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O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou dois agentes da repressão pela tortura do Frei Tito de Alencar Lima durante o regime militar brasileiro. Homero César Machado, à época capitão de artilharia do Exército, e Maurício Lopes Lima, então capitão de infantaria, chefiavam equipes de interrogatório na chamada Operação Bandeirante (Oban), posteriormente transformada no DOI-CODI do II Exército. Além de serem responsáveis por emitir as ordens aos demais agentes da unidade, ambos participaram diretamente das sessões de tortura a que foi submetida a vítima.

Frei Tito havia sido preso em novembro de 1969, em uma operação realizada pela Polícia de São Paulo contra religiosos dominicanos acusados de apoiarem Carlos Marighella, da Ação Libertadora Nacional (ALN). Após ser mantido no Deops/SP e no Presídio Tiradentes, ele foi levado para a Oban, onde permaneceu de 17 a 27 de fevereiro de 1970. Durante esse período, o religioso foi vítima de vários tipos de suplícios físicos e psicológicos para que fornecesse informações sobre membros do clero católico que se solidarizavam com opositores políticos do regime militar.

TORTURAS

Os documentos e depoimentos que embasam a denúncia do MPF mostram que Frei Tito foi colocado no “pau de arara”, instrumento de tortura que provoca fortes dores em todo o corpo, podendo causar deformações na espinha e nos membros superiores e inferiores. Ele recebeu choques elétricos e inúmeras pancadas na cabeça e pelo corpo. Também sofreu queimaduras com pontas de cigarros e foi golpeado com uma palmatória até que suas mãos ficassem roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Segundo relato do próprio preso à época, o denunciado Maurício Lima, ao levá-lo para a Oban, afirmara que ele conheceria “a sucursal do inferno”.

As sessões de tortura culminaram numa tentativa de suicídio da vítima e seu retorno ao Presídio Tiradentes. Em janeiro de 1971, Frei Tito foi banido do Brasil após ser incluído entre os presos políticos que deveriam ser soltos em troca do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucker, sequestrado por opositores da ditadura. Depois de passar pelo Chile e pela Itália, o religioso se estabeleceu na França, onde, mesmo contando com assistência psiquiátrica, não resistiu às sequelas deixadas pelas torturas e enforcou-se numa árvore, em setembro de 1974, aos 31 anos.

CRIMES

Os dois agentes da repressão responsáveis pelas crueldades foram denunciados por crime de lesão corporal grave, resultante em perigo de vida, conforme previsto no artigo 29, § 1º, inciso II, do Código Penal. Os procuradores da República Ana Leticia Absy e Anderson Vagner Gois dos Santos, autores da denúncia, requerem ainda o reconhecimento das circunstâncias agravantes, como emprego de tortura e outros meios cruéis, abuso de poder e o fato de a vítima estar sob a imediata proteção das autoridades. O MPF também pede que os envolvidos tenham as aposentadorias canceladas e, caso condenados, percam as medalhas e condecorações obtidas.

Por terem sido cometidos em contexto de ataque sistemático e generalizado à população, em razão da ditadura militar brasileira, o delito denunciado se qualifica como crime contra a humanidade, sendo portanto, imprescritível e impassível de anistia. Leia a íntegra da denúncia. O número do processo é 0001208-22.2016.4.03.6181. Para consultar a tramitação, acesse www.jfsp.jus.br/foruns-federais

Fonte: Portal da PRSP
Foto: memoriasdaditadura.org.br

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FGM Uganda

Cerca de 200 milhões de crianças e mulheres foram vítimas de mutilações genitais no mundo, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Em países como Somália, Guiné e Djibuti, na África, até 98% das mulheres sofreram excisão, como é chamada a extirpação do clitóris.

Um dado preocupante do relatório é que o índice de mutilações está subindo na Libéria, em Burkina Faso e no Quênia. O objetivo da entidade da ONU é acabar com essa prática até 2030. O tema foi incluído nos objetivos de desenvolvimento das Nações Unidas para os próximos 15 anos, adotado por 193 países em setembro de 2015.

Entre as vítimas, 44 milhões são meninas com 14 anos ou menos. Na maioria dos 30 países que realizam excisão infantil, a mutilação aconteceu antes dos cinco anos da criança.

“Em lugares como Somália, Guiné e Djibuti, essa prática atinge quase todas as mulheres”, destacou Claudia Cappa, diretora do estudo. O índice de mutilação das mulheres nestes países é de 98%, 97% e 93%, respectivamente.

Avanços lentos contra a mutilação feminina

“Nós precisamos apoiar os esforços locais para acabar com essa prática”, frisou Cappa. Desde 2008, mais de 15 mil comunidades abandonaram as mutilações genitais femininas, das quais 2 mil só no ano passado. Cinco países adotaram leis que criminalizam o ato: Quênia, Uganda, Guiné Bissau e, mais recentemente, Nigéria e Gâmbia.

Os dados foram divulgados na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Excisão, 6 de fevereiro. O número de vítimas subiu 70 milhões, em relação às estimativas feitas em 2014, no relatório anterior da Unicef.

Traumas da excisão ficam para o resto da vida

“Esse é o combate da minha vida”, resume a maliana Madina Bocoum Daff, 60 anos, que há muitos anos luta para acabar com a prática. Mutilada na infância, ela afirma que as consequências físicas e psicológicas desse costume tradicional nos países africanos ficam para o resto da vida das mulheres.

A hoje coordenadora do programa de luta contra a excisão da ONG Plan International não lembra com que idade foi mutilada. Antigamente, o ritual acontecia na puberdade das meninas.

Foto: Reuters/James Akena
Madina relata ter sido vítima do pior tipo de excisão, a que além de extirpar os órgãos femininos externos, também costura a abertura vaginal para deixá-la mais estreita. Por isso, no casamento, as jovens devem passar por uma segunda mutilação para reabrir o órgão - uma intervenção que, com frequência, é feita a faca, sem anestesia e em péssimas condições de higiene.

“É um choque, uma dor que a gente guarda para toda a vida”, sublinha Madina, lembrando que, em cada um dos seis partos, voltou a sentir dores ainda mais insuportáveis. Entre outras complicações possíveis, a excisão também provoca incontinência urinária nas vítimas.

Com informações da AFP
Foto: Reuters/James Akena

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A construção de barragens no Brasil é marcada por um cenário de violações de Direitos Humanos, destruição ambiental e corrupção. O governo Brasileiro pretende construir na bacia do Tapajós, no Pará, até 9 usinas hidroelétricas. A de São Luiz do Tapajós, em fase de “licenciamento”, inundará unidades de conservação ambiental e parte dos Parques Nacionais da Amazônia e do Jamanxim, das Florestas Nacionais Itaituba I e II. Isso causará grandes danos ecológicos e afetará a biodiversidade. Também inundará terras indígenas afetando diretamente seu modo de vida, e comunidades tradicionais ribeirinhas que vivem na região desde 1.850.

Neste empreendimento, o Governo brasileiro está violando - entre outras coisas - tratados internacionais e a nossa Constituição por não realizar uma Consulta Prévia, Livre e Informada aos indígenas e ribeirinhos, como exige a Convenção 169 da OIT e a Constituição Brasileira no seu art. 231 § 3º. Por tudo isso, em defesa da VIDA, da ECOLOGIA e da BIODIVERSIDADE, DIGA NÃO às Hidroelétricas no Tapajós e à destruição da Amazônia. Apóie os indígenas Munduruku e ribeirinhos em suas lutas assinando este abaixo-assinado, que será enviado ao Governo Brasileiro, ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional, à ONU, à OEA, à União Europeia e outras Instituições.

A petição:

CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca.” (Am 5.24)

A responsabilidade com a Casa Comum desafia a busca por alternativas sustentáveis para a geração de energia. É por isso que, nessa Quaresma, no contexto da Campanha da Fraternidade Ecumênica, nos mobilizamos pelos Direitos dos Povos do Tapajós e dizemos “Não à Barragem no Tapajós”

A construção de barragens no Brasil, na maioria das vezes, não prevê a consulta à população local e políticas de saneamento básico. Ao contrário, gera grande impacto ambiental, desrespeita os direitos humanos e aumenta os índices de violência. Em alguns casos a construção de barragens envolve esquemas de corrupção.

O governo brasileiro pretende construir na bacia do Tapajós, no Pará, até 9 usinas hidroelétricas. A de São Luiz do Tapajós, em fase de “licenciamento”, inundará unidades de conservação ambiental e parte dos Parques Nacionais da Amazônia e do Jamanxim, das Florestas Nacionais Itaituba I e II. Isso causará grandes danos ecológicos e afetará a biodiversidade. Também inundará terras indígenas afetando diretamente seu modo de vida, e comunidades tradicionais ribeirinhas que vivem na região desde 1.850. Neste empreendimento, o Governo brasileiro está violando – entre outras coisas - tratados internacionais e a nossa Constituição por não realizar uma Consulta Prévia, Livre e Informada aos indígenas e ribeirinhos, como exige a Convenção 169 da OIT e a Constituição Brasileira no seu art. 231§ 3º.

Por tudo isso, em defesa da Casa Comum e assumindo a responsabilidade pelo lugar em que habitamos, DIZEMOS NÃO às Hidroelétricas no Tapajós e à destruição da Amazônia. Participe você também. Apóie os indígenas Munduruku e ribeirinhos em suas lutas assinando este abaixo-assinado, que será enviado ao Governo Brasileiro, ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional, à ONU, à OEA, à União Européia e outras Instituições.

Clique aqui para ASSINAR a petição!

Foto: Pierre Lesage/CC

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Os “frutos e compromissos Ecumênicos” nos dias atuais foi a temática do debate do Simpósio organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter Religioso entre os dias 29 a 31 de janeiro, na Casa de Formação Sagrada Família, em São Paulo, SP. O encontro contou com a presença de 60 participantes entre bispos, pastores e pastoras, padres, leigos e leigas envolvidos com o trabalho ecumênico no Brasil. O evento integrou a preparação para a Celebração dos 500 anos da Reforma. O encontro propôs fortalecer a cooperação ecumênica das Igrejas no Brasil.

No debate A caminhada Ecumênica Católico-Luterana e os temas centrais do documento ‘Do conflito à Comunhão’; o pastor Dr. Romeu Ruben Martini, assessor teológico da Presidência da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), ressaltou que é necessário “perceber e reconhecer o quanto já temos e foi identificado que temos em comum, como por exemplo, à justificação por graça e fé. O documento nos ajuda a entendermos o quanto nós temos possibilidades de caminhar e de dar um testemunho do Evangelho especialmente nas condições do sofrimento humano”.

O Padre Dr. Érico Hammes, professor da PUC RS expôs considerações frente a “A recepção e vivência efetiva da proposta do Documento ‘Do conflito à Comunhão’ onde se enfatiza que não há limites para o Sopro do Espírito. É pela diversidade que também reconhecemos o quanto ilimitado pode ser a manifestação do sagrado, de Deus e da nossa responsabilidade cristã no mundo.

Frente às vésperas da Campanha da Fraternidade Ecumênica o painel “Ver nossa Casa Comum, iluminar com a palavra de Deus e viver a Campanha da Fraternidade”, coordenado pela pastora Drª Romi Bencke, da IECLB r Secretária Geral do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) indagou sobre o sentido atual da missão das igrejas e pontuou desafios concretos de que a fé possa se expressar em ações de cuidado e responsabilidade com o planeta.

Para o assessor da Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter Religioso, CNBB, Padre Marcus Barbosa “o Simpósio Ecumênico oferecido pela comissão, além de oferecer novos conteúdos para nossa formação, é um espaço privilegiado para conhecimento, convivência e articulação de muitos cristãos e cristãs e irmãos de nossas Igrejas e regionais da CNBB envolvidas com a causa da Unidade Cristã”.

O encontro foi permeado por momentos intensos de espiritualidade e fraternidade entre os participantes impulsionando novos horizontes para a caminhada ecumênica no Brasil.

Texto: Edoarda S. Scherer

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A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2016 será lançada, oficialmente, no dia 10 de fevereiro. O tema da Campanha é “Casa Comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Am 5.24)

O objetivo chamar atenção para a questão do direito ao saneamento básico para todas as pessoas, buscando fortalecer o empenho, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum, ou seja, do planeta Terra.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica é realizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e assumida pelas igrejas-membro: Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e Sírian Ortodoxa de Antioquia. Além dessas igrejas, estão integradas à Campanha a Aliança de Batistas do Brasil, Visão Mundial e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP).

Este ano, a CFE terá dimensão internacional, pois será realizada em parceria com a Misereor - entidade da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.

SERVIÇO

Coletiva de Imprensa: CNBB
- Endereço: SES 801, conjunto B – sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Horário: 10h45

Audiência com a Presidência da República
Horário: 15h00

Celebração Ecumênica: Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília
- Endereço: EQS 405/406, Asa Sul.
Horário: 20h00

Mais informações pelo 61-3321-4034.

CONTEXTUALIZAÇÃO

O Brasil é um dos países com o índice mais alto de pessoas que não possuem banheiro com quase 7,2 milhões de habitantes, de acordo com o Progress on Sanitation and Drinking-Water, 2014. Cerca de 35 milhões de pessoas não contam com água tratada em casa e quase 100 milhões estão excluídas do serviço de coleta de esgotos, como aponta publicação, de 2015, do Instituto Trata Brasil.

Ainda de acordo com o Trata Brasil, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Contudo, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões. A soma do volume de água perdida por ano nos sistemas de distribuição das cidades daria para encher seis sistemas Cantareira. Eis o porquê de se falar desse assunto, uma vez que afeta a saúde pública, a dignidade humana, a sustentabilidade do planeta e, também, a economia.

SPOTS PARA TV E RÁDIO

Para baixar materiais relacionados à CFE, acesse: www.conic.org.br/portal/cf-ecumenica

Clique aqui para ver o vídeo de lançamento da CFE.

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A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016 será, pela primeira vez, realizada com alcance internacional, ou seja, ultrapassará as fronteiras nacionais. Isso se deve à parceria construída com a Misereor, entidade episcopal da Igreja Católica na Alemanha que trabalha, diuturnamente, na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.

Também somam esforços na CFE a Igreja Católica (CNBB), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Presbiteriana Unida (IPU), Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil.

Juventudes em ação!

Com o objetivo de mobilizar as juventudes brasileira e alemã, os organizadores da Campanha estão propondo a realização de duas ações.

A primeira é um concurso de musica sobre o tema da Campanha "Casa Comum, nossa responsabilidade". Para participar, as pessoas interessadas deverão compor uma música, focando o tema "Direito e Justiça". Importante: o ritmo musical é livre, no entanto, a composição deverá ser inédita e gravada numa produção caseira e amadora, que deverá ser enviada aos organizadores nesse link.

Das músicas recebidas, serão escolhidas, por um júri especial, cinco músicas da Alemanha e cinco do Brasil. Os videoclipes selecionados serão premiados com a gravação de sua música em um estúdio profissional. Será criado um álbum com as dez canções vencedoras. O álbum poderá ser baixado em plataformas online comuns.

A segunda ação conjunta entre as juventudes é um concurso de fotografias sobre o tema "Direito e Justiça". A proposta é que jovens registrem fotograficamente quais direitos são importantes para que crianças, adolescentes e jovens tenham vida digna. Importante: orientar-se na Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, disponível em https://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf. As fotografias podem ser carregadas neste link.

Ao final, serão selecionadas três fotografias do Brasil e três da Alemanha. As fotografias selecionadas receberão uma cesta com produtos do Comércio Justo.

Veja aqui as condições para participar dos concursos de música e fotografia: www.jugendaktion.de/pt-br

Parceria

No Brasil, participam dessa ação: Rede Ecumênica da Juventude, Pastoral da Juventude, MJPOP e Rede Fale.

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Quatro imigrantes senegaleses participaram do culto da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) de São Sebastião do Caí (RS) no dia 24 de janeiro de 2016. Liderados por Cheikh Ka, eles participaram da liturgia, cantando, em dois momentos, músicas de louvor.

A comunidade luterana, assim como outras instituições, faz parte do Movimento de Solidariedade ao Imigrante de São Sebastião do Caí e cede suas instalações para aulas de português gratuitas.

“Foi um momento muito bacana”, disse a pastora Cristiane Petry. “O trabalho com os imigrantes tem sido uma experiência valiosa, também por ser uma atividade feita em conjunto por diferentes expressões de fé, empresas e o poder público”.

Além da cedência do espaço para as aulas de português, a comunidade arrecada itens de uso pessoal e doméstico – quem deseja ajudar, pode entregar as doações na sede da Igreja. Volumes maiores são coletados gratuitamente – o contato deve ser feito pelo fone (51) 3633-2106 ou (51) 8161-2961.

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Em 2016, a Semana de Oração pela Unidade Cristã será realizada entre os dias 8 e 15 de maio. Com o tema “Chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor”, em conformidade com a passagem de 1 Pedro 2:9, que diz: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

O material da SOUC 2016 foi preparado pela Letônia em uma Comissão composta, majoritariamente, por católicos, luteranos, ortodoxos e batistas. Posteriormente foi adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba.

Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios. No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro.

No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.

Em 2015, a Semana mobilizou igrejas em todos os estados do Brasil. Milhares de pessoas se mobilizaram para atender a um chamado do próprio Jesus: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam umem nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21). E para que a festividade desse ano seja ainda mais completa, é preciso que tod@s participem, a começar pelo Cartaz, que foi escolhido por meio de um Concurso. A seleção da arte vencedora será feita no dia 15 de fevereiro, na sede do CONIC.

Novas informações sobre a SOUC serão passadas oportunamente.

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O presidente do CONIC, dom Flávio Irala, que é bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) passou a integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, popularmente conhecido como ‘Conselhão’. O governo divulgou a lista completa dos 92 integrantes na última quinta-feira, 28.

O grupo inclui representações de diferentes organizações da sociedade civil e tem como uma das funções contribuir com sugestões que possam ser incorporadas em projetos que o governo pretende encaminhar, ainda no primeiro semestre, ao Congresso Nacional.

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A comemoração dos 400 anos de Belém ficou marcada pela intolerância religiosa, na manhã do dia 19 de janeiro de 2016. A avenida Marechal Hermes foi o cenário de confronto entre a resistência das populações tradicionais de matriz africana e o fundamentalismo religioso de pessoas que se identificavam cristãs. Numa caminhada que surgiu com o propósito de celebrar a frente de resistência d@s afro-religios@s contra a violência durante o quarto centenário da cidade e denunciar o assassinato de sacerdotes e integrantes das comunidades de terreiro, tornou-se também um momento de evidência não apenas histórica, mas daquilo que essas comunidades cotidianamente ainda sofrem: o racismo religioso.

De um lado, cantos e saudações a orixás e caboclos anunciavam o início do ato, enquanto, também nos arredores, integrantes da Igreja Assembleia de Deus se organizavam para o abraço de oração e gratidão, marcado para 11h00 naquele mesmo dia e local. Entretanto, com a saída da marcha no sentido do Ver-o-Peso, o incômodo começou tomar conta de um conjunto de pessoas que, apostos para o evento seguinte, acabaram se antecipando de forma avessa ao seu propósito inicial.

“Queima Senhor” e “tá amarrado” foram algumas das palavras dirigidas aos participantes da caminhada, em tom de escárnio, desmoralização da manifestação pacífica e demonização da fé alheia, numa atitude contraditória a um ato que tinha em comum o direito a vida para todos (Evangelho de João 10,10) por pessoas que se intitulando cristãs, talvez tenham esquecido que um dia também foram perseguidas por professarem sua fé ou queiram voltar com a Lex Talionis (do latim, Lei do Talião), isto é, do “olho por olho, dente por dente”.

É comum a imprensa brasileira evidenciar conflitos/guerras no oriente médio com raiz nas intrigas religiosas, mas pouco ou nada noticiar sobre episódios como este no cenário brasileiro, reforçando não apenas a invisibilidade de uma tradição, mas de um crime conforme a lei 9.459 de 13 de maio de 1997. E em meio a todo esse silêncio midiático, se tem naturalizado a perseguição aos cultos afro-religiosos e seus adeptos, nas diversas nuances da violência.

Do lobby da bancada “evangélica” no legislativo federal à ausência das tradições de matriz africana no calendário oficial da Prefeitura de Belém, ao lado de outras religiões que também participam da construção dessa cidade, nos provoca a pensar que tais exclusões e seletividades não são fatos desconectados da conjuntura do país, mas refletem uma postura política adotada por alguns grupos da sociedade, assim como setores e instâncias do poder público. Por isso, precisamos ficar muito atent@s, sobretudo no limiar das eleições municipais, para que esse fundamentalismo articulado não alimente o ódio com/entre as religiões e culturas, fragmentando ainda mais nosso povo.

Por isso, na contramão de uma “santa intolerância”, vale destacar que há iniciativas que realmente promovem o diálogo ecumênico entre igrejas cristãs como o Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs - CAIC, entre afro-religiosos como o Movimento Atitude Afro Pará e entre religiões diversas como o Comitê Inter-religioso do Estado do Pará – CIEPA precisam ser mais difusas e apoiadas. E mais do que isso, precisamos incorporar de forma pedagógica a postura da população tradicional de matriz africana presente na caminhada: seguir adiante com fé e resistência, abstraindo quando a coisa for menor que a causa, denunciando quando a vida for ameaçada e contribuindo com um outro mundo possível sempre e com muito axé!

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