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O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, externou preocupação em relação às atuais turbulências sociais e políticas no Brasil, exortando as igrejas cristãs e a todos os setores da sociedade brasileira “a defenderem os princípios democráticos, respeitarem os direitos humanos fundamentais e assegurarem a liberdade de expressão e opinião a todos".

Tveit sublinhou a necessidade de "respeito à dignidade humana e ao Estado de direito a fim de evitar o incitamento à violência através de discursos de ódio".

Ele também afirmou que "é importante que casos suspeitos de corrupção sejam totalmente investigados, respeitando os direitos constitucionais das pessoas sob investigação e que a sociedade brasileira e os atores políticos previnam o incitamento à violência e superem a crescente polarização e radicalização no país".

O CMI tem tido envolvimento significativo na abordagem de questões ligadas aos direitos humanos e à democracia no Brasil. Tveit acrescentou que "a futura estabilidade democrática no Brasil é muito importante para todos os grupos de cidadãos no país, mas também para a América Latina como um todo".

Tveit exortou às igrejas no Brasil a "orarem pelo país, promoverem o respeito ao Estado de direito e serem embaixadores da reconciliação em nome do Senhor Jesus Cristo"

Fonte: CMI
Foto: Reprodução

Obs.: o título foi adaptado

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) encaminhou ontem (22) mensagem à presidenta Dilma Rousseff, manifestando preocupação com os "acontecimentos políticos e judiciais que convulsionaram o Brasil nas últimas semanas" e reconhecendo os avanços sociais e políticos que o país conseguiu na última década. "Nos alarma ver a estabilidade democrática de sua pátria ameaçada", escreveu a secretária-executiva da entidade, Alicia Bárbena, destacando a vigência do Estado democrático de direito.

"A soberania popular, fonte única de legitimidade na democracia, entregou antes a Lula e depois a você, Presidenta Rousseff, um mandato constitucional que se traduz em governos comprometidos com a justiça e a igualdade", diz a mensagem, acrescentando que nunca na história do país tantas pessoas saíram da situação de fome, pobreza e desigualdade. Ainda segundo a Cepal, é significativo o fato de que os recentes governos brasileiros "reforçaram a nova arquitetura de integração de nossa região, da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) à Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)".

A Cepal diz reconhecer o esforço do Judiciário para "perseguir e punir a cultura de práticas corruptas que historicamente são a parte mais obscura do vínculo entre os interesses privados e as instituições do Estado". Mas acrescenta que a presidenta vem "apoiando permanentemente essa tarefa, com a valentia e honradez que é a marca de sua biografia, apoiando a criação de uma nova legislação mais exigente e de instituições investigativas mais fortes".

Por essa razão, a entidade se diz chocada com o fato de que, sem que haja provas, servindo-se de vazamentos e uma "ofensiva midiática" que condena de antemão, "se tente demolir sua imagem e seu legado, ao mesmo tempo em que se multiplicam os esforços por menosprezar a autoridade presidencial e interromper o mandato que os cidadãos entregaram nas urnas".

Para a entidade, os acontecimentos no Brasil mostram para a América Latina "os riscos e dificuldades a que nossa democracia ainda está exposta".

Fonte: RBA
Foto: Reprodução

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A ONG Diaconia marca o Dia Mundial da Água, celebrado nesta terça-feira (22), com o lançamento virtual da Revista Águas Sagradas. A publicação - disponível para download gratuito no site www.diaconia.org.br a partir das 13h - é uma ferramenta para apoiar educadores cristãos e igrejas na reflexão sobre os desafios ambientais que envolvem a segurança hídrica e a responsabilidade cristã no cuidado com o planeta.
 
A Águas Sagradas é fruto dos processos de mobilização e reflexão iniciados na I Semana da Água (SEMA) da Região Metropolitana do Recife (RMR), promovida pela Diaconia em 2015. As lições apresentadas ao longo de 40 páginas são assinadas pela Assessoria Político Pedagógica da Diaconia em parceria com educadores/as das igrejas Presbiteriana do Brasil, Evangélica Congregacional do Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Evangélica Menonita.
 
A primeira lição, intitulada “Água: Sinal da Bençãos e Renovação”, enfatiza a água como parte da criação e presente de Deus para a humanidade e demais criaturas. A segunda, “Água: Sinal de Transformações”, identifica e analisa os processos de transformação no meio ambiente relacionados com a água e a postura cristã nesse contexto.
 
A terceira, “Água que cura e alimenta”, estimula a igreja à reflexão sobre as diferentes interfaces que envolvem a questão da água na perspectiva econômica e social. Já a quarta, “Água, Sede de Justiça e Direito: Uma Abordagem Bíblica”, motiva e encoraja a igreja para o compromisso cristão na promoção da justiça de água.  Cada capítulo traz, ainda, sugestões de leituras diárias (passagens bíblicas) e textos de apoio, como a Declaração Ecumênica sobre Água como Direito Humano e Bem Público.
 
“A questão da água é um tema comum ao logo de toda a Bíblia e a Igreja, por seu potencial profético e transformador de realidades injustas, é um campo fértil de mobilização educativa e política, frente a um tempo de desafios de mudanças climáticas que vem provocando, entre outras coisas, a escassez de água”, afirmou a coordenadora da Diaconia na RMR, Gleizy Gueiros.
 
Outras informações: (81) 3221-0508 ou comunicacao@diaconia.org.br.
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Juristas contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff participaram, no Palácio do Planalto, de um ato em defesa da presidenta. O ato foi batizado pelos juristas de “Pela Legalidade e em Defesa da Democracia” e, dele, participam também advogados, promotores e defensores públicos contrários ao processo de impeachment. Na oportunidade, alguns juristas discursam em defesa do cumprimento da legalidade e das regras Constitucionais. O CONIC esteve representado pela secretária-geral, Romi Bencke, que entregou a Dilma uma Declaração em favor da Democracia e do Estado de Direito (clique aqui e leia o documento).
 
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Entre os participantes estava o diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti; o advogado criminalista, mestre e doutor em direito penal pela Universidade de São Paulo, Alberto Toron, e a integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Camila Gomes. Também estavam presentes o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
 
A reunião seguiu o modelo do encontro ocorrido em dezembro do ano passado, quando a Dilma recebeu cerca de 30 juristas contrários ao impeachment. Na ocasião, eles argumentaram serem contrários à abertura do processo de impeachment por não estarem presentes, no pedido recebido pelo deputado Eduardo Cunha, os requisitos constitucionais e legais necessários para configurar um eventual crime de responsabilidade cometido por Dilma. Na cerimônia de hoje, mais de uma centena de pessoas marcaram presença.
 
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Em um duro discurso contra a ruptura da democracia, Dilma denunciou que impeachment sem crime é golpe. “Que fique claro. Me sobram energia, disposição e respeito à democracia para fazer o enfrentamento necessário à conjuração contra a estabilidade democrática”, disse. “A Constituição é rasgada quando são gravadas e divulgadas conversas da presidente sem autorização do STF”, afirmou Dilma sobre o vazamento de conversas entre ela e o ex-presidente Lula na semana passada.
 
A presidenta também falou sobre as tentativas de se negar que o processo em curso seja um golpe contra a democracia. “Pode-se descrever um golpe de estado com muitos nomes, mas ele sempre será o que é: a ruptura da legalidade, atentado à democracia. Não importa se a arma do golpe é um fuzil, uma vingança ou a vontade política de alguns de chegar mais rápido ao poder”, explicou. “Esse tipo de sinônimo, esse tipo de uso inadequado de palavras é o mesmo que usavam contra nós na época da ditadura para dizer que não existia preso político, não existiam presos políticos no Brasil quando a gente vivia dentro das cadeias espalhadas por esse País a fora. Negar a realidade não me surpreende, por isso, o nome é um só, é golpe.”
 
O Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia é realizado em um “momento extremamente difícil de tensão da Constituição com a democracia”, avalia o professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília, Menelick de Carvalho Netto. Ele alerta que é necessário que se garanta o respeito à Constituição para a manutenção das conquistas democráticas.
 
Com informações do Blog do Planalto, Brasil 247 e Agência Brasil
Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR
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O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse, ao defender a continuação da operação “lava jato”, que nenhum magistrado está acima da lei que deve aplicar e da Constituição que dá garantias ao seu trabalho. Ele não cita nenhum juiz especificamente, mas diz que é “imperativo” o avanço das investigações.  
 
Na opinião dele, o Estado de Direito requer que todos sejam responsáveis e iguais perante a lei. “A democracia não pode ser vítima do oportunismo, mas deve ser sustentada pelo poder das ideias e da ética”, disse, na sexta-feira (18/3)
 
Ele defendeu também o mandato da presidente Dilma Rousseff e criticou as tentativas de tirá-la do cargo sem fundamento jurídico, como o processo de impeachment iniciado na Câmara. Para ele, o mandato deve ser garantido, de acordo com a Constituição e as leis, por todos os poderes do governo e todas as instituições do país. “Qualquer deterioração da sua autoridade deve ser evitada, de onde quer que venha”.
 
Na avaliação de Almagro, que diz ter “grande respeito” por Dilma, ela demonstra um claro compromisso com a transparência institucional e a defesa dos ganhos sociais alcançados pelo país. “Neste momento, a sua coragem e honestidade são ferramentas essenciais para a preservação e o fortalecimento do Estado de Direito”.
 
Fonte: Conjur
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Você na rua, de novo. Que interessante. Fazia tempo que não aparecia com toda a sua família. Se me lembro bem, a última vez foi em 1964, naquela "Marcha da família, com Deus, pela liberdade". É engraçado, mas não sabia que você tinha guardado até mesmo os cartazes daquela época: "Vai para Cuba", "Pela intervenção militar", "Pelo fim do comunismo". Acho que você deveria ao menos ter tentado modernizar um pouco e inventar algumas frases novas. Sei lá, algo do tipo: "Pela privatização do ar", "Menos leis trabalhistas para a empresa do meu pai".
 
Vi que seus amigos falaram que sua manifestação foi uma grande "festa da democracia", muito ordeira e sem polícia jogando bomba de gás lacrimogêneo. E eu que achava que festas da democracia normalmente não tinham cartazes pedindo golpe militar, ou seja, regimes que torturam, assassinam opositores, censuram e praticam terrorismo de Estado. Houve um tempo em que as pessoas acreditavam que lugar de gente que sai pedindo golpe militar não é na rua recebendo confete da imprensa, mas na cadeia por incitação ao crime. Mas é verdade que os tempos são outros.
 
Por sinal, eu queria aproveitar e parabenizar o pessoal que cuida da sua assessoria de imprensa. Realmente, trabalho profissional. Nunca vi uma manifestação tão anunciada com antecedência, um acontecimento tão preparado. Uma verdadeira notícia antes do fato. Depois de todo este trabalho, não tinha como dar errado.
 
Agora, se não se importar, tenho uma pequena sugestão. Você diz que sua manifestação é apartidária e contra a corrupção. Daí os pedidos de impeachment contra Dilma. Mas em uma manifestação com tanta gente contra a corrupção, fiquei procurando um cartazete sobre, por exemplo, a corrupção no metrô de São Paulo, com seus processos milionários correndo em tribunais europeus, ou uma mera citação aos partidos de oposição, todos eles envolvidos até a medula nos escândalos atuais, do mensalão à Petrobras, um "Fora, Alckmin", grande timoneiro de nosso "estresse hídrico", um "Fora, Eduardo Cunha" ou "Fora, Renan", pessoas da mais alta reputação. Nada.
 
Se você não colocar ao menos um cartaz, vai dar na cara de que seu "apartidarismo" é muito farsesco, que esta história de impeachment é o velho golpe de tirar o sujeito que está na frente para deixar os operadores que estão nos bastidores intactos fazendo os negócios de sempre. Impeachment é pouco, é cortina de fumaça para um país que precisa da refundação radical de sua República. Mas isto eu sei que você nunca quis. Vai que o povo resolve governar por conta própria.
 
VLADIMIR SAFATLE, professor de filosofia da USP
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No dia 7 de março, a catedral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), em Brasília (DF), recebeu a Roda de Conversa Casa Comum. O evento, realizado pelo CONIC em parceria com a IEAB, abordou a temática da violência contra a mulher. Um dos pontos centrais do debate foi o fato de que muitas pessoas, ainda, utilizam-se de textos religiosos para justificarem a violência e a opressão contra as mulheres, seja no contexto doméstico ou mesmo no âmbito das congregações cristãs.
 
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Um fato observado na Roda: algumas mulheres quando procuram por ajuda nas igrejas ouvem de seus pastores que o marido está ‘com o demônio’. Que é necessário orar para que o demônio saia do corpo. Assim, se o marido a violenta, a responsabilidade acaba sendo da mulher, que deve orar e jejuar para ajudar a ‘libertar’ o marido.
 
Em Brasília, a cada duas horas uma mulher sofre agressão sexual. Mesmo assim, conforme relatou Lúcia Bessa, presidente do Conselho de Mulheres do DF (da Comissão de Combate à Violência Familiar Contra a Mulher) e vice-presidente da Comissão das Mulheres da OAB, “é muito difícil levantar o tema da violência contra a mulher no meio das igrejas”, disse. “Para ONU violência contra a mulher é uma chaga no Brasil. Precisamos perder tempo em nossas igrejas para falar sobre a violência contra as mulheres. Este é um assunto sobre o qual precisamos falar todos os dias e tirá-lo de traz das cortinas do púlpito”, acrescentou Lúcia.
 
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Na avaliação da pastora e teóloga Claudete Beise Ulrich, a primeira questão a ser tratada é: na Bíblia, temos que olhar para um texto dentro de seu contexto, pois senão corremos o risco de ver a Palavra de Deus ser usada contra as mulheres como violência simbólica. “É importante se perguntar como Jesus se relacionou com as mulheres e com os grupos. Nesse sentido, é preciso se ater a leituras onde a mulher tem papel igualitário, como Gn 1.27, Gl 3.27, entre outros”, disse.
 
Nas igrejas ainda há muita violência, mas as mulheres – dentro dessa dinâmica – nem sempre sabem que aquilo é uma violência. A violência aparece de forma tão sutil que elas não percebem. Vão se moldando aos ‘trejeitos’ do marido. Soma-se a isso que em muitas igrejas novas que tem surgido os pastores não possuem preparação alguma para atender temas relacionados à violência contra a mulher.
 
Foi consenso, no grupo, que o debate sobre a violência contra as mulheres precisa chegar nas igrejas, precisa ser abordado em todos os espaços: catequese, escola dominical, etc. Mas também nas escolas, pois senão, a cultura não muda. Educação é a palavra-chave.
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É com satisfação que o CONIC apresenta o cartaz da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) de 2016. A peça foi elaborada por Aurélio Fred Macena dos Santos, que compartilha a inspiração para seu processo criativo. Diz Aurélio:
 
“Para a confecção do cartaz usamos como base a imagem da cruz, sinal da salvação e representação da nossa fé, dentro dela, os traços foram desenhados e coloridos.
 
O batismo está presente em várias partes do cartaz, pois acreditamos que é através dele que nos tornamos povo chamado a proclamar os altos feitos do Senhor.
 
No topo da cruz temos a pomba, que representa o Espírito Santo que desce sobre a comunidade cristã no Pentecostes. Os raios amarelos são seus dons.
 
Utilizamos também as bandeiras do Brasil e da Letônia para demonstrar a parceria entre os dois países.
 
Ao centro temos um batistério, que nos remete ao batistério que se encontro no centro da Catedral Luterana de Riga, na Letônia. Em volta dele vemos Jesus Cristo, além de membros das igrejas católica romana, luterana, ortodoxa e batista, que integraram a comissão letã que preparou o material da Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016. Eles seguem os símbolos: bíblia, sal, luz e pão, destacados para a SOUC 2016.
 
Na base da cruz há uma imagem que lembra o favo de uma colméia. Cada alvéolo representa um povo. Nossa intenção é mostrar a base da SOUC como uma unidade orante que integra diferentes confissões, culturas e povos”.
 
Proclamai os altos feitos do Senhor” (1Pe 2,9) é o tema da Semana de Oração deste ano. A proposta foi elaborada pelo movimento ecumênico da Letônia e adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC).
 
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Para assuntos relativos à SOUC, o CONIC criou um e-mail específico (inclusive para pedidos de materiais): souc2016@gmail.com.
 
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Foi realizado, nos dias 7 e 8 de março, na sede do CONIC, em Brasília (DF), um encontro com representações das igrejas-membro do Conselho para organizar o Encontro Ecumênico de Mulheres, previsto acontecer entre os dias 17 e 20 de novembro deste ano, em São Paulo.
 
Participaram da reunião irmã Claudina Scapini (Igreja Católica Apostólica Romana), pastora Vera Engelhardt (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), Christina Winnischofer (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - presidente da União das Mulheres Episcopais Anglicanas), presbítera Ledi Damasceno (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil) e Zulmira Inês Lourena (Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia).
 
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Além das representantes indicadas oficialmente pelas igrejas-membro, participaram da reunião, a convite do CONIC, a reverenda Magda Guedes Pereira, presidente do Conselho latino-americano de Igrejas (Clai-Brasil); Tatiane Duarte, pesquisadora que desenvolve trabalho sobre a atuação de mulheres do movimento ecumênico; pastora e professora Claudete Beise Ulrich que contribuiu para a reflexão sobre os objetivos e metodologia do encontro, além da anfitriã Romi Bencke, secretária-geral do CONIC, que esteve assessorada pela secretária (administrativo) do Conselho, Leila Gomes.
 
A pastora Claudete resgatou parte da história da participação das mulheres no movimento ecumênico e motivou as participantes a partilharem em que momento começaram a se engajar no movimento ecumênico e em que momento de suas vidas passaram a ter consciência sobre questões específicas relacionadas às mulheres.
 
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Alguns relatos chamaram a atenção. 1) Foi lembrado que, há poucos anos, mulheres escreviam textos e sermões nas igrejas, mas seus nomes não apareciam. A autoria dos textos era dada para homens, mesmo que as autoras fossem mulheres. 2) O trabalho missionário das mulheres sempre existiu nas igrejas, mas é pouco visibilizado. 3) Outro aspecto lembrado foi que, também nas igrejas, o trabalho da mulher em algumas ocasiões é menos remunerado que o dos homens. 4) Nas igrejas que ordenam mulheres, em situações em que marido e mulher são ordenados, a preferência pelo trabalho pastoral é geralmente do homem. A mulher ordenada fica com o trabalho voluntário ou com o que paga menos. 5) O movimento ecumênico, embora de maneira tímida, contribui para visibilizar o trabalho das mulheres nas igrejas.
 
Inserção do Movimento Ecumênico
 
Chamou atenção que a inserção no movimento ecumênico se deu através da participação em torno de agendas específicas relacionadas aos direitos humanos: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, Década Ecumênica para a Superação da Violência contra as Mulheres. Uma das participantes compartilhou que a primeira vez que ouviu falar da relação sobre violência contra as mulheres e religião foi no Espaço Colméia, organizado por ocasião da Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas, em Porto Alegre, no ano de 2006.
 
A partir dessas reflexões definiu-se como tema do Encontro Ecumênico de Mulheres:
 
MULHERES: DIREITOS E JUSTIÇA - COMPROMISSO ECUMÊNICO

Objetivo Geral:
 
- Recuperar a história das mulheres no movimento ecumênico, desafiando as igrejas e a sociedade para o compromisso com a efetivação dos direitos e da justiça das mulheres.
 
Objetivos específicos:
 
- Reunir mulheres de diferentes igrejas e movimentos;
- Recuperar os caminhos da década e pós década ecumênica das mulheres. O que avançou? O que estagnou?
- Diagnosticar os desafios atuais para a garantia dos direitos e da justiça das mulheres nas igrejas e na sociedade;
- Estimular hermenêuticas bíblicas comprometidas com os direitos e justiça das mulheres;
- Fomentar a organização ecumênica das mulheres.
 
Mais informações serão compartilhadas em breve!
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POSICIONAMENTO DO CLAI-BRASIL
EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA PAZ E DA JUSTIÇA
 
Considerando o ambiente político nacional e o clima de mobilizações políticas destes últimos dias, cremos que se faz necessário agir com discernimento e sabedoria na luta pela manutenção da democracia, da paz e da justiça.
 
Por isso, juntamo-nos a todas as vozes proféticas, que vêm denunciando a injustiça cometida por pessoas ou grupos que querem acabar com a democracia do nosso país.
 
Em meio aos poderosos que matam e querem calar a voz de todas as pessoas que lutaram e lutam para libertar o povo oprimido, que vivia à margem da sociedade, sem direitos e sem voz, devemos perceber os “sinais” libertadores onde a justiça se faça presente.
 
Dessa forma, nosso desafio é seguir firmes na resistência negando ao ódio, a violência e a opressão;
 
Devemos nos manter em constante diálogo, fortalecendo nossos direitos fundamentais de uma democracia justa e transparente;
 
Continuemos firmes no anúncio e na denúncia de injustiças, pois Jesus afirma que “Felizes aqueles que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim. Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vocês” (Mateus 5,10-12).
 
Lembremo-nos que Jesus disse aos fariseus e escribas: “Se meus discípulos se calarem, até as pedras gritarão.” Que descubramos juntos, nesses processos sociais e políticos, sinais de que o projeto libertador vem para todas as pessoas e os poderes violentos deste mundo, sejam eles, econômicos, políticos, jurídicos ou religiosos não terão vez e nem voz.
 
Não podemos nos calar e nem tolerar mudanças políticas conservadoras e retrógadas que nos afastam dos projetos de paz e justiça para todas as pessoas. Sigamos na busca e luta pelos direitos e pela dignidade de vida. Pois o desafio de todo cidadão e toda cidadã, cristão e cristã está em meditar sobre a verdade, ler criticamente o que a imprensa vincula, buscar a paz que promove em sua vida frutos advindos da justiça. E com isso, não apenas oremos, mas também pratiquemos ações para que o Deus da justiça gere em nosso país uma limpeza completa, pois não aceitaremos mais imposição de espinheiros (Juízes 9.7-20). E que Deus seja misericordioso para com o nosso país e para com todos!
 
Diretoria do CLAI - Região Brasil
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