A 16ª edição da Campanha “Primavera para a Vida”, promovida pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), teve inicio ontem com o tema “Direito à Vida da Juventude”. O evento busca cultivar sementes de justiça, paz e solidariedade para que todos tenham acesso aos seus direitos fundamentais.
 
100100
Apesar do Brasil possuir uma lei que reconhece a juventude como protagonista de direitos, o Estatuto da Juventude, a existência dessa legislação não assegurou políticas públicas que contribuam na transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira. Sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao acesso ao lazer e às condições para participação nos processos sociais e políticos. Dado mais gritante e desafiador para toda a sociedade é o elevado índice de violência praticado contra jovens negros, vítimas de extermínio nas periferias urbanas.
 
Realizada desde o ano 2000, o intuito da Campanha Primavera para a Vida é mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país, fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas.
     
Ao longo de 43 anos, a CESE já apoiou mais de 11,5 mil projetos de organizações populares de todo o Brasil, contribuindo para o fortalecimento de direitos de aproximadamente 10 milhões de pessoas nos campos de gênero, raça, juventude, meio ambiente, economia solidária, comunicação e desenvolvimento institucional e diálogo inter-religioso.
     
Como esta Campanha e o Grito dos Excluídos, muitas mobilizações estão acontecendo no país retomando as ruas, as lutas, “a necessidade de reconstrução das forças populares, do papel da Igreja como formadora e mobilizadora do povo para a construção da justiça social nesta terra, para que o povo não a espere para somente depois da morte” (CPT).
 
Na última reunião do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Brasília, 5-6/09), após um debate sobre a atual conjuntura brasileira, a diretoria do CONIC, emitiu uma Nota manifestando-se em relação ao atual contexto social, político, religioso e econômico pelo qual passa o Brasil:
 
Desde março de 2014, no contexto de memória dos 50 anos do Golpe civil-militar, temos nos pronunciado publicamente e chamado a atenção para a fragilidade da democracia brasileira e dos riscos que isto representaria ao país.
 
Compreendemos que os últimos fatos ocorridos demonstraram, por si só, que nossa democracia é limitada e inconclusa. Os anos de abertura democrática não lograram desmontar as estruturas geradoras de desigualdades.
 
Entendemos que a decisão do Senado brasileiro de confirmar o impedimento da presidente Dilma Rousseff repetiu as trajetórias recentes ocorridas no Paraguai e em Honduras, em que presidentes democraticamente eleitos foram depostos. As rupturas na democracia têm significado, em nosso continente, o aprofundamento de um modelo econômico baseado na concentração de renda e na exclusão social. Os únicos a ganharem com estas rupturas são as velhas elites que se apropriam dos recursos públicos e optam pela especulação financeira em detrimento da produção.
 
Dentre as várias medidas anunciadas, preocupa-nos, de forma especial, a PEC 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Esta PEC limitará os recursos para a saúde e para a educação pública, colocando em risco as conquistas alcançadas nos últimos anos.
Da mesma forma, expressamos nossa preocupação com a Reforma da Previdência, que prevê o aumento considerável da idade mínima para a aposentadoria. Estas decisões que afetam diretamente a vida das pessoas mais vulneráveis são tomadas sem um amplo debate com a sociedade.
 
A repressão recente nas mobilizações ocorridas em diferentes estados e a prisão de lideranças de movimentos sociais são medidas e posturas que repudiamos. A livre manifestação é um direito garantido por nossa Constituição. Não aceitamos que militantes e movimentos sociais sejam reprimidos e criminalizados.
 
Projetos Leis com conteúdos nada democráticos, como o Escola Sem Partido, somado ao banimento da perspectiva de gênero e ao aumento do fundamentalismo religioso, indicam para uma tendência ao obscurantismo. Afirmamos que é fundamental preservar as liberdades de expressão e religiosa. No entanto, percebe-se que há um risco destes princípios serem manipulados para impedir que seja questionada a violência sexista e racista.
 
Estamos às vésperas das eleições municipais. A conjuntura nacional precisa ser levada em consideração nos debates locais. É necessário que os candidatos/as às prefeituras e câmaras de vereadores sejam questionados em relação à sua compreensão de democracia. É importante que candidatos e candidatas expressem claramente o seu compromisso com os direitos humanos.
 
Neste ano em que realizamos a Campanha da Fraternidade Ecumênica, conclamamos para que sejam promovidos debates sobre este tema e que candidatos sejam desafiados a assumir o compromisso com um serviço de saneamento básico público e universal. A organização de Conselhos Municipais para a implementação e monitoramento dos Planos Municipais de Saneamento Básico é uma estratégia imprescindível para se evitar a privatização deste serviço e garantir que toda e qualquer parceria público-privada desenvolvida para a implementação dos serviços de saneamento básico sejam definidas com a sociedade civil local.
 
Outra questão a ser considerada no contexto das eleições municipais e estaduais é a natureza laica do estado brasileiro. Afirmamos que a laicidade precisa ser respeitada nas esferas federal, estadual e municipal. Essa é uma prerrogativa fundamental para o convívio entre diferentes religiões, para o respeito às pessoas que não professam uma religião e para a valorização da diversidade religiosa.
 
É tempo de refletir: Por que, quando imaginávamos que poderíamos dar passos mais ousados para o aprofundamento e a consolidação da democracia, reforçam-se movimentos que reivindicam a manutenção de antigos sistemas e velhas ordens?
 
Nossa certeza é que Deus caminha conosco, por isso existe esperança de um futuro (Jr 31.17). “Cabe reinventar-nos como sujeitos cidadãos e cidadãs, pôr as mãos à obra na grande tarefa de refazer a democracia” (C.Grzybowski/Ibase).
 
A liturgia deste domingo confirma esta certeza. Através de parábolas, Cristo nos conduz à compreensão mais profunda do mistério de Deus e do mistério da condição humana.
 
Em tempos eleitorais, cresce o interesse em torno dos números e das proporções. No Evangelho de hoje (Lc 15,1-32), Jesus também lança mão de números e proporções nas parábolas que conta: Primeiro, uma ovelha entre 100 acaba se perdendo. E é sobre este 1% do rebanho que o pastor se detém a fim de resgatar aquela que se desviara do caminho. Reencontrá-la é motivo de alegria.
 
Em segundo lugar, uma moeda entre as 10 que a mulher possuía também some. Ela acende a lamparina, varre a casa, encontra a moeda e faz festa! Grande alegria em reencontrar os 10% de suas economias que haviam se extraviado.
 
E, finalmente, na parábola do Filho Pródigo, um entre dois filhos se deixa seduzir por falsas ilusões e desliga-se da família em busca de aventuras pouco consistentes. Perde-se. E o Pai se mantém firme na esperança do retorno de 50% de sua descendência. O rapaz retorna, motivo de festa e alegria.
 
As proporções são diferentes: 1, 10 e 50%. Mas, segundo Frei Gustavo Medella, o amor é sempre o mesmo: total, 100%.
 
Nosso Deus sabe que não são simples números, mas que cada cifra traz consigo uma vida, uma história, um filho muito amado que Deus deseja ter junto de si. Jesus deseja representar, apresentar e encarnar este amor sem reservas e tem como meta despertá-lo no coração da humanidade.
 
Nem sempre consegue, não por culpa ou ineficiência, afinal é Deus, mas pelo fato de respeitar a liberdade fundamental das pessoas em aderir ou não o projeto que Ele propõe!
 
Fonte: gentedeopiniao.com.br
Foto: Reprodução
 
Add a comment

Segundo estudo citado pelo relator das Nações Unidas para água e saneamento, o brasileiro Leo Heller, nos últimos 15 anos houve ao menos 180 casos de reestatização do fornecimento de água e esgoto em 35 países, em cidades como Paris (França), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina), Budapeste (Hungria), La Paz (Bolívia) e Maputo (Moçambique).
 
As quebras ou não renovações dos contratos ocorreram por falhas das empresas em atingir metas de universalização, além de problemas com transparência e dificuldade de monitoramento do serviço pelo setor público.
 
O Brasil tem 40% de sua população sem acesso adequado à água e 60% sem acesso a esgotamento sanitário. Apesar da evolução nas últimas décadas, o quadro permanece preocupante e, para solucioná-lo, são necessários mais investimentos públicos continuados, enquanto a privatização desses serviços já se mostrou inadequada em diversos países, disse o relator especial das Nações Unidas sobre o tema, o brasileiro Leo Heller.
 
1341EF003 e1458160997708

“A empresa privada não investe o suficiente e adota política de exclusão de populações mais pobres, impondo tarifas mais altas. Além disso, não atingem as metas dos contratos”, declarou Heller, lembrando que o próprio Banco Mundial, antes defensor das privatizações no saneamento, já reconheceu que as privatizações não são uma “panaceia para todos os problemas”.
 
As declarações de Heller têm como base estudo de 2014 que mostrou tendência global de reestastização desses serviços. Segundo o relatório, nos últimos 15 anos houve ao menos 180 casos de remunicipalização do fornecimento de água e esgoto em 35 países, em cidades como Paris (França), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina), Budapeste (Hungria), La Paz (Bolívia) e Maputo (Moçambique). Desse total, houve 136 casos em países de alta renda e 44 casos em países de baixa e média renda.
 
No mesmo período, houve um menor número de privatizações, solução adotada por Nagpur (Índia), onde a iniciativa passou por forte oposição e crítica, e Jeddah (Arábia Saudita).
 
O estudo, elaborado pela Unidade Internacional de Pesquisa de Serviços Públicos (PSIRU), Instituto Transnacional (TNI) e Observatório Multinacional, apontou ainda que as iniciativas de reestatização ocorreram como resposta às falsas promessas dos operadores privados e sua incapacidade de priorizar o atendimento às comunidades em detrimento do lucro, além de falta de transparência e dificuldade de monitoramento de suas atividades pelo poder público.
 
“Experiência direta com problemas comuns da administração privada da água — da falta de investimentos em infraestrutura, a aumentos tarifários a riscos ao meio ambiente — convenceu comunidades e autoridades de que o setor público está mais bem posicionado para fornecer serviços de qualidade a cidadãos e promover o direito humano à água”, disse o relatório das organizações.
 
Heller lembrou que recentemente, no Brasil, o discurso da privatização do saneamento básico voltou à tona. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou em junho que pretende ajudar o governo do estado do Rio de Janeiro a privatizar empresas, como a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE).
 
“O que podemos observar é um discurso forte no sentido de privatização do sistema, como grande saída para resolver o problema”, disse. “Mas não é essa a lição de experiências de privatização em outras partes do mundo. Por trás desse discurso poderíamos ler uma tentativa de afastamento do Estado em sua obrigação de oferecer saneamento”, declarou.
 
Avanços nos investimentos em saneamento
 
De acordo com o relator da ONU, houve avanços na cobertura da população atendida no Brasil por serviços de água e esgoto especialmente a partir de 2003, acompanhados de um aumento histórico do aporte de recursos financeiros do setor.
 
Segundo dados do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLABSAB), enquanto em 2003 foram desembolsados 1,07 bilhão de reais para saneamento em recursos não onerosos — que vêm do Orçamento da União —, esse número chegou a 3,99 bilhões em 2011.
 
“A política de saneamento precisa de mais continuidade (do que outras políticas públicas), requer um ciclo longo de investimentos. Quando há descontinuidade, isso é fatal”, disse Heller. “Essa é uma preocupação atual. É necessário saber em que medida o ajuste fiscal não comprometerá o que foi feito nos últimos anos”, completou.
 
O relator destacou como um dos avanços dos últimos anos a aprovação da Lei Nacional do Saneamento Básico, de 2007, que estabeleceu regras para a prestação de serviços e impôs a necessidade de regulação do sistema, o que acabou dando origem a diversas agências reguladoras estaduais.
 
“Houve certo avanço na cobertura da população. Mas tem havido a meu ver muita dificuldade de ver como o governo federal decide a aplicação de seus recursos”, disse. “O planejamento pode ser a solução, mas ainda está engatinhando”, salientou.
 
Dados do PLABSAB de 2010 apontam que 59,4% da população brasileira tem acesso adequado a abastecimento de água, 39,7% têm atendimento adequado a esgotamento sanitário e 58,6% têm acesso adequado a manejo de resíduos sólidos.
 
A maior parte da população atendida está na região Sudeste, enquanto Nordeste e Norte são as regiões mais afetadas por paralisações ou interrupções no abastecimento de água. A região Nordeste também registra o maior déficit no serviço de esgoto sanitário (30%).
 
“O Brasil ainda está distante dos países desenvolvidos. Mas está em situação similar aos latino-americanos, parte dos asiáticos, e ao norte da África”, afirmou o relator.
 
“Quando observamos os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), o Brasil aparece bem, tendo cumprido metas para água e esgoto”, explicou. “Mas a meta era pouco ambiciosa. O país a cumpriu, mas deixou grande parte da população sem acesso. A meta não previa a universalização, mas a redução pela metade do déficit.”
 
Segundo Heller, o direito humano à água obedece cinco princípios: disponibilidade, acessibilidade física, aceitabilidade, acessibilidade financeira e qualidade. Ele disse acreditar que esses pontos estão sendo considerados no monitoramento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda global que ocupou o lugar dos ODM.
 
“Tenho acompanhado discussões com OMS (Organização Mundial da Saúde) e UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), tem havido preocupação em refletir os conceitos dos direitos humanos. A declaração dos ODS fala nitidamente (desses princípios) e as metas sugerem esses conteúdos”, afirmou, completando que, diferentemente dos ODM, os ODS consideram dados desagregados, ou seja, informações regionais de acesso por classe, etnia, entre outros, não apenas médias nacionais.
 
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) preveem que os países alcancem, até 2030, acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos, assim como acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, além de propor o fim da defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade.
 
Saneamento no combate ao zika
 
Heller lembrou que há um forte vínculo entre sistemas de saneamento deficientes e o surto atual do vírus zika, bem como a dengue, a febre amarela e o chikungunya, sendo todos eles transmitidos por mosquitos.
 
O relator divulgou recentemente comunicado sobre o tema junto com outros especialistas das Nações Unidas. O grupo alertou na ocasião que 100 milhões de pessoas na América Latina não têm acesso a saneamento básico e outras 70 milhões a água encanada.
 
“Várias ações de saneamento têm influência grande nos criadouros dos mosquitos. Se há fornecimento intermitente de água ou falta d’água, as pessoas passam a armazenar. Quando não tem esgoto, há empoçamento de água. Quando não há coleta de lixo, há sempre criadouro preferencial do mosquito. E quando não há drenagem, a água de chuva é criadouro”, declarou.
 
“A ação de saneamento seria eficiente e efetiva na eliminação de criadouros. E seria uma solução permanente, já que as iniciativas de combate ao vetor têm curta duração”, lembrou. “O saneamento não só combate essa epidemia, mas também outras doenças como diarreia.”
 
Os relatores especiais fazem parte do Procedimentos Especiais, maior órgão de peritos independentes no sistema de direitos humanos das Nações Unidas. Os especialistas trabalham numa base voluntária; não são funcionários da ONU e não recebem um salário pelo seu trabalho. São independentes de qualquer governo ou organização e prestam serviços em sua individualidade.
 
Fonte: Nações Unidas
Foto: Elza Fiúza/ABr
Add a comment

Foi realizado, nos dias 2, 3 e 4 de setembro, o Encontro Celebrativo do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos) Goiás. Sediado no Convento Mãe Admirável, em Anápolis, a atividade reuniu cerca de 30 pessoas e contou com a participação da secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, que atuou como facilitadora do Encontro.
 
IMG 9326

Entre as perguntas que os participantes se propuseram a trabalhar estavam: O que vocês andam conversando pelo caminho... sobre Conjuntura, Juventudes e Urbanidades, Leituras Feministas e de Gênero, Povos e Comunidades Tradicionais, Cerrado e Ecumenismo? Que ambiguidades essas conversas trazem? Nesse contexto, Romi levantou reflexões a partir do evangelho de Lucas, especialmente o texto do discípulo e da discípula de Emaús (Lc 24.13-35).
 
“Foi um momento de partilha dos desafios para a leitura popular da bíblia. Nossa reflexão partiu da proposta do evangelho de Lucas, voltado para a população não judaica. É um evangelho da diversidade, pois valoriza diferentes culturas, valoriza as mulheres e seu protagonismo junto ao movimento de Jesus. É um evangelho que critica a pobreza e o acumulo de riquezas. O texto do evangelho de Lucas provoca para as conversões, no sentido de mudanças de posturas para a superação das desigualdades”, explicou Romi.
 
Houve trabalhos em grupos, no qual as pessoas foram convidadas a debaterem sobre preservação do cerrado, ecumenismo, teologia feminista, conjuntura.
 
O encontro reuniu os grupos do CEBI presentes em todo o estado de Goiás.
 
IMG 9161
 
Fotos: Tatiane Duarte
Add a comment

Com a proposta de aliar a fé e a sustentabilidade a Paróquia de São José, que fica na Lagoa, Zona Sul do Rio, deu um grande passo para entrar na era da modernidade. A igreja que recebeu a visita do Cardeal Orani João Tempesta, na manhã deste sábado, se tornou a primeira igreja do país a gerar — através de captação solar — sua própria energia.
 
O líder Católico no Rio abençoou os 56 painéis fotovoltáicos que serão responsáveis pela geração de 1700 kWh/mês, o equivalente a 40% do consumo local. A paróquia, batizada de "igreja solar", é o resultado de uma parceria da Arquidiocese do Rio de Janeiro com o apoio técnico de FURNAS, Casaleve e Instituto-E.
 
832tvmszlb9gne7nokeq3hkjt

A economia prevista é de R$20 mil por ano na conta de luz. As placas fotovoltáicas foram instaladas no teto da igreja em formato de cruz e podem ser vistas do Cristo Redentor, no alto do Morro do Corcovado. O padre da paróquia antecipou para o DIA que existe também um plano de instalar iluminação de led que irá deixar tornar os  as placas mais visíveis para quem olhar do Cristo. "Já temos o projeto e a mão de obra garantidos, só está faltando o material para colocar em prática", afirmou Omar Raposo, pároco da igreja.
 
“A importância desse projeto é evidenciar que estamos adequados ao desejo do Papa Francisco, a partir da sua Encíclica Verde, Laudato Si, conceito de sustentabilidade e aproveitamento da energia solar e, ao mesmo tempo, um pensamento que deve se ampliar a tantas outras igrejas”, comenta Padre Omar Raposo, pároco da São José. A "Encilia Verde", foi escrita, em 2015 pelo Papa e trata de questões socioambientais mundiais.
 
Alexandre Pinhel, engenheiro de FURNAS que concedeu apoio técnico ao projeto falou sobre a parceria, "o apoio de FURNAS ao projeto da Paróquia São José é mais uma das inciativas que se encaixam com o perfil de empresa cidadã e ambientalmente responsável”.
 
 
Fonte: O Dia
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
Add a comment

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal discute, na próxima segunda-feira (12), o tema: “A crise política, econômica, social e ética no Brasil à luz dos Direitos humanos, com foco na permissão aos entes da federação de utilizar estatais não dependentes para emitir debêntures, sob a justificativa de ceder direitos de créditos tributários e não tributários”.

PLS 204 01

O debate questiona a legalidade e as reais intenções do PLS 204/2016, de autoria do então senador José Serra. Conforme temos denunciado, esse projeto visa legalizar um esquema de geração de grandes somas de dívida pública, ocultado sob a propaganda de antecipação de receitas por meio da securitização de créditos de dívida ativa e outros. O esquema utiliza empresas não dependentes criadas para esse fim.

Por ter um formato idêntico ao aplicado na Europa a partir de 2010, que literalmente quebrou a Grécia e respondeu pelo aprofundamento da financeirização e crise econômica no continente, a Audiência Pública também convidou a ex-presidente do parlamento grego, Zoe Kostantoupoulou para participar e relatar a experiência grega.

Também foram convidados o ministro da fazenda, Henrique Meirelles; a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lucia Fattorelli; o procurador-geral, Paulo Bugarin; o presidente da OAB, Claudio Lamachia; o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner; a auditora fiscal e coordenadora do núcleo da ACD-SP, Carmen Bressane; Alfredo Portinari Maranca, Presidente da AFRESP e Diego Cherulli, Secretário Geral do IBDPREV.

A Audiência Pública realizar-se-á no dia 12 de setembro de 2016, segunda-feira, às 9 horas, no Plenário nº 2, da Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II, do Senado Federal e será aberta ao público.


PARTICIPE!!

Para mais informações, CLIQUE AQUI.

Add a comment

O que mais tenho escutado e lido nos últimos dias, principalmente da boca dos novos inquilinos do poder no Brasil, é que o impedimento da Presidente Dilma é “página virada”. Agora começou um novo tempo, tempo de retomar o crescimento, resolver a questão econômica, fazer as “reformas” para que o Brasil retome o seu lugar de país emergente e pujante. E por aí via o discurso oficialista.

222


Página virada? Desconfio que a linguagem denuncia, antes, uma tentativa de enganação, de ilusão que os novos governantes nos querem fazer descer goela abaixo, sem maior cerimônia. Os novos governantes vieram com tudo pronto e decidido. Basta examinar as novas “pautas-bomba” que estão na mesa do Congresso. Só que desta vez – com a maioria de 70% dos votos dos congressistas, sabe-se lá conseguidos a que custo – a bomba cairá no lado mais fraco, isto é, de nós cidadãos, trabalhadoras e empreendedores.

É só acompanhar alguns noticiários mais isentos, excetuando a TV oficial da Vênus Platinada. Como escreveu outro dia um dos poucos políticos sérios do RS, o que temos no cenário atual é a vitória do capitalismo mais predatório, que vem com tudo para acabar com o meio ambiente (via mineração criminosa, continuação da venda de terras a estrangeiros e envenenamento das terras no agronegócio, privatização de mananciais de águas, de superfície e subterrâneas, e tantos outros assaltos às riquezas do país). Junto com estas ações, desmonte da Petrobras com fins de privatizar recursos como os do pré-sal (também este gerador de grandes problemas ambientais no fundo do mar!), privatizações imediatas de empresas públicas, fim do processo de integração com nossos vizinhos do Mercosul, Unasul, e secundarização das alianças estratégicas com os BRICS, para voltarmos a ser satélite do grande irmão do norte.

E tem mais: mudanças na CLT, aumento da idade de aposentadoria para 65 anos, perda de direitos sem qualquer compensação, falta de transparência na gestão da conta da Previdência, como por anos vem sendo denunciado pelo bravo senador Paulo Paim. Quer dizer, nada de página virada, mas um torniquete que está a anunciar um novo momento dominado pelos velhos esquemas, agora legalmente pelos corruptos de sempre. Não se pode esquecer nem virar a página quando mais de 60% dos senadores que votaram contra Dilma na Presidência enfrentam processos na Justiça. Infelizmente, estes processos andam a passo de tartaruga, enquanto o julgamento de Dilma levou 100 dias e não conseguiu provar o seu “crime de responsabilidade”. Tanto que o novo governo já enviou ao Congresso proposta de Decreto para “legalizar” o que se chamou de “pedaladas fiscais”. Página virada? Para quem? Não para quem continuará a lutar e exigir justiça em todos os sentidos e âmbitos da vida nacional.

Roberto E. Zwetsch é professor de Teologia Prática das
Faculdades EST em São Leopoldo (RS) e pastor da
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

Foto: Acervo pessoal

Add a comment

A CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço) celebra a chegada da nova estação com a 16ª edição da Campanha Primavera para a Vida. O evento busca cultivar sementes de justiça, paz e solidariedade para que todos e todas tenham acesso aos seus direitos fundamentais.

direito a vida

Neste ano, a campanha traz o slogan “Direito à Vida da Juventude”. Isso porque, apesar do Brasil possuir uma lei que reconhece a juventude como protagonista de direitos, o Estatuto da Juventude, a existência dessa legislação não assegurou políticas públicas que contribuam na transformação significativa da situação vivida pela juventude brasileira. Sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação de qualidade, à segurança, ao trabalho, ao acesso ao lazer e às condições para participação nos processos sociais e políticos. Dado mais gritante e desafiador para toda a sociedade é o elevado índice de violência praticado contra jovens negros, vítimas de extermínio nas periferias urbanas.

Tendo essa realidade em vista, a CESE fará no dia 10 de setembro (sábado), em Salvador (Rua da Graça, 150-Graça), o lançamento oficial da Campanha Primavera para a Vida 2016.

O dia começará às 10h com uma mística de abertura. Ao meio dia, a tradicional feijoada da primavera será servida (no valor de R$ 25), ao som de música ao vivo. Está confirmado bazar de roupas com a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3 – Bahia e Sergipe, além do sorteio de produtos e brindes e opções de recreação para a criançada.

A renda obtida com o almoço será revertida para apoiar projetos ligados aos direitos da juventude. Os convites para a Campanha estão disponíveis na CESE (Rua da Graça, 150). Mais informações podem ser esclarecidas em: (71) 2104-5457.

Edições anteriores

Ao longo de 43 anos, a CESE já apoiou mais de 11,5 mil projetos de organizações populares de todo o Brasil, contribuindo para o fortalecimento de direitos de aproximadamente 10 milhões de pessoas nos campos de gênero, raça, juventude, meio ambiente, economia solidária, comunicação e desenvolvimento institucional e diálogo inter-religioso.

Realizada desde o ano 2000, o intuito da Campanha Primavera para a Vida é mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país (fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos) e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas.

Para mais informações, CLIQUE AQUI.

Fonte: Cese
Imagem: Reprodução

Add a comment

Cerca de 500 instituições em mais de 60 países no mundo todo já aderiram à chamada para o desinvestimento em combustíveis fósseis. No dia 13 de agosto, o movimento global contou com mais uma adesão de peso: a Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA), sétimo maior organismo religioso dos Estados Unidos, aprovou por maioria, durante a Assembleia de 2016, a suspensão de qualquer investimento em empresas do setor, e o redirecionamento de recursos para as energias renováveis. Dessa forma, as quase 10 mil congregações espalhadas pelos Estados Unidos, Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas se unem ao movimento global rumo a uma economia de baixo carbono e um futuro mais sustentável para o planeta, deixando de investir US$7,5 bilhões de ativos nos hidrocarbonetos.

Igreja Luterana EUA
Com esta ação, a ELCA atende ao apelo feito em 2015 pelo Conselho da Federação Luterana Mundial às suas igrejas-membro para que não mais invistam em combustíveis fósseis, e para que apoiem a eficiência energética e empresas de energias renováveis, além de encorajar suas instituições e membros individuais a fazerem o mesmo. “A ética Luterana nos chama a cuidar dos mais vulneráveis e a pensar nas próximas gerações”, disse a reverenda Barbara Rossing, professora da Escola Luterana de Teologia de Chicago e líder de organizações luteranas de base.

A campanha que visa transferir investimentos no setor de combustíveis fósseis e aplicá-los em energias renováveis é liderada pela 350.org e pela Divest-Invest. O principal argumento da coalização Global Divest-Invest é que o investimento na indústria de petróleo, gás e carvão é um perigo tanto para o clima quanto para o capital dos investidores.

Mais de 500 instituições em diversos setores da sociedade, como o religioso, universitário e privado, que juntas representam cerca de US$ 3,4 trilhões em ativos, já se comprometeram a mudar a rota de seus investimentos.

“A 350.org defende o desinvestimento nos combustíveis fósseis como ação fundamental para conter as mudanças climáticas. Para construir o futuro que precisamos, temos que promover uma mudança radical no modo como produzimos e consumimos energia em todo o mundo. E isso não pode mais esperar. A decisão da Igreja Luterana é uma contribuição significativa para uma transição energética justa e sustentável”, defende Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina, e coordenadora da COESUS.

Influência no Brasil

Segundo o pastor Werner Fuchs, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, parceira da ELCA, não há ainda nenhuma orientação a nível global sobre essa decisão. “Infelizmente essa ideia ainda não está consolidada no país, mas há pequenas iniciativas já em andamento. No Sínodo Paranapanema, por exemplo, que abrange a região do Sul do Paraná até Oeste de São Paulo, já temos um projeto pronto para a instalação de placas solares em diversas igrejas, e estamos em busca de parceiros para colocá-lo em prática”, afirmou.

Parceiro da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, o pastor Fuchs já atua em campanhas contra as mudanças climáticas desde 2004. Membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), ele ajudou a aprovar, em novembro de 2015, durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, uma moção contra o fracking e a exploração de areias betuminosas. “Sou a pessoa incômoda que levanta questões como o uso de combustíveis fósseis. Não adianta falar de agroecologia se o fracking chegar e destruir tudo. Precisamos sair do modelo petróleo-dependente e seguir o caminho do desenvolvimento sustentável”, defende Fuchs.

Por Nathália Clark
Foto: Elca.org

Add a comment

IMG 6012

Nos dias 5 e 6 de setembro, a diretoria do CONIC se reuniu na sede do Conselho, em Brasília (DF), para tratar de dois assuntos: a assembleia CONIC em 2017, que será realizada de 4 a 6 de abril, e a preparação da Semana de Oração pela Unidade Cristã. Na reunião, também houve um debate sobre a atual conjuntura brasileira. A partir da discussão, foi elaborada a seguinte nota:

 

Brasília, 6 de setembro de 2016.

Nota do CONIC sobre a atual conjuntura

“Ai dos que chamam de bem o mal e de mal o bem.
Fazem da escuridão a luz e da luz a escuridão”. (Is 5.20)

A diretoria do CONIC, reunida nos dias 5 e 6 de setembro de 2016, manifesta-se em relação ao atual contexto social, político, religioso e econômico pelo qual passa o Brasil.

Desde março de 2014, no contexto de memória dos 50 anos do Golpe civil-militar, temos nos pronunciado publicamente e chamado a atenção para a fragilidade da democracia brasileira e dos riscos que isto representaria ao país.

Compreendemos que os últimos fatos ocorridos demonstraram, por si só, que nossa democracia é limitada e inconclusa.

Os anos de abertura democrática não lograram desmontar as estruturas geradoras de desigualdades.

Entendemos que a decisão do Senado brasileiro de confirmar o impedimento da presidente Dilma Rousseff repetiu as trajetórias recentes ocorridas no Paraguai e em Honduras, em que presidentes democraticamente eleitos foram depostos. As rupturas na democracia têm significado, em nosso continente, o aprofundamento de um modelo econômico baseado na concentração de renda e na exclusão social. Os únicos a ganharem com estas rupturas são as velhas elites que se apropriam dos recursos públicos e optam pela especulação financeira em detrimento da produção.

Dentre as várias medidas anunciadas, preocupa-nos, de forma especial, a PEC 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Esta PEC limitará os recursos para a saúde e para a educação públicas, colocando em risco as conquistas alcançadas nos últimos anos.

Da mesma forma, expressamos nossa preocupação com a Reforma da Previdência, que prevê o aumento considerável da idade mínima para a aposentadoria. Estas decisões que afetam diretamente a vida das pessoas mais vulneráveis são tomadas sem um amplo debate com a sociedade.

A repressão recente nas mobilizações ocorridas em diferentes estados e a prisão de lideranças de movimentos sociais são medidas e posturas que repudiamos. A livre manifestação é um direito garantido por nossa Constituição. Não aceitamos que militantes e movimentos sociais sejam reprimidos e criminalizados.

Projetos Leis com conteúdos nada democráticos, como o Escola Sem Partido, somado ao banimento da perspectiva de gênero e ao aumento do fundamentalismo religioso, indicam para uma tendência ao obscurantismo. Afirmamos que é fundamental preservar as liberdades de expressão e religiosa. No entanto, percebe-se que há um risco destes princípios serem manipulados para impedir que seja questionada a violência sexista e racista.

Estamos às vésperas das eleições municipais. A conjuntura nacional precisa ser levada em consideração nos debates locais. É necessário que os e as candidatos/as às prefeituras e câmaras de vereadores sejam questionados em relação à sua compreensão de democracia. É importante que candidatos e candidatas expressem claramente o seu compromisso com os direitos humanos. Neste ano em que realizamos a Campanha da Fraternidade Ecumênica, conclamamos para que sejam promovidos debates sobre este tema e que candidatos e candidatas sejam desafiados a assumir o compromisso com um serviço de saneamento básico público e universal. A organização de Conselhos Municipais para a implementação e monitoramento dos Planos Municipais de Saneamento Básico é uma estratégia imprescindível para se evitar a privatização deste serviço e garantir que toda e qualquer parceria público privada desenvolvida para a implementação dos serviços de saneamento básico sejam definidas com a sociedade civil local. Outra questão a ser considerada no contexto das eleições municipais e estaduais é a natureza laica do estado brasileiro. Afirmamos que a laicidade precisa ser respeitada nas esferas federal, estadual e municipal. Essa é uma prerrogativa fundamental para o convívio entre diferentes religiões, para o respeito às pessoas que não professam uma religião e para a valorização da diversidade religiosa.

É tempo de refletir: Por que, quando imaginávamos que poderíamos dar passos mais ousados para o aprofundamento e a consolidação da democracia, reforçam-se movimentos que reivindicam a manutenção de antigos sistemas e velhas ordens?

Nossa certeza é que Deus caminha conosco, por isso existe esperança de um futuro (cf. Jr 31.17).

CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

Add a comment

1472935953960

O papa Francisco pediu, em uma oração a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que ela proteja "todo o Brasil e todo o povo brasileiro neste momento triste". O pedido foi feito neste sábado, 3, durante a inauguração de uma estátua da santa nos jardins do Vaticano.

Ele também pediu que Nossa Senhora Aparecida proteja os mais pobres, os idosos abandonados, as crianças de rua e os explorados para que salve seu povo com a justiça social e com o amor de Jesus Cristo.

Francisco disse que, apesar das expectativas, não sabe se retornará ao país no ano que vem, como havia prometido em 2013. "Em 2013, tinha prometido que voltaria no ano que vem. Não sei se será possível, mas pelo menos a terei (a imagem) aqui mais perto", disse.

Um mês atrás, em 2 de agosto, a agência Ansa divulgou que o papa havia escrito uma carta de apoio à ex-presidente Dilma Rousseff. Em declaração à Ansa no início de agosto, Dilma confirmou que recebera a carta de Francisco, mas se negou a detalhar o conteúdo da conversa. "Não foi uma carta oficial, não foi uma carta do papa em sua condição de representante do Vaticano. Não tem importância (o conteúdo). Não é uma carta para ser divulgada."

CONIC com Agências
Foto: Servizio Fotografico L'Osservatore Romano

Add a comment