O papa Francisco afirmou hoje que a inspiração para o terrorismo não é o Islã, mas sim uma economia mundial que glorifica o "deus do dinheiro" e leva as pessoas menos privilegiadas à violência.
 
"O terrorismo cresce quando não há outra opção, enquanto a economia mundial tem no seu centro o deus do dinheiro e não a pessoa", disse o pontífice a repórteres enquanto voltava ao Vaticano após uma visita de cinco dias à Polônia.
 
Segundo ele, a marginalização social e econômica da juventude muçulmana na Europa ajuda a explicar as ações de quem se junta a grupos extremistas.
 
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"Quantos jovens nós, europeus, deixamos vazios de ideais? Eles não têm emprego, então se voltam às drogas e ao álcool. Eles vão para o exterior e se envolvem com grupos fundamentalistas", exemplificou.
 
Em entrevista concedida dentro do voo, o papa foi questionado sobre possíveis ligações entre o Islã e os recentes ataques terroristas, em especial o assassinato de um padre no norte da França por membros do Estado Islâmico na semana passada.
 
Citando sua própria experiência no diálogo inter-religioso, Francisco disse que os muçulmanos buscam apenas a paz. "Não é correto e não é justo dizer que o Islã é terrorista", afirmou.
 
"Se eu for falar de violência islamita, eu deveria falar de violência católica. Nem todos os muçulmanos são violentos, nem todos os católicos são violentos", completou.
 
Francisco também fez questão de chamar o Estado Islâmico de "pequeno grupo fundamentalista" que não representa o Islã como um todo.
 
"Em quase todas as religiões existe sempre um pequeno grupo de fundamentalistas, até mesmo na Igreja Católica", disse o papa, ainda que não haja necessariamente violência física. "Pode-se matar tanto com a palavra, quanto com uma faca".

Fonte: Associated Press
Foto: Stefano Rellandini/Files/Reuters
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Você não leu errado: é isso mesmo, ato de fundação do MOVEC - Movimento Ecumênico de Curitiba. Embora o Movimento já exista há um bom tempo, ainda não havia uma legitimação eclesiástica e jurídica documental. Depois de um longo, ardoroso e fraterno percurso de diálogo, aproximação e vivências, anunciamos com alegria que no dia 3 de agosto será feito um ato de fundação do MOVEC. Deste modo, os organizadores querem reafirmar o compromisso ecumênico, de modo a abrir novos horizontes no sentido de sempre fortalecer o ecumenismo. Mais informações, vide convite acima.

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O CONIC criou, em seu site, o espaço Religiões e Democracia. A ideia é refletir as relações entre a religião e a democracia e trabalhar a temática com o auxílio de perguntas feitas a lideranças religiosas, teólogos e teólogas, cientistas da religião e de outras áreas do conhecimento. Convidamos vocês para lerem as entrevistas e manifestarem opiniões. Sempre em um espírito de diálogo e respeito às ideias.
 
Nessa quarta entrevista da série, falamos com Rudolf von Sinner, doutor e livre-docente em Teologia.
 
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1) De que modo nas religiões podem contribuir para o aprofundamento da democracia?

Por um lado, pragmaticamente falando, religiões existem, de fato, na sociedade. Têm interesses próprios, e por isso mesmo interesse em ter seu espaço garantido pela promoção da liberdade religiosa. Contudo, o que vale para uma, deve valer para todas, e não apenas em interesse próprio. Nem sempre isto é visto assim pelas lideranças. Deve ser superado o corporativismo em prol da igualdade, deve ser superado o autoritarismo em prol da boa convivência. Por outro lado, falando ética e teologicamente, religiões refletem sobre as questões fundamentais da vida, sua origem, seu destino, sua boa condução, a ética. Localizam o ser humano no mundo (saeculum, o mundo em sua temporalidade, portanto a “secularização” é próprio da religião – sua presença no mundo, na sociedade) e o conectam com a transcendência. Religiões sabem que o mundo não é como pode e deve ser, o que resulta num ímpeto para viver uma vida boa, correta, responsável. Esta ética se ensina nas religiões por meio de suas formas de educação – em ritos e doutrinas que são passadas em teoria e prática. As religiões têm um acesso privilegiado à população, especialmente a mais pobre, uma grande capilaridade. Isto lhes dá um enorme potencial que precisa ser utilizado com responsabilidade e bom senso.

2) No Brasil, expressões religiosas, sobremaneira cristãs, se apossam cada vez mais dos espaços públicos e conquistando grandes representações no Congresso Nacional. Como avalia esse fenômeno?

É um perigo constante. Como já assinalei na primeira resposta, defendo uma contribuição das religiões no espaço público, não uma ocupação unilateral deste. Até a Constituinte, de 1988, as igrejas evangélicas ficaram mormente alheias à política – era coisa do “mundo”, do “mal”, e “crente não se mete em política”. Foi substituído este lema por “irmão vota em irmão”, o que já traz consigo a ideia de se propagar no espaço público e tomar conta dele. Os megatemplos como o “Templo de Salomão” são sinais visíveis desta presença maciça e com pretensões de poder. A meu ver, importam três coisas: Primeiro, uma postura sensata dos poderes políticos e da academia, que devem informar-se e estudar a fundo as propostas (de Lei, de Emenda à Constituição etc.) que vêm da Bancada Evangélica quanto à sua pertinência num estado laico, democrático, constitucional, mas não antirreligioso. Segundo, uma vigilância mútua dos grupos religiosos quanto ao espaço que ocupam, tendo em vista o bem comum da nação. O Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa, recentemente recomposto, pode ser um elemento central nestas primeiras duas questões. Terceiro, uma reflexão interna de cada religião quanto à sua relação de fato (política) e de direito (neste caso, teológica) com o estado e a sociedade, buscando aportes para trazer seu melhor em prol do bem comum e, ao mesmo tempo, seu inteiro respeito à diversidade religiosa. Isto pode e deve ser esperado das religiões num estado democrático de direito. As igrejas evangélicas têm uma demanda especial nesta área, mas há sinais de que isto esteja ocorrendo uma mudança, por exemplo pelo maior procura de formação acadêmica de alto nível, inclusive teológica, o que aumenta a compreensão pelo e compatibilidade com o pluralismo religioso.

3) As religiões de matriz africana, por outro lado, estão pouco representadas. Como você interpreta isso?

Podem estar pouco visíveis, mas são muito ativas e articuladas hoje, o que é bom e importante, pois são os que mais sofrem preconceito e agressões, verbais ou até físicas. Podem não ter bancada, mas estão envolvidas em muitas frentes, inclusive com boa representação no e perante o já citado Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa. Isto quanto à resistência contra os que as agridem. Ao mesmo tempo, há grande diversidade entre os terreiros e as nações que representam e não há uma estrutura institucional regional ou nacional como ocorre no âmbito cristão, o que dificulta uma articulação mais centralizada. Mas vejo grandes avanços aqui.

4) Agora, uma pergunta provocativa: é possível, a partir da teologia ou das teologias cristãs, estabelecer relação entre religião e democracia? Se sim, quais seriam as chaves teológicas? Se não, quais seriam as chaves teológicas?

Na minha visão há, sem dúvida, muita base na teologia cristã para a democracia. É o que tentamos articular por meio da chamada Teologia Pública que vem incentivando bastante a reflexão, produção literária e, assim espero, também a prática nos últimos anos e que tem seu enfoque precisamente na presença das religiões, especialmente cristãs, no espaço público e a pertinência desta. Sabemos que, historicamente, as igrejas tem sido bastante reticentes em aceitar a democracia e os direitos humanos que a embasam. Mesmo assim, ajudou a criar as raízes destas, por exemplo quando a Reforma colocou a ênfase na singularidade do ser humano diante de Deus, numa relação de fé, direta sem mediação de sacerdote ou igreja e constituindo a igreja não acima, mas a partir dos crentes, sendo o laos theou, o povo de Deus, os “leigos” a base da igreja, não um grupo à sua margem. A partir disto, é possível retomar e promover elementos centrais da teologia cristã como a criação do ser humano à imagem e semelhança de Deus, o que lhe confere uma infindável dignidade independente de qualquer característica ou mérito do indivíduo. O sacerdócio de todos os crentes, portanto dos leigos, é outro aspecto fundamental para construir uma igreja de baixo para cima e não vice-versa, ou seja, democratizando a fé a partir de Deus e democratizando a igreja a partir dos crentes – sem, é claro, perder a identidade da igreja a partir do Evangelho que deve nortear a todo povo de Deus. Como a própria democracia, não se constitui a igreja apenas pela decisão da maioria, mas a partir também de uma constituição ou doutrina que a norteia e lhe dá consistência, inclusive para proteger as minorias. No meu estudo “As igrejas e a democracia no Brasil” demonstrei como três importantes igrejas, a Igreja Católica Apostólica Romana, as Assembleias de Deus (Convenção Geral) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil vem contribuindo em várias frentes para a cidadania, antes e, especialmente, depois da volta à democracia no Brasil com o fim do regime militar.

5) É comum utilizar a bíblia para legitimar e justificar posturas antidemocráticas. É possível identificar possíveis iluminações bíblicas que contribuiriam para o fortalecimento da democracia e para a valorização das diversidades?

Em primeiro lugar, precisamos considerar que a Bíblia levou quase mil anos para conter o que hoje conhecemos, e há uma grande diversidade de narrativas, posições e momentos históricos que se refletem. De lá para cá são quase dois mil anos, ou seja, precisamos interpretar e reinterpretar o texto bíblico considerando seu contexto original, mas também o nosso. Em segundo lugar, a Bíblia não é um receituário, mas testemunho ao caminhar de Deus com seu povo. Ressoa nela a Palavra de Deus, que é o próprio Cristo, presente como ressurreto mediante o Espírito Santo. O cristianismo não é uma religião do livro, mas da Palavra viva, à qual a letra da Escritura é testemunha. Em terceiro lugar, temos sim textos bíblicos que contribuem para com o fortalecimento da democracia e a valorização das diversidades: O ser humano foi criado, conforme Gênesis 1,26-27, a imagem e semelhança de Deus, o que lhe confere uma dignidade que independe de qualquer mérito ou qualidade por parte do ser humano. É uma atribuição simplesmente por fazer parte da espécie humana, criada por Deus conforme a fé cristã. Nisto, se assemelha dos direitos humanos que são atribuídos ao ser humano por natureza, sem qualquer outra condição. Outro texto bíblico relevante é que fala do sacerdócio real de todos os crentes (1 Pedro 2,9), o que a partir da Reforma do século XVI serviu para fortalecer os leigos e democratizar a igreja. Por fim, em muitos momentos Jesus se aproxima de pessoas marginalizadas – estrangeiras, excluídas por doença ou loucura, criminosas, prostitutas... Toda esta diversidade foi por ele valorizada. Não é por acaso também que um dos primeiros convertidos após Pentecostes, momento de nascimento da igreja, foi um eunuco (pessoa castrada) africano (Atos 8.26-40), dois momentos de diversidade que logo se acrescentam ao rebanho.

6) Algumas vozes analisam a laicidade do Brasil como ambígua. É possível a relação entre religião e política sem ferir a laicidade? Como analisar a presença pública da religião no Brasil e sua relação com o Estado?

A presença das religiões no espaço público é ambígua, conforme já indiquei acima. A atuação do Estado frente às religiões é variada e, às vezes, questionável – portanto ambígua, sim. Já a laicidade, de direito, não é ambígua. Para defini-la, me atenho à Constituição Federal de 1988. Sem utilizar a palavra, o artigo 19, inciso I, prevê que não pode haver aliança ou subvenção de uma religião específica, a não ser pela colaboração em interesse público. Ou seja: o Estado é neutro em relação à religião, não adota nenhuma nem promove nenhuma em específico, mas precisa garantir a existência e o bom funcionamento de todas as religiões de forma isónoma. Não é, portanto, um estado antirreligioso. Pode, inclusive, em caso de interesse público, colaborar com instituições criadas por igrejas na área da assistência social, da saúde e da educação. Isto foi fortalecido pelo novo marco regulatório das Organizações da Sociedade Civil, onde se encaixam também as “organizações religiosas que se dediquem a atividades ou a projetos de interesse público e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos” (Lei nº 13.019/2014, 2º, inciso I, letra c, acrescido este item pela Lei nº 13.204/2015). A Constituição garante também a liberdade religiosa, o Ensino Religioso em escolas públicas, a assistência a pessoas internadas em hospitais e presídios ou atuando nas forças armadas e protege os templos e cultos contra atos violentos e dá às religiões imunidade tributária. A partir destes privilégios se dão muitas questões que precisam ser discutidas e, de uma forma ou outra, resolvidas, em diálogo com as organizações religiosas – a começar pela definição: O que é uma religião? A maçonaria, por exemplo, foi até o Supremo Tribunal Federal para pleitear imunidade tributária, sendo negado o pleito pelo fato dela mesmo sempre ter insistido não ser religião. Como nenhuma lei apresenta definição, são os juízes que o fazem. Às vezes decidem com propriedade, como no caso da maçonaria, às vezes claramente sem propriedade, como no caso daquele juiz federal no Rio de Janeiro que negou liminar para retirar do youtube vídeos mostrando exorcismos na Igreja Universal do Reino de Deus percebidas como agressivas às religiões de matriz africana, declarando que estas religiões não seriam, na verdade, religiões, baseada numa definição de religião muito questionável. Vemos como tal definição é, objetivamente, algo muito complicado e polêmico. Depois, há muitas questões abertas quanto ao Ensino Religioso, como deve ser seu conteúdo, a formação de quem o ministra etc. Podemos citar ainda a questão se deve haver símbolos religiosos como o crucifixo ou a Bíblia em repartições e instituições mantidas pelo poder público, como tribunais, escolas ou hospitais, ou não. Há uma demanda bem grande de esclarecimento e negociação, exigindo cautela e sabedoria, mas também firmeza.

Biografia:

Rudolf von Sinner - Doutor e livre-docente em Teologia, professor na Faculdades EST em São Leopoldo/RS e diretor do Instituto de Ética da instituição (www.est.edu.br/etica). Pastor ordenado da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, é membro da Comissão Teológica do CONIC e do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa. Pesquisador do CNPq. Entre suas áreas de pesquisa estão teologia pública, diversidade religiosa, ecumenismo e diálogo inter-religioso.

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"Apenas 1 em cada 100 pessoas é resgatada do tráfico humano", de acordo com a chefe do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, em Nova York.
 
Simone Monasebian disse à Rádio ONU que "todos os países são destino, trânsito ou origem" do tráfico humano, um "negócio" que movimenta "bilhões de dólares". Este sábado, 30 de julho, é o Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas.
 
Brasil
 
De Brasília, o analista de programa do Unodc no Brasil, Gilberto Duarte, falou sobre as ações que a agência tem feito para combater o crime no país. Ele afirmou que o Unodc vem trabalhando com o governo brasileiro no área desde 2002.
 
"Ultimamente nós temos feito uma série de treinamentos (…) além disso, nós contamos com a Ivete Sangalo, que nos ajuda a disseminar mensagens de prevenção ao tráfico de pessoas. Nós destacamos também a semana de mobilização que acontece todos os anos na semana do dia 30 de julho. Esta semana, por exemplo, a Defensoria Pública da União lançou aqui no Brasil um concurso de redação, em parceria com o Unodc e outras instituições, que é voltado para estudantes de escolas públicas."
 
Para o especialista, essa é uma forma "muito interessante de levar o tema para debate nas escolas".
 
Crime Parasita
 
Para o diretor-executivo do Unodc, o tráfico humano é um "crime parasita que se alimenta de vulnerabilidade, prospera em tempos de incerteza e lucra com inação".
 
Em mensagem sobre a data mundial, Yury Fedotov afirmou que "criminosos se aproveitam de pessoas passando necessidade e sem apoio e vêem os migrantes, especialmente crianças, como alvos fáceis para exploração, violência e abuso".
 
Crises Humanitárias
 
Fedotov ressaltou que "conflitos armados e crises humanitárias expõem as pessoas presas no fogo cruzado a um risco maior de serem traficadas para exploração sexual, trabalho forçado, remoção de órgãos, servidão e outras formas de exploração".
 
Segundo o chefe do Unodc, o relatório do Escritório, que será lançado este ano, destaca a ligação entre o tráfico humano e os fluxos de refugiados de países incluindo Síria a Eritreia e envolvendo refugiados Rohingya do Mianmar e Bangladesh.
 
Fundo e Convenção
 
Fedotov pediu aos governos que ratifiquem e implementem a Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transnacional e seus protocolos sobre tráfico e contrabando de migrantes para proteger as vítimas e promover a cooperação internacional necessária para levar os criminos à justiça.
 
Ele também fez um apelo a governos, empresas e indivíduos que apoiem o Fundo Voluntário da ONU para as Vítimas do Tráfico de Pessoas.
 
Fonte: www.unmultimedia.org
Foto: Rede Brasil Atual / Divulgação
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O papa Francisco pediu aos jovens nesta quinta-feira (28) para acolher os imigrantes e refugiados, contrastando de forma direta com o governo polonês no seu segundo dia de visita ao país.
 
O papa falou para mais de 600 mil jovens reunidos na cidade de Cracóvia. Depois de assistir a performances de vários lugares do mundo, ele pediu aos jovens em discurso para deixar as suas zonas de conforto e estarem prontos para acolher os necessitados.
 
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"Um coração misericordioso é capaz de ser um lugar de refúgio para aqueles que estão sem casa ou que perderam as suas casas. Um coração misericordioso é capaz de construir um lar e uma família para aqueles obrigados a migrar. Ele conhece o significado de ternura e compaixão”, declarou ele.
 
"Um coração misericordioso se abre para acolher refugiados e imigrantes”, afirmou o papa aos jovens reunidos num grande campo perto do centro da cidade.
 
O governo conservador do partido polonês Lei e Justiça discorda do papa sobre o tema dos refugiados e se opõe a cotas obrigatórias da União Europeia para os que buscam asilo.
 
Jornada Mundial da Juventude
 
Francisco chegou na quarta-feira (27/07) à Polônia. Ele ficará até o próximo domingo para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2016. Em seu primeiro ato, ele foi ao Castelo Real para uma reunião com o presidente polonês, Andrzej Duda.
 
Durante o voo até a Cracóvia, o pontífice disse que a série de ataques recentes, incluindo o assassinato de um padre na França, é a prova de que o "mundo está em guerra". No entanto, ele destacou que culpar a religião por isso não é responsável, segundo a Reuters.
 
Com informações da Reuters
Foto: EPA
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Entre os dias 22 e 24 de julho FLD e CONIC participaram do 3º Seminário Regional AIDS e Religiões - Ecumenismo na prática: solidariedade em ação pelo cuidado com a Casa Comum na luta contra a Aids, que aconteceu no Centro de Expansão na cidade do Crato, Ceará.
 
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O seminário, de caráter inter-religioso, contou com a participação de 63 pessoas entre lideranças comunitárias, agentes de pastoral, representantes de religiões afro brasileiras, representantes de instituições governamentais e organizações da sociedade civil que atuam na garantia de direitos de populações vulneráveis e pessoas vivendo com HIV e Aids.
 
O evento contou com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) por meio do seu Programa de Pequenos Projetos (PPP) e também pela participação de seu assessor de projetos, Rogério Oliveira de Aguiar. Sua assessoria teve como tema a violência de gênero como fator de vulnerabilidade à infecção pelo vírus HIV. Além disso, Rogério conduziu a oficina Justiça de gênero e diversidade sexual, que aconteceu dentro do espaço da exposição Nem tão doce lar (NTDL), aberta à visitação durante o evento.
 
Também participaram de assessorias: Pai Celso, da Secretaria de Saúde de São Paulo e RENAFRO/SP, Alexandre Pupo, da Igreja Metodista e da Koinonia/SP, Gil Casimiro, do Ministério da Saúde, pa. Romi Bencke, da Igreja Luterana (IECLB) e CONIC, Frei Luis Carlos Lunardi, coordenador da Casa Fonte Colombo (Centro de Promoção da Pessoa Soropositiva HIV) e assessor da Pastoral da Aids, e Artur Fernandes, da Liga Acadêmica Saúde e Espiritualidade (UFCA).
 
Fonte: FLD
Foto: Reprodução
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Entidades que atuam na defesa dos direitos humanos e movimentos sociais lançam nesta quinta-feira, dia 28, em Brasília, a campanha nacional ‘Mais Direitos, Mais Democracia’ – Todos os Direitos para Todas as Pessoas. A campanha é uma iniciativa construída coletivamente que visa fazer uma disputa de valores no campo dos direitos humanos e pela garantia e ampliação da democracia no Brasil. O lançamento será na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), às 17 horas.
 
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“O objetivo da campanha é estabelecer e ampliar o diálogo com diferentes públicos sobre a importância de fortalecer uma cultura de direitos como condição necessária à construção de uma democracia real”, afirma Darci Frigo, coordenador da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, uma das redes que organiza a campanha nacional.
 
A crise econômica que se abateu sobre o país, somada à desestabilização política, à eleição de um Congresso conservador e ao recente processo de impeachment aberto contra a presidenta da República, contribuem para o agravamento dos retrocessos. A própria democracia vem sendo posta à prova, com ações que priorizam a moral privada em detrimento da ética pública e que escancaram, no cotidiano, o fascismo, o machismo e o racismo presentes na sociedade.
 
A campanha busca “enfrentar a onda conservadora que afronta os direitos e as liberdades no país e sensibilizar a sociedade para uma cultura de direitos e não de privilégios”, destaca Enéias da Rosa, Secretário Executivo da Articulação para o Monitoramento dos DH.
 
A partir desta perspectiva, buscando uma ampla articulação entre parceiros nacionais, regionais e locais, que atuam em diferentes esferas de promoção e defesa de direitos, a campanha pretende, ainda, afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados, bem como promover a mobilização e a formação destes grupos para uma atuação de convergência que vise o alargamento da democracia. “Para avançar na construção de uma cultura de direitos é preciso promover o reconhecimento e a afirmação das identidades de sujeitos e grupos e enfrentar as práticas discriminatórias”, diz Frigo.
 
Embora uma campanha não seja suficiente para acabar com as violações de direitos humanos, certamente, “ela se constituirá em importante instrumento de fortalecimento das redes e movimentos sociais e entidades que atuam nas lutas em defesa dos direitos humanos”, aponta da Rosa. Para tanto, a campanha se propõe a atuar a partir de três eixos estratégicos: a) comunicação e sensibilização da sociedade sobre o que são direitos humanos e sua conexão direta com a democracia; b) articulação e mobilização para afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados para construção de uma atuação de convergência; e c) formação política visando construir novos conceitos e metodologias que objetivem a ampliação de direitos e a consolidação de uma sociedade mais democrática e participativa.
 
A iniciativa está sendo puxada pelas redes Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil e Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos, que atuam na defesa e promoção dos direitos humanos, e conta com apoio da Fundação Ford, Pão Para o Mundo e Misereor.
 
SERVIÇO:
 
Data: 28/07/2016
Local: Conselho Federal de Psicologia (CFP) – Edifício Via Office – SAF SUL, Quadra 2, Bloco B
Horário: Às 17 horas
 
Grupo Operativo
 
Nesta primeira etapa a campanha conta com um grupo operativo composto pelas organizações: Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação; Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Conselho Federal de Psicologia (CFP); Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e Processo de Articulação e Diálogo (PAD); e Rede Marista.
 
Assessoria de Imprensa
 
Ana Claudia Mielke – Coletivo Intervozes
Telefone: (11) 99651-8091
E-mail: comunicacao@maisdireitosmaisdemocracia.org.br
 
Anderson Moreira – Plataforma Dhesca
Telefone: (41) 8774-7474
E-mail: comunicacao@plataformadhesca.org.br
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Na última semana, a delegação do Sínodo Norte Catarinense da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) teve agenda cheia na Alemanha. Foram vários encontros com o tema imigração e as diversas maneiras que a Igreja da Baviera contribui e desenvolve trabalhos de acolhida, integração e formação com os refugiados. Um dos exemplos conhecidos foi a ONG Tür an Tür.
 
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Também foi possível contato com o Grand Hotel, que oferece parte de sua estrutura como abrigo e integração para refugiados.
 
Na sexta-feira, luteranos brasileiros estiveram em München para conhecer a sede administrativa da Igreja Luterana da Baviera. Em conversa com Michael Martin, que é o responsável por este trabalho em toda a Igreja, foi possível ter uma maior visão sobre a situação do Iraque e Síria, de onde vem o maior número de imigrantes para a Europa.
 
No final de semana, o grupo se dividiu em dois, onde participaram das celebrações de culto.
 
Na terça-feira da próxima semana serão iniciadas as visitações nas cidades onde Lutero viveu e onde iniciou a Reforma: Eisenach, castelo de Wartburg onde Lutero traduziu o NT; Erfurt, onde viveu no Mosteiro agostiniano e, por último, Wittenberg, o centro da Reforma Luterana.
 
Fonte: IECLB
Foto: Reprodução
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Entre os dias 24 e 29 de julho, Timbó (SC), no Sínodo Vale do Itajaí, receberá caravanas de todo o país e de igrejas-irmãs da Federação Luterana Mundial (FLM) para o 23º Congresso Nacional da Juventude Evangélica da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Serão cerca de 1.500 pessoas reunidas em torno do tema: Pela Graça (não?) temos valor! O CONIC está representado no evento pela secretária-geral Romi Bencke, que também é pastora luterana.
 
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“A juventude da IECLB tem dado um bonito testemunho de vivência da fé luterana, de compromisso com o evangelho de Jesus Cristo e de unidade. O trabalho que os jovens estão realizando nos grupos, nas comunidades, nos sínodos e na IECLB como um todo tem trazido muita alegria e despertado lideranças. Neste Congrenaje queremos reafirmar que, pela graça de Deus, o jovem tem valor”, enfatiza o pastor-presidente da Igreja, Dr. Nestor Paulo Fredrich.
 
A programação inicia no domingo, às 15h, no Centro de Eventos Henry Paul, com celebração especial e cerimonial. No decorrer dos cinco dias, estão previstas palestras, estudos bíblicos, música, apresentações culturais e painéis com debates, que terão como foco a diaconia, com temas como tráfico de seres humanos, a justiça de gênero, cuidados ambientais, mercantilização dos seres humanos e dos bens, direitos humanos e espiritualidade. Também os mais de 30 jovens vindos de outros países terão espaço para relatar suas experiências e seu protagonismo na sociedade em que estão inseridos.
 
O pastor sinodal Breno Carlos Willrich diz que o evento é uma oportunidade que a juventude tem para mostrar a força da IECLB. “Somos uma Igreja viva e atuante e queremos experimentar esta espiritualidade com outras pessoas, vindas de várias partes do mundo. Queremos compartilhar nossa experiência de que a graça de Deus supera nossas obras, de que a graça de Deus nos concede valor”, afirma.
 
Grito da Juventude
 
Sempre, durante o Congresso, pessoas jovens saem às ruas e compartilham com a sociedade suas experiências. O Grito da Juventude é uma manifestação pública e ativa da fé Luterana, por um mundo mais justo e solidário, que promova vida digna para todas as pessoas, independente de raça, credo religioso, gênero, etc. O ato acontecerá na quinta-feira, 28/07, às 16h e terá como itinerário a saída do Centro de Eventos Henry Paul até o Parque Central de Timbó, passando pelas ruas principais da cidade. No final, formarão a Rosa de Lutero, principal símbolo do luteranismo mundial e agradecerão a Deus, com uma celebração especial. “A ideia é envolver a população local, integrando centenas de moradores, numa demonstração de que Deus é presença viva neste mundo. Queremos transmitir alegria e fé e marcar nossa visita pela região”, compartilha o coordenador do Conselho Nacional da Juventude Evangélica da IECLB, Rodolfo Fuchs.
 
Jovens estrangeiros
 
A Rede de Jovens da América Latina e Caribe, que está organizando o programa internacional, ampliou a participação na conferência, como parte dos preparativos para o 500º aniversário da Reforma Luterana no próximo ano. Os delegados irão incluir membros da rede global de ‘jovens reformadores’ da FLM, que foi iniciada em 2013 para mobilizar a contribuição dos jovens para as comemorações em 2017.
 
A Secretária para a Juventude da FLM, Caroline Bader, participará e falará sobre o movimento dos reformadores jovens em igrejas-membro da federação em todo o mundo. “Ao conectar uns com os outros em todas as regiões, podemos aprender sobre as igrejas da Reforma no século 21. Através da experiência intercultural e discussões sobre como os jovens estão servindo as pessoas em situação de necessidade, nós nos tornamos uma expressão da comunhão global”, enfatiza.
 
Países que estarão representados: Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Indonésia, Guatemala, Guyana, Honduras, Letônia, Lituânia, Myanmar, Nicarágua, Peru, Suécia e Suriname.
 
Impacto Ambiental
 
O encontro também terá um viés ambiental. O programa Galo Verde estará presente em Timbó. Reunir pessoas num evento deixa uma pegada ambiental considerável. A juventude da IECLB deixará uma bonita demonstração do cuidado com a criação, deixando exemplos concretos de ações para reduzir este impacto.
 
Está prevista uma campanha de conscientização durante o Congrenaje; o monitoramento do consumo de água e energia elétrica nos alojamentos e no centro de eventos; a separação dos resíduos sólidos com reciclagem e compostagem dos orgânicos; o cálculo das emissões de carbono e a compensação com o plantio de árvores, entre outros.
 
A Fundação Vianei vai calcular o índice de emissões do CO2, levando em conta o número de participantes, os dias do encontro, tipo de transporte para ir a Timbó e outros fatores. O plantio de árvores para compensar o impacto será feito pelos indígenas Laklãnõ-Xokleng com acompanhamento via internet pelos jovens, que serão padrinhos das árvores por meio de coleta para comprar as mudas.
 
A cidade de Timbó
 
Em Santa Catarina, no Vale do Itajaí, no Sul do Brasil, encontra-se a cidade de Timbó, com seus quase 40 mil habitantes. É formada, em sua grande maioria, por descendentes de alemães e italianos. Hoje, também reúne pessoas que vieram de outras regiões do Brasil e, inclusive, acolhe estrangeiros vindos do Haiti ou outros países em dificuldade.
 
Timbó é classificada pela ONU como a 10ª melhor cidade do país para morar. Economicamente ocupa o 14º posto de arrecadação do Estado de Santa Catarina. O índice de analfabetismo é de apenas 1,9%, sendo Timbó, em nível estadual, a 3ª cidade em qualidade de ensino.
 
Timbó foi fundada por Frederico Donner, imigrante alemão, em 12 de outubro de 1869; data em que construiu sua moradia e a primeira casa comercial às margens do rio Benedito. Logo chegaram outras famílias alemãs. Nos anos seguintes vieram também os imigrantes italianos, cujos descendentes atualmente correspondem à metade da população. As primeiras famílias se estabeleceram na região rural e a agricultura era basicamente de subsistência. Atualmente é uma cidade industrializada, que abriga as sedes de grandes empresas de renome nacional.
 
A comunidade luterana é muito forte na localidade. Hoje, a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Timbó, reúne 10.500 membros, divididos em cinco comunidades. A Igreja da Ressurreição é o principal templo da cidade e é considerada a maior construção luterana da América Latina.
 
“Estamos esperando a juventude luterana em Timbó. Somos uma cidade bonita e acolhedora em uma das regiões mais seguras do Brasil”, convida o prefeito da cidade, Laercio Schuster Junior.
 
Promoção
 
O Congrenaje é uma parceria entre a Secretaria Geral da IECLB, o Conselho Nacional da Juventude Evangélica (CONAJE), o Sínodo Vale do Itajaí e a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Timbó. Com apoio da Prefeitura Municipal de Timbó.
 
Fonte: IECLB
Foto: Reprodução
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A aprovação pelo governo alemão do relatório 2015 sobre exportações de armamentos apresentou a oportunidade para as Igrejas do país de exigir uma legislação mais severa na matéria. De fato, a venda de equipamentos de guerra por parte da Alemanha praticamente dobrou em um ano.

À luz das novas autorizações - que permitem exportação de armas também para as chamadas “regiões de conflito” - as Igrejas Protestantes e Católica sublinharam a urgência na mudança de rota.

EPA1785335 ArticoloaBlindado "Panther" é uma das armas exportadas pela Alemanha - Foto: EPA

"A necessidade de uma lei mais precisa - observa Martin Dutzmann, delegado da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) junto ao Bundestag e ao governo - já havia sido acenada em fevereiro passado também pelo Ministro da Economia, Sigmar Gabriel; por exemplo, deveria ser possível anular os pedidos, uma vez verificado que o comprador não respeita os direitos humanos ou tem intenções que possam tornar-se perigosas para a segurança pública. Não podemos permanecer em silêncio diante de tão poucas certezas”.

Por parte dos católicos, o Bispo Dom Karl Justen usou palavras semelhantes, divulgadas por meio de um comunicado da GKKE, uma Comissão Inter-religiosa protestante e católica que se ocupa do desenvolvimento.

Nas 132 páginas do documento, aprovado na última quarta-feira pelo Governo alemão, lê-se que armas e equipamentos renderam 7,9 bilhões de euros, em comparação com os 4 bilhões em 2014, ou seja um aumento enorme.

Somente as entregas ao Catar chegaram ao montante de 1,6 bilhões de euros, o que levantou fortes críticas das Igrejas: "O Catar está envolvido no conflito iemenita, em uma área geográfica no centro da violência e dos conflitos, e nós nos tornamos então cúmplices de obscuras tramas e violências que estamos cansados de saber”.

41% das vendas de 2015 foram direcionadas a países da União Europeia e da OTAN, enquanto 59% foram direcionadas para outros países.

Por outro lado, a exportação de armas de baixo calibre decresceu em um terço no valor total, “mas isto é devido em parte, também ao fato de que a Alemanha concedeu licenças, por exemplo, à Arábia Saudita, para que possa produzir as armas que lhe são necessárias dentro das próprias fronteiras”, conclui Martin Dutzmann.

Fonte: Rádio Vaticano

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