Foi realizado, nos dias 2, 3 e 4 de setembro, o Encontro Celebrativo do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos) Goiás. Sediado no Convento Mãe Admirável, em Anápolis, a atividade reuniu cerca de 30 pessoas e contou com a participação da secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, que atuou como facilitadora do Encontro.
 
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Entre as perguntas que os participantes se propuseram a trabalhar estavam: O que vocês andam conversando pelo caminho... sobre Conjuntura, Juventudes e Urbanidades, Leituras Feministas e de Gênero, Povos e Comunidades Tradicionais, Cerrado e Ecumenismo? Que ambiguidades essas conversas trazem? Nesse contexto, Romi levantou reflexões a partir do evangelho de Lucas, especialmente o texto do discípulo e da discípula de Emaús (Lc 24.13-35).
 
“Foi um momento de partilha dos desafios para a leitura popular da bíblia. Nossa reflexão partiu da proposta do evangelho de Lucas, voltado para a população não judaica. É um evangelho da diversidade, pois valoriza diferentes culturas, valoriza as mulheres e seu protagonismo junto ao movimento de Jesus. É um evangelho que critica a pobreza e o acumulo de riquezas. O texto do evangelho de Lucas provoca para as conversões, no sentido de mudanças de posturas para a superação das desigualdades”, explicou Romi.
 
Houve trabalhos em grupos, no qual as pessoas foram convidadas a debaterem sobre preservação do cerrado, ecumenismo, teologia feminista, conjuntura.
 
O encontro reuniu os grupos do CEBI presentes em todo o estado de Goiás.
 
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Fotos: Tatiane Duarte
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Com a proposta de aliar a fé e a sustentabilidade a Paróquia de São José, que fica na Lagoa, Zona Sul do Rio, deu um grande passo para entrar na era da modernidade. A igreja que recebeu a visita do Cardeal Orani João Tempesta, na manhã deste sábado, se tornou a primeira igreja do país a gerar — através de captação solar — sua própria energia.
 
O líder Católico no Rio abençoou os 56 painéis fotovoltáicos que serão responsáveis pela geração de 1700 kWh/mês, o equivalente a 40% do consumo local. A paróquia, batizada de "igreja solar", é o resultado de uma parceria da Arquidiocese do Rio de Janeiro com o apoio técnico de FURNAS, Casaleve e Instituto-E.
 
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A economia prevista é de R$20 mil por ano na conta de luz. As placas fotovoltáicas foram instaladas no teto da igreja em formato de cruz e podem ser vistas do Cristo Redentor, no alto do Morro do Corcovado. O padre da paróquia antecipou para o DIA que existe também um plano de instalar iluminação de led que irá deixar tornar os  as placas mais visíveis para quem olhar do Cristo. "Já temos o projeto e a mão de obra garantidos, só está faltando o material para colocar em prática", afirmou Omar Raposo, pároco da igreja.
 
“A importância desse projeto é evidenciar que estamos adequados ao desejo do Papa Francisco, a partir da sua Encíclica Verde, Laudato Si, conceito de sustentabilidade e aproveitamento da energia solar e, ao mesmo tempo, um pensamento que deve se ampliar a tantas outras igrejas”, comenta Padre Omar Raposo, pároco da São José. A "Encilia Verde", foi escrita, em 2015 pelo Papa e trata de questões socioambientais mundiais.
 
Alexandre Pinhel, engenheiro de FURNAS que concedeu apoio técnico ao projeto falou sobre a parceria, "o apoio de FURNAS ao projeto da Paróquia São José é mais uma das inciativas que se encaixam com o perfil de empresa cidadã e ambientalmente responsável”.
 
 
Fonte: O Dia
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal discute, na próxima segunda-feira (12), o tema: “A crise política, econômica, social e ética no Brasil à luz dos Direitos humanos, com foco na permissão aos entes da federação de utilizar estatais não dependentes para emitir debêntures, sob a justificativa de ceder direitos de créditos tributários e não tributários”.

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O debate questiona a legalidade e as reais intenções do PLS 204/2016, de autoria do então senador José Serra. Conforme temos denunciado, esse projeto visa legalizar um esquema de geração de grandes somas de dívida pública, ocultado sob a propaganda de antecipação de receitas por meio da securitização de créditos de dívida ativa e outros. O esquema utiliza empresas não dependentes criadas para esse fim.

Por ter um formato idêntico ao aplicado na Europa a partir de 2010, que literalmente quebrou a Grécia e respondeu pelo aprofundamento da financeirização e crise econômica no continente, a Audiência Pública também convidou a ex-presidente do parlamento grego, Zoe Kostantoupoulou para participar e relatar a experiência grega.

Também foram convidados o ministro da fazenda, Henrique Meirelles; a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lucia Fattorelli; o procurador-geral, Paulo Bugarin; o presidente da OAB, Claudio Lamachia; o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner; a auditora fiscal e coordenadora do núcleo da ACD-SP, Carmen Bressane; Alfredo Portinari Maranca, Presidente da AFRESP e Diego Cherulli, Secretário Geral do IBDPREV.

A Audiência Pública realizar-se-á no dia 12 de setembro de 2016, segunda-feira, às 9 horas, no Plenário nº 2, da Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II, do Senado Federal e será aberta ao público.


PARTICIPE!!

Para mais informações, CLIQUE AQUI.

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O que mais tenho escutado e lido nos últimos dias, principalmente da boca dos novos inquilinos do poder no Brasil, é que o impedimento da Presidente Dilma é “página virada”. Agora começou um novo tempo, tempo de retomar o crescimento, resolver a questão econômica, fazer as “reformas” para que o Brasil retome o seu lugar de país emergente e pujante. E por aí via o discurso oficialista.

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Página virada? Desconfio que a linguagem denuncia, antes, uma tentativa de enganação, de ilusão que os novos governantes nos querem fazer descer goela abaixo, sem maior cerimônia. Os novos governantes vieram com tudo pronto e decidido. Basta examinar as novas “pautas-bomba” que estão na mesa do Congresso. Só que desta vez – com a maioria de 70% dos votos dos congressistas, sabe-se lá conseguidos a que custo – a bomba cairá no lado mais fraco, isto é, de nós cidadãos, trabalhadoras e empreendedores.

É só acompanhar alguns noticiários mais isentos, excetuando a TV oficial da Vênus Platinada. Como escreveu outro dia um dos poucos políticos sérios do RS, o que temos no cenário atual é a vitória do capitalismo mais predatório, que vem com tudo para acabar com o meio ambiente (via mineração criminosa, continuação da venda de terras a estrangeiros e envenenamento das terras no agronegócio, privatização de mananciais de águas, de superfície e subterrâneas, e tantos outros assaltos às riquezas do país). Junto com estas ações, desmonte da Petrobras com fins de privatizar recursos como os do pré-sal (também este gerador de grandes problemas ambientais no fundo do mar!), privatizações imediatas de empresas públicas, fim do processo de integração com nossos vizinhos do Mercosul, Unasul, e secundarização das alianças estratégicas com os BRICS, para voltarmos a ser satélite do grande irmão do norte.

E tem mais: mudanças na CLT, aumento da idade de aposentadoria para 65 anos, perda de direitos sem qualquer compensação, falta de transparência na gestão da conta da Previdência, como por anos vem sendo denunciado pelo bravo senador Paulo Paim. Quer dizer, nada de página virada, mas um torniquete que está a anunciar um novo momento dominado pelos velhos esquemas, agora legalmente pelos corruptos de sempre. Não se pode esquecer nem virar a página quando mais de 60% dos senadores que votaram contra Dilma na Presidência enfrentam processos na Justiça. Infelizmente, estes processos andam a passo de tartaruga, enquanto o julgamento de Dilma levou 100 dias e não conseguiu provar o seu “crime de responsabilidade”. Tanto que o novo governo já enviou ao Congresso proposta de Decreto para “legalizar” o que se chamou de “pedaladas fiscais”. Página virada? Para quem? Não para quem continuará a lutar e exigir justiça em todos os sentidos e âmbitos da vida nacional.

Roberto E. Zwetsch é professor de Teologia Prática das
Faculdades EST em São Leopoldo (RS) e pastor da
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

Foto: Acervo pessoal

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A CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço) celebra a chegada da nova estação com a 16ª edição da Campanha Primavera para a Vida. O evento busca cultivar sementes de justiça, paz e solidariedade para que todos e todas tenham acesso aos seus direitos fundamentais.

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Neste ano, a campanha traz o slogan “Direito à Vida da Juventude”. Isso porque, apesar do Brasil possuir uma lei que reconhece a juventude como protagonista de direitos, o Estatuto da Juventude, a existência dessa legislação não assegurou políticas públicas que contribuam na transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira. Sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao acesso ao lazer e às condições para participação nos processos sociais e políticos. Dado mais gritante e desafiador para toda a sociedade é o elevado índice de violência praticado contra jovens negros, vítimas de extermínio nas periferias urbanas.

Tendo essa realidade em vista, a CESE fará no dia 10 de setembro (sábado), em Salvador (Rua da Graça, 150-Graça), o lançamento oficial da Campanha Primavera para a Vida 2016.

O dia começará às 10h com uma mística de abertura. Ao meio dia, a tradicional feijoada da primavera será servida (no valor de R$ 25), ao som de música ao vivo. Está confirmado bazar de roupas com a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3 – Bahia e Sergipe, além do sorteio de produtos e brindes e opções de recreação para a criançada.

A renda obtida com o almoço será revertida para apoiar projetos ligados aos direitos da juventude. Os convites para a Campanha estão disponíveis na CESE (Rua da Graça, 150). Mais informações podem ser esclarecidas em: (71) 2104-5457.

Edições anteriores

Ao longo de 43 anos, a CESE já apoiou mais de 11,5 mil projetos de organizações populares de todo o Brasil, contribuindo para o fortalecimento de direitos de aproximadamente 10 milhões de pessoas nos campos de gênero, raça, juventude, meio ambiente, economia solidária, comunicação e desenvolvimento institucional e diálogo inter-religioso.

Realizada desde o ano 2000, o intuito da Campanha Primavera para a Vida é mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país (fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos) e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas.

Para mais informações, CLIQUE AQUI.

Fonte: Cese
Imagem: Reprodução

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Cerca de 500 instituições em mais de 60 países no mundo todo já aderiram à chamada para o desinvestimento em combustíveis fósseis. No dia 13 de agosto, o movimento global contou com mais uma adesão de peso: a Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA), sétimo maior organismo religioso dos Estados Unidos, aprovou por maioria, durante a Assembleia de 2016, a suspensão de qualquer investimento em empresas do setor, e o redirecionamento de recursos para as energias renováveis. Dessa forma, as quase 10 mil congregações espalhadas pelos Estados Unidos, Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas se unem ao movimento global rumo a uma economia de baixo carbono e um futuro mais sustentável para o planeta, deixando de investir US$7,5 bilhões de ativos nos hidrocarbonetos.

Igreja Luterana EUA
Com esta ação, a ELCA atende ao apelo feito em 2015 pelo Conselho da Federação Luterana Mundial às suas igrejas-membro para que não mais invistam em combustíveis fósseis, e para que apoiem a eficiência energética e empresas de energias renováveis, além de encorajar suas instituições e membros individuais a fazerem o mesmo. “A ética Luterana nos chama a cuidar dos mais vulneráveis e a pensar nas próximas gerações”, disse a reverenda Barbara Rossing, professora da Escola Luterana de Teologia de Chicago e líder de organizações luteranas de base.

A campanha que visa transferir investimentos no setor de combustíveis fósseis e aplicá-los em energias renováveis é liderada pela 350.org e pela Divest-Invest. O principal argumento da coalização Global Divest-Invest é que o investimento na indústria de petróleo, gás e carvão é um perigo tanto para o clima quanto para o capital dos investidores.

Mais de 500 instituições em diversos setores da sociedade, como o religioso, universitário e privado, que juntas representam cerca de US$ 3,4 trilhões em ativos, já se comprometeram a mudar a rota de seus investimentos.

“A 350.org defende o desinvestimento nos combustíveis fósseis como ação fundamental para conter as mudanças climáticas. Para construir o futuro que precisamos, temos que promover uma mudança radical no modo como produzimos e consumimos energia em todo o mundo. E isso não pode mais esperar. A decisão da Igreja Luterana é uma contribuição significativa para uma transição energética justa e sustentável”, defende Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina, e coordenadora da COESUS.

Influência no Brasil

Segundo o pastor Werner Fuchs, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, parceira da ELCA, não há ainda nenhuma orientação a nível global sobre essa decisão. “Infelizmente essa ideia ainda não está consolidada no país, mas há pequenas iniciativas já em andamento. No Sínodo Paranapanema, por exemplo, que abrange a região do Sul do Paraná até Oeste de São Paulo, já temos um projeto pronto para a instalação de placas solares em diversas igrejas, e estamos em busca de parceiros para colocá-lo em prática”, afirmou.

Parceiro da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, o pastor Fuchs já atua em campanhas contra as mudanças climáticas desde 2004. Membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), ele ajudou a aprovar, em novembro de 2015, durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, uma moção contra o fracking e a exploração de areias betuminosas. “Sou a pessoa incômoda que levanta questões como o uso de combustíveis fósseis. Não adianta falar de agroecologia se o fracking chegar e destruir tudo. Precisamos sair do modelo petróleo-dependente e seguir o caminho do desenvolvimento sustentável”, defende Fuchs.

Por Nathália Clark
Foto: Elca.org

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Nos dias 5 e 6 de setembro, a diretoria do CONIC se reuniu na sede do Conselho, em Brasília (DF), para tratar de dois assuntos: a assembleia CONIC em 2017, que será realizada de 4 a 6 de abril, e a preparação da Semana de Oração pela Unidade Cristã. Na reunião, também houve um debate sobre a atual conjuntura brasileira. A partir da discussão, foi elaborada a seguinte nota:

 

Brasília, 6 de setembro de 2016.

Nota do CONIC sobre a atual conjuntura

“Ai dos que chamam de bem o mal e de mal o bem.
Fazem da escuridão a luz e da luz a escuridão”. (Is 5.20)

A diretoria do CONIC, reunida nos dias 5 e 6 de setembro de 2016, manifesta-se em relação ao atual contexto social, político, religioso e econômico pelo qual passa o Brasil.

Desde março de 2014, no contexto de memória dos 50 anos do Golpe civil-militar, temos nos pronunciado publicamente e chamado a atenção para a fragilidade da democracia brasileira e dos riscos que isto representaria ao país.

Compreendemos que os últimos fatos ocorridos demonstraram, por si só, que nossa democracia é limitada e inconclusa.

Os anos de abertura democrática não lograram desmontar as estruturas geradoras de desigualdades.

Entendemos que a decisão do Senado brasileiro de confirmar o impedimento da presidente Dilma Rousseff repetiu as trajetórias recentes ocorridas no Paraguai e em Honduras, em que presidentes democraticamente eleitos foram depostos. As rupturas na democracia têm significado, em nosso continente, o aprofundamento de um modelo econômico baseado na concentração de renda e na exclusão social. Os únicos a ganharem com estas rupturas são as velhas elites que se apropriam dos recursos públicos e optam pela especulação financeira em detrimento da produção.

Dentre as várias medidas anunciadas, preocupa-nos, de forma especial, a PEC 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Esta PEC limitará os recursos para a saúde e para a educação públicas, colocando em risco as conquistas alcançadas nos últimos anos.

Da mesma forma, expressamos nossa preocupação com a Reforma da Previdência, que prevê o aumento considerável da idade mínima para a aposentadoria. Estas decisões que afetam diretamente a vida das pessoas mais vulneráveis são tomadas sem um amplo debate com a sociedade.

A repressão recente nas mobilizações ocorridas em diferentes estados e a prisão de lideranças de movimentos sociais são medidas e posturas que repudiamos. A livre manifestação é um direito garantido por nossa Constituição. Não aceitamos que militantes e movimentos sociais sejam reprimidos e criminalizados.

Projetos Leis com conteúdos nada democráticos, como o Escola Sem Partido, somado ao banimento da perspectiva de gênero e ao aumento do fundamentalismo religioso, indicam para uma tendência ao obscurantismo. Afirmamos que é fundamental preservar as liberdades de expressão e religiosa. No entanto, percebe-se que há um risco destes princípios serem manipulados para impedir que seja questionada a violência sexista e racista.

Estamos às vésperas das eleições municipais. A conjuntura nacional precisa ser levada em consideração nos debates locais. É necessário que os e as candidatos/as às prefeituras e câmaras de vereadores sejam questionados em relação à sua compreensão de democracia. É importante que candidatos e candidatas expressem claramente o seu compromisso com os direitos humanos. Neste ano em que realizamos a Campanha da Fraternidade Ecumênica, conclamamos para que sejam promovidos debates sobre este tema e que candidatos e candidatas sejam desafiados a assumir o compromisso com um serviço de saneamento básico público e universal. A organização de Conselhos Municipais para a implementação e monitoramento dos Planos Municipais de Saneamento Básico é uma estratégia imprescindível para se evitar a privatização deste serviço e garantir que toda e qualquer parceria público privada desenvolvida para a implementação dos serviços de saneamento básico sejam definidas com a sociedade civil local. Outra questão a ser considerada no contexto das eleições municipais e estaduais é a natureza laica do estado brasileiro. Afirmamos que a laicidade precisa ser respeitada nas esferas federal, estadual e municipal. Essa é uma prerrogativa fundamental para o convívio entre diferentes religiões, para o respeito às pessoas que não professam uma religião e para a valorização da diversidade religiosa.

É tempo de refletir: Por que, quando imaginávamos que poderíamos dar passos mais ousados para o aprofundamento e a consolidação da democracia, reforçam-se movimentos que reivindicam a manutenção de antigos sistemas e velhas ordens?

Nossa certeza é que Deus caminha conosco, por isso existe esperança de um futuro (cf. Jr 31.17).

CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

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O papa Francisco pediu, em uma oração a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que ela proteja "todo o Brasil e todo o povo brasileiro neste momento triste". O pedido foi feito neste sábado, 3, durante a inauguração de uma estátua da santa nos jardins do Vaticano.

Ele também pediu que Nossa Senhora Aparecida proteja os mais pobres, os idosos abandonados, as crianças de rua e os explorados para que salve seu povo com a justiça social e com o amor de Jesus Cristo.

Francisco disse que, apesar das expectativas, não sabe se retornará ao país no ano que vem, como havia prometido em 2013. "Em 2013, tinha prometido que voltaria no ano que vem. Não sei se será possível, mas pelo menos a terei (a imagem) aqui mais perto", disse.

Um mês atrás, em 2 de agosto, a agência Ansa divulgou que o papa havia escrito uma carta de apoio à ex-presidente Dilma Rousseff. Em declaração à Ansa no início de agosto, Dilma confirmou que recebera a carta de Francisco, mas se negou a detalhar o conteúdo da conversa. "Não foi uma carta oficial, não foi uma carta do papa em sua condição de representante do Vaticano. Não tem importância (o conteúdo). Não é uma carta para ser divulgada."

CONIC com Agências
Foto: Servizio Fotografico L'Osservatore Romano

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Neste ano, a quinta edição do Pacto pela Juventude se orienta pela defesa da democracia, pela radicalização dos espaços de participação e pela garantia de mais direitos para a juventude.
 
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O objetivo do Pacto é estabelecer compromissos que relacionem pautas globais e nacionais com as políticas em cada contexto e município. Por esse motivo, os eixos de compromisso apresentados nessa carta de intenções buscam articular as propostas prioritárias da 3a Conferência Nacional de Juventude, realizada em 2015, com as políticas públicas nos territórios: com as demandas das juventudes do campo, das cidades, das florestas e das águas. E essas políticas só acontecerão diante da ocupação da cidade e do poder.
 
Para quem não conhece, o Pacto pela Juventude é uma proposição das organizações da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), para que os governos federal, estaduais e municipais e parlamentares destes três níveis se comprometam com as políticas públicas de juventude, em suas ações e programas, e para que candidatas(os) aos cargos eletivos incorporem, em suas plataformas eleitorais, demandas da juventude brasileira.A primeira edição do Pacto aconteceu nas eleições municipais de 2008 e continuou nos anos seguintes 2010, 2012 e 2014.
 
Junte-se à sociedade civil do CONJUVE e mobilize ações para a assinatura do Pacto em sua cidade.
 
Para mais informações, acesse pactopelajuventude.wordpress.com.
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O papa Francisco declarou santa a madre Teresa de Calcutá, em uma missa de canonização celebrada na praça de São Pedro, no Vaticano. Frente a 100 mil fiéis, Jorge Bergoglio pronunciou em latim a fórmula pela qual fica inscrito o nome da religiosa nos Livro dos Santos. Além das delegações oficiais de várias partes o mundo, o papa quis prestar uma homenagem a nova santa reservando um lugar especial na praça para 1.500 pessoas desabrigadas. Elas chegaram em ônibus de várias cidades da Itália e serão convidadas a comer uma pizza após o evento. Durante a homilia, Francisco disse: "Madre Teresa fez ouvir a sua voz diante dos poderosos da terra para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes da pobreza criada por eles mesmos”.
 
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Uma das anedotas mais conhecidas sobre a madre Teresa de Calcutá é aquela contada por um jornalista que a estava entrevistando enquanto ela limpava os vermes da perna de um moribundo. “Eu não faria isso nem por um milhão de dólares”, confessou o repórter, ao que a freira respondeu: “Por um milhão de dólares eu também não faria”. A passagem reflete que Agnes Gonxha Bojaxhiu, nascida na atual Macedônia em 1910, que morreu na Índia, em 1997, foi uma mulher devotada aos mais pobres, mas também uma excelente relações públicas. Viajou por todo o mundo e reuniu-se com os mais poderosos para impulsionar o trabalho das Missionárias da Caridade, a congregação que fundou em 1950 e pela qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Neste domingo será proclamada santa pelo papa Francisco na praça de São Pedro, no Vaticano.
 
Mais de 100.000 pessoas assistiram à cerimônia de canonização, tornando-a o principal evento do Ano Santo da Misericórdia – aberto por Jorge Mario Bergoglio em 8 de dezembro e que será encerrado no dia 20 de novembro. Fecha-se, assim, um círculo aberto no dia de sua morte, 5 de setembro de 1997, quando milhões de pessoas acompanharam seus restos mortais pelas ruas de Calcutá e chefes de Estado de todo o mundo compareceram ao funeral.
 
Até então, Madre Teresa tinha aberto, em 123 países, 610 missões das Missionárias da Caridade, congregação para a qual tinha obtido a permissão do Vaticano em 1950 e cuja declaração de intenções era ficar ao lado dos mais necessitados: “Cuidar dos famintos, dos nus, dos que não têm lar, dos aleijados, dos cegos, dos leprosos, de todas aquelas pessoas que se sentem inúteis, não amadas, ou desprotegidas pela sociedade, pessoas que se tornaram um fardo para a sociedade e que são evitadas por todos”. “Devido à pressão popular e ao carisma da Madre Teresa, o papa João Paulo II – que a tinha visitado em Calcutá e instalado uma de suas casas de caridade no Vaticano – decidiu, por meio de uma dispensa papal, que o processo de beatificação fosse iniciado dois anos depois de sua morte e não cinco como estabelece o Direito Canônico. O próprio Karol Wojtyla a declarou beata em 2003, depois de reconhecer um suposto milagre da madre Teresa na cura de Monica Bersa, uma indiana de 34 anos que sofria de um tumor no abdômen e que, aparentemente, desapareceu sem tratamento médico em 1998.
 
Assim como Monica Bersa participou em 2003 da cerimônia de beatificação, na de canonização está presente o brasileiro Marcílio Andrino, cuja estranha cura foi atribuída pelo Vaticano à intervenção da madre Teresa, tornando-se assim o segundo milagre necessário para elevá-la aos altares. Andrino, um engenheiro de 43 anos, surgiu com a esposa diante de 600 jornalistas e 125 canais de televisão credenciados para o evento e, com luxo de detalhes, contou como foi hospitalizado de urgência em 2008 e diagnosticado com uma infecção rara no cérebro e hidrocefalia. “Como os antibióticos não estavam fazendo efeito”, explicou, “os médicos decidiram operar apesar de a intervenção ser muito perigosa. Continuei rezando e, no dia da operação, levantei-me sem dor de cabeça e com uma grande paz interior. Os médicos decidiram adiar um dia a operação, mas já não havia necessidade. Os abscessos foram reduzidos em 70% e a hidrocefalia tinha desaparecido”. Alguns ficaram impressionados, outros se mostraram céticos, e o engenheiro Andrino arrematou: “Não me considero um privilegiado. Isso que aconteceu comigo hoje, pode acontecer com outro amanhã”.
 
A cerimônia de canonização,que começou às 10h30 do domingo, na Praça de São Pedro (5h30 em Brasília), teve a participação de delegações oficiais de vários países. À frente da espanhola esteve a Rainha Sofia, que –como explica um comunicado de imprensa da Casa Real– “tinha um relacionamento muito bom com a madre Teresa, com quem teve a oportunidade de estar em diferentes ocasiões e que admirava profundamente”.
 
Santa Teresa de Calcutá
 
Sobre a mais nova santa da Igreja, o papa disse que, ao longo de toda a sua existência, ela foi uma dispensadora “generosa da misericórdia divina”, fazendo-se disponível a todos,  através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que “quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável”.
 
Referindo-se ainda sobre à nova Santa, disse que a fundadora das Missionárias da Caridade se inclinou “sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes da pobreza criada por eles mesmos”.
 
A misericórdia foi para ela, recordou Francisco, “sal”, que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento.
 
“A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres. Hoje entrego a todo o mundo do voluntariado esta figura emblemática de mulher e de consagrada: que ela seja o vosso modelo de santidade!”
 
“Que esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião”, disse o papa.
 
Por fim, Francisco ressaltou uma frase que Madre Teresa gostava de dizer: “Talvez não fale a língua deles, mas posso sorrir”. “Levemos no coração o seu sorriso e o ofereçamos a quem encontremos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem. Assim abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura”, concluiu o papa.
 
CONIC com informações do El País, CN Notícias e Rádio Vaticano
Foto: STEFANO RELLANDINI / REUTERS
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