Com a chegada da Primavera, a CESE renova o seu compromisso ecumênico como serviço das igrejas de apoio à luta por direitos no Brasil. No próximo dia 30 de setembro, será lançada sua campanha anual Primavera para a Vida, que esse ano traz a discussão o modelo mineral no Brasil, e como ele produz injustiças sociais e ambientais.
 
A expansão ilimitada da extração e consumo de minérios, além de ultrapassar os limites do meio ambiente, afeta diretamente o modo de vida das populações tradicionais, viola seus direitos, e gera conflitos territoriais. A partir disso, a CESE propõe debater o tema com a sociedade e pensar quais são as alternativas contrárias à lógica perversa do capital, para beneficiar as populações locais e diminuir as desigualdades.
 
 
Igrejas locais e nacionais, entidades parceiras em âmbito nacional, pessoas da rede de amigos e representantes de projetos apoiados participarão do lançamento, que acontece no dia 30 de setembro no estacionamento do MAB – Museu de Arte da Bahia (Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória, Salvador).
 
O dia começará às 11h com uma mística de abertura. Ao meio dia, a tradicional feijoada da primavera será servida (no valor de R$ 25), ao som de música ao vivo. O evento contará com sorteio de brindes, venda de bebidas, sobremesas e petiscos.
 
Toda renda obtida com a atividade será revertida para apoiar projetos recebidos pela CESE. Os convites para a Campanha estão disponíveis na CESE (Rua da Graça, 150). Mais informações podem ser esclarecidas em: (71) 2104-5457.
 
Histórico da Campanha
 
Realizada desde o ano 2000, a Campanha Primavera para a Vida tem o objetivo de mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país (fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos) e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas.
 
A CESE foi fundada por igrejas com apoio da cooperação ecumênica internacional que assumiu o compromisso com os direitos humanos e o fortalecimento dos movimentos sociais. Nos últimos anos, os recursos dessa cooperação vêm diminuindo, o que afeta a realização das propostas da CESE, principalmente a manutenção do apoio a pequenos projetos.
 
Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, a campanha é uma oportunidade para sensibilizar o público das igrejas e também angariar fundos para a entidade: “Enquanto igrejas, somos chamados a mobilizar recursos para assegurar a continuidade desse trabalho e a Primavera é uma ocasião propícia para semear solidariedade.”
 
SERVIÇO
 
O QUE: Campanha Primavera para a Vida
QUANDO: 30/09/2017, a partir das 11h
ONDE:  MAB – MUSEU DE ARTE DA BAHIA – Av. Sete de Setembro, 2340 – Vitória, Salvador
VALOR: R$ 25 (feijoada) – Convite disponível na sede da CESE – RUA DA GRAÇA 150 – GRAÇA – (71) 2104.5457
 
MATERIAIS DA CAMPANHA PRIMAVERA PARA A VIDA 2017
 
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“Meu nome é Jociane, sou filha de Judite e Gerônimo. Trago a memoria de Ir. Dorothy…”
 
“Meu nome é Sandra, filha de Nair e João, trago a memória de Mercedes Soza, mulher militante, cantora dos povos latino-americanos…”
 
“Meu nome é Raildo, sou filho de Cleonice e Bento, quero lembrar a pessoa de Carmem Lúcia Teixeira…”
 
Na medida em que cada pessoa foi se apresentando, trazendo simbolicamente a memória das mulheres, uma flor era colocada num vaso. Também foram representadas Dorcelina, Martha Guarani, Tereza de Calcutá, e outras.
 
De repente, se ouve um conjunto de frases machistas e o vaso é violentamente lançado ao chão. O choque: “Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem durante a instrução, a mulher conserve o silêncio, com toda submissão” (1Tm 2,11-12).
 
Como fazer “ver brotar o perdão, em sol de primavera” diante de uma cena como essa?
 
Assim se abriu o seminário “Mulher e Leitura Feminista da Bíblia“, promovido pelo CEBI-MS. O evento aconteceu em Dourados, nos dias 23 e 24 de setembro, e contou com a participação de 36 pessoas, provenientes das Igrejas Luterana (IECLB), Presbiteriana (IPI), Católica (ICAR), Metodista e Batista Memorial.
 
O encontro foi assessorado pela Pastora Romi Benck, luterana (IECLB) e secretária geral do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). Antes do seminário, o CEBI-MS acompanhou a Pastora Romi, juntamente com Olga (representante da CESE), em visita a comunidades indígenas Guarani Kaiowá da região.
 
A Bíblia é um livro em disputa
 
“Vamos dar à palavra Feminismo a dignidade que o termo merece! Por que discussões sobre temas ligados a situações de dor e de luta por direito das mulheres têm que ser feitas nos porões? Por que os textos bíblicos são tão usados para argumentar que defender os direitos das mulheres e dos pequenos é fazer ‘ideologia de gênero’? Nós mulheres somos a maioria, consideradas minoria como uma forma de nos colocar em posição de inferioridade, assim como se reproduzem as discriminações contra os povos negros, indígenas, contra a juventude, as crianças, e segregando amplas maiorias da sociedade.”
 
Em suas provocações iniciais, a Pastora Romi lembrou que “precisamos ter claro que a Bíblia é um livro em disputa ideológica”. Ele pode “ser um livro usado para oprimir, para continuar legitimando o patriarcado”, ou pode ser usado para “alicerçar uma espiritualidade que luta por libertação”.
 
“O conhecimento de uma leitura bíblica libertadora, no entanto, deve oferecer ferramentas que nos impulsionem para um trabalho de incidência pública em função da garantia de direitos.”
 
Memória Feminista
 
Sojourner Truth e o momento fundante da teologia feminista
 
Ao final do século 18, uma negra escrava invade a assembleia dominada por homens em uma igreja estadunidense, exige silêncio e questiona:
 
“Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher? Eu pari treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravidão, e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu! E não sou uma mulher? (…) Daí aquele homenzinho de preto ali disse que a mulher não pode ter os mesmos direitos que o homem porque Cristo não era mulher! De onde o seu Cristo veio? De onde o seu Cristo veio? De Deus e de uma mulher! O homem não teve nada a ver com isso.”
 
 
Sojourner Truth (1797?-1883), negra abolicionista, lutadora pelos direitos das mulheres, ao conseguir a liberdade, torna-se pregadora pentecostal, ativa abolicionista e defensora dos direitos das mulheres.
 
Sob a inspiração de sua luta, as irmãs Sarah Grimke (1792–1873) e Angelina Grimke (1805–1879), juntamente com Elizabeth Cady Stanton (1815-1902) tornam-se as primeiras a questionar a cultura patriarcal presente nos textos bíblicos. Começam a questionar inclusive as traduções da Bíblia. É o nascimento da Teologia Feminista.
 
Patriarcado legitimado pelos textos das cartas a Timóteo
 
O grupo se dedicou ao estudo da primeira carta a Timóteo, observando o tema central de cada parte, levantando suspeitas diversas: à época da redação do texto, estariam as mulheres incomodando tanto, a ponto de despertar tamanho autoritarismo machista?
 
Por que as jovens viúvas não merecem crédito, são acusadas de fofoqueiras (1Tm 5,11-14), ao passo que Timóteo, “apesar da pouca idade” (1Tm 4,12), é tão elogiado? Por que um texto explicitamente misógeno passa a ser aceito pelas comunidades como canônico?
 
Uma forma de desqualificar o discurso e a articulação das mulheres é acusá-las de bisbilhoteiras e ociosas (1Tm 5,13). Fazendo uso de uma linguagem religiosa, alguém, arrogando-se de uma autoridade sagrada, busca “enquadrar” as mulheres que, ao final do primeiro século, buscavam viver a radicalidade e do movimento de Jesus, para o qual: “não mais diferença entre mulher e homem…” (Gl 3,28).
 
 
Fonte: Cebi
Fotos: Reprodução

 
Foi realizado, no dia 20 de setembro, no auditório do MASP, em São Paulo, o “E Eu, Onde Fico? - I Fórum sobre imigrantes e refugiados”, realizado pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil – FAMBRAS em parceria com a rede Globo, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR), o Governo do Estado, a Prefeitura da Cidade de São Paulo, a ONG IKMR e o Instituto da Cultura Árabe (ICArabe).
 
O Fórum foi dividido em dois painéis, dos quais foram convidados professores, advogados, representantes de entidades, jornalistas e ativistas. Os temas abordados incluíram: políticas públicas no Brasil, a nova lei de migração, papel das entidades sociais e a responsabilidade da mídia no cenário dos imigrantes e refugiados.
 
Durante todo o evento, os participantes interagiram com os palestrantes e compartilharam opiniões a respeito dessa questão. No intervalo dos painéis, puderam conferir a exposição “Infância Refugiada”, da artista Karine Garcêz, e também apreciaram o artesanato produzidos por refugiados sírios e congoleses e pratos típicos dessas duas culturas.
 
O Fórum teve momentos de muita emoção, como o depoimento da refugiada apátrida Maha Mamo, que contou um pouco de sua trajetória, além da apresentação do Coro Infantil “Coração Jolie”, composto por crianças refugiadas.
 
Maha, que passou a ser considerada pela ONU “cidadã do mundo”, ressaltou que gosta de falar sobre suas experiências, pois não se vê na mídia pessoas falando sobre o sofrimento dos apátridas. “Eu gostei do evento. O público foi muito diverso, muitas pessoas precisam ouvir o que nós temos para falar, para que eles lembrem que a gente existe. Pois, além de refugiada, eu sou apátrida e a maioria dos brasileiros nem sabem o que é apátrida. Somos 10 milhões no mundo e ninguém sabe, se não for falado, ninguém vai saber”.
 
O depoimento da apresentadora Isabella Fiorentino abriu a apresentação do Coro Infantil “Coração Jolie”.  “Eu sempre fui uma pessoa muito alegre, positiva, nada me abalava, mas quando eu conheci a IKMR e me deparei com todas aquelas imagens de refúgio, minha vida mudou. Minha visão sobre o refúgio mudou, fiquei entristecida e então me tornei ativista”, contou Isabella.
 
Ao final da cerimônia, com o apoio de todos os palestrantes presentes, foi apresentada a Carta em defesa à Lei de Migração, com o objetivo de atentar as autoridades brasileiras para novas ações em prol dos imigrantes e refugiados no país.
 
 
Com informações da FAMBRAS Comunicação
Fotos: Reprodução

 
O relacionamento com o mundo budista possui um significado especial na história do diálogo vivida pelo Movimento dos Focolares. Ainda que a fundadora do Movimento, Chiara Lubich, já na década de sessenta, tivesse intuído a possibilidade de construir uma fraternidade autêntica com pessoas de religiões e culturas diferentes, foi somente em 1979 que ela conheceu um líder de outra religião, o reverendo Nikkyo Niwano, fundador da Rissho Kosei kai. Nasceu uma amizade fundamentada numa profunda estima recíproca. Em 1981, Niwano a convidou para ir à Tóquio e falar da sua experiência a 12 mil budistas. Um momento histórico, início de uma experiência de verdadeira fraternidade. É uma relação que já dura muitos anos.
 
Abriram-se depois caminhos para o conhecimento e a colaboração com outras entidades da corrente Mahayana, no Japão e em Taiwan. Foram inesquecíveis os encontros com o venerável Etai Yamada, da Escola Tendai. Chiara gostava de citar o lema do grande mestre Saicho: “Esquecer a si mesmo e servir os outros é o vértice do amor-compaixão”, palavras que foram citadas inclusive por João Paulo II, por ocasião do encontro com representantes de outras religiões em 1981, em Tóquio. Atualmente, existem relações frutuosas com a Escola Nichiren.
 
E também não faltaram contatos com budistas chineses do mosteiro Fo Guan Shan e do mosteiro Dharma Drum Mountain.
 
No decorrer dos anos também foram abertos contatos com o budismo Theravada. Graças a uma longa permanência na Mariápolis internacional de Loppiano, em Florença, Itália, dois monges tailandeses – Ajhan Thong e Phramaha Thongratana – tiveram um contato vital com os focolarinos. Retornando ao seu país, comunicaram as suas descobertas, convidando Chiara Lubich a dar o seu testemunho numa universidade budista e num templo, em Chiang Mai. O Grã Mestre Ajhan Thong, apresentando a fundadora dos Focolares, disse: “O sábio não é nem homem nem mulher. Quando acende-se uma luz na escuridão não se pergunta se foi um homem ou uma mulher que a acendeu. Chiara veio para doar-nos a sua luz”.
 
De 2004 até hoje foram feitos vários simpósios em prol do diálogo budista e cristão, reunindo participantes de países como Tailândia, Sri Lanka, Japão, Coreia, Taiwan, Inglaterra, Estados Unidos, Suíça, Áustria, Itália, entre outros. A variedade desses encontros não esteve só na proveniência geográfica, mas também nas realidades religiosas representadas. De fato, entre os budistas estavam presentes monges e leigos da tradição Theravada e da Mahayana, e, entre os cristãos, representantes da Igreja Católica, da Comunhão Anglicana e das Igrejas Reformadas.
 
Tais encontros têm ajudado, ao longo dos anos, a criar uma profunda confiança entre os participantes cristãos e budistas, permitindo que cada um deles conheça e compreenda as Escrituras – um do outro – com abertura e sem mal-entendidos.
 
Diálogo com outras religiões
 
Vale lembrar que o Movimento dos Focolares realiza encontros semelhantes com representantes e fiéis de diferentes religiões, incluindo hinduístas, muçulmanos, judeus, religiões tradicionais e, claro, com outros cristãos.
 
CONIC com informações dos Focolares
Foto: Divulgação (Chiara Lubich e Nikkyo Niwano)

 
Em cada época da história, houve diversas relações entre os seres humanos de diferentes crenças. Podemos dividir estas relações em dois períodos, antes e depois do século XIX.
 
No período antes do século XIX, as religiões e os Estados tinham se unido. Portanto, as relações entre os Estados determinavam as relações entre as religiões, ou entre os religiosos, também. Assim como a realização de puro diálogo inter-religioso era difícil por causa das relações interestatais que se referiam aos benefícios dos Estados.
 
Os Estados se beneficiavam das religiões e atribuíam aspectos sagrados a suas guerras, para justificá-las. Assim, as religiões se tornaram fonte de motivação para os povos que batalhavam uns com os outros, ou seja, uma das mais importantes dinâmicas das guerras.      
 
Após o descobrimento da América, indivíduos de diversas crenças e culturas imigraram para esse novo continente. Para muitas que lá chegaram, a liberdade religiosa era um pilar essencial, por terem sido perseguidos em seus próprios países. Essa procura de viver a fé livremente tornou inevitável o diálogo entre seguidores de diferentes religiões. Por esta razão, a partir do século XIX muitas fundações de diálogo inter-religioso foram inauguradas nos Estados Unidos. Assim, pela primeira vez no mundo, os valores fundamentais de um país foram formulados em torno do princípio da convivência das diferentes religiões e culturas.
 
Nos últimos 150 anos, desconsiderando alguns casos particulares, muitos países adotaram o laicismo e o secularismo. Os religiosos começaram a se manifestar e viver sua fé livre da pressão estatal. Esta transformação livrou as religiões de serem motivos de guerras sagradas. Bem como ofereceu aos religiosos a oportunidade de mostrar a força da fé para a construção da paz permanente.
 
O diálogo inter-religioso é um dos elementos fundamentais mais efetivos para suprir a busca da humanidade pela paz, justiça e proteção dos direitos humanos. De fato, a fé é uma força muito influente sobre seres humanos e, por meio dela, pode-se adquirir resultados positivos pelo bem dos valores comuns da humanidade.  
 
Por esta razão, vamos responder às questões de “O que o diálogo é? ” e “O que não é?”, começando por “O que não é o diálogo?”
 
a) O diálogo não é missão de divulgar ou converter outros a sua religião.
b) Da mesma forma, o diálogo não é um processo longo de divulgação de religião, que requererá paciência e reverência, para vencer como um ganho religioso.
c) E, por último, o diálogo não é um processo de aproximar as religiões e fundar outra religião.       
 
O diálogo inter-religioso é um trabalho para representantes de diferentes religiões se conhecerem e entenderem uns aos outros. Nesse diálogo, as conversas cara a cara são de plena importância. O Islã teve seu início há apenas 1400 anos. As religiões como Cristianismo, Judaísmo, Budismo, entre outras, têm uma história bem mais antiga. Durante esta história antiga, muitos receios e preconceitos foram criados, referindo-se a diversas ocorrências tanto positivas quanto negativas. Portanto, vencer esses receios e preconceitos e conhecer os outros, de maneira real, é possível apenas por meio de conversas e encontros cara a cara e, sem dúvida, com trabalhos sinceramente realizados.
 
No processo de diálogo, aceitar o outro da maneira como ele é, e respeitá-lo são pontos muito importantes. O livro sagrado do Islã, o Corão, aponta a importância de as diversidades se conhecerem. Os indivíduos se conhecem melhor enquanto interagem com outros. Assim como os religiosos conhecem sua fé, de melhor maneira, enquanto aprendem a religião e a fé dos outros.
 
Aqueles que trabalham com o diálogo observam que as religiões têm pontos em comum, em seus fundamentos, bem como têm diferenças. E isso, depois de um processo de conhecimento e confiança, abre caminhos para criar projetos de combate aos problemas como terrorismo, desigualdade e uso de drogas, entre outros. A globalização tornou inevitável nos apresentarmos corretamente. A maneira de conseguir isso está ligada ao conhecimento correto dos outros.
 
Fonte: Carta Capital
Foto: Grafite do artista Bueno Caos
(a figura mostra a boa vontade de dois religiosos em conhecer a fé um do outro)

 
No mês de agosto, uma delegação da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), que integra o CONIC, percorreu o interior da Síria para participar de atividades com o clero local e os fiéis das arquidioceses de Kamichle, Jazirah e Eufrates. 
 
Na oportunidade, o Moran Mor Ignatius Afrem II, patriarca da Igreja, celebrou uma missa na catedral de São Jorge, em Hassakeh, quando entronizou Mor Maurice Amsih na qualidade de arcebispo da arquidiocese de Jazirah e Eufrates.
 
Participaram da missa Mor Justinos Boulos Safar, bispo-vigário patriarcal de Zahle e Beka, no Líbano; Mor Timotheos Matta Khouri, bispo-vigário patriarcal da arquidiocese de Damasco; Mor Timotheos Matthew, bispo-secretário patriarcal da Índia; todo o clero da arquidiocese de Jazirah e Eufrates, a comunidade de fiéis, além de autoridades locais.
 
 
Com informações da ISOA
Fotos: ISOA

 
Alternativa mais viável para produzir alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos para todos dentro de uma perspectiva de proteção ao meio ambiente e criação de emprego e renda para pequenos agricultores, a ciência agroecológica é ignorada pelos meios de comunicação. O agronegócio, baseado na monocultura em grandes extensões de terra, com uso intensivo de insumos químicos e biotecnológicos, tem 95% do espaço nos meios de comunicação. Já a agroecologia fica com apenas 5%.
 
Os dados são da pesquisa 'A Agroecologia e a Mídia', realizada na pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Depois de ter constatado que o tema é abordado principalmente em sites de organizações dedicadas ao estudo da agroecologia, a pesquisadora Raquel Lucena de Paiva analisou oito sites jornalísticos de maior representatividade ou audiência e outros com perfil que ela considera “contra-hegemônico”. O recorte teve como objetivo analisar os veículos que não segmentados por tema, para observar a representação da agroecologia junto ao público não especializado ou envolvido com o assunto.
 
Raquel pesquisou sites do Brasil de Fato, Carta Maior, Rede Brasil Atual (RBA), Século Diário, Folha de S.Paulo, O Globo, Gazeta Online e Estado de Minas.
 
“Ao comparar a frequência com que as palavras ‘agroecologia’ e ‘agronegócio’ foram citadas nos sites pesquisados, verifiquei que, do total aferido, 95% das matérias foram relativas ao agronegócio e apenas 5% à agroecologia”, disse.
 
De acordo com ela, que tem graduação em Jornalismo, o chamado jornalismo hegemônico dá voz aos agentes institucionais ligados aos governos, empresas e universidades, enquanto as fontes populares se fazem presentes em ações dispersas, dissociadas de movimentos sociais.
 
“As disputas relacionadas à ocupação do território agrícola ocorrem em diversas arenas, entre elas, as disputas discursivas observadas na mídia. A análise da representação da agroecologia pela mídia tem revelado que, ao lado da relativa invisibilidade, o tema ainda é tratado como alternativo e até exótico. A gente percebe também a subordinação do conceito à dimensão econômica”, disse Raquel.
 
Os veículos que mais produzem conteúdo sobre o tema, por ordem, são Brasil de Fato, Carta Maior, Rede Brasil Atual (RBA) e Século Diário, do Espírito Santo. Nos dois primeiros, predominam artigos assinados por estudiosos e militantes no tema. No quesito reportagens, o destaque ficou para a RBA.
 
Para a pesquisadora, a ação em rede entre os produtores de conteúdo positivo para o movimento agroecológico e o jornalismo contra-hegemônico, como o exercido pela RBA, têm contribuído para a propagação de conceitos “fora da bolha” de informações compostas por adeptos da agroecologia.
 
Raquel, que vai continuar a pesquisa, apresentou seu trabalho nesta terça-feira (12), numa agenda de múltiplos eventos em sua área, que reúne em Brasília, de hoje a sexta-feira, o 6º Congresso Latino-americano de Agroecologia, o 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e o 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.
 
Na solenidade de abertura, pela manhã, a agroecologia foi destacada como alternativa para produção de alimentos limpos para todos em uma perspectiva ambiental e de promoção da cidadania, mas também como espaço de resistência ao avanço de políticas que retiram os direitos dos trabalhadores e de populações tradicionais. O desafio é chegar ao grande público consumidor alcançado pelas mídias comerciais.
 
Fonte: Rede Brasil Atual
Foto: MDA

 
No dia 27 de setembro, às 15h, a Cáritas Brasileira lança, no alto do Corcovado, a campanha mundial “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. O Cristo Redentor, que sempre recebe a todos de braços abertos, foi escolhido para ser o embaixador da campanha por ser um ícone do acolhimento, já que a proposta para a mobilização social tem o objetivo de promover a cultura do encontro, para abrir espaços e oportunidades aos imigrantes junto às comunidades locais.
 
Segundo dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE) e presidente da Cáritas Brasileira, o desejo é que em cada diocese, paróquia, comunidade, possa acontecer um momento de mobilização, de comunicação sobre o início da campanha. “Animamos à todos/as vocês a realizarem juntamente com as organizações parceiras, no dia 27 de setembro ou até o mês de dezembro de 2017, algum momento de lançamento da campanha na sua paróquia ou diocese”, diz o bispo em carta de lançamento da Campanha.
 
Com a iniciativa, a Cáritas deseja que essas pessoas se conheçam, troquem experiências, multipliquem saberes e compartilhem a vida de forma positiva. O Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membros da Cáritas Brasileira e de entidades que atuam junto a imigrantes e refugiados são presenças confirmadas para a ocasião.
 
A campanha será lançada também pelo Papa Francisco, hoje pela manhã, durante a tradicional audiência geral de quarta-feira, quando o pontífice vai acolher imigrantes e ouvir suas histórias de vida. O Papa Francisco vem sendo o grande promotor da cultura do encontro, abraçada pela campanha.
 
Ele, que já havia expressado que considera a imigração forçada uma “tragédia humana”, nos ensina que “os imigrantes são nossos irmãos e irmãs em busca de uma vida melhor, longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que devem ser compartilhados equitativamente por todos”.
 
Imigração e refúgio
 
É fato que existe uma crise migratória provocada pelas conjunturas política, econômica, social ou causada pelos fenômenos climáticos. É preciso dar um basta às diversas formas de violação dos direitos humanos que os imigrantes e refugiados sofrem.
 
Atualmente cerca de 230 milhões de pessoas atualmente vivem fora dos seus países de origem (migrantes internacionais). Segundo publicação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), no primeiro semestre de 2016, 3,2 milhões de pessoas foram forçadas a sair de seus locais de residência devido a conflitos ou a perseguições, das quais 1,5 milhão são refugiadas ou solicitantes de refúgio.
 
No Brasil, 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades, já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida. Desde o início do conflito na Síria, 3.772 pessoas desse país solicitaram refúgio em nosso País. Nos últimos meses há também um crescente número de solicitação de refúgio por cidadãos da Venezuela: apenas em 2016, 3.375 venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil, número que representa cerca de 33% das solicitações registradas no País no ano passado.
 
Para ajudar a impulsionar a campanha nas redes sociais basta o registro em foto de um gesto simbólico: braços abertos, como o Cristo Redentor, em sinal de acolhida aos imigrantes. A imagem deverá ser publicada no Facebook, no Twitter ou no Instagram, com as hashtags #sharejourney e #compartilheaviagem.
 
Sobre a Cáritas Brasileira
 
Com 60 anos de história no país, a Cáritas Brasileira é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua como uma rede solidária com mais de 15 mil agentes espalhados por todo o território nacional. É uma das 164 organizações membro da Rede Cáritas Internacional presentes no mundo.
 
Acesse aqui o Guia e outros materiais de divulgação da Campanha: www.caritas.org.br
 
Para mais informações, contate a assessoria de comunicação da Cáritas:
Jucelene Rocha – E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – Fone: (11) 98694-1616 / (61) 3322-0166)
 
Fonte: CNBB
Imagem: Divulgação

 
O rabino Alon Goshen-Gottstein, fundador do Elijah Interfaith Institute e entusiasta do diálogo inter-religioso, propôs que judeus de todo mundo fizessem orações, na noite de Rosh Hashaná, ano novo judaico, em prol do povo Rohingya. A celebração judaica foi celebrada na última quarta-feira, 20 de agosto.
 
“Na noite de Rosh Hashaná”, afirmou o rabino, “oferecerei uma oração para tratar da mais recente crise causada pela falta de compaixão. Lembrarei um dos povos mais perseguidos da Terra. Não possuem um país para chamar de seu. Não podem viajar livremente, nem conseguem empregos. Agora, estão encarando uma perseguição tamanha que vem sendo descrita pelas organizações internacionais como ‘limpeza étnica’, muito próximo de um genocídio. Estou falando do povo Rohingya”.
 
“As semelhanças com a história judaica são evidentes. Em tempos em que rezamos para que a sabedora e a compaixão divinas espalhem-se pelo mundo, lembrar o destino de um povo que sofre muito daquilo que já sofremos é mais do que necessário. Oferecer-lhe orações é o mínimo que podemos fazer, enquanto rezamos para curar o mundo inteiro”, concluiu Gottstein. 
 
Leia a prece no Times of Israel.
 
Com informações da CONIB (Confederação Israelita do Brasil)
Foto: Christophe Archambault / AFP

 
“As tragédias da história judaica ensinaram aos cristãos os perigos da hostilidade contra quem consideramos diferente, enquanto a Sagrada Escritura comum de judeus e cristãos fala muitas vezes e de forma eloquente do amor de Deus e da proteção ao estrangeiro.”
 
É o que escreve o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Olav Fykse Tveit, na mensagem para a festa de Rosh Hashanah, ano novo judeu, que teve início, nesta quarta-feira (20/09), e se concluirá nesta sexta, 22.
 
Segundo o jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, o texto ressalta que essa festa caiu num momento difícil para a paz e a convivência entre os povos. 
 
Está em andamento a ‘Semana Mundial da Paz’ promovida pelo CMI e o Rev. Tveit fez um convite em prol da colaboração entre judeus e cristãos para a paz na Palestina e Israel. 
 
A iniciativa do CMI vive, nesta quinta-feira (21/09), o seu momento central com a celebração do Dia mundial de oração pela paz. 
 
O evento solicita as instituições religiosas e homens de fé a promoverem gestos, orações e atividades em todo o mundo por uma solução pacífica do conflito israelense-palestino, convencidos de que reacender e alimentar o fogo da esperança por uma convivência pacífica e reconciliada na Terra Santa é sempre possível.
 
“A Semana Mundial da Paz é uma ocasião para recordar ao mundo o conflito ainda sem solução entre Palestina e Israel, e manifestar solidariedade às pessoas em busca da paz.” 
 
Dentre as iniciativas programas para a Semana Mundial da Paz que se concluirá no próximo domingo, 24, a abertura da mostra “Doze rostos de esperança”, no Centro Ecumênico de Genebra. A exposição recolhe testemunhos de pessoas que sofrem cotidianamente as consequências da experiência dramática do conflito. 
 
A mostra, que também faz parte de uma campanha pela paz e a justiça na Terra Santa lançada pelo CMI nas redes sociais, foi realizada, em Beit Sahour, na Palestina, em junho passado, por ocasião de um encontro que reuniu dezenas de líderes cristãos e representantes de organizações religiosas comprometidas com a paz. 
 
“Este ano, oferece uma série de oportunidades para evidenciar a situação trágica na Terra Santa e conscientizar a opinião pública sobre as injustiças e sofrimentos que as pessoas sofreram durante esses cinquenta anos”, disse a responsável pelas comunicações do CMI, Marianne Ejdersten.
 
“Poder ouvir expressões de esperança da parte de pessoas que vivem na própria pele o conflito é mais um incentivo a não resignar-se à guerra. Nesse sentido, a mostra se insere na peregrinação pela justiça e a paz, promovida pelo CMI”, ressaltou ela. 
 
A situação dramática e ainda sem solução do conflito que envolve os povos da Terra Santa foi também o cerne de um documento redigido, em junho passado, pelo comitê executivo do CMI há cinquenta anos da “Guerra dos seis dias”. O texto lamenta o falimento contínuo das partes na busca de uma paz justa.
 
Fonte: Rádio Vaticano
Foto: Antony McAulay / Shutterstock