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Nota de solidariedade aos trabalhadores e às trabalhadoras sem-terra
do Acampamento Dom Tomas Balduíno, de Quedas do Iguaçu (PR)

Foi com pesar que recebemos a notícia do crime que provocou a morte de Vilmar Bordim e de Leonir Bhorback, além de deixar feridas outras sete pessoas. Expressamos nossa solidariedade aos e às trabalhadores e trabalhadoras sem-terra de Quedas do Iguaçu. Que o amor consolador de Deus possa fortalecer aos acampados e às acampadas nesse contexto de insegurança e violência.

Infelizmente as mortes de Vilmar e de Leonir não são fatos isolados em nosso país. Essas mortes retratam a realidade do campo, caracterizada pela violência e pelo abuso de poder. Tudo em nome de um desenvolvimento agrário orientado pela lógica da financeirização da terra e dos demais recursos naturais.

O Brasil passa por momentos de tensão. Violência, intolerância, são recorrentes. As agressões e mortes decorrentes de conflitos agrários são inaceitáveis em um país como o Brasil. Nossas feridas sociais são profundas. Ainda não esquecemos Carajás e nem Corumbiara.

Acumular terra é pecado. Grilar terra é pecado. Utilizar a terra com o único objetivo de gerar lucro é pecado.

As mortes de Vilmar e Leonir não devem ser naturalizadas e nem resumidas a números da estatística sobre a violência no campo. Elas devem provocar, no mínimo, constrangimento na sociedade e também no Estado.

Que nação nós estamos construindo quando o Estado, que deveria zelar pelo bem comum, é instrumentalizado sempre em favor de uma mesma elite econômica que historicamente extrai as riquezas do país, ao invés de produzi-la? Não conseguimos nos libertar dos patrimonialismos, dos colonialismos, do tronco e da chibata.

Quedas do Iguaçu nos coloca a pergunta pela função dos profissionais da segurança pública. Estes devem zelar por todos os cidadãos e cidadãs. Não cabe a mobilização da polícia militar para defender propriedades cujos direitos são ilícitos, já que a grilagem de terra é juridicamente ilegal. Da mesma forma, a polícia, não pode violar a lei no exercício da sua função. Não há lei que dê sustentação para o assassinato deliberado, uma vez que, segundo relatos, os camponeses teriam sido assassinados pelas costas.

Por isso, pedimos a investigação imparcial dessas mortes, a proteção das famílias acampadas e a responsabilização dos mandantes e executores do crime. Que as terras onde os assassinatos ocorreram sejam destinadas para a Reforma Agrária.

A fé mantém a esperança de que um dia será garantido ao povo o direito de viver em regiões pacíficas, em moradas seguras, em lugares tranquilos de paz e repouso!

CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL

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“Comida boa é cheiro, é comunhão, é uma ação solidária e política de quem come e de quem produz”, afirmou Ingrid Giesel, coordenadora do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA)/núcleo Erexim, durante o lançamento da campanha Comida boa na Mesa (veja o vídeo aqui), realizado dia 6 de abril, em Porto Alegre (RS).

A campanha promove o reconhecimento do papel da agricultura familiar na produção e consumo de alimentos saudáveis, das feiras e cooperativas na promoção do comércio justo e solidário e das organizações de apoio. Além disso, é um espaço para articulação de ações de incidência pública.

No evento, foi feito o lançamento do videoclipe Comida Boa na Mesa, produzido com o protagonismo de agricultoras e agricultores familiares, quilombolas e indígenas apoiados pelos cinco núcleos do CAPA, localizados em Erexim, Pelotas e Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, além de Marechal Cândido Rondon e Verê, no Paraná. Também foi apresentada a canção-tema de mesmo nome, composta especialmente para a campanha. Banners com imagens do trabalho no campo, da comercialização em feiras e de momentos de famílias à volta da mesa incluem a lista de materiais que vão dar visibilidade à iniciativa.

“Lembro a criação do CAPA, pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), como um grande desafio de fazer com que a fé tivesse expressão no dia-a-dia”, disse o pastor presidente da IECLB, Nestor Friedrich, na oportunidade. “Olhando para essa história, vejo que fomos muito teimosos, e hoje é possível perceber o quanto essa proposta avançou.”

O pastor presidente também falou sobre a conexão do trabalho do CAPA com o tema e lema da IECLB em 2016 no que se refere ao cuidado com a fé, as pessoas e a natureza: Pela graça de Deus, livres para cuidar e o lema Buscai o bem e não o mal, de Amós 5.14ª.

A secretária executiva da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Cibele Kuss, afirmou que comida boa na mesa é cultura, religiosidade, democracia e justiça de gênero. “A campanha nos conecta com a espiritualidade e a prática radical e subversiva de Jesus que viveu e proclamou a inclusão de todas as pessoas e o cuidado da terra, afirmando que a mesa é lugar para todas as pessoas, ninguém ficará de fora e ninguém ficará com fome” .

Na sua fala, o representante da Rede Ecovida, Laércio Meireles, declarou que o assunto “comida boa” está sendo colocado cada vez mais na mesa de discussão. “A iniciativa tem um nome singelo e um profundo significado”, disse. “O CAPA está de parabéns.” A Rede Ecovida é um espaço de formação de agricultoras e de agricultores familiares ecológicos, de troca de experiências, de produtos e de informações. Um dos seus serviços é a Certificação Participativa Solidária.

“Essa campanha nasce do amor e da esperança de que todas as pessoas que ainda passam fome tenham alimento”, disse a representante do Movimento Agroecológico Latino Americano (Maela), a argentina Alícia Alem. O Maela articula organizações campesinas, de famílias agricultoras, comunidades indígenas e organizações sociais, em defesa da agroecologia.

Nota pública

O lançamento da campanha aconteceu durante o Seminário Comida boa na Mesa – Agroecologia em defesa da vida, realizado de 5 a 7 de abril, em Porto Alegre (RS). Com a participação de integrantes das equipes do CAPA, de representantes dos conselhos, de agricultoras e agricultores familiares e organizações convidadas, o encontro debateu e reafirmou as políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia, discutindo também o papel estratégico das organizações da sociedade civil no controle social e incidência pública.

Ao final do seminário, o CAPA lançou a nota pública 'Em defesa da democracia, agricultura familiar e agroecologia'. Leia a nota aqui.

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Pernambuco ganhou, no dia 30 de março, um novo espaço de diálogo e defesa de políticas públicas para as mulheres. Foi lançado oficialmente nesta tarde o Fórum de Mulheres Cristãs e Políticas Públicas, iniciativa que marca o encerramento da campanha “Eu Sou uma Mulher de Coragem: Eu Defendo Políticas Públicas para as Mulheres”, capitaneada pela ONG Diaconia.

O lançamento aconteceu na sede da entidade, precedido pela “Roda de Diálogo – Mulheres e Políticas Públicas”, com a participação da deputada estadual Tereza Leitão e da Secretária Executiva da Mulher e dos Direitos Humanos da Prefeitura de Olinda, Eliane Cavalcanti.

Segundo a coordenadora da Diaconia na Região Metropolitana do Recife (RMR), Gleizy Gueiros, o novo Fórum é uma articulação apartidária de mulheres que tem por finalidade refletir sobre possibilidades de superação de injustiças de gênero, partilhar iniciativas de promoção de justiça, formar politicamente e biblicamente e incidir em políticas públicas para mulheres.

“É fruto de um trabalho de mobilização a partir de processos sociopolíticos e educativos, vivenciados por mulheres de diferentes comunidades que professam a fé cristã. Ele surge da necessidade de criar um espaço específico que favoreça o diálogo entre mulheres cristãs e os diferentes contextos que envolvem políticas públicas para mulheres”, explicou, acrescentando que o Fórum reunirá mulheres cristãs de igrejas, coletivos, grupos, redes e ministérios que estejam comprometidas e empenhadas com a defesa e promoção do direito de mulheres.

Eu Sou Uma Mulher de Coragem

Esta é a quarta edição da Campanha que, em anos anteriores, teve como foco principal o incentivo à denúncia e o enfrentamento dos casos de violência contra a mulher. Desta vez, a proposta é despertar e encorajar mulheres de diferentes comunidades de fé para os processos que envolvem a construção e o monitoramento de políticas públicas para mulheres. Durante todo o mês de março, foram realizadas atividades como palestras e distribuição de material informativo em igrejas e espaços públicos, rodas de diálogos, seminários, oficinas e exposição itinerante sobre a temática da violência doméstica. As ações aconteceram na RMR, no Sertão do Pajeú (PE), em Fortaleza (CE) e no Alto Oeste Potiguar.

Fonte: Renas/Diaconia
Imagem: Reprodução

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A Diaconia, organização não-governamental de inspiração cristã, plenamente comprometida com a defesa de direitos e o empoderamento das populações mais pobres do Brasil, particularmente no Nordeste, diante do atual cenário político, econômico e social em que vivemos, declara sua confiança na prevalência do Estado democrático de direito com todas as repercussões necessárias ao exercício da cidadania e da justiça pessoal e coletiva.

Cabe-nos declarar que a vontade soberana popular deve ser respeitada dentro dos balizadores do ordenamento jurídico brasileiro, sem que por quaisquer justificativas, sejam atropeladas a Constituição e as instâncias decisórias que regem o país. Interesses partidários, particulares, empresariais e/ou ideológicos não devem pautar a condução de processos tão amplos e complexos como estes que nos cercam. O personalismo surge, neste contexto, como uma das maiores armadilhas para implementação da justiça, salvaguardados todos os prazos e direitos à defesa dos acusados.

Ressaltamos especial preocupação com a participação midiática neste cenário, pois ao nosso ver, diferentes atores têm utilizado técnicas e estratégias que pouco auxiliam no processo de elaboração de uma consciência coletiva saudável. Informações seletivas, reportagens tendenciosas e opiniões de "especialistas", em geral, têm conduzido nossa população à desinformação, ao acirramento de posições, quando não ao surgimento de expressões de intolerância, radicalizações e violências, marcas características de conflitos sociais.

Aguardamos pela presença da sabedoria, da prudência e da firmeza na condução desta situação que atinge os poderes da República, onde diferentes atores encontram-se comprometidos com a correção, mas tantos outros praticam descaminhos e malfeitos. É necessário que estejamos atentos aos interesses que permanecem encobertos em situações como estas, bem como aos sujeitos e às instituições que integram movimentos para impedir a continuidade do atual governo.

Cremos que o Reino de Deus se faz presente através da prática da justiça, do diálogo e da paz. Renovamos nossa confiança na democracia e na capacidade que esta possui para resolver conflitos e desafios que tanto afligem a sociedade, especialmente os mais pobres.

A Diaconia, por fim, reafirma seu compromisso com a verdade e a vida para todos e todas!

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“A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, pacífica, humilde,
compreensiva, cheia de misericórdia e bons frutos, sem discriminações e sem hipocrisia.
Na verdade um fruto de justiça é semeado na paz, para aqueles que trabalham pela paz.”
(Tiago 3:17-18)

Irmãs e irmãos, cidadãs e cidadãos deste país que também dá nome a nossa Igreja, viemos por meio desta reafirmar aquilo que já manifestamos no documento intitulado “EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA JUSTIÇA SOCIAL E CONTRA O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF”, publicado em 10 de Dezembro de 2015, onde expressamos nosso entendimento que o processo de impeachment é movido por líderes políticos, muitos deles tornados réus em “processos de corrupção (…) e conhecidos defensores de setores empresariais que historicamente têm se beneficiado com o uso do dinheiro público”.

As igrejas históricas, que não tem nenhum envolvimento direto com este ou qualquer outro governo e que não possuem bancadas, têm se manifestado no mesmo sentido. Estas igrejas reafirmam a defesa do devido processo legal e dos procedimentos institucionais da democracia. Não defendem, portanto, um partido ou liderança política em particular, mas conquistas sociais e econômicas que reduziram vergonhosos índices de miséria extrema e possibilitaram acesso à moradia, educação e saúde a milhões de pessoas totalmente excluídas destes direitos inalienáveis da pessoa humana.

O Conselho Nacional de Igreja Cristãs (CONIC)- que inclui as igrejas Católica Apostólica Romana, Confissão Luterana no Brasil, Presbiteriana Unida, Sirian Ortodoxa e a nossa IEAB- divulgou o “Manifesto de Religiosas e Religiosos em defesa da democracia”, endossado por pessoas de diferentes religiões, para além da fé cristã, no qual se afirma que “não concordamos com a judicialização da política, com a partidarização da justiça e com a espetacularização de ações judiciais. Essas são práticas que contribuem para o descrédito das instituições e o acirramento de posições polarizadas, o que leva a população brasileira a desacreditar na justiça. Optamos por manter o respeito a quem pensa diferente. Defendemos o direito ao pluralismo democrático e ao contraditório. Sejamos fiéis ao diálogo sincero, mesmo com quem tem posições políticas contrárias às nossas”.

Nosso Bispo Primaz, Dom Francisco de Assis da Silva, no mesmo contexto, reafirma que:

“[...] as investigações de corrupção cometidas por agentes do Estado em todos os poderes em conluio com segmentos empresariais são um atentado contra o povo e devem ser enfrentados com a lei é somente dentro dela. São legítimas somente quando existam provas concretas e quando garantem o direito à ampla defesa. Interesses corporativos de órgãos da grande mídia não podem e não devem ser ideologicamente seletivos e nem condenar a priori ninguém por causa de seu perfil ideológico”.

Além de assumir integralmente as declarações citadas acima, queremos, em atenção a nossa tarefa pastoral e evangélica, não apenas para as pessoas que frequentam nossa igreja, mas para toda a sociedade brasileira, manifestar:

1. Que a forma com vem sendo conduzido o processo de impeachment mostra claros vícios antidemocráticos, não tipificando crime de responsabilidade conforme a legislação vigente e escondendo a verdadeira intencionalidade de impedir a continuidade e avanços de conquistas sociais que mudaram a vida de milhões de pessoas brasileiras nos últimos anos;

2. Que, para o bem da sociedade e da cidadania brasileiras, o combate à corrupção em todos os níveis deve continuar, e que, além de fortalecer-se como política de Estado, jamais partidária, defendemos uma ampla reforma do sistema político-eleitoral no Brasil, através de um Plebiscito Constituinte – em conformidade com movimentos e organizações populares – que, entre outras medidas, determine o financiamento público de campanhas, eliminando o abuso e comprometimento de pessoas eleitas com interesses empresariais ou quaisquer outros que não sejam o bem-estar de nosso povo e,

3. Que, como foi recomendado na nota de nosso Bispo Primaz, naquilo que tivermos diferentes entendimentos políticos, busquemos “que se respeite a livre manifestação do pensamento dentro de padrões que não contemplem o ódio e a violência contra pessoas e grupos”. Pois estas formas de intolerância impossibilitam o convívio democrático que buscamos na construção da paz e da justiça em nosso país.

Entendemos que é nossa tarefa pastoral e profética, levantar a nossa voz, como parte da Igreja de Cristo, em favor da justiça, da verdade e da paz, seguindo o que nos recomenda a Carta de Tiago, “um fruto de justiça é semeado na paz, para aqueles que trabalham pela paz” e fazendo eco ao Salmo 85:10: “a misericórdia e a verdade encontraram-se; a justiça e a paz se beijaram”. Sendo assim, exortamos a todas as pessoas de boa vontade para que trabalhem na preservação dos valores democráticos da sociedade brasileira.

São Paulo, 31 de março de 2016

Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental
Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba
Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia
Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia
Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas
Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo
Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional
Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil se uniram para lançar um manifesto em defesa do Brasil.

O texto pede que "as entidades da sociedade civil se unam pela superação da intolerância e pela busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país" e que "os atores da cena política procurem o entendimento para consolidar a luta contra a corrupção".

Leia a íntegra:

NA BUSCA DA JUSTIÇA E DA PAZ

A sociedade brasileira passa por um momento de grave crise institucional, provocada por uma polarização política em crescente radicalização.

Esse sentimento que atinge hoje grandes segmentos da população apresenta, infelizmente, reações carregadas de intolerância e agressividade, dividindo brasileiros e brasileiras e gerando o risco de uma preocupante escalada da violência, em prejuízo de toda a nação.

Neste momento, urge que os atores da cena política procurem o entendimento para consolidar a luta contra a corrupção, sempre de acordo com a institucionalidade democrática.

A unidade nacional não pode sofrer divisões insuperáveis. Por isso, é necessário que as entidades da sociedade civil se unam pela superação da intolerância e pela busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil formulam veemente e fraterno apelo à inteira sociedade brasileira e suas instituições para se engajarem, de forma decidida, na incansável luta pela Justiça e pela Paz, para a construção de um país, casa comum de brasileiros e brasileiras e daqueles que adotaram esta terra como seu lar.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB

Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho - Anamatra

Associação dos Juízes Federais do Brasil - Ajufe

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério da Justiça, o Ministério Público Federal e o Instituto dos Advogados Brasileiros assinaram, na manhã desta sexta-feira, 1º de abril, Conclamação Dirigida ao Povo Brasileiro, na qual exortam a busca permanente de solução pacífica para a crise.

No texto, as entidades conclamam "todos os cidadãos e cidadãs, comunidades, partidos políticos e entidades da sociedade civil organizada a fazer sua parte e cooperar para este mesmo fim, adotando, em suas manifestações, a busca permanente de soluções pacíficas e o repúdio a qualquer forma de violência, convictos de que a força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem-sucedida do que as ideias de força”.

Assinam a conclamação o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner; o ministro da justiça, Dr. Eugênio Aragão; o procurador federal, Dr. Aurélio Veiga dos Rios; e o representante do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dr. Técio Lins e Silva.

O evento foi realizado na sede da CNBB, em Brasília, com presença de representantes da sociedade civil, pastorais, movimentos e organismos.

Confira a íntegra da Conclamação:

Conclamação ao Povo Brasileiro

Reunidos, por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, Ministério da Justiça, Ministério Público Federal, Instituto dos Advogados Brasileiros,

Considerando as graves dificuldades institucionais, econômicas e sociais da atual conjuntura nacional, que geram inquietação e incertezas quanto ao futuro;

Considerando que nenhuma crise, por mais séria que seja, pode ter adequada solução fora dos cânones constitucionais e legais em decorrência do primado do Direito;

Considerando que as divergências naturais, numa sociedade plural, não devem ser resolvidas, senão preservando-se o respeito mútuo, em virtude da dignidade da pessoa humana;

Considerando que, em disputas políticas, necessariamente haverá aqueles que obtêm sucesso e aqueles que não alcançam seus objetivos;

Considerando que, nestes casos, o êxito não pode significar o aniquilamento do opositor, nem o insucesso pode autorizar a desqualificação do procedimento;

Considerando que, sejam quais forem os grupos políticos, suas convicções e valores não devem ser colocados acima dos interesses gerais do bem comum do Estado, que tem o dever de priorizar os grupos mais vulneráveis da população;

Considerando, por fim, que às entidades subscritas cabe desenvolver o seu mais ingente esforço para assegurar a prevalência das garantias constitucionais, norteadas por nossa Carta Cidadã de 1988 no artigo 3º:

Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I. construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II. garantir o desenvolvimento nacional;

III. erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV. promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Conclamam todos os cidadãos e cidadãs, comunidades, partidos políticos e entidades da sociedade civil organizada, a fazer sua parte e cooperar para este mesmo fim, adotando, em suas manifestações, a busca permanente de soluções pacíficas e o repúdio a qualquer forma de violência, convictos de que a força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem sucedida do que as ideias de força.

Se assim o fizermos, a História celebrará a maturidade, o equilíbrio e a racionalidade de nossa geração que terá sabido evitar a conflagração, que somente divide e não constrói, fazendo emergir dos presentes desafios, ainda mais fortalecidas, as Instituições, a República e a Democracia.

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Dr. Eugênio Aragão
Ministério da Justiça

Dr. Aurélio Veiga dos Rios
Ministério Público Federal

Dr. Técio Lins e Silva
Instituto dos Advogados Brasileiros

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Será realizada, nos dias 15 e 16 de abril, em São Paulo, a segunda edição da oficina “Imigrantes e refugiados: desafios da Casa Comum”. O evento, que conta com a organização do CONIC e a promoção do Fórum Ecumênico ACT-Brasil, objetiva sensibilizar igrejas e organizações de diferentes tradições religiosas para a situação dos imigrantes e refugiados. Além disso, busca fortalecer a rede de acolhida, criando espaços de escuta e diálogo com os imigrantes e, ainda, fortalecer a ação de incidência pública com o objetivo de denunciar a violação de direitos.

Para mais informações, confira o folder (abaixo).

Se preferir, clique aqui e confira a PROGRAMAÇÃO (clique para acessar) desse evento.

INSCRIÇÕES

As inscrições podem ser encaminhadas para o e-mail conic@conic.org.br, com as seguintes informações:

1) Nome Completo; 
2) Igreja/Tradição Religiosa; 
3) Idade; 
4) Se precisa de hospedagem (sim ou não).

Em caso de dúvidas, ligue: (61) 3321-4034

EVENTO ANTERIOR

Nos dias 8 e 9 de dezembro de 2015, São Paulo foi sede da mesma oficina. Essa primeira edição foi importante, pois reuniu organizações que já desenvolvem trabalhos com o tema migração e refúgio, além de representações de igrejas que, todavia, não desenvolvem ações pastorais em torno desse tema. Percebeu-se, na ocasião, a relevância e urgência de se buscar aproximação entre as comunidades locais e as organizações que trabalham com migrantes e refugiados.

Desse diagnóstico, surgiu o indicativo dos e das participantes de se realizar uma nova oficina – esta que está sendo anunciada acima –, que deveria reunir um número maior de representações de igrejas. O objetivo é a organização de uma rede ecumênica de apoio aos migrantes e refugiados.

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A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) orientou a celebração realizada no Centro de Eventos Rodeio 12, em Rodeio (SC), hoje, dia 29 de março, no primeiro dia da Assembleia da Fundação Luterana de Diaconia (FLD). O culto teve a participação de ministras e ministros do Sínodo Norte Catarinense/Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), que promove encontro no mesmo local. A CFE é uma iniciativa da CNBB, com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). A IECLB faz parte da comissão da campanha, por intermédio do CONIC, com outras igrejas, organizações e entidades.

A partir do tema escolhido para a CFE, "Casa comum, nossa responsabilidade", e o lema "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Amós 5.24), o pastor sinodal do Sínodo Norte Catarinense, Inácio Lemke, fez a pregação.Ele lembrou que o tema e lema 2016 da IECLB têm um vínculo muito forte com a CFE: "Pela graça de Deus, livres para cuidar", e o lema: "Buscai o bem e não o mal, também com base em Amós (Amós 5.14a). “Queremos ver a justiça brotar, mas ainda existe lugar para justiça hoje em dia?”, perguntou. “Só a nossa geração já desperdiçou e destruiu tantas coisas, plantas, frutas, sementes crioulas”, disse.

No entanto, não se deve perder a esperança. “Precisamos caminhar com um mesmo pensamento, de cuidado, de olhar à volta, de ter qualidade de vida, mas não à custa da natureza e das pessoas”.

O pastor sinodal também reforçou o dever de ministras e ministros da IECLB, conselheiras e conselheiros da FLD e pessoas convidadas para a assembleia a atuarem como lideranças. “Nosso papel é questionar e se posicionar de forma crítica, desafiando nossas comunidades a olhar e também se responsabilizar pela transformação de uma realidade de injustiça.”

Participaram da condução do culto a presidenta da Diretoria da FLD, diácona Valmi Becker, o vogal da Diretoria da FLD, pastor Siegmund Berger, a secretária executiva da FLD, pastora Cibele Kuss, e o pastor vice-sinodal do Sínodo Norte Catarinente pastor Marcos Aurélio de Oliveira.

Campanha ecumênica

A primeira campanha da fraternidade ecumênica foi realizada em 2000, com o tema Dignidade Humana e Paz e lema "Novo milênio sem exclusões". A segunda, em 2005, teve como tema Solidariedade e Paz e lema "Felizes os que promovem a paz". A campanha de 2010 tratou de Economia e Vida, a partir do lema "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro".

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Fonte: FLD
Foto: Reprodução

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Cerca de 300 religiosos de diversas tradições se reuniram na última quarta-feira, 30, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), para um ato em defesa da democracia. O movimento quer contribuir para o diálogo como forma de superar a crise que, como destacam seus representantes, não é só brasileira atingindo a vários países da América Latina. Os religiosos criticam também a judicialização da política e a partidarização da justiça em nosso país, afirmando que estas só têm feito acirrar a polarização.

O ato inter-religioso programado para acontecer no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, acabou sendo transferido para a Plenária 10 porque, a princípio, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entendeu que o encontro seria para uma vigília que ocuparia o local por tempo indeterminado. Mesmo com o engano, o ato teve de acontecer num lugar diferente do que havia sido definido.

Ao lado da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB e do Comitê pró-democracia no Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) foi uma das entidades responsáveis por organizar o ato. A secretária geral da instituição, pastora Romi Bencke avaliou o evento como um grande sucesso, principalmente pela variedade expressões religiosas. “A presença de uma diversidade religiosa significativa foi o grande destaque. Estiveram representantes de tradições indígenas, africanas, budistas, cristãs. Todas elas em apoio a democracia. A tônica nas falas das lideranças era a seguinte: somente a democracia possibilita a coexistência entre as religiões”, comentou.

“O momento também foi oportuno para criticarmos a intolerância religiosa que afeta, de maneira especial, as tradições religiosas de matriz africana e indígena. Aproveitamos, ainda, para ler o Manifesto de Religiosas e Religiosos em Defesa da Democracia”, completou Romi.

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Compareceram também parlamentares como Érika Kokay (PT-DF), Benedita da Silva (PT-RJ), Chico Alencar e Jean Willys (PSOL-RJ), além de representantes do Sindicato dos Petroleiros e do Movimento dos Sem Terra. Durante o evento, liturgias, canções que contam um pouco da história da resistência a todo tipo de autoritarismo e bênçãos.

A irmã Sueli Bellato, da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, descreveu o ato como uma grande festa que remeteu a outros momentos históricos nos quais a luta pela democracia ocupou o primeiro lugar na agenda de diferentes segmentos. “Algo que as religiões têm de muito importante é isso, essa prática de celebrar a fé. Esse ato envolvendo um leque amplo de manifestações da religiosidade mostrou o que deve prevalecer: o diálogo, a paz e a justiça. Esses três elementos são básicos para a democracia. É ela que permite a diversidade, ao contrário dos regimes de exceção”, afirmou.

Ao fim do evento os religiosos fizeram a leitura de uma carta da presidente Dilma Rousseff. O documento afirma que “a ruptura da democracia corrói as bases sobre as quais os seres humanos constroem formas pacíficas de convivência e respeito mútuo”. O grupo que realizou o ato segue mobilizado coletando assinaturas de religiosos em defesa da democracia em uma petição online a ser entregue aos parlamentares.

Confira, neste link, uma outra lista de assinaturas (que se somam à petição online).

Clicando aqui, você também acessa a petição feita via Google.docs.

Com informações de koinonia.org.br
Fotos: Tatiane dos Santos Duarte

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