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Um ano após a publicação da encíclica Laudato si', são muitos os líderes ambientalistas assassinados em todos os cantos do planeta. E muitos outros continuam lutando por um mundo mais justo.

Tantos nomes, tantas histórias, tantos lugares. E são apenas a ponta do iceberg: quando esses ativistas não estão vinculados a grandes grupos internacionais, a sua morte acaba relegada a poucas linhas de crônicas locais, impossíveis de se encontrar.

A verdade é que a Laudato si', no mundo de hoje, não é uma palavra "superficial", mas sim o grito de tantos mártires. Dar-se conta disso é o primeiro passo para sair, também nesse âmbito, da "globalização da indiferença" que o Papa Francisco tantas vezes denunciou.

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Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em comunhão Sl 133:1

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) viveu nestes últimos dias uma experiência inesquecível. Um longo processo de consulta no nível provincial e diocesano foi apresentada ao Sínodo Extraordinário, oportunizando a aprovação de uma nova Constituição e novos Cânones da Igreja. Estamos agradecidos a Deus pelo clima saudável, maduro e altamente respeitoso que vivemos nestes dias com uma verdadeira comunidade de discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

A Igreja está juridicamente reconfigurada e as novas normas afirmam com clareza ainda maior o nosso ethos anglicano! Normas e procedimentos administrativos, pastorais, relativas ao ministério leigo, diaconal, presbiteral e episcopal contemplam agora princípios de maior transparência e publicidade. Uma atualização necessária após 22 anos da última reforma canônica.

Uma Igreja equipado para responder as necessidades de novos tempos. Uma questão que exigiu redobrada atenção foi a discussão sobre o Canon do Matrimônio Cristão. Um tema que sido crucial e que tem exigido da Igreja muita reflexão da Câmara Episcopal, da Câmara do Clero e do Laicato, bem como de toda a Igreja. A proposta de se adotar a neutralidade de gênero, embora contemplado na Liturgia oficial da Igreja, não foi definida porque a Igreja não alcançou o consenso necessário para aprovação! A maturidade do plenário sinodal indicou que se precisa aprofundar ainda mais o diálogo sobre este tema. Cada grupo que se colocou na defesa tanto da mudança como da manutenção não logrou alcançar os votos necessários para adotar a neutralidade de gênero. Seguindo a recomendação do Sinodo Ordinário de 2013, a IEAB seguirá tratando a matéria com seriedade e profundo senso de respeito. O Sinodo de 2017 deverá considerar novamente a matéria.

Um importante passo dado no plano do testemunho eclesial da Igreja foi dado com a regulamentação do Canon que trata da Diaconia. O projeto de serviço e incidência pública de nossa Província tem agora uma estrutura e papéis, bem como instâncias que promoverão o crescimento das ações em favor das pessoas excluídas da sociedade e afirma a dimensão do serviço como parte essencial de nossa missão.

A vivência litúrgica, o empenho de todas as equipes de trabalho, das comissões de Liturgia, Constituição e Cânones, Secretaria Geral, Câmara dos Bispos e da delegação Clerical e Leiga expressaram com clareza que estamos vivendo um tempo de maturidade na forma como nos entendemos como família Provincial. Como Primaz da Igreja, dou graças a Deus por isto.

Mesmo em meio a diferentes pontos de vista e mobilização de causas, saímos deste Sínodo fortalecidos e comprometidos a permanecemos unidos em torno da mesa eucarística. Estamos conscientes de nossa interdependência como membros do mesmo corpo, da mesma família de Cristo. Estamos motivados a aprender ainda mais o caminho do serviço, do amor e da justiça.

Que Deus continue abençoando a nossa Província e que sempre estejamos preparados para oferecer as razões da nossa fé!

Do vosso Primaz,

++ Francisco

O CONIC criou, em seu site, o espaço Religiões e Democracia. A ideia é refletir as relações entre a religião e a democracia e trabalhar a temática com o auxílio de perguntas feitas a lideranças religiosas, teólogos e teólogas, cientistas da religião e de outras áreas do conhecimento. Convidamos vocês para lerem as entrevistas e manifestarem opiniões. Sempre em um espírito de diálogo e respeito às ideias.
 
Nessa primeira da série, falamos com Sônia Mota, diretora executiva da CESE.
 
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1) De que modo as religiões podem contribuir para o aprofundamento da democracia?

É verdade que por princípio, todas as religiões têm um elemento profético, que busca por justiça e igualdade em contextos de opressão e desigualdade e de luta pelo bem estar da coletividade. Mas também é verdade que algumas religiões têm uma dimensão legitimadora do status quo. A reflexão teológica deve resgatar a dimensão profética das religiões para que possa haver um trabalho em conjunto por uma sociedade mais justa.

As religiões podem dar uma grande contribuição para o fortalecimento da democracia se permitirem que seus fiéis exerçam a sua liberdade de questionar e criticar a própria religião - quando passível de crítica - e as concepções, práticas e projetos que atentem contra a dignidade humana. A partir de seu fundamento no transcendente (Deus), as religiões podem ser o elemento crítico de ditaduras e absolutismos políticos e econômicos e, assim, contribuir para a construção de estados democráticos.

2) Algumas religiões acreditam que a democracia é incompatível com aquela fé. Como lidar com isso?

A experiência de fé pode ser tão marcante e forte que tende a absolutizar-se, ou seja, a reconhecer a própria experiência como a única verdadeira e a própria religião como sendo a única certa. Esta tendência exclusivista é, por natureza, contrária ao pluralismo de ideias, instituições, credos, ideologias. Cabe à teologia distinguir entre legitimidade da opção de fé própria e a aceitação da possibilidade de a verdade revelada ser mais ampla do que uma experiência específica ou uma religião específica. Lamentavelmente, para alguns grupos, a democracia e o pluralismo são, muitas vezes, entendidos como uma relativização de valores que ameaça as bases de fé e a identidade desses grupos religiosos. A questão é saber como educar para uma sociedade pluralista onde se reconheça que a crença religiosa e política de indivíduos não seja absolutizada como a única verdade válida para toda a sociedade. Num mundo tão complexo e plural como o nosso, despertar para a consciência em relação à diversidade é tarefa urgente. Uma sociedade democrática aceita a pluralidade e a diversidade e defende o direito de consciência e opção religiosa de cada indivíduo. A minha fé não pode ser obstáculo para as escolhas de outras pessoas que vivem e pensam diferentemente de mim.

3) No Brasil, expressões religiosas, sobremaneira cristãs, se apossam cada vez mais dos espaços públicos conquistando grandes representações no Congresso Nacional. Como avalia esse fenômeno?

No atual momento a laicidade do Estado brasileiro está fortemente ameaçada. Um Estado laico deve zelar, em primeiro lugar, pela livre manifestação de todas as religiões sem se deixar guiar por pressões religiosas Um Estado laico deveria pautar suas políticas públicas a partir da necessidade e dos anseios dos cidadãos e cidadãs manifestados por meio do voto, plebiscito ou outra forma de expressão da vontade popular garantido que todos e todas cidadãos sejam contemplados por políticas públicas.

O atentado ao Estado laico tem se manifestado nos últimos anos, sobretudo para interferir em políticas públicas no que diz respeito à sexualidade humana. Juízes usam a religião para legitimar violência doméstica, políticas públicas sobre corpo e sexualidade feminina são pautadas por religião, a disputa pelo conceito de família continua usando moldes religiosos. O recém aprovado Estatuto da Família estipula o conceito de família apenas ao formato restrito à heterossexualidade e à obrigação patriarcal de produzir filhos biológicos, ofende os casais homoafetivos e revela um retrocesso histórico na luta e direitos LGBT e de todos os direitos civis e constitucionais. É um projeto baseado em uma interpretação do Evangelho, numa flagrante afronta e violação do Estado Laico.

4) As religiões de matriz africana, por outro lado, estão pouco representadas. Como você interpreta isso?

É fato que a representação de religiões de matriz africana no Congresso nacional é inexpressiva. Talvez seja mesmo resquício colonial e processo de exclusão e preconceito que estas religiões enfrentam no nosso país. Também pode ser que o preconceito com as religiões de matriz africana levem candidatos/as que professam a sua fé nos orixás a esconderem este fato dos eleitores. Penso que mais importante do que o número de cristãos, candomblecistas ou dos sem religião que ocupam espaço no Congresso é o modo como estes representantes atuam e lutam em favor de causas. Se as pautas e projetos apresentados objetivarem o bem comum da sociedade e promoverem o respeito às diferenças e às pluralidades, preservarem a laicidade do Estado, cooperarem para a paz e a resolução de conflitos, defenderem os direitos das minorias, tanto faz a confissão religiosa dos representantes.

5) Agora, uma pergunta provocativa: é possível, a partir da teologia ou das teologias cristãs, estabelecer relação entre religião e democracia? Se sim, quais seriam as chaves teológicas? Se não, quais seriam as chaves teológicas?

Acho que o que se chama de teologia pública – que estuda a atuação e manifestação da fé em espaços públicos – é a que se dedica a esta área. Essa teologia se baseia no interesse da fé cristã em estabelecer uma vida digna para todos os integrantes de uma sociedade. Um dos termos chave dessa teologia é “cidadania”, ou seja, a possibilidade da participação de todas as pessoas na construção da sociedade civil.

Também não podemos esquecer a contribuição que a Teologia da Libertação e seus múltiplos desdobramentos (teologia negra, teologia feminista, teologia ameríndia, teologia queer) deram e continuam dando ao processo democrático e ao empoderamento de grupos socais antes invisibilizados. A defesa dos direitos de minorias será sempre um aporte que as religiões podem trazer para o aperfeiçoamento democrático.

Na Europa, os valores da religião cristã foram importantes na construção da democracia e no estabelecimento dos direitos individuais. No Brasil, a reflexão teológica pode contribuir para o aprofundamento do conceito de democracia. Sabemos que a democracia representativa atual nem sempre se comporta como “poder do povo”, por causa de uma herança colonial oligárquica que ainda deve ser superada. Além da contribuição positiva assinalada acima, a teologia sempre terá também uma função crítica em cada regime governamental e forma de Estado, evitando a absolutização do poder e desvelando ideologias demagógicas e práticas políticas nefastas.

6) É comum utilizar a bíblia para legitimar e justificar posturas antidemocráticas. É possível identificar possíveis iluminações bíblicas que contribuiriam para o fortalecimento da democracia e para a valorização das diversidades?

A Bíblia deve ser lida dentro de seu contexto. Se não se fizer isso, cada um encontrará o que quiser dentro dela para legitimar a sua própria opinião. Mas se observarmos o conteúdo do todo, há, grosso modo, uma tradição libertária e igualitária na Bíblia e uma óbvia tendência de estender a salvação a todos, inclusive aos inimigos. Anteriormente já foi mencionado o elemento profético. Todas as igrejas e religiões têm este elemento profético, baseado em seus livros canônicos. Várias ações de defesa de direitos realizadas por igrejas e organismo ecumênicos são fundamentadas em textos bíblicos. Não posso aceitar que grupos fundamentalistas distorçam o texto bíblico sem reagir. Para a religião cristã a Bíblia é texto sagrado que serve para iluminar a vida, dar sabor e ser luz que ilumina os caminhos a serem trilhados. Ao partir desta compreensão encontro lá um Deus libertador que se encarna na humanidade para sentir suas dores e sofrimentos e a partir desta experiência apontar caminhos de fraternidade, de liberdade, de solidariedade. Encontro um Cristo que rompe com exclusivismos, com preconceitos, que abraça o diferente sem fazer proselitismos. Um Cristo que não se preocupa com rótulos religiosos, mas com o ser humano.

7) Algumas vozes analisam a laicidade do Brasil como ambígua. É possível a relação entre religião e política sem ferir a laicidade? Como analisar a presença pública da religião no Brasil e sua relação com o Estado?

Em primeiro lugar, há que esclarecer qual é o tipo ou grau de laicidade que se pretende no país. Existem mais do que meia dúzia de possibilidades de relacionar religião e Estado. Um olhar para os outros países mostra a diversidade com que se pode entender Laicidade. No Brasil, ainda não há muita clareza, qual modelo se quer seguir. Aparentemente se busca mais o modelo de estímulo às manifestações religiosas, com diversos privilégios legais específicos (isenção de impostos, etc.). Este modelo pode ser uma herança do Brasil colonial; mas é, de fato, contestado por ateus. Em outros países, os privilégios legais são menores, mas os acordos bilaterais (público-privados) de prestação de serviços são mais diversificados (serviços sociais, educação, saúde pública, etc.).

Pessoas religiosas, independentemente de coloração denominacional, sempre vão também estar na política. A religião não é somente algo interior, relativo à alma, mas ela busca concretizar valores na área de atuação das pessoas. Isso não precisa ser algo ruim. A fé cristã, em seu princípio ético, é uma das religiões que lutam pela justiça e igualdade de direitos para todos e o bem estar de toda a coletividade. O mal não é a religião, mas quando pessoas/políticos buscam o interesse pessoal ou benefícios e privilégios para a sua própria confissão, denominação ou religião, ou quando querem impor os seus princípios de fé para toda sociedade. Na época do Brasil império havia privilégios para a Igreja Romana; alguns destes privilégios continuam até hoje. Novas denominações cristãs reivindicam estes mesmos direitos também para si ou, então, criam novas benesses, aí começam os problemas.

Biografia:

Sônia Mota – Diretora Executiva da CESE

Graduada em teologia pelo Instituto de Educação Teológica da Bahia (ITEBA), em 1992, onde iniciou sua caminhada ecumênica inter-religiosa. Licenciou-se em filosofia na Universidade Federal da Bahia em 1997. Primeira pastora ordenada pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU). Em 2003, tornou-se mestre em teologia, pelo Instituto Ecumênico de Pós Graduação da Faculdade da Escola Superior de Teologia em São Leopoldo, Rio Grande do Sul na área de História da Igreja. Foi assessora de ecumenismo e coordenadora executiva no CECA – Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria e hoje ocupa o posto de Diretora Executiva na CESE- Coordenadoria Ecumênica de Serviço..

CESE

Organização Ecumênica, sem fins lucrativos que há 43 anos atua no Brasil na defesa de direitos. Sua missão é fortalecer organizações da sociedade civil, especialmente as populares, empenhadas nas lutas por transformações políticas, econômicas e sociais que conduzam a estruturas em que prevaleça democracia com justiça. Para cumprir sua missão tem as seguintes estratégias: Apoio a pequenos Projetos; Diálogo e Articulação e Formação.

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Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Vargem Grande Paulista SP – 16 a 19 de Junho de 2016

O Sínodo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil conclama as autoridades públicas competentes, bem como a sociedade civil em geral, a unirem-se em repúdio ao brutal assassinato do líder indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, ocorrido na região de Caarapó-MS.

Nossa Igreja conclama todas as pessoas à defesa das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul e, em especial, ao povo Guarani Kaiowa, que têm sido vítimas de reiteradas ameaças e de etnocídio orquestrado e perpetrado por mílicias a serviço do agronegócio na região.

Nos solidarizamos com as famílias que perderam entes queridos brutalmente assassinados, e demandamos das autoridades regionais e nacionais, medidas imediatas para a defesa da vida e das garantias constitucionais que vêm sendo reiteradamente violadas. Que Deus, Pai de todas as pessoas, tenha misericórdia e proteja os inocentes dessa barbárie.

Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?
Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? (Habacuque 1.2)

O rompimento da barragem de Bento Rodrigues, em novembro de 2015, deixou mais do que um imenso rastro de destruição causado pela lama com rejeitos de mineração. Revelou também como o modelo de exploração mineral no Brasil é predatório. O sistema, que se vale de muitos incentivos fiscais e tributários, gera lucro apenas para as grandes empresas transnacionais do setor - principalmente na Amazônia. Às populações das regiões ricas em minérios sobram apenas desastres, miséria e contaminação.

O vídeo a seguir revela que o atual modelo de exploração mineral no Brasil é lucrativo apenas para as grandes empresas multinacionais do setor. Aos brasileiros, sobram desastres como o de Mariana, miséria e contaminação.

Clique na imagem (abaixo) para assistir:

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Fonte: INESC
Foto: Reprodução/Vídeo

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) estão analisando projetos relacionados ao saneamento básico, tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, para financiamentos no valor unitário de até R$ 60 mil com recursos do Fundo Ecumênico de Solidariedade (FES). A informação foi prestada na tarde de quinta-feira (9) pelo consultor do Senado Luiz Beltrão Gomes de Souza durante debate sobre saneamento e meio ambiente promovido pelo programa Senado Verde e seu congênere EcoCâmara.

O prazo para envio das propostas terminou no dia 1º de junho de 2016. Puderam participar grupos organizados, coletivos, associações, pastorais, igrejas locais e entidades de apoio a movimentos sociais. As ações devem estar inseridas nos eixos temáticos Formação e Capacitação, Mobilização para Conquistas e Efetivação de Direitos e Superação de Vulnerabilidade Econômica e Geração de Renda.

Conforme explicou Beltrão, o objetivo não é o financiamento de obras de saneamento em si, que são de responsabilidade do Estado e exigem vultosas somas, mas gerar conhecimento, desenvolver habilidades e criar mobilização que ajude as comunidades a superar dificuldades nesse campo de forma solidária e com prioridade aos mais pobres.

Os beneficiados com as verbas deverão realizar cursos profissionalizantes gratuitos e realizar palestras que visem à superação da vulnerabilidade social, possibilitando um espaço de aprendizagem e incentivo à participação coletiva. Espera-se, por exemplo, a formação de agentes e líderes que atuem no trabalho de defesa e garantia de direitos, direta ou indiretamente. Outras linhas de superação social são a autogestão, o comércio justo, as redes produtivas, os fundos solidários e os centros de reciclagem.

Em sua apresentação, o consultor do Senado, citou as palavras do papa Francisco sobre a campanha da fraternidade deste ano, que se desenvolveu a partir do tema “Casa Comum, nossa responsabilidade”: “As exigências desta obra serão tão grandes, que as possibilidades das iniciativas individuais e a cooperação dos particulares, formados de maneira individualista, não serão capazes de lhes dar resposta. Será necessária uma união de forças e uma unidade de contribuições”.

Gestão

A reportagem de capa do nº 27 da revista Em Discussão apresenta como uma das lacunas do saneamento básico no Brasil justamente o envolvimento direto da população na cobrança e fiscalização desses serviços. A maior falha, no entanto, é a de gerenciamento, conforme mencionou no debate de quinta-feira o consultor da Câmara dos Deputados, José de Sena.

“Há uma grande necessidade de projetos tecnicamente viáveis e da continuação e sustentabilidade de obras”, observou Sena. Segundo ele, são muitos os casos de municípios que empreenderam a construção de estações elevatórias para a canalização de esgotos e interromperam os projetos, abandonando-os em seguida, por dificuldades técnicas ou financeiras.

A assessora de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal Raquel de Carvalho Brostel observou que o investimento no setor tem de ser alto e constante, em face da urbanização veloz e, muitas vezes, não planejada. A Caesb está com um alto índice de perdas na distribuição de água, 32%, não apenas em razão do envelhecimento de equipamentos, mas de "gatos" (ligações clandestinas). Outro fragilidade é o assoreamento de rios e ribeirões importantes para a captação de água em face da ocupação irregular de suas margens.

O consultor do Senado Joaquim Maia Neto referiu-se ao Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) como “uma política com metas muito ambiciosas’, o que está dificultando a sua execução. Na opinião dele, a atuação precária do Estado nesse setor abre espaços a propostas de repasse de serviços à iniciativa privada, o que pode ser delicado do ponto de vista social. Para Sena, o problema do saneamento básico é tão complexo que não se deve descartar, em princípio, nenhuma solução. O ideal seria, inclusive, a combinação de vários modelos. “Quando se faz uma concessão ao setor privado, não se privatiza a água, apenas o serviço”, ponderou.

Na avaliação do coordenador do evento, Persio Henrique Barroso, o debate cumpriu o objetivo de agregar um grande número de informações técnicas e questionamentos que aprofundaram a análise sobre a relação entre saneamento básico e meio ambiente.

Fonte: Agência Senado
Foto: Tania Rêgo/ABr

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Um grupo de pastores norte-americanos e europeus se reuniu com o Papa Francisco na última sexta-feira (10). Nomes como Mike Bickle, Che Ahn, Kris Vallotton e Stacey Campbell estiveram entre os líderes presentes no Vaticano para um diálogo sobre o cristianismo.

“A reunião durou cerca de duas horas. Eles nos deram a oportunidade de fazer perguntas. O encontro foi muito caloroso e pessoal”, disse o líder do ministério House of Prayer (IHOP), Mike Bickle.

A canadense Stacey Campbell afirmou nas redes sociais que o encontro com o pontífice foi parte da resposta da oração de Jesus Cristo, relatada em João 17. Ela ainda conta que depois de discutirem “as questões fundamentais sobre a singularidade de Cristo”, o papa entregou a eles seu livro “On Love in the Family”.

“À medida que nos aproximamos do 500º aniversário da Reforma, temos a oportunidade de orar juntos e fala a verdade no amor, um para o outro. A verdade e o amor não são mutuamente exclusivas. Elas andam juntas”, disse ela.

Kris Vallotton também comentou sobre o encontro nas redes sociais. “Tive o privilégio de conhecer o Papa Francisco hoje com alguns outros pastores. Ele é realmente um grande homem. Eu amo muito ele!‪”.

Evento reunirá católicos e evangélicos nos EUA

Líderes evangélicos dos EUA estão convocando cerca de um milhão de cristãos — entre protestantes e católicos — para estarem presentes no evento de oração e adoração “Together 2016” (“Juntos 2016”). Segundo o pastor Nick Hall, idealizador do encontro, o objetivo é que Deus transforme os corações “divididos” dos americanos.

O Papa Francisco será o principal preletor da reunião por meio de uma videoconferência, juntamente a mais 40 líderes e cantores do meio, como Hillsong United, Kari Jobe, Kirk Franklin, Jeremy Camp, Michael W. Smith, Casting Crowns e Lecrae.

“Estamos honrados por seu envolvimento e ansiosos para compartilharmos sua mensagem com a multidão”, disse Hall sobre a participação de Francisco ao site The Christian Post. Together 2016 está marcado para acontecer no dia 16 de julho, das 9h às 21h, no National Mall, em Washington. Mais de mil igrejas do país se comprometeram a participar.

Fonte: Guiame, com informações de Charisma News e The Christian Post
Fotos: Reprodução
Obs.: o título foi adaptado

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A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, emitiu uma Mensagem de Solidariedade aos presos políticos do MST. Para a entidade da Igreja Católica no Brasil, “perseguir e prender lideranças do povo é um ato de desrespeito à vida, pois fere os princípios éticos da dignidade humana dos povos, que são excluídos do acesso à terra, ao teto e ao trabalho”. Confira abaixo:

MENSAGEM DE SOLIDARIEDADE

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz reunida em Brasília nos dia 07 de junho, em reunião ordinária, manifesta sua solidariedade à José Valdir Misnerovicz, educador popular, mestre em Geografia pela Universidade Federal, Campus Goiânia e membro articulador do MST, atuando no Estado de Goiás, preso no último dia 31 de maio, em Veranópolis (RS).

Ele se encontra no Núcleo de Custódia de Segurança Máxima, em Aparecida de Goiânia/GO. Esta prisão insere-se num contexto que, a nosso ver, pretende a criminalização dos Movimentos Sociais e Populares bem como suas lideranças e executado pelo Poder Judiciário do Estado de Goiás.

Faz parte desse mesmo processo de repressão a reclusão do agricultor Sem-Terra Luiz Batista Borges, desde o dia 14 de abril, no centro de detenção de Rio Verde/GO, além de outros militantes do MST de Goiás que se encontram com pedido de prisão decretada, bem como a tentativa de criminalização do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) no Mato Grossa do Sul.

Esta Comissão contesta veementemente tal atitude. Perseguir e prender lideranças do povo é um ato de desrespeito à vida, pois fere os princípios éticos da dignidade humana dos povos, que são excluídos do acesso à terra, ao teto e ao trabalho.

Dom Washington Cruz, Arcebispo de Goiânia, o visitou na prisão. Segundo ele, Valdir “sempre demonstra ser um homem de bom senso, calmo e com clareza de posições e atitudes em defesa da vida, sobretudo da vida dos pobres sem terra”.

Dom Guilherme Antônio Werlang, bispo de Ipameri/GO e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da CNBB, juntamente com Dom Eugène Rixen, bispo de Goiás, referenciais para as Pastorais Sociais do Regional Centro Oeste da CNBB, participou de audiência com o Desembargador de Justiça do Estado de Goiás, Dr. Ivo Favaro, no dia 06 de junho de 2016, dando seu testemunho em favor da idoneidade do Sr. José Valdir Misnerovicz.

Reiteramos nossa solidariedade com o Sr. José Valdir e manifestamos nossa preocupação com os claros indicativos de repressão aos Movimentos Sociais e suas lideranças que não condizem com o Estado Democrático e sim com a ditadura.

Entendemos que o Estado Brasileiro está correndo sérios perigos e de grandes retrocessos em nossa Democracia, ainda mito frágil.

Que Deus seja a força de todos os que lutam pela justiça e a paz.

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Ipameri/GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

Dom Canísio Klaus
Bispo de Sinop/MT

Dom José Valdeci Mendes
Bispo de Brejo/MA

Dom André de Witte
Bispo de Ruy Barbosa/BA

Dom Luiz Gonzaga Fechio
Bispo de Amparo/SP

Dom Milton Kenan Júnior
Bispo de Barretos/SP

Com informações da CNBB/MST

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A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Distrito Federal (ABES-DF), por intermédio de sua Câmara Temática de Resíduos Sólidos, em parceria com o GDF e outras instituições, promove concurso voltado para o público das escolas das redes pública e privada do Distrito Federal visando a promoção na melhoria do saneamento básico local, por meio de atividades de educação ambiental e da mobilização da comunidade escolar, mediante os critérios e condições estabelecidas neste Edital.

O concurso “SANEAMENTO NA ESCOLA: Nós Fazemos” está aberto, exclusivamente, às escolas das redes pública e privada, sendo imprescindível, ao gestor escolar ou aos demais integrantes da gestão realizar a inscrição no concurso.

O Concurso tem como objetivo incentivar que as escolas promovam um diagnóstico da situação do saneamento básico em seu ambiente interno e entorno e promovam ações para melhoria dos pontos críticos identificados, premiando as melhores iniciativas.

A proposta está aberta a qualquer comunidade escolar que se interessar sobre o tema e se dispuser a participar do processo.

Todas as escolas da rede pública e privada estão aptas a se inscrever e concorrer ao concurso “Saneamento na Escola: Nós Fazemos”, desde que preencham os requisitos presentes no Edital de chamamento, em especial, no que diz respeito ao envio de formulário de inscrição, Plano de atividades a ser desenvolvido no ano de 2016, relatório de execução do Projeto, documentos comprobatórios, e auto avaliação.

O formulário obrigatório para inscrição deve ser preenchido aqui e as declarações devem ser baixadas aqui, preenchidas e enviadas com as devidas assinaturas para o email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (coloque no assunto do email o nome da escola) até dia 20 de junho de 2016. A homologação da inscrição das escolas no concurso “Saneamento na Escola: Nós Fazemos” ocorrerá no dia 27 de junho de 2016 no sítio www.abes-df.org.br.

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As organizações, igrejas e agências que compõem o PAD e o FEACT-Brasil, que em outubro passado realizaram uma missão ecumênica em apoio aos Guarani-Kaiowá, vêm outra vez manifestar primeiramente sua solidariedade aos povos indígenas do Mato Grosso do Sul, diante do assassinato de mais uma liderança e do grave ferimento a bala de mais cinco indígenas.

O ataque aos Guarani-Kaiowá aconteceu nessa terça-feira, 14 de junho,quando mais de 70 fazendeiros e pistoleiros invadiram a comunidade Guarani-Kaiowá no tekohá TeyiJusu, município de Caarapó-MS e colocaram fogo nos pertences dos indígenas.

O líder indígena Cloudione Rodrigues Souza foi assassinado com um tiro na cabeça, disparado por pistoleiros no momento da chegada. Os ataques dos latifundiários teriam sido reação à retomada que os indígenas fizeram de suas terras. Cansados de esperar por providências, no último domingo, dia 12, um grupo significativo de indígenas reocupou as terras da fazenda Ivu, que já haviam sido demarcadas pelo Governo Federal, como sendo da etnia Guarani-Kaiowá.

PAD e FEACT- Brasil repudiam com veemência estas ações paramilitares, que com a conivência do poder público, culminaram em mais um líder indígena assassinado em terras brasileiras e cinco indígenas feridos com risco de morte. Exigimos providências imediatas frente a mais esse ataque dos ruralistas. Um massacre contra os indígenas Guarani-Kaiowá está em curso no estado de Mato Grosso do Sul. É urgente a intervenção do Ministério da Justiça em defesa da vida e da garantia de direitos dos povos originários deste estado, inclusive com a apuração dos fatos e a punição dos autores do assassinato da liderança indígena.

Conclamamos todas as organizações e movimentos a se unirem em prol da defesa dos direitos fundamentais dos povos indígenas, principalmente do direito originário às suas terras, garantidos pela Constituição Brasileira e por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Brasil, 14 de junho de 2016.