017 deste ano será sobre: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação”.
 
Você sabe o que é a Campanha da Fraternidade 2017? Ainda não? Bom, a Campanha da Fraternidade 2017 – CF 2017, é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil. A CF 2017 nada mais é do que uma campanha que envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do Brasil.
 
A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.
 
Muitas pessoas se perguntam, “Mas quando a Campanha da Fraternidade começa?”. A Campanha da Fraternidade sempre começa na quarta-feira de cinzas e acontece durante o ano todo! Muitas pessoas acham que ela termina depois da Páscoa, mas não, como dissemos, ela dura até o fim do ano, junto com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais.
 
Podemos citar alguns exemplos de como a Campanha da Fraternidade 2017 é trabalhada, debatida e refletida com a comunidade, são eles: Cartazes, desenhos, músicas, texto-base, textos voltados para cada pastoral, vídeos e muito mais!
 
Ainda sobre a Campanha da Fraternidade de 2017, o secretário-adjunto da pastoral, o Padre Antônio Catelan, explicou que na reunião que teve, o grupo teve a oportunidade de fazer o primeiro estudo sobre o texto da CF 2017. “Em geral, o texto que é apresentado, passa por várias revisões e esse é o primeiro contato feito por nós”, afirmou o Padre Antônio.
 
Para definir o tema e o lema da Campanha da Fraternidade de 2017, os assessores se dividiram em sete grupos, sendo seis grupo destinados a estudar os seis biomas brasileiros e um grupo trabalho o tema da CF 2017.
 
cartaz da campanha da fraternidade 2017
 
Fonte: www.itf.org.br
Imagem: Reprodução CNBB
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Manter em segredo o cadastro de empresas flagradas com mão de obra análoga à de escravo esvazia a política nacional de combate a esse cenário e coloca indevidamente o Ministério do Trabalho como “proprietário” da lista. Assim entendeu o juiz Rubens Curado Silveira, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, ao mandar a União publicar em 30 dias a relação de empregadores que foram alvo de autuação e perderam processos administrativos. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 10 mil por dia.
 
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Ele já havia concedido liminar com a mesma ordem em dezembro, em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho, mas suspendeu a decisão após recurso da Advocacia-Geral da União. A nova análise foi proferida na última segunda-feira (30/1) e divulgada pelo blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.
 
O governo argumenta que a chamada “lista suja” é regulada por normas administrativas frágeis e com muitos “vícios”, pois poderiam prejudicar inclusive empresas sem meios de se defender de forma adequada, afetando postos de trabalho. A AGU defende a publicação só depois de julho de 2017, quando termina o prazo para um grupo de trabalho discutir o tema.
 
Segundo o juiz, porém, publicar o cadastro não ofende o contraditório nem a ampla defesa, porque pessoas jurídicas só são citadas depois do trânsito em julgado de cada processo administrativo. Ele diz ainda que continua em vigor a Portaria Interministerial 4/2016, que regula o assunto, e que em nenhum momento o governo explica quais os problemas efetivos do texto hoje em vigor.
 
“Não se descarta a possibilidade de se aperfeiçoar as regras atuais [...], na certeza de que toda obra humana é passível de aprimoramentos. Tal possibilidade, contudo, não inibe o dever de publicação imediata do cadastro, fundado nas normas atuais”, afirma.
 
A decisão acrescenta ainda que “o Cadastro de Empregadores não tem dono”. “Se o tem, é a sociedade brasileira, sua destinatária última, que tem o direito, fundado nos princípios constitucionais da publicidade e da transparência, de conhecer as informações nele constantes.”
 
Debate antigo
 
O governo federal divulgou o nome das empresas até dezembro de 2014, quando o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a prática. “Embora se mostre louvável a intenção em criar o cadastro de empregadores, verifico a inexistência de lei formal que respalde a edição da Portaria 2 pelos ministros de Estado”, afirmou na época, atendendo a pedido da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
 
A liminar foi derrubada no ano passado pela ministra Cármen Lúcia, porque as regras questionadas pela entidade, criadas em 2011, já foram reformuladas por normas administrativas publicadas em 2015 e 2016. Em maio, por exemplo, uma portaria do Ministério do Trabalho permitiu que deixem a “lista suja” quem assinar acordos de ajustamento de conduta mediados pela Advocacia-Geral da União. Ainda assim, a pasta até agora não tornou pública a relação.
 
Com base nessa decisão, o juiz Rubens Silveira afirma que não faz sentido manter a lista secreta se o próprio STF já referendou as normas atuais. Clique aqui para ler a decisão.
 
Direito à informação
 
Durante a suspensão da lista, o blog do Sakamoto solicitou e divulgou, em parceria com a Repórter Brasil e o Instituto do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que reúne empresas para combater esse crime, um conteúdo muito próximo da ''lista suja'' caso ela estivesse em vigor. Foram quatro pedidos, um a cada seis meses, mesma periodicidade da original.
 
Considerando que a ''lista suja'' nada mais é do que uma relação dos casos em que o poder público caracterizou trabalho análogo ao de escravo e nos quais os empregadores tiveram direito à defesa administrativa em primeira e segunda instâncias e que a sociedade tem o direito de conhecer os atos do poder público, foi demandado – com base nos artigos 10, 11 e 12 da Lei de Acesso à Informação (12.527/2012) – que obriga quaisquer órgãos do governo a fornecer informações públicas – e no artigo 5º da Constituição Federal de 1988 – que o governo brasileiro enviasse um conteúdo próximo do que seria divulgado pela lista. Novas solicitações foram feitas a cada seis meses, prazo de atualização da ''lista suja'' original, e o resultado por amplamente divulgado.
 
Tanto a portaria antiga quanto a nova portaria que regulamentam a ''lista suja'' não obrigam o setor empresarial a tomar qualquer ação, apenas garantia transparência. São apenas fontes de informação a respeito de fiscalizações do poder público.
 
A sociedade brasileira depende de informações oficiais e seguras sobre as atividades do Ministério do Trabalho na fiscalização e combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil. Informação livre é fundamental para que as empresas e outras instituições desenvolvam suas políticas de gerenciamento de riscos e de responsabilidade social corporativa. Transparência é fundamental para que o mercado funcione a contento. Se uma empresa não informa seus passivos trabalhistas, sociais e ambientais, sonega informação relevante que pode ser ponderada por um investidor, um financiador ou um parceiro comercial na hora de fazer negócios.
 
Por conta da divulgação desse conteúdo, este blog sofreu processos judiciais, inclusive criminais, visando à censura do nome de empregadores envolvidos com trabalho análogo ao de escravo de acordo com o governo federal.
 
A solicitação periódica dessa ''Lista de Transparência'' via Lei de Acesso à Informação e sua publicação nos últimos dois anos é prova de que o Ministério do Trabalho tem o conteúdo pronto para ser disponibilizado.

Combate ao trabalho escravo

Criada por Fernando Henrique (que reconheceu diante das Nações Unidas, há 22 anos, a persistência da escravidão contemporânea em nosso território), aprimorada por Lula (que ampliou os mecanismos de combate a esse crime) e mantida por Dilma, a política nacional observou conquistas importantes sob governadores, como Geraldo Alckmin, ou prefeitos, como Fernando Haddad, e por iniciativa de parlamentares dos mais diferentes partidos.

A emenda constitucional que prevê confisco de propriedades flagradas com trabalho escravo partiu de um parlamentar do PT (Paulo Rocha). A lei que suspende por dez anos empresas responsabilizadas por trabalho escravo no Estado de São Paulo, de um deputado estadual do PSDB (Carlos Bezerra Jr.). E a lei que, pelo mesmo motivo, suspende do município e aplica multas milionárias, de uma vereadora do PSDB (Patrícia Bezerra). Portanto, a erradicação da escravidão tem sido uma política de Estado e suprapartidária e não apenas uma política de governo.

Desde 1995, o sistema nacional de combate ao trabalho escravo resgatou mais de de 52 mil pessoas em operações de fiscalização em fazendas de gado, soja, algodão, frutas, cana, carvoarias, canteiros de obras, oficinas de costura, bordeis, entre outros. Nesse período, o problema deixou de ser visto como algo restrito a regiões de fronteira agropecuária, como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal e, paulatinamente, passou a ser também de grandes centros urbanos. A capital paulista tornou-se uma dos município com maior número de resgates de trabalhadores nessas condições.

Milhões de reais em condenações e acordos trabalhistas foram pagos. Centenas de empresas aderiram ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, comprometendo-se a cortar negócios com que utiliza esse tipo de crime. Temos um Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, além de estados e municípios engajados em planos regionais. Os prefeitos recém-empossados em São Paulo e no Rio, João Doria e Marcelo Crivella, comprometeram-se publicamente a dar continuidade e ampliar os esforços para erradicar esse forma de exploração.

Mas a política nacional de combate a esse crime segue sofrendo pesados ataques de grupos que perdes dinheiro com ela. Além da falta de transparência quanto à lista suja, há – pelo menos – quatro projetos tramitando no Congresso Nacional para reduzir o conceito de trabalho escravo, diminuindo as chances de punição do crime cortando elementos que o configuram.

Hoje, são quatro elementos que podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes (quando a violação de direitos fundamentais coloca em risco a saúde e a vida do trabalhador) e jornada exaustiva (situação em que a pessoa é submetida a esforço excessivo ou sobrecarga que acarreta danos à sua saúde ou risco de morte).

Mas há parlamentares que afirmam ser difícil conceituar o que sejam esses dois últimos elementos. Querem que as condições em que se encontram os trabalhadores, por mais indignas que sejam, não importem para a definição de trabalho escravo, mas apenas se ele está em cárcere ou não.

Ou seja, se trabalhadores bebiam a mesma água do gado, se eram obrigados a caçar no mato para comer carne, se ficavam em casebres de palha em meio às tempestades amazônicas, se pegavam doenças ou perdiam partes do corpo no serviço e se eram largados sós, entre tantas outras histórias que acompanhei muitas operações de libertação de escravos que participei no campo e na cidade desde 2001.

O fato é que com a aprovação da emenda constitucional 81/2014, prevendo o confisco de propriedades flagradas com trabalho escravo, tendo sido aprovada após 19 anos de trâmite e de pressão social, a bancada ruralista passou a atuar para afrouxar o conceito. É aquela coisa: concordo que se puna assassinato desde que sejam apenas os cometidos por armas de fogo. Praticamente condenar só quem usa pelourinho, chicote e grilhões, sendo que os tempos mudaram, a escravidão é outra e os mecanismos modernos de escravização adotados são sutis.

Com a mudança no conceito, milhares de pessoas que, hoje, cuja exploração poderia ser enquadrada como escravidão simplesmente vão se tornar invisíveis. Vamos resolver o problema chamando-o por outro nome.

Por fim, caso seja aprovado do jeito em que está o projeto que regulamenta a terceirização e está tramitando no Congresso Nacional, o combate ao crime sofrerá um revés. Casos famosos de flagrantes de trabalho escravo surgiram por problemas em fornecedores ou terceirizados em que o governo federal e o Ministério Público do Trabalho puderam responsabilizar grandes empresas pelo que aconteceu na outra ponta. Consideraram que havia responsabilidade solidária por se constatar terceirização de atividade-fim.

Com o projeto aprovado, isso será mais difícil. Além do mais, os chamados ''coopergatos'' (cooperativas de fachada montadas para burlar impostos) irão se multiplicar e o nível de proteção ao trabalhador cair.

Com informações do Conjur e do blog do Sakamoto
Foto: Reprodução Rede Brasil Atual (Marco Teixeira / Sustente)
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Mais de 40 entidades da sociedade civil e parlamentares divulgaram uma carta aberta em que propõem alternativas à Reforma da Previdência. O texto resulta de um encontro realizado em 31 de janeiro, na sede da OAB Nacional. Conforme a OAB e demais entidades signatárias, a PEC 287/2016 “está fundamentada em premissas equivocadas e contém inúmeros abusos contra os direitos sociais” da população.
 
Entre os argumentos levantados no texto, a premissa de que o discurso de catástrofe financeira e “déficit” não existem, tendo o sistema previdenciário um superávit de dezenas de bilhões de reais, conforme as entidades. Elas ainda exigem que o governo federal “divulgue com ampla transparência as receitas da Seguridade Social, computando todas as fontes de financiamento previstas no artigo 195 da Constituição Federal”.
 
Entre os elementos considerados abusivos, a exigência de idade mínima para aposentadoria a partir dos 65 anos, os 49 anos de contribuição previdenciária para acesso à aposentadoria integral, a redução no valor geral da aposentadoria e o fim da aposentadoria dos professores. Essas modificações, conforme a carta, devem prejudicar “diretamente a economia dos municípios, uma vez que a grande maioria sobrevive dos benefícios da Previdência Social” – montante que supera o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).”
 
A nota, além de exigir a suspensão da tramitação da PEC, pede que ela seja “discutida democraticamente com a sociedade, de forma ampla, mediante a realização de audiências públicas que possibilitem a análise de estudos econômicos, atuariais e demográficos completos, a fim de que se dê a devida transparência aos dados da Seguridade Social.”
 
Veja quem subscreve a carta:
 
Conselho Federal da OAB – CFOAB
Conselho Federal de Economia – COFECON
Comissão de Direito Previdenciário – OAB/PR
Comissão de Direito Previdenciário-OAB/SC
Comissão da Previdência Social -OAB/RJ
Comissão de Previdência Complementar- OAB/DF
Comissão de Direito Previdenciário OAB/ MA
Comissão de Seguridade Social – OAB/DF
Comissão de Direito Previdenciário – OAB/SP
Comissão de Direito Previdenciário – OAB/ES
Comissão de Direito de Seguridade Social – OAB/PE
Comissão de Direito Previdenciário e Securitário – OAB/GO
Comissão de Estudos e Atuação Previdenciária OAB/AL
Comissão Especial de Direito Previdenciário – OAB/BA
Comissão de Direito Previdenciário OAB/ PB
Comissão de Direito Previdenciário e Assistência Social OAB/CE
Coordenadoria Nacional da Auditoria Cidadã
Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – ANFIP
Fórum das Associações Representativas dos Policiais e dos Bombeiros Militares do Distrito Federal
Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais – ANAFE
Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado
Federação Nacional dos Servidores dos Órgãos Públicos Federais de Fiscalização, Investigação, Regulação e Controle – FENAFIRC
Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital – FENAFISCO
Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – IAPE
Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB
Coletivo Nacional de Advogados de Servidores Públicos – CNASP
Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário – IBDP
Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF
Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea
Movimento dos Servidores Públicos Aposentados – MOSAP
Central do Servidor
Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais – Anafe
Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo – Iape
Coletivo Nacional de Advogados de Servidores Públicos – Cnasp
Federação de Trabalhadores Aposentados e Pensionistas do RS – Fetapergs
Fórum das Associações Representativas dos Policiais e dos Bombeiros Militares do Distrito Federal
Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal- SINPECPF
Instituto Brasiliense de Direito Previdenciário – Ibdprev
Sindicato Nacional dos Servidores Federais Autárquicos nos Entes de Formulação, Promoção e Fiscalização da Política da Moeda e do Crédito-Sinal
Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – Sinasefe
Sindicato dos Médicos do Distrito Federal – Sindmedico-DF
Sindicado dos Trabalhadores da Fiocruz
Sindicato dos Engenheiros do Distrito Federal- Senge/DF
 
Fonte: abamf.org
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Mais de 50 mil pessoas são assassinadas no Brasil todos os anos há mais de uma década. E cenas de horror como as ocorridas nos presídios do Amazonas e de Roraima não são uma novidade no país. Já haviam sido registradas na penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão, e relembram o massacre do Carandiru, em São Paulo.

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A violência e a falta de uma política eficaz de segurança pública estão entre os problemas mais graves enfrentados pelo Brasil hoje. O professor Titular do Departamento de Sociologia da USP e diretor do NEV (Núcleo de estudos da Violência), Sergio Adorno, fala, em entrevista ao [portal] Nexo, a respeito dessas fragilidades e mostra como elas explicitam questões estruturais da sociedade brasileira, incluindo a desigualdade social e a violência praticada pelo próprio Estado. Nas palavras de Adorno, “o Estado não pode fomentar a violência, o Estado tem que conter a violência”.

Fonte: Nexo Jornal
Foto: Ricardo Monteiro/Nexo

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A Semana de Oração pela Unidade Cristã de 2017, que no hemisfério norte foi celebrada de 18 a 25 de janeiro, evocou os 500 anos da Reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero. “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos compele – Celebração do 500° Aniversário da Reforma” foi o tema central do documento de reflexão, preparado e publicado em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas. Clique aqui e obtenha mais detalhes sobre a celebração no Hemisfério Sul.

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“Que pessoas e Igrejas possam ser impelidas pelo amor de Cristo a viver vidas reconciliadas e a derrubar as paredes da divisão”, lê-se no texto. O tema deste ano foi sugerido pelo Conselho de Igrejas na Alemanha, a convite do Conselho Mundial de Igrejas.

A publicação das “95 teses”, em 1517 por Lutero, é apresentada no documento como “dolorosa divisão”. Em função disto, as Igrejas cristãs na Alemanha propõem que, 500 anos depois, se reflita sobre a “reconciliação como centro da fé”.

O tema da Semana de Oração pela Unidade Cristã de 2017 inspira-se numa passagem da segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos impele”.

“Como embaixadoras de reconciliação, as Igrejas ativamente prestaram assistência aos refugiados na busca de novos lares, enquanto, contemporaneamente, tentavam melhorar as condições de vida nos países que eles tinham deixado para trás”, afirma o documento.

Em 31 de outubro de 2016, o Papa Francisco e o Presidente da Federação Luterana Mundial (LWF, siga em inglês) assinaram, na Suécia, uma Declaração Comum por ocasião da comemoração católico-luterana dos 500 anos da Reforma protestante.

“Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência”, refere o texto, firmado por Francisco e por Munib Younan na Catedral de Lund, após uma oração ecumênica.

Com informações: JE com Ag. Ecclesiae
Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

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Segundo informações de diversos portais da internet, entre eles o portal Geledés e o blog Olhar de um Cipó, o Terreiro Vó Maria de Aruanda teve seu culto brutalmente interrompido no último dia 14/01, aproximadamente às 21h, por agentes da Guarda Civil Metropolitana de Diadema, em São Paulo. De acordo com os relatos, além da interrupção do culto, foram anotadas as placas dos veículos utilizados pelos fiéis, que se sentiram intimidados.

O silencio dos atabaques

Tal episódio, por si só, já é capaz de gerar revolta entre todos aqueles que defendem a o direito a Liberdade de Culto e Crença, contudo, está longe de ser um fato isolado. No início do ano de 2016, a Polícia Militar do Estado de Sergipe interrompeu um culto de matriz africana, apreendeu os atabaques que nele eram utilizados e caracterizou o acontecido como sendo Perturbação do sossego (Art. 42 da Lei de contravenções penais), responsabilizando por tal conduta o proprietário do local onde o culto era realizado, entre outros inúmeros casos de intolerância religiosa e perseguição às religiões de matriz africanas perpetrados por agentes públicos.

Outros segmentos religiosos de matriz cristã utilizam diversos instrumentos sonoros, como microfones, caixas de som, amplificadores e realizam cultos diariamente e nos mais variados horários. Não se vê a mesma conduta dos agentes do Estado, não há relatos de interrupção de cultos, de apreensão de aparatos sonoros, responsabilização dos proprietários dos locais de culto ou de intimidação de seus fiéis.

Forma-se um cenário no qual o Estado, por meio de seus agentes, faz uso de dois diplomas legais para perseguir os cultos de matriz africana, em uma conduta absolutamente racista que, porém, não é novidade. Desde os anos do Estado Novo, o artigo 42 da Lei de Contravenções Penais é utilizado para perseguir os membros do Candomblé e da Umbanda, fato magistralmente registrado por Jorge Amado em seu “Tenda dos Milagres”, com o passar dos anos e o advento do Estado Democrático de Direito, houve um refinamento no mecanismo de intolerância religiosa: já não se podia utilizar de métodos tão brutais quanto a prisão para os praticantes das já mencionadas religiões. Surge, então, a popularmente conhecida Lei do Psiu, que em prevê pena de multa para quem exceder o limite de decibéis previsto pela A.B.N.T., transmutando a perseguição de coação física para econômica.

Todavia, nos últimos anos o que se vê é um aumento não só do número de casos de intolerância religiosa, mas um aumento da gravidade, com agressões físicas e invasões de terreiros. O discurso de ódio ao Candomblé e a Umbanda, notadamente às figuras dos Exus e Pombas-Gira, que é veiculado durante horas a fio e diariamente nas Televisões, legitima e incentiva tais práticas. Voltando à tona o instrumento repressivo Varguista que se soma à Lei do Psiu.

Portanto, é crucial que se lute contra a intolerância religiosa, que se lute para que se possa professar livremente e sem medo o seu credo, adotando a postura resumida no discurso de Carlos Marighella na Assembleia Constituinte de 1946:

garantir, no Brasil, a liberdade de consciência, respeitando-se todos os credos, fazendo que se não estabeleça privilégio de um credo sobre os demais, ou não se recorra a essa situação, no sentido de impedir a liberdade democrática e acorrentar mais ainda a nossa gente.

Texto: Fernando Perez da Cunha Lima
Publicado originalmente em: justificando.cartacapital.com.br
Foto: Rafael Martins/Ilê Asipá (Reprodução)
Obs.: o título foi adaptado

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A Federação Luterana Mundial (FLM), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e a Aliança ACT, da qual a FLD é membra, publicaram uma declaração sobre a Ordem Executiva Presidencial dos EUA, intitulada Protegendo a nação contra a entrada de terroristas estrangeiros, e seu impacto sobre pessoas refugiadas.

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"Nossa fé chama cristãs e cristãos a amar e acolher pessoas estrangeiras, refugiadas, deslocadas internamente, ou seja, a outra e o outro”, diz o documento. "Somos chamadas e chamados a tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados. A Escritura e o ensinamento de nosso Senhor Jesus Cristo são categóricos quanto a isso”.

A declaração exorta os EUA a honrar sua tradição de receber e refugiar populações ameaçadas por violências, perseguições e guerras, e honrar suas obrigações sob as leis do direito internacional.

"A proibição da entrada de mais da metade do número de pessoas que o país recebe a cada ano não só afeta gravemente pessoas em situação de risco de vida, mas também incentiva outros países desenvolvidos a diminuírem seu compromisso com ações futuras de proteção internacional para pessoas refugiadas”.

"Lamentamos particularmente a suspensão específica e indefinida da admissão de refugiadas e refugiados vindos da Síria, em vista do grave conflito e da crise humanitária na região", diz a declaração. "Este é um fracasso enorme em termos de compaixão e de responsabilidade."

"Ao mesmo tempo, aplaudimos todas e todos, incluindo igrejas e organizações relacionadas a igrejas, que têm sido incansáveis em servir as pessoas que conseguiram fugir – especialmente da Síria e do Oriente Médio – e apoiá-las em suas novas vidas nos EUA e em outros países".

“Estamos juntos com todas e todos que pedem a reversão imediata da ordem executiva".

A FLM e seus parceiros da Aliança ACT estão atendendo pessoas refugiadas e pessoas deslocadas de 25 países. Em 2016, a FLM concedeu ajuda a 2,3 milhões de refugiadas e refugiados no mundo.

Texto e foto: www.lutheranworld.org
Tradução: Susanne Buchweitz/Comunicação FLD

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Será celebrado, no dia 3 de março, o Dia Mundial de Oração (DMO). Este ano, os materiais para celebração foi elaborado por cristãs das Filipinas. O tema será: "Estou eu sendo injusto com você?". Vale lembrar que o DMO é uma excelente oportunidade para refletir sobre qual caminho tem sido trilhado pelas igrejas cristãs, suas contribuições para a sociedade, bem como a importância da oração em prol de um mundo mais justo.

Cartaz DMO

As origens do Dia Mundial de Oração remontam ao século XIX, quando mulheres cristãs dos Estados Unidos e do Canadá iniciaram, através da oração, uma variedade de atividades de cooperação e apoio à participação de mulheres em obra missionária nacional e estrangeira.

Em artigo publicado há dois anos no site do CONIC, Dreher também lembrou que "desde seu início, o movimento foi interdenominacional. Em 1968, fixou-se a primeira sexta-feira de março como data oficial para celebração do Dia Mundial de Oração, curiosamente tão próxima da comemoração do Dia Internacional da Mulher".

Hoje, o Dia Mundial de Oração reúne mulheres cristãs, de muitas tradições, em todo o mundo, para observar um dia comum de oração por ano. Em muitos países, esse contato tem continuidade em reuniões de oração e trabalho posteriores.

- É um movimento iniciado por mulheres e realizado em mais de 170 países e regiões.
- É um movimento simbolizado por uma celebração anual – primeira sexta-feira de março – à qual todos são bem-vindos.
- É um movimento que tem o dom de aproximar mulheres de várias nacionalidades, culturas e tradições.

Para celebar o DMO, clique aqui e acesse alguns recursos.

Se preferir, acesse o site: www.dmoracao.comunidades.net

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Traçar um panorama das religiões do planeta usando apenas 50 verbetes de uma página cada um soa, à primeira vista, como a proverbial missão impossível. A equipe coordenada pelo filósofo britânico Russell Re Manning, no entanto, conseguiu operar esse pequeno milagre, e o resultado funciona como uma bem-vinda introdução ao fenômeno das crenças religiosas.

Com o título um tanto desajeitado "Religião: 50 Conceitos e Crenças Fundamentais Explicados de Forma Clara e Rápida", o livro organizado por Manning, que é professor da Universidade de Cambridge, poderia ser apenas superficial quando se considera o espaço limitadíssimo concedido a cada crença –afinal de contas, quando se tenta resumir 3.000 anos de judaísmo ou 2.500 anos de budismo com menos de mil palavras, quase tudo parece ter ficado de fora.

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Por outro lado, a concisão e a abrangência acabam favorecendo o enfoque comparativo, o que ajuda o leitor a se dar conta de temas comuns, paralelos e influências mútuas entre as diferentes crenças.

Graças a isso, e à organização temática que não é apenas geográfica nem temporal (com seções como "Tradições indígenas", "Espiritualidades do Oriente", "Cristianismos pelo mundo" e "Novas religiões"), fica mais fácil perceber o quanto as mais variadas fés, apesar das contradições superficiais do ponto de vista teológico, expressam tendências muito similares e profundamente arraigadas à mente humana.

ANIMISMO E CARMA

Uma dessas linhas-mestras é o animismo –grosso modo, a ideia de que entidades não humanas, de animais e plantas a lugares e fenômenos da natureza, possuiriam algo similar à alma atribuída às pessoas.

Ideias animistas provavelmente acompanham nossa espécie há dezenas de milhares de anos (vemos indícios delas nas primeiras pinturas e estatuetas pré-históricas, produzidas na Europa da Era do Gelo), e ainda podem ser encontradas em culturas tão diversas quanto as tribos da Amazônia e os xintoístas do Japão.

Manning e seus colegas, aliás, acertam na mosca ao citar o papel do animismo na origem das crenças religiosas. Para muitos dos pesquisadores que estudam a gênese da religião sob o prisma da teoria da evolução, coisas parecidas com o animismo seriam um subproduto natural da chamada teoria da mente - a aguçada capacidade dos seres humanos para adivinhar intenções, pensamentos e desejos nas outras criaturas ao seu redor.

Esse "detector de mentes" típico do Homo sapiens, ao ser aplicado não apenas a outros seres vivos, mas também à ordem do Cosmos como um todo, seria uma das explicações para o surgimento da crença em entes sobrenaturais e divindades.

Um punhado de outros conceitos-chave parece ter dominado a evolução subsequente das religiões. É impressionante constatar, por exemplo, a longevidade do conceito de carma (literalmente, algo como "ação", no sentido de descrever como as ações presentes determinam o futuro espiritual de cada indivíduo).

Ele parece ter sido formalizado pela primeira vez há cerca de 3.000 anos pelos adeptos do hinduísmo e se tornou central, com elaborações e transformações, para outras grandes religiões do Oriente, como o budismo, o jainismo e o taoismo, sem falar em influências mais remotas da ideia sobre o espiritismo ocidental.

Fica clara ainda a "evolução convergente" de coisas como a crença num Deus único (compartilhada entre judeus, cristãos e muçulmanos, de um lado, e várias tradições espirituais indianas, de outro) e a veneração de livros sagrados (entre os siques, pouco conhecidos no Brasil mas importantes na Índia, no Canadá e na Austrália, há o costume de "colocar para dormir" à noite e "acordar" de manhã o compêndio religioso Guru Granth Sahib, uma reverência que talvez supere a dos judeus pela Torá).

Embora as religiões tenham perdido espaço entre a população dos países desenvolvidos nas últimas décadas, não há como negar o fato de que elas continuarão a estar entre as forças políticas e sociais mais poderosas do planeta por muito tempo –ou talvez para sempre. Para quem deseja entender o que elas significam e para onde podem caminhar, o livro é um bom ponto de partida.

Serviço:

RELIGIÃO: 50 CONCEITOS E CRENÇAS FUNDAMENTAIS EXPLICADOS DE FORMA CLARA E RÁPIDA
AUTOR: Russell Re Manning (editor)
TRADUTOR: Luis Reyes Gil
EDITORA: Publifolha
QUANTO: R$ 47,90; 160 págs.

A matéria também pode ser acessada aqui.

Fonte: Folha de S. Paulo
Foto: Reprodução

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Si se pretende hacer frente a la creciente desigualdad mundial que se ha puesto de relieve recientemente, los líderes mundiales deben tomar medidas 'tangibles' inmediatas, dice el Secretario General del Consejo Mundial de Iglesias (CMI), el Rev. Dr. Olav Fykse Tveit.

El líder del CMI participa esta semana en el Foro Económico Mundial de 2017, en Davo (Suiza), que tiene como tema: “Liderazgo responsable y receptivo”.

Como líder religioso, el Rev. Tveit dijo que quería trasladar el urgente mensaje de que “si los líderes del mundo aspiran a ser responsables y receptivos, deben considerar la desigualdad como un asunto prioritario y hacerle frente de forma tangible; y deben hacerlo ya”.

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El Rev. Tveit dijo: “El problema de la desigualdad tiene su origen en estructuras profundas de diferencias y divisiones relacionadas con la clase, la raza, y el género, entre otros aspectos”. “Lo que sí sabemos a ciencia cierta es que no todos los niños nacen con las mismas oportunidades, sobre todo en un país como los Estados Unidos de América, donde la igualdad de oportunidades ha sido un eslogan tan frecuente”.

El Secretario General del CMI hizo la siguiente observación: “En el día de la investidura del 45º Presidente de los Estados Unidos de América, elegido con el sólido apoyo de quienes temen perder su superioridad como blancos y los privilegios que su raza les procura, son muchos los que se preguntan qué hará el nuevo gobierno de la nación más poderosa a este respecto”.

El Rev. Tveit destacó: “Este es el momento de emitir un mensaje claro, desde todos los sectores de la sociedad norteamericana y del mundo entero, de que ni los EE. UU. ni el resto del mundo necesitan más separaciones, más brechas, ni más personas que queden relegadas o excluidas del desarrollo económico. Eso solo aumentaría los riesgos para todos”.

En respuesta a un informe recientemente publicado por Oxfam, el Rev. Tveit señaló que en este se habla de un “creciente cisma socioeconómico entre ricos y pobres” que constituye un cargo que pesa constantemente sobre nuestro sistema económico mundial.

El análisis de Oxfam, titulado “Una economía para el 99 por ciento”, constata que ocho multimillonarios poseen la mitad de la riqueza del mundo.

“Es evidente que un sistema económico que premia a quienes practican la explotación, la corrupción y la evasión fiscal, que genera más y más beneficios para los multimillonarios y los millonarios, pero es incapaz de alimentar, dar cobijo y vestido a casi mil millones de personas, es un sistema disfuncional”, dijo el Secretario General del CMI. “Y más que disfuncional, es inmoral. La desigualdad alimenta la pobreza, y la pobreza mata”.

“Ahora más que nunca, las iglesias y los creyentes deben escuchar la llamada de la peregrinación de justicia y paz, y reclamar una economía de vida que acoja y proteja a todos los seres humanos, sobre todo a aquellos que han sido apartados: los empobrecidos, muchos de ellos mujeres, niños y migrantes”, añadió. “En las Sagradas Escrituras Dios manifiesta, una y otra vez, una preferencia por los pobres.”

En la práctica, esto significa que las iglesias deben defender de forma efectiva e incansable la reglamentación financiera, las políticas comerciales justas, los trabajos dignos, los sistemas fiscales justos, la protección social para los sectores vulnerables y las medidas alternativas para alcanzar el progreso socioeconómico.

Fonte: CMI
Foto: Albin Hillert / WCC (Pozo junto a la Iglesia de la Resurrección en el Cairo)

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