Queridas irmãs e irmãos das comunidades cristãs brasileiras!

“Chamados e chamadas para proclamar os altos feitos do Senhor” (1Pe2.9). Este é o lema bíblico que inspira a Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016.

A Semana de Oração foi preparada pelas Igrejas da Letônia. Participaram diretamente do processo de elaboração do material as Igrejas: Católica Apostólica Romana, Luterana, Ortodoxa e Batista.

O povo letão, no final do século XIX e primeira metade do século XX, foi obrigado a migrar por ocasião da ocupação russa. Parte dessa migração ocorreu por causa da perseguição religiosa. A Letônia foi submissa aos czares, que tentaram impor a religião oficial como expressão de fé. As pessoas de outras expressões religiosas, entre elas Judaísmo, Cristianismo (catolicismo e protestantismo) e o Islã, foram perseguidas.

Essa realidade mudou com o passar do tempo. Hoje, a Letônia é bem diferente. É possível o convívio entre diferentes expressões de fé. A realização e preparação da Semana de Oração pela Unidade é o exemplo concreto disso.

Nossos irmãos e nossas irmãs da Letônia escolheram o texto do apóstolo Pedro, que lembra que nós, pessoas batizadas, somos “chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor”. Proclamar os altos feitos de Deus significa não esquecermos a perspectiva de que através do Batismo que somos declarados filhos e filhas de Deus. O Batismo jamais deve ser banalizado. Ele é um sacramento que nos apresenta o desafio permanente de praticarmos e proclamarmos o amor gratuito de Deus pela humanidade. Uma das formas de proclamar esse amor é assumindo posturas de diálogo e de acolhida, em especial, com as pessoas que são diferentes de nós: de outras igrejas, religiões e culturas.

O ano de 2015 foi caracterizado pelas ondas migratórias. Também no início deste ano, vimos, na Europa, migrantes e refugiados desesperados em busca de novas condições de vida. Seus países foram destruídos por guerras e catástrofes ambientais. Alguns países optaram por fechar suas fronteiras para evitar a entrada de migrantes. Outros estão pensando nessa possibilidade.

No Brasil, a situação não é tão dramática como é na Europa. Mas também aqui aumentou o número de pessoas migrantes e refugiadas. Muitas delas buscam o nosso país na esperança de encontrar amparo e resgatar a dignidade de vida. Infelizmente, no ano de 2015, alguns migrantes foram agredidos e sofreram preconceito. Atitudes racistas e preconceituosas não são coerentes com os altos feitos de Deus. Também é oportuno lembrar que é expressivo o número de grupos étnicos que, em tempos idos, vieram ao Brasil por razões de fome e guerra, aqui encontrando acolhida e amparo.

O Batismo nos conclama ao respeito pelo migrante. Mais do que tolerantes, precisamos ser respeitosos. A tolerância deveria ser uma convicção passageira. Ela deveria conduzir ao reconhecimento do direito à dignidade que é inerente a cada ser humano.

Somos chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor! Que essa proclamação se traduza em posturas de diálogo, acolhida e respeito para com aquelas pessoas que vêm ao nosso país em busca de novas oportunidades de vida.

Que nossas Igrejas sejam motivadas para esse testemunho permanente de acolhida!

Na unidade de Cristo,

Dom Leonardo Ulrich Steiner (Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)
Pastor Dr. Nestor Paulo Friedrich (Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil)
Dom Francisco de Assis da Silva (Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)
Presbítero Wertson Brasil de Souza (Moderador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil)
Dom Paulo Titus (Arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia)

PEDIDOS para materiais da SOUC 2016

Para assuntos relativos à SOUC, o CONIC criou um e-mail específico
(inclusive para pedidos de materiais): 
souc2016@gmail.com.

Tema da SOUC

Proclamai os altos feitos do Senhor” (1Pe 2,9) é o tema da Semana de Oração deste ano. A proposta foi elaborada pelo movimento ecumênico da Letônia e adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC).

Confira o cartaz da SOUC 2016:

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“Quero ver o direito brotar como fonte
e correr a justiça qual riacho que não seca.” (Am5.24)

Queridas irmãs e queridos irmãos de peregrinação ecumênica,

Queremos agradecer por essa Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). Muito nos alegraram as experiências relatadas, as fotografias que foram enviadas. As cartas das crianças, que foram estimuladas a pensar sobre o cuidado com a Casa Comum a partir do material da CFE, foram sinais de esperança. Os relatos dos trabalhos das juventudes foram igualmente animadores.

A CFE 2016 conseguiu fortalecer a bela experiência do diálogo, da oração conjunta, do abraço entre diferentes expressões cristãs.

Ao longo dos quarenta dias da Quaresma, conversamos sobre nossa Casa Comum, o lugar em que habitamos. Pensamos nas rupturas cotidianas provocadas pelo pecado.

O pecado se torna visível sempre que a Casa Comum é agredida por causa do nosso consumismo, da nossa ambição, da nossa dificuldade de superar visões de mundo que entendem o ser humano como o centro do universo. Revela-se também quando a política é orientada para o interesse do mercado financeiro e não para o bem comum.

A Quaresma, período que, para as pessoas batizadas, representa tempo de conversão, está chegando ao fim. Na Sexta-Feira Santa, iremos nos confrontar com a violência que representa a cruz de Jesus Cristo. Nos confrontaremos com as consequências do ódio e da intolerância. História, que nos tempos de hoje, se repete no extermínio da juventude negra, na violência contra as mulheres, nas agressões aos povos indígenas, na perseguição aos LGBTTs, nos ataques às Casas das religiões de matriz africanas.

A cruz de Cristo também nos provoca a olhar para as destruições provocadas por nós no lugar em que habitamos: a nossa Casa Comum. O lixo jogado na rua, o rio em que se despeja esgoto, o agrotóxico que contamina os alimentos e os lençóis freáticos, o não tratamento de esgoto, a utilização indiscriminada da água, a privatização dos bens da natureza... Tudo isso também fere o sonho de Deus, que é o de um mundo onde reinem o direito e a justiça.

Aprendemos, nessa Campanha, que a fragilidade de políticas públicas para o saneamento básico, compromete a justiça ambiental. Também aprendemos que a justiça ambiental exige de nós que transformemos radicalmente nosso estilo de vida. Sejamos menos consumistas e mais responsáveis com o lugar em que habitamos.

Ao longo do tempo de Quaresma, lemos e fomos orientados sobre o mosquito Aedes aegypti, a forma como ele se prolifera e sobre os males que provoca. Com o aumento das notificações do Zika Vírus, ficamos sabendo que uma das consequências desse vírus é a microcefalia.

Dados do Ministério da Saúde indicam já foram notificados 6.158 casos suspeitos de microcefalia. Deste total, 745 bebês tiveram diagnóstico comprovado para microcefalia.
Por trás desses números há histórias de vida, em especial, de mulheres, que em algumas situações, são abandonadas por seus maridos.

Outros dados do Ministério da Saúde mostram que, nesses primeiros três meses de 2016, o Brasil já registrou 495 mil casos prováveis de dengue e 13.676 casos prováveis de chikungunya. Estas doenças podem causar sequelas graves, como a síndrome de Guillian Barré, que provoca paralisia dos músculos.

Casa Comum, nossa responsabilidade! Direito e Justiça. Cruz e ressurreição. Como ficam essas perspectivas diante dos impactos provocados não pelo Aedes aegypti, mas sim, por nosso pouco cuidado com a Casa Comum?

A falta de saneamento básico, a caixa d’água que não é devidamente limpa, o pneu abandonado, a política de saneamento não executada refletem nosso desleixo com a Criação. Isso tem consequências para a vida do planeta e das pessoas.

Na Campanha da Fraternidade Ecumênica falamos que o saneamento básico é um direito humano básico, portanto, é inegociável. Mas, também falamos que o cuidado com a Casa Comum exige que mudemos radicalmente nosso estilo de vida. Não podemos mais ser desleixados com o lugar em que habitamos. Por isso, nessa Páscoa, pedimos que observem se há criadouros de mosquito no lugar onde celebramos, convivemos e oramos. Vamos prestar atenção nos caminhos que fizemos até a Igreja, até a casa de nossos amigos e amigas. Não esqueçamos que os impactos provocados pela falta de cuidado da Casa Comum causam dor e sofrimento para muitas pessoas.

A cruz de Jesus Cristo nos coloca frente-a-frente com nossas imperfeições, injustiças, abuso de poder. A ressurreição mostra que é possível a transformação. A mensagem da ressurreição é de que novas realidades são possíveis, mas, para isso, precisamos nos reconhecer livres para agir em favor do cuidado com a Casa Comum.

A epidemia de dengue, Zika, chikungunya e a insuficiência de serviços de saneamento básico nos indicam que precisamos ser bem mais responsáveis com a nossa Casa Comum. A Campanha se encerra com a Quaresma, mas o tema da CFE “Casa Comum, nossa responsabilidade”, precisa ser assumido ao longo de todo o ano. Vamos, portanto, nos mobilizar por políticas públicas de saneamento básico e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.

Que o direito e a justiça brotem. Sejamos partícipes da construção de um mundo sustentável!

Feliz Páscoa!

Dom Flávio Irala – Presidente
P. Sinodal Inácio Lemke – Primeiro vice-presidente
Pe. Joanilson Pires – Segundo vice-presidente
Dom Teodoro Mendes Tavares – Tesoureiro
Reverendo Daniel do Amaral – Secretário

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Na Quaresma, a fala do profeto Amós “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” acompanha-nos na Campanha de Fraternidade Ecumênica.

Como nós vivemos na nossa casa comum? Como nós nos responsabilizamos para que todos os seres – humanos, animais, plantas, arvores, rios: toda a criação em sua diversidade maravilhosa – possam aproveitar seus direitos?

Isso também é uma pergunta que os povos indígenas colocam para a sociedade Brasileira.

No caderno para a ‘Semana dos Povos Indígenas de 2016, Laklãnõ/Xokleng: O povo que caminha em direção ao sol’, do Conselho de Missão entre Povos Indígenas (COMIN), estas perguntas são apresentadas em dois momentos que refletem dois dias da Semana Santa: a Sexta-Feira Santa e Páscoa. O momento da ausência de luz e da esperança é representado para o poema de João Adão Nunc-nfoônro de Almeida, intitulada Saudade.

Saudade do índio, sentando no chão,
Em volta do fogo, comendo pinhão.
Saudade do cântico, que o kujá cantava,
E de todo povo, que alegra dançava.

Saudade de mata, por onde andavam,
Saudade de caça, que todos tratavam.
Saudade de mõg, que o índio bebia,
Saudades das festas, tudo era alegria.

Saudade do fogo, que o índio acendia,
Saudade das danças, grande era a alegria.
Saudade do rio, onde as crianças nadavam,
Saudade dos peixes que os índios alimentavam.

Saudade das festas, e dos casamentos,
Sempre em luas cheias, era uma grande evento.
Saudade de tudo, que o índio usava,
E a tradição sempre continuava.

Saudade da terra, que foi invadida,
Saudade da mata, que foi destruída.
Saudade da relva, que o fogo queimou,
Saudade de tudo que o tempo apagou.

Saudade do ouro e do pau brasil,
Saudade de tudo, que daqui sumiu.
Saudade do índio que o branco matou,
Com esta Saudade para o túmulo vou.

A Páscoa não nos deixa no túmulo. Ela nos abre para um outro mundo possível: onde as forças da morte não vencem, mas onde o direito brota como fonte e onde a justiça corre como um riacho que não seca.

O povo Laklãnõ/Xokleng também nos oferece um exemplo da esperança nas suas comunidades: o renascimento da consciência da sua cultura, língua, espiritualidade. Eles levam as pessoas não-indígenas na Mata Atlântica, mostram a biodiversidade e ensinam sobre a sua cultura. No encontro, no diálogo, eles mostram não são como “aquele indígena retratado em livros e programas de televisão, mas o indígena real que tem sua língua, tem voz, tem sonhos, alegrias e tristezas; tem sabedoria, tem vida e que é Laklãnõ/Xokleng.”

Desde o ensino sobre a sua cultura, os Laklãnõ/Xokleng oferecem um olhar numa maneira diferente de viver e de cuidar da nossa casa comum.

Link para o Caderno da Semana dos Povos Indígenas: comin.org.br/publicacoes/interna/id/104

Foto: Tiago Zenero/Flickr CC

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Será realizado, entre os dias 30 de setembro e 7 de outubro de 2016, mais uma reunião de diálogo bilateral anglicano-católico, em Roma. O evento marca o 50º aniversário do encontro histórico entre o arcebispo da Cantuária, Michael Ramsey, com o Papa Paulo VI, realizado em 1966. A iniciativa será especial para o CONIC, uma vez que o atual presidente do Conselho, o bispo anglicano Flávio Irala, estará presente.

Anglicanos e católicos romanos concordam que Deus quer a unidade visível de todo o povo cristão e que tal unidade é, em si mesma, parte do testemunho das duas denominações. Ambas as Igrejas partilham um compromisso de trabalhar para essa unidade na verdade, pela qual Cristo orou (Jo 17). Expressam isso nas próprias declarações internas e, desde 1966, papas e arcebispos da Cantuária têm reafirmado em suas Declarações Comuns esse objetivo da restauração da unidade visível e da plena comunhão eclesial. Se quiser ler mais sobre o assunto, clique aqui.

Em breve, aqui no site, serão divulgadas mais informações.

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A secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Romi Bencke, defendeu nesta terça-feira, 22, na Câmara dos Deputados, uma mudança do estilo de vida das pessoas como ação de cuidado com o saneamento básico. “O saneamento básico é um tema invisibilizado e não angaria votos. Ele tem a ver tanto com política pública quanto com o estilo de vida das pessoas. Se não mudarmos o estilo de vida consumista estaremos destruindo nosso meio ambiente”, afirmou.

Para o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, a fiscalização do poder público precisa ser acompanhada da educação sobre o saneamento básico. “Se não nos educarmos para o saneamento básico, inutilmente faremos cobrança. Sabemos das necessidades da fiscalização, mas creio que é fundamental a prática educativa.”

Romi e dom Leonardo participaram de comissão geral sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, "Casa Comum, Nossa Responsabilidade".

O deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), afirmou que não entende como, até hoje, 35 milhões de brasileiros não têm acesso a sistema de água potável. “É difícil de compreender como esse contingente de pessoas consegue viver assim. É a desumanização da humanidade.” Ele lembrou que a falta de investimento governamental em saneamento e direito à água é uma ação irracional. “Todos os especialistas mostram a correlação do direito à água e ao saneamento com problemas de saúde”, disse.

Para o deputado Padre João (PT-MG), o desafio de cuidar do meio ambiente deve se expressar nas votações. “Falar na tribuna é fácil, mas e as votações nas comissões? Nosso voto mostra nosso zelo à casa comum? Viabiliza que cada cidadão tenha acesso à água, à terra, à moradia?”, questionou.

Vale lembrar que a secretária-geral do CONIC falou sobre dois abaixo-assinados que estão correndo no site do CONIC. Um deles fala sobre a questão dos rios mortos (clique aqui para assinar) e o outro trata da construção de hidrelétricas no Tapajós (clique aqui para assinar).

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente 51% da população do território nacional têm saneamento básico.

Fonte: Portal Câmara
Foto: camara.leg.br

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Cerca de 50 milhões de lares brasileiros deverão ser alcançados pelo movimento “A Bíblia em cada casa”, até 2050. A ação, coordenada pela JOCUM (Jovens com uma Missão) e Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), pretende abranger 5.573 municípios do País.

O projeto surge como uma resposta para aqueles que há muito tempo pensam em entregar uma Bíblia às famílias de sua cidade. “Agora este desafio poderá ser enfrentado. Para alcançar o objetivo do movimento, foram preparadas estratégias de distribuição que envolvem pessoas e igrejas de todos os lugares do Brasil”, afirma Mário Rost, gerente de Desenvolvimento Institucional e coordenador do movimento pela SBB.

Mário ressalta que para que o objetivo seja atingido, não bastam apenas os esforços empreendidos pelos organizadores. “A entrega da Bíblia para cada casa só acontecerá pela ampla cooperação das igrejas e dos cristãos individualmente. Temos a expectativa de ter líderes de todas as denominações cristãs transmitindo o desejo de que a Bíblia esteja nas casas de municípios inteiros, ou em bairros inteiros de grandes cidades”, diz ele.

As igrejas serão envolvidas na distribuição da Bíblia em municípios de médio e pequeno porte ou bairros inteiros de grandes cidades, em uma ação bem articulada. Outras organizações também poderão desenvolver as estratégias que sejam adequadas aos locais em que atuam.

Até agora, o movimento já alcançou 16 cidades brasileiras, quatro comunidades urbanas e duas ribeirinhas na região amazônica. De acordo com Wellington Oliveira presidente e coordenador do movimento pela Jocum, o resultado tem sido surpreendente. “As pessoas são receptivas tanto para receber a Bíblia, quanto para conversar sobre suas vidas, sua fé ou a falta dela”.

Em breve, no site do movimento (www.abibliaemcadacasa.com.br), serão disponibilizadas informações sobre cada cidade do Brasil, como número de residências, população por grupo de fé e andamento da cobertura da distribuição.

Fonte: Guia-me

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O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, externou preocupação em relação às atuais turbulências sociais e políticas no Brasil, exortando as igrejas cristãs e a todos os setores da sociedade brasileira “a defenderem os princípios democráticos, respeitarem os direitos humanos fundamentais e assegurarem a liberdade de expressão e opinião a todos".

Tveit sublinhou a necessidade de "respeito à dignidade humana e ao Estado de direito a fim de evitar o incitamento à violência através de discursos de ódio".

Ele também afirmou que "é importante que casos suspeitos de corrupção sejam totalmente investigados, respeitando os direitos constitucionais das pessoas sob investigação e que a sociedade brasileira e os atores políticos previnam o incitamento à violência e superem a crescente polarização e radicalização no país".

O CMI tem tido envolvimento significativo na abordagem de questões ligadas aos direitos humanos e à democracia no Brasil. Tveit acrescentou que "a futura estabilidade democrática no Brasil é muito importante para todos os grupos de cidadãos no país, mas também para a América Latina como um todo".

Tveit exortou às igrejas no Brasil a "orarem pelo país, promoverem o respeito ao Estado de direito e serem embaixadores da reconciliação em nome do Senhor Jesus Cristo"

Fonte: CMI
Foto: Reprodução

Obs.: o título foi adaptado

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) encaminhou ontem (22) mensagem à presidenta Dilma Rousseff, manifestando preocupação com os "acontecimentos políticos e judiciais que convulsionaram o Brasil nas últimas semanas" e reconhecendo os avanços sociais e políticos que o país conseguiu na última década. "Nos alarma ver a estabilidade democrática de sua pátria ameaçada", escreveu a secretária-executiva da entidade, Alicia Bárbena, destacando a vigência do Estado democrático de direito.

"A soberania popular, fonte única de legitimidade na democracia, entregou antes a Lula e depois a você, Presidenta Rousseff, um mandato constitucional que se traduz em governos comprometidos com a justiça e a igualdade", diz a mensagem, acrescentando que nunca na história do país tantas pessoas saíram da situação de fome, pobreza e desigualdade. Ainda segundo a Cepal, é significativo o fato de que os recentes governos brasileiros "reforçaram a nova arquitetura de integração de nossa região, da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) à Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)".

A Cepal diz reconhecer o esforço do Judiciário para "perseguir e punir a cultura de práticas corruptas que historicamente são a parte mais obscura do vínculo entre os interesses privados e as instituições do Estado". Mas acrescenta que a presidenta vem "apoiando permanentemente essa tarefa, com a valentia e honradez que é a marca de sua biografia, apoiando a criação de uma nova legislação mais exigente e de instituições investigativas mais fortes".

Por essa razão, a entidade se diz chocada com o fato de que, sem que haja provas, servindo-se de vazamentos e uma "ofensiva midiática" que condena de antemão, "se tente demolir sua imagem e seu legado, ao mesmo tempo em que se multiplicam os esforços por menosprezar a autoridade presidencial e interromper o mandato que os cidadãos entregaram nas urnas".

Para a entidade, os acontecimentos no Brasil mostram para a América Latina "os riscos e dificuldades a que nossa democracia ainda está exposta".

Fonte: RBA
Foto: Reprodução

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A ONG Diaconia marca o Dia Mundial da Água, celebrado nesta terça-feira (22), com o lançamento virtual da Revista Águas Sagradas. A publicação - disponível para download gratuito no site www.diaconia.org.br a partir das 13h - é uma ferramenta para apoiar educadores cristãos e igrejas na reflexão sobre os desafios ambientais que envolvem a segurança hídrica e a responsabilidade cristã no cuidado com o planeta.
 
A Águas Sagradas é fruto dos processos de mobilização e reflexão iniciados na I Semana da Água (SEMA) da Região Metropolitana do Recife (RMR), promovida pela Diaconia em 2015. As lições apresentadas ao longo de 40 páginas são assinadas pela Assessoria Político Pedagógica da Diaconia em parceria com educadores/as das igrejas Presbiteriana do Brasil, Evangélica Congregacional do Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Evangélica Menonita.
 
A primeira lição, intitulada “Água: Sinal da Bençãos e Renovação”, enfatiza a água como parte da criação e presente de Deus para a humanidade e demais criaturas. A segunda, “Água: Sinal de Transformações”, identifica e analisa os processos de transformação no meio ambiente relacionados com a água e a postura cristã nesse contexto.
 
A terceira, “Água que cura e alimenta”, estimula a igreja à reflexão sobre as diferentes interfaces que envolvem a questão da água na perspectiva econômica e social. Já a quarta, “Água, Sede de Justiça e Direito: Uma Abordagem Bíblica”, motiva e encoraja a igreja para o compromisso cristão na promoção da justiça de água.  Cada capítulo traz, ainda, sugestões de leituras diárias (passagens bíblicas) e textos de apoio, como a Declaração Ecumênica sobre Água como Direito Humano e Bem Público.
 
“A questão da água é um tema comum ao logo de toda a Bíblia e a Igreja, por seu potencial profético e transformador de realidades injustas, é um campo fértil de mobilização educativa e política, frente a um tempo de desafios de mudanças climáticas que vem provocando, entre outras coisas, a escassez de água”, afirmou a coordenadora da Diaconia na RMR, Gleizy Gueiros.
 
Outras informações: (81) 3221-0508 ou comunicacao@diaconia.org.br.
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Juristas contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff participaram, no Palácio do Planalto, de um ato em defesa da presidenta. O ato foi batizado pelos juristas de “Pela Legalidade e em Defesa da Democracia” e, dele, participam também advogados, promotores e defensores públicos contrários ao processo de impeachment. Na oportunidade, alguns juristas discursam em defesa do cumprimento da legalidade e das regras Constitucionais. O CONIC esteve representado pela secretária-geral, Romi Bencke, que entregou a Dilma uma Declaração em favor da Democracia e do Estado de Direito (clique aqui e leia o documento).
 
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Entre os participantes estava o diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti; o advogado criminalista, mestre e doutor em direito penal pela Universidade de São Paulo, Alberto Toron, e a integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Camila Gomes. Também estavam presentes o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
 
A reunião seguiu o modelo do encontro ocorrido em dezembro do ano passado, quando a Dilma recebeu cerca de 30 juristas contrários ao impeachment. Na ocasião, eles argumentaram serem contrários à abertura do processo de impeachment por não estarem presentes, no pedido recebido pelo deputado Eduardo Cunha, os requisitos constitucionais e legais necessários para configurar um eventual crime de responsabilidade cometido por Dilma. Na cerimônia de hoje, mais de uma centena de pessoas marcaram presença.
 
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Em um duro discurso contra a ruptura da democracia, Dilma denunciou que impeachment sem crime é golpe. “Que fique claro. Me sobram energia, disposição e respeito à democracia para fazer o enfrentamento necessário à conjuração contra a estabilidade democrática”, disse. “A Constituição é rasgada quando são gravadas e divulgadas conversas da presidente sem autorização do STF”, afirmou Dilma sobre o vazamento de conversas entre ela e o ex-presidente Lula na semana passada.
 
A presidenta também falou sobre as tentativas de se negar que o processo em curso seja um golpe contra a democracia. “Pode-se descrever um golpe de estado com muitos nomes, mas ele sempre será o que é: a ruptura da legalidade, atentado à democracia. Não importa se a arma do golpe é um fuzil, uma vingança ou a vontade política de alguns de chegar mais rápido ao poder”, explicou. “Esse tipo de sinônimo, esse tipo de uso inadequado de palavras é o mesmo que usavam contra nós na época da ditadura para dizer que não existia preso político, não existiam presos políticos no Brasil quando a gente vivia dentro das cadeias espalhadas por esse País a fora. Negar a realidade não me surpreende, por isso, o nome é um só, é golpe.”
 
O Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia é realizado em um “momento extremamente difícil de tensão da Constituição com a democracia”, avalia o professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília, Menelick de Carvalho Netto. Ele alerta que é necessário que se garanta o respeito à Constituição para a manutenção das conquistas democráticas.
 
Com informações do Blog do Planalto, Brasil 247 e Agência Brasil
Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR
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