Os 33,2 milhões de hectares de lavouras de soja que se espalham pela região Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste do Brasil poderiam preencher quase que toda uma Alemanha (35,7 milhões de hectares). Ou ocupar 11 vezes a da área da Bélgica, país que abriga a sede da Comunidade Europeia. A comparação ajuda a dar uma ideia da dimensão territorial dessa monocultura que consome sozinha 52% de todo o agrotóxico vendido no país que é campeão no uso desses produtos.
 
A cana de açúcar, por sua vez, embora responda por 10% dos venenos utilizados e ocupe menos de um terço da área da soja, tende a aumentar suas lavouras, que avançam por diversas regiões. Em todo o território de Portugal (9,2 milhões de hectares) já não caberiam os 10,5 milhões de hectares de cana hoje espalhados pelo Brasil.
 
E com novas plantas geneticamente modificadas em fase de avaliação para liberação, a tendência é que nos próximos anos os agroquímicos sejam ainda mais usados, multiplicando a incidência de casos de câncer, malformações, intoxicações e mortes.
 
Os dados alarmantes constam do atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia (clique aqui para acessar), lançado nesta segunda-feira (27) pela professora Larissa Mies Bombardi, pesquisadora do Laboratório de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP).
 
No lançamento, uma mesa de debate com o defensor público Marcelo Carneiro Novaes, da 1ª Defensoria Pública de Santo André – Regional do Grande ABC, coordenador adjunto do Fórum Paulista contra os Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos, a médica Telma Nery, que coordena grupo de trabalho no mesmo fórum, a professora Marta Inês Marques, do Departamento de Geografia da USP, e o assessor de Meio Ambiente da CUT São Paulo Marco Antonio Dalama.
 
Atlas
 
Em 290 páginas, Larissa escancara a miséria socioambiental que toma conta do Brasil. No atlas propriamente dito há mapas por regiões, estados e municípios relacionados a intoxicações conforme diversas variáveis, como sexo, circunstância da contaminação, faixa etária, grupos étnico-raciais e locais de exposição.
 
O estudo demonstra com a realidade de comunidades indígenas contaminadas pelo agronegócio que avança sobre seus territórios, de mulheres que adoecem por trabalhar na colheita de frutas às margens irrigadas do São Francisco, na Região Nordeste. Ou mesmo de bebês intoxicados bem antes de completar 1 ano de vida.
 
Por meio de infográficos, é possível, por exemplo, ter uma noção do tamanho do problema ao comparar áreas ocupadas por culturas banhadas em agroquímicos, muitos banidos e proibidos no exterior, com as dimensões de  países da União Europeia, onde a população cada vez mais rejeita esses produtos – e governos, como o da França, pretendem adotar medidas cada vez mais restritivas e reduzir a quantidade de venenos permitidos.
 
Enquanto os países da União Europeia permitem até 0,1 micrograma de glifosato por litro de água, o Brasil permite 500 microgramas – 5 mil vezes mais.
 
"O alimento perdeu o sentido de alimento e a terra está sendo violentada para a produção de commodities para exportação, até ser exaurida, perdendo sua fertilidade", disse Larissa, durante apresentação do atlas, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. 
 
De acordo com a professora, que já havia lançado uma versão preliminar dos mapas, em 2016, a obra tem como pano de fundo a questão agrária, intocada mesmo nos governos de Lula e Dilma Rousseff.
 
"Dos trabalhadores em situação de trabalho análogo ao de escravo, 70% estão na agricultura, o mesmo setor que consome 70% da água, envenena o meio ambiente e que deixa 1 milhão de pessoas intoxicadas, matando uma a cada dois dias. Trata-se de uma forma silenciosa de violência no campo."
 
Fonte: Rede Brasil Atual
Foto: CC / WIKIMEDIA
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O Papa Francisco encontrou-se, nesta quarta-feira (29/11), no Kaba Aye Center, em Yangun, com o Conselho Supremo Sangha dos Monges Budistas (Comissão Estatal Sangha Maha Nayaka), órgão mais elevado do budismo birmanês.
 
O Kaba Aye Center é um dos mais venerados templos budistas do Sudeste Asiático, local símbolo do budismo Theravada.
 
Em seu discurso, o Papa agradeceu à referida Comissão pelos esforços na organização de sua visita ali. Este comitê é formado por 47 monges budistas nomeados pelo Ministério dos Assuntos Religiosos para um mandato de cinco anos, com a renovação de um terço dos membros a cada três anos. Foi instituído, em 1980, para regular o Sangha, clero budista, em Mianmar, certificar o respeito do Vinaya, regra conduzida pelos monges Theravada, e a exclusão de seu envolvimento nos assuntos seculares.
 
“O nosso encontro é uma ocasião importante para renovar e fortalecer os laços de amizade e respeito entre budistas e católicos. É também uma oportunidade para afirmar o nosso compromisso pela paz, o respeito pela dignidade humana e a justiça para todo o homem e mulher. E não é só em Mianmar, mas em todo o mundo, que as pessoas precisam deste testemunho comum dos líderes religiosos. Com efeito, quando falamos numa só voz afirmando o valor perene da justiça, da paz e da dignidade fundamental de todo ser humano, oferecemos uma palavra de esperança. Ajudamos os budistas, os católicos e todas as pessoas a lutarem por uma maior harmonia em  suas comunidades.” 
 
Segundo o Papa, em toda fase, “a humanidade experimenta injustiças, momentos de conflito e desigualdade entre as pessoas. No nosso tempo, porém, estas dificuldades parecem ser particularmente graves. Embora a sociedade tenha conseguido um grande progresso tecnológico e, em todo o mundo, as pessoas estejam cada vez mais conscientes da sua humanidade e destino comuns, as feridas dos conflitos, da pobreza e da opressão persistem e criam novas divisões. Nunca devemos nos resignar diante desses desafios.”
 
O Papa manifestou a sua estima por todos aqueles que, em  Mianmar, vivem segundo as tradições religiosas do Budismo. “Através dos ensinamentos de Buda e do testemunho zeloso de tantos monges e monjas, o povo desta terra foi formado nos valores da paciência, tolerância e respeito pela vida, bem como numa espiritualidade solícita e profundamente respeitadora do meio ambiente. Estes valores são essenciais para um desenvolvimento integral da sociedade, começando pela família para depois se estender à rede de relações que nos põem em estreita conexão – relações essas arraigadas na cultura, na pertença étnica e nacional, e, em última análise, na pertença à humanidade comum. Numa verdadeira cultura do encontro, estes valores podem fortalecer as nossas comunidades e ajudar o conjunto da sociedade a irradiar a tão necessária luz.”
 
“O grande desafio dos nossos dias é ajudar as pessoas a abrir-se ao transcendente; ser capazes de olhar-se dentro em profundidade, conhecendo-se de tal modo a si mesmas que sintam a sua interconexão com todas as pessoas; dar-se conta de que não podemos permanecer isolados uns dos outros. Se devemos estar unidos, como é nosso propósito, ocorre superar todas as formas de incompreensão, intolerância, preconceito e ódio.” 
 
A esse propósito, o Papa citou as palavras de Buda: «Vence o rancor com o não-rancor, vence o malvado com a bondade, vence o avarento com a generosidade, vence o mentiroso com a verdade», e de São Francisco de Assis: «Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio que eu leve o amor, onde houver ofensa que eu leve o perdão, (...) onde houver trevas que eu leve a luz, e onde houver tristeza que eu leve a alegria».
 
“Que esta Sabedoria continue inspirando todos os esforços para promover a paciência, a compreensão e curar as feridas dos conflitos que, ao longo dos anos, dividiram pessoas de diferentes culturas, etnias e convicções religiosas. Tais esforços não são uma prerrogativa apenas de líderes religiosos, nem são de competência exclusiva do Estado, mas de toda a sociedade. Todos aqueles que estão presentes na comunidade devem partilhar o trabalho de superar o conflito e a injustiça.” 
 
Segundo Francisco, “é responsabilidade particular dos líderes civis e religiosos garantir que cada voz seja ouvida, de tal modo que os desafios e as necessidades deste momento possam ser claramente compreendidos e confrontados num espírito de imparcialidade e solidariedade recíproca”. 
 
A este propósito, o Papa congratulou-se com o trabalho que a Panglong Peace Conference que está fazendo, “e reza por aqueles que guiam este esforço para que possam promover uma participação cada vez maior de todos os que vivem no Mianmar. Isto contribuirá certamente para o compromisso de promover a paz, a segurança e uma prosperidade que seja inclusiva de todos”.
 
Segundo o Pontífice, para que estes esforços produzam frutos duradouros, tornar-se necessária uma maior colaboração entre os líderes religiosos. A este respeito, o Papa manifestou a disponibilidade da Igreja Católica.
 
“As oportunidades de encontro e diálogo entre os líderes religiosos são um elemento importante na promoção da justiça e da paz em Mianmar. Bem sei que, em abril passado, a Conferência dos Bispos Católicos organizou um encontro de dois dias sobre a paz, em que participaram os chefes de diferentes comunidades religiosas, juntamente com embaixadores e representantes de agências não-governamentais. Devendo aprofundar o nosso conhecimento mútuo e afirmar a nossa interligação e destino comum, são essenciais tais encontros. A verdadeira justiça e a paz duradoura só podem ser alcançadas, quando forem garantidas a todos.”
 
“Queridos amigos, possam budistas e católicos caminharem juntos por esta senda de cura e trabalhar lado a lado pelo bem de cada habitante desta terra. Nas Escrituras cristãs, o Apóstolo Paulo desafia os seus ouvintes a alegrar-se com os que estão alegres, a chorar com os que choram, carregando humildemente os pesos uns dos outros. Em nome dos meus irmãos e irmãs católicos, expresso a nossa disponibilidade para continuar caminhando com vocês e a espalhar sementes de paz e de cura, de compaixão e de esperança nesta terra.”
 
Fonte: Rádio Vaticano
Foto: Reprodução
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A descoberta de vestígios arqueológicos de uma igreja cristã na cidade israelense de Ashdod trouxe maiores detalhes a respeito dos séculos de dominação do Império Romano sobre os territórios que atualmente compreendem Palestina e Israel. De acordo com os especialistas, esse monastério estaria localizado em Azotus Paralios, uma antiga cidade do período bizantino cuja localização ainda era desconhecida pelos arqueólogos contemporâneos.
 
Para desvendar o mistério de Azotus Paralios, pesquisadores da universidade israelense de Tel Aviv contaram com a ajudinha de um mosaico localizado no monastério, que tinha uma inscrição em grego: "Pela graça de Deus, esse trabalho foi realizado sob as ordens de Procopius, nosso mais santo e mais sagrado bispo, no mês Dios da terceira indicação, ano 292".
 
Ao realizar uma investigação dos registros históricos disponíveis da época, os arqueólogos concluíram que a data da inscrição pertencia ao Calendário Georgiano, um sistema de contagem do tempo que não é mais utilizado e fora introduzido por igrejas cristãs do Oriente que tinham influência no Império Bizantino. Leah Di Segni, da Universidade Hebraica, afirma que o ano da inscrição do mosaico corresponderia ao ano 539 de nossa era. 
 
Os registros históricos indicam que a cidade de Azotus Paralios tinha grande importância aos bizantinos, já que estava localizada próxima à uma área costeira do território palestino. Alguns grupos de georgianos, que viviam no sudeste da Europa e eram em sua maioria cristãos, passaram a habitar essa região: o princípe georgiano Pedro, o Ibérico, teria vivido seus últimos anos na cidade. 
 
Os pesquisadores acreditam que outros vestígios de Azotus Paralios estão localizados sob Ashdod — a cidade israelense ambém abriga o sítio arqueológico de Ashdod-Yam, com registros de ocupação que datam de mais de 3 mil anos. 
 
No ano de 293, sob ordens do imperador romano Diocleciano, o Império Romano foi dividido em diferentes regiões administrativas: com o gradual declínio econômico e político, o imperador Constantino elegeu a cidade de Bizâncio (que depois receberia o nome de Constantinopla) como nova capital do Império. Mesmo após a queda romana no Ocidente, em 476, o Império Bizantino continuou existindo até 1453, quando os turcos otomanos tomaram a cidade de Constantinopla. 
 
Fonte: Galileu
Foto: ISRAEL ANTIQUITIES AUTHORITY
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O cristianismo chegou ao Egito com Marcos Evangelista que, segundo a tradição, foi o primeiro Patriarca de Alexandria. Cópias do Novo Testamento e fragmentos do Evangelho de João em língua copta – que remontam ao século II – testemunham que a religião se difundiu rapidamente na região.
 
Nos primeiros cinco séculos da era cristã, a Igreja Copta deu uma contribuição notável ao crescimento do cristianismo, graças aos seus escritores, exegetas, filósofos e aos seus Patriarcas, Confessores e Doutores da Igreja, como Atanásio, Teófilo, Cirilo.
 
Em Alexandria – que após Roma tornou-se a segunda sede em ordem de importância – foi fundada aquela que é considerada a primeira Escola de Catequese da cristandade (190 d.C.) e que teve mestres como Atenágoras, Clemente, Dídimo, Orígenes e ilustres visitantes como São Jerônimo, por exemplo. Nela, era ensinada não somente teologia, mas também ciências, matemática e letras.
 
A Escola de Alexandria – copta-ortodoxa – foi refundada em 1893 e atualmente tem campus universitário também no exterior, onde é ensinado, entre outros, Teologia, História, Línguas, Música, Iconografia, etc.
 
Monaquismo
 
No século IV, no deserto egípcio, começou a difundir-se o monaquismo, que contribuiu para plasmar a Igreja local. Muitos dos primeiros monges morreram mártires. Entre os Padres do Deserto figuram Santo Antônio – o primeiro monge; São Pacômio; São Paulo – o primeiro anacoreta; São Macário, o Grande; São Moisés, o Negro e São Mina.
 
Concílio de Calcedônia
 
No século V a Igreja Copta separou-se – ao lado de outras Igrejas Orientais – da Igreja Latina e Grega, por ter rejeitado as conclusões do Concílio de Calcedônia, convocado em 451, e no qual foi condenado o monofisismo – a doutrina que reconhecia em Cristo uma só natureza, a divina, negando a humana.
 
Não se pode esquecer o contexto político da época, com a disputa surgida entre duas capitais do Império Romano do Oriente: Alexandria – centro do pensamento teológico e filosófico – e Constantinopla, centro do poder político. O contraste entre as duas culturas e entre os dois nacionalismos – o copta e o bizantino – transformou-se em rivalidade entre as duas metrópoles eclesiásticas.
 
Seguiu-se uma divisão no Patriarcado de Alexandria: a maioria “anticalcedoniana” seguiu o Patriarca Dióscoro e rejeitou as conclusões do Concílio de Calcedônia e a submissão à autoridade do Imperador bizantino, enquanto uma minoria de fiéis “calcedonianos”, proclamaram a aceitação das resoluções e da autoridade do rei e por isto foram chamados de “malaquitas” ou “melquitas” (fiéis ao rei). Os primeiros, deram origem à atual Igreja Copta Ortodoxa.
 
Conquista árabe
 
Com a divisão, seguiram-se diversas tentativas de acordo, mas também de violência de ambas as partes, até a ocupação do Egito por parte de Bizâncio. Neste contexto acontece a conquista árabe, em 641 d.C., acolhida inicialmente com alívio pelos coptas.
 
Em um primeiro momento, os cristãos foram tolerados pelos novos ocupantes, mas progressivamente passou a ser aplicada a Shari’a, a lei islâmica, que impôs a proibição de construção de novas igrejas e a reforma das existentes, além de rígidas regras a respeito das vestes e uma taxa especial aos não-muçulmanos, a “gìzia” (que vigorou até o final do século XIX).
 
Além da violenta repressão, foi aplicada uma sistemática discriminação “legal”, que levou um número crescente de coptas a converterem-se à religião islâmica. Já no século IX, os cristãos não representavam mais a maioria dos egípcios.
 
A época da dominação dos mamelucos (XIII – XVI) foi muito dura para a Igreja Copta, como o foi o sucessivo período otomano. No início do século XIX, esta comunidade cristã chegou a um mínimo histórico: cerca de 100 mil fiéis.
 
Em 1805, Muhamad ‘Alì, comandante albanês, foi enviado pelos Otomanos para “normalizar” o Egito, transformando-o em uma potência regional, em troca de pesados tributos. Neste novo clima de relativa liberdade e bem-estar, a população egípcia aumentou, e com ela, o número de coptas.
 
Franciscanos
 
No século XIII, o cuidado pastoral para com os católicos europeus estabelecidos no Egito foi confiado aos Franciscanos da Terra Santa, que visitavam o país uma vez ao ano.
 
A primeira presença franciscana remonta, de fato, a 1212, data da visita de São Francisco. O fato é confirmado por um escrito do Bispo de São João do Acre, mais tarde Cardeal Tiago de Vitry, que encontro o “Pobrezinho de Assis” em Damieta no Egito.
 
Igreja Copta-católica
 
Em 1666, a Ordem Franciscana que havia fundado uma missão no Cairo em 1630 – seguida em 1675 pelos jesuítas – estabeleceu-se no país. Deve-se à pregação dos frades franciscanos o surgimento da primeira comunidade copta-católica, isto no século XVIII.
 
Criação do Patriarcado
 
Em 1741, o Papa Bento XVI nomeou o Bispo copta de Jerusalém Atanásio como Vigário Apostólico para os Coptas do Egito. Em 1824 a Santa Sé criou um Patriarcado para os católicos coptas, que porém, existiu somente no papel. Ele foi restabelecido em 1895 pelo Papa Leão XIII com a Carta Apostólica “Christi Domini”.
 
No início do século XIX, o número dos católicos coptas começou a crescer, até tornar-se a principal comunidade católica no Egito.
 
Cristãos no Egito hoje
 
A maioria dos cristãos no Egito são coptas, sendo difícil estabelecer com precisão os números reais, visto variarem segundo a fonte. Estimativas mais confiáveis falam de cerca de 9 milhões de fiéis, cerca de 10% da população, dentre os quais, de 150 a 200 mil são coptas-católicos e cerca de 100 mil coptas-evangélicos.
 
Fonte: Rádio Vaticano
Foto: AP/FOTOLINK
 
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O Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) realiza, de de 9 a 17 de janeiro de 2018, a 31º edição do Curso de Verão. "ÉTICA E PARTICIPAÇÃO POPULAR NA POLÍTICA A SERVIÇO DO BEM COMUM" será a temática do Curso de Verão, onde se buscará:
 
– compreender o momento atual;
– resgatar os pilares do exercício da política;
– motivar a participação popular e sua organização, a serviço do bem comum;
– articular fé e política;
– cobrar o agir ético de todos os atores públicos,
– descortinar um horizonte de esperança.
 
Contextualização
 
A vida política do Brasil saiu de aparente apatia com as manifestações de rua, em julho de 2013. Foram seguidas pelos confrontos pró e contra o impeachment presidencial, pela ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas e o surgimento de novos movimentos e partidos políticos.
 
A grande mídia teve decisiva influência no aprofundamento de um clima de acirramento das posições políticas e de intolerância nos debates. Deu apoio ao golpe parlamentar e respalda a repressão aos movimentos sociais e retrocessos nos direitos e conquistas sociais. Está sendo, porém, confrontada por toda uma mídia alternativa e por denúncias e mobilizações nas redes digitais.
 
Com a operação Lava Jato o Judiciário pareceu acordar de sua lentidão. O combate à corrupção no sistema político ganhou força e apoio na sociedade, levando ao banco dos réus o conluio criminoso entre políticos, partidos e empresários. A Lava Jato, por sua vez, recebe críticas pelo atropelo das garantias constitucionais dos acusados, cerceamento da defesa, espetacularização das investigações, vazamento seletivo das delações premiadas e politização partidária de membros do ministério público e do judiciário.
 
A privatização da esfera pública e a busca por parte dos políticos e funcionários de vantagens e privilégios para si, seus familiares e clientela transformou boa parte da vida política num sistema de troca de favores alimentado por privilégios e corrupção. Com isso, a avaliação do parlamento e dos políticos em geral caiu a nível tão baixo que abriu caminho para a desqualificação do exercício da política e do regime democrático, com vozes não tão isoladas, clamando por ditadura e retorno dos militares ao poder.
 
Nas últimas eleições municipais, o elevado índice de abstenções e de votos brancos e nulos superou, em muitos lugares, o número  de votos dados aos candidatos eleitos, revelando perigoso desencanto com a política e levando à fragilização dos mandatos de prefeitos e vereadores.
 
Se de um lado, muitos jovens assumiram suas responsabilidades na esfera pública; de outro, muitas pessoas, decepcionadas, não se veem mais como cidadãos e cidadãs atuantes, mas apenas como consumidores avessos à vida política.
 
Você e sua comunidade, grupo ou pastoral estão convidados a entrar no mutirão para a reconstrução da política como serviço ao bem comum.
 
O Curso de Verão: popular, ecumênico e realizado em mutirão
 
Tem caráter nacional e é organizado para um grande número de participantes.
 
Oferece, ao mesmo tempo, conteúdos para um significativo número de pessoas e atenção a cada cursista que é acolhido em grupos menores, dentro da metodologia da educação popular, que combina reflexão e criatividade, arte e celebração, vivência e compromisso.
 
Pessoas, famílias, comunidades, movimentos populares e instituições educativas e religiosas colocam-se, gratuitamente, a serviço de sua preparação ao longo do ano e de sua realização.
 
Público
 
O Curso de Verão destina-se a pessoas comprometidas com trabalhos pastorais, comunitários e com os movimentos populares e suas causas.
 
Para saber mais sobre o Curso e garantir sua inscrição, acesse: http://novo.ceseep.org.br.
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O som do atabaque ecoa dentro da Igreja do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito misturado ao canto para Iansã e ao cheiro de flores. Dentro da igreja estão representantes de diversas religiões, de católicos a hare krishna, em um ato contra a intolerância religiosa. A cena é um registro da anual Festa do Rosário que aconteceu no último domingo (19) e marca uma das mais fortes manifestações contra o racismo no sul do Brasil. A celebração culmina com a lavagem das escadarias da igreja e com cortejo pelo centro histórico de Curitiba.
 
Candieiro, ativista há mais de 30 anos e coordenador de Igualdade Racial da Prefeitura de Curitiba, é também o idealizador da manifestação que busca valorizar e dar visibilidade à história negra. “A Festa do Rosário rasga o véu da invisibilidade do povo negro em Curitiba”, conta. Ele critica a ideia de Curitiba como uma suposta capital europeia, ignorando a importância dos negros para a cidade. “Eu não sei que amnésia deu nos historiadores e nos escritores oficiais, mas o negro não aparece nesses registros”, ironiza.
 
Os representantes das diferentes religiões ressaltaram como cada crença prega o respeito e o amor ao próximo. Apesar disso, os dados de intolerância religiosa crescem no Brasil e as religiões de matriz africana são o principal alvo. De acordo com o Disque 100, canal do Ministério de Direitos Humanos, entre 2015 e junho de 2017 foram 1486 denúncias de agressão, desrespeito e destruição de locais religiosos – o que significa uma denúncia a cada 15 horas. Se em 2015 foram 556 registros, no ano seguinte o número chegou a 759. Apenas no primeiro semestre de 2017, foram 169 registros, sendo a maioria contra praticantes da umbanda, depois do candomblé e em terceiro lugar por religiões de matrizes africanas não especificadas no levantamento.
 
Andréa Guimarães, advogada e consultora da UNESCO, comenta que os dados ainda são subnotificados, o que ela atribui ao fato de muitas pessoas não conhecerem os canais de denúncia e, principalmente, ao sistema de justiça que classifica como falho. “Muitas vezes quando as pessoas denunciam intolerância religiosa em delegacias o caso não é investigado porque não é considerado importante, ou então é qualificado como uma briga de vizinhos, por exemplo”, conta. Ela também usa o termo “racismo religioso” para nomear um processo histórico de exclusão e negação das religiosidades de matriz africana. “Há muita discriminação institucional inclusive, porque muitas vezes o Estado entende que não são prática legítimas” pondera. Ela exemplifica os casos de terreiros de umbanda e candomblé multados pela Lei do Silêncio. “O Estado ignora que são instrumentos sagrados do culto e até levam os atabaques para a delegacia como se não fossem objetos merecedores de respeito”.
 
No Paraná, o Ministério Público investiga seis inquéritos relacionados à intolerância religiosa apenas neste ano. O levantamento foi feito pelo jornal Estado de S. Paulo e um dos casos envolve um babalorixá que teve seus filhos de santo agredidos por cerca de 30 pessoas com paus e pedras, apenas por se negar a retirar uma oferenda da esquina.  
 
A mãe de santo Sueli Ribeiro lembra que há menos de um mês um terreiro em Curitiba foi invadido durante os trabalhos por assaltantes que humilharam os praticantes e os chamaram de “macumbeiros”. Candieiro relembra outro caso, que considera o mais emblemático de violência no Paraná, quando três mulheres praticantes do candomblé foram assassinadas em Londrina, em 2013, por um rapaz que disse ter cometido o crime em nome de deus.
 
Racismo
 
“Quando olho para a questão da intolerância religiosa, eu vejo principalmente o racismo. Nós temos intolerância religiosa porque nós vivemos em um país racista”, afirma Candieiro. Ele lembra que os negros participaram diretamente de todos os ciclos de riqueza do estado, não apenas como mão-de-obra como costumam a ser retratados, e ressalta nomes como os irmãos Rebouças, engenheiros responsáveis pela construção da estrada de ferro que liga Paranaguá a Curitiba, e João Pedro que foi o primeiro cartunista do Brasil no início do século XIX. “O racismo estrutural criou uma forma de contar a história do negro como inferior, caricaturado, submisso – do negro e da negra, porque é preciso lembrar que ainda mais prejudicada pelo racismo é a mulher negra”.
 
Ele ressalta que dificilmente alguém se reconhece racista. “A gente nega que é racista, mas o racismo existe. É contada a história do negro escravo, mas curiosamente ninguém lembra quem são os escravizadores. Então nós temos que ajudar a lembrar, a trazer um pouco da consciência dos privilégios que os brancos têm. E quando digo branco, não digo o branco pobre, o branco trabalhador, falo do branco da elite que está há séculos no poder”, afirma Candieiro. “E hoje, quando nós, negros, trazemos a nossa história tem gente que diz que estamos de ‘mimimi’, que queremos privilégios. Que tal a gente discutir os centenários privilégios brancos? Precisamos discutir o racismo, enfrentar esse monstro de frente, porque senão meus bisnetos ainda vão estar pagando por isso”, emenda.
 
Candieiro lembra que a primeira forma de organização social do povo negro em terras brasileiras foi através da religiosidade de matriz africana e que a preservação da religião é uma forma de resistência. “Eu agradeço aos terreiros de candomblé, eu agradeço aos terreiros de umbanda, que mantiveram viva a minha tradição, a minha cultura, o meu respeito, a minha visão de mundo. Se não fosse os terreiros de candomblé eu não teria nada disso, porque esse país, essa cidade, esse estado, foi pensado para ser branco em todos os sentidos, e nós não somos”.
 
Fonte: Brasil de Fato
Foto: Reprodução
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"A Amazônia, o coração verde da Terra, está de luto e a vida que ela sustenta está murchando", afirma um comunicado divulgado pelo Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas, que se reuniu em Amã, Jordânia, de 17 a 23 de novembro.
 
"Embora a perda anual da floresta tenha começado a diminuir a partir de 2004, nos últimos dois anos muitas das conquistas foram revertidas", lê a declaração. "Os defensores da Amazônia estão enfrentando intimidação e violência crescente, com o Brasil registrando em 2016 o maior número de assassinatos de protetores ambientais - 49 mulheres e homens – muitos deles líderes indígenas".
 
O governo atual está revertendo proteções estabelecidas anteriormente, observa o texto. "Mais significativamente, em 23 de agosto de 2017, o presidente Michel Temer aboliu por decreto uma vasta reserva nacional protegida desde 1984, abrindo-a para atividades comerciais de mineração. A área, um ecossistema delicado que cobre 46 mil quilômetros quadrados, atravessa os estados do norte do Amapá e do Pará e limita territórios indígenas".
 
As igrejas-membro do CMI no Brasil acreditam que, se o decreto for promulgado, prejudicará ainda mais os direitos e os meios de subsistência dos povos indígenas, acelerará o desmatamento, prejudicará os recursos hídricos, acelerará a perda de biodiversidade e causará ainda mais conflitos de terra.
 
Clique aqui e leia a declaração na íntegra!
 
Fonte: CMI
Foto: Sean Hawkey/WCC
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Começou, no dia 20 de novembro, e vai até o dia 16 de dezembro, os 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Realizada anualmente, o objetivo dessa campanha é chamar a atenção para os altos índices de violência contra as mulheres não apenas no Brasil, mas em diversos países mundo afora.
 
No caso específico do nosso país, a violência contra as mulheres é física, emocional, mas também tem sido praticada pelo Estado quando as políticas públicas que deveriam protegê-las, na verdade, acabam sendo esvaziadas. “Somos um dos países mais perigosos do mundo para mulheres viverem. Temos o agravante de parte dessa violência ser justificada com conteúdo religioso ou com versículos bíblicos lidos de forma isolada do contexto e equivocada”, declarou a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke.
 
Por isso, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, que reúne cristãos católicos, luteranos, ortodoxos, anglicanos, presbiterianos e batistas, quer fortalecer essa campanha incentivando que todos publiquem, em suas redes sociais, fotos ou frases alusivas aos 16 Dias de Ativismo com as hashtags:
 
#NãoSeCale
#16DiasDeAtivismo
 
O CONIC irá monitorar essas postagens e, ocasionalmente, compartilhá-las.
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Com o objetivo de contribuir com o debate sobre novas formas de desenvolvimento em contraposição ao atual modelo dominante produtivista-consumista, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) em parceria com sua associada Iser Assessoria lançaram a cartilha Para evitar o desastre: como construir a sociedade do bem viver e o livro Para além do desenvolvimento: construir horizontes utópicos.
 
Escrita pelo sociólogo e secretário executivo do Iser Assessoria Ivo Lesbaupin, a cartilha está estruturada em três capítulos. No primeiro, aborda a degradação do meio ambiente, em diversos aspectos, começando pelo desmatamento, passando pela poluição da terra e perda da biodiversidade, aquecimento global e outros, até a poluição ambiental. São analisadas, no segundo capítulo, as causas que levam à destruição do meio ambiente e tornam insustentável a vida. Já o terceiro capítulo discute as saídas para a crise atual e apresenta algumas práticas alternativas já existentes no Brasil.
 
 
Ivo Lesbaupin e Evanildo Barbosa, membro da Direção Executiva da Abong, foram os organizadores do livro Para além do desenvolvimento: construir horizontes utópicos, resultado de contribuições recolhidas nos seminários “Desenvolvimento em disputa: por uma economia a serviço da vida”, realizado em novembro de 2015, em Brasília (DF); e “Novos paradigmas: rumo ao bem viver”, em junho de 2016, em São Paulo (SP). Os seminários reuniram especialistas, militantes e outros/as profissionais parceiros/as.
 
 
“A maioria dos governos ainda se submete aos interesses das empresas multinacionais, que privilegiam o lucro em detrimento do bem estar da humanidade. Há, porém, outros caminhos e inúmeras iniciativas no sentido de superar a concepção produtivista-consumista”, observa Ivo.
 
As publicações fazem parte do “Projeto Novos Paradigmas: pensar, propor, difundir”, realizado pela Abong e pelo Iser Assessoria com apoio da entidade de cooperação internacional Misereor e também da DKA (Áustria) e da Fastenopfer (Suíça).
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O Banco Mundial entregou na manhã desta terça-feira (21) aos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) um relatório com diagnóstico detalhado sobre os gastos públicos no Brasil analisando oito áreas.
 
O documento avalia os gastos sobre três aspectos: o peso no Orçamento, a eficiência e a avaliação sobre o ponto de vista da justiça social. A conclusão não é favorável ao Brasil.
 
O relatório foi encomendado ao Banco Mundial pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, teve prosseguimento durante a gestão do sucessor, Nelson Barbosa.
 
O título é provocativo. Um Ajuste Justo: Uma Análise da Eficiência e da Equidade do Gasto Público no Brasil.
 
Analisa oito áreas do gasto público no Brasil, com diagnóstico detalhado de cada uma delas, levando-se em conta o peso no Orçamento, o grau de eficiência e, ponto importante, o quanto é socialmente justo. Ou injusto.
 
A conclusão é severa: no Brasil, os governos (federal, estaduais e municipais) gastam mais do que podem; os gastos são ineficientes, pois não cumprem plenamente seus objetivos; e, em muitos casos, de forma injusta, beneficiando os ricos em detrimento dos mais pobres.
 
Aponta que, nas últimas duas décadas, o gasto público no Brasil aumentou de forma “consistente”, colocando em risco a sustentabilidade fiscal do país. O déficit fiscal alcança 8% por cento do PIB, e a dívida saltou de 51,5% do PIB, em 2012, para 73% neste ano.
 
Alguns destaques do relatório:
 
- Previdência: o estudo aponta que 35% dos subsídios beneficiam aqueles que estão entre os 20% mais ricos. E apenas 18% dos subsídios vão para os 40% mais pobres. Na aposentadoria do serviço público, a injustiça é ainda maior. O subsídio para os servidores federais custam o equivalente a 1,2% do PIB e, no caso dos servidores estaduais e municipais, mais 0,8% do PIB.
 
- No caso do serviço público, conclusões incômodas. De acordo com o Banco Mundial, os servidores públicos federais ganham, em média, 67% a mais do que os trabalhadores da iniciativa privada. A diferença quando comparada com os servidores estaduais também é elevada: 30% a mais.
 
O problema no Brasil, comparando com outros países, não é o número de servidores, mas a remuneração incompatível com a capacidade de pagamento do estado. De acordo com o estudo, 83% dos servidores públicos integram o conjunto dos 20% mais ricos da população.
 
- Educação: as despesas com o ensino médio e fundamental apresentam elevado grau de ineficiência e seria possível reduzir em 1% do PIB os gastos, mantendo o mesmo nível dos serviços prestados. O governo gasta 0,7% do PIB com as universidades federais. A universidade gratuita é também injusta: 65% dos alunos estão entre os 40% mais ricos. Aos mais pobres, que não conseguem ingressar na universidade pública, resta a opção do FIES. “Não existe um motivo claro que impeça a adoção do mesmo modelo para as universidades públicas”, afirma o estudo, sugerindo o fim da gratuidade na universidade pública, criando-se bolsas para quem não pode pagar.
 
- As políticas de apoio às empresas consumiram 4,5% do PIB, em 2015, e, segundo o relatório, não há evidências de que tenham contribuído para o aumento da produtividade e geração de emprego. “Pelo contrário, tais programas provavelmente tiveram consequências negativas para a concorrência e a produtividade no Brasil”.
 
- Na área de saúde, o Banco Mundial afirma que seria possível gastar 0,3% menos do PIB mantendo o mesmo nível dos serviços.
 
- E uma economia de até R$ 35 bilhões em três anos poderia ser obtida com melhorias no sistema de licitação e compras governamentais, sem que para isso seja necessário mudar a legislação. Apenas mudando os métodos.
 
Somando tudo, o Banco Mundial conclui que o governo federal poderia economizar cerca de 7% do PIB com ações que aumentassem a eficácia dos gastos públicos, reduzisse os privilégios, focando o atendimento dos serviços nos segmentos mais pobres da população. Incluindo estados e municípios, o ganho fiscal, a economia, chegaria a 8,36% do PIB. O equivalente a mais ou menos R$ 500 bilhões por ano.
 
Fonte: G1
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