Um estudo publicado pelo Center for the Study of Global Christianity de South Hamilton (Massachussetts), dirigido por Todd M. Johnson, mostra o aumento da religiosidade no mundo, motivado, especialmente, pelo crescimento do cristianismo na África e na Ásia. Nesses continentes, o cristianismo cresce em dobro com relação ao crescimento da população em geral. De acordo com o estudo, o número de pessoas que se declaram religiosas no mundo aumentou de 82% em 1970, a 88% em 2013, e poderá chegar a 90% em 2020.

cristaos crescem

O relatório, intitulado “Cristandade em seu contexto global, 1970-2010″, oferece uma série de estatísticas atualizadas em 2013 e uma projeção até 2020. Ele também aponta que a Europa tem se tornado menos religiosa, e que a América permanece estável nos números observados. Um dos indicativos dessa tendência apontado pelo relatório é a escola de um papa argentino que, segundo os responsáveis pelo estudo, mostra um claro deslocamento do centro da vida religiosa e cristã longe da Europa.

Porém, o cristianismo não é a única religião que tem crescido. O aumento do número de cristãos é seguido também do crescimento entre os muçulmanos. Juntas, essas duas religiões representavam 48% da população mundial em 1970; em 2020, serão 57,2%. Os cristãos representarão 33,3% da população e os muçulmanos, 23,9%. A conclusão dos estudiosos é de que, em 2020, a cada 3 pessoas, 1 será cristã, e quase 1 de 4 será muçulmana.

O deslocamento da religião para fora da Europa é mostrado também pelo fato de que em 1970 apenas 41,3% dos cristãos viviam no hemisfério sul do mundo (Ásia, África e América Latina), enquanto em 2020 serão 64,7%. Os evangélicos pentecostais e carismáticos católicos são os maiores responsáveis por esse crescimento; em 2020, de 2,2 bilhões de cristãos, estes serão mais de 700 milhões, ou seja, mais de 25%.

Para o sociólogo italiano Massimo Introvigne, “estes dados oferecem um quadro diferente do bombardeio midiático sobre o secularismo e a diminuição da religião, que intercambia a Europa Ocidental com o mundo”. Ele ainda relaciona esse crescimento da religião ao fato de que famílias religiosas têm mais filhos. – De cada 10 crianças que nascem no mundo, 9 nascem em famílias declaradamente religiosas, e 6 nascem em um contexto cristão ou muçulmano – explica.

Por Dan Martins, para o Gospel+
Foto: JM Notícia

Os pais cristãos não devem ensinar seus filhos sobre a existência do Papai Noel, mas sim, focar no nascimento de Jesus Cristo durante o Natal, de acordo com pastor americano John Piper. Essa orientação veio em resposta a uma dúvida feita no Patheos, a qual Piper responde.

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“Como poderíamos pensar em dar a nossos filhos uma tigela de mingau sem açúcar quando temos a maior refeição do mundo? Por que damos o Papai Noel, quando eles podem ter a encarnação do Filho de Deus? É incompreensível para mim ver que muitos cristãos não examinam isso como um comércio que desvia o foco da encarnação do Deus do universo, que veio a este mundo para salvar a nós e a nossas crianças”, Piper inicia sua resposta.

“Eu quase não tenho palavras em ver as pessoas contemplando isso. O Papai Noel não apenas deixa de ser uma verdade enquanto Jesus é a próprio própria verdade, mas em comparação com Jesus, o Papai Noel é simplesmente lamentável e nossos filhos devem ser ajudados a ver isso", afirmou.

O teólogo também diferencia os presentes oferecidos por Papai Noel e Jesus Cristo. "O Papai Noel oferece apenas coisas terrenas, nada duradouro, nada eterno. Jesus oferece a alegria eterna com o mundo introduzido nisso. O mecanismo lançado pelo Papai Noel é oferecer suas guloseimas efêmeras apenas na condição de boas obras... E Jesus oferece todos os dons gratuitamente pela graça, mediante a fé".

Ele prossegue ressaltando outras diferenças: "O Papai Noel é um faz de conta, Jesus é mais real que o telhado de sua casa. O Papai Noel só aparece uma vez por ano, Jesus promete: ‘Eu estarei sempre com vocês’ (Mateus 28:20)”, observa.

"O Papai Noel não pode resolver o nosso pior problema, Jesus conseguiu resolver o nosso pior problema — nosso pecado e afastamento de Deus. O Papai Noel pode acrescentar bons momentos na vida, mas não pode reconstruir uma vida despedaçada para sempre. E os nossos filhos precisam saber que sobre as verdades do Natal”.

"O Papai Noel não é relevante em muitas culturas do mundo. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores de todos os povos do mundo. O Papai Noel será esquecido algum dia, mas Jesus será o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8)”, continua.

Piper, no entanto, observa que não há nenhuma competição. “Eu não posso ver como um pai — que conhece e ama a Jesus — iria colocar Jesus para fora da celebração e o Papai Noel para toda a celebração. Ele é simplesmente irrelevante. Ele não tem nada a ver com isso”.

O conselho do pastor é que os pais mostrem aos filhos, de todas as formas, o verdadeiro significado do Natal. “Deixe suas decorações apontarem para Jesus. Deixe sua comida apontar para Jesus. Deixe suas brincadeiras apontarem para Jesus. Deixe suas músicas apontarem para Jesus. Tire a alegria do mundo. Tire o espaço do mundo. Tire a decoração do mundo, e deixe tudo apontar para Jesus. Se o foco em Jesus desmanchar seus prazeres no Natal, é sinal que você não o conhece tão bem”.

Fonte: Guiame, com informações de Christian Today
Foto: Desiring God
Obs.: o título foi adaptado

maria e isabel

Na história do nascimento de Jesus não estão ausentes as longas jornadas e os encontros. Um encontro essencial é o de duas mulheres: Maria e Isabel, que podemos ler em Lc 1.39-53. Foi necessário que Maria andasse só para ir ao encontro de Isabel. Nesse caminhar, talvez, com angústias, dúvidas e medo do que poderia acontecer com ela: uma mulher solteira e grávida em uma sociedade que não aceitaria sua condição e a castigaria. O encontro entre estas duas mulheres, no entanto, não se caracterizou por palavras de lamento, condenação e medo. Ao contrário, foi um encontro de afirmação de fé e coragem. Isabel deu o primeiro passo. Ela não condenou Maria, mas a exaltou como mulher bendita, assim como também reconheceu como bendita a criança que Maria carregava em seu ventre. No lugar da condenação, a acolhida e o abraço. A saudação de Isabel provocou reações. Ela dissipou os medos e as angústias de Maria. Foi tão restauradora a saudação de Isabel, que Maria reagiu: “Quando tua saudação ressoou aos meus ouvidos, eis que a criança saltou de alegria em meu seio”. Em seguida, Maria proclama um cântico que fala sobre profundas transformações nas relações entre Deus e os seres humanos, entre as pessoas e também das relações econômicas. No cântico de Maria, Deus não condena. Deus ama e acolhe. Ela diz:

“Minha alma exalta Deus e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador porque ele pôs os olhos em sua humilde serva. Sim, doravante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. Porque Deus fez por mim grandes coisas: santo é o seu Nome. A sua bondade se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Deus interveio com toda a força de seu braço, dispersou as pessoas de pensamento orgulhoso; precipitou os poderosos de seus tronos e exaltou as pessoas humildes; as pessoas famintas, Deus cobriu de bens e as ricas, despediu-as de mãos vazias”.

A história de Belém passa por este encontro. É na simplicidade da manjedoura e da criança frágil que se inicia um novo projeto para a humanidade. Um projeto que não se orienta pela lógica do poder pelo poder, nem por ódio e discriminações. É um projeto que inquieta e desafia, permanentemente, a compreender que a criança que nasce em Belém está despida de poder. O nascimento de Jesus é um projeto de profunda transformação. Tirar do Natal este conteúdo é esvaziá-lo de sentido.

Que o encontro entre Maria e Isabel e a criança da manjedoura nos animem a nos abrirmos para caminhos que reconduzam à capacidade de diálogo, perdão e aceitação. Se for preciso rever verdades e conceitos, não tenhamos medo. Deus de amor, compaixão e misericórdia estará ao nosso lado para nos encorajar.

Desejamos um feliz Natal,

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

Entre os dias 8 e 14 de dezembro, a secretária-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), Deolinda Teca, esteve no Brasil para uma visita de aproximação com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Nesses dias, Deolinda foi acompanhada pela secretária-geral do CONIC, Romi Bencke. O roteiro incluiu desde a ida a igrejas locais, até a participação em atividades ecumênicas, como a confraternização de Natal do Grupo Ecumênico de Brasília (GEB).

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Confira como foi o cronograma da visita:

Nos dias 8 a 9 de dezembro, Deolinda foi acolhida no escritório da Christian Aid no Brasil, em São Paulo (SP). Ali, participou de reuniões e conheceu os trabalhos apoiados pela Christian Aid no país. Vale lembrar que a Christian Aid apoia ambos os Conselhos de Igrejas e, nos últimos tempos, tem empreendido esforços para uma maior aproximação entre eles.

Entre os dias 10 e 13 de dezembro, Deolinda participou de atividades ecumênicas em Brasília. No dia 9, participou da confraternização de Natal do GEB. Na oportunidade, ela compartilhou um pouco da experiência do CICA.

No dia seguinte, 10, ela esteve presente no seminário Inter-religioso promovido pela Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas, ocorrido no Centro Cultural de Brasília. A proposta do Seminário foi a de estabelecer um diálogo entre lideranças religiosas e famílias homoafetivas. Foi uma conversa aberta sobre os limites e os avanços na inclusão de famílias homoafetivas em diferentes organizações. Além de Deolinda e Romi, participou do seminário Sandra Andrade, representante do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD).

No dia 11, Deolinda realizou a homilia na celebração matutina da Catedral Anglicana de Brasília. Em sua fala, destacou os desafios que precisam ser enfrentados para a superação da violência. Falou dos impactos da guerra na Angola e de como ainda é necessário um esforço nacional para a superação das consequências deixadas pelos conflitos.

Na tarde do dia 13, foi realizada uma roda de conversa entre Deolinda e lideranças religiosas locais sobre a atuação das igrejas nos dois países. Deolinda compartilhou a contribuição que as igrejas angolanas deram para a reconciliação no período pós-guerra. Segundo Deolinda, em Angola não houve um processo de perdão e reconciliação como ocorreu no período pós-apartheid na África do Sul. Por isso, na Angola, muitas feridas da guerra, sobre as quais não se conversou, ainda estão abertas. Destacou que para estabelecer diálogo com igrejas e religiões o governo angolano estimula organizações religiosas a se organizarem em Plataformas. O CICA, por exemplo, que reúne 29 organizações religiosas, é a mais antiga delas. As lideranças brasileiras compartilharam com Deolinda sobre suas experiências locais. Foi destacado o crescimento da intolerância religiosa e os desafios que esse fenômeno apresenta para as organizações baseadas na fé.

Finalmente, Deolinda afirmou chamou sua atenção, de maneira especial, as experiências de diálogo inter-religioso que ocorrem em nosso país. Experiências como as da Pastoral da Saúde também despertaram seu interesse.

recesso conic

Atenção, atenção! O CONIC estará de recesso a partir do dia 21 de dezembro de 2016. As atividades voltarão ao normal no dia 9 de janeiro. Durante esse período, caso haja alguma demanda a ser encaminhada ao CONIC, pedimos que a mesma seja enviada exclusivamente para os e-mails institucionais:

Administrativo
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Comunicação
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Secretaria Geral
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Durante o recesso, o telefone (61) 3321-4034 ficará indisponível para chamadas.

A queima de incenso, prática popular em locais religiosos e em residências, pode causar câncer, segundo cientistas de Taiwan. Os pesquisadores descobriram a presença de diversos agentes cancerígenos na fumaça exalada pela queima do incenso.

Num templo budista mal ventilado de Taiwan, os cientistas detectaram níveis de um elemento químico - conhecido causador de câncer de pulmão - 40 vezes superiores aos encontrados em residências de fumantes.

incenso

Em entrevista à revista científica New Scientist, o chefe da pesquisa, doutor Ta Chang Lin, da Universidade Nacional Cheng Kung, de Taiwan, disse esperar que o incenso desse às pessoas "apenas conforto espiritual". Mas ele acrescentou que os estudos demonstraram "a existência de um grande potencial de risco. Não sabemos ainda sua extensão ou seriedade."

Amostras

A equipe chefiada pelo doutor Lin coletou amostras do ar no interior de um templo da cidade de Tainan e comparou-a com amostras coletadas no exterior do templo e também próximo a um movimentado cruzamento rodoviário.

No ar coletado no templo, os pesquisadores encontraram níveis elevados de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH), pertencentes a um amplo grupo de agentes químicos cancerígenos, que são liberados na atmosfera pela queima de certas substâncias.

O nível de PAH no interior do templo foi 19 vezes maior do que o encontrado no lado de fora do prédio e um pouco acima do nível presente nas amostras colhidas no cruzamento.

No interior do templo, os pesquisadores encontraram também grandes quantidades de um PAH chamado benzopirene, que é considerado responsável pelo câncer causado nos fumantes.

Os níveis deste componente químico foram 45 vezes mais elevados no templo do que em residências de fumantes, e até 118 veses maiores do que em áreas fechadas, livres de qualquer fonte de combustão.

Pouca visibilidade

O doutor Lin disse que num dia de cerimônias religiosas especiais, quando a frequência nos templos é muito grande, a visibilidade no interior chega a ser reduzida por conta da fumaça intensa dos incensos.

Brad Timms, da Campanha de Pesquisa do Câncer, na Grã-Bretanha, disse que "sabemos, de pesquisas anteriores, que os operários expostos a PAHs correm maior risco de desenvolver câncer de pulmão e de bexiga, e estes elementos são também causadores de alguns tipos de câncer de pele e dos testículos."

Mas ele acrescentou que "o risco de se desenvolver câncer pela inalação da fumaça produzida pela queima de incensos dependerá do nível de PAHs liberados por este tipo de fonte e pelo tempo de exposição a eles."

Fonte: BBC Brasil
Foto: Flickr/Creative Commons/Peter Nijenhuis

No fim da adolescência, o italiano Gabriele Amorth já enfrentava inimigos perigosos. Natural de Módena, aderiu à Resistência e, em 1943, aos 18 anos, comandou um batalhão da Brigata Italia. A milícia, integrada por católicos, combatia os fascistas e nazistas que infestavam sua terra. Depois da Segunda Guerra Mundial, formou-se em direito para seguir a carreira do pai e do avô. Os embates nos tribunais, porém, não o atraíram por muito tempo. Resolveu trocá-los pela política e se tornou vice de Giulio Andreotti, que presidia a ala jovem da Democracia Cristã e, mais tarde, chegaria a ocupar o cargo de primeiro-ministro do país por sete vezes. As batalhas no Parlamento tampouco seguraram Amorth, que abandonou tudo para ingressar no seminário. Em 1954, virou padre pela ordem dos paulinos. Teve uma vida sacerdotal atarefada e, após três décadas, iniciou a luta em que mais se destacou. Por mandato do cardeal-vigário-geral Ugo Poletti, assumiu a função de exorcista da diocese romana – cujo bispo é o próprio papa – e passou a confrontar o maior dos adversários: Satanás.

123 despedida

Como combatente do nazifascismo, Amorth recebeu várias condecorações da República Italiana. Já como oponente de Belzebu, o que mais experimentou foi o desprezo, a incompreensão e a zombaria, inclusive de católicos. “Não apenas os exorcistas são poucos. Eles mal são tolerados (…) e raramente acham alguém disposto a lhes abrir a porta”, testemunhou o padre no primeiro livro que escreveu sobre o tema. Lançado em 1990, Um Exorcista Conta Sua História ascendeu à lista dos best-sellers na Europa e nos Estados Unidos. O sucesso animou o sacerdote a tratar do assunto em outros volumes, além de assinar uma longa bibliografia sobre a Virgem Maria e são Pio de Pietrelcina. Seu último livro, O Exorcista Explica o Mal e Suas Armadilhas, acaba de sair no Brasil pela editora Petra. Meses antes, em setembro, o Vaticano anunciou a morte do autor. Ele tinha 91 anos.

Todas as cerca de três mil dioceses espalhadas pelo planeta devem contar com ao menos um exorcista oficial. É difícil afirmar quantas realmente cumprem a determinação. Convicto da importância de sua missão, Amorth fundou a Associação Internacional de Exorcistas em 1990 e a comandou até o ano 2000. No entanto, uma parcela significativa dos fiéis preferiria que a Igreja tivesse deixado de lado a crença nos demônios e em sua própria autoridade para combatê-los. Muitos acreditam, inclusive, que isso já aconteceu, graças ao Concílio Vaticano II. Entre 1963 e 1965, o papa e os bispos do mundo inteiro se reuniram diversas vezes na capital italiana para refletir sobre os desafios da contemporaneidade. Parte dos católicos, incluindo clérigos, aderiu a uma interpretação que enxerga no concílio uma ruptura com a tradição. Dessa maneira, não falta quem leia as passagens do Evangelho que descrevem exorcismos e demônios como meros símbolos ou metáforas.

“Na ocasião, estava na sinagoga deles um homem possuído de um espírito impuro, que gritava dizendo: ‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para arruinar-nos? Sei quem tu és: o Santo de Deus.’ Jesus, porém, o conjurou severamente: ‘Cala-te e sai dele.’ Então o espírito impuro, sacudindo-o violentamente e soltando um grande grito, deixou-o.” O trecho, extraído do Evangelho de são Marcos, é explícito e não soa nada alegórico. Mesmo assim, para a mentalidade moderna, parece mais fácil entender o Diabo como “o mal” e não como “o Mau”.

A falsa impressão de que a doutrina católica sobre demônios mudou é bastante forte no Brasil. Em 2005, quando se publicou por aqui a tradução oficial do novo rito de exorcismo, promulgado por João Paulo II em 1998, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou assim o fato: “Há 40 anos, a Igreja começou a se desinteressar pelo velho ritual do exorcismo, com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. Pois, quatro décadas adiante, ela ameaça retomar a prática. Vê-se obrigada a fazer isso em defesa própria, já que os pentecostais arrebanham cada vez mais adeptos esconjurando demônios.” Na verdade, o ritual nunca deixou de existir. O Código de Direito Canônico, que consolida as leis da Igreja, não só continua a prevê-lo como define quem pode desempenhar o papel de exorcista.

Há diferentes tipos de exorcismos. A simples renúncia à influência de Satã é um deles – cada pessoa batizada a faz quando recebe o sacramento e cada católico a renova na celebração da Páscoa. Já o chamado Grande Exorcismo consiste em expulsar o Diabo que se apossou concretamente de alguém. Os sintomas de possessão, conforme ensinou Amorth, variam muito. Fã de O Exorcista, o padre dizia que as reações da menina possuída no filme de 1973 se aproximam muito da realidade. No Ritual do Exorcismo e Outras Súplicas, o livro oficial da Igreja sobre o tema, consta o seguinte: “De acordo com a prática comprovada, consideram-se como sinais de possessão do Demônio dizer muitas palavras de língua desconhecida ou entender quem assim fala; revelar coisas distantes e ocultas; manifestar forças acima da sua idade ou condição natural. (…) Como, porém, os sinais desse gênero não são necessariamente atribuíveis ao Diabo, convém atentar para outros, sobretudo de ordem moral e espiritual, que também manifestam a intervenção diabólica, como a aversão veemente a Deus, ao Santíssimo Nome de Jesus, à Bem-Aventurada Virgem Maria e aos Santos, à Igreja, à palavra do Senhor, a objetos e ritos, especialmente sacramentais, e às imagens sagradas.”

Amorth calculava que realizou cerca de 70 mil exorcismos. Entretanto, só contabilizou 100 casos de possessão propriamente dita. Sempre mais sóbrio do que o pentecostalismo, o catolicismo não abdica da discrição quando se trata de expulsar Satanás. O novo rito de exorcismo preconizado pelo Vaticano recomenda que a prática não se confunda com “ação mágica ou supersticiosa”: “Tenha-se a precaução de não fazer dela um espetáculo para os presentes. Todos os meios de comunicação social estão excluídos durante a celebração do exorcismo, e também antes dessa celebração. Concluído o exorcismo, nem o exorcista nem os presentes devem divulgar qualquer notícia a seu respeito.”

Segundo a doutrina católica, os demônios são “pessoas”. E “pessoa”, na definição de Santo Tomás de Aquino, o mais importante teólogo da Igreja, “é uma substância racional” – ou tudo aquilo que existe em si mesmo (“substância”) e exibe tanto inteligência quanto vontade (“racional”). O azul, por exemplo, nem sequer é uma substância. É uma qualidade. Algo precisa existir para ser ou não azul. Já todos os seres humanos são “substâncias racionais” e, portanto, “pessoas”. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são as três “pessoas” de Deus. Os anjos também são “pessoas”. Existem em si, como criaturas puramente espirituais (sem corpo), e têm inteligência e vontade – a tal ponto que alguns, por orgulho, se recusaram a servir ao Senhor no Céu e acharam “melhor reinar no Inferno”, dando “adeus aos campos felizes onde a alegria sempre mora”, conforme escreveu o poeta inglês John Milton. Esses são os demônios. É contra eles que se praticam exorcismos.

Deve-se tomar cuidado, no entanto, para não confundir distúrbios mentais com possessões. O novo rito de exorcismo demarca bem os campos e preconiza que só se faça o esconjuro em alguém depois de esgotadas as hipóteses de males psiquiátricos. O padre Amorth não gostou dessa diretriz. “Sem praticar o exorcismo, é difícil certificar-se se há ou não necessidade dele”, argumentava. Na psiquiatria moderna, um dos métodos mais seguros de diagnóstico é o próprio remédio: se o antidepressivo curar, tratava-se de depressão. A mesma lógica valeria para a luta contra Satanás: se o exorcismo curar, tratava-se de possessão. Por isso, com autorização do bispo, Amorth sempre usou o ritual anterior à mudança, codificado em 1614.

O sacerdote não se acanhava em expressar suas convicções acerca da influência demoníaca no mundo de hoje. Em 2011, condenou a ioga, por levar “a um culto ao hinduísmo, e todas as religiões orientais se baseiam numa falsa crença, a da reencarnação”. Para Amorth, os livros e filmes de Harry Potter podem parecer inócuos, mas estimulam os leitores a acreditar em magia e bruxaria. Ele também não poupava o recorrente flerte do rock com o Diabo (vide o hit Simpathy for the Devil, dos Rolling Stones).

Ideias como essas o tornavam uma figura incômoda. Convidado para redigir o prefácio da edição americana de Um Exorcista Conta Sua História, o padre e psicólogo Benedict Groeschel cogitou recusar. “Embora eu tenha tido experiência com pessoas sofrendo do que estou convencido ter sido influências diabólicas, tenho dificuldades com a abordagem de Amorth”, acabou escrevendo. “Ele usa uma retórica estranha para a maioria de nós e até conceitos teológicos alheios a nosso modo de pensar, mas a mesma coisa pode ser dita dos relatos do Evangelho sobre a obra de nosso Salvador, livrando os ‘possuídos por maus espíritos.’”

O papa Francisco costuma falar clara e insistentemente do Demônio como uma “pessoa” e não como simples metáfora do mal. Por isso, credita-se a ele o renascimento do interesse pelo exorcismo na Igreja. Muitas dioceses que não dispunham de exorcistas passaram a dispor. Hoje a de Milão tem 12. Na de Roma, havia cinco. Atualmente, são dez. Metade das dioceses da Inglaterra e do País de Gales não possuíam nenhum e agora todas possuem. Esses dados foram divulgados em outubro, no mais recente congresso da Associação Internacional de Exorcistas. Presente ao encontro em Roma, o papa Francisco cumprimentou os cerca de 300 participantes pelo “belo trabalho”. Numa homilia de 2014, mostrou-se bem mais enfático: “Cuidado, o Diabo existe! Mesmo no século XXI, o Diabo existe. Não podemos ser ingênuos e devemos aprender com o Evangelho como lutar contra Satã.”

Fonte: piaui.folha.uol.com.br
Foto: Reprodução

Inspiração de filmes, livros, reality shows e motivo de curiosidade para muita gente, o povo amish usa carroças como meio de transporte, não tem aparelhos eletrônicos em casa e costura suas próprias roupas. Depois do casamento, os homens mantêm a barba comprida e raspam o bigode; já as mulheres jamais usam calças compridas. Entre eles, falam um dialeto alemão conhecido como “pennsylvania dutch” e chamam de “ingleses” quem não faz parte da sua comunidade. Só nos Estados Unidos estima-se que cerca de 280.000 pessoas vivam hoje de forma muito parecida com a do século XVIII, quando a primeira família amish chegou ao país vinda da Europa. A diferença é que, ao contrário do que se possa imaginar, eles não estão mais tão distantes das facilidades da vida moderna.

Amish

- Muita gente pensa que eles rejeitam completamente a tecnologia, mas isso não é verdade. Usam tecnologia de forma seletiva e decidem se o uso dela será benéfico ou não - afirma o americano Donald B. Kraybill, professor do Elizabethtown College, na Pensilvânia, e autor de 12 livros sobre o assunto, entre eles, “The Amish”, lançado em abril nos EUA.

Entre as maiores mudanças está a permissão do uso de computadores no ambiente de trabalho. Se os eletrônicos são terminantemente proibidos em casa, hoje são bem-vindos como ajuda profissional. Um amish não deve dirigir um carro, mas caronas não são recusadas. E se o propósito for uma viagem longa para uma carroça, ninguém será punido se conduzir um automóvel para a família ou amigos. Enquanto os Swartzentruber, grupo considerado mais conservador entre eles, não podem usar água aquecida, os da linha conhecida por Nova Ordem, aceitam eletricidade no entorno de casa e podem até tirar fotografias sem reclamar.

Fazer parte de uma rede social como o Facebook também não é algo improvável para os amish. Entre os 16 e 21 anos, os jovens ficam liberados para fazer atividades de um adolescente comum, como navegar pela internet. Durante esse período, que acaba com o batismo e um casamento, curtem a vida adoidado.

- Rumspringa significa algo como “correndo por aí” - explica Donald. - Alguns vão para uma cidade grande por alguns dias, vestem roupas “modernas”, bebem ou usam drogas. Ninguém consegue controlá-los durante esses anos.

Tema polêmico dentro e fora da comunidade, a Rumspringa foi retratada em uma série de TV chamada “Breaking Amish”, que foi lançada no ano passado e já está na segunda temporada. Esta foi apenas uma entre várias produções para televisão e cinema já feitas sobre eles. Muito antes, em 1985, Harrison Ford já revelava os costumes amish no filme “A testemunha”.

Sobre a obsessão americana pelo povo de hábitos tão peculiares e outros assuntos controversos como homossexualidade, Donald Kraybill falou em entrevista por telefone para o “Globo a Mais”.

Como explicar um aumento de 20% da população amish nos últimos cinco anos?

Há algumas formas para explicar isso. Uma delas é que eles têm famílias grandes, com seis a oito filhos. O número é muito maior do que a média americana. Há outros dados importantes que mostram que 85% das crianças participam da igreja amish e a maioria opta pelo casamento no início da juventude. Os amish têm cultura e símbolos próprios, e sabem muito bem quem são. E não vivem completamente isolados com muita gente pensa. Interagem com frequência também com as pessoas de fora da comunidade que chamam de “ingleses”. Por falarem um dialeto alemão, os amish consideram todo o resto “inglês”.

Do que vivem os amish?

A atividade econômica mudou demais nos últimos vinte anos. Muitos dos amish não são mais fazendeiros. De uns tempos para cá eles têm desenvolvido seus próprios negócios. São pequenos e têm, em média, até dez funcionários. Para que esses negócios sobrevivam eles sabem que precisam da tecnologia. Por isso, não é incomum que tenham um telefone ou até um computador no ambiente de trabalho.

Para um povo conhecido por viver longe da tecnologia essa é, sem dúvida, uma grande mudança, não?

Muita gente pensa que eles rejeitam completamente a tecnologia, mas isso não é verdade. Eles usam tecnologia de forma seletiva e decidem se o uso dela será benéfico para a comunidade ou não. Os amish não aceitam algumas delas, como a televisão, e também não querem ter computadores em casa. Por outro lado, usam tratores e operam instrumentos para fazer a própria mobília. Mas é claro que a tecnologia é sedutora e existe perigo nessa exposição crescente. Com o tempo, eles podem não conseguir mais ter controle.

Há um grupo de jovens amish que participam do Facebook. Eles pediram autorização para os pais para entrar na internet?

Diria que esses jovens são considerados rebeldes dentro da comunidade. Mas se você observar, os amigos deles no Facebook são amish também. Até na transgressão, o grupo continua sendo uma referência forte.

Entrar no Facebook é um sinal que esses jovens estão no período da Rumspringa, quando podem experimentar a vida longe da comunidade?

Sim. Aos 16 anos há um rito de passagem que dura até 20 ou 21 anos, quando eles são batizados. Rumspringa significa algo como “correndo por aí” e esse é um período importantíssimo dentro da cultura amish. Durante este tempo, os jovens podem sair sozinhos, com os amigos, jogar e ir à festas. Muitos deles continuam a usar as mesmas roupas e ficam perto da família. Mas nem todos mantêm o que eles consideram um bom comportamento. Estima-se que 20% deles se rebelam, como os que você mencionou que estão no Facebook. Alguns vão para uma cidade grande por alguns dias, vestem roupas “modernas”, bebem ou usam drogas. Ninguém consegue controlá-los durante esses anos. Mas passa. Depois que entram para a igreja, tudo volta a ser como era antes. Quem resolver seguir outro caminho, tem que se afastar.

O comportamento dos jovens durante este período não seria consequência da maneira como são criados?

Eles não vivem isolados como se estivessem em uma caverna. Acompanham o que acontece no mundo através de jornais locais e, se têm um vizinho “inglês”, conversam com ele e trocam informações. Ao contrário do que se imagina, os amish estão abertos ao que acontece no mundo fora de comunidade mesmo sem assistir TV e sem estar conectado o dia todo.

E como assuntos como sexualidade e homossexualidade são tratados entre eles?

Os pais não costumam falar sobre sexualidade nem homossexualidade com os filhos. Mas existem, sim, gays amish. O problema é que não há espaço público para eles. Há alguns que casam e não assumem a sua condição sexual, mas quem tem uma identidade homossexual forte e não se adequa, acaba deixando a comunidade.

A cultura amish foi inspiração para muitos livros, filmes e reality shows. O que explica tanta obsessão pela cultura amish?

Acho que o fato deles serem diferentes já é um atrativo e tanto. Mas acredito que também tem o fato de o estilo de vida parecer simples, e a família estruturada e forte. Nos Estados Unidos, todo mundo fica estressado com a vida moderna e muitos costumam reclamar dos problemas da vida em família. Os amish têm um sentimento enorme de comunidade, uma identidade forte e aparentam ser felizes, mesmo não tendo as facilidades do mundo atual. Eles continuam se locomovendo em carroças e dividindo as estradas com os carros mais possantes. Quem vê a cena pensa: “Como pode isso?”.

Há registros de pessoas que foram aceitas e vivem com o povo amish?

Sim, mas isso não aconteceu muitas vezes. Sei que existem em torno de 50 pessoas que moram com os amish, mas o número é bem pequeno se pensarmos na população total. Muitos já tentaram morar com eles por seis meses ou um ano, mas muito antes disso acabaram descobrindo que não conseguiriam sobreviver sem uma televisão ou um carro. Desistem. Os amish são muito abertos e receptivos, mas para viver com eles é preciso também saber falar o dialeto deles, andar a cavalo e conseguir viver sem os eletrônicos. Ninguém consegue.

Fonte: O Globo
Obs.: Reportagem publicada originalmente no vespertino Globo a Mais
Imagem: Reprodução

O Calvinismo e o Arminianismo são dois sistemas teológicos que tentam explicar a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana em relação à salvação. O Calvinismo recebeu este nome por causa de John Calvin (João Calvino), teólogo francês que viveu de 1509 a 1564. O Arminianismo recebeu este nome por causa de Jacobus Arminius, teólogo holandês que viveu de 1560 a 1609.

calvino arminio

Os dois sistemas podem ser resumidos em cinco pontos. O Calvinismo defende a “depravação total”, enquanto o Arminianismo defende a “depravação parcial”. Segundo a “depravação total”, cada aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, e por isso, os seres humanos são incapazes de vir a Deus por iniciativa própria. A “depravação parcial” defende que cada aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, mas não ao ponto de fazer que os homens sejam incapazes de colocar sua fé em Deus por iniciativa própria.

O Calvinismo defende a “eleição incondicional”, enquanto o Arminianismo defende a “eleição condicional”. A “eleição incondicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado inteiramente em Sua vontade, e não em nada que seja inerente à pessoa. A “eleição condicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado em sua pré-ciência de quem crerá em Cristo para a salvação.

O Calvinismo defende a “expiação limitada”, e o Arminianismo defende a “expiação ilimitada”. Este, dos cinco pontos, é o mais polêmico. A “expiação limitada” é a crença de que Jesus morreu apenas pelos eleitos. A “expiação ilimitada” é a crença de que Jesus morreu por todos, mas que Sua morte não tem efeito enquanto a pessoa não crê.

O Calvinismo defende a “graça irresistível” e o Arminianismo, a “graça resistível”. A “graça irresistível” defende que quando Deus chama alguém para a salvação, esta pessoa inevitavelmente virá para a salvação. A “graça resistível” afirma que Deus chama a todos para a salvação, mas muitas pessoas resistem e rejeitam este chamado.

O Calvinismo defende a “perseverança dos santos”, enquanto o Arminianismo defende a “salvação condicional”. A “perseverança dos santos” se refere ao conceito de que a pessoa que é eleita por Deus irá perseverar em fé e nunca negará a Cristo ou se desviar Dele. A “salvação condicional” é a visão de que um crente em Cristo pode, por seu livre arbítrio, se desviar de Cristo e, assim, perder a salvação.

É interessante notar que na diversidade do Corpo de Cristo, há toda a sorte de mistura de Calvinismo e Arminianismo. Há quem apóie cinco pontos do Calvinismo e cinco pontos do Arminianismo, e ao mesmo tempo, há quem apóie apenas três pontos do Calvinismo e dois pontos do Arminianismo. Muitos crentes chegam a um tipo de mistura das duas visões.

Fonte: gotquestions.org
Imagem: Reprodução / Internet

No Brasil, há mais de 8 mil de refugiados registrados, e quase 30 mil aguardando pela aprovação do refúgio. Homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que precisaram deixar para trás sua nação, familiares, e uma história de vida. Pessoas que têm que recomeçar a vida em outro país, sem conhecer ninguém.

Aproveitando o espírito natalino, a ONG Migraflix, em parceria com a agência NBS, criou o projeto "Meu Amigo Refugiado", que consiste em uma atitude muito simples, mas ao alcance de todos, reunir essas duas famílias em uma data especial, o Natal.

refugiados natal

A ideia é que as famílias brasileiras convidem os refugiados, que levarão um prato típico do seu país, para passar a ceia da véspera de Natal ou então o almoço do dia 25 em suas casas.

"Já que o Natal é uma época de união, queremos aproveitar para aproximar você dessas pessoas. Conheça aqui algumas dessas milhares de histórias. Quem sabe você não encontra um convidado especial para o seu Natal?", assinala o site da iniciativa.

A campanha foi lançada no último dia 05 e já conta com 15 refugiados cadastrados. A ONG espera aumentar esse número, já que é possível que refugiados também se cadastrem no site, assim como as famílias brasileiras.

O interessado poderá acessar o endereço www.meuamigorefugiado.com.br e escolher um convidado.

Se você conhece algum refugiado na sua cidade, pode também fazer o convite espontaneamente e fazer uma boa ação nesse Natal, além de poder conhecer uma cultura e partilhar experiências de vida. 

Com informações do portal A12
Obs.: o título foi adaptado
Foto: Reprodução