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O Ministério do Trabalho publicou portaria que estabelece novas regras para a caracterização de trabalho análogo ao escravo e para atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a  tal condição, a chamada lista suja do trabalho escravo. As novas normas servirão também para a concessão de seguro-desemprego ao trabalhador que for resgatado em fiscalização do Ministério do Trabalho.
 
A portaria foi publicada na última segunda-feira, 16, no Diário Oficial da União. Segundo a norma, para integrar a lista suja é necessário que seja constatada e comprovada a existência de trabalho análogo ao escravo. Pela definição do Código Penal, submeter alguém a atividade análoga ao escravo é submeter a trabalho forçado ou jornada exaustiva, quer sujeitando o trabalhador a condições degradantes, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída.
 
A portaria estabelece que, para que seja considerada jornada exaustiva ou condição degradante, é necessário que haja a privação do direito de ir e vir, o que no Código Penal não é obrigatório. 
 
Além disso, agora, a divulgação da lista suja ficará a cargo do ministro do Trabalho e a atualização será publicada no sítio eletrônico do Ministério do Trabalho duas vezes ao ano, no último dia útil dos meses de junho e novembro. Antes, a organização e divulgação do lista suja era responsbailidade da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) e a atualização da relação podia ocorrer a qualquer momento.
 
Reação
 
A nova portaria desagradou o Ministério Público do Trabalho (MPT), que a considerou ilegal e diz que adotará, junto com entidades públicas e privadas, medidas judiciais e extrajudiciais na sua esfera de atuação. O vice-coordenador nacional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) do MPT, Maurício Ferreira Brito, defendeu que "por meio de instrumento normativo inadequado, portaria, o Ministério do Trabalho deseja modificar o conceito de trabalho análogo ao de escravo do artigo nº 149 do Código Penal, fazendo-se substituir pelo legislador ordinário". Ele destacou ainda o que chamou de uma nova "desregulamentação sobre a lista suja do trabalho escravo".
 
O coordenador nacional da Conaete, Tiago Muniz Cavalcanti, defendeu que o governo "está de mãos dadas com quem escraviza". "Não bastasse a não publicação da lista suja, a falta de recursos para as fiscalizações, a demissão do chefe do departamento de combate ao trabalho escravo, agora o ministério edita uma portaria que afronta a legislação vigente e as convenções da OIT [Organização Internacional do Trabalho]".
 
Em nota, o Ministério do Trabalho, diz que a portaria aprimora e dá segurança jurídica à atuação do Estado Brasileiro, ao dispor sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas à de escravo. "O combate ao trabalho escravo é uma política pública permanente de Estado, que vem recebendo todo o apoio administrativo desta pasta, com resultados positivos concretos relativamente ao número de resgatados, e na inibição de práticas delituosas dessa natureza, que ofendem os mais básicos princípios da dignidade da pessoa humana", diz em nota.
 
A pasta diz ainda que o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores à condição análoga a de escravo "é um valioso instrumento de coerção estatal, e deve coexistir com os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório".
 
Preocupação da OIT
 
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou hoje (19) que a iniciativa do governo federal de alterar a conceituação de trabalho escravo e mudar as regras para a fiscalização e de divulgação da lista com o nome de empregadores que pratiquem esse crime ameaça “interromper uma trajetória de sucesso que tornou o Brasil uma referência e um modelo de liderança mundial no combate ao trabalho escravo”.
 
Braço da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por zelar por condições globais de trabalho decente e produtivo, a OIT sustenta que a Portaria 1.129 do Ministério do Trabalho, pode enfraquecer e limitar a efetiva atuação dos fiscais do trabalho, deixando uma “parcela da população brasileira já muito fragilizada ainda mais desprotegida e vulnerável”.
 
Fonte: Brasil 247
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

 
Fundada pelo sociólogo Betinho em 1993, a ONG Ação da Cidadania relançou no último domingo (15) a Campanha Natal Sem Fome, encerrada há dez anos. A nova edição do projeto tem a parceria inédita de duas agências da ONU — a UNESCO e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Iniciativa arrecadará doações de comida para populações que passam fome no Brasil.
 
A retomada da campanha será marcada pela montagem da tradicional mesa de aproximadamente 1 km no próximo domingo (22) no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro. Parceiros ficarão responsáveis por um espaço de 60 metros e pela doação de alimentos no local. Atividade se estenderá da passarela da rua Barão do Flamengo até a passagem de pedestres localizada em frente ao Hotel Novo Mundo.
 
O relançamento da Natal Sem Fome conta ainda com o apoio da Agência África, escritório de publicidade que preparou ações de divulgação para as TVs abertas e por assinatura, além de rádio, out of home (espaços publicitários em relógios de rua e pontos de ônibus) e sites e redes sociais. Influenciadores digitais e artistas ajudarão a mobilizar o público.
 
Já é possível fazer doações para a campanha — pelo site http://www.natalsemfome.org.br/ ou nos postos de coleta espalhados por vários estados brasileiros. A lista com todos os endereços de recebimento de doações está disponível também na página da Natal Sem Fome.
 
A Ação da Cidadania lembra que 11% da população mundial passa fome. Apenas no Brasil, 7 milhões de pessoas não têm acesso à quantidade necessária de comida para sobreviver, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Fonte: Nações Unidas (ONU)
Imagem: Reprodução

 
O Fórum Inter-religioso da Unicap (Universidade Católica de Pernambuco) comemorou seus 10 anos de atuação com uma programação especial. No dia 18 de setembro, o evento reuniu representantes e lideranças de tradições religiosas, além de estudiosos, professores e alunos que lotaram o auditório da universidade.
 
A solenidade começou com a apresentação do MPB Unicap. Percy Marques, Natércia Dantas, Jéssica Aragão e o coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião (PPGCR), Newton Darwin Cabral, interpretaram canções marcadas pela religiosidade. Karina Afrodite também se apresentou, entoando um cântico da religião wicca. Dez dançarinos do grupo de dança de matriz africana Fulôres de Palco mostraram suas coreografias (foto). A organização do evento exibiu também um vídeo sobre os 10 anos do Fórum.
 
Em seguida, professores de escolas públicas e privadas apresentaram trabalhos desenvolvidos com alunos dos ensinos fundamental e médio a partir de ensinamentos e experiências adquiridas do Fórum Inter-religioso. Um deles foi Moisés Germano, integrante da Assembleia de Deus e educador em uma unidade de ensino pública de Cavaleiro, Jaboatão dos Guararapes (PE). Moisés contou que despertou para estimular o diálogo religioso e a tolerância depois que presenciou duas meninas se agredindo por terem crenças diferentes. “A intenção em levar o Fórum para a escola foi a de promover o diálogo, não deslocar ninguém de sua religião e sim ouvir o outro”, disse Moisés, que fez mestrado em Ciências da Religião na Unicap.
 
Os estudantes do curso de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Rayana Burgos, Victor Siqueira e Caio Malaquias apresentaram o projeto de Extensão Angapé, desenvolvido junto com o curso de Filosofia da universidade. O trio participou de uma competição internacional patrocinada pelo Facebook que buscava combater o extremismo por meio da empatia.
 
A única equipe brasileira na competição promoveu ações em duas escolas da Região Metropolitana do Recife. “Fizemos uma dinâmica de grupo em que os alunos tinham de desvendar as imagens de cada uma das religiões e explicar o que elas simbolizavam. A ideia era fazer cada um estar no lugar do outro, tentar fazer com que a pessoa sentisse o que o outro sentia por causa do preconceito”, explicou Rayana.
 
Logo depois das apresentações, a representante do budismo tibetano Flori Cavalcanti apresentou o Fórum Diálogos, que surgiu com o apoio da Assembleia Legislativa de Pernambuco e hoje assessora o Ministério Público Estadual por meio da mediação de conflitos religiosos. No auditório, estavam presentes 22 representantes das mais diversas tradições religiosas. A programação contou ainda com lançamento de livros e com uma sessão de agradecimentos e abraços no térreo da Biblioteca da Unicap, onde está em cartaz a exposição Arte e Religião da artista e irmã salesiana Adélia Carvalho.
 
“Este é um ambiente acadêmico que se abriu para uma intervenção social no meio religioso. Temos orgulho em oferecer espaço de estudo para que as religiões se entendam. Nós conseguimos multiplicar ideias, criar redes que multiplicam nossas ideias. Inauguramos uma história que ganhou as ruas, as escolas e isto é motivo de contentamento”, celebra o coordenador do Fórum Inter-religioso, Gilbraz Aragão.
 
Fonte: Unicap
Foto: Reprodução

 
No dia 10 de outubro, o CONIC recebeu a visita de Hagai El-Ad, diretor executivo da B´Tselem – organização não-governamental israelense que trabalha a questão dos direitos humanos nos territórios israelenses e palestinos. O objetivo foi dialogar sobre o papel da religião no conflito e a importância das lideranças religiosas no processo de paz. 
 
Hagai frisou a necessidade de se olhar às muitas formas de violência que não aparecem na TV, como, por exemplo, em processos burocráticos que acabam por impedir o acesso de minorias étnicas ou religiosas a determinados direitos básicos dos demais cidadãos.
 
Ele também chamou a atenção para algumas situações em que leis são usadas para legitimar a restrição de direitos. “Os palestinos dos territórios ocupados muitas vezes dependem exclusivamente de Israel para aspectos simples da vida cotidiana, como: poder viajar, poder se casar com alguém de Gaza, erguer casas, etc.”, disse.
 
Dualidade
 
O diretor ainda destacou o que chamou de “dualidade do Estado de Israel”. Em sua opinião, Israel, apesar de ser democrático, age por vezes de maneira opressora em relação aos palestinos. 
 
Paz
 
Sobre a paz, ele defendeu que a comunidade internacional precisa atuar de maneira mais proativa, reafirmando a necessidade da garantia de direitos humanos para todos os lados. “Impedir que injustiças continuem é importante para a paz hoje e no futuro”, garantiu.

 
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, recebeu na manhã da última terça-feira (10/10) um grupo de babalorixás na sede da Cúria Metropolitana, no bairro das Graças, no Recife. Acompanhados pelo diácono Carlos Lisboa, da Igreja Ortodoxa Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), os babalorixás Pai Ivon T’Oyá Egun, Pai Edson T’Omolu e Pai Iguaracy T’Oxum expuseram ao arcebispo algumas situações de intolerância religiosa ocorridas nos últimos dias em Olinda.
 
“Participei no auditório da Cúria, em setembro, do Fórum da Diversidade Religiosa em Pernambuco, e encontrei aí um espaço para uma discussão amigável com o arcebispo, trazendo alguns representantes das casas de matriz africana e afro-brasileira que vêm sofrendo atos de intolerância religiosa”, explicou o diácono Carlos.
 
Pai Iguaracy contou a dom Fernando os momentos de terror vividos em seu terreiro, no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda, durante homenagem ao orixá Oxum, em setembro.  “Quatro homens chegaram em motos e começaram a atirar em nossa casa, depois apontaram armas para as cabeças dos frequentadores, inclusive crianças e idosos, enquanto promoviam a destruição dos símbolos sagrados do terreiro”, contou o babalorixá. “Por não saber exatamente a religião dessas pessoas intolerantes, é preciso conversar com todas as lideranças, não para pedir ou exigir punições, mas para nos unirmos em prol da justiça e do respeito”, finalizou.
 
O arcebispo repudiou as manifestações de intolerância religiosa e externou seu apoio e concordância às relações respeitosas entre grupos religiosos diferentes. “O olhar cristão não compactua com atitudes de violência ou falta de respeito às pessoas”, comentou o arcebispo. “A mídia tem divulgado episódios como esse em todo o país, especialmente contra os cultos de matriz africana, e a Igreja Católica está atenta aos fatos, disposta e atuante no combate a essas manifestações”, completou.
 
A disposição da Arquidiocese em promover o entendimento entre religiões diferentes gerou, há cinco anos, a Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, que promove fóruns de discussão sobre o assunto. “A comissão arquidiocesana de Justiça e Paz também fará acompanhamento das questões envolvendo intolerância religiosa no território da Arquidiocese, que envolve 19 municípios, zelando com caridade e respeito por nossos irmãos”, disse dom Fernando.
 
Após a reunião, Pai Ivon expressou sua satisfação em participar da conversa. “Estava um pouco reticente, sem saber o que esperar, mas senti a solidariedade de dom Fernando em suas palavras”, comentou o babalorixá, que contou admirar as figuras de dom Helder Câmara e do papa Francisco. “O mundo precisa de pessoas como eles”, concluiu.
 
Com informações da Arquidiocese de Olinda e Recife
Foto: Reprodução

 
Segundo a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), uma em cada 113 pessoas no planeta é solicitante de refúgio, deslocada interna ou refugiada. Pela primeira vez na história, o número de deslocamentos forçados ultrapassou os 60 milhões de pessoas e chegou à marca de 65,3 milhões, de acordo com o relatório Tendências Globais.
 
Para dar cara e vida a essas histórias, o cineasta Hank Levine decidiu fazer um documentário que acompanha a trajetória de seis pessoas de diferentes partes do mundo que tiveram de abandonar seus lares e tentar recomeçar a vida em outra cidade ou país. Produzido por Fernando Meirelles, ‘Exodus - De Onde Eu Vim Não Existe Mais’ foi exibido pela primeira vez em dezembro de 2016, na Mostra Internacional de Cinema.
 
O longa começa com impressionantes cenas no deserto do Saara: crianças gritam por direitos humanos na caçamba de um caminhão e uma multidão forma na imensidão arenosa um gigantesco apelo por liberdade ao som da narração de Wagner Moura: “Eu não sei onde estou indo, sei que ainda não cheguei. Os campos, as marchas, a espera constante, a caminhada sem parada. Uma vida pausada. Uma língua estrangeira, uma angústia estrangeira. Tudo o que deixei para trás: lembranças de sementes de esperança, o cheiro de casa e o próprio sentido. O medo de ser esquecido, o medo de ser temido, a distância de casa”, anuncia a abertura.
 
Durante dois anos, a equipe acompanhou os protagonistas, que contam suas histórias em primeira pessoa: a ativista política Napuli foi obrigada a deixar o Sudão do Sul e ir para a Alemanha, onde luta por seus direitos e contra a saudade da família. Tarcha nasceu no Saara Ocidental e teve de fugir para a Argélia em 1975 devido à invasão do Marrocos, e vive desde então em campos de refugiados. Dana, nascida na Síria, chegou ao Brasil e está desesperada para poder reunir sua família no Canadá. O jovem sírio-palestino Nizar veio para o Brasil, encontrou o irmão em Cuba e seguiu para a Europa, onde espera receber refúgio e reunir a família. Bruno, de Togo, ficou nove anos em campos na Alemanha, até ser finalmente legalizado e passar a lutar pelos direitos de refugiados. Lahtow e Mahka, de Kachin, em Mianmar, tiveram de abandonar suas casas por causa de conflitos militares.
 
Não há no filme discussões sobre a legalidade ou ilegalidade de cruzar fronteiras e permanecer. O que ficam evidentes são as problemáticas que obrigam as pessoas a deixarem tudo para trás para começar – muitas vezes do zero – uma nova vida. 
 
Segundo o filme, as leis alemãs determinam que a maioria das pessoas que pedem asilo vivam em campos até que seus status sejam determinados. Enquanto esperam, eles não podem procurar trabalho e têm a liberdade de movimento severamente restrita. Bruno Watara passou sete anos em um campo de refugiados em Crivitz enquanto esperava a resposta para seu pedido de asilo. “Em algumas noites, não conseguíamos dormir e tínhamos de tomar soníferos, mas às vezes nem isso funcionava. Você fica na cama o dia inteiro e não consegue dormir. E durante o dia, o que poderíamos fazer? […] Poderia dizer que eles roubaram sete anos da minha vida”, afirma o togolês que hoje faz parte do Conselho de Refugiados de Berlim-Brandemburgo.
 
Para os deslocados e refugiados, muitas vezes, a única coisa que sobra, além da imobilidade forçada e do silêncio, é a esperança de poder recomeçar sua caminhada em paz e sem sofrer preconceito. ‘Exodus - De Onde Eu Vim Não Existe Mais’ faz um apelo poético por dignidade e respeito para essas pessoas que já viveram tantas situações complexas: “De onde estou agora, posso ver a casa que deixei. Milhas acumuladas atrás de mim e muros em minha frente. A casa ainda vive dentro de mim, é música para meus ouvidos, é ar na minha pele, é paz nos meus sonhos. Eu vou construí-la de novo. Mas onde? Fora do fogo e no frio, eu começo a mais longa jornada. Milhas à frente antes que eu esteja livre. Milhas à frente antes que eu esteja em casa”, resume a narração.
 
Com informações da RBA
Imagem: Reprodução / Trailer

 
Organizar uma festividade da dimensão do Círio de Nazaré requer diversas frentes de atuação. Uma delas é o voluntariado. Há seis anos, a Igreja da Assembleia de Deus, em Belém, organiza uma ação para atender os romeiros do Círio de Nazaré. Uma das unidades da igreja fica na avenida Nazaré, por onde passam milhões de romeiros em duas grandes procissões da festividade, a Trasladação e o Círio.
 
De acordo com o pastor Zildomar Campelo, coordenador do grupo de voluntários, o trabalho é um dever da comunidade cristã. “Essa iniciativa é para estarmos ali e fazer a vontade de Deus, como cristãos. Por que a igreja somos todos nós, as pessoas, e amar a Deus é também amar o próximo. Por isso estamos em busca dessa unidade de paz e amor”, disse o pastor.
 
Este ano a equipe atendeu cerca de 5 mil pessoas com uma equipe de aproximadamente 500 voluntários. As atividades começaram na noite de sábado (7), com uma equipe médica e a vigília musical. E, a partir das 5h no domingo (8) do Círio, os cafés da manhã foram distribuídos. Durante as procissões, os voluntários também entregaram água para os romeiros.
 
“Quando começamos, éramos poucos. Hoje, somos um exército de pessoas que compreendem o verdadeiro significado de amor ao próximo, independentemente do seu credo, sexo, cor, classe social”, completou Zildomar. “Jesus e o amor são o nosso ponto de convergência. E devemos buscar isso, o que pode nos aproximar”, acrescentou o pastor.
 
“Nós temos que respeitar as diferenças. Não podemos negar ajuda a alguém cansado, com fome. Com certeza, é o que Jesus faria, e seguimos fazendo isso”, concluiu Campelo.
 
CONIC com agências
Foto: Reprodução da Internet

 

 
Definir as modalidades de um testemunho cristão comum e adquirir uma melhor compreensão das recíprocas tradições teológicas e espirituais tanto a nível local quanto internacional: foram esses os principais objetivos do segundo encontro anual da Comissão Internacional de Diálogo entre Luteranos e Pentecostais que, significativamente no quinto centenário da Reforma, se realizou dias atrás na Alemanha, em Wittenberg, a cidade de Martinho Lutero.
 
Copresidida por Jean-Daniel Plüss, da missão pentecostal suíça, e pelo Rev. Walter Altmann, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), a Comissão reúne membros da Federação Luterana Mundial (FLM) e representantes das várias comunidades pentecostais.
 
Estiveram no centro dos trabalhos o tema da identidade cristã, à luz de uma passagem evangélica: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18-19).
 
Em particular, a reflexão concentrou-se sobre a necessidade de buscar um caminho comum para a missão. O grupo se reunirá novamente em outubro de 2018, na América Latina. Em 2020, na conclusão da fase atual do diálogo, será publicado um documento comum. 
 
Fonte: Rádio Vaticano / L’Osservatore Romano
Foto: Reprodução

 
O dia 1º outubro de 2017 ficou registrado na história de Colatina (ES). Foi um dia de bênçãos, de clamor, de celebração e de renovação da esperança. Luteranas e luteranos deram um exemplo de cidadania e testemunho de fé em comemoração pelos 500 anos da Reforma Protestante. A celebração teve o seu início na Praça Sol Poente, às 8h, num clima de alegria. Sob a bênção da chuva que caia naquele momento, 2.800 pessoas caminharam pelas ruas da cidade. Cânticos de júbilo, acompanhados por coro de metais, embalaram os passos dos participantes e aguçaram o olhar da população local.
 
Crianças, jovens, adultos e idosos percorreram com alegria e apreciaram, com entusiasmo, as cenas históricas da Reforma, preparadas pela Juventude Evangélica da UPNorte. Ao longo dos quase 4 Km de caminhada, oito cenas relembraram a história da Reforma e da família de Lutero.
 
A caminhada teve, entre os seus momentos especiais, uma parada sobre a Ponte Florentino Avidos, onde foram relembradas a tragédia ocorrida no Rio Doce e as duras experiências com a estiagem. Foi lida uma carta de clamor diante da morte do Rio Doce e estendida uma grande faixa preta, simbolizando a dor e o luto provocados pelo crime socioambiental que feriram as águas da 5ª maior Bacia Hidrográfica do Brasil. Os seiscentos e oitenta e dois metros da Ponte Florentino Avidos foram totalmente ocupados pelos caminhantes, que clamavam a Deus diante das dores experimentadas pelo Rio Doce e seus afluentes. Em função da abençoada chuva, a alegria do multicolorido das sobrinhas contrastava com a tristeza decorrente dos grandes bancos de areia que afunilam as poucas águas ainda existentes no rio.
 
A celebração desse dia tão especial teve sua continuidade nas dependências da Faculdade Castelo Branco, onde após breve intervalo para o almoço, os participantes foram recebidos pelo Grupo Semear, da Paróquia de Vila Pavão. Em seguida, aconteceu o show da Banda Mc’Coys, da IECLB de Novo Hamburgo/RS.
 
Recepcionadas as autoridades presentes, realizou-se o Culto Eucarístico. A pregação foi realizada pela 1ª vice-presidente da IECLB, Pa. Silvia Beatrice Genz, que emocionou os presentes a partir da reflexão sobre a água da vida. O culto foi abrilhantado pelo coro de metais de Santa Maria de Jetibá e pelo grupo de canto dirigido por Fábio Lahass. Num clima envolvente, foi realizada a Santa Ceia. Com um novo brilho nos olhos, às dezessete horas, os participantes saíram em regresso para os seus lares, levando consigo doces memórias desse belo dia histórico.
 
O dia celebrativo foi organizado pela União Paroquial Norte do Espírito Santo e pela Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), que celebrou o X Dia Sinodal da OASE. O evento recebeu especial apoio da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Colatina e do Sínodo Espírito Santo a Belém, filiados à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Também marcaram presença as caravanas e ministros das demais Uniões Paroquianas do SESB, que ajudaram a tornar possível e mais significativo o evento. Fizeram-se ainda presentes representantes da “Associação Amigas para o Bem Viver” que ressaltaram a importância da campanha do “Outubro Rosa”.
 
 
Fonte: IECLB
Foto: Reprodução

 
Diálogo Ecumênico e Inter-religioso; comunhão fraterna entre adeptos de diferentes formas e expressões do crer; engajamento nas questões políticas e sociais; e promoção de políticas públicas inclusivas foram os temas do “Baianão Ecumênico – Diversidades em Convivência: Esperança Ecumênica”, promovido pelo CEBIC (Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs).
 
O evento aconteceu no último final de semana (6, 7 e 8 de outubro) na Casa de Retiro Dom Amando, em Salvador. O encontro criou espaços de colaboração e convivência, com troca de experiências e o enriquecimento mútuo a partir das diferentes expressões de fé que estavam presentes.
 
Diante do quadro de intolerâncias e crescimentos dos fundamentalismos que toma conta da nossa sociedade, e vendo estes fenômenos crescerem de forma exacerbada, a CESE não só se fez presente, como também apoiou a iniciativa. Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, por ser uma organização ecumênica é imprescindível o apoio e a promoção da convivência entre as pessoas de crenças diferentes; “No caso do Baianão, o tema já diz que veio. Em tempos de intolerâncias, promover espaços de diálogo, onde o respeito entre as diversidades seja a temática é fundamental que a CESE esteja apoiando.”.
 
Assim como Sônia, Romi Bencke, secretária-geral do CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, contextualiza que muitas dessas intolerâncias estão dentro das comunidades religiosas: “Eu penso especificamente no povo de terreiro, nas mulheres, na população LGBT, na população negra. Sabemos que há muito sexismo, muito racismo e desrespeito religioso”.
 
Com o objetivo de refletir sobre as intolerâncias, o respeito do direito de ser e existir das pessoas e a construção de relações justas e inclusivas foram utilizadas metodologias diferenciadas com palestras, momentos lúdicos, rodas de diálogo, trabalhos em grupo, troca de experiências e momentos celebrativos.
 
A ideia é que a partir de todas as vivências e discussões realizadas, cada participante do Baianão Ecumênico, ao retornar para sua comunidade de origem, seja um/a multiplicador/a dos processos e dos valores trabalhados durante esses dias de atividades.
 
“O encontro ecumênico além de promover a convivência entre diferentes igrejas, também nos compromete e nos desafia para levarmos essa experiência de convívio lá no lugar onde estamos, quebrando os preconceitos”, concluiu Romi.
 
 
Fonte: Cese
Crédito da primeira foto: Rev. Carlos Araújo
Crédito da segunda foto: Gleyka Almeida