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No dia 10 de outubro, o CONIC recebeu a visita de Hagai El-Ad, diretor executivo da B´Tselem – organização não-governamental israelense que trabalha a questão dos direitos humanos nos territórios israelenses e palestinos. O objetivo foi dialogar sobre o papel da religião no conflito e a importância das lideranças religiosas no processo de paz. 
 
Hagai frisou a necessidade de se olhar às muitas formas de violência que não aparecem na TV, como, por exemplo, em processos burocráticos que acabam por impedir o acesso de minorias étnicas ou religiosas a determinados direitos básicos dos demais cidadãos.
 
Ele também chamou a atenção para algumas situações em que leis são usadas para legitimar a restrição de direitos. “Os palestinos dos territórios ocupados muitas vezes dependem exclusivamente de Israel para aspectos simples da vida cotidiana, como: poder viajar, poder se casar com alguém de Gaza, erguer casas, etc.”, disse.
 
Dualidade
 
O diretor ainda destacou o que chamou de “dualidade do Estado de Israel”. Em sua opinião, Israel, apesar de ser democrático, age por vezes de maneira opressora em relação aos palestinos. 
 
Paz
 
Sobre a paz, ele defendeu que a comunidade internacional precisa atuar de maneira mais proativa, reafirmando a necessidade da garantia de direitos humanos para todos os lados. “Impedir que injustiças continuem é importante para a paz hoje e no futuro”, garantiu.

 
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, recebeu na manhã da última terça-feira (10/10) um grupo de babalorixás na sede da Cúria Metropolitana, no bairro das Graças, no Recife. Acompanhados pelo diácono Carlos Lisboa, da Igreja Ortodoxa Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), os babalorixás Pai Ivon T’Oyá Egun, Pai Edson T’Omolu e Pai Iguaracy T’Oxum expuseram ao arcebispo algumas situações de intolerância religiosa ocorridas nos últimos dias em Olinda.
 
“Participei no auditório da Cúria, em setembro, do Fórum da Diversidade Religiosa em Pernambuco, e encontrei aí um espaço para uma discussão amigável com o arcebispo, trazendo alguns representantes das casas de matriz africana e afro-brasileira que vêm sofrendo atos de intolerância religiosa”, explicou o diácono Carlos.
 
Pai Iguaracy contou a dom Fernando os momentos de terror vividos em seu terreiro, no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda, durante homenagem ao orixá Oxum, em setembro.  “Quatro homens chegaram em motos e começaram a atirar em nossa casa, depois apontaram armas para as cabeças dos frequentadores, inclusive crianças e idosos, enquanto promoviam a destruição dos símbolos sagrados do terreiro”, contou o babalorixá. “Por não saber exatamente a religião dessas pessoas intolerantes, é preciso conversar com todas as lideranças, não para pedir ou exigir punições, mas para nos unirmos em prol da justiça e do respeito”, finalizou.
 
O arcebispo repudiou as manifestações de intolerância religiosa e externou seu apoio e concordância às relações respeitosas entre grupos religiosos diferentes. “O olhar cristão não compactua com atitudes de violência ou falta de respeito às pessoas”, comentou o arcebispo. “A mídia tem divulgado episódios como esse em todo o país, especialmente contra os cultos de matriz africana, e a Igreja Católica está atenta aos fatos, disposta e atuante no combate a essas manifestações”, completou.
 
A disposição da Arquidiocese em promover o entendimento entre religiões diferentes gerou, há cinco anos, a Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, que promove fóruns de discussão sobre o assunto. “A comissão arquidiocesana de Justiça e Paz também fará acompanhamento das questões envolvendo intolerância religiosa no território da Arquidiocese, que envolve 19 municípios, zelando com caridade e respeito por nossos irmãos”, disse dom Fernando.
 
Após a reunião, Pai Ivon expressou sua satisfação em participar da conversa. “Estava um pouco reticente, sem saber o que esperar, mas senti a solidariedade de dom Fernando em suas palavras”, comentou o babalorixá, que contou admirar as figuras de dom Helder Câmara e do papa Francisco. “O mundo precisa de pessoas como eles”, concluiu.
 
Com informações da Arquidiocese de Olinda e Recife
Foto: Reprodução

 
Segundo a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), uma em cada 113 pessoas no planeta é solicitante de refúgio, deslocada interna ou refugiada. Pela primeira vez na história, o número de deslocamentos forçados ultrapassou os 60 milhões de pessoas e chegou à marca de 65,3 milhões, de acordo com o relatório Tendências Globais.
 
Para dar cara e vida a essas histórias, o cineasta Hank Levine decidiu fazer um documentário que acompanha a trajetória de seis pessoas de diferentes partes do mundo que tiveram de abandonar seus lares e tentar recomeçar a vida em outra cidade ou país. Produzido por Fernando Meirelles, ‘Exodus - De Onde Eu Vim Não Existe Mais’ foi exibido pela primeira vez em dezembro de 2016, na Mostra Internacional de Cinema.
 
O longa começa com impressionantes cenas no deserto do Saara: crianças gritam por direitos humanos na caçamba de um caminhão e uma multidão forma na imensidão arenosa um gigantesco apelo por liberdade ao som da narração de Wagner Moura: “Eu não sei onde estou indo, sei que ainda não cheguei. Os campos, as marchas, a espera constante, a caminhada sem parada. Uma vida pausada. Uma língua estrangeira, uma angústia estrangeira. Tudo o que deixei para trás: lembranças de sementes de esperança, o cheiro de casa e o próprio sentido. O medo de ser esquecido, o medo de ser temido, a distância de casa”, anuncia a abertura.
 
Durante dois anos, a equipe acompanhou os protagonistas, que contam suas histórias em primeira pessoa: a ativista política Napuli foi obrigada a deixar o Sudão do Sul e ir para a Alemanha, onde luta por seus direitos e contra a saudade da família. Tarcha nasceu no Saara Ocidental e teve de fugir para a Argélia em 1975 devido à invasão do Marrocos, e vive desde então em campos de refugiados. Dana, nascida na Síria, chegou ao Brasil e está desesperada para poder reunir sua família no Canadá. O jovem sírio-palestino Nizar veio para o Brasil, encontrou o irmão em Cuba e seguiu para a Europa, onde espera receber refúgio e reunir a família. Bruno, de Togo, ficou nove anos em campos na Alemanha, até ser finalmente legalizado e passar a lutar pelos direitos de refugiados. Lahtow e Mahka, de Kachin, em Mianmar, tiveram de abandonar suas casas por causa de conflitos militares.
 
Não há no filme discussões sobre a legalidade ou ilegalidade de cruzar fronteiras e permanecer. O que ficam evidentes são as problemáticas que obrigam as pessoas a deixarem tudo para trás para começar – muitas vezes do zero – uma nova vida. 
 
Segundo o filme, as leis alemãs determinam que a maioria das pessoas que pedem asilo vivam em campos até que seus status sejam determinados. Enquanto esperam, eles não podem procurar trabalho e têm a liberdade de movimento severamente restrita. Bruno Watara passou sete anos em um campo de refugiados em Crivitz enquanto esperava a resposta para seu pedido de asilo. “Em algumas noites, não conseguíamos dormir e tínhamos de tomar soníferos, mas às vezes nem isso funcionava. Você fica na cama o dia inteiro e não consegue dormir. E durante o dia, o que poderíamos fazer? […] Poderia dizer que eles roubaram sete anos da minha vida”, afirma o togolês que hoje faz parte do Conselho de Refugiados de Berlim-Brandemburgo.
 
Para os deslocados e refugiados, muitas vezes, a única coisa que sobra, além da imobilidade forçada e do silêncio, é a esperança de poder recomeçar sua caminhada em paz e sem sofrer preconceito. ‘Exodus - De Onde Eu Vim Não Existe Mais’ faz um apelo poético por dignidade e respeito para essas pessoas que já viveram tantas situações complexas: “De onde estou agora, posso ver a casa que deixei. Milhas acumuladas atrás de mim e muros em minha frente. A casa ainda vive dentro de mim, é música para meus ouvidos, é ar na minha pele, é paz nos meus sonhos. Eu vou construí-la de novo. Mas onde? Fora do fogo e no frio, eu começo a mais longa jornada. Milhas à frente antes que eu esteja livre. Milhas à frente antes que eu esteja em casa”, resume a narração.
 
Com informações da RBA
Imagem: Reprodução / Trailer

 
Organizar uma festividade da dimensão do Círio de Nazaré requer diversas frentes de atuação. Uma delas é o voluntariado. Há seis anos, a Igreja da Assembleia de Deus, em Belém, organiza uma ação para atender os romeiros do Círio de Nazaré. Uma das unidades da igreja fica na avenida Nazaré, por onde passam milhões de romeiros em duas grandes procissões da festividade, a Trasladação e o Círio.
 
De acordo com o pastor Zildomar Campelo, coordenador do grupo de voluntários, o trabalho é um dever da comunidade cristã. “Essa iniciativa é para estarmos ali e fazer a vontade de Deus, como cristãos. Por que a igreja somos todos nós, as pessoas, e amar a Deus é também amar o próximo. Por isso estamos em busca dessa unidade de paz e amor”, disse o pastor.
 
Este ano a equipe atendeu cerca de 5 mil pessoas com uma equipe de aproximadamente 500 voluntários. As atividades começaram na noite de sábado (7), com uma equipe médica e a vigília musical. E, a partir das 5h no domingo (8) do Círio, os cafés da manhã foram distribuídos. Durante as procissões, os voluntários também entregaram água para os romeiros.
 
“Quando começamos, éramos poucos. Hoje, somos um exército de pessoas que compreendem o verdadeiro significado de amor ao próximo, independentemente do seu credo, sexo, cor, classe social”, completou Zildomar. “Jesus e o amor são o nosso ponto de convergência. E devemos buscar isso, o que pode nos aproximar”, acrescentou o pastor.
 
“Nós temos que respeitar as diferenças. Não podemos negar ajuda a alguém cansado, com fome. Com certeza, é o que Jesus faria, e seguimos fazendo isso”, concluiu Campelo.
 
CONIC com agências
Foto: Reprodução da Internet

 

 
Definir as modalidades de um testemunho cristão comum e adquirir uma melhor compreensão das recíprocas tradições teológicas e espirituais tanto a nível local quanto internacional: foram esses os principais objetivos do segundo encontro anual da Comissão Internacional de Diálogo entre Luteranos e Pentecostais que, significativamente no quinto centenário da Reforma, se realizou dias atrás na Alemanha, em Wittenberg, a cidade de Martinho Lutero.
 
Copresidida por Jean-Daniel Plüss, da missão pentecostal suíça, e pelo Rev. Walter Altmann, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), a Comissão reúne membros da Federação Luterana Mundial (FLM) e representantes das várias comunidades pentecostais.
 
Estiveram no centro dos trabalhos o tema da identidade cristã, à luz de uma passagem evangélica: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18-19).
 
Em particular, a reflexão concentrou-se sobre a necessidade de buscar um caminho comum para a missão. O grupo se reunirá novamente em outubro de 2018, na América Latina. Em 2020, na conclusão da fase atual do diálogo, será publicado um documento comum. 
 
Fonte: Rádio Vaticano / L’Osservatore Romano
Foto: Reprodução

 
O dia 1º outubro de 2017 ficou registrado na história de Colatina (ES). Foi um dia de bênçãos, de clamor, de celebração e de renovação da esperança. Luteranas e luteranos deram um exemplo de cidadania e testemunho de fé em comemoração pelos 500 anos da Reforma Protestante. A celebração teve o seu início na Praça Sol Poente, às 8h, num clima de alegria. Sob a bênção da chuva que caia naquele momento, 2.800 pessoas caminharam pelas ruas da cidade. Cânticos de júbilo, acompanhados por coro de metais, embalaram os passos dos participantes e aguçaram o olhar da população local.
 
Crianças, jovens, adultos e idosos percorreram com alegria e apreciaram, com entusiasmo, as cenas históricas da Reforma, preparadas pela Juventude Evangélica da UPNorte. Ao longo dos quase 4 Km de caminhada, oito cenas relembraram a história da Reforma e da família de Lutero.
 
A caminhada teve, entre os seus momentos especiais, uma parada sobre a Ponte Florentino Avidos, onde foram relembradas a tragédia ocorrida no Rio Doce e as duras experiências com a estiagem. Foi lida uma carta de clamor diante da morte do Rio Doce e estendida uma grande faixa preta, simbolizando a dor e o luto provocados pelo crime socioambiental que feriram as águas da 5ª maior Bacia Hidrográfica do Brasil. Os seiscentos e oitenta e dois metros da Ponte Florentino Avidos foram totalmente ocupados pelos caminhantes, que clamavam a Deus diante das dores experimentadas pelo Rio Doce e seus afluentes. Em função da abençoada chuva, a alegria do multicolorido das sobrinhas contrastava com a tristeza decorrente dos grandes bancos de areia que afunilam as poucas águas ainda existentes no rio.
 
A celebração desse dia tão especial teve sua continuidade nas dependências da Faculdade Castelo Branco, onde após breve intervalo para o almoço, os participantes foram recebidos pelo Grupo Semear, da Paróquia de Vila Pavão. Em seguida, aconteceu o show da Banda Mc’Coys, da IECLB de Novo Hamburgo/RS.
 
Recepcionadas as autoridades presentes, realizou-se o Culto Eucarístico. A pregação foi realizada pela 1ª vice-presidente da IECLB, Pa. Silvia Beatrice Genz, que emocionou os presentes a partir da reflexão sobre a água da vida. O culto foi abrilhantado pelo coro de metais de Santa Maria de Jetibá e pelo grupo de canto dirigido por Fábio Lahass. Num clima envolvente, foi realizada a Santa Ceia. Com um novo brilho nos olhos, às dezessete horas, os participantes saíram em regresso para os seus lares, levando consigo doces memórias desse belo dia histórico.
 
O dia celebrativo foi organizado pela União Paroquial Norte do Espírito Santo e pela Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), que celebrou o X Dia Sinodal da OASE. O evento recebeu especial apoio da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Colatina e do Sínodo Espírito Santo a Belém, filiados à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Também marcaram presença as caravanas e ministros das demais Uniões Paroquianas do SESB, que ajudaram a tornar possível e mais significativo o evento. Fizeram-se ainda presentes representantes da “Associação Amigas para o Bem Viver” que ressaltaram a importância da campanha do “Outubro Rosa”.
 
 
Fonte: IECLB
Foto: Reprodução

 
Diálogo Ecumênico e Inter-religioso; comunhão fraterna entre adeptos de diferentes formas e expressões do crer; engajamento nas questões políticas e sociais; e promoção de políticas públicas inclusivas foram os temas do “Baianão Ecumênico – Diversidades em Convivência: Esperança Ecumênica”, promovido pelo CEBIC (Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs).
 
O evento aconteceu no último final de semana (6, 7 e 8 de outubro) na Casa de Retiro Dom Amando, em Salvador. O encontro criou espaços de colaboração e convivência, com troca de experiências e o enriquecimento mútuo a partir das diferentes expressões de fé que estavam presentes.
 
Diante do quadro de intolerâncias e crescimentos dos fundamentalismos que toma conta da nossa sociedade, e vendo estes fenômenos crescerem de forma exacerbada, a CESE não só se fez presente, como também apoiou a iniciativa. Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, por ser uma organização ecumênica é imprescindível o apoio e a promoção da convivência entre as pessoas de crenças diferentes; “No caso do Baianão, o tema já diz que veio. Em tempos de intolerâncias, promover espaços de diálogo, onde o respeito entre as diversidades seja a temática é fundamental que a CESE esteja apoiando.”.
 
Assim como Sônia, Romi Bencke, secretária-geral do CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, contextualiza que muitas dessas intolerâncias estão dentro das comunidades religiosas: “Eu penso especificamente no povo de terreiro, nas mulheres, na população LGBT, na população negra. Sabemos que há muito sexismo, muito racismo e desrespeito religioso”.
 
Com o objetivo de refletir sobre as intolerâncias, o respeito do direito de ser e existir das pessoas e a construção de relações justas e inclusivas foram utilizadas metodologias diferenciadas com palestras, momentos lúdicos, rodas de diálogo, trabalhos em grupo, troca de experiências e momentos celebrativos.
 
A ideia é que a partir de todas as vivências e discussões realizadas, cada participante do Baianão Ecumênico, ao retornar para sua comunidade de origem, seja um/a multiplicador/a dos processos e dos valores trabalhados durante esses dias de atividades.
 
“O encontro ecumênico além de promover a convivência entre diferentes igrejas, também nos compromete e nos desafia para levarmos essa experiência de convívio lá no lugar onde estamos, quebrando os preconceitos”, concluiu Romi.
 
 
Fonte: Cese
Crédito da primeira foto: Rev. Carlos Araújo
Crédito da segunda foto: Gleyka Almeida

 
Clique aqui e confira os resultados da Missão Especial sobre os Impactos da Política Econômica de Austeridade na Violação dos Direitos Humanos no Brasil, desenvolvida pela Plataforma DHESCA no período de abril a setembro de 2017. 
 
A Missão teve como objetivo investigar os impactos da política econômica de austeridade adotada pelo governo brasileiro a partir de 2014 na violação dos direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais da população e no acirramento das desigualdades no país, em especial, às desigualdades de gênero, raça, campo/cidade, geracionais e entre regiões do país. 
 
Nos meses de abril e junho de 2017, foram realizadas duas oficinas de trabalho estratégico com a participação das entidades de direitos humanos, economistas, juristas, pesquisadores das universidades e outros parceiros para definir o escopo do trabalho. Na ocasião, foi definida a realização de cinco missões locais pelas Relatoras e pelos Relatores Nacionais de Direitos Humanos da Plataforma DHESCA. 
 
As missões ocorreram entre julho e setembro nos seguintes territórios: em São Paulo, com o foco na situação da população em situação de rua e daquela que vive em ocupações de moradia; no Rio de Janeiro, sobre o aumento exponencial da violência nas favelas cariocas; em Pernambuco, sobre a realidade das famílias atingidas pela tríplice epidemia (dengue, chikungunya e zika); no interior de Goiás, sobre a situação de comunidades impactadas pelo desmonte da política nacional de agricultura familiar e de reforma agrária. Além disso, foi realizada uma missão junto às lideranças indígenas de todo o país sobre o fechamento de postos da Funai (Fundação Nacional do Índio) em vários estados brasileiros. 
 
Além de contribuir com o diagnóstico da situação, a Missão resultou em um conjunto de recomendações ao Estado brasileiro, apresentadas neste documento, e que serão divulgadas nacional e internacionalmente e encaminhadas às instâncias internacionais de direitos humanos.
 
Para mais informações, acesse o hotsite: austeridade.plataformadh.org.br
 

 
O Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC) está “de cara nova”. Além da logomarca que foi lançada recentemente, agora o CEBIC agora possui um novo canal de comunicação com seu público na internet: o site www.cebic.com.br. Nesse endereço você pode conferir detalhes sobre o trabalho que o regional do CONIC na Bahia desenvolve junto ao público local.
 
Tome nota!
 
O CEBIC é o regional do CONIC para o estado da Bahia, Criado em 2001, conta com a participação ativa das seguintes igrejas: Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida, Sírian Ortodoxa, Aliança de Batistas, além da Batista Nazareth. Além dessas, tem estreita relação com entidades parceiras, como a Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE, o Movimento dos Focolares, a Comunidade da Trindade e o Centro de Estudos Bíblicos – CEBI. 
 
Na qualidade de regional do CONIC, o CEBIC acompanha o Conselho Nacional em sua missão, visão e valores. Nesta sintonia, tem oferecido espaços de reflexões, vivências e celebrações ecumênicas e, também, participado ativamente de seminários, debates e simpósios, contribuindo com o diálogo, o respeito e a convivência entre as diversas expressões de fé.
 

 
A Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) realizaram uma Celebração Ecumênica no dia 28 de setembro de 2017, à noite, na Catedral Metropolitana de Porto Alegre/RS. 
 
O convite da Celebração, aberto à Comunidade, mencionava os tempos de pouco diálogo e demasiado confronto que temos vivido e que, nesse contexto, as Igrejas Cristãs podem contribuir para a busca de caminhos que passem do confronto e conflito à comunhão.
 
Recordando os 500 anos da Reforma (1517-2017), as Igrejas reunidas na Federação Luterana Mundial (FLM) e a Igreja Católica têm mantido diálogos fraternos, buscando identificar temas e causas que lhes permitem testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo em parceria e comunhão. Fato é que as nossas diferenças são menores do que o amor de Deus, que nos abraça e envia para sermos sal e luz no mundo.
 
Nesse sentido, em 31 de outubro de 2016, o Presidente da FLM, Bispo Munib Younam, e o Papa Francisco presidiram a celebração ocorrida na Catedral Luterana, em Lund, na Suécia (clique aqui para acessar o vídeo).
 
Agora, a IECLB, filiada à FLM, e a Igreja Católica estenderam esse convite fraternal a todo o povo de Deus: testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo em parceria e comunhão, como sal e luz do mundo, no caminho do conflito à comunhão!
 
A abertura da Celebração do dia 28 de setembro foi feita pelo Assessor Teológico da Presidência da IECLB, P. Dr. Romeu Martini, e conduzida por Dom Jaime Spengler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre e Presidente do Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Francisco Biasin, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, P. Dr. Nestor Friedrich, Pastor Presidente da IECLB, e Pa. Sílvia Genz, Pastora 1ª Vice-Presidente da IECLB.
 
Jovens e crianças católicas e luteranas também participaram da liturgia*, sendo que o Coral São Pedro (ICAR), além dos Grupos Anima e Cantabile (IECLB), executaram a parte musical. “Ao celebrarmos os 500 anos do movimento da Reforma, constatamos que, na origem do movimento, tivemos precisamente a convicção de fé da volta para a videira, um redirecionamento para a centralidade da fé evangélica – Jesus Cristo, o rosto da misericórdia do Pai. Esta mobilização trouxe frutos para a cristandade toda. Para o reencontro com essa centralidade, o Evangelho, o diálogo se mostrou como caminho fundamental de resistência a todos os monólogos que hoje apenas querem se impor, sem dar ouvidos ao que as outras pessoas têm a dizer!
 
O Espírito de Deus nos anima para a proclamação da mensagem da graça de Deus, que alcança as pessoas indistintamente e de forma incondicional. Deus age pelo seu Espírito e mobiliza os seus filhos e suas filhas para novos tempos. O Espírito de Deus nos convoca a sermos exemplos de acolhida para com as pessoas que comungam de crenças e valores diferentes das nossas. Em todas elas, reconhecemos pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus e igualmente amadas por Ele de forma incondicional. Buscamos passar do conflito, instaurado no corpo da Igreja, para a comunhão fraterna, que se coloca a serviço da promoção da paz, da justiça e da solidariedade.
 
Que o espírito imperante nos eventos relacionados ao Jubileu da Reforma perdure! Que a videira verdadeira, Jesus Cristo, alimente com a sua seiva os ramos eclesiásticos aqui reunidos neste dia! É totalmente indiferente olhar para o tamanho dos frutos pendentes nos ramos. Importa que os ramos estejam a serviço da videira – Jesus Cristo, sabedores que, sem ela, nada podemos fazer. Que Deus conceda um espírito de humildade e deixemos que ele proceda em nós o necessário processo de limpeza para que novos frutos brotem em abundância – frutos do conflito à comunhão!”, afirmou o Pastor Presidente da IECLB durante a sua pregação.
 
*A liturgia foi elaborada, com base na proposta da Celebração realizada em Lund, pelo Grupo de Liturgia da Comissão Luterana/Católico-Romana pela Unidade.
 
Fonte: IECLB
Foto: IECLB