Como parte das comemorações dos 500 anos da Reforma, luteranos e luteranas de Blumenau/SC, no Sínodo Vale do Itajaí, participaram do desfile de aniversário de 167 anos da cidade, no dia 02 de setembro, na Rua 15 de Novembro. O evento reuniu mais de cinco mil pessoas e contou com muita alegria, confraternização e demonstração de carinho pelo município e pela história. O trecho de cerca de 1,2 km, entre a Alameda Rio Branco e a Rua Dr. Amadeu da Luz, serviu de passagem para 88 entidades, carros alegóricos e aproximadamente dois mil participantes.
 
A delegação luterana composta por mais de 180 pessoas levou para a principal rua da cidade a história da igreja luterana no mundo. Dividido em 6 blocos, o grupo vestiu nas camisas as cores da Rosa de Lutero e a identificação roxa no pelotão de abertura. Na camiseta constavam as inscrições: “Agora são outros 500 – Igreja sempre em Reforma”
 
O preto da cruz representou o início da Igreja Luterana no mundo. O vermelho do coração representou os 17 primeiros imigrantes luteranos de Blumenau. O branco da rosa foi trazido pela banda da Escola Barão do Rio Branco e mostrou o legado da música luterana. O azul reuniu todos os setores de trabalho da igreja. Por fim, o amarelo do anel representou todas as instituições luteranas que integram a sociedade blumenauense. A passagem de cada bloco conseguiu prender a atenção e arrancar aplausos de todos, de crianças a idosos.
 
Homenagem ao fundador da cidade
 
Antes do desfile, a Prefeitura de Blumenau realizou a tradicional homenagem ao fundador do município, Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, no Mausoléu Dr. Blumenau, situado no início da Rua 15 de Novembro. Na ocasião, o prefeito Napoleão Bernardes abriu oficialmente as festividades em comemoração aos 167 anos da cidade. Neste ano, em memória ao fundador da cidade, que era luterano, a Comunidade Evangélica de Blumenau – União Paroquial Luterana, representada pelo presidente Roberto Boebel, e pelo coordenador ministerial, P. Anderson Ellwanger, participou da entrega de corbelhas de flores junto ao túmulo do Dr. Blumenau e sua família e do hasteamento das bandeiras na Praça Bertha Repsold (Praça do Mausoléu).
 
Fonte: IECLB

 
Conforme rege a legislação, em 31 de agosto de 2017, o Executivo encaminhou para o Legislativo a proposta orçamentária para 2018 (PLOA 2018). As informações ali contidas são de arrepiar, pois evidenciam um projeto de Nação em que se perde a perspectiva de futuro, ao reduzir muito o orçamento para investimentos e tecnologia e ignora vidas no presente ao reduzir o orçamento para as políticas sociais[1]:
 
Ministérios prestes a desaparecer: orçamentos encolhidos em mais de dois terços
 
Cidades: queda de 86%
 
Integração Nacional: queda de 72%
 
Esporte: queda de 67%
 
Turismo: queda de 68%
 
Sem investimentos e sem tecnologia: como o país vai crescer?
 
As quedas dos orçamentos do Ministério das Cidades, da Integração Nacional e do Ministério de Ciência e Tecnologia, de 86%, 72% e 27%, respectivamente, expressam que, além de diminuir drasticamente os investimentos, o Estado irá contribuir com muito pouco para a inovação nesse país. O orçamento previsto para o CNPq, por exemplo, teve redução de 33,2%. Já o valor de investimento total das estatais do país para o ano que vem foi reduzido em 23,6% - caiu de R$ 90 bilhões para R$ 68,8 bilhões.
 
O descaso com o meio ambiente
 
O Ministério do Meio Ambiente, tão necessário para assegurar o desenvolvimento sustentável, viu seu orçamento encolher em 18%: o Executivo previu para o MMA recursos da ordem de R$ 3,3 bilhões para 2018. Como é possível enfrentar nossos problemas ambientais e climáticos, para um país de tamanhos continentais, com esse minguado orçamento?
 
Presente e futuro sem Educação
 
Durante a tramitação da EC 95 “Teto dos Gastos” foram diversas as promessas de que a Educação não sofreria redução orçamentária alguma, porém, o projeto de Orçamento para 2018 mostra a mentira: o Ministério da Educação sofre redução de 3%.
 
A discriminação institucional se acentua
 
Como é sabido, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo: as distâncias entre pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens são expressivas. Com esse orçamento, tudo indica que essas distâncias irão crescer.
 
Menos recursos para a promoção da igualdade racial e para os direitos das mulheres
 
As políticas de enfrentamento a violência e de promoção de autonomia das mulheres, na proposta de orçamento 2018, sofrerão reduções orçamentárias de 74% (Programa 2016). Considerando que em 2017 o corte em relação a 2016 foi de 52%, podemos dizer que é a declaração do fim da política de promoção de direitos das mulheres no Brasil. A redução de recursos para programas sociais afetará mais as mulheres pobres e negras: por exemplo, também estão sendo feitos cortes no Programa Bolsa Família e na saúde. As mulheres, que estão expostas a maior vulnerabilidade, perderão também o direito às políticas específicas de combate a violência. Combina-se a este boicote aos direitos das mulheres, a redução do recurso de promoção da igualdade racial (Programa 2034), que segundo a proposta do Executivo terá redução de 34% no orçamento. Enquanto os movimentos sociais e estudiosos do tema apontam que a superação do racismo e do sexismo são prioridades para construção de uma sociedade mais justa e igualitária, o governo decide, sem participação popular, cortar os recursos para as políticas voltadas para combate à violência e superação do racismo no Brasil.
 
Menos recursos para os mais vulneráveis
 
O Bolsa Família, tão relevante para o combate à fome e à pobreza no Brasil, viu seus recursos encolherem em 11%.
 
Os recursos dos programas que buscam a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente e de pessoas com deficiência sofreram reduções de 69% e 56%, respectivamente.
 
O programa de mobilidade urbana, tão importante para dar condições dignas de acesso ao trabalho, aos serviços, à cultura e outros equipamentos públicos viu seus recursos praticamente desaparecerem, pois, o orçamento previsto para 2018 é 98% menor que o de 2017.
 
Menos recursos para os povos indígenas
 
Os recursos do programa de promoção e proteção dos direitos humanos dos povos indígenas, que já não eram muitos, passaram para R$ 1,4 bilhões, 12% a menos que o ano passado.
 
Menos recursos para os agricultores familiares
 
O programa de Segurança Alimentar, que reúne iniciativas importantes, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a implantação de cisternas no semi-árido, projeto recém premiado pelas Nações Unidas, teve seu orçamento reduzido em 85%. Significa sua desativação num momento crucial, em que dados indicam que a fome volta a rondar o Brasil.
 
Os recursos para a reforma agrária, que já não eram muito, também encolheram: menos 44%. Também encolheram os recursos destinados ao fortalecimento da Agricultura Familiar, 37% de redução.
 
____________________________
[1] Foram comparadas as seguintes informações: a dotação inicial de 2017, ou seja, o orçamento sancionado pelo Executivo para o ano de 2017, com a proposta orçamentária para 2018 encaminhada pelo Executivo.
 
Fonte: INESC

Teve início, no dia 5 de setembro, em Leros, na Grécia, a reunião do Comitê de coordenação da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre as Igrejas católica e ortodoxa.

O encontro se realiza nesse país após o convite generoso do metropolita ortodoxo Paisios, do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

1964439s Articolo

Os trabalhos serão coordenados pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, e pelo Arcebispo de Telmessos Iob (Getcha), do Patriarcado Ecumênico.

Após a publicação, em setembro do ano passado, em Chieti, Itália, do documento conjunto “Sinodalidade e primado no primeiro milênio. Rumo a um entendimento comum no serviço à unidade da Igreja”, a Comissão de coordenação tem a tarefa de programar os passos futuros do diálogo teológico católico-ortodoxo.

Fonte: Rádio Vaticano
Foto: Reprodução

Um grupo de 30 especialistas em direitos humanos, desenvolvimento e rurais iniciou uma missão de pesquisa de 10 dias no Nordeste do Brasil. Impulsionado por evidências existentes de violações dos direitos humanos e destruição ambiental, a missão documentará e analisará os impactos estruturais da aquisição em larga escala e lançará luz sobre a planejamento de negócios terrestres na região.

Captura de terra, um fenômeno que está se tornando a norma

Desde a crise multidimensional de 2008, o fenômeno da captação de terras se multiplicou rapidamente e profundamente em todo o mundo. Com isso, um grande movimento de capitais por parte dos Estados e das empresas das áreas rurais foi cada vez mais notado nos bastidores da expropriação violenta das populações tradicionais de suas terras, causando impactos ambientais e sociais devastadores. E o Brasil, coberto de florestas e savanas populosas, tem sido um alvo fundamental para os investidores do negócio da terra, que viram seus lucros aumentarem até 400% graças à expansão de agroindústrias produtoras de commodities como soja, açúcar, milho, algodão, eucalipto e carne.

MATOPIBA, um termo que se refere à região Nordeste do Brasil, que compreende o estado do Tocantins e áreas vizinhas nos estados do Maranhão, Piauí e Bahia, é um exemplo paradigmático de expropriação de terras. Como o desmatamento e o conseqüente desenvolvimento das fazendas custam muito pouco aos investidores nas áreas fronteiriças e traz retornos exorbitantes, a região está na mira. Os casos de expropriação de terras na região freqüentemente envolveram aquisição de terras públicas em grande escala de agenciadores de terra de renome local por fundos de pensão internacionais através de empresas imobiliárias brasileiras. O último, na realidade, são empresas transnacionais criadas especificamente com esse propósito.

matopiba 8 750x410


O custo humano da aquisição de terras

Tais áreas de fronteira são o habitat de camponeses, povos indígenas, descendentes de escravos fugitivos e outras formas das chamadas populações tradicionais. No entanto, as expulsões maciças e violentas, a partir da primeira década do século XXI, relegaram comunidades tradicionais para áreas vizinhas com recursos naturais escassos, que se mostraram insuficientes para sua sobrevivência e manutenção.

Aqueles que deixaram permanentemente e migraram para as cidades, atualmente vivem em favelas nas periferias dessas grandes metrópoles, tentando sobreviver como parte da força de trabalho precária ou ilegalmente. Outros que conseguiram permanecer, se ainda não foram violentamente despejados, só podem fazê-lo se trabalhem em condições muito arriscadas, quase espelhando a escravidão, nas mesmas fazendas do agronegócio que ocupavam suas terras antigas.

Enquanto isso, o desmatamento e a sobreexploração de terras e outros recursos naturais levam à destruição da biodiversidade na região.

A missão

Durante a missão, os participantes visitarão comunidades emblemáticas para documentar e analisar os impactos estruturais da captação de terras sob a perspectiva dos direitos humanos. A missão também analisará as obrigações do Estado do Brasil, bem como identificará obrigações concretas extraterritoriais de direitos humanos de outros Estados, onde as empresas fazem parte da maior rede de negócios de terras.

A missão, organizada pela FIAN International, contará com a participação de: Action Aid International e Brazil, Aidenvironment; Cáritas Regional do Piauí; Comissão Pastoral da Terra Nacional e Piauí; Escola de Formação Paulo de Tarso (EFPT – PI); Federação dos Agricultores Familiares (FAF); Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (FETAG-PI); HEKS / EPER Instituto Internacional de Estudos Sociais; La Via Campesina Internacional e CLOC- La Via Campesina, Maryknoll, Paróquia de Santa Filomena, Instituto Comradio do Brasil; Rede Social de Justiça e Direitos Humanos; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Filomena; Vara e Procuradoria Agrária – PI, PROGEIA (Santa Filomena), bem como as seções da FIAN International na Alemanha, Holanda e Suécia.

Uma conferência de imprensa será convocada em Brasília em 14 de setembro, após uma audiência pública com as autoridades brasileiras.

Fonte: IHU Unisinos
Foto: racismoambiental.net.br

A 23ª edição do Grito dos Excluídos e a 30ª Romaria dos Trabalhadores para o Santuário de Aparecida ocorreu nesta quinta-feira, 7 de Setembro, dia em que se comemora a Independência do Brasil. "A ação teve o propósito de ajudar as pessoas a refletir sobre o que é essa independência, os seus direitos, sobre o sistema em que vivemos", disse o coordenador do Grito Ari Alberti. Este ano, o lema do Grito foi "por direitos e democracia a luta é todo dia" e teve o objetivo de discutir e manifestar oposição às reformas trabalhista e previdenciária e defender a democracia.

f97b861f 3fd2 4a5e 8033 320df20e0fbda

"Somos governados por um Executivo que retrocede direitos historicamente conquistados, e cujas principais figuras estão convocadas a sentar no banco dos réus e responder pelos graves crimes de que são acusados. Somos governados por um Legislativo que majoritariamente atua de costas para os seus eleitores, já que 95% da população desaprovam o governo Temer e 81% consideram que o presidente deveria responder pelos crimes que lhe pesam aos ombros perante a Suprema Corte do país. Somos governados por um Judiciário que se agarra como carrapato às mais aberrantes mordomias, recebe vultosos salários engordados por penduricalhos, e pratica com frequência o nepotismo", dizia a convocatória do ato.

Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), que organizou o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, destacou que o Grito é construído ao longo do ano, com debates e reuniões em bairros, associações e ocupações, e que este é o momento da população pobre e periférica se levantar para denunciar as mazelas do capitalismo.

Dom Guilherme Antônio Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lembrou que os direitos foram conquistados com luta e só a luta vai mantê-los. "Vivemos tempos difíceis. Os direitos e os avanços democráticos conquistados nas últimas décadas, frutos de mobilizações e lutas, estão ameaçados. O ajuste fiscal, as reformas trabalhista e da previdência estão retirando direitos dos trabalhadores para favorecer aos interesses do mercado. O próprio sistema democrático está em crise, distante da realidade vivida pela população", disse.

Além das manifestações de rua, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida recebeu a Romaria de Trabalhadores, com o tema "30 anos de resistência e ação, anunciando a esperança, combatendo a exploração". "São 300 anos de presença da força da imagem de uma mulher negra, representando a força não só da mulher mais do povo. O objetivo é lembrar a importância de resgatar o povo, a mulher, de refletir sobre as questões do negro, do pobre, das pessoas que muitas vezes são excluídas," disse Antônia Carrara, da Pastoral Operária e coordenação da Romaria dos Trabalhadores.

Mobilização nacional

Atos do Grito dos Excluídos foram realizados em diversas cidades do Brasil, incluindo o Distrito Federal.

CONIC com informações da RBA
Foto: Paulo Pinto / AGPT

campanha missionaria 2017 banner site 2280x1052 c

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) apresentam nesta sexta-feira, 8 de setembro, às 16h30, os subsídios da Campanha Missionária 2017. O lançamento nacional ocorrerá, de forma inédita, durante a programação do 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN) que acontece em Recife (PE), de 7 a 10 deste mês. A apresentação será feita aos meios de comunicação e aos cerca de 700 congressistas reunidos no Colégio Damas, zona norte da capital pernambucana.

Participam do lançamento, em Recife, o cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB; padre Maurício da Silva Jardim, diretor nacional das POM; e Irmã Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia.

Promovida anualmente, no mês de outubro, a Campanha Missionária este ano traz o tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”, o mesmo do Congresso. Tudo em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco que afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes e além-fronteiras. Por isso, o lema da Campanha: “Juntos na missão permanente”.

A direção das POM já enviou todos os subsídios às 276 dioceses e prelazias do Brasil para serem distribuídos entre as paróquias e comunidades. Os materiais também podem ser baixados e multiplicados livremente por meio do site www.pom.org.br.

Os subsídios são compostos por: cartaz com o tema e o lema; livrinho da Novena Missionária; DVD com testemunhos missionários; mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões; orações dos fiéis para os quatro domingos de outubro; envelopes para a coleta do Dia Mundial das Missões e duas versões de marcadores de página com a oração da Campanha Missionária, que tem o seu ponto alto no Dia Mundial das Missões, celebrado no penúltimo domingo do mês de outubro (este ano, dia 22) quando é feita a coleta.

Acesse aqui todos os materiais da Campanha Missionária 2017:
www.pom.org.br/campanha-missionaria-2017

Serviço: Apresentação da Campanha Missionária 2017
Data: Sexta-feira, 08 de setembro – Horário: 16h30
Local: Colégio Damas, bairro das Graças, zona norte de Recife (PE)
Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Assessoria de Imprensa: Pe. Jaime C. Patias – (61) 99632 0085

A Diocese de Bragança e a Universidade São Francisco (USF) realizaram, no dia 1 de setembro, na USF, um colóquio acadêmico com o tema: “Do conflito à comunhão”. A ação, em comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante, foi organizada pela Comissão Diocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso, e teve por objetivo abordar este importante momento histórico que marcou as esferas religiosa, política e social, em nível global.

O pastor Lauri Emílio Wirth, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), fez uma síntese do contexto da época quando os fundamentos da velha sociedade medieval, desde muito tempo, estavam ruindo e uma nova sociedade estava surgindo.

coloquio academico

Já o padre Benedito Ferraro, da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), mostrou a trajetória de reformadores desde os primeiros séculos da igreja, que foram motivados, principalmente, pela procura de uma igreja mais pobre e mais pura. Ele também falou da caminhada ecumênica que busca uma maior unidade entre as muitas igrejas cristãs existentes.

Os participantes levantaram dois aspectos importantes para o contexto do ecumenismo atual. 1) Que o movimento ecumênico não pode ficar somente na discussão teológica, devendo partir para a ações concretas conjuntas em favor da melhoria de vida do povo; 2) Que a caminhada ecumênica é pouco conhecida pela maioria da população.

O evento também contou com um devocional conduzido pelo reverendo Roberto Enzo, da Igreja Presbiteriana Unida de Atibaia. Enzo fez uma reflexão sobre a unidade. O momento também contou com apresentações do Coral Bel Canto, sob a regência da maestrina Magda Jarussi.

Dom Sérgio Aparecido Colombo finalizou o encontro expressando felicidade pela realização do mesmo, apesar de lamentar a ausência de muitos. Ele ainda lembrou que embora o tema do colóquio fosse “Do conflito à comunhão”, homônimo ao documento elaborado pela comissão bilateral Luterana-Catolico-Romana, o momento foi de celebrar a “comunhão” com tantos irmãos e irmãs de diversas igrejas e crenças.

Uma mais estreita colaboração das religiões com os governos e os vários atores econômicos e sociais para promover sistemas energéticos “que verdadeiramente estejam a serviço de toda a família humana”.

É o que pediram líderes religiosos cristãos, muçulmanos e judeus reunidos no dia 31 de agosto, em Astana, no Cazaquistão, para o encontro inter-religioso “Juntos pelo cuidado da nossa casa comum”, concluído com o documento conjunto assinado, entre outros, pelo presidente do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson.

As iniciativas inter-religiosas empreendidas nos últimos anos em favor do ambiente e do clima demonstram que as religiões podem ser um forte estímulo para “uma ação concreta em favor da casa comum” e nos recordam que os valores religiosos e os preceitos morais, como o de não fazer o mal aos outros, o da solidariedade e da justiça, “devem plasmar de modo particular os pensamentos e as ações dos fiéis rumo a uma maior consciência da urgente necessidade de tutelar melhor a natureza, bem como nossos irmãos e irmãs, sobretudo aqueles mais necessitados e vulneráveis”, afirma a Declaração de intentos difundida ao término do encontro.

Nesse sentido, para os signatários do documento a questão energética assume uma relevância particular. “De fato, o modo em que a energia é gerada, transportada e consumida tem e terá no futuro um impacto significativo” sobre a natureza e os ecossistemas e, por conseguinte, sobre o acesso à água e ao alimento, sobre a sustentabilidade de nossas sociedades, dos nossos comércios e economias, sobre e equidade, a saúde, o desenvolvimento, a guerra e a paz.

re54563467434

Em seguida, os líderes religiosos recordaram que a energia não é um bem criado pelo homem, mas um recurso que o Deus Criador nos confiou para o bem de toda a família humana. Portanto, ela não deve ser explorada indiscriminadamente, mas com um “discernimento inspirado pela busca do bem comum da humanidade”.

Daí a exortação dirigida sobretudo a todos os fiéis e às pessoas de boa vontade para aprofundar a reflexão sobre os valores comuns e sobre a relação do homem com a natureza. Uma responsabilidade que interpela de modo particular os pais, mas também a escola e as instituições educacionais religiosas e os meios de comunicação.

Os líderes religiosos também reiteraram seu apoio à transição rumo a fontes de energia não poluidoras e à redução da dependência de energias fósseis. Eles ainda fizeram apelo aos Estados a fim de que rejeitem todo projeto em larga escala que tenha um impacto social e ambiental negativos e que contrastem toda especulação irresponsável sobre os recursos energéticos.

Finalmente, os signatários pediram às empresas, bem como aos consumidores, que não se deixem guiar unicamente pela mera busca do máximo lucro a curto prazo. Por fim, a declaração condena a utilização dos recursos energéticos para a produção de armas, particularmente de bombas nucleares.

Com informações da Rádio Vaticano

dinheiro 355467w

Estudo revela como a fuga de capitais, em geral de maneira ilegal, prejudica a economia dos países mais vulneráveis, e qual o papel dos paraísos fiscais nesse esquema. Além disso, os países em desenvolvimento financiam mais os países desenvolvidos do que são financiados, graças aos esquemas de fugas de capitais adotados.

Qual impacto que a fuga não-registrada de capitais pode ter no desenvolvimento de um país, principalmente nos mais vulneráveis e pobres? Qual o papel dos paraísos fiscais na facilitação desse fluxo financeiro, que drena importantes recursos de regiões inteiras do mundo? Para tentar responder a essas questões, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com o Centro de Pesquisa Aplicada da Escola de Economia da Noruega (SNF), a Global Financial Integrity (GFI), Universidade Jawaharlal Nehru e o Instituto Nigeriano de Pesquisa Social e Econômica, produziu o estudo "Fluxos Financeiros e Paraísos Fiscais: Uma combinação para limitar a vida de bilhões de pessoas", um extenso relatório em três partes que avalia o fluxo líquido de recursos de entrada e saída de países em desenvolvimento, durante o período de 1980-2012.

Entre as descobertas do estudo, uma impressiona: os países em desenvolvimento, excetuando-se a China (que é um ponto fora da curva), perderam um total de quase US$ 1,1 trilhões em transferências registradas e US$ 10,6 trilhões a partir de fuga não-registradas de capitais- desse último valor, mais de 80% (cerca de US$ 7 trilhões) saíram por meios ilegais.

O relatório conclui, entre outros pontos, que a redução dos fluxos financeiros ilícitos e regulação firme dos paraísos fiscais melhoraria a efetividade das políticas macroeconômicas adotadas nos países em desenvolvimento e contribuiria significativamente para reduzir a desigualdade socioeconômica.

Clique aqui para baixar o arquivo PDF do estudo.

A grande fuga de capitais dos países em desenvolvimento diminui sua capacidade de crescimento, porque boa parte desses recursos poderia ser usada em atividades econômicas destinadas à melhoria do padrão de vida e à redução de desigualdades.

Uma das principais descobertas do estudo é que na década de 1990 os países em desenvolvimento acabaram financiando mais os países desenvolvidos do que o contrário - e isso justamente por conta dos fluxos financeiros ilícitos e paraísos fiscais.

"O fluxo de recursos dos países mais vulneráveis para países ricos claramente confronta a eficiência alocativa, que demanda fluxos em direção oposta. Em escala global, essas alocações de recursos incorretas constituem custos sociais consideráveis que seriam, neste caso, incorridos aos cidadãos de países em desenvolvimento."

Um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) descobriu que o fluxo de entrada de capitais impacta positivamente o investimento doméstico em maior grau que fatores como a qualidade institucional e o crédito doméstico. E como a fuga de capitais drena recursos, é razoável pensar que tais fluxos de saída reduziriam o efeito benéfico de fluxos de entrada sobre os investimentos domésticos. Nossas descobertas, baseadas em dados limitados do FMI são consistentes com as descobertas do Fundo em que mostramos que os fluxos de entrada de capital têm impacto positivo no consumo, e que fluxos de saída ilícitos reduziriam os impactos benéficos sobre o consumo e sobre o padrão de vida em países em desenvolvimento pobres.

Fonte: Inesc

“No nosso caminho comum, graças à benevolência do Altíssimo, estamos atravessando um fecundo momento de diálogo”.

Com estas palavras o Papa Francisco iniciou o seu pronunciamento aos Representantes da Conferência dos Rabinos Europeus, do Conselho Rabínico da América e da Comissão do Grão Rabinato de Israel em diálogo com a Comissão para as Relações religiosas com o Judaísmo da Santa Sé, recebidos em audiência na manhã desta quinta-feira na Sala dos Papas, no Vaticano.

3567854t45

O Pontífice recebeu da delegação o documento “Entre Jerusalém e Roma” – elaborado pela Comissão – “um texto – observou - que tributa particulares reconhecimentos à Declaração Nostra Aetate, que no seu quarto capítulo constitui para nós a “carta magna” do diálogo com o mundo judaico”.

“Nostra Aetate – recordou o Papa – esclarece que o início da fé cristã encontra-se já, segundo o mistério divino da salvação, nos Patriarcas, em Moisés e nos Profetas e que, sendo grande o patrimônio espiritual que temos em comum, deve ser promovida entre nós o mútuo conhecimento e estima, sobretudo por meio dos estudos bíblicos e colóquios fraternos”.

“No decorrer dos últimos anos pudemos nos aproximar, dialogando de modo eficaz e frutuoso; aprofundamos o nosso conhecimento recíproco e intensificamos os nossos vínculos de amizade”.

O Pontífice observa que o documento “Entre Jerusalém e Roma” não esconde as diferenças teológicas das respectivas tradições de fé, mas exprime o firme desejo de colaborar “de forma mais estreita hoje e no futuro”.

“O vosso documento dirige-se aos católicos chamando-os de “parceiros, estreitos aliados, amigos e irmãos na busca comum de um mundo melhor que possa desfrutar da paz, justiça social e segurança”.

Francisco ressalta ainda que o documento reconhece que católicos e judeus compartilham crenças comuns e que as religiões devem utilizar o comportamento moral e educação religiosa – não a guerra, a coerção ou a pressão social – para exercer a própria capacidade de influenciar e de inspirar”. É tão importante isto!”, exclama o Papa.

Ao concluir, o Santo Padre expressa seu melhores votos por ocasião do Ano Novo judaico - que será celebrado dentro de poucas semanas – com o “Shanah towah!” e invoca “com os presentes e sobre todos nós”, “a bênção do Altíssimo sobre o caminho comum de amizade e de confiança que nos espera”, pedindo que “o Altíssimo conceda a nós e ao mundo inteiro a sua paz. Shalom alechem!”.


Fonte: Rádio Vaticano
Foto: Reprodução