O ministro de Antiguidades do Egito, Khaled al Anani, reabriu no último sábado (16) a biblioteca histórica do Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, no sul da península do Sinai. Ela havia permanecido fechada durante três anos para trabalhos de reforma, informou a agência de notícias estatal Mena.
 
A reabertura aconteceu após o término das obras de restauração da cúpula bizantina do mosteiro, que cobre uma superfície de 46 metros quadrados. Ali se encontra uma das primeiras representações icônicas do cristianismo.
 
Fundado no século 6°, o Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina é um dos mais antigos do mundo, tendo sido declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.
 
O diretor de Estudos e Pesquisas Arqueológicas no Sinai, Abdelrahman Rihan, ressaltou que a biblioteca, que detém cerca de 3 mil manuscritos, é considerada a segunda mais importante do mundo, depois do Vaticano.
 
"Mensagem de segurança e paz"
 
Alguns desses manuscritos estão entre os mais antigos do cristianismo, como partes de uma Bíblia do século 4°.
 
"A inauguração de hoje é uma mensagem de segurança e paz para todo o mundo", disse na ocasião o ministro das Antiguidades, Khaled al Anani.
 
O Mosteiro de Santa Catarina é um dos destinos turísticos mais importantes do Egito. O país está trabalhando para fortalecer a indústria do turismo, que sofreu com os levantes de 2011 e vários ataques terroristas.
 
Fonte: Deutsche Welle
Foto: Samy Magdy/AP Photo
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Uma parcela significativa das armas e munição do arsenal do grupo terrorista "Estado Islâmico" foi fabricada na União Europeia, demonstra um estudo publicado pela organização de localização de armas Conflict Armament Research (CAR).
 
No documento de 200 páginas, a ONG afirma que mais de 30% das armas empregadas pelos extremistas nos campos de batalha na Síria e Iraque vieram originalmente de fábricas na Bulgária, Romênia, Hungria e Alemanha. Rússia e China, por sua vez, produziram mais da metade dos armamentos em posse dos jihadistas.
 
O estudo Armas do "Estado Islâmico" é o resultado de três anos de pesquisa de campo pela CAR no Iraque e na Síria. De 2014 a 2017, as equipes analisaram mais de 40 mil itens coletados em postos na frente avançada do EI, incluindo armas, munição e componentes empregados na fabricação de artefatos explosivos.
 
Segundo o relatório, a maior parte dos armamentos dos jihadistas foi pilhada dos exércitos iraquiano e sírio. Em diversos casos, porém, foram parar nas mãos do grupo terrorista armas adquiridas de países do Leste Europeu pela Arábia Saudita e os Estados Unidos, e em seguida fornecidas às forças oposicionistas sírias.
 
"Essas constatações são uma forte advertência sobre as contradições inerentes a suprir armas a conflitos armados nos quais operam múltiplos grupos armados não estatais, que concorrem entre si e se superpõem", aponta a CAR.
 
O documento detalha, ainda, como bilhões de dólares em armamentos foram comprados de nações europeias orientais e depois passados a milícias sírias, muitas vezes infringindo cláusulas contratuais:
 
"Muitas dessas transferências violaram termos de venda e exportação acordados entre os exportadores de armas – em primeira linha, Estados-membros da UE – e receptores na Arábia Saudita e nos EUA."
 
Via EUA
 
Num dos casos, a CAR rastreou uma arma avançada antitanques produzida na UE, vendida aos EUA e então fornecida a um dos partidos do conflito sírio, antes de acabar em poder das forças do EI no Iraque – tudo isso apenas dois meses após o equipamento deixar a fábrica.
 
"Suprimentos internacionais de armas para facções do conflito sírio têm aumentado significativamente a quantidade e qualidade das armas disponíveis às forças do EI – em números muito superiores aos que estariam disponíveis ao grupo apenas através da captura em campo de batalha."
 
Os pesquisadores ressaltam que as partes envolvidas nessas transferências com frequência tentam intencionalmente ocultar a procedência dos armamentos, mudando a embalagem e removendo as marcas de fábrica ou aplicando tinta por cima. Alguns dos dados coletados resultaram em processos criminais, como a investigação pela polícia belga sobre o fornecimento de partes para dispositivos explosivos improvisados.
 
O EI ocupou uma grande área no Iraque e Síria durante uma ofensiva-relâmpago em 2014. Embora desde então, o grupo tenha perdido a maior parte desses territórios, a CAR alerta que ele ainda representa uma ameaça, pois os milicianos adquiriram a capacidade de construir suas próprias armas, altamente sofisticadas.
 
"Combinado ao alcance global, capacidade logística e organizatória comprovada e recrutas dispostos por todo o mundo, esses fatores se traduzem numa capacidade exportável de praticar insurgência e terrorismo bem além da região", conclui o relatório da Conflict Armament Research.
 
Fonte: Deutsche Welle
Foto: Reprodução
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Estreou ontem, 14/12, o documentário ‘Coragem! As muitas vidas de Dom Paulo Evaristo Arns’. Ele será exibido em sete cidades do país. A data marca um ano da morte de Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016). O primeiro documentário sobre o Cardeal catarinense será exibido em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, e também em Brasília (DF) e Santos (SP), em salas do Espaço Itaú.
 
Arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998, Dom Paulo Evaristo Arns dedicou-se à melhoria da vida das comunidades carentes, ao mesmo tempo que lutou pelos Direitos Humanosdurante todo o período da ditadura militar.
 
O documentário, com 1h15m, é o resultado de um trabalho de quatro anos do jornalista Ricardo Carvalho. “Por conta de minha experiência profissional acumulada em tantos anos de trabalho, achei que era hora de escrever e dirigir um documentário que pudesse expandir ainda mais o trabalho de Dom Paulo”, conta.
 
Tomada a decisão, somou às informações já guardadas (reportagens, encontros com o cardeal, fotos, gravações) o vasto material garimpado graças a colaboradores como Maria Angela Borsoi (secretária de Dom Paulo por mais de 40 anos), que lhe deu acesso à Sala Cardeal Arns; a família do religioso; veículos de informação como Folha de S. Paulo, TV Globo, TV Cultura, TV PUC e Rede Rua, que cederam material de arquivo. E ainda o Instituto Vladimir Herzog, a Globo Filmes e a GloboNews, coprodutoras do documentário.
 
“Foi um trabalho de ourivesaria buscando a melhor fala, descobrindo coisas pouco conhecidas, entrevistando pessoas chaves”. Entre as revelações, o encontro de Dom Paulo com o general Emílio Garrastazú Médici (presidente do Brasil entre outubro de 1969 e março de 1974); a correspondência do Cardeal com Fidel Castro; as visitas aos porões da ditadura militar em busca de presos, e reuniões em Brasília em busca de desaparecidos.
 
Três meses antes de morrer, Dom Paulo assistiu uma das versões quase pronta do filme. Ricardo lembra a emoção do Cardeal da esperança ao abraçá-lo e ao Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog, que apoiou a realização do filme.
 
O documentário tem roteiro e direção de Ricardo Carvalho; narração de Paulo Betti; produção da TVM-documentários, com apoio do Itaú e do Instituto Arapyaú.
 
Fonte: A12
Foto: Wikimedia Commons
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O bispo da diocese de Jales (SP) e referencial da Pastoral Operária Nacional, dom Reginaldo Andrietta, está na Alemanha participando da Campanha de Advento da Adveniat, agência de cooperação internacional do episcopado Alemão, que apoia vários projetos pastorais aqui no Brasil. A campanha que também tem como objetivo mobilizar doações para Adveniat para cooperar com projetos pastorais de outros países, dentre eles o Brasil, tem foco no mundo do trabalho. Para isso, dom Reginaldo, juntamente com dom Wilfried Theising viaja nessas duas semanas pelo campo de Oldenburg e Hamburgo, na Alemanha.
 
Dom Reginaldo falou da realidade dos/as trabalhadores/as do Brasil, após o golpe, e dos projetos de Teto dos Gastos, reformas trabalhistas e previdenciárias, o que vem caracterizando como “recaída na barbárie”. Ele já fez entender na Alemanha que “o governo brasileiro só atua a partir dos interesses das empresas e corporações estrangeiras que exploram o país.
 
Ao representar também a Igreja no Brasil no que se refere ao “mundo do trabalho” o bispo ressaltou que “a Igreja no Brasil está empenhada em combater os problemas sociais. Precisamos promover uma sociedade civil independente”. Reginaldo já exalta seu compromisso entre os alemães, expresso na nota da imprensa sobre uma palestra que fez para o conselho da Adveniat: ele mostrou que é muito comprometido em uma palestra para a comunidade de serviços do conselho oficial Episcopal Münster no St. Antoniushaus em Vechta.
 
Esse trabalho vem sendo preparado desde o Brasil desde março 2017, quando jornalistas representantes da Adveniat fizeram acompanhamento de algumas ações que Dom Reginaldo acompanha no Brasil, na Pastoral Operária, JOC e MTC. Para isso, fizeram-se registros audiovisuais e entrevistas dessas três organizações na região de São Paulo.
 
“Quando compartilhamos, não temos problemas. Mas podemos ajudar a aliviar a miséria “, havia dito antecipadamente o bispo auxiliar Theising. São Nicolau estava pronto para compartilhar. “Então, hoje podemos passar o dia com um coração aberto e mãos abertas.
 
As informações foram retiradas da nota da imprensa da Adveniat, que pode ser conferida no link: goo.gl/dCntUn.
 
Adveniat
 
A história do trabalho de ajuda a América Latina, Adveniat, começou no “inverno da fome” entre os anos de 1946 e 1947, quando milhares de pessoas na Alemanha morreram de fome ou devido as doenças relacionadas à miséria. As notícias e imagens desta extinção em massa abalou a América Latina, que logo se reuniram para ajudar as crianças e idosos famintos na Alemanha.
 
Esta ajuda não foi esquecida, nem mesmo quando a necessidade foi superada em 1950, iniciando o chamado milagre econômico. Até 1961 não havia nenhuma organização de apoio que abordasse as preocupações pastorais dos católicos na América Latina. Em 30 de agosto de 1961, foi proposto à Assembleia Geral da Conferência Episcopal Alemã uma “coleta especial” para a América Latina, que se realizaria no Natal em todas as igrejas da República Federal e Berlim Ocidental.
 
O sucesso desta primeira coleta possibilitou aos bispos produzir a coleta latino-americana para o Natal nos anos seguintes. Em 1969, os bispos tornaram-se oficiais. O que foi planejado para ocorrer apenas uma vez acabou se tornando a Ação Episcopal Adveniat, nome oficial da organização católica de ajuda à América Latina. Desde então foram arrecadados mais de 2,3 bilhões de euros, com os quais foram apoiados 3 mil projetos anuais de ajuda em toda a América Latina.
 
Fonte: Diocese de Jales
Foto: Florian Kopp / Adveniat
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O relatório “O Escândalo da Desigualdade 2: As múltiplas faces da desigualdade na América Latina e Caribe”, lançado pela ONG Christian Aid nesta quarta-feira (13/12), aponta que 2,7 milhões de pessoas voltaram à pobreza de 2014 a 2016. Segundo o documento, dentre outros fatores, a guinada à direita na região tem contribuído para a redução de investimentos públicos em iniciativas sociais, reforçando o agravamento da situação na região.
 
O relatório aponta ainda outros fatores que têm contribuído para a manutenção da desigualdade, como concentração de terras na mão de latifundiários, influência das grandes empresas na tomada de decisões políticas, falta e/ou diminuição de investimentos destinados a programas sociais e redução de confiança em modelos democráticos. Estas causas, segundo o documento, podem dificultar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), formulado pela Organização das Nações Unidas e que visa, entre outras coisas, erradicar a pobreza na região até 2030.
 
Para a responsável pelo programa da Christian Aid no Brasil, Sarah Roure, “parte importante para superar o desafio da desigualdade passa por alterar a estrutura fundiária do Brasil e garantir que as comunidades tenham acesso a uma consulta prévia, livre e informada para decidir o que acontece em seus territórios”.  Ressalta também “a estrutura tributária injusta que existe no Brasil, que contribui para a concentração de renda.”
 
Embora a economia tenha crescido em diversos países, pouco desses recursos têm sido destinados aos grupos mais impactados pela desigualdade. Desta forma, dados de crescimento macroeconômicos não têm servido para refletir fielmente o recorte econômico da região, uma vez que a América Latina possui a distribuição de renda mais desigual do mundo.
 
Segundo Sarah, a maior dificuldade para combater a desigualdade vem sendo a de “enfrentar as raízes e as estruturas que perpetuam sistemas de poder". Para ela, são essas estruturas “que garantem que os ricos permaneçam sendo tão ricos, e que os pobres continuem sendo tão pobres”. 
 
O documento reuniu dados de diversas instituições, como os do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD), do Centro Regional Ecumênico de Assessoria e Serviço (CREAS), do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INEC), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e os da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL)
 
Concentração de terras
 
As mais afetadas pela má distribuição de renda na região são as populações rurais. O documento aponta que 40% das pessoas que vivem nestas áreas estavam abaixo da linha da pobreza em termos de renda até 2013. Nas cidades, esse número era de 20%. Ao somar pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, os números chegam a exorbitantes 80% no caso das populações rurais e 59% na população urbana.
 
Nas últimas décadas, a grande concentração de propriedade nas mãos de latifundiários nacionais e internacionais tem impedido a diminuição dessas disparidades socioeconômicas, visto que esses grupos de elite possuem maior influência política e dificultam medidas que possam restringir seu controle nas zonas rurais.
 
Megaconstruções em áreas indígenas também servem de empecilho para a diminuição de disparidades na América Latina, uma vez que levam a um deslocamento massivo de pessoas para regiões protegidas, aumentando o conflito por território e a violência nas regiões. É o caso, por exemplo, da estrada que atravessaria o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro-Sécure, na Bolívia, e de grandes usinas hidrelétricas como a de Belo Monte, no Pará.
 
Guinada à direita
 
O relatório aponta que uma das consequências da desigualdade na América Latina e Caribe tem sido a crescente desconfiança da população a modelos democráticos e uma volta a governos menos progressistas.  
 
Segundo dados de uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Latinobarómetro em 2016, a proporção de latino-americanos que acreditam que as elites governam priorizando seus próprios interesses é de 73% – porcentagem mais alta dos últimos 12 anos. É também a primeira vez que a proporção de pessoas que afirmam que seu país está regredindo é a maior que a de pessoas que alegam progresso.
 
A falta de confiança política tem gerado uma diminuição do apoio à democracia – fenômeno que está fortemente ligado ao atual momento de crise política que diversas nações da América Latina atravessam. Em países como El Salvador, Guatemala e Nicarágua, o nível de apoio à democracia é o menor dos últimos 10 anos. No Brasil, somente 32% declararam apoio.
 
Violência de gênero
 
O relatório aborda também outra consequência da desigualdade: o aumento da violência e, mais especificamente, daquela contra a mulher. Esse tipo de violência, segundo relatório, tem atravancado a possibilidade de equiparação de gêneros na região.
 
A América Latina possui atualmente a maior taxa de homicídios do mundo. Uma de cada três pessoas assassinadas no mundo está na região, embora os latino-americanos correspondam a somente a 8% da população mundial. Os maiores índices do crime estão no Brasil, Colômbia, México e Venezuela.
 
As mais afetadas são as mulheres. Números do PNUD apontam que na Colômbia, 37, 4% das mulheres de 15 a 49 anos sofrem algum tipo de violência física, e 9,7 já sofreram algum tipo de violência sexual. Esses dados também são altos na Bolívia, (24,2% e 6,4), no Haiti (20% e 10,8%) e na República Dominicana (17,2% e 5,5%).
 
Segundo o relatório, políticas de livre mercado, conservadorismo religioso, uma cultura predominantemente machista, baseada em um sistema patriarcal tem contribuído para o agravamento da desigualdade de gênero.
 
Fonte: Opera Mundi
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Obs.: o título foi adaptado
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Se você mora em um país cristão, certamente deve comemorar o Natal ou, pelo menos, conhece famílias que celebram a data com entusiasmo. Mas será que todos sabem a história por trás dos muitos costumes natalinos? Nesse artigo pra lá de empolgante, M. Narbona, doutor em história, esclarece alguns pontos interessantes. Confira!
 
A COROA DO ADVENTO
 
A coroa do Advento compõe-se de quatro velas com quatro ramos de vegetais, que vão se acendendo, uma a uma, nas quatro semanas que precedem o Natal.
 
A coroa do advento encontra suas raízes nos costumes anteriores ao cristianismo, dos povos do norte, entre os séculos IV e VI. Durante o inverno e a pouca luz de dezembro, colhiam coroas de ramos verdes e acendiam fogos, como sinal de esperança pela vinda da primavera.
 
No século XVI, católicos e protestantes alemães começaram a utilizar este símbolo durante o Advento. Aqueles costumes primitivos continham uma semente de verdade que agora podiam expressar a Verdade suprema: Jesus é a Luz que veio, que está conosco e que virá na glória. As velas antecipam a vinda da Luz no Natal: Jesus Cristo.
 
A coroa está cheia de símbolos: a luz lembra a salvação; o verde, a vida; sua forma redonda a eternidade etc.
 
A DATA: O DIA 25 DE DEZEMBRO
 
Em um primeiro momento, durante os séculos I e II depois de Cristo, os cristãos não celebravam o nascimento de Jesus. Sabia-se quando tinha morrido, na Páscoa Judaica, mas não quando havia nascido. Porém, no século III existem os primeiros testemunhos de que a festa do Nascimento de Cristo era celebrada pela Igreja, ainda que de forma clandestina, no dia 25 de dezembro.
 
Como em outros casos, os primeiros cristãos aproveitaram festividades pagãs para celebrar sua fé. No caso do Natal, em torno do dia 25 de dezembro, as civilizações pré-cristãs celebravam o solstício de inverno, no qual a luz voltava a aparecer e terminavam as trevas. Ainda que seja uma época de frio e de noites longas, sabe-se que a vida volta a se iniciar.
 
De seu lado, os romanos celebravam, entre os dias 17 e 24 de dezembro, as Saturnalia, festa dedicadas ao deus Saturno. Na época imperial, a partir dos séculos I e II, se fixou o dia 25 de dezembro como o dia do nascimento do “Sol invicto", divindade que era representada por um recém nascido. Era um dia de festa, ninguém trabalhava, inclusive os escravos festejavam.
 
Logo, a já grande comunidade romana de cristãos – que ainda vivia na clandestinidade – aproveitou essa data, tão celebrada na sociedade romana, para celebrar o nascimento de Jesus, cuja data era desconhecida.
 
A difusão da celebração litúrgica do Natal foi rápida. Após as perseguições de Diocleciano, em 354, foi fixada oficialmente a data do nascimento de Cristo. É possível considerar que, no século V, o Natal era uma festa universal, já que na ocasião a Igreja não estava dividida.
 
Também os povos do Norte da Europa celebravam uma série de festas ao redor do solstício, em honra a deuses como Thor, Odin ou Yule, razão pela qual não custou aos evangelizadores adaptar as festas pagãs ao Natal.
 
MISSA DO GALO
 
No século V, o Papa Sixto III introduziu em Roma o costume de celebrar no Natal uma vigília noturna, à meia noite, “mox ut gallus cantaverit" (“enquanto o galo canta"). A missa tinha lugar num pequeno oratório, chamado “ad praesepium" (“junto ao presépio"), situado atrás do altar mor da Basílica paleo-cristã de São Pedro.
 
A celebração Eucarística dessa Noite Santa começa com um convite insistente e urgente à alegria: “Alegremo-nos todos no Senhor – dizem os textos da liturgia -, porque nosso Salvador nasceu no mundo". O tempo litúrgico do Natal vai até o domingo do Batismo do Senhor, o domingo que se segue à Epifania.
 
OS PRESÉPIOS
 
O presépio é a representação doméstica do mistério do Nascimento de Jesus. O costume surgiu quando, no Natal de 1223, na Itália, São Francisco de Assis oficiou como diácono a Missa dentro de uma gruta na localidade de Greccio. Nela, após pedir permissão ao Papa Honório III, tinha montado um presépio com uma imagem em pedra do Menino Jesus e um boi e um asno vivos.
 
Esta representação de Greccio foi o ponto de partida de um fenômeno extraordinário de difusão do culto do Natal. A partir do próprio século XIII, a elaboração de presépios difundiu-se por toda a Itália. Os frades franciscanos imitaram seu fundador nas igrejas dos conventos abertos na Europa. Este costume propagou-se por toda a Europa durante os séculos XIV e XV.
 
Atualmente, o movimento da representação do nascimento de Cristo tem um grande êxito, principalmente na Itália, Espanha e América Latina. Na França, após a Revolução Francesa, em que foram proibidas as manifestações natalinas, nasceram com muita força na região da Provença. Até mesmo as comunidades protestantes, ainda que não montem presépios em suas casas, conservam, sim, a tradição de montar “presépios vivos" com crianças.
 
A ÁRVORE DE NATAL
 
É outra tradição pré-cristã que adquiriu um significado profundamente cristão. Muitas tradições, todas de procedência nórdica, reclamam o costume da árvore de Natal, ainda que nenhuma seja confiável, pelo que sua origem se perde na noite dos tempos.
 
Os antigos povoadores da Europa Central e Escandinávia consideravam as árvores seres sagrados. Assim, na época do solstício de inverno, adornavam a árvore mais alta e poderosa do bosque com luzes e com frutos (maçãs, por exemplo), acreditando que suas raízes chegavam ao reino dos deuses, onde se encontravam Thor e Odin.
 
Segundo a tradição, o cristianismo atribuiu uma leitura mais profunda a este costume. Conta-se que São Bonifácio – um sacerdote inglês que evangelizou a Europa Central nos séculos VII e VIII –, explicava o mistério da Trindade com a forma triangular do abeto (pinheiro): os frutos seriam os dons do Espírito Santo (os presentes de Deus aos homens); a estrela seria Cristo, a luz de Deus, a luz do mundo; e o tronco é facilmente assimilável à tradição cristã, que utiliza também muitas árvores em sua catequese: a árvore do Paraíso, da ciência do Bem e do Mal, a árvore de Jessé, o santo madeiro do qual se fez a cruz...
 
A partir do sáculo XV, os fiéis começaram a montar as árvores em suas casas. Com a reforma protestante – que suprime as tradições do presépio e de São Nicolau –, a árvore adquire maior protagonismo em muitos países do norte. A seus pés, as crianças encontram os presentes trazidos pelo Menino Jesus.
 
O enorme êxito da árvore no mundo anglo-saxão deve-se à rainha Vitória, que instalou uma no palácio real em 1830 e estendeu o costume a todo o reino. Em 1848, chegou até a felicitar as festividades natalinas com uma imagem da família real junto à árvore, o que contribuiu para sua difusão também nos Estados Unidos da América.
 
A difusão da árvore no mundo protestante fez com que, nos países católicos, especialmente do sul da Europa, se desse menos importância a essa tradição. Mais recentemente, com dois pontífices centro-europeus, o costume da árvore de Natal recuperou sua importância.
 
Em 1982, a árvore foi instalada pela primeira vez na Praça de São Pedro: “Que significa esta árvore?", perguntava João Paulo II, respondendo logo a seguir: "Eu creio que é o símbolo da árvore da vida, aquela árvore mencionada no livro do Gênesis e que foi plantada na terra da humanidade junto a Cristo (...). Depois, no momento em que Cristo veio ao mundo, a árvore da vida voltou a ser plantada através dEle e agora cresce com Ele e amadurece na cruz (...). Devo dizer-lhes - confessava – que eu pessoalmente, apesar de ter uns quantos anos, espero impacientemente a chegada do Natal, momento em que é trazido aos meus aposentos esta pequena árvore. Tudo isso tem um enorme significado, que transcende as idades...".
 
OS PRESENTES
 
A relação Natal-presente é muito antiga. Desde o início, um presente nestas datas tem sido um modo de transmitir de modo material às pessoas queridas a alegria própria pelo nascimento do Filho de Deus.
 
Até o século XIX, não se generalizou a idéia, fruto das classes médias, da burguesia. Reis Magos, Menino Jesus, São Nicolau ou Papai Noel, Befana, Olentzero, Caga Tiò... são personagens que, nas festas natalinas, trazem presentes às crianças. Mas muitos destes personagens têm uma longa história. Contaremos duas.
 
REIS MAGOS
 
A importância dos Reis Magos é principalmente religiosa: eles são os protagonistas da Epifania, isto é, da manifestação de Deus a todos os homens, de todos os povos da terra.
 
Já tinham sido anunciados no Antigo Testamento (o Livro dos Reis e Isaias), e São Mateus os descreve como “magos do Oriente". Que fossem três, e reis, é uma tradição que se consolidou rapidamente, como o demonstrou Orígenes, teólogo do século II. Provavelmente, tratava-se de sacerdotes da Babilônia, do culto de Zoroastro, dedicados à astrologia.
 
No século V, Leão Magno fixa em três o número de reis, representando assim as três raças humanas: a semítica, representada pelo rei jovem; a camítica, representada pelo rei negro; a jafética, representada pelo rei mais velho. No século XV, com o descobrimento de novas terras, adquirem seus traços definitivos.
 
Ao longo da história, têm recebido nomes como Magalath, Galgalath e Serakin; Appellicon, Amerin y Damascón; ou Ator, Sater e Paratoras. Os nomes Melchior, Gaspar e Baltasar aparecem pela primeira vez em um pergaminho do século VII.
 
Os restos dos reis magos, após serem encontrados por Santa Helena, em Saba, viveram em agitadas viagens por toda a Europa, até que repousaram finalmente na catedral de Colônia.
 
PAPAI NOEL
 
São Nicolau foi um bispo cristão que viveu na atual Turquia, no século IV. Ainda que tenha feito muitos milagres, o mais conhecido foi o que restituiu a vida a três meninos que haviam sido esquartejados por um carniceiro que havia colocado seus restos em uns sacos. Por isso, sua figura esteve sempre unida às dos meninos. Sua devoção sempre existiu tanto na Igreja católica como na ortodoxa. Logo se associou o santo aos presentes que as crianças recebiam no Natal.
 
A imagem atual é uma mistura do Sinterklaas holandês e tradições escandinavas que haviam chegado aos Estados Unidos. Sua origem remonta a uma noite de 1822, quando o pastor protestante Clément C. Moore criou o personagem Santa Claus. No dia 24 de dezembro, ao cair da tarde, sua esposa descobriu que faltavam algumas coisas para a ceia e pediu a seu marido que fosse comprá-las. Na volta, Clement se entreteve algum tempo com o guarda Jan Duychinck: um holandês gordo e efusivo, com vontade de contar as tradições natalinas de sua terra, em particular os costumes relacionados com Sinterklaas (São Claus).
 
Já em casa, enquanto a esposa preparava a ceia, redigiu um poema para suas três filhas, contando a visita que lhe havia feito São Nicolau. A figura que descreveu era a mesma de Duychinck: um indivíduo cordial, gordo, de olhos chispeantes, nariz vermelho e faces rosadas, que trazia consigo um cachimbo e dizia “ho, ho, ho". Ainda que o personagem se chamasse São Nicolau, nada tinha a ver com o bispo.
 
Fonte: Opus Dei
Imagem: Reprodução
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Mais de 20 organizações de proteção aos direitos humanos, incluindo a Terra de Direitos, lançaram o “Manifesto pela Realização dos Direitos Humanos no Brasil  – 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos”. O documento foi publicado no dia 10/12, data em que se celebrou o Dia Internacional dos Direitos Humanos e Dia dos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos.
 
O manifesto exige que o Estado brasileiro cumpra os compromissos internacionalmente assumidos para a proteção e a garantia da dignidade humana no País e, especialmente, que avance na implementação das recomendações feitas por órgãos e mecanismos internacionais, tendo como base um plano de monitoramento interno de curto e médio prazo, com a participação da sociedade.
 
“Embora o Brasil tenha assinado os tratados internacionais de direitos humanos e participe do Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Sistema das Organizações dos Estados Americanos (OEA), pouco se sabe sobre as recomendações recebidas pelo País e sobre o real empenho do Estado brasileiro em efetivá-las”, destaca o texto.
 
Em 2017, por exemplo, durante o terceiro ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU, o Brasil recebeu 246 recomendações dos Estados-membros das Nações Unidas para fazer cumprir a proteção aos direitos humanos no País. Entretanto, ainda não definiu os mecanismos de implementação e como se dará o monitoramento dessas recomendações.
 
“As organizações da sociedade civil manifestam interesse em estabelecer um diálogo construtivo com o Estado brasileiro na institucionalização de ferramentas de monitoramento dos direitos humanos, como passo seguinte aos compromissos assumidos pelo País perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU. O objetivo desta iniciativa é o de elaborar propostas conjuntas de trabalho para o período 2018-2019, de modo ao País acumular avanços necessários na implementação das recomendações recebidas e estar em condições de cumprir com seu compromisso de apresentação de um relatório de meio termo à ONU”.
 
Para a Terra de Direitos e as demais organizações signatárias do manifesto, sem ações efetivas nesse sentido, o Brasil voltará ao próximo ciclo do RPU sem avanços concretos e sem respostas às centenas de recomendações recebidas e ocupará assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU na desconfortável posição de não ter realizado a efetivação dos direitos humanos no País.
 
O documento foi encaminhado aos ministros dos Direitos Humanos, das Relações Exteriores e à Missão Permanente do Brasil Junto à Organização das Nações Unidas e Demais Organismos Internacionais em Genebra, também no âmbito do MRE.
 
Clique aqui e acesse o documento.
 
Fonte: Terra de Direitos
Imagem: Reprodução
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Somente seis grupos de comunicação detêm 667 veículos dentre rádios, jornais e emissoras de TV, de acordo com relatório do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação de 2014. O monopólio midiático está nas mãos de poucas famílias. A programação da Globo, SBT e Record continuam sendo o meio de informação da maior parte dos/as brasileiros/as que consomem a televisão como meio de entretenimento e informação. Segundo estudo da Kantar Ibope Media de 2017, 53% dos/as brasileiros/as dizem confiar na televisão para se informar. Consequentemente, as organizações da sociedade civil (OSCs) não conseguem ter um grande alcance de público para suas pautas e atividades, ainda mais em um momento de avanço do conservadorismo, da criação de leis anti-direitos e retrocessos nas políticas públicas.
 
Em resposta a esse ambiente e com o intuito de fortalecer e dar maior visibilidade para as pautas das OSCs nasceu a Cardume – Comunicação em Defesa de Direitos, uma rede constituída por organizações da sociedade civil representadas por seus comunicadores/as. O nome da articulação foi inspirado no aglomerado de peixes que nada numa mesma direção e ganha mais força. A ideia é que as organizações juntas têm mais força do que isoladas.
 
A Cardume nasceu no Encontro Nacional de Comunicadores e Comunicadoras da Sociedade Civil pela Defesa de Direitos, que aconteceu de 25 a 29 de setembro em São Paulo. Vinte comunicadores/as de organizações de todas as regiões do país se reuniram para fomentar a articulação do núcleo facilitador da rede, cujo objetivo essencial é pautar, organizar e disseminar para o público as produções sobre diversas temáticas, além de promover a troca de experiências e ferramentas práticas para o maior engajamento virtual. A assessora de comunicação da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Susanne Buchweitz, que participou da criação da iniciativa, pontua que “uma das coisas mais positivas que aconteceu no Encontro foi a criação de um espaço seguro, onde todas e todos pudemos compartilhar angústias, especialmente no que se refere a esse bombardeio de perda de direitos. Como dar conta? Compartilhar esse sentimento e ver a possibilidade de juntar forças é reanimador”, afirma.
 
Os/as participantes saíram do evento com a missão de replicar o debate sobre o direito à comunicação em suas respectivas regiões com o objetivo de ampliar a Cardume integrando comunicadores/as de outras organizações do campo. As atividades já aconteceram em Brasília, Recife, São Paulo, Palmas e Bahia. Além disso, os/as comunicadores/as são fundamentais na mobilização de participantes para cursos à distância sobre Comunicação Estratégica e Incidência Política, que visam à formação política e partilhamento de técnicas de engajamento político nas redes sociais. Tanto a Cardume, como as atividades de formação fazem parte do projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática, uma realização da Abong junto às suas associadas Camp, CESE e Cfemea apoiada pela União Europeia.
 
Para o membro da direção executiva da Abong Mauri Cruz a rede tem importância em nível nacional e internacional e o principal desafio nesta formação é criar estratégias comuns com diversas organizações de temáticas, incidência e comunicação diferentes. “Eu acho que a possibilidade de romper essa barreira da grande mídia corporativa é a nossa capacidade de nos unificar em lutas e causas e criar ferramentas e até instrumentos coletivos para isso”, observa.
 
A agenda da Cardume para o próximo período contempla campanhas temática nas redes sociais. O lançamento da primeira está previsto para o início de 2018 e tratará do direito a comunicação e da criminalização de movimentos e organizações pela mídia. “Teremos momentos importantes em 2018 como o Fórum Mundial Social, o 8 de março e todo um processo eleitoral que demandará da Cardume estratégia e posicionamento como porta voz das OSCs, de forma que as campanhas serão momentos tanto de pactuação, quanto de potencialização dos movimentos sociais pela defesa de direitos”, acredita Masra de Abreu, assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea).
 
Fonte: Observatório da Sociedade Civil
Foto: Reprodução
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Anualmente, milhões de turistas do mundo todo visitam as margens arenosas do Mar Vermelho, para verem onde Moisés passou quando tirava o povo israelita da escravidão no Egito.
 
Embora os arqueólogos modernos insistam que os relatos bíblicos não podem ser provados, uma descoberta recente pode mudar esse quadro.
 
Após anos de pesquisas, o cineasta Timothy Mahoney e sua equipe de pesquisadores revelaram algo que podem confirmar os acontecimentos do Livro de Êxodo, incluindo uma estátua que pode ser a de José.
 
Em entrevista à WND, Mahoney explica que gravou o documentário “Patterns of Evidence: Exodus” e também lançou um livro sobre sua jornada arqueológica. “Doze anos atrás, comecei uma aventura, uma busca pelo caminho do Êxodo”, lembra o cineasta. “Eu queria mostrar tudo. Mas quando cheguei ao Egito e conversei com egiptólogos e estudiosos, acabei ouvindo de um deles: Você não sabe que o Êxodo nunca aconteceu? Não há provas disso”, relata.
 
Mesmo convicto de que a Bíblia é verdadeira, Mahoney voltou aos EUA com uma “semente de dúvida” crescendo em sua mente. Procurando outros estudiosos, acabou ouvindo de um egipotologista que a arqueologia moderna tem procurado Moisés nos lugares errados e no período de tempo errado.
 
Segundo Mahoney, a maioria dos arqueólogos insiste que o Êxodo aconteceu na época do faraó Ramsés, por que o texto bíblico afirma que os israelitas paticiparam da construção da cidade de Ramsés [Êx 1:11]. “No entanto, sabe-se que Ramsés viveu perto do ano 1250 a.C, mas não há evidências arqueológicas dessa história naquele período histórico”, destaca.
 
“Meus amigos arqueólogos me disseram para cavar mais fundo”, continuou ele. “Sob a cidade de Ramsés, havia outra cidade, muito mais antiga, chamada Avaris. Essa cidade estava cheia de pessoas do povo semita. Ela foi uma das maiores cidades de sua época. Ali que achamos, penso eu, os primeiros israelitas. Esse é o padrão que corresponde à história da Bíblia. Não foi na época do faraó Ramsés, mas é no local onde Ramsés construiu sua cidade”.
 
Avaris vinha sendo escavada há décadas pelo professor Manfred Bietak, que encontrou os restos da estátua de dois metros em 1988. Bietak explica que a palavra “Avaris” não significa nada em egípcio. Mas o termo “hebreu” na língua hebraica antiga é “Ivri”, enquanto “homem” é “Ish”. Em outras palavras, a palavra “Avaris” pode estar relacionada com “Ivri Ish”, ou o “Homem hebreu”, como José foi designado em Gênesis 39:14.
 
Estátua de José
 
Uma das maiores surpresas reveladas no documentário “Patterns of Evidence: Exodus” é a descoberta da estátua de um líder semita no Egito, um homem que só poderia ser o José da Bíblia. Ela está no sítio arqueológico de Tell el-Daba e sua data é de aproximadamente 1770 a.C.
 
“A história de José é sobre como um israelita acabou se tornando um grande líder, o segundo mais poderoso do Egito”, lembra Mahoney. “Em Avaris, a arqueologia mostra que havia um pequeno grupo de pessoas do povo semita. Há essa casa que é típica da região de onde eles vieram. Em cima dessa casa, um palácio foi construído. Eles tinham túmulos atrás desse palácio. Neste palácio havia uma estátua. Claramente era o túmulo de um líder semíta”, destava.
 
“O interessante é esta estátua ficar junto a um túmulo em forma de pirâmide, algo que só era dado aos membros da realeza. Por que um semita teria isso?”, questiona o cineasta. “Bem, isso coincide com a história, este tipo de prestígio somente José teria recebido”, acredita.
 
Sua equipe de pesquisadores descobriu um outro paralelo com as Escrituras. “Na história bíblica, José disse que seus ossos devem ser tirados dali quando o povo saísse do Egito. Quando os arqueólogos descobriram este túmulo [do líder semita], viram algo muito incomum: não havia ossos nesta tumba. Os ossos foram retirados. Os ladrões de sepulturas nunca levam os ossos; apenas levam os bens, os ossos não têm valor”, conta Mahoney. O rosto da estátua foi arrancado e há marcas que tentaram derrubá-la. Isso pode ser um indício de que sua presença irritava os egípcios, por motivos óbvios.
 
A estátua, a tumba e as ruínas do castelo foram amplamente estudadas por especialistas. A revista Bible Archeology dedicou amplo espaço e a conclusão é a mesma de Mahoney.
 
Importância das provas
 
O cineasta diz que não queria fazer um documentário cristão, mas algo que pudesse ajudar as pessoas a entenderam melhor a Bíblia. Sua produção foi considerada por Normam Geisler e Joseph Holden – eruditos que já escreveram muitos livros sobre o Antigo Testamento – como um “divisor de águas”.
 
Mesmo estudiosos seculares, destaca Mahoney, disseram que o filme foi “um dos melhores que eles já viram” sobre este tópico, “embora não concordem necessariamente com tudo”.
 
O cineasta diz que o filme retrata sua busca honesta pela verdade e permite aos crentes lidarem como perguntas difíceis sobre sua fé.
 
“É importante que [Êxodo] tenha uma base histórica”, disse Mahoney à WND. “Se essa história não é verdadeira, se é apenas uma alegoria, é um castelo de cartas. Todas as demais histórias na Bíblia são construídas sobre esses relatos. Jesus fala sobre Moisés, o apóstolo Paulo também. Se você não tem um Êxodo histórico, então o que acontece com um Jesus histórico? Está tudo conectado… eu fui e investiguei durante 12 anos com minha equipe, e encontramos evidências para essa história”, comemora.
 
Fonte: Notícias Gospel Prime
Imagem: Reprodução
Obs.: o título foi adaptado
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Há mais de uma semana camponeses do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) estão em greve de fome contra a Reforma da Previdência na capital federal e os primeiros sinais de debilidade começam a ser diagnosticado, como dor de cabeça e estomago, fraqueza e dificuldade de locomoção.
 
Ronald Wolff, médico que acompanha os sete grevistas em Brasília, diz estar muito preocupado com o estado de saúde de alguns grevistas que já se encontram no 8ª dia de greve. “Começam a apresentar alguns sintomas já preocupantes”, afirma o doutor. Que ainda questiona, “será que vai ser preciso agravar a saúde de um Frei, de uma mulher lutadora para que os representantes do povo brasileiro se sensibilizem e comecem a compreender o que é que está em jogo?”.
 
Ao mesmo tempo em que outros locais do país iniciam greves de fome como é o caso do Sergipe que tem 4 militantes do MPA em greve de fome na Câmara Legislativa, Samuel Carlos, Elielma Barros, José Valter Vitor e Eliana Sales todos MPA. E, no município de Canguçu - RS, mais 4 companheiros iniciaram greve de fome nesta segunda-feira, 11, Lucas Pinheiro, Rosane do Amaral e Marlei Sell do MPA e Celis Madri do Sindicato dos Municipários de Canguçu (SIMCA).
 
Além de Brasília, Rio Grande do Sul, Sergipe e Rondônia, já se confirmam greves de fome, Dia de Fome, vigílias, atos e ações de denúncia da Reforma da Previdência nos estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Piauí, Pernambuco, e Alagoas. Todos contra a Reforma da Previdência que, se for aprovada, irá forçar milhões de brasileiros a passarem fome.
 
Início
 
A greve de fome teve início no dia 5 de dezembro. Ela foi anunciada durante audiência pública que debatia sobre o quanto a Reforma da Previdência irá afetar os trabalhadores do campo. Na ocasião, foi confirmada a informação que os trabalhadores rurais estariam inclusos na Reforma da Previdência, ao contrário do que o relator da Reforma, Arthur Maia (PPS-BA), havia veiculado na semana anterior. Segundo projeções dos movimentos populares, mais de 70% do segmento pode ficar de fora da cobertura previdenciária caso o texto seja aprovado.
 
Visita do presidente da CNBB
 
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha, esteve na Câmara nesta terça, 12, para prestar solidariedade aos militantes.
 
"Manifestações pacíficas na busca da justiça e da paz são muito importantes. A própria CNBB tem valorizado os gestos e mobilizações da população brasileira. É claro que nós queremos a vida desses irmãos que estão em greve de fome, mas eles estão oferecendo esse sacrifício para que o nosso povo — sobretudo os mais pobres, os mais fragilizados — tenha vida, tenha os seus direitos", disse o religioso.
 
Também nesta terça, os grevistas receberam o apoio de atores do Grupo de Teatro Político e Vídeo Popular de Brasília, que fizeram uma intervenção artística na Câmara contra a Reforma.
 
Quatro dos grevistas são do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e duas são do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). O sétimo componente é o frei Sérgio Görgen, religioso católico.
 
A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) foi uma das pessoas que também esteve junto ao grupo para demonstrar apoio. Filha de camponeses sem terra, ela destacou que o protesto dos grevistas é uma atitude de solidariedade ao conjunto da população. 
 
"Esse gesto de coragem, sem dúvida nenhuma, representa uma contribuição inestimável pra formar a consciência de quem não está aqui. Isso exerce pressão sobre os parlamentares, sobretudo aqueles que ainda não se definiram", completou.
 
CONIC com informações do Brasil de Fato e assessoria MPA
Foto: Comunicação MPA
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