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Gratidão, penitência e esperança, são as “três notas” com as quais luteranos e católicos querem comemorar os 500 anos da Reforma de Martinho Lutero (1517-2017). Esta foi a avaliação do Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, ao pronunciar-se na manhã desta sexta-feira, 6, na conclusão do Simpósio Ecumênico Internacional Católico-luterano, promovido pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo, com o título “Sinais de perdão. Caminhos de conversão e práticas de penitência. Uma Reforma que interpela a todos”.

Gratidão e reconhecimento das culpas

A primeira palavra-chave é gratidão. “Em 2017 – observou o Cardeal – recordaremos não somente os quinhentos anos da Reforma, mas também cinquenta anos de intenso diálogo entre católicos e luteranos, graças ao qual fomos capazes de descobrir o quanto temos em comum”. A segunda palavra-chave é “reconhecimento das culpas e penitência”. Infelizmente a Reforma “nos recorda também a divisão na Igreja e as guerras brutais de religião dos séculos XVI e XVII, sobretudo a Guerra dos Trinta Anos, que transformou a Europa de então em um mar de sangue”. Trata-se de “um fardo pesado que herdamos do tempo da Reforma.

Ato público de penitência

Católicos e protestantes – afirmou o Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos – têm válidos motivos para lamentarem-se e para arrependerem-se dos mal-entendidos, das maldades e das feridas que provocamos uns aos outros durante os últimos 500 anos. Sem tal ato público de penitência, não pode existir uma verdadeira comemoração ecumênica da Reforma”.

Esperança

Mas a terceira palavra-chave é “esperança”: “Trata-se da esperança – explica o Cardeal Koch – de que uma comemoração comum da Reforma possa oferecer-nos a possibilidade de darmos ulteriores passos rumo à unidade tão desejada, sem ficarmos parados pelos resultados já conseguidos”.

Lutero queria renovação, não divisão

O augúrio final do Cardeal Koch é de que “no próximo ano, a comemoração da Reforma seja colocada sob uma boa estrela e ajude a dar ulteriores passos em direção àquela unidade pela qual Jesus rezou e a cujo serviço o próprio Lutero dedicou a sua obra, porque não a divisão, mas a renovação da Igreja era o que ele queria”. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

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John Nduna

Frente ao contexto de turbulência social e política no Brasil e o risco de seu agravamento, a Aliança ACT, uma rede internacional que reúne 140 igrejas e organizações baseadas na fé, com atuação em mais de 100 países, pediu que sejam respeitados os princípios democráticos universais e os direitos humanos. A Aliança, que tem sede em Genebra, na Suíça, é representada no Brasil pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil (FE ACT Brasil).

O texto original, em inglês, está disponível aqui.

O Conselho Executivo de ACT também solicitou que lideranças políticas e sociais renovem seu compromisso com a solução pacífica dos problemas, lembrando que a polarização ou a radicalização no país pode resultar em uma escalada da violência.

“Expressamos nossa profunda preocupação com a ameaça ao estado democrático de direito, uma vez que princípios democráticos são relevantes não apenas para brasileiras e brasileiros, mas para todas as pessoas no mundo", disse o secretário geral de ACT, John Nduna (foto acima), no dia 10 de maio. "Como Aliança ACT, pedimos aos atores políticos e sociais que assumam o compromisso de resolver o processo político por meio da promoção de um amplo diálogo, para superar a crise que o país enfrenta e para assegurar o mais profundo respeito à democracia como um valor universal".

O movimento ecumênico no Brasil, que inclui membros de ACT, tem desempenhado, historicamente, um papel fundamental no que se refere à defesa dos Direitos Humanos e dos processos democráticos.

“Nossa identidade ecumênica nos impulsiona a trabalhar pelo respeito à democracia, à diversidade religiosa, ao Estado de direito e aos direitos humanos", disse Nduna. "Por isso, reiteramos nosso apelo para a resolução do processo através do diálogo e de meios pacíficos."

A Aliança ACT é uma coalizão de mais de 140 igrejas e organizações baseadas na fé, que trabalham em mais de 100 países na promoção de mudanças positivas e sustentáveis na vida de pessoas vulneráveis, independente de expressão religiosa, gênero, orientação sexual, orientação política, etnia ou nacionalidade, respeitando os mais elevados códigos e padrões internacionais. É mantida por mais de 25 mil pessoas, que integram as equipes das organizações membro, e mobiliza cerca de U$ 1,5 bilhão no seu trabalho, nas áreas de ajuda humanitária, desenvolvimento e incidência.

Texto e foto: Aliança ACT

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Um incêndio de origem criminosa colocou em cinzas uma casa sagrada do povo Pankará, na Serra do Arapuá, município de Carnaubeira da Penha, sertão de Pernambuco. Na noite do último domingo, 1º de abril, indivíduos não identificados atearam fogo na estrutura feita de barro e palha localizada na aldeia Marrapé. Os Pankará perceberam a movimentação, mas não conseguiram conter as chamas a tempo. Os criminosos conseguiram fugir do local. O episódio se soma ao acirramento da violência contra os povos indígenas no Brasil em pouco mais de 30 dias. 

Lideranças indígenas do povo registraram a ocorrência na sede da Polícia Federal de Salgueiro, cidade vizinha à Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá. “Nossos rituais já vinham sendo atacados por pessoas familiares de quem já atacava nosso povo desde os antigos Pankará e que ainda estão dentro do território da gente”, explica a cacique Dorinha Pankará, que há alguns anos convive com ameaças.

O fogo queimou maracás, indumentárias, cachimbos e peças tradicionais do vasto acervo arqueológico do povo usadas nos rituais. “Acreditamos que o ataque envolve nossa demanda territorial. São famílias não-indígenas que não aceitam a demarcação e que nunca aceitaram que a gente é índio Pankará. Os velhos dessas famílias, antigamente, impediam nossos rituais”, diz a cacique.

Para os Pankará o incêndio guarda relação com os últimos ataques sofridos pelo povo; durante os rituais tradicionais, se tornou comum a ação de não-indígenas com pedradas nos pajés e a utilização de sons automotivos em alto volume para atrapalhar as práticas. “Dizem que é feitiçaria. Pra gente a história está se repetindo: querem nos impedir de ser o que somos”, afirma Dorinha.

Conforme as lideranças vêm defendendo nas reuniões internas do povo, apenas a demarcação da terra pode cessar tais ataques e as ameaças de morte sofridas pela cacique Dorinha. “Pedimos para o governo federal publicar o relatório circunstanciado da terra e fechar a demarcação. Hoje eu não posso andar com segurança pelo território e sair pra cidade. Os pajés estão sendo perseguidos. Nosso povo pede providências”, clama a cacique.

Venda de terras tradicionais

Como o relatório circunstanciado da Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá não foi publicado, travando a demarcação do território, os ocupantes não-indígenas passaram a ameaçar os indígenas dizendo que as famílias compram as terras que ocupam ou serão expulsas à força. “Então estão obrigando os Pankará a comprar terras que lhes pertencem. Famílias indígenas que nunca saíram da sua terra, mesmo na época em eram proibidos de se dizerem Pankará ou fazer os rituais, estão comprando as terras para que não sofram violências”, explica Dorinha.

São mais de 70 ocupantes não-indígenas no interior da Terra Indígena Pankará, prevista com 15 mil hectares pelo Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá (Portaria nº 413, de 24/03/2010) – entregue à Fundação Nacional do Índio (Funai) pelo Grupo de Trabalho em dezembro de 2014. Não é a primeira vez, entretanto, que as elites agrária e política atacam os Pankará, além das ameaças de morte sofridas sistematicamente pela cacique Dorinha.

No dia 17 de fevereiro de 2014, um projeto de mudança do nome da Unidade de Saúde Indígena Velho Anjucá, de responsabilidade do Ministério da Saúde, que atende ao povo Pankará da Serra do Arapuá, foi posto em votação pelo então presidente da Câmara de Vereadores de Carnaubeira da Penha, Jotanilton Cícero Bezerra (PSC), e aprovado por cinco votos a favor e quatro contra. Pela decisão dos vereadores municipais, a unidade de saúde Federal passaria a se chamar Nossa Senhora da Conceição.

“Percebemos que a tentativa é de atacar a nossa tradicionalidade, o que compõe o povo Pankará. Nunca aceitaram a nossa existência, mas os tempos mudaram e agora podemos nos dizer Pankará, temos direito à terra e de viver conforme nossas tradições, com nossa organização política própria. Nunca aceitaram isso. O tempo parece que não passou pra essas elites”, conclui a cacique Dorinha Pankará.

Resistência das gerações Pankará

O recente episódio envolvendo a violência contra o povo Pankará possui um desencadear histórico de subjugação dos povos indígenas no Sertão. O século XIX passou a ter uma documentação mais farta sobre a violência praticada contra os indígenas habitantes nas serras do Umã (povo Atikum) e Arapuá (povo Pankará). Período de crescente povoamento e da criação da Lei de Terras (Lei nº 601 de 18/09/1850), que legaliza o esbulho dos territórios indígenas para garantir a propriedade imobiliária. As terras do município de Floresta foram registradas, pela primeira vez, em 1858.

De acordo com mais de dez anos de pesquisa junto ao povo Pankará, a antropóloga Caroline Farias Mendonça Leal, professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), afirma que em janeiro de 1866 Manoel Ferraz de Souza requereu uma área chamada Sítio da Penha – os Ferraz até hoje representam uma família poderosa no contexto de Carnaubeira da Penha. O delegado de polícia de Floresta escreve ao chefe de polícia de Pernambuco solicitando mais policiais para a Vila e a criação de três distritos – Vila, Caissara e Penha – para facilitar a captura dos indígenas resistentes. Penha viria a se emancipar como Carnaubeira da Penha.

Ao descrever a proposta de limites de cada distrito, ainda conforme a pesquisa da antropóloga, o delegado informou acerca do Sítio da Penha: “o da Penha onde existe uma pequena Capela cabeça de uma aldeia de índios que não existem”. Quanto aos subdelegados indicados para cada distrito, destacam-se novamente, para ocupar esse cargo público de autoridade policial, membros das famílias Ferraz, Gomes de Sá, Menezes – cujos descendentes até os dias atuais são envolvidos com as polícias locais.

Entre os anos de 1949 e 1958, sucessivas correspondências de lideranças Pankará e Atikum-Umã pleiteando o direito de posse das terras situadas na Serra Umã e Arapuá à 4ª Inspetoria Regional (IR4) e ao Conselho Diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Além de telegramas e ofícios, consta o Relatório de Viagem do antropólogo da Universidade de Berkeley Hohenthal Jr, produzido no ano de 1952 para o SPI, que dá grande ênfase às violências cometidas contra os índios, inclusive tendo-as presenciado (MI/SEDOC - Inspetorias Regionais, IR 4 Nordeste. Microfilme 152, fotogramas 1068-1069. RELATÓRIO, Recife, 21 jun. 1946).

O azedume dos fazendeiros e políticos da região com os indígenas doi constatado in loco por Hohenthal Jr.: “Nessa zona do interior do Nordeste, pelos menos, parece que não há justiça brasileira para os pobres; essa é um privilégio só para os ricos e granfinos. O que me desgosta é o seguinte: estes Neo-brasileiros que dizem ser “donos” das terras disputadas, permitem os índios fazer todo o trabalho inicial de lavrar e melhorar um sitio. Construindo casas, plantando arvores frutíferas, etc.; e depois, quando o sitio esta em boas condições o negam perante o índio, e dizem: ‘Agora, é nosso! Saia dahi, ou lhe matamos!’ E o índio sai, para começar de novo o seu trabalho penoso e triste” (MI/SEDOC - Inspetorias Regionais, IR 4 Nordeste. Microfilme 379, fotogramas 814-817. RELATÓRIO, California, 14 jul. 1952).

Para a antropóloga e professora da Unilab, esse período hostil e de violência é muito presente na memória dos mais velhos. São inúmeros os relatos sobre as proibições da prática do ritual, as “noites de fuga” para dançar o Toré escondido “dos brancos”, a violência física contra algumas lideranças. Entre as várias violências, há dois episódios que marcaram muito a memória dos Pankará: a proibição de acessar água e a queima da casa de Luiz Limeira. Os filhos de Luiz Limeira relataram, com muito constrangimento, o episódio em que os invasores da terra indígena os proibiram de ter acesso à água e seu pai viajou ao Recife em busca de solução junto ao SPI.

“Os Limeira num bebem água nem no Gonçalo, nem em canto nenhum em cima da serra. Se quiser é no rio, vá beber água no rio São Francisco! Aí pronto, nós voltamos debaixo de patada, aí apareceram os parentes da minha mãe, e nós bebíamos água lá da aldeia Ladeira. Também o finado Filomeno disse: olhe, venham beber aqui na Taperinha. Só quem deu água foram os parentes de minha mãe e Cirano Menês. Quando pai foi para Recife, para resolver esse negócio dessa proibição, nós ficamos bebendo água só da Ladeira e da Taperinha. Foi quando pai chegou em Recife e contou a historia: “eu moro lá na Cacaria e estamos proibidos de beber água nos caldeirão, tinha uns caldeirão cheio d’água lá. Caldeirão de Roque, de Augusto, tudo cheio d’água, mas o branco empatou da gente beber água”. Lembro também que tinha um pé de água que meu pai fez e os brancos mandaram quebrar o pé de água pra escorrer a água pra gente não beber”, relatou Manoel Limeira para a dissertação de mestrado da antropóloga.

Luiz Limeira acabou banido da Serra do Arapuá e morreu no sertão da Bahia. Luiz Limeira é o avô da cacique Dorinha. Na década de 1970, descendentes de outras famílias Pankará se deslocaram para a Serra Umã, e outras famílias permaneceram na Serra do Arapuá sob a condição de rendeiros, meeiros e, em período mais recente, de pequenos proprietários de alguns lotes de terra, como é o caso dos Limeira, Caxiado e Rosa. Os Pankará deslocavam-se com frequência aos terreiros de Toré na Serra Umã, para junto com os Atikum “fazer a brincadeira” que só apenas em tais terreiros era permitido. Hoje são algumas das dezenas de histórias contadas pelos mais velhos e documentos oficiais.

O pajé Pedro Limeira, filho de Luiz Limeira e pai da cacique Dorinha, afirmou, durante mobilização dos povos indígenas no Palácio do Planalto, em Brasília (2013), que “os Pankará saíram de trás da pedra e pra lá não voltam mais não”.

Assessoria de Comunicação - Cimi
Foto: Povo Pankará (divulgação)

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Durante a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, Brasil e Alemanha apresentaram o desafio para as juventudes, por meio de um concurso de música com o tema “direito e justiça”. Diferentes coletivos de juventude do país se propuseram ao desafio. Nosso agradecimento a todas e todos que participaram!

Confira os selecionados:

Larisssa Pirolla (melodia e interpretação) e Sandson Rotterdan (composição) - da Rede Ecumênica da Juventude - REJU

Título da Canção: Não dá desse jeito
Link de acesso da música: www.youtube.com/watch?v=0yHAUVexff4

Fabio Lahass, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB

Título da Canção: Nosso lar
Link de acesso da música: www.youtube.com/watch?v=kA6iiWrIO48

OsAgentes (Jasf e Lucios Senna), do Monitoramento Jovem de Políticas Públicas - MJPOP

Título da Canção: Proliferou o amor
Link de acesso da música: www.youtube.com/watch?v=2jD0611mZnQ

Os jovens selecionados terão sua composição gravada em estúdio e ganharão uma cesta de alimentos da economia solidária! As músicas serão reunidas em uma playlist e o álbum será disponibilizado online.

Seguimos motivados pelas canções, registro da Campanha da Fraternidade Ecumênica que deixa o contínuo debate sobre o cuidado da Casa Comum, tema que não se esgota, assim como a busca incessante pela garantias de direitos e o exercício diário da prática ecumênica que deve estar em constante diálogo com as juventudes.

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Todos os anos, desde 1908, cristãos de diversas denominações dedicam um tempo para refletir e celebrar a Unidade das Igrejas. É a chamada Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC). No hemisfério Norte, a SOUC é celebrada em janeiro, entre as festas de São Pedro e São Paulo. Já no hemisfério Sul, as Igrejas celebram nos dias que antecedem a Festa de Pentecostes, neste ano de 8 a 15 de maio.

A SOUC possui um tema único, que é traduzido para todos os países e adaptado de acordo com a realidade local. Em 2016 o tema é: “Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor” (1Pd 2.9) e foi produzido pelas Igrejas da Letônia.

Para falar um pouco mais da SOUC, do tema e como as comunidades podem se preparar para celebrar em unidade, a Província Franciscana da Imaculada Conceição, através da Frente de Evangelização da Comunicação, produziu uma série de reportagens, em 10 episódios, disponibilizados pela RCR (Rede Católica de Rádio) e pelo Soundcloud.

O objetivo é informar e provocar o ouvinte a refletir sobre o tema da unidade dos cristãos, e fornecer subsídios para que as comunidades possam se organizar em suas cidades e iniciar ou fortalecer a relação com outras denominações cristãs, valorizando aquilo que os une enquanto seguidores de Cristo.

O material teve produção de Érika Augusto e locução de Frei Gustavo Medella.

Acompanhe os 10 episódios e os entrevistados:

1. Origem e finalidade da SOUC e como ela chegou no Brasil Entrevistada: Pastora Luterana Romi Marcia Bencke – Secretária Geral do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs).

2. O tema e as formas de participação Entrevistada: Pastora Luterana Lusmarina Campos Garcia – Presidente do CONIC no Rio de Janeiro.

3. Atitudes que nos levam à Unidade Entrevistado: Padre Bizon – Diretor da Casa da Reconciliação e responsável da Pastoral do diálogo ecumênico e inter-religioso da Arquidiocese de São Paulo.

4. Materiais disponíveis para a preparação Entrevistada: Irmã Raquel Colet - MOVEC - Movimento Ecumênico de Curitiba.

5. O espírito profético dos cristãos Entrevistado: Pastor Luterano Inácio Lemke – Presidente do Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão em Santa Catarina (CIER).

6. A Unidade e os Direitos Humanos Entrevistado: Padre Julio Lancellotti - Vigário Episcopal para o Povo de rua na Arquidiocese de São Paulo.

7. A Unidade e a tolerância Entrevistado: Padre Luís Corrêa, sj – Jesuíta, Historiador e professor da PUCRJ.

8. O momento político atual Entrevistado: Presb. Wertson Brasil de Souza - Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

9. O diálogo interreligioso Entrevistado: P. Dr. Nestor Paulo Friedrich - presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB).

10. O cuidado com a criação Entrevistado: Dom Flavio Irala – Bispo anglicano, presidente do CONIC.

CLIQUE AQUI e ouça todas as entrevistas em dois blocos e/ou individualizadas.

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“Não abuse do nome do Senhor, seu Deus,
porque o Senhor não considerará inocente quem abusar do seu nome”

Manifestação da Coordenação Nacional da PPL – Pastoral Popular Luterana

A Pastoral Popular Luterana, reafirmando seu compromisso histórico com a democracia e com os valores do Reino anunciado por Jesus Cristo e diante da situação política atual, sente-se convocada a se manifestar.

As fundamentações dos votos de deputados e deputadas que levaram à decisão majoritária na Câmara Federal sobre a admissibilidade da abertura do processo de impeachment da Presidenta Dilma, no domingo, 17/04, revelou que as posições políticas de deputados/as evangélicos/as devem ser olhadas com muita preocupação. Ficou claro o fato de que um determinado fundamentalismo religioso ameaça cada vez mais a democracia brasileira, conquistada com tantas lutas sociais. É disso que se trata e a PPL quer vir a público denunciar um modo equivocado de fazer política e de se posicionar politicamente.

Sobriamente e antes de manifestar o seu voto, um deputado questionou se o uso do nome de Deus não estava sendo tomado em vão. Não consta que este senhor estivesse ali para defender qualquer comunidade religiosa. O que se viu no domingo foi um espetáculo da insensatez, do uso descarado do microfone e da TV para falar a eleitores distantes e desinformados sobre um assunto que a maioria nem tratou com a seriedade que merece em um país com mais de 200 milhões de habitantes e com mais de 140 milhões de eleitores. O uso do nome de Deus no domingo – na verdade – foi uma franca desobediência ao segundo mandamento da lei judaica, assumido com os demais na doutrina cristã. Além de tomar o nome de Deus em vão, a referência a uma divindade num espaço político leva à confusão entre Religião e Política, entre a manifestação da fé e o difícil exercício do governo democrático de uma sociedade. Quando isto acontece, rompemos com o princípio de laicidade do Estado, que é a garantia da liberdade religiosa para as pessoas e comunidades de fé, mas também para quem não professa fé alguma. Tal princípio foi conquistado com muitas lutas, e ele consta da Constituição Federal Brasileira de 1988, hoje ameaçada em muitos de seus artigos pela onda de retrocessos já em curso e que se antevê no futuro próximo, a continuar o que se viu no domingo à noite.

Outro grande perigo que as tendências fundamentalistas evangélicas apresentam é a instrumentalização da religião pela política, a partir de um uso manipulado de textos bíblicos fora de seu contexto e em franca contradição com aspectos centrais da mensagem de Jesus. Quando as religiões perdem a sua transcendência, elas se transformam em política. O pior é que a ação política em questão é das mais mesquinhas e clientelistas que se tem visto na história da democracia do Brasil, sem qualquer fundamento legal, crítico e cidadão. É isto o que se pôde ver na manifestação de votos de muitos/as dos/as deputados e deputadas. Tendências religiosas que se mascaram em partidos políticos, desvirtuando o sentido da política em nome de um suposto deus, que nada mais é do que ídolo, na verdade conspiram contra o regime democrático e envergonham a nação. É o que se viu em grandes jornais do exterior no dia 18/4, estupefatos com o que aconteceu no Brasil. O absurdo político chega ao ponto de um deputado que é homem réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção, o Sr. Eduardo Cunha, que mentiu na Câmara escondendo suas contas nos bancos da Suíça, ser quem presidiu uma sessão histórica em que se votava pela admissibilidade da abertura do processo de impeachment da Presidenta Dilma – contra quem não há uma acusação sequer de corrupção – e, quando do seu voto, disse: “que deus tenha misericórdia dessa Nação”, fazendo, também, uso pervertido do nome de Deus.

Assim, estamos correndo o risco de distorcer a política e a própria religião. Ambas perdem a sua especificidade numa zona cinzenta onde interesses não manifestos escondem projetos contra a democracia. Junto com o uso falso do nome de Deus, tivemos de ouvir um deputado defender a Ditadura de 1964 e elogiar um coronel muito conhecido pelas torturas que praticou contra presos/as políticos/as nos anos duros da repressão militar. Os princípios cristãos condenam firmemente as pautas defendidas por tal discurso. Que mais haveremos de ouvir nos próximos meses? Que atitudes devemos tomar diante desses fatos, antes que seja tarde?

Conta-se que na Alemanha governada por Adolf Hitler e já em plena perseguição de judeus, ciganos, pessoas com deficiência mental e homossexuais, o Pastor Martin Niemöller teria dito o seguinte: “Quando os nazistas buscaram os comunistas, eu silenciei; afinal, eu não era comunista. Quando eles trancafiaram os socialdemocratas, eu me calei, já que eu não era socialdemocrata. Quando vieram atrás dos sindicalistas, eu não protestei, pois não era um sindicalista. Quando eles vieram recolher os judeus, também não protestei, visto que também não era judeu. Quando vieram me buscar, não havia mais ninguém para protestar” (Revista Novolhar, jan-março, 2016).

Felizmente Deus é Deus e não se deixa manipular em sua liberdade absoluta. Quem o usa como cabo eleitoral se equivoca seguindo um ídolo, frutos de seus desejos e projetos pessoais. Além do mais, o uso em vão do nome de Deus revela hipocrisia e incompetência política. A dimensão sagrada da política em favor das pessoas excluídas e das políticas públicas ameaçadas não depende de discurso religioso.

Parafraseando o teólogo alemão Wilhelm Brandt, a mensagem fundamental de Jesus não depende do sucesso do momento e não é desmentida pelo insucesso. Só políticos ilegítimos buscam legitimidade religiosa.

Por fim, deverá fazer parte dos movimentos de rua que certamente tomarão as cidades brasileiras nos próximos meses estabelecer claramente a distinção feita por Jesus diante da moeda do império romano: dar a César o que é de César, mas a Deus o que é de Deus. A imagem de César exigia obediência absoluta ao político, o que é uma distorção da sua tarefa pública de governar para o bem da sociedade. Por isto é que – para a PPL – o uso manipulado da linguagem religiosa na política (grotesca como se viu!) é um desserviço à causa do evangelho. Daí a necessidade de distinguir bem as duas linguagens para o bem da liberdade democrática, ameaçada por políticos que ousam esconder sua incompetência com o apelo à divindade como cabo eleitoral, fazendo dela um ídolo da opressão.

Pela paz e pela democracia, por um Estado laico. Por uma Igreja profética e samaritana, animada pelo anúncio do profeta Amós (5.24) de que também na sociedade brasileira “haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr.”

Coordenação Nacional da PPL

Foto: charge de Latuff

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O Acampamento Sinodal da Juventude Evangélica foi realizado nos dias 16 e 17 de abril na Chácara do Lar Padilha, interior de Taquara. Organizado pelos jovens e pastores da Coordenação Sinodal da Juventude Evangélica (COSIJE), o evento reuniu grupos de várias comunidades do sínodo. O tema discutido teve como título (In)Tolerância e foi trabalhado com a assessoria do secretário adjunto para Missão e Diaconia da IECLB, Pastor Altemir Labes. Os jovens conheceram e debateram, com dinâmicas, as questões Intolerância Religiosa e Ecumenismo.

O cronograma foi bem diferenciado. Na manhã de sábado foi feito a introdução do tema com dinâmicas e os jovens foram desafiados a escrever uma carta dirigida às comunidades do Sínodo Nordeste Gaúcho. A carta, cujo texto está abaixo, teve como objetivo dar visibilidade à vontade dos jovens pela superação da intolerância religiosa.

A pastora sinodal Tânia Cristina Weimer, em sua meditação de abertura, falou sobre a importância de não vivermos isolados, em ilhas, mas convivermos uns com os outros.

À tarde, juntamente com os jovens do Lar Padilha, os participantes fizeram uma trilha de três horas, resultando em muita lama e muitos tombos. A caminhada proporcionou a oportunidade de observar melhor a natureza do local, com direito a banho de rio.

De noite, houve uma retomada ao estudo, com a apresentação de diversos casos de intolerância religiosa. O secretário adjunto, pastor Labes, também apresentou o vídeoEstado Laico: é a gente que faz, da Rede Ecumênica da Juventude (REJU). Depois de encerradas todas as atividades, os jovens reuniam-se ao redor de uma fogueira para cantar músicas e conversar.

No sábado, foi celebrado um culto, juntamente à comunidade local e, após, foi realizada uma visita ao Lar Padilha, para conhecer o local, o trabalho que é realizado lá e as situações de vulnerabilidade social vivenciadas pelas pessoas acolhidas.

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Para nos ajudar a orar, todos os anos o CMI convida um país para conduzir as meditações de toda oikouméne, conferindo à SOUC um caráter plural e multiétnico. Em 2016, nos unimos aos/às Irmãos/ãs da Letônia, uma nação com pouco mais de dois milhões de habitantes, localizada no Leste Europeu e com uma rica história de diversidade cultural e lutas por afirmação da identidade e dos direitos de seu povo. A preparação do texto se deu por uma comissão composta, majoritariamente, por católicos, luteranos, ortodoxos e batistas, reunidos em Riga, capital da Letônia.

O mais antigo batistério da Letônia remonta a São Meinhard (século XII) e hoje se situa bem no centro da catedral luterana de Riga, a capital do país. O local do batistério fala com eloquência do vínculo entre batismo e pregação, assim como do chamado a proclamar os altos feitos do Senhor, dirigidos a todos os batizados. Este chamado constitui o tema da SOUC 2016. Ele foi inspirado em dois versículos da primeira Carta de São Pedro, escolhidos, meditados e partilhados por membros de diversas Igrejas e organizações ecumênicas da Letônia.

CONHECENDO A LETÔNIA

A Letônia é como uma “ponte” entre as tradições católicas, protestantes e ortodoxas. Com mais frequência, e num número crescente de lugares, os/as cristãos/as de diferentes tradições se encontram para rezar juntos e para dar um testemunho conjunto. Esse “ecumenismo vivo” provém de experiências de cantos e orações em comum dos/ãs cristãos/ãs daquele país, que encontraram o caminho da unidade no processo de independência e redemocratização da nação, nos anos 1990.

O material para a SOUC deste ano reflete a diversidade religiosa daquele povo e seus inúmeros esforços no caminho para unidade, nos quais também está implicado o empenho pela paz e pela justiça na sociedade.

Neste sentido, a Letônia nos anima para que a Semana de Oração pela Unidade Cristã fortaleça a prece pela unidade e que ela encontre ressonância e ecoe na vida de todas as pessoas, especialmente daqueles/as que tocam o âmago da misericórdia de Deus, os/as pobres. Há muitos Irmãos/ãs nossos/as que sofrem diretamente a contradição das divisões provocadas e mantidas por uma sociedade desigual, excludente e em crescente intolerância religiosa. Que nossa oração comum seja um testemunho vivo de que o diálogo e o amor fraterno são os caminhos para a paz!

Imigração ontem e hoje: “De Perseguidos em nome da Fé a
Imigrantes” – a migração letã na Brasil

Um artigo do historiador Marcos Anderson Tedesco traz o estudo da migração de uma família de letos para o Brasil. Instalados no estado de Santa Catarina, essa migração deu-se pela perseguição religiosa no Império Russo. Muitas famílias saíram da Letônia em busca de paz, em um lugar que pudessem expressar sua confissão religiosa. O historiador ressalta que quando a Rússia conquistou a Letônia, o povo ficou submisso aos Czares. Eram desrespeitados em sua língua, religião, cultura e tradições. A liberdade religiosa era totalmente desrespeitada. Só era aceita a prática da ortodoxia russa.

As religiões como o Judaísmo, Cristianismo (catolicismo e protestantismo) e o Islã foram oprimidas. O uso da violência contra essas práticas religiosas tornou-se realidade. O interesse russo era impor uma só língua e uma só prática religiosa. As melhores oportunidades de emprego eram permitidas somente aos russos, sendo que aos outros, a possibilidade era de atividades humilhantes. Os russos se consideravam os últimos defensores da fé cristã.

No final do séc. XIX e primeira década do séc. XX muitos letões vieram para o Brasil. Estabeleceram-se no estado de Santa Catarina. A partir de 1893 foram constituídas entre Blumenau e Joinville seis colônias de imigrantes letões, batistas em sua maioria. As colônias situavam-se em Alto Guarani, conhecida como Massaranduba, Jacú-Açu, Linha Telegráfica, Bruedertal, Ponta Comprida e Zimmermann. A cidade mais antiga é Massaranduba, data de 1893, e iniciou-se com a vinda de cinco famílias de imigrantes. Era a quinta letã do Brasil. Saídos de Novgorod, dois anos após, mais treze famílias instalaram-se nessa colônia. Nesse tempo, alguns letões viviam nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Em 1900, fugidos da Rússia, chegaram ao Brasil importantes pastores batistas, entre eles Anss Araium, Jacob Inkis e Pedro Graudin.

Assinala o professor que até 1909, Pedro Graudin era pastor da Igreja Batista da localidade de Jacu-Açu (atual Guaramirim), mas sua experiência se deu quando recebeu o dom da glossolalia e de profetizar, sem saber que eram dons. O fenômeno era desconhecido pela comunidade que, assustados, proibiram a entrada do pastor no templo. O pastor então, por alguns meses, passou assistir os cultos do lado de fora do templo, com o tempo, ele foi expulso da igreja.

Mais tarde, o pastor Pedro Graudin começou a celebrar os cultos em sua casa. As pessoas começaram a participar, causando uma divisão na Igreja Batista.

Em 1931, o Pastor André Bernardino, que tinha contato com os missionários suecos e fundadores da Assembleia de Deus, Daniel Berg e Gunnar Vingren, e mais dois outros irmãos, visitaram os Graudin. Por ocasião da visita foi realizado um culto que durou quase três dias. O Pastor André Bernardino e os dois outros irmãos voltaram para Itajaí maravilhados com essa experiência. Mais tarde, o Pastor André Bernardino casou-se com a filha de Pedro, Dzidra Graudin.

Segundo relato de Dzidra Graudin, a perseguição religiosa foi a responsável pela vinda de Pedro Graudin ao Brasil. O sentimento religioso e a fé moveram essas famílias de imigrantes durante toda a vida. A fé era, portanto, fundamental em suas vidas.

Conclui o professor Marcos Anderson Tedesco, que o relato das memórias, nos faz compreender quem somos. Rememorar é encontrar o sentido e a força para continuar!

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O responsável pela comunidade franciscana de Assis, na Itália, quer reunir os líderes religiosos de todo o mundo para um encontro de reflexão e oração pela paz, entre 18 e 20 de setembro. Num comunicado publicado pela Rádio Vaticano, frei Mauro Gambetti realça que diante do atual quadro de conflito que ensombra o mundo "não se pode responder com o silêncio".

"A terceira guerra mundial já está em marcha e a Europa, ferida e desafiada no seu coração, não pode mais permanecer à parte ou como mera observadora do que acontece no Oriente Médio, na África e em outros países aparentemente distantes. Não pode sequer limitar-se a atualizar programas e convenções de acolhimento a refugiados", frisou o franciscano.

Para o frei Mauro Gambetti, chegou a hora de "governos e cidadãos tomarem uma posição: esconderem-se como ratos ou darem a cara".

O encontro pela paz em Assis vai acontecer 30 anos depois do primeiro evento do gênero, promovido pelo Papa João Paulo II por ocasião da Guerra Fria e do conflito entre os Estados Unidos da América e da então União Soviética e vai incluir "dois dias de painéis de discussão e uma jornada de oração".

"Uma oração conjunta e uma palavra unânime, fruto de uma reflexão partilhada, é a resposta que queremos suscitar", salientou o frei Mauro Gambetti, acrescentando que além dos líderes religiosos, estão também convidados "políticos, representantes da ciência e da cultura, agentes de paz e todos os homens de boa vontade".

"Juntos veremos quais são os princípios reconhecidos por todas as religiões para a paz. Qual o contributo que a política, a ciência e a cultura em geral podem propor para um futuro marcado por uma sã convivência humana", apontou o religioso.

O líder da comunidade franciscana de Assis sustentou que "diante da violência furiosa, as religiões devem dar ao mundo uma mensagem convergente" e que "a política deve fazer o esforço de traçar uma rota rumo à justiça e à paz entre os povos, combinando cada projeto com a sustentabilidade ambiental".

Que deste encontro, concluiu o frei Mauro Gambetti, possam sair "diretrizes" para uma cada vez maior "integração de culturas".

Fonte: Agência Ecclesia
Foto: Reprodução

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Cerca de 40 pessoas foram assassinadas em uma nova atrocidade por parte de uma milícia armada no Estado de Enugu (Nigéria), de acordo com relatórios locais. Segundo sites de notícias, aproximadamente 500 criadores de gado fortemente armados cercaram sete aldeias na área do Nimbo.

Dez casas foram destruídas por incêndios criminosos, carros e motos também foram destruídos, animais mortos e Igreja Internacional Cristo Santo também foi incendiada, segundo o site nigeriano de notícias 'Vanguard' relatou.

Vítima do ataque, o jovem Kingsley Ezugwu, falou à imprensa. "Eu estava saindo da casa quando ouvi um alarme da comunidade tocar. Eu estava indo com um amigo para saber qual o motivo daquele sinal. Então avistamos cerca de 40 pessoas portando armas sofisticadas e facões", relatou.

"Eles nos perseguiram, mataram o meu amigo e atiraram em mim várias vezes, mas erraram. Eles me alcançaram e me agrediram com os ​​facões, até que eu perdi a consciência".

Quando os atacantes perceberam que Kingsley ainda estava vivo, chamaram outros milicianos para acabar com ele. Mas o rapaz conseguiu se arrastar para longe e disse que recebeu a ajuda de um "bom samaritano" no hospital.

Muitos do que sobreviveram ao ataque fugiram das aldeias.

O porta-voz do governador, Rochas Okorocha, disse: "Nosso problema é que o que acontece neste país ganha uma coloração étnica, o que faz com que a solução para esse problema torne-se um pouco difícil".

De acordo com o Movimento Juvenil Igbo, mais de 700 nigerianos foram mortos nos últimos 10 meses, e o Governo Federal ainda não teria tomado medidas para deter os assassinatos.

O general Rabe Abubakar, porta-voz de defesa na Nigéria, disse ao site IBTimes que as forças de segurança estavam investigando os assassinatos. "As agências de segurança emitirão uma declaração em breve. As investigações estão em curso", disse ele.

Abukabar não conseguiu confirmar o número de mortos no mais recente ataque. Estima-se que entre 20 e 48 pessoas tenham morrido.

Com informações do Christian Today
Foto: Reuters

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