O Papa Francisco reuniu-se, no dia 8 de janeiro, com o corpo diplomático junto à Santa Sé para os tradicionais votos de início de ano. O discurso aos embaixadores teve como fio condutor a defesa dos direitos humanos, a partir dos quais Francisco abordou alguns dramas mundiais e enfatizou a necessidade de diálogo e de paz.
 
A Declaração Universal dos Direitos do Homem foi o documento ao qual o Papa quis dedicar o encontro com os embaixadores. “Para a Santa Sé, falar de direitos humanos significa, antes de mais nada, repropor a centralidade da dignidade da pessoa, enquanto querida e criada por Deus à sua imagem e semelhança”, pontuou.
 
Francisco constata que, após 70 anos do documento – que se completam agora em 2018 – , muitos direitos fundamentais ainda são violados, primeiramente o direito à vida, à liberdade e à inviolabilidade de cada pessoa humana. Ele ressalta que esses direitos não são lesados apenas pela guerra ou violência, mas por formas mais sutis, como o descarte de crianças antes mesmo de nascer; ou dos idosos, considerados um peso; a violência contra a mulher, mesmo dentro da própria família, e o tráfico de pessoas. “Defender o direito à vida implica também trabalhar ativamente pela paz, reconhecida universalmente como um dos valores mais altos que se deve procurar e defender”, disse.
 
Apesar da necessidade do trabalho pela paz, o Santo Padre destacou que muitos conflitos continuam ocorrendo em vários lugares e os esforços em prol da paz parecem menos eficazes diante da lógica da guerra. Mas esse panorama não pode diminuir nem o desejo nem o compromisso em prol da paz, destaca o Pontífice, que voltou a denunciar no discurso a proliferação de armas. “A proliferação de armas agrava claramente as situações de conflito e implica enormes custos humanos e materiais, deteriorando assim o desenvolvimento e a busca duma paz duradoura”.
 
Realidades atuais
 
No discurso, o Papa lembra que a Santa Sé reitera a defesa de negociações, não de armas, para dirimir as controvérsias entre os povos. E nesse ponto do discurso, ele mencionou algumas realidades atuais.
 
“Nesta perspetiva, é de suma importância que se sustente toda a tentativa de diálogo na península coreana, a fim de se encontrar novos caminhos para superar as contraposições atuais, aumentar a confiança mútua e garantir um futuro de paz ao povo coreano e ao mundo inteiro”.
 
Francisco também fala da necessidade de continuar com as iniciativas de paz na Síria, a fim de encerrar o conflito que já perdura há anos e causou tanto sofrimento. Da mesma forma, ressalta a necessidade de diálogo no Iraque, bem como no Iêmen e Afeganistão. Ele faz uma menção particular às tensões recentes entre Israel e Palestina.
 
“A Santa Sé, ao exprimir o seu pesar por quantos perderam a vida nos recentes confrontos, renova o seu premente apelo a ponderar bem cada iniciativa para que se evite de exacerbar as contraposições e convida a um esforço comum por respeitar, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas, o status quo de Jerusalém, cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos. Setenta anos de confrontos tornam extremamente urgente encontrar uma solução política que consinta a presença na região de dois Estados independentes dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”.
 
Francisco ressalta ainda a crise política e humanitária na Venezuela e os conflitos em muitas partes da África, especialmente no Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Somália, Nigéria e República Centro-Africana. Nesses lugares, o terrorismo, a proliferação de grupos armados e a exploração indiscriminada dos recursos ameaçam o direito à vida, explicou. E não passou despercebida a crise na Ucrânia. “O ano, que findou, ceifou novas vítimas no conflito que atormenta o país, continuando a infligir grandes sofrimentos à população, particularmente às famílias que moram nas áreas afetadas pela guerra e que perderam os seus entes queridos, não raro idosos e crianças”.
 
Defesa da família
 
O Pontífice quis dedicar uma parte de sua reflexão à família, ressaltando que, sobretudo no Ocidente, ela é considerada uma instituição superada. O Papa afirma que é urgente adotar políticas efetivas em apoio da família, considerando também que dela depende o futuro e o desenvolvimento dos Estados.
 
“Sem ela, de fato, não se podem construir sociedades capazes de enfrentar os desafios do futuro. E a falta de interesse pela família traz consigo outra consequência dramática – particularmente atual nalgumas regiões – que é a queda da natalidade. Vive-se um verdadeiro inverno demográfico! Isto é sinal de sociedades que sentem dificuldade em enfrentar os desafios do presente, tornando-se, por conseguinte, cada vez mais temerosas do futuro e acabando por se fechar em si mesmas”.
 
Migrações
 
Ao tocar no tema das migrações, o Papa lembra que a liberdade de movimento pertence aos direitos humanos fundamentais. Ele recorda o tema de sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2018, celebrado no último dia 1º: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz” para destacar uma vez mais a necessidade de acolhimento a essas pessoas.
 
O Santo Padre manifestou seu agradecimento ao empenho de tantos países na Ásia, na África e nas Américas, à Itália e outros Estados europeus, particularmente a Grécia e a Alemanha, em acolher migrantes e refugiados. “Não devemos esquecer que numerosos refugiados e migrantes procuram alcançar a Europa, porque sabem que nela podem encontrar paz e segurança, fruto aliás dum longo caminho que nasceu dos ideais dos Pais fundadores do projeto europeu depois da II Guerra Mundial”.
 
Outros direitos humanos e o cuidado da terra
 
Francisco também menciona na mensagem o direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião, bem como a importância do direito ao trabalho. “Não há paz nem desenvolvimento, se o homem está privado da possibilidade de contribuir pessoalmente, através da sua atividade, para a edificação do bem comum”.
 
O Santo Padre observa que, em muitas partes do mundo, o trabalho ainda é escasso, com poucas oportunidades, em especial para os jovens. Além disso, há a problemática da perda do emprego, seja em virtude dos ciclos econômicos seja pelo avanço da tecnologia que traz cada vez mais novos maquinários que substituem o homem.
 
Concluindo o discurso, Francisco falou sobre a necessidade de cuidar da terra, enfrentando com esforço conjunto a responsabilidade de deixar às gerações futuras uma terra mais bela e habitável.
 
Com informações do Boletim da Santa Sé
Foto: Reprodução Reuters
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Desde o momento em que Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco para seu papado, em 2013, mandou um recado ao mundo. A Igreja Católica, que nos últimos anos havia sido comandada por João Paulo II e Bento XVI, sairia de dentro de si mesma e se abriria para o mundo. Concretamente, isso tem significado ter um Papa que sorri, faz piadas, carrega seus próprios pertences, veste o que há de mais simples – um verdadeiro desafio, quando falamos de um armário recheado de coroas e panos suntuosos –, mas também negocia acordos de paz, como no caso da intermediação que fez entre as FARC e Governo colombiano, e não se furta de tocar em temas delicados para a Igreja como divórcio, homossexualidade e machismo.
 
Nesta terça-feira, 16, inicia mais uma de suas viagens internacionais, desta vez ao Chile e Peru, onde não deve se furtar a entrar em questões delicadas, como a defesa do meio ambiente e dos índios mapuche. Tanta movimentação, contudo, tem causado divergências dentro da Igreja e já há setores abertamente contrários ao papado atual. Para o padre e historiador brasileiro José Oscar Beozzo, coordenador geral do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), grande parte deste descontentamento parte de grupos que ainda não digeriram o Concílico Vaticano II, que nos anos 1960 reformou uma série de diretrizes e instituições católicas.
 
Na entrevista abaixo, Beozzo fala sobre o legado, do qual se sente próximo, que o Papa Francisco está construindo, comenta as divisões da Igreja e fala sobre como elas se refletem no Brasil.
 
Pergunta. O Papa Francisco tem encontrado resistência constante de certo grupos dentro da Igreja Católica. O seu papado está tão fora do script assim?
 
Resposta. Não. Depois da aposentadoria do Bento XVI, nos nove dias em que os cardeais se reúnem para fazer um balanço da Igreja e traçar o perfil do novo Papa, o Bergoglio apresentou uma Igreja extrovertida, que deixava de lado o ensimesmamento dos dois últimos papados para abraçar o grito dos pobres. Logo de saída, ele escolher o nome Francisco, o que nunca ninguém havia ousado, também é significativo. Francisco é um ícone de importância imensa na Igreja católica e nas outras Igrejas também. Quando o Papa estava pregando a cruzada, Francisco foi ver o sultão e dizer que tinha que haver uma agenda de paz entre muçulmanos e cristãos. Não à toa, ao longo dos 700 anos em que a história da Palestina foi revirada de todas as formas possíveis, os franciscanos continuam lá. Nunca foram expulsos. Essa sempre foi a agenda do Papa Francisco, uma agenda de paz, perdão, reconciliação, misericórdia. Só assumir o nome Francisco já é um programa. Quando se apresentou ao mundo, ele abençoou o povo e pediu para que o povo também o abençoasse.
 
P. Mesmo assim, ele tem sido descrito como um outsider em reportagens que tratam das dissidências internas da Igreja.
 
R. Ele é um outsider? O João Paulo II também era um outsider. Ele foi o primeiro papa não italiano depois de quatro séculos. O último havia sido Adriano XVI, que era holandês, durante o tempo de Carlos V [Adriano XVI morreu em setembro de 1523]. A eleição de João Paulo II já quebrou uma tradição que refletia, um pouco, esse processo de internacionalização da Igreja, que começou com o Papa João XXIII na época do Concílio Vaticano II. De repente, ficou claro que a Igreja não era uma cozinha italiana, mas que estava implantada nos vários continentes com um profundo deslocamento de fiéis. A África, por exemplo, significava apenas 1% dos católicos no começo do século XX, hoje representa 18%. A Europa tinha 75% dos católicos do mundo no começo do século XIX, hoje tem 23%. A Europa representava três quartos da Igreja e hoje é menos de um quarto. Só que esse deslocamento da Igreja, representado pela figura do Papa polonês João Paulo II, não se converteu em um deslocamento da agenda. E, durante o papado de Bento XVI, houve até uma exasperação no sentido de construir uma agenda apenas europeia.
 
P. E essa mudança de agenda era algo ansiado?
 
R. Depois do João Paulo II havia um movimento da Igreja que pedia que ela fosse mais aberta e muitos dos votos começaram a ir para o cardeal Martini, de Milão, que é um biblista e jesuíta. Mas ele logo disse que tinha uma ponte de safena, saúde frágil e que era melhor que a Igreja não dependesse de um Papa com problemas de saúde. Nesse momento, o Bergoglio teve 45 votos. Pouca gente fala disso, mas lá atrás, no momento final, ficaram Bergoglio e Ratzinger. Só que, na época, o Ratzinger tinha muito mais poder e visibilidade.
 
P. Há um movimento contrário ao dos dois últimos papados, então?
 
R. Sim. Um exemplo é que logo no início, o Papa Francisco disse que antes de Papa, era bispo de Roma. Como bispo, a obrigação dele é visitar as prisões, o hospital das crianças, as escolas, as paróquias da cidade. Isso já tinha mudado, mas foi o Papa Francisco quem falou explicitamente isso na apresentação. Ele recoloca a ordem das coisas. Essa agenda havia sido interrompida. No Concílio Vaticano II, há afirmação de que as igrejas são as dioceses e que ali está a totalidade da Igreja. Uma Igreja Universal, então, não é uma coisa abstrata, mas a comunhão dessas igrejas locais. Ele tem feito muitos gestos nessa direção. E isso acaba sendo conflitivo, pois toda a agenda de João Paulo II e Bento XVI foi no sentido de retomar a centralização do poder em Roma. Ele quebra isso e gera insatisfação.
 
P. O papado de Francisco representa retorno ao Concílio?
 
R. Sim, e muito da insatisfação que tem aparecido dentro da Igreja é por isso. Uma ideia que o Papa Francisco retoma é a do discurso de abertura do Concílio, quando o Papa João XXIII dizia que a Igreja nunca tinha deixado de apresentar sua doutrina, mas que uma coisa é a doutrina e outra é a apresentação dela. Em cada momento da história, segundo ele, essa doutrina precisava ser repensada para que fosse encontrada a maneira adequada e as melhores palavras para torná-la compreensível. Para Bento XVI, a última palavra sempre foi a doutrina e, por isso, ela não precisava ser repensada. Para o Papa Francisco, a última palavra é pastoral, é a relação com as pessoas, o cuidado para que a pessoa possa viver e encontrar luz e caminho. Lembro dessa suprema máxima: Salus Animarum Suprema Lex, ou seja, a salvação das almas é a suprema lei da Igreja. Para os opositores do Papa, como o bispo norte-americano Burke, isso é relativismo, pois a doutrina é a última palavra.
 
P. E por que nos dois últimos papados ocorreu esse movimento de afastamento do Concílio?
 
R. Não foi apenas na Igreja Católica, mas em todas as outras. Houve uma volta para dentro de si mesmo, para a liturgia. O Papa está na contramão do mundo. Falando contra o neoliberalismo e lavando os pés, em seu primeiro lava-pés, não dos cônegos, mas de rapazes e moças presos, inclusive de uma muçulmana. Isso gera perplexidade, mas também gera aplauso. Hoje ele tem mais resistência de certos setores de dentro da Igreja, que foram educados em um espírito de muita liturgia, muito canônico, do que no mundo.
 
P. E dentro do Brasil, como estão essas divisões?
 
R. Há um setor pequeno na Igreja brasileira que não aceitou as mudanças do Vaticano II. Durante o Concílio, havia em Roma uma articulação conservadora e o secretário desse grupo era o brasileiro Dom Geraldo de Proença Sigaud, arcebispo de Diamantina. Além dele, havia o Dom Antonio Castro Maia, bispo de Campos dos Goytacazes, que fez 34 intervenções durante o Concílio. Eles eram lideranças episcopais do movimento Tradição, Família e Propriedade [organização civil que apoio a ditadura militar no Brasil]. Havia outros que não concordavam com as mudanças, mas que depois acabaram aceitando, entre outras coisas estabelecidas, que deveriam, por exemplo, rezar a missa em português e não mais em latim. O Castro Maia não aceitou e acabou se separando da Igreja e passou para a fraternidade Pio X, que reúne os conservadores que não aceitaram o Concílio. Desse grupo, que durante o papado de Bento XVI, foi reintegrado à Igreja, há uma ala que entrou em conflito aberto com o Papa Francisco. Mas é algo pequeno e localizado.
 
P. E as dissidências se limitam a isso?
 
R. O Papa é o Papa e, por mais que haja discordâncias, não há no Brasil um bispo que levantou bandeira contra o Francisco. Há nos Estados Unidos, na Itália, na França, mas aqui não. O que há, acredito, é certo corpo mole: deixa passar, pois o papado não vai durar para sempre. É claro que há dissidências, mas elas não são ditas publicamente. Se você pegar todos os bispos do Brasil, que são 485, os nomeados pelo Francisco são 16%. 84% ainda são bispos da época do Bento XVI e João Paulo II. Se você pega só os que estão em exercício, porque há uns 140 que são eméritos, um quarto, ou 25% são bispos nomeados pelo Francisco. 75% são formados em outro tempo e foram escolhidos para implementar uma determinada linha teológica diferente da atual.
 
P. E como você interpreta o fato de ele não ter voltado ao Brasil para os 300 anos de Nossa Senhora de Aparecida quando, em 2013, disse que viria?
 
R. Há duas coisas. Primeiro, ele não costuma repetir visitas e o Brasil foi o primeiro país que ele visitou. Em 14 de março foi escolhido Papa e, em junho, já estava aqui para a Jornada Internacional da Juventude. Tem isso, mas acredito que ele não veio por causa do impeachment, ou melhor dizendo, do golpe parlamentar, e da situação política brasileira. Ele tomou muita distância disso. Do mesmo modo que não foi ainda à Argentina, apesar de ser argentino. O presidente Macri tem uma agenda neoliberal com a qual o Papa Francisco não concorda. Não dá para excluir essas interpretações.
 
P. Se ele puxou a Igreja para outro lado tanto, não é de esperar que o próximo Papa seja alguém de linha completamente oposta?
 
R. Quanto tempo seu papado vai durar? Ele pode ter mais um, dois anos de papado, porque é bem provável que ele renuncie, já que deixou claro, algumas vezes, que o Bento XVI abriu um caminho institucional possível. Que ele prefere a renúncia do que definhar na cadeira de Papa. E o que virá depois? Eu tenho impressão que a tendência, é que depois do Francisco, depois desse terremoto, o plano seja colocar alguém mais moderado, mas acho impossível uma volta à linha do Bento XVI. Seria um trauma muito grande dentro da Igreja. Provavelmente será escolhido um Papa de centro, porque os consensos também precisam ser encontrados. De qualquer jeito, marcas estão sendo deixadas. Um dos casos mais conhecidos é o do Haiti. O país nunca teve cardeal e, no lugar do arcebispo de Porto Príncipe, o Papa Francisco nomeou como cardeal um bispo lá do interior. É como se você pegasse um bispo de registro e transformasse em cardeal. Ele é do interior? É. Mas se bateu contra a discriminação dos haitianos na República Dominicana. E é isso que importa para o Para Francisco.
 
Fonte: El País
Foto: CESEEP/Reprodução
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A consagração pessoal a Deus dentro de uma comunidade foi se desenvolvendo em dois ramos distintos na história do cristianismo: o oriental e o ocidental.
 
Surgiu primeiro o monaquismo oriental, que influenciou São Bento na fundação da vida monástica no Ocidente.
 
As raízes espirituais do monaquismo oriental remontam a São Paulo Eremita, no século III, e a Santo Antônio, o Grande, pouco tempo depois. Sua formalização, porém, ocorreu com São Basílio de Cesareia e São Pacômio, no século IV. Por volta do ano 357, São Basílio viajou para a Palestina, o Egito, a Síria e a Mesopotâmia a fim de estudar a vida dessas comunidades monásticas e descobrir o seu segredo da santidade.
 
Embora admirasse o ascetismo severo e a devota vida de oração que os eremitas viviam, São Basílio considerou que os mosteiros precisavam de equilíbrio. Ele então escreveu uma espécie de “regra” para governar o cotidiano dos monges e moderar o seu modo extremo de vida. Graças ao grande sucesso dessa regularização, São Basílio seria reconhecido, mais tarde, como o “pai do monaquismo oriental”.
 
Essa vida completamente dedicada a Deus tem muito a nos ensinar no século XXI. A sabedoria de São Basílio e dos Padres do Deserto influenciou inúmeros santos ao longo dos séculos e ainda hoje é altamente relevante.
 
Estas são quatro lições espirituais que podemos aprender do monasticismo oriental e aplicar em nossa vida de todos os dias:
 
1 – Ore sem cessar
 
São Basílio escreve:
 
“Devemos rezar sem cessar? É possível obedecer a tal mandamento? (…) A força da oração reside mais no propósito da nossa alma e nos atos de virtude que estendemos a cada parte e momento da nossa vida. ‘Seja que comais’, está escrito, ‘seja que bebais, ou o que quer que façais, tudo fazei para a glória de Deus’. Ao te sentares à mesa, reza. Ao levantares o pão, dá graças ao Criador (…) Ao vestires a túnica, dá graças ao Doador. Ao te envolveres no manto, sente um amor ainda maior por Deus, que, no verão e no inverno, provê nossas vestes convenientes, tanto para nos preservar a vida quanto para cobrir o que é impróprio à vista. Finda já o dia? Dá graças a Ele, que nos deu o sol para o nosso trabalho diário e nos fornece o fogo para iluminar a noite”.
 
Em essência: viva sempre em espírito de ação de graças, lembrando-se de Deus em todas as atividades. Assim viveremos a exortação de São Paulo a “rezar sem cessar”, pois não só com palavras sem faz oração!
 
2 – Renove a sua alma com um “deserto” semanal
 
Em uma carta a São Gregório Nazianzeno, São Basílio escreve:
 
“A quietude é o primeiro passo para a limpeza da alma. A solidão é de grande utilidade quando aplaca as paixões e dá lugar ao princípio de cortá-las da alma”.
 
Há uma razão pela qual Deus nos deu um dia semanal de descanso: precisamos não apenas descansar, mas renovar a alma e experimentar a quietude. Não fomos feitos para trabalhar sete dias por semana. Quando chega o domingo, faça dele um dia de descanso e quietude, de acordo com o seu estado de vida.
 
3 – Sirva aos pobres em todos os momentos
 
Os monges do deserto egípcio geralmente não viam muita gente, mas São Basílio recomendou aos seus monges que servissem aos pobres o máximo possível. Os monges fizeram isso com diligência, dando todas as suas posses aos pobres e continuando a apoiá-los mediante o seu trabalho em solidão.
 
São Basílio lembrava aos monges que o ato de retirar-se do mundo não os dispensava de servir aos outros, porque a sua fé cristã devia ser demonstrada no amor aos pobres.
 
4 – Jejue para desarraigar pecados particulares
 
Jejuar pode ser difícil, mas os padres do deserto viam no jejum um meio primordial de erradicar o pecado na vida de uma pessoa. Se o pecado deriva das nossas paixões, abster-nos da paixão corporal pela comida nos fortalece contra as outras paixões rebeladas.
 
São Basílio recomenda moderação no jejum, considerando que a saúde e os deveres são mais importantes do essa prática. Embora digno como todo meio espiritual, o jejum deve ser vivido com intenção reta, evitando o espírito de competição que se verificava, algumas vezes, nos primeiros mosteiros: sim, alguns monges “competiam” para ver quem se abstinha de comida durante mais tempo. É comum, aliás, que a soberba humana contamine práticas piedosas e as desvie do seu sentido autêntico, destruindo seus méritos.
 
Fonte: Aleteia
Imagem: Reprodução / Meister der Sophien-Kathedrale
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Foto de Yannis Behrakis registrada em Lesbos, Grécia, em setembro de 2016
 
Já são mais de 232 milhões de migrantes no mundo (o que poderia ser o quinto país mais povoado do planeta). Mais de 65 milhões são pessoas que foram forçadas a abandonar seus lares por causa de conflitos armados, pela violência generalizada ou por desastres naturais. Deste número, 21 milhões são refugiados, 38 milhões são migrantes internos e 3,2 milhões são pessoas que solicitam asilo em outros países.
 
O Mediterrâneo virou o maior cemitério mundial, onde somente em 2016 mais de 5 mil migrantes perderam a vida. A Síria é o país que gera o maior número de refugiados, seguida por: Afeganistão, Somália e Sudão do Sul.
 
No caderno especial em espanhol “Hijos e hijas de un peregrino – Hacia una teología das migraciones” (“Filhos e filhas de um peregrino, uma teologia das migrações”), Alberto Ares aprofunda as raízes bíblicas para iluminar a realidade dos refugiados.
 
Alberto Ares é um jesuíta espanhol pesquisador das migrações. Ele acompanha comunidades migrantes em várias partes do mundo. Atualmente, é delegado do Departamento Social dos jesuítas na Espanha e pesquisador associado ao Instituto de Estudos sobre Migrações da Universidade Pontifícia de Comillas, em Madri.
 
A Bíblia e os refugiados
 
Na Bíblia, é possível encontrar realidades de movimentos, experiências migratórias, de exílio, de acolhida e hospitalidade, em que se inserem as experiências fundadoras do povo eleito. Ares começa citando: “meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros” (Deuteronômio 26,5).
 
O Novo Testamento, em que o próprio Jesus se apresenta como um migrante, “dá um destaque especial na acolhida e na fraternidade, no universalismo e na vida apostólica em movimento, que desbrava fronteiras”.
 
Ares lembra como o Antigo Testamento une doutrina e práxis sobre as migrações e as pessoas em movimento. Por um lado, juntamente com os órfãos e as viúvas, os migrantes constituem a trilogia típica do mundo dos marginalizados em Israel. Deus pede um tratamento digno e respeito e atenção especiais a essas pessoas. O autor relembra algumas citações bíblicas sobre os movimentos migratórios:
 
– “Meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros” (Deuteronômio, 26);
 
– “Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Êxodo 23:9);
 
– Não os oprimireis” (Levítico 19, 34);
 
– “Não os explorareis” (Deuteronômio 23,16);
 
– “Não violarás o direito do estrangeiro” (Deuteronômio 24,17);
 
– “Maldito o que viola o direito do estrangeiro” (Deuteronômio 27, 19);
 
– “Esteja ele entre vós como um compatriota, e tu o amarás como a ti mesmo” (Levítico 19,34);
 
Novo Testamento: Jesus, o imigrante
 
Um dos elementos centrais do Novo Testamento, sob o ponto de vista da realidade migratória, é o fato de o próprio Jesus se apresentar como um migrante. Mateus mostra a infância de Jesus e a Sagrada Família sob uma primeira e cruel experiência de imigração forçada. Por outro lado, o Evangelho de Lucas narra o nascimento de Jesus fora da cidade, “pois não havia lugar para eles na hospedaria”. Veja as citações lembradas pelo jesuíta Ares:
 
– “E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas, 2);
 
– “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João, 1);
 
– “Era peregrino e me acolhestes” (Mateus, 25);
 
– “O bom samaritano” (Lucas, 10);
 
– “Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas, 3).
 
Fonte: Aleteia
Foto: REUTERS/Yannis Behrakis
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Muita gente confunde ecumenismo com diálogo inter-religioso. E isso é normal, pois até mesmo alguns veículos de comunicação utilizam esses dois termos de maneira equivocada. Para que você não tenha mais qualquer dúvida, o padre Marcial Maçaneiro, que é pesquisador na área, irá esclarecer alguns pontos importantes.
 
Segundo ele e sob o ponto de vista teológico, ecumênico é o diálogo entre os cristãos que professam a fé em Jesus, na Trindade, no Mistério Pascal, na Redenção, na Graça, enfim, toda a fé do Novo Testamento. E o CONIC acrescenta: algumas pessoas criticam o ecumenismo afirmando que o objetivo seria "criar uma única igreja que englobe todas as outras". Não é nada disso. A ideia do ecumenismo é tão somente "criar pontes" entre as diferentes igrejas cristãs, de modo que elas possam estabelecer um diálogo fraterno e respeitoso entre seus membros para que, com essa unidade na caminhada, testemunhem que "maior é Aquele que as une do que aquilo que as separa".
 
No Novo Testamento também consta o desejo de Jesus a respeito da unidade entre aqueles que O seguem, como relata o evangelista João (cf. Jo 17,21-23). A partir deste trecho da Sagrada Escritura, padre Marcial explica que o diálogo ecumênico não é uma invenção dos cristãos, mas uma condição, uma vocação, apresentada por Jesus, para que o mundo creia em Seu Nome.
 
“Isso é vocação de unidade, vem do Batismo e da Graça do Espírito Santo. A unidade entre os cristãos não é um produto, resultado apenas desse diálogo, mas é uma vocação da Igreja. E a gente que participa desse diálogo, acolhe a Graça e vai promovendo essa vocação de comunhão entre todos os batizados por quem Jesus deu a vida”.
 
Diálogo inter-religioso
 
Já o diálogo inter-religioso, como a própria nomenclatura sugere, acontece entre as diferentes religiões (budismo, islamismo, judaísmo, xintoísmo, cristianismo, etc.).
 
Segundo padre Marcial, “trata-se de um diálogo para discernir como a Graça de Deus opera no coração destes homens e mulheres de outras tradições; como eles e nós, de algum modo, podemos atuar juntos no testemunho da justiça, da paz, da promoção humana; como nós podemos atuar juntos, como homens e mulheres religiosos, na construção de uma cidadania, de uma sociedade justa, do cuidado ambiental”, esclareceu.
 
Com informações da Canção Nova
Imagem: Pixabay
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Sentados em frente das suas casas, eles estavam sem trabalho na sua pequena cidade pobre do Piauí, e suas crianças passavam fome. Passou uma camioneta com alto-falante convidando o pessoal para trabalhar numa fazenda do estado do Pará. O “gato” do fazendeiro prometia bons salários, comida, alojamentos. Iludidos, sem alternativa, embarcaram no caminhão. Foram dois dias de viagem cansativa, no calor, na poeira, quase sem comer.
 
Agora, eles estão lá, junto com muitos trabalhadores migrantes, de todas as regiões do Brasil, perdidos na mata, debaixo da lona, sem receber salários, sem dinheiro, bebendo água suja do córrego onde pisa o gado, comendo carne de vaca doente, trabalhando o dia inteiro, do amanhecer ao anoitecer, no calor, derrubando árvores, roçando juquira, vigiados por homens armados.
 
Há três meses que sobrevivem nessa escravidão. Nesta noite, deitados, cansados nas suas redes, eles olham, mais uma vez, através dos buracos da lona, o céu estrelado. Onde está sua estrela? Pois, cada um tem uma estrela! Onde está a estrela do menino, seu companheiro de 17 anos que, sendo menos vigiado, conseguiu fugir para tentar alertar as autoridades? Saiu de noite com o dinheirinho e o “frito” que conseguiram arrumar para ele. Onde está? Será que está vivo? Conseguiu escapar dos pistoleiros que foram atrás dele no dia seguinte?
 
A noite se afastou, apareceu a aurora, amanheceu, o sol se levantou. Já no serviço, dentro da mata, desmatando, ouviram um ruído de motores. De repente apareceram no fundo do trilho, três camionetes 4×4, solavancando. Chegaram. Policiais federais pularam fora, armas em punho. Saíram também vários fiscais do Ministério do Trabalho, Procurador da República, Delegado da Polícia Federal. Estavam livres!
 
No banco traseiro da camionete, encapuzado, escondido, um rapaz, com medo. Era o menino Sebastião! Era ele que tinha alertado as autoridades e mostrado o caminho desconhecido, tão difícil para chegar até aqui!
 
Sebastião tinha caminhado a noite inteira na mata, no meio dos ruídos da floresta, com medo das cobras, das onças, dos jacarés, bebendo a água dos córregos, se orientando com essa estrela do Cruzeiro do Sul, como lhe tinham ensinado seus companheiros mais velhos. Seguindo sempre ela, não se perderia e cruzaria, com certeza, cedo ou tarde, uma estrada.
 
Não foi uma estrela que levou os Reis Magos, de noite, até a manjedoura do Menino Jesus?
 
O jovem Sebastião seguia também sua estrela, com confiança. Às vezes a perdia na escuridão total da mata fechada, mas a encontrava de novo logo em uma clareira, todo alegre! Andou muito, muito. Tropeçava, vacilava, caia. Ficava um pouco deitado nas folhas do chão. Olhava para o céu. Se sentia tão pequeno nessa imensidão dessas miríades de estrelas do firmamento, tão perdido nessa mata sem fim, tão frágil.
 
Mas, o Menino Jesus não era uma coisinha muito pequeninha, muito frágil na noite de Natal, na manjedoura?  Não é na fraqueza do ser humano, da nossa vida, que a força do Amor de  Deus se manifesta?
 
Sebastião comia um pouco do “frito” dos companheiros os quais esperavam tanto dele. Retomava força. Buscava sua estrela no firmamento, levantava-se e caminhava de novo.
 
Amanheceu… o sol apareceu. Chegou a uma estrada de chão. Para onde ir? Para a esquerda, para a direita? Esperou, esperou! Chegou um velho caminhão.  Parou, entrou na cabina perto do motorista. Andaram e depois de um bom tempo de silêncio, o motorista parou, olhou para o menino e perguntou: “Você esta fugindo de uma fazenda?” Tremendo de medo, respondeu “Sim.” Então, vai atrás na carroceria e se esconde debaixo da lona e da mercadoria, bem escondido, porque na ida, um pouco mais pra frente, tinha um grupo de homens armados que paravam e vistoriavam os veículos. Sebastião se escondeu e o caminhão partiu.
 
Alguns quilômetros depois, homens armados pararam o caminhão, olharam na cabina, falaram com o motorista e o deixaram ir embora.  Mais tarde, o motorista chamou Sebastião para a cabina. Andaram a tarde inteira e chegaram à noite em uma cidade, Tucumã. O motorista deixou Sebastião no Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Lá se comunicaram com a CPT que articulou com as autoridades a libertação dos 150 trabalhadores escravizados lá na mata.
 
Já era de noite, a estrela que tinha guiado Sebastião brilhava no céu. Era a mesma estrela que aquela, que tinha levado os Reis Magos até o presépio do Menino Jesus, aquele que veio para libertar os oprimidos e anunciar o Reino do Amor, da Justiça, da solidariedade e da Paz.
 
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O texto acima, de frei Henri des Roziers (1930-2017), foi enviado pela Secretaria Geral do MST, com o comentário: “pensando nos reis magos, uma crônica sobre os trabalhadores rurais escravizados no Brasil”.
 
Fonte: Racismo Ambiental
Foto: Ricardo Funari
 
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Em 2017, quando a aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida completou 300 anos, o Santuário Nacional dedicado à santa, no interior de São Paulo, recebeu 13 milhões de visitantes, o maior público registrado desde que foi criado.
 
“Sem dúvida, a celebração do Jubileu de Nossa Senhora Aparecida fez com que este número fosse alcançado. Muitos romeiros falavam conosco que vinham para celebrar este momento marcante para a Igreja no Brasil”, disse o reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida.
 
A maior movimentação de visitantes foi registrada em 12 de outubro, data em que se comemora o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Neste dia, o Santuário Nacional recebeu 177 mil pessoas.
 
Dados do Ministério do Turismo mostraram que a cidade de Aparecida recebeu 72% do total de pessoas que fizeram turismo religioso no Brasil. Os demais 28% foram divididos em 340 destinos religiosos em todo o país.
 
O local também é mais visitado que outros importantes centros de peregrinação mundiais como Fátima, que estima 8 milhões no último ano; e Lourdes, com 6 milhões de peregrinos. Entre os santuários marianos, apenas Guadalupe concentra mais fiéis do que Aparecida, com cerca de 20 milhões de pessoas por ano.
 
Com informações da EBC e da Aleteia
Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil
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Primeiro secretário-geral e idealizador do projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Helder Pessoa Câmara foi declarado Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos. A lei de número 13.581/2017 foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União em 26 de dezembro.
 
O Dom da Paz, como era conhecido, ocupou o cargo de secretário-geral em dois mandatos, de outubro de 1952 até outubro de 1964. Depois, tornou-se arcebispo de Olinda e Recife (PE).
 
A pessoa que recebe o título de patrono de determinada categoria ou ramo da ciência e do conhecimento é aquela cuja atuação serve de paradigma e inspiração a seus pares.
 
O projeto de lei que sugeriu o título a dom Helder, falecido em 1999, foi proposto em 2014, com a justificativa de se tratar de uma homenagem a um dos fundadores da CNBB e “grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro”. Para o deputado propositor, Arnaldo Jordy (PA), “mais que uma liderança religiosa, dom Helder Câmara era referência na luta pela paz e pela justiça social. Pregava uma Igreja simples, voltada para os pobres e a não violência”.
 
Incoerência
 
Em artigo publicado nesta terça-feira, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que é presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB, declarou-se surpreendido pela ambiguidade do texto presidencial que declarou dom Helder patrono dos Direitos Humanos, uma vez que não explica motivações, nem consequências.
 
“O que significa essa medida vir de um governo que justamente esvaziou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e comprometeu todo o trabalho que vinha sendo feito na luta contra todo tipo de discriminações? Será que nomear Dom Helder patrono brasileiro dos Direitos Humanos fará o governo voltar atrás da decisão de reduzir substancialmente os gastos públicos em saúde e educação, deixando os milhões de pobres abandonados à própria sorte? Como pensar em Direitos Humanos e relaxar as regras do controle ao trabalho escravo, assim como sujeitar os trabalhadores a regras que lhes são contrárias e que retiram direitos adquiridos na Constituição de 1988? E o que dizer da reforma da Previdência Social pela qual esse mesmo governo pressiona de formas ilícitas para vê-la aprovada?”, questiona dom Saburido.
 
Dom Fernando afirma ainda sentir-se “obrigado a declarar publicamente que esse decreto presidencial, para ser sincero e coerente, precisa ser acompanhado por outro modo de governar o país e de cuidar do que é público, principalmente do bem maior que é o povo, sobretudo os mais fragilizados”.
 
Clique aqui e leia o texto de dom Fernando Saburido na íntegra.
 
Fonte: CNBB
Imagem: Reprodução
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Num período do ano marcado por um quase recesso – festas de final de ano e férias de janeiro e fevereiro –, as pessoas procuram um novo clima. Elas desejam novos ares. E aproveitam para fortalecer os seus vínculos e reafirmarem as relações mútuas. Este tempo especial convida para um novo olhar para a vida e para Deus.
 
A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) procura estar próxima das pessoas nesta época do ano. Por isso, coloca à disposição espaços celebrativos para comunhão e oração. O Espírito de Deus, em sua liberdade, sopra onde quer. Desperta e movimenta as pessoas para uma relação viva com Ele.
 
“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração” (Sl 95.7)
 
Clique aqui e veja algumas opções de espaços celebrativos da IECLB em diversos estados brasileiros.
 
Fonte: Portal Luteranos
Imagem: Reprodução
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Igreja Ortodoxa comemora o Natal no dia 7 de janeiro, e esta é uma das suas festas mais importantes do ano.
 
Esta data vem do antigo calendário Juliano, estabelecido no ano 46 a.C. por Júlio César e baseado no movimento do sol para medir o tempo. Este calendário tem um atraso de 13 dias com relação ao gregoriano e, portanto, também com relação aos ritos religiosos católicos.
 
Durante todo o dia 6 de janeiro, os fiéis ortodoxos permanecem sem comer: é o ponto final do jejum de 40 dias que precede o Natal. Nesse mesmo dia, tanto de manhã quanto à tarde, assistem a Missas solenes.
 
O jejum termina ao anoitecer, com o aparecimento da primeira estrela no céu, que simboliza a estrela sobre Belém na hora do nascimento de Jesus.
 
Durante o Ângelus da Epifania do Senhor, o Papa cumprimentou os irmãos ortodoxos por ocasião do seu Natal, um dia depois de anunciar sua peregrinação à Terra Santa (que coincidiu com a comemoração dos 50 anos do abraço entre Paulo VI e o patriarca ortodoxo Atenágoras).
 
“Irmãos e irmãs, dirijo minha cordial saudação aos irmãos e irmãs das Igrejas Orientais, que celebrarão o Natal amanhã.Que a paz que Deus deu à humanidade com o nascimento de Jesus, Verbo encarnado, reforce em todos a fé, a esperança e a caridade, e dê conforto às comunidades cristãs que sofrem provações”, disse o Papa Francisco.
 
Fonte: Aleteia
Foto: Pixabay
 
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