O cristianismo no Reino Unido está experimentando uma grande mudança. Enquanto igrejas mais antigas e tradicionais estão fechando as portas, grupos pentecostais e carismáticos tem visto um caminho aberto para atrair pessoas para a fé.

1887248419 hillsong church londres

Nos últimos seis anos, 168 templos da Igreja da Inglaterra (também denominada como Igreja Anglicana) fecharam as portas, junto com 500 Igrejas Metodistas e 100 Igrejas Católicas, de acordo com o site Religion News Service.

Por outro lado, para cada Igreja Anglicana foi fechada nos últimos seis anos, mais de três igrejas pentecostais tomaram seu lugar, de acordo com uma análise feita pelo jornal The Times, de Londres.

A igreja pentecostal é considerada como uma das linhas do cristianismo que mais crescem no mundo, com uma estimativa de 500 milhões de seguidores. De acordo com alguns analistas, um dos maiores atrativos dentro dessas igrejas é a atmosfera mais “animada”. A Hillsong Church de Londres, por exemplo, realiza quatro cultos todos os domingos com a participação de 8 mil pessoas no teatro Dominion.

"Parece uma balada de Deus, com canções de amor a Jesus", disse um jovem africano ao participar de um desses cultos.

"Houve uma mudança sísmica", disse Robert Beckford, professor de teologia na Canterbury Christ Church University. "O cristianismo na Grã-Bretanha se tornou muito mais etnicamente diverso, como resultado da migração da África Ocidental, Europa Oriental e, até certo ponto, da América Latina".

Com informações do Guiame.com.br
Foto: Reprodução / Hillsong Church Londres
Obs.: o título foi adaptado

15369949 6344842 o

Representantes de diferentes credos e tradições religiosas se uniram para condenar, nesta quarta-feira (7), a pauta legislativa em análise no Congresso que, segundo entendem, podem desmontar conquistas sociais consolidadas nas últimas décadas. A PEC 55/2016, a PEC do Teto de Gastos, que estabelece a variação da inflação como teto para os gastos públicos, e propostas que modificam a legislação trabalhista estiveram no centro das críticas.

Realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), com base no tema “As religiões contra as injustiças sociais”, a audiência pública serviu também para novas manifestações de repúdio à continuidade de atos de intolerância religiosa no país. O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), dirigiu os trabalhos.

Rerum Novarum

O médico Geniberto Paiva Campos, que representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), salientou que os direitos sociais são conquistas relativamente recentes. Observou que os compromissos da Igreja Católica com esses direitos tiveram como marco divisor a encíclica papal Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, de 1891. Depois, mencionou a PEC 55/2016 como um retrocesso.

— Ficamos espantados com toda essa operação de desmonte, a maneira como esse grupo, que chegou ao poder sem nenhum voto, faz uma proposta que está tentando destruir o futuro para implantar aqui as coisas do passado — disse.

Para o bispo Dom Mauricio Andrade, da Igreja Episcopal Anglicana de Brasília, não pode ser "normal e razoável" usar uma emenda constitucional para impor mudanças de natureza orçamentária. Depois, conclamou líderes e seguidores de diferentes crenças e credos para que se mantenham unidos por tudo o que o povo deseja, lutando por transformações, e não em defesa de um “evangelho de exclusividade”.

Monge Sato, do Templo Budista de Brasília, disse que o debate ocorria dentro da “forma e do espírito ecumênico”. Lamentou a informação de que, além dos projetos de terceirização e da criação do trabalho intermitente (sem jornada regular), há na agenda do Senado proposta que flexibiliza norma que impõe dispositivos de proteção em máquinas nas fábricas, para evitar acidentes. A seu ver, é um “absurdo” que, entre outros, obrigam reformar o capitalismo.

Monge

— Não podemos derrubar esse capitalismo do jeito que queríamos tempos atrás, mas temos que mudar o espírito do capital e, para isso, o Estado deve servir aos direitos humanos e sociais — afirmou.

Intolerância

Adna Santos de Araújo, a Mãe Baiana, do terreiro Ilê Oya Bagan, hoje também atuando na Fundação Cultural Palmares, falou sobre a intolerância. Ela mencionou recentes ataques a terreiros no Distrito Federal e falou da intolerância de inspiração homofóbica, inclusive da situação de um padre da Igreja Católica, de São Paulo, que segundo ela foi atacado em razão de condenar perseguições a homossexuais. Tatiane Duarte, da Rede Ecumênica da Juventude, tratou da mesma questão, dizendo que a agenda de retrocessos ameaça o Estado laico, com projetos que manietam currículos escolares.

15385375
— Isso é uma ameaça a nosso direito de existir de modo plural, é uma ameaça à laicidade do Estado e uma ameaça à própria democracia — comentou.

Participaram ainda da audiência pública o pastor Wilson Barbosa da Silva, da Assembleia de Deus de Liberdade e Vida (também membro do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro do DF) , e Losangelis Gregório, como representante da Federação Espírita do DF.

Único palestrante sem vínculos religiosos, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira, apontou as ameaças que recairiam sobre o Sistema Único de Saúde a partir da aprovação da PEC do Teto de Gastos.

Erosão

Caso a PEC do Teto de Gastos seja aprovada, afirmou Paim, haverá uma “erosão” dos direitos sociais. Segundo ele, estudos apontam que esse será o resultado da redução das despesas em termos reais, em contraste com o aumento da demanda por serviços. Disse, ainda, que a PEC altera expressamente dispositivos constitucionais que hoje garantem percentuais mínimos para saúde e educação.

— De fato, o está sendo projetado é um duto que vai tirar dinheiro de setores importantes, para canalizar recursos que vão irrigar os jardins dos privilegiados, principalmente o sistema financeiro, prejudicando investimentos ao longo de período que vai além do mandato de quem o propõe — afirmou Paim.

Com informações da Agência Senado
Fotos: Mídia Ninja
Obs.: o título foi adaptado

pec 55 protesto

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou nesta sexta-feira, 9, a proposta do governo de Michel Temer que congela por 20 anos os gastos públicos, indexando-os à inflação, a chamada PEC 55.

Em nota à imprensa, o relator especial da ONU para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alson, diz que o efeito "inevitável" da medida será o prejuízo aos mais pobres nas próximas décadas.

"Se adotada, essa emenda bloqueará gastos em níveis inadequados e rapidamente decrescentes na saúde, educação e segurança social, portanto, colocando toda uma geração futura em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais", afirma Alson.

O Relator Especial nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU recomendou ao Governo Brasileiro que garanta um debate público apropriado sobre a PEC 55, que estime seu impacto sobre os setores mais pobres da sociedade e que identifique outras alternativas para atingir os objetivos de austeridade.

"Uma coisa é certa", ele ressaltou. "É completamente inapropriado congelar somente o gasto social e atar as mãos de todos os próximos governos por outras duas décadas. Se essa emenda for adotada, colocará o Brasil em uma categoria única em matéria de retrocesso social".

O representante da ONU reitera que a PEC 55, que pode ser votada em segundo turno na próxima terça-feira, 13, é uma medida radical, desprovida de toda nuance e compaixão. "Vai atingir com mais força os brasileiros mais pobres e mais vulneráveis, aumentando os níveis de desigualdade em uma sociedade já extremamente desigual e, definitivamente, assinala que para o Brasil os direitos sociais terão muito baixa prioridade nos próximos vinte anos."

Ele acrescentou: "Isso evidentemente viola as obrigações do Brasil de acordo com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais que o pais ratificou em 1992, que veda a adoção de "medidas deliberadamente regressivas" a não ser que não exista nenhuma outra alternativa e que uma profunda consideração seja dada de modo a garantir que as medidas adotadas sejam necessárias e proporcionais."

Philip Alston apontou que, nas últimas décadas, o Brasil estabeleceu um impressionante sistema de proteção social voltado para erradicar a pobreza e o reconhecimento dos direitos à educação, saúde, trabalho e segurança social.

"Essas políticas contribuíram substancialmente para reduzir os níveis de pobreza e desigualdade no país. Seria um erro histórico atrasar o relógio nesse momento," disse ele.

O Plano Nacional de Educação no Brasil clama pelo aumento de 37 bilhões de reais anualmente para prover uma educação de qualidade para todos os estudantes, enquanto a PEC reduzirá o gasto planejado em 47 bilhões de reais nos próximos oito anos. Com mais de 3,8 milhões de crianças fora da escola, o Brasil não pode ignorar o direito deles de ir à escola, nem os direitos de todas as crianças a uma educação de qualidade.

O debate sobre a PEC 55 foi apressadamente conduzido no Congresso Nacional pelo novo Governo com a limitada participação dos grupos afetados, e sem considerar seu impacto nos direitos humanos. Um estudo recente sugere que 43% dos brasileiros não conhecem a emenda, e entre aqueles que conhecem, a maioria se opõe a ela.

O relator especial, que está em contato com o Governo Brasileiro para entender melhor o processo e a substância da emenda proposta, ressaltou que "mostrar prudência econômica e fiscal e respeitar as normas internacionais de direitos humanos não são objetivos mutuamente excludentes, já que ambos focam na importância de desenhar medidas cuidadosamente de forma a evitar ao máximo o impacto negativo sobre as pessoas."

"Efeitos diretamente negativos têm que ser equilibrados com potenciais ganhos a longo prazo, assim como esforços para proteger os mais vulneráveis e os mais pobres na sociedade", disse ele.

"Estudos econômicos internacionais, incluindo pesquisas do Fundo Monetário internacional, mostram que a consolidação fiscal tipicamente tem efeitos de curto prazo, reduzindo a renda, aumentando o desemprego e a desigualdade de renda. E a longo prazo, não existe evidência empírica que sugira que essas medidas alcançarão os objetivos sugeridos pelo Governo," salientou o relator especial.

Com informações do Brasil 247 / Valor Econômico
Foto: viomundo.com.br

lanc livro 01
 
A Rede Social de Justiça e Direitos Humanos lançou nesta terça-feira, 6 de dezembro, a 17ª edição do relatório Direitos Humanos no Brasil (clique aqui e acesse o documento em PDF), que traz 25 artigos de autores que tratam de temas como segurança pública, mineração e migração analisando a situação dos Direitos Humanos no Brasil em 2016. O lançamento do livro aconteceu no SESC Bom Retiro, no centro de São Paulo (SP).
 
Durante o lançamento, foram homenageados o povo indígena Guarani-Kaiowá, os imigrantes, a pastora luterana e atual secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, o teólogo Leonardo Boff e a educadora popular Márcia Miranda, todos por suas atuações na defesa dos direitos humanos.
 
“Foi um momento de bastante emoção e afirmação de que a luta pelos direitos humanos se torna cada vez mais necessária. Na medida em que a democracia vai sendo esvaziada, fica imprescindível afirmar os direitos humanos em sua amplitude como princípio inegociável para que as pessoas tenham a sua dignidade respeitada. Quanto à homenagem, foi uma grande surpresa ter sido escolhida. Neste sentido, compreendo que tal reconhecimento demanda de todos os homenageados um maior compromisso com a afirmação dos direitos humanos, em especial nesse momento de ruptura democrática que vivemos”, disse Romi.
 
O evento contou também com apresentações dos grupos musicais “As Despejadas”, formado por mulheres de Guarulhos (SP), e “As Cantadeiras”, formado por mulheres militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
 
lanc livro 02 
O relatório é publicado anualmente em parceria com mais de 140 entidades desde os anos 2000 e, nesta edição, a temática principal foi as consequências do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na sociedade brasileira, com análises sobre as medidas antidemocráticas propostas por Temer na área da saúde, cultura e educação.
 
Outros assuntos abordados nos artigos são a criminalização dos movimentos sociais, a repressão aos estudantes secundaristas, o crime ambiental da Samarco no Rio Doce, a situação dos imigrantes e refugiados no Brasil e a luta pela terra dos povos indígenas e das populações quilombolas.
 
Cláudia Felippe, integrante da ONG Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e uma das organizadoras do lançamento, destaca a importância da conjuntura política do país para a esta edição do Relatório. “Estamos preocupados com todas as ocorrências econômicas, sociais e culturais que ocorreram nesse último ano e que violam direitos humanos. Dessa forma, os temas deste ano foram definidos pelo nosso conselho, formado por 20 pessoas, entre advogados, professores e artistas, fazendo uma análise dessa conjuntura”, disse.
 
“Escolhemos pessoas [para homenagear] que, na nossa leitura, mostraram sinais de esperança, apesar de tudo que vem ocorrendo no país. A escolha de homenagear os povos indígenas, por exemplo, vem por tudo que eles têm passado, no último ano em especial, com mais de 30 lideranças mortas somente no estado do Mato Grosso”, continuou Cláudia.
 
Mariana
 
A presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, foi uma das autoras do relatório, responsável por um artigo que analisa a situação dos atingidos pelo crime da Samarco no Rio Doce, em Mariana (MG).
 
“Como nós enfrentamos um forte poder econômico, que é o da mineração, que também se alia a um forte poder político, porque as mineradoras financiam campanhas políticas, nossa primeira luta é contra a invisibilidade. As pessoas se comovem diante das cenas veiculadas nos grandes veículos de comunicação, mas, no dia seguinte, voltam às suas vidas. Relatar o que aconteceu neste artigo ajuda a quebrar com isso, já que os oprimidos lutam contra a permanente tentativa de invisibilidade dos opressores”, disse.
 
Cerqueira afirmou ainda que a principal recomendação do artigo é que os atingidos pelo rompimento se organizem, “outro aspecto que a mineração combateu e continua combatendo fortemente”.
 
“O Movimento dos Atingidos por Barragens [MAB] esteve presente desde o início na região e foi muito criminalizado pelo poder econômico”, exemplificou.
 
Secundaristas
 
Para a cientista política Rosemary Segurado, que escreveu um artigo sobre a repressão do governo do Estado de São Paulo contra os estudantes secundaristas para o Relatório, a escolha do tema reflete a expressão que o Movimento Secundarista adquiriu a partir de 2015.
 
“Desde as ocupações das escolas em novembro de 2015 o movimento ganhou atenção pelo uso dessa tática política e também porque conseguiu barrar o projeto de reorganização das escolas do governo estadual. Isso fez com que ele ficasse em evidência. Mas, principalmente, o fato dele ter sido brutalmente reprimido durante todo esse processo aumentou a visibilidade”.
 
No artigo, Rosemary destaca as ações realizadas pelo Comitê de Mães e Pais em Luta, criado para dar apoio aos secundaristas. “Temos feito essas denúncias para criar uma rede de proteção a esses jovens, já que, mesmo sem escolas ocupadas, a violência policial continua acontecendo. A ideia é fazer com que essa visibilidade minimamente ajude a despertar a sociedade para que a [Secretaria de] Segurança Pública repense essas práticas violentas contra estudantes”, afirmou.
 
Refugiados
 
A temática dos refugiados e as violações de direitos as quais estão sujeitos ao chegar no Brasil foi tratada em um dos artigos do relatório, de autoria do Coordenador de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Paulo Illes. “A principal vitrine dessa mudança, de 2015 para cá, foi uma maior visibilidade das populações imigrantes, que também está atrelada a construção de políticas públicas”, apontou.
 
“Não dá para negar que São Paulo foi uma das primeiras cidades a criar políticas públicas para imigrantes e, a partir do momento em que eles são incluídos em conselhos e projetos de desenvolvimento econômico, começam a participar muito mais da vida pública e da cidadania. A visibilidade na Europa é a de imigrantes sendo conduzidos para os Centros de Detenção ou deportados. Em São Paulo, ela está sendo feita de outra forma, mas isso também evidenciou algumas violações de direitos humanos”, avaliou Illes.
 
Segundo ele, a recomendação principal de seu artigo é ampliar as políticas públicas para imigrantes e refugiados e atualizar a legislação brasileira com a participação social deles.
 
“Nosso grande desafio hoje é que temos uma legislação da ditadura, o Estatuto do Estrangeiro. Em um governo progressista, talvez ela não fosse percebida, mas, em um governo conservador, nós podemos ver cada vez mais a criminalização de imigrantes em situação irregular ou que se envolvem em participação política. Precisamos superar essa legislação e colocar outra no lugar, que seja pautada por direitos humanos e permita a regularização dos imigrantes, bem como precisamos de um programa nacional de políticas públicas”, concluiu.
 
CONIC com informações da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e Brasil de Fato

A Rede Solidária para Migrantes e Refugiados (RedeMir) está reunida essa semana em Brasília em encontro anual. A proposta do encontro realizado a cada ano é apresentar e promover o intercâmbio de práticas de atuação para a superação de desafios na atenção a migrantes e refugiados e contribuir na implementação de políticas públicas de atenção a esta população.

2d2bxxy

Com o tema “Acolhida e Proteção de direitos dos Solicitantes de Refúgio, Refugiados, Migrantes e Apátridas”, os participantes do encontro deste ano pretendem debater sobre ações capazes de suprir as demandas de acolhimento e proteção àqueles que necessitam.

Durante os três dias de encontro, de 5 a 7 de dezembro, representantes de várias entidades vão refletir sobre vários temas, buscando respostas aos desafios desses novos tempos, tão marcados pela migração e pelo movimento de refugiados em todas as partes do mundo. No último dia, está prevista a ida à Câmara dos Deputados para o acompanhamento da votação do Projeto de Lei de Migrações (PL 2516/2015).

Para a diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Irmã Rosita Milesi, o encontro deste ano pretende aprofundar temas urgentes relativos à questão migratória e ao refúgio, favorecendo também o fortalecimento dos laços entre as entidades participantes. “Temos que trabalhar para a implementação de políticas e o avanço em práticas de atenção, acolhida e integração dos migrantes e refugiados em nosso País. Não pleiteamos privilégios para os refugiados e imigrantes, mas defendemos politicas específicas para essa população”, disse a Irmã Rosita Milesi.

A RedeMir considera que o debate em rede e a troca de experiências sobre migrantes e refugiados se torna mais importante a cada ano, principalmente com o aumento do fluxo migratório para o Brasil. O país tem recebido pessoas que fogem de conflitos armados, da violência, das perseguições, como tem sido o caso dos sírios, paquistaneses, afegãos, nigerianos, iraquianos, e venezuelanos, de forma mais recente.

O evento é realizado pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Setor Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com apoio do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), do Ministério da Justiça, Conselho Nacional de Imigração (CNIg), Organização Internacional para o Trabalho (OIT) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). O encontro acontecerá no Centro Cultural de Brasília SGAN – Av. L2 Norte, Quadra 601 – Módulo B – Brasília/DF.

Fonte: Canção Nova / IMDH
Foto: Reprodução

A cada 10 minutos um homem mata uma mulher que é ou foi sua companheira em algum ponto do planeta, de acordo com dados da ONU. É a intolerável ponta do iceberg da violência de gênero, uma realidade cotidiana em todo o mundo. A violência contra as mulheres, a metade da população, adquiriu dimensões de uma pandemia de efeitos devastadores, em um mundo no qual uma em cada três sofreu violência física e sexual e onde 200 milhões de garotas sofreram mutilação genital.

Lucía, de 16 anos, foi drogada e estuprada até a morte por dois homens na Argentina. A paquistanesa Qandeel, de 25 anos, foi estrangulada por seu irmão, que acreditava que a mulher, uma celebridade em seu país por publicar imagens e mensagens sugestivas nas redes sociais, era uma desonra à família. A espanhola Juani foi assassinada por seu marido a machadadas apesar de ter uma ação de afastamento contra ele. São somente três dos rostos da violência contra a mulher em 2016. Um problema global e multiforme que não é só uma grave violação dos direitos humanos, mas também um importante problema de saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde.

noticia normal recorte1

Apesar da sequência de casos e dos números – 50.000 assassinatos de mulheres por seus companheiros e ex-companheiros, de acordo com o último relatório do escritório das Nações Unidas contra a droga e o crime –, ainda existem países, como a Rússia, o Irã e o Egito, que não têm leis específicas para combater o problema. E na maior parte do mundo, a violência de gênero, em todas as suas variáveis, é considerado algo que elas não devem mencionar e resolver dentro de casa. Em 32 países, os estupradores não são julgados se, por exemplo, são casados com a agredida ou se depois se casam com ela.

E apesar do casamento infantil ser considerado uma das formas de violência contra a mulher, explica Juncal Plazaola, especialista em políticas de eliminação da violência da ONU Mulheres, esse continua sendo um fato amplamente vigente em mais da metade dos países do mundo e alguns, como a Turquia, debatem reduzir a idade de consentimento sexual para 12 anos. É difícil dar um número das meninas-noivas, mas de acordo com a ONU, mais de 700 milhões de mulheres que vivem hoje em dia se casaram sendo crianças. Meninas que normalmente deixaram de estudar e têm um risco muito maior de sofrer violência por parte de seu companheiro, segundo diversos estudos.

Em outros lugares, como o Egito e o Sudão, país onde a ocorrência da barbárie da mutilação genital feminina é de 98%, a maioria da população continua considerando essa prática parte de uma tradição que não possui razões para ser combatida.

O assédio – sofrido por 43% das europeias –, a ablação, o tráfico de mulheres, a violência sexual são a expressão extrema da desigualdade. “Estamos falando de um problema gravíssimo e mundial, que tem suas raízes nos pensamentos e comportamentos machistas”, diz o forense Miguel Lorente, diretor da unidade de Igualdade da Universidade de Granada.

Na América Latina e no Caribe, por exemplo, onde somente nos últimos anos as leis contra o feminicídio começaram a avançar, os números são aterradores. Em seus 25 países, ocorrem quase 2.100 assassinatos de mulheres por ano por motivo de gênero, pelo menos 12 por dia, de acordo com os últimos dados (de outubro) da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

16 Dias de Ativismo

Todos os anos, entidades organizam a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Essa mobilização tem adesão de diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Com informações do El País
Foto: Oswaldo Rivas (REUTERS)

ipu logo 2016

PRONUNCIAMENTO DO CONSELHO COORDENADOR
DA IGREJA PRESBITERIANA UNIDA DO BRASIL
SOBRE O MOMENTO SOCIOPOLÍTICO
E ECONÔMICO DO BRASIL

Vosso ouro e vossa prata, todos estão oxidados.
E a ferrugem deles testemunhará contra vós e,
assim como o fogo, vos devorará a carne. Tendes
acumulado bens demais nestes últimos tempos” Tiago 5.3

A injustiça é contra Deus e a vil miséria insulta os Céus
Rev. João Dias de Araújo

O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – CC-IPU, tendo em vista o quadro de agravamento das condições macroeconômicas do Brasil, o esfacelamento das contas públicas, a crise política e os consequentes impactos sobre as camadas mais fragilizadas de nossa sociedade, no cumprimento de seu dever profético e exercício da fé cristã, faz o seguinte

PRONUNCIAMENTO:

1 – O atual quadro de agravamento da situação econômica do Brasil, em que pesem as condicionantes externas, é também fruto do desarranjo político do país, derivado da corrupção de agentes privados e de políticos em função estratégica de governo, bem como de gestões desastrosas das contas públicas nos três níveis de governo - federal, estadual e municipal - e nas demais esferas de poder - Legislativo, Executivo e Judiciário - cujas consequências afetam, diretamente, as camadas mais frágeis da sociedade e produziram, nos últimos 2 anos, cerca de 12 milhões de desempregados e subempregados e têm gerado grande clima de tensão e instabilidade social;

2 – O CC-IPU vê com muita cautela e reticência a velocidade com a qual o governo federal e o Poder Legislativo estão dando à PEC 55/16 do Senado Federal, denominada Novo Regime Fiscal, para que seja aprovada, sem privilegiar um profundo debate com a sociedade, que restará severamente penalizada, caso seja aprovada no seu texto original;

3 – O CC-IPU entende que o equilíbrio fiscal das contas públicas deve ser buscado, pois é essencial em qualquer dimensão da vida humana, seja no ambiente familiar, empresarial ou no governo, mas esse equilíbrio não deve se dar somente através do controle de gastos, como o pretende a PEC 55/16, mas também no aumento de receitas tributárias decorrente de amplo esforço de combate à sonegação, aumento da tributação sobre a renda e o patrimônio dos grandes grupos econômicos e financeiros, e revisão e extinção dos diversos benefícios fiscais concedidos de maneira desordenada;

4 – É incompreensível que neste cenário de recessão por que passa nosso país, com queda do PIB em 3,8% (2015), falência de empresas e desemprego acima de 10%, somente os três maiores bancos privados do Brasil tenham tido lucros acima de R$ 50 bilhões no ano de 2015;

5 – O congelamento do orçamento fiscal do país nos próximos 20 anos, como proposto pela PEC 55/16, ensejará, de imediato, crise maior no nosso já combalido Sistema Único de Saúde – SUS, cuja penúria se agravará com a entrada de novos brasileiros para o sistema, consequência do crescimento populacional e do ingresso de cerca de 5 milhões de brasileiros que perderam o acesso aos planos de saúde privados em consequência da crise econômica e do desemprego;

6 – O congelamento do orçamento fiscal do país nos próximos 20 anos, como proposto pela PEC 55/16, ensejará, de imediato, também, redução dos investimentos em Educação, atividade essencial para o país superar a pobreza e o subdesenvolvimento, e impedirá que milhões de jovens pobres tenham acesso a ensino público gratuito e de qualidade;

7 – A reforma do sistema político é necessária, porque o nosso atual sistema político é indutor e retroalimentador da corrupção, esse mal endêmico que reside nas diversas esferas de governo e de poder.

8 – A aprovação do texto original da PEC 55/16, juntamente com as reformas previdenciária e trabalhista a serem enviadas ao Congresso Nacional, poderão significar a imposição aos trabalhadores, às camadas mais vulneráveis da sociedade, do pagamento do rombo das contas públicas e da precarização das condições de trabalho.

O CC-IPU conclama o povo de Deus que se reúne na IPU, para se colocar, permanentemente, em oração pela nossa pátria, por nosso povo e para que Deus dê lucidez e espírito de justiça a nossos governantes, para que possamos ter um país livre de miséria, de preconceitos e de injustiça.

Presb. Wertson Brasil de Souza
Moderador do CC-IPU

Presb. Antônio Santos Pereira
Vice-Moderador do CC-IPU

Presb. Sérgio Augusto Miranda de Souza
1º Secretário do CC-IPU

Presb. Wilson Tadeu de Carvalho Eccard
2º Secretário do CC-IPU

Presb. Davi Freitas Natal
Tesoureiro

pec 55 audiencia publica

Uma gente que ri quando deve chorar”. Esse trecho da canção Maria, Maria, de Milton Nascimento, talvez reflita o momento pelo qual a nação brasileira passa. Após a ruptura democrática vivida pelo Brasil com a derrubada da presidente Dilma Rousseff, uma agenda neoliberal financeira (que favorecerá a elite econômica integrada por banqueiros, ruralistas, especuladores da bolsa de valores, agronegocistas, mineradoras, entre outras, em detrimento das pessoas trabalhadoras mais pobres) tem ganhado cada vez mais espaço no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto.

Em face desse cenário complexo, que aponta para o desmonte do Estado Democrático de Direito, em especial na saúde, na educação e na segurança pública, o CONIC, em conjunto com a Comissão Brasileira de Justiça e Paz e com apoio da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno, Federação Espírita do Distrito Federal e Santuário dos Pajés Tapuia - Reserva Indígena Bananal Noroeste, organiza, para o dia 7 de dezembro, às 09h00, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Senado Federal, Plenário nº 6, Ala Senador Nilo Coelho, Audiência Pública com o tema:

“Religiões Contra a Injustiça Social - PEC 55”

Para mais informações, ligue: 61-3321-4034.

As experiências religiosas e espirituais ativam os sistemas de recompensa do cérebro, assim como acontece com o amor, o sexo, o jogo, as drogas, a música e outras atividades ligadas ao prazer. A conclusão é de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e publicado nessa terça-feira, 29, na revista Social Neuroscience.
 
faith and addiction
 
Os cientistas usaram exames de imagem por ressonância magnética funcional (IRMf) para identificar as redes cerebrais envolvidas com a representação de sentimentos espirituais em um grupo de jovens mórmons.
 
Os 19 participantes - 12 homens e 7 mulheres - foram submetidos aos exames enquanto eram estimulados, por meio de vídeos e frases de líderes religiosos, a experimentar um intenso sentimento espiritual.
 
A atividade cerebral registrada pelos exames, segundo os autores do estudo, mostrou que "poderosos sentimentos espirituais estão claramente associados à ativação do núcleo accumbens, uma região do cérebro que tem papel fundamental no sistema de recompensas, cuja função é receber e propagar pelo organismo os estímulos de prazer".

Fonte: O Estado de S. Paulo
Imagem: Reprodução QuitDay.org

Em meio a manifestações contrárias do lado de fora do Congresso e discussões entre os parlamentares, o plenário do Senado aprovou, por 61 votos a favor e 14 contrários, na noite desta terça-feira 29 a Proposta de Emenda à Constituição 55 (PEC 55), que congela os investimentos em áreas como saúde e educação pelos próximos 20 anos.

protesto contra a pec 55

Agora, a proposta segue para análise em segundo turno, marcada para acontecer no dia 13 de dezembro. A PEC 55, que tramitou na Câmara dos Deputados com o nome de PEC 241, foi enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer no primeiro semestre.

A proposta já foi aprovada em dois turnos pelos deputados, mas, como se trata de uma mudança no texto constitucional, a aprovação no Senado precisa ter o apoio de três quintos dos senadores (49 de 81), nos dois turnos, para virar lei.

O resultado mais importante da aprovação definitiva da proposta será uma redução significativa nos gastos com educação e saúde, os únicos da proposta que exigem uma mudança da Constituição. Haverá grande impacto sobre a parcela mais pobre da população e estímulo aos negócios privados nas duas áreas.

Após a leitura do relatório sobre a PEC, realizada pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), houve discussões entre Renan Calheiros e a bancada de senadores do PT a respeito do adiamento da votação e da ausência de manifestantes nas galerias do Senado. Calheiros manteve a votação, justificando que ela havia sido acordada anteriormente entre os parlamentares.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) defendeu a aprovação da medida, afirmando que "saúde e educação não têm teto, têm piso" e que "priorizará as áreas que precisam ser priorizadas" no Orçamento.

Ainda no início da tarde, os parlamentares fizeram ponderações favoráveis e contrárias sobre a proposta.

Para a senadora Fatima Bezerra (PT-RN), a PEC é mais um passo para tornar nulos os direitos sociais previstos na Constituição de 1988. Na avaliação da senadora, que manifestou-se antes do início da votação, com menos investimentos em saúde e educação, a população pobre será a mais afetada.

"Serão atingidos quem? Saúde, educação, ciência, tecnologia, agricultura familiar, Previdência. A reforma da previdência é tão, tão, tão urgente assim? Não, não é. É porque é de lá que querem tirar o dinheiro para viabilizar o desastre que é a PEC 55", declarou o senador Paulo Paim (PT-RS).

Aliado do governo Temer, Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que a PEC 55 não era uma medida dura, mas, sim, "adequada" para o momento do País.

"Por que esse alarde todo? Nós vamos conter os gastos. Eu sei que o PT sempre foi a política perdulária. Achar que pode gastar dentro de uma visão de poder, de projeto de poder, não do bem-estar dos cidadãos. Essa é a grande verdade. A medida é dura? Não. Ela é exatamente adequada para o momento", afirmou.

Manifestações em frente ao Congresso

Contrários à proposta, movimentos sociais e estudantes marcharam em Brasília, em frente ao Congresso, em protesto à aprovação. Por volta das 17h30, quando iniciou-se as discussões sobre a PEC, o gramado do Congresso virou um campo de batalha entre os manifestantes e a Polícia Legislativa.

Houve tumulto e correria generalizada quando a polícia começou a jogar centenas de bombas de gás e spray de pimenta nos manifestantes. Relatos contam que muitos passaram mal por causa dos efeitos do gás.

Alguns participantes do protesto teriam arremessado pedras e colocado fogo no gramado em frente às casas legislativas e dois carros também foram virados.

Contrários à proposta, movimentos sociais e estudantes marcharam em Brasília, em frente ao Congresso, em protesto à aprovação. Por volta das 17h30, quando iniciou-se as discussões sobre a PEC, o gramado do Congresso virou um campo de batalha entre os manifestantes e a Polícia Legislativa.

Houve tumulto e correria generalizada quando a polícia começou a jogar centenas de bombas de gás e spray de pimenta nos manifestantes. Relatos contam que muitos passaram mal por causa dos efeitos do gás.

Alguns participantes do protesto teriam arremessado pedras e colocado fogo no gramado em frente às casas legislativas e dois carros também foram virados.

A Polícia Legislativa estimou o número de manifestantes entre 20 e 30 mil. Já a PM do Distrito Federal calculou que 10 mil participaram do protesto.

A sessão, que iniciou as discussões sobre a PEC 55 por volta das 17h, chegou a ser paralisada brevemente por gritos de uma manifestantes contrária à PEC 55. A transmissão da TV Senado também foi suspensa. Por conta desta manifestação, Renan Calheiros não permitiu a presença de manifestantes nas galerias, o que foi criticado por alguns senadores da oposição.

Homenagens à Chapecoense

Mesmo diante da onda de escândalos da última semana, envolvendo Michel Temer e figuras do alto escalão do governo, e do acidente aéreo que vitimou 75 pessoas na madrugada desta terça 29, entre jogadores da Chapecoense, comissão técnica e jornalistas, a votação no Senado foi mantida.

Por conta da urgência da pauta, senadores de Santa Catarina optaram por viajar para homenagear o time de Chapecó (SC) apenas após a votação. Ao lado de outros senadores, eles manifestaram pesar pela tragédia.

Ao abrir a sessão, o senador Jorge Viana (PT-AC) pediu um minuto de silêncio.

"O Brasil inteiro sente essa tragédia. E nós aqui, no Senado Federal, não poderíamos iniciar os trabalho sem fazer essa homenagem às vítimas", disse o senador.

Fonte: Carta Capital
Foto: Reprodução