Após dois estudantes terem sido mortos dentro de uma igreja, bispos nicaraguenses convocaram um protesto pacífico contra a escalada da violência no país. Os alunos foram para a igreja tentar se proteger dos ataques de grupos paramilitares ligados ao governo.
 
“Hoje, como nunca, os direitos humanos estão sendo violados na Nicarágua”, diz o comunicado, pedindo aos fiéis que fiquem jejum na próxima sexta-feira (20) . Os bispos fazem ainda um apelo a todos “especialmente aos policiais, militares e demais funcionários públicos” que não apoiem “direta ou indiretamente” as ações do presidente Daniel Ortega e seu partido político.
 
Em menos de três meses, mais de 260 pessoas foram mortas na Nicarágua – muitas delas universitários. O estopim dos protestos foi uma reforma da previdência, no dia 18 de abril, que acabou sendo revogada. Mas as manifestações continuaram e se transformaram em um movimento nacional contra a violenta repressão, que sofreu uma nova escalada nos últimos dias, com ataques contra igrejas e o clero.
 
A pedido do governo, a Igreja Católica aceitou mediar um diálogo com setores da sociedade civil (estudantes, agricultores, empresários e organizações de defesa dos direitos humanos) para superar a crise. Um dos requisitos era a participação de organismos internacionais – como a Comissão Interamericana da Direitos Humanos (CIDH) – na investigação das mortes, das prisões arbitrárias e dos ataques, ocorridos durante as manifestações.
 
 A CIDH, entidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), já apresentou dois relatórios. Ambos responsabilizam as forças de segurança, franco-atiradores e grupos paramilitares, simpatizantes do governo, pelas mortes. Um grupo de investigadores analisou provas balísticas, depoimentos das vítimas e imagens e concluiu que o governo nicaraguense está “atirando para matar”.
 
O governo rejeitou a conclusão dos dois relatórios da CIDH, alegando que foram parciais, mas permitiu que a comissão continue investigando as denúncias.
 
Ortega fez história na Nicarágua, liderando a Revolução Sandinista de 1979, que acabou com a ditadura de Anastasio Somoza. Porém a guerra civil continuou até 1990. Em 2016, Ortega conquistou o terceiro mandato presidencial consecutivo e elegeu a mulher vice-presidente. A votação - sem a presença de observadores internacionais – foi questionada pela oposição e também por antigos aliados do ex-guerrilheiro.
 
Áudios
 
A situação na Nicarágua tem sido acompanhada diariamente pelo secretario-executivo da CIDH, o brasileiro Paulo Abrão, que tem recebido áudios e vídeos dos últimos acontecimentos no pequeno país centro-americano. 
 
Várias gravações, transmitidas em tempo real, registram o som de tiroteios. Ao mesmo tempo, o governo nicaraguense mostrava imagens de festejo dos 39 anos da Revolução Sandinista. Antigos guerrilheiros acusam Ortega e a mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, de querer instalar uma dinastia política e corrupta – igual a de Somoza. 
 
Em entrevista à Agência Brasil, Abrão disse que as forças de segurança e os paramilitares ligados ao governo “atiraram para matar”. Segundo ele, ocorreram duas etapas. Na primeira, Ortega reconheceu que havia problemas e pediu ajuda apara solucionar-lós. “Nesta segunda fase, Ortega está negando os fatos e responsabiliza a violência ao confronto entre grupos a favor e contra do governo”, disse.
 
Com informações da Agência Brasil
Cristobal Venegas/Associated Press

 
Em uma análise entre mais de 125 países, incluindo o Brasil, um estudo descobriu que a corrupção é menor onde mais mulheres participam do governo.
 
Publicado no "Journal of Economic Behavior & Organization" pelos pesquisadores Chandan Jha e Sudipta Sarangi, o estudo revela ainda que a representação das mulheres na política local também é importante. Na política local da Europa, por exemplo, a probabilidade de suborno é menor nas regiões com maior representação de mulheres.
 
"Esta pesquisa ressalta a importância do empoderamento das mulheres, sua presença em cargos de liderança e sua representação no governo", disse Sarangi, professor de economia e chefe de departamento da Virginia Tech, nos EUA.
 
"Isso é especialmente importante porque as mulheres continuam sub-representadas na política. Na maioria dos países, incluindo os Estados Unidos".
 
No Brasil, a lei em vigor atualmente prevê que pelo menos 30% dos candidatos devem ser do sexo feminino. Em 2016, contudo, as mulheres representaram 86% dos 18,5 mil candidatos que não receberam voto - segundo especialistas, a lei incentivaria "candidaturas laranjas", de candidatas registradas apenas para cumprir a cota.
 
A pesquisa de Jha e Sarangi é o estudo mais abrangente sobre esse tópico e examina as implicações da presença de mulheres em outras ocupações, incluindo a participação de mulheres na força de trabalho, cargos administrativos e cargos de tomada de decisão, como os CEOs.
 
O estudo concluiu que é na formulação de novas políticas que as mulheres podem ter um impacto sobre a corrupção.
 
"Isso pode dever-se ao fato de que mulheres formuladoras de políticas tendem a favorecer políticas que melhoram coisas como a provisão de bens públicos, saúde, educação e bem-estar infantil".
 
Ou seja, esses resultados não significam necessariamente que as mulheres sejam inerentemente menos corruptas que os homens.
 
"Nosso estudo sugere que a política é uma área onde a igualdade é importante na medida em que pode ajudar a reduzir a corrupção", explica Sarangi, em entrevista ao G1.
 
Metodologia
 
O estudo usa uma técnica estatística, conhecida como análise de variáveis instrumentais, para estabelecer a causalidade na relação entre mulheres e corrupção, já que não se pode afirmar que geneticamente as mulheres são menos ou igualmente corruptas que os homens.
 
Pode-se acreditar que a relação entre gênero e corrupção tende a desaparecer à medida que as mulheres ganham igualdade no status social. Isto aconteceria porque, conforme o status das mulheres melhora, elas poderiam obter acesso às redes de corrupção e, ao mesmo tempo, aprenderiam a se engajar em atividades corruptas. Mas o estudo indica justamente o contrário.
 
Quanto maior a igualdade de status dos países em que há mais mulheres no governo, menor é o nível de corrupção.
 
O estudo sugere que são as políticas formuladas por mulheres que geram impacto na corrupção: "Descobrimos que os países onde as mulheres têm status social semelhante ao dos homens - por exemplo, em países mais desenvolvidos, eles ainda reduzem a corrupção e não a aumentam. Portanto, fazemos essa afirmação. É porque buscam políticas diferentes", diz Sarandi.
 
"Isso porque, mesmo nesses países, mais mulheres na força de trabalho, ou em cargo administrativo ou gerencial, não reduzem a corrupção. Só tem impacto quando estão presentes no parlamento".
As implicações políticas do estudo apontam para a necessidade de promover a igualdade de gênero em geral e, em especial, promover a presença de mulheres na política . Pesquisas anteriores estabeleceram que uma maior presença de mulheres no governo também está associada a melhores resultados de educação e saúde.
 
O estudo analisou dados de 150 países, dentre eles o Brasil, e escolheu os países que tinham os dados necessários para o estudo para que não houvesse parcialidade na escolha.
 
Fonte: G1
Foto: AAP/Mick Tsikas/via REUTERS

 
Juvencídio (jovemcídio) é uma categoria criado por José Manuel Valenzuela e que representa o assassinato amplo e impune de jovens portadores de identidades desacreditadas. O conceito busca ir além de uma simples comprovação do maior índice de mortes violentas neste segmento da sociedade, explorando a fundo as dinâmicas de estigmatização, criminalização e aniquilação construídas em torno do sujeito jovem.
 
Na Constituição brasileira (Art. 227) está expresso que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
 
No Estatuto da Juventude, Lei nº 12.852/2013, no capítulo “Dos Direitos dos Jovens” estão assegurados os direitos à Cidadania, à Participação Social e Política e à Representação Juvenil; à Educação; à Profissionalização, ao Trabalho e à Renda; à Diversidade e à Igualdade; à Saúde; à Cultura; Direito à Comunicação e à Liberdade de Expressão; ao Desporto e ao Lazer; ao Território e à Mobilidade; à Sustentabilidade e ao Meio Ambiente e direito à Segurança Pública e ao Acesso à Justiça.
 
No momento em que o Brasil passa pela oportunidade da “Onda Jovem” – 50 milhões de jovens entre 2003 e 2022 –, com estabilidade da população jovem ao longo de 20 anos, mais que demonstrar, queremos denunciar a negação de direitos elencados acima e negados à juventude brasileira, especialmente os direitos à educação, à segurança pública e ao acesso à justiça e à vida.
 
No ensino médio (EM), com 7.930.384 matrículas, apenas 68% da população jovem frequentam a escola e 82% dos jovens que concluem o ensino médio não acessam a universidade (Censo Inep 2017). O abandono e a evasão escolar, especialmente no primeiro ano, são muito elevados. O Brasil tem 1,7 milhão de pessoas entre 15 a 17 anos fora do ensino médio e, somente 64% dos jovens entre 25 a 29 anos completaram esta etapa. Na média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esta proporção chega a 85% e em Portugal são 97%.
 
Considerando apenas estes dados oficiais fica evidenciado que o art. 205 da Constituição Federal, bem como art. 2º da Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBen), que definem que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, estão sendo negligenciados e negados aos jovens brasileiros. O congelamento de investimentos em educação pelos próximos 20 anos (PEC 95), a redução dos investimentos em programas de financiamento estudantil e a estagnação do PNE 2014-2024 condenam a maioria da “onda jovem” brasileira à ignorância, a alienação e a manipulação fácil.
 
Por falta de segurança e justiça o Brasil mata seu futuro a bala. Desde 2014 ultrapassamos os 60 mil homicídios por ano, sendo a grande maioria crianças, adolescentes e jovens. A cada 24 horas, 29 crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade são assassinadas no Brasil, uma sala de aula inteira morta por dia. A grande maioria das vítimas é negra. E o mais assustador é que no período de 1980 a 2013 este número cresceu 475%, e segue em tendência de alta. Comparado com outros 85 países, o Brasil fica em 3º lugar no ranking de homicídios de crianças e adolescentes, atrás apenas de México e El Salvador, nações que enfrentam sérios problemas de disputa de gangues e cartéis de drogas (El País, 30/06/2016).
 
O Atlas da Violência de 2018 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) evidencia que o direito à vida e a segurança pública no Brasil estão, como a educação, negligenciados e negados, causando um verdadeiro genocídio da juventude brasileira. Em 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios. Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, que corresponde a 30 vezes a taxa da Europa. Apenas nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil.
 
Segundo o próprio Ipea, quando analisamos a violência letal contra jovens, verificamos, sem surpresa, uma situação ainda mais grave e que se acentuou no último ano: os homicídios respondem por 56,5% da causa de óbito de homens entre 15 a 19 anos. Entre os jovens, há uma desigualdade das mortes violentas por raça/cor, que veio se acentuando nos últimos dez anos, quando a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%, a taxa de vitimização da população negra aumentou 23,1%. Assim, em 2016, enquanto se observou uma taxa de homicídio para a população negra de 40,2, o mesmo indicador para o resto da população foi de 16, o que implica dizer que 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no país são pretas ou pardas.
 
O Brasil mata e mata muito. Entre 2001 e 2015 houve 786.870 homicídios, sendo a enorme maioria (70%) causados por arma de fogo contra jovens negros. Estes dados comparados com conflitos internacionais são mais graves. No conflito sírio, morreram 330.000 pessoas desde 2011. Na guerra do Iraque, desde 2003, foram 268.000 mortes. Portanto, o Brasil, com 210 milhões de habitantes, é o país que mais mata no século XXI.
 
Se agregarmos as mortes por suicídio – quarta causa de mortes de jovens no Brasil -, e os acidentes de trânsito, que representam a principal causa de morte entre os jovens de 15 e 29 anos no mundo, o juvenicídio está evidenciado.
 
Para Valenzuela (2015), estudioso mexicano do tema, o juvenicídio se constitui de diversos fatores que incluem a precarização, pobreza, desigualdade, estigmatização, tendo como eixo central a estratificação social baseada em relações de subalternização. Nesse sentido, o juvenicídio inicia com a precarização da vida dos jovens, a ampliação da sua vulnerabilidade e a diminuição das opções disponíveis para que possam desenvolver seus projetos de vida. O Brasil pratica o juvenicídio porque, além de estar matando os jovens, assassina seus projetos de vida e seus sonhos, reduzindo, por opção política, os investimentos em cultura, educação, ciência, esporte e geração trabalho e renda. A triste consequência, mais de 62% dos jovens desejam deixar o país que se fecha para eles!
 
Fonte: Extra Classe
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 
A Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) divulgaram nota de repúdio à Medida Provisória assinada por Michel Temer na última sexta-feira (6).
 
De acordo com a Aesbe, a medida que Temer considera "mais uma reforma do seu governo" é na verdade uma "proposta equivocada e autoritária, que não busca o bem comum da nação brasileira, mas abrir o mercado para as empresas privadas apenas nos municípios rentáveis". Segundo a Assemae, o "documento representa o abuso de poder da União frente aos 5.570 municípios brasileiros, com prejuízos imediatos para a universalização do acesso aos serviços públicos de água e esgoto no país, sobretudo, em regiões mais pobres".
 
Enquanto o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, considera a MP o novo marco regulatório, que dá segurança jurídica para que empresas privadas também invistam no setor – já que atualmente mais de 90% dos investimentos de saneamento básico no Brasil são realizados por companhias estatais – a Aesbe afirma tratar-se de uma medida que "chega ao absurdo de obrigar os municípios a perguntarem previamente ao setor privado se tem interesse na concessão. Se tiver, haverá licitação. Se não tiver, será operada pelos estados". O Senado já abriu uma consulta pública sobre o tema. Clique aqui e dê sua opinião.
 
ONU é contra
 
A privatização do saneamento básico é vista com ressalvas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o relator especial das Nações Unidas sobre o tema, o brasileiro Léo Heller já afirmou diversas vezes, "as empresas privadas não investem o suficiente e adota política de exclusão de populações mais pobres, impondo tarifas mais altas. Além disso, não atingem as metas dos contratos”. Segundo ele, o próprio Banco Mundial, antes defensor das privatizações no saneamento, já reconheceu que as privatizações não são uma “panaceia para todos os problemas”.
 
CONIC com informações do Brasil de Fato e da Assemae
Foto: MARCELLO CASAL JR (AG. BRASIL)

 
O CONIC e o Fórum Ecumênico ACT Brasil estão contratando, por quatro meses, um(a) mobilizador(a) social para atuar em comunidades de fé, num projeto que tem como mote o trabalho com migrantes e refugiados. O/A interessado(a) vai ter como campo de trabalho as cidades de São Paulo (SP) e Joinville (SC). Entre as atividades previstas estão o mapeamento de potenciais comunidades de fé interessadas no projeto, encontro com lideranças religiosas nessas duas cidades, entre outras ações inerentes ao projeto.
 
E aí, gostou?
 
Então confira mais informações na carta-convite abaixo.
 
CARTA-CONVITE PARA INDICAÇÃO DE CANDIDATURAS
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL NO ÂMBITO DO PROJETO
MIGRANTES E REFUGIADOS: DESAFIOS DA CASA COMUM
 
1. Objetivo
 
Celebrar contrato para a prestação de serviço de mobilizador ou mobilizadora social junto a comunidades de fé, no âmbito do Projeto Migrantes e Refugiados: desafios da Casa Comum, nas cidades de São Paulo e Joinville.
 
2. Perfil esperado
 
- Conhecimento sobre o campo ecumênico brasileiro e o contexto das comunidades de fé;
- Abertura ecumênica e inter-religiosa;
- Facilidade de Comunicação;
- Experiência em organização de atividades como oficinas e roda de conversa, com metodologia da educação popular;
- Inserção e participação voluntária em grupos religiosos inseridos em trabalhos pastorais e diaconais.
- Certo conhecimento sobre a situação de imigrantes e refugiados no Brasil.
- Disponibilidade para eventuais viagens em dias úteis e finais de semana;
 
3. Atividades Previstas
 
- Divulgação do “Projeto Migrantes e Refugiados: desafios da Casa Comum” junto a comunidades de fé;
- Mapear potenciais comunidades de fé a serem visitadas a participarem do Projeto;
- Mobilização de lideranças religiosas (ordenadas, leigas) participantes de comunidades de fé para participar de oficinas sobre imigração e refúgio;
- Realizar o processo de Inscrição das pessoas que participarão das Oficinas;
- Manter as pessoas que participarão das Oficinas informadas sobre a programação, data e local de realização;
- Providenciar logística para a realização das oficinas;
- Entregar relatório final com descrição e avaliação das atividades realizadas.
 
4. Documentos necessários para a candidatura
 
- Uma breve carta de apresentação relatando sua experiência junto a comunidades de fé, trabalhos comunitários e educação popular. Importante também dizer porque se interessa por este trabalho;
- Curriculum Vitae;
- Dados de Micro Empreendedor Individual ou dados pessoais para RPA.
 
5. Critérios de seleção
 
Será realizada pelo CONIC que irá considerar os seguintes critérios:
- Experiência e envolvimento com comunidades de fé e movimento ecumênico; (Peso 3)
- Capacidade de comunicação e trabalho em equipe; (Peso 2)
- Motivação para trabalhar com o projeto Migrantes e Refugiados: desafios da Casa Comum; (Peso 2)
- Participar das reuniões com a coordenação do Projeto.
 
6. Características da contratação, valor e formas de remuneração
 
- A contratação atenderá à prestação de serviços;
- Os produtos a serem entregues são: relato quinzenal das prospecções realizadas junto às comunidades de fé; lista de inscrição para a oficina consolidada, apoio para a definição da logística para a realização da oficina.
- O período do Contrato de Prestação de Serviço será de 4 (quatro) meses.
 
O pagamento será realizado mediante a apresentação de Nota Fiscal de Prestação de Serviço ou RPA
 
Os valores, formas de pagamento, seguem descritos abaixo:
a) de 01 de agosto a 30 de novembro 2018: o valor total da remuneração para os quatro (4) meses será de R$ 3.000,00 (Três mil reais). Serão oferecidos ainda auxílio de transporte e alimentação, além de auxílio de internet e telefone (esse último mediante apresentação de comprovante). 
b) RPA: o valor bruto da remuneração será de R$ 3.000,00 (Três mil reais) e o valor líquido, após descontados os valores relativos ao INSS, será de R$ 2.670,00 (Dois mil seiscentos e setenta reais). Serão oferecidos vale transporte e alimentação, além de auxílio de internet e telefone (esse último mediante apresentação de comprovante de gasto).
 
Prazo para o envio das candidaturas: 22/07/2018
Resultados: 25/07/2018
Contratação e início do trabalho: 01/08/2018
 
Candidaturas devem ser enviadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 
Uma comitiva da comunidade muçulmana do Amazonas visitou, no mês passado, o arcebispo de Manaus, dom Sérgio Castriani, para dar apoio e prestar solidariedade por conta do assalto sofrido na tradicional igreja de São Sebastião, no centro de Manaus, ocorrido em maio. Naquele dia, bandidos levaram dinheiro, objetos sacros, e também danificaram a secretaria da igreja.
 
A comitiva muçulmana foi liderada pelo líder espiritual da mesquita de Manaus, sheikh Muhammad Hussein, e contou com a presença do diretor do Centro Islâmico do Amazonas, Walid Saleh, do professor de língua árabe, Tamer Muhammad, e do jornalista Anwar Assi. Na ocasião, os muçulmanos fizeram uma doação em dinheiro arrecadado entre os membros da comunidade para ajudar a minimizar as perdas materiais da igreja.
 
De acordo com o sheikh Muhammad Hussein, a caridade e a solidariedade são práticas comuns no Islã, que devem ser sempre observadas. O religioso destacou, também, que o Islã ensina aos muçulmanos a ter boas relações com seus vizinhos. “Vizinho não é só aquele que mora diretamente ao lado de sua casa, mas aquele que mora, no mínimo, a 40 casas adjacentes de onde se reside. Portanto, a igreja de São Sebastião é nossa vizinha e nos irmanamos com a comunidade cristã para prestar nossa solidariedade por conta do lamentável acontecimento”, salientou o líder muçulmano.
 
Ato de misericórdia
 
Por sua vez, o arcebispo de Manaus, dom Sérgio Castriani, agradeceu o apoio e a doação em dinheiro da comunidade muçulmana. Segundo ele, o gesto dos muçulmanos do Amazonas foi um ato de misericórdia. “Ser misericordioso é sentir o que outro sente. Deus é misericordioso e tivemos um sinal hoje”, afirmou o líder católico, ao salientar que o prejuízo sentimental com o assalto a igreja foi maior que as perdas materiais.
 
Fortalecimento dos laços de amizade
 
Ainda, de acordo com dom Sérgio Castriani, a visita da comitiva muçulmana deve fortalecer os laços de amizade entre essa comunidade e os católicos do estado.
 
Ao final do encontro, o sheikh Muhammad Hussein fez um convite para que o arcebispo dom Sérgio Castriani visite a mesquita de Manaus, situada a rua Ramos Ferreira, no Centro.
 
CONIC com agências / Mesquita de Curitiba
Foto: Divulgação

 
"Estávamos dentro do ônibus, com o Papa Francisco e os outros patriarcas e líderes das Igrejas, e enquanto percorríamos a Beira-mar de Bari para ir à oração, as pessoas nos cumprimentavam e gritavam ‘unidade, unidade, unidade’. Por um momento eu vi naquele pequeno ônibus coberto, a imagem do barco da Igreja que navega em direção àquele objetivo desejado por todos, que é a unidade".
 
Este foi um dos momentos que sintetizam o espírito do encontro do Papa Francisco e dos líderes e patriarcas das Igrejas cristãs do Oriente Médio, realizado em Bari, cidade de São Nicolau, em 7 de julho. Mas não é a única imagem que o Patriarca Caldeu de Bagdá, o cardeal Louis Raphael Sako, guardou daquele dia de profundo significado ecumênico. Há também aquela no adro da Basílica de São Nicolau - no final do encontro a portas fechadas - mais uma vez todos juntos, em torno do Papa Francisco, que leu a saudação, e após o voo das pombas como sinal de paz. A veneração das relíquias de São Nicolau, a oração à beira-mar e o encontro a portas fechadas: tudo em cinco horas.
 
É o que revela o cardeal Sako - tudo com extrema familiaridade. A mesma com o qual o Papa Francisco pediu ao patriarca Bartolomeu para conduzir a oração pela refeição oferecida pelo arcebispo de Bari, Mons. Francesco Cacucci ".
 
Entre medo e esperança
 
Reunidos em torno da mesa redonda, pintada de branco, colocada no centro da Basílica de São Nicolau, "apresentamos os medos, os sofrimentos e as expectativas dos nossos fiéis e dos nossos países".
 
Guerras, fundamentalismos, instabilidade são as principais causas. "Há preocupação - diz o patriarca dos caldeus - mas também muita esperança. Vimos que há entendimento entre nós, os problemas são políticos.
 
A políticas suja cria as guerras por procuração, que minam a sobrevivência de nossos países. "Precisamos de uma voz profética para dizer basta, exigir o respeito pelos direitos humanos, a liberdade, o direito à cidadania. Por que derrubar regimes para criar outros piores?
 
Oriente Médio, terra fértil banhada pelo sangue dos mártires
 
Não obstante tudo - observou o cardeal - "o Oriente Médio continua sendo uma terra fértil, porque banhada, por dois mil anos, pelo sangue de milhares de mártires de todas as Igrejas".
 
"Eu mesmo - revela ele - avancei a ideia de um documento comum oficial entre cristãos, judeus e muçulmanos em que se condenaria o incitamento ao ódio religioso, os ataques contra inocentes e contra aqueles que professam uma fé diferente. Uma fatwa muçulmana contra ataques a outros crentes pode ser útil. A situação agora parece melhorar no Iraque, onde é raro ouvir um Imã falar mal dos cristãos".
 
Uma mensagem para o Ocidente
 
Na via da solidariedade e da paz, o caminho para a unidade se faz mais rápido. "A nossa gente agora, espera algo de nós, para tal é importante que este encontro não permaneça isolado!"
 
Talvez a unidade já exista, o que falta é a coragem de expressá-la. Precisamos fazer algumas renúncias, alguns sacrifícios".
 
O encontro em Bari, diz o cardeal com voz firme, lançou "uma grande mensagem de unidade não só para o Oriente, mas também para o Ocidente, cujos cristãos são chamados a proclamar o Evangelho sem vergonha, sem reclinar-se na indiferença. O compromisso dos cristãos no Ocidente é renovar a fé, redescobrir suas raízes.
 
O sofrimento dos cristãos no Oriente Médio também é para o Ocidente. De Bari, uma cidade que mantém o Oriente e o Ocidente juntos, uma mensagem diferente não poderia sair.
 
Fonte: Agência SIR / Vatican News
Foto: Vatican News

 
Por Claudia Florentin
 
Conversamos sobre as experiências e percepções nos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas, com a Rev. Gloria Ulloa, da Igreja Presbiteriana da Colômbia, que atualmente é presidente do Conselho para a América Latina e o Caribe.
 
ALC - Em poucas palavras, suas impressões sobre as comemorações do 70º aniversário do CMI.
 
Gloria Ulloa - Desde o ano anterior estamos promovendo que a celebração do 70º aniversário do CMI seja assumida pelas igrejas membros lembrando as experiências destas 7 décadas, suas lideranças, documentos, destaques, fazendo suas próprias celebrações litúrgicas nacionais e locais. , por exemplo. A celebração teve lugar em Genebra foi parte da reunião ordinária do Comité Central a cada dois anos e teve como convidado central para o Ecumênismo a o patriarca ortodoxo Bartolomeu, em uma liturgia muito significativo na Catedral de St. Peter em Genebra, e o Papa Francisco na liturgia no Centro Ecumênico como final da reunião do Comitê Central. Esses dois personagens têm nos chamou para insistir na unidade como um sinal visível da obediência a Cristo caminhando, orando e agindo em conjunto para curar as feridas causadas por divisões e guerras que viveram historicamente a humanidade em muitos casos apoiados pelas próprias igrejas.
 
ALC - O que a presença do Papa significa para você neste cenário ecumênico global que busca, de alguma forma, se reconfigurar?
 
Muito importante de uma maneira especial para os países colonizados pela Igreja Católica Romana e onde as igrejas não-católicas ainda carregam um peso enorme sobre os nossos ombros por causa da forte relação de nossos Estados e governos com a Igreja Católica.
 
Em sua homilia, o Papa Francis reconheceu que “Ao longo da história, as divisões entre os cristãos têm ocorrido com freqüência porque, fundamentalmente, uma mentalidade mundana é introduzido na vida das comunidades: primeiros interesses pessoais foram procurados somente após os Jesus cristo Nessas situações, o inimigo de Deus e do homem tinha facilidade em nos separar, porque a direção que estávamos perseguindo era a da carne, não a do Espírito. Até mesmo algumas tentativas do passado para pôr fim a essas divisões falharam miseravelmente, porque foram inspiradas principalmente por uma lógica mundana. Mas o movimento ecumênico -pelo qual tem contribuído o Conselho Mundial de Igrejas, veio pela graça do Espírito Santo (cf. Conc. Concílio Ecumênico Vaticano II. Vat. II, UR 1). O ecumenismo nos colocou no caminho seguindo a vontade de Jesus, e progredirá se, caminhando sob a direção do Espírito, rejeitar qualquer retraudo auto-referencial “
 
ALC - Que papel você acha que o CMI cumpre neste momento no mundo todo?
 
Do meu ponto de vista como uma colombiana que nunca conheceu um país de igualdade social, mas um país em guerra por causa da injustiça, o papel mais importante do CMI é defender antes que os atores armados parem os conflitos e encontrem soluções de diálogo e não violentos ; É imperativo que a fé seja uma comunidade pacificadora no Oriente Médio, na península coreana, na Colômbia, na África. Outro papel muito importante é apoiar o trabalho das igrejas em atenção ao sofrimento que está causando as grandes migrações atuais e elevar sua voz profética contra todos os tipos de discriminação que as causam.
 
ALC - Qual é o papel do CMI hoje na América Latina e no Caribe, a região da qual você é presidenta?
 
Primeiro, devo insistir que o Conselho Mundial de Igrejas são as igrejas que o compõem, não a sede em Genebra. As igrejas respondem ou não aos contextos que as cercam de acordo com a compreensão de suas ações. No Cone Sul, no Caribe, na América Central, as igrejas levantaram suas vozes nos horários de pico, mostraram onde caminhar e a estrutura administrativa do CMI os acompanhou. O Comitê Central aprovou há dois anos que, em 2018, a América Latina estaria focada em marcar presença em todos os programas e ações da equipe e nas Comissões de trabalho, para as quais diferentes ações estão sendo desenvolvidas em nossa região.
 
ALC - Como você se conecta com as igrejas membros?
 
É responsabilidade das igrejas-membro manter contato permanente com a Secretaria-Geral por meio de sua liderança e, ao mesmo tempo, responder rápida e positivamente às solicitações da administração em Genebra. Recebi informações de diretores do programa sobre a baixa resposta de nossas igrejas a certas propostas.
 
ALC - Você acha que em nossa região essa forma é suficiente ou você pensa em novas estratégias?
 
Essa estratégia seria suficiente se soubéssemos aproveitá-la melhor.
 
ALC - Que mensagem você deixaria para nossas igrejas?
 
Comunique-se mais efetivamente com propostas concretas. Aproveitar os espaços abertos para marcar presença nos eventos, ter representatividade e gerenciar oportunidades. Por exemplo, precisamos treinar nossos líderes no ecumenismo e abrimos possibilidades em Bossey, enviamos as informações para as igrejas-membro, mas não nos aplicamos. É importante que as igrejas saibam, analisem os documentos importantes que são aprovados pelo Comitê Central a cada dois anos e que são enviados a todas as igrejas-membros e se socializam com seus paroquianos. É necessário manter-se informado através das redes sociais sobre as ações contínuas de toda a organização.
 
Fonte: ALC Notícias
Foto: Conselho Mundial de Igrejas

 
A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) lançou, no dia 4 de julho, três rodas de conversas para ajudar lideranças comunitárias no processo de escuta e nas respostas ao questionário do Sínodo para a Amazônia. O material, preparado pela equipe de assessores da REPAM, têm a frente do projeto a professora Márcia Oliveira. Ele faz parte de uma série de instrumentais metodológicos pensados pela Rede para popularizar as discussões sobre o Sínodo e facilitar o acesso das comunidades às questões para a escuta do território.
 
A proposta, segundo a professora, é que com os instrumentos que estão sendo pensados, bem como as discussões sobre o Sínodo cheguem cada vez mais perto das bases e das comunidades tradicionais. “As rodas de conversas serão um instrumental para reunir os pequenos grupos nas comunidades, nos movimentos sociais, nas mais diversas realidades da Amazônia para conversar sobre os temas que são extremamente importantes para compreendermos a Amazônia e também entrarmos numa dinâmica de celebração do Sínodo”, afirmou a professora.
 
Segundo Márcia Oliveira, outra proposta do instrumento é fazer chegar aos mais diferentes grupos e segmentos da sociedade aquilo que são as três dimensões do documento: ver a realidade, discernir sobre ela – à luz da Palavra de Deus, da Laudato Sí e outros documentos da Igreja – e propor caminhos para atuar.
 
O instrumento está estruturado conforme o documento preparatório. Ele segue e metodologia do VER, DISRCENIR e ATUAR, com uma roda de conversa para cada parte. O material e toda a instrução para a sua utilização e o envio das respostas está disponível já está disponível no site da REPAM.
 
Basta acessar: www.repam.org.br.