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O Recurso do Envolvimento. Assim se intitula o documento ecumênico que as Igrejas na Holanda apresentaram no dia 22 de janeiro em Houten, província de Utrecht, centro do país europeu. Trata-se do primeiro de uma série de volumes dedicados ao compromisso das Igrejas no combate à pobreza no país.

Segundo explica um comunicado do Conselho das Igrejas Cristãs locais, o livro “apresenta 70 iniciativas selecionadas em meio a um leque inexorável de projetos” de ajuda aos indigentes: disponibilidade de refeições para refugiados, organização de férias para pessoas com limitados recursos econômicos, um compromisso constante na política local, atenção especial aos menores.

Encorajar um amplo movimento em prol da caridade e da justiça

Os exemplos são precedidos de uma introdução do secretário do Conselho de Igrejas na Holanda, Klaas van der Kamp, e do professor Herman Noordegraaf, docente da Universidade teológica protestante.

O projeto editorial faz parte da mais ampla iniciativa “Intersecção Igrejas e Pobreza”, espaço de intercâmbio inter-religioso e de reflexão para tornar visível o grande empenho das Igrejas no combate à pobreza na Holanda, encorajar quem já se encontra engajado e estimular aqueles que queiram engajar-se, conscientes de fazer parte de um mais amplo movimento de caridade e de justiça.

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Dados compilados pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR) mostram que mais de 70% de 1.014 casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados no Estado entre 2012 e 2015 são contra praticantes de religiões de matrizes africanas.

A reportagem é de Jefferson Puff, publicada por BBC Brasil, 21-01-2016.

Divulgado nesta quinta-feira (21), Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o documento reacende o debate: por que os adeptos da umbanda e do candomblé, e suas variações, ainda são os mais atacados por conta de sua religião?

O tema ganhou as páginas dos jornais recentemente, em casos como o da menina Kaylane Campos, atingida por uma pedrada na cabeça em junho do ano passado, aos 11 anos, no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio, quando voltava para casa de um culto e trajava vestimentas religiosas candomblecistas.

Também em 2015, no mês de novembro, um terreiro de candomblé foi incendiado em Brasília, sem deixar feridos. Na época, a imprensa local já registrara 12 incêndios semelhantes desde o início daquele ano somente no Distrito Federal.

A BBC Brasil teve acesso ao relatório da CCIR e ouviu especialistas sobre as razões da hostilidade contra as religiões de origem africana e o que pode ser feito.

Para eles, há duas explicações. Por um lado, o racismo e a discriminação que remontam à escravidão e que desde o Brasil colônia rotulam tais religiões pelo simples fato de serem de origem africana; e, pelo outro, a ação de alguns movimentos neopentecostais que nos últimos anos teriam se valido de mitos e preconceitos para "demonizar" e insuflar a perseguição a umbandistas e candomblecistas.

Relatório e dados

Os entrevistados destacam que, pela primeira vez, a CCIR, criada em 2008, aliou os dados estaduais a números nacionais, informações de outros institutos e relatos de três diferentes pesquisas acadêmicas.

Os dados do Disque 100, criado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, apontam 697 casos de intolerância religiosa entre 2011 e dezembro de 2015, a maioria registrada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Estado do Rio, o Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos (Ceplir), criado em 2012, registrou 1.014 casos entre julho de 2012 e agosto de 2015, sendo 71% contra adeptos de religiões dematrizes africanas, 7,7% contra evangélicos, 3,8% contra católicos, 3,8% contra judeus e sem religião e 3,8% de ataques contra a liberdade religiosa de forma geral.

Dentre as pesquisas citadas, um estudo da PUC-Rio sugere que há subnotificação no tema. Foram ouvidas lideranças de 847 terreiros, que revelaram 430 relatos de intolerância, sendo que apenas 160 foram legalizados com notificação. Do total, somente 58 levaram a algum tipo de ação judicial.

O trabalho também aponta que 70% das agressões são verbais e incluem ofensas como "macumbeiro e filho do demônio", mas as manifestações também incluem pichações em muros, postagens na internet e redes sociais, além das mais graves que chegam a invasões de terreiros, furtos, quebra de símbolos sagrados, incêndios e agressões físicas.

Ivanir Costa, babalaô registrado há 35 anos e iniciado na Nigéria há 11 anos, está envolvido com a luta contra a intolerância há mais de duas décadas, e encabeçou a redação do relatório, como presidente da CCIR.

Ele diz que a própria ausência de dados consistentes nacionais, que dialoguem entre si, e a subnotificação dos casos, são indícios de como o tema ainda precisa ser levado mais a sério no Brasil.

"Há alguns avanços isolados em lugares como o Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, mas estamos muito aquém do que precisa ser feito neste setor", diz o religioso, que recebeu em 2014 o Prêmio Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República pelo trabalho na comissão.

Racismo e neopentecostais

Para Francisco Rivas Neto, sacerdote e fundador da Faculdade de Teologia com Ênfase em Religiões Afro-Brasileiras (FTU), baseada em São Paulo e a única reconhecida pelo Ministério da Educação como formadora de bacharéis no tema, é impossível dissociar a intolerância do preconceito contra o africano, o escravo e o negro.

"Os afro-brasileiros são discriminados, preconceituados, para não dizer demonizados, por sermos de uma tradição africana/afrodescendente. Logo, estamos afirmando que o racismo é causa fundamental do preconceito aocandomblé e demais religiões afro-brasileiras", diz.

Já a pesquisadora Denise Pini Fonseca, historiadora, ex-professora da PUC-Rio e coautora do estudo que visitou os mais de 800 terreiros fluminenses, acredita que a origem da intolerância esteja muito mais conectada à crescente influência de alguns grupos neopentecostais no país.

"É claro que o racismo tem influência, mas acredito que é muito mais forte o discurso de alguns movimentos neopentecostais que são na realidade um projeto teo-político que se apropria de símbolos muito poderosos para atingir seus interesses, e que elegeram as religiões de matrizes africanas como alvo", diz.

João Luiz Carneiro, doutor em ciências da religião pela PUC-SP, especialista em teologia afro-brasileira pela FTU e autor do livro Religiões Afro-brasileiras: Uma construção teológica (Editora Vozes), defende que os dois fatores estariam completamente conectados.

"A ligação entre esses dois fatores está muito bem resolvida na academia. As razões profundas na questão racial e o discurso neopentecostal que reforça no imaginário popular que é o macumbeiro, o sujo, o que faz o mal", indica.

Para ele, é nítido o processo em que boa parte do que é produzido pelo negro brasileiro é desumanizado, desvalorizado ou considerado estranho, exótico, folclórico, e a ascensão do discurso de alguns neo-pentecostais que estimula a visão da religião africana como ligada ao culto ao demônio, diabo, satanás, rituais satânicos, macumba ou que fazem o mal.

Casos de intolerância

Luiz Fernando Barros, de 52 anos, já experimentou diversos exemplos de intolerância ao longo dos 37 anos em que atua como religioso da umbanda.

"Já coloquei minha roupa branca religiosa no trabalho e vi que as pessoas queriam caçoar, fazer pouco dos meus valores espirituais. Temos filhos que frequentam escola pública e não podem usar as contas (colares religiosos). Já tive estátuas quebradas no meu templo, tentativas de invasão. Uma irmã nossa foi demitida de um hotel na Zona Sul do Rio quando a gerente descobriu que ela era de umbanda. Não foi o argumento oficial, mas ficou nítido para ela", conta.

Ele foi um dos vários pais de santo que revelaram à BBC Brasil em reportagem publicada no ano passado que se viu forçado a aumentar a segurança de seus terreiro após repetidas invasões. Um deles, Pai Costa, de 63 anos e há 45 atuando como líder religioso, já tinha sofrido três invasões na época e teve de gastar R$ 4.500,00 em sistemas de vigilância.

Outro exemplo é o de Pai Márcio de Jangun, babalorixá, advogado e escritor iniciado há 36 anos no candomblé e com terreiro aberto há 15 anos. Ele diz que a intolerância pode ser sutil e parte do cotidiano, o que também configura discriminação e crime, apesar de não envolver violência física.

"Já me recusaram vender flores quando perceberam que seriam usadas em terreiro de candomblé. No transporte público, a pessoa se levanta por não querer ficar sentada do seu lado, se benze. É algo que infelizmente faz parte do cotidiano e que os praticantes de religiões africanas lidam todos os dias no Brasil", diz.

No relatório da CCIR há casos como a invasão e depredação do centro de umbanda "A Caminho da Paz", no Cachambi, na Zona Norte do Rio, em fevereiro de 2015, assim como incêndios e destruição de estátuas no Distrito Federal.

Também são documentados xingamentos contra crianças judaicas num clube de elite da Zona Sul do Rio, na Lagoa, durante as Mascabadas, olimpíadas de colégios judaicos de todo o país, e o ataque a uma professora de teatro que recebeu uma pedrada na perna aos gritos de "muçulmana maldita" uma semana após os atentados à sede da revista Charlie Hebdo, em Paris, no início do ano passado.

Papel do Estado

Um dos objetivos de aumentar o escopo do relatório da CCIR é chamar a atenção para o problema e nacionalizar o debate, além de pressionar Estados e o governo federal para a implementação de políticas públicas mais efetivas. Outra meta é cobrar a execução da legislação já existente, que tipifica o crime de intolerância religiosa.

No Rio de Janeiro, apesar de alguns avanços pontuais, os especialistas cobram a implementação de uma delegacia especializada, aprovada por lei em 2011 mas ainda sem previsão para sair do papel. São Paulo e Distrito Federal já criaram tais espaços.

Consultado pela BBC Brasil, o governo fluminense confirmou que "não há previsão para a criação" da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância como determinou a Lei Estadual 5931, aprovada em 25 de março de 2011. O governo ressaltou, no entanto, papel pioneiro com a criação do Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos, em 2012, e disse que todas as delegacias de polícia do Estado estão aptas a registrarem casos de intolerância religiosa.

Na visão dos especialistas, este é justamente um dos principais problemas. "Quando a pessoa vai a uma delegacia, o policial registra a queixa como briga de vizinho, rixa, ameaça. Falha ao não aplicar a lei de intolerância religiosa, que prevê a tipificação penal adequada", diz o professor André Chevarese, do Instituto de História da UFRJ, que coordena o Laboratório de História das Experiências Religiosas.

"Além disso, juízes tendem a ser condescendentes, não punem da forma adequada. O Estado falha ainda ao não educar melhor, não incluir mais o ensino sobre África, sobre religiões de matrizes africanas, sobre a importância dasculturas africanas para a construção do país", diz.

Ivanir Costa, da CCIR, diz que ao longo do tempo já presenciou a entrega de documentos às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, e que ouviu promessas, mas até agora falta vontade política para implementar medidas nacionais mais eficientes, a exemplo do que foi colocado em prática na questão da violência contra a mulher.

"Não temos órgãos que acolham denúncias e orientem vítimas em todos os Estados. Não temos uma base de dados nacional, os números são muito discrepantes ao redor do país. Há pouquíssimas delegacias. Delegados, policiais e juízes descumprem a lei. É um cenário muito incipiente ainda", avalia.

Fonte: BBC Brasil
Foto: Reprodução / Fabio Teixeira

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2015 foi um ano em que as crenças de matriz africana sofreram atentados de todas as ordens contra o patrimônio material, físico, moral e espiritual.

Muitos religiosos e seguidores sofreram com a violência e a intolerância religiosa. Invasões de terreiros, demonização ao culto dos orixás e até morte de uma Ialorixá fez deste ano um marco da intolerância religiosa.

Agressões físicas se multiplicaram, dentre elas a de uma criança que, em razão das vestimentas, foi apedrejada quando saía do terreiro. Uma imensa lista de denúncias de injúrias e cerceamento de direitos no âmbito das práticas religiosas, que incluem, entre outras, a realização de rituais sagrados dentro dos terreiros.

Sob o manto do estado democrático de direito, a intolerância demonstrada das mais diversas formas não poupou ninguém. Aquele que pratica a injúria não tem um objetivo maior, senão o de dizer onde aquele que foi injuriado deve estar: no campo da invisibilidade. Não a toa, registra o psiquiatra e filósofo Franzt Fanon em sua obra “Peles Negras, Máscaras Brancas”:

“(…) Enquanto o negro estiver em casa não precisará, salvo por ocasião de pequenas lutas intestinas, confirmar seu ser diante do outro.”

Assim como ocorreu com as mulheres que tiveram determinadas a sua presença no âmbito da vida privada, restando aos homens as disputas no campo público, com negros e não cristãos não foi diferente. Foram e ainda são diversas e poderosas as formas de colonização e exclusão do povo negro e sua religiosidade.

Combater a intolerância religiosa significa rejeitar o racismo como sistema de opressão e dar corpo e voz a uma parcela da população que vem sendo sistematicamente agredida em sua dignidade pelo cerceamento de direito de liberdade de culto.

A questão da liberdade de religião e de culto amplamente requerida pela população negra e pelos religiosos de matriz africana deve ser vista sob a ótica da afirmação e reiteração da identidade negra e de toda a sua ancestralidade. Negar esse direito, compactuar com esta lógica é o mesmo que permitir que os tambores continuem abafados e os adeptos das religiões de matriz africana permaneçam naquilo que o “outro” considera a sua senzala. Não há democracia racial, como não há respeito à diversidade religiosa.

Em 2007, o dia 21 de janeiro foi instituído como a data de Combate à Intolerância Religiosa, em reflexão e memória da Ialorixá Gildásia dos Santos – vítima de um dos casos mais drásticos de intolerância que a história brasileira conheceu. O crime começou em outubro de 1999, quando O jornal Folha Universal estampou em sua capa a imagem de Mãe Gilda, trajada com roupas de sacerdotisa para ilustrar uma matéria cujo título era: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. Sua casa foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente, e seu Terreiro, depredado por evangélicos. A Ialorixá não suportou os ataques e, após enfartar, faleceu em 21 de janeiro de 2000.

15 anos após a trágica morte de mãe Gilda, a história se repete, e em Camaçari/BA, Mãe Dede de Iansã, também enfarta após uma noite se insultos protagonizada por um grupo evangélico, na porta de seu terreiro.

Em resposta a tanta violência que, assustadoramente, aumenta a cada dia e tem se mostrado uma das faces mais cruéis do racismo, comunidades religiosas de matriz africana promoverão manifestações em todo Brasil.

As ruas serão ocupadas pela promoção da cultura de paz em nossas relações.

Com informações da Carta Maior
Foto: Reprodução

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Num período do ano, marcado por um quase recesso – festas de final de ano e férias de janeiro e fevereiro -, as pessoas procuram um novo clima. Elas desejam novos ares. Aproveitam para fortalecer os seus vínculos e reafirmam as suas relações mútuas. Este tempo especial convida para um novo olhar para a vida e para Deus.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil procura estar próxima das pessoas nesta época do ano. Coloca à disposição espaços celebrativos para comunhão e oração. O Espírito de Deus em sua liberdade sopra onde quer. Desperta e movimenta as pessoas para uma relação viva com ele.

“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração” (Sl 95.7).

Clique aqui e veja algumas opções de espaços celebrativos em diversas praias do litoral gaúcho.

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Forum Social Mundial 19 de janeiro de 2016

Relatório da ONG Oxfam divulgado nesta segunda (18) apontou que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale ao que possui metade da população mundial. O dado alarmante reforça a atualidade do Fórum Social Mundial, que inicia a edição temática nesta terça-feira (19), em Porto Alegre, onde aconteceu o primeiro encontro há 15 anos. Nesta terça, às 18h, em torno de 15 mil pessoas devem participar da tradicional marcha de abertura que sairá do centro da cidade.

Serão cinco dias de encontro, 470 atividades inscritas e a presença de aproximadamente 2 mil organizações que reúnem representantes de movimentos sociais de mais de 60 países, entre eles o Brasil, que terá a presença de movimentos como a União de Negros pela Igualdade (Unegro), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), a União Brasileira de Mulheres (UBM), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e União da Juventude Socialista (UJS).

Mauri Cruz, integrante do Comitê Organizador Local, e que participa do Fórum desde 2003, como organizador, explicou que a programação foi pensada para promover a reflexão sobre os 15 anos e as novas formas de atuação. Segundo ele, as atividades do dia 20 têm a característica de fazer uma balanço da conjuntura e das lutas sociais do Fórum, enquanto nos dias 21 e 22 o perfil dos encontros será voltado, respectivamente, para abordar desafios e perspectivas. A organização estima que devem passar pelo encontro 30 mil participantes.

Retrospectiva e outros protagonistas

A luta para construir uma alternativa ao capitalismo e ao sistema econômico predatório, a defesa da paz e da autodeterminação dos povos. Foram as razões que motivaram o surgimento do Fórum Social Mundial há 15 anos. Em 2005 o Fórum reuniu em Porto Alegre cerca de 150 mil pessoas.

Porto Alegre é uma espécie de cidade símbolo do Fórum, que também recebeu o balanço de 10 anos, comemorados em 2010. “Porto Alegre ficou como referência. A cidade se orgulha de receber o fórum. Essa edição é temática mas está com uma dimensão de fórum mundial. A cidade se prepara para receber de forma calorosa. Tem essa identidade”, refletiu Mauri.

Ele também chamou atenção para uma mudança no protagonismo dos atores que participam do Fórum. “As mesas estão recheadas de mulheres e da juventude negra e não só da periferia de São Paulo mas da periferia da Tunísia, Paris, Canadá. Lá atrás o protagonismo era de intelectuais de esquerda, basicamente europeus, e homens”, comparou Mauri.

Crise

O acirramento da crise econômica de 2007/2008 agravou a disputa internacional entre as grandes potências pelo poder que segue subjugando nações e apontando as guerras e táticas de terror contra os povos de todo o mundo.

Apesar da crise econômica aguda e de alguns retrocessos, Wevergton Brito Lima, jornalista e integrante da Comissão de Políticas e Relações Internacionais do PCdoB, analisou que “as forças progressistas hoje têm mais instrumentos a seu favor do que em 2001 quando o Fórum Social Mundial realizou sua primeira edição”.

Wevergton ressaltou que as forças de resistência estão fortalecidas e EUA e União Europeia têm tido seus papéis questionados no mundo inteiro como agentes da guerra e de determinadas ações terroristas, como no caso da Síria. “Esta percepção sobre o papel do imperialismo pode levar a outra mais importante, qual seja: a causa final tanto das crises, quanto da guerra e da destruição do meio ambiente é o capitalismo”, concluiu.

Golpismo

A deputada federal e presidenta do PCdoB, Luciana Santos, destacou a importância do Fórum na luta dos movimentos sociais em defesa do estado democrático de direito. Ela participará da mesa “Democracia e Desenvolvimento em tempos de golpismo e crise” que acontecerá no dia 20, às 17h, no auditório Araújo Viana, no parque Farroupilha. Luciana representará a Fundação Maurício Grabois, organização realizadora da mesa ao lado da Fundação Perseu Abramo e Fundação Leonel Brizola, entre outras.

Programação Cultural

Expressões culturais do movimento negro, música tradicional, produção musical contemporânea estão na programação cultural do Fórum Social Mundial temático. O show de abertura traz um velho conhecido do fórum: O cantor portoalegrense Nei Lisboa se apresenta nesta terça no mesmo dia em do rapper paulista Moysés e do grupo Rock de Galpão. No dia 20 as apresentações são dedicadas ao Hip Hop enquanto que o show do dia 21 terá música instrumental e no dia 22 o tradicional maçambique, música e dança inspirada na festa do rei Congo.

Por Railídia Carvalho / Portal Vermelho
Foto: Reprodução clicrbs.com.br (momento inter-religioso)

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Na tarde desta terça-feira (12), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de dezenas de entidades nacionais, lançaram na sede nacional da OAB, a campanha “Comitês Contra o Caixa Dois de Campanhas Eleitorais”.

A proposta visa denunciar candidatos que realizarem campanhas desproporcionais aos valores declarados legalmente, advindos do fundo partidário ou de pessoas físicas (únicos formatos de financiamento eleitoral aceitos atualmente).

Este trabalho será realizado a nível nacional, com a participação das centenas de comitês MCCE, seccionais da OAB, milhares de paróquias da Igreja, além do apoio de outras entidades colaboradoras.

Para o codiretor do MCCE, Luciano Santos, os trabalhos dos comitês MCCE e das entidades da Rede MCCE abarcarão, além da fiscalização pelo cumprimento da Lei “Contra a Compra de Votos” (Lei9840/99) e Lei da “Ficha Limpa” (LC 135/10), também o combate ao abuso do poder econômico pelo “Caixa Dois”. “Os comitês MCCE são de suma importância no levantamento de provas e no encaminhamento das possíveis reprovações das contas de campanhas que apresentarem irregularidades”, completou Santos.

Carlos Moura, também diretor do MCCE, afirmou que o sucesso desta campanha só será possível com a mobilização da sociedade, ação que deverá ser conduzida pelos ês. Para Moura, não basta que os candidatos tenham Ficha Limpa, é preciso saber se eles têm compromisso com sociedade, com o bem comum. “Combater o caixa dois e alertar o eleitor contra aqueles que não merecem o nosso voto é responsabilidade da sociedade civil”, disse Moura.

Para dom Joaquim Mol, presidente da Comissão pela Reforma Política da CNBB, a campanha pelas eleições e o combate ao “Caixa Dois” são lutas contra as impurezas das eleições no Brasil. Ele disse ser preciso pensar todos os comitês do Brasil, preparar as pessoas no exercício da cidadania. Completou: “A grandeza deste país não está definida pela podridão da corrupção, mas por brasileiros e brasileiras dispostos às coisas do bem.”

O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, afirmou ser a relação entre empresas doadoras de campanha e políticos, o “germe da corrupção” no país. Disse ainda que desvios de verbas para a saúde e educação são realizados para campanhas eleitorais, para “Caixas Dois” de campanhas. Finalizou: “O eleito não deve prestar contas para doadores de campanha, mas para a sociedade que o elegeu.”

Ascom MCCE
Imagem: Reprodução

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Nem todo o mundo cristão segue o mesmo calendário. Enquanto algumas tradições seguem o calendário gregoriano, outras seguem o juliano. Assim, nem todos os cristãos celebram o Nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro.

Veja como foram as celebrações de Natal em algumas dessas tradições neste começo de janeiro e como os seus fiéis conviveram entre si e com seus vizinhos não cristãos.

Cairo, Egito: cristãos coptas

O presidente Abdel Fattah al-Sisi participou da vigília de Natal celebrada na noite de 6 de janeiro pelo patriarca copta ortodoxo Tawadros II, na catedral de São Marcos, no Cairo. Al-Sisi pediu desculpas pelo atraso na reconstrução de igrejas destruídas por fanáticos islâmicos, em especial durante os protestos de agosto de 2013, quando vândalos ligados à Irmandade Muçulmana e a grupos salafistas atacaram cerca de 50 lugares cristãos.

É a segunda vez em toda a história que um presidente egípcio participa da solenidade litúrgica do nascimento de Jesus. A primeira foi no ano passado, com o mesmo al-Sisi presente nas celebrações da Igreja copta.

Bagdá, Iraque: cristãos caldeus

O patriarca caldeu Mar Louis Raphael Sako relatou à agência AsiaNews que as celebrações de Natal na capital iraquiana foram compartilhadas com os muçulmanos, que foram a maioria da população da cidade e do país. A Igreja caldeia tem 30 paróquias em Bagdá e mais 35 igrejas afiliadas à comunidade encabeçada pelo patriarca, que celebrou a missa de Natal “em sete igrejas diferentes” e encontrou as igrejas repletas “de gente de muita fé e muita esperança”.

“Muitas famílias muçulmanas participaram da missa de meia-noite. Muita gente simples, que nos deu flores e nos ofereceu suas saudações”. Nem tudo foi “doçura social”, no entanto: o patriarca de Bagdá foi bastante firme contra as hipocrisias e falsas promessas politiqueiras e recusou qualquer presente de “líderes religiosos e políticos” até que seja resolvida a cruel situação de crise que martiriza o país, em particular desde que famigerado grupo Estado Islâmico invadiu a cidade de Mossul e a planície de Nínive, em 2014. O episódio sanguinário assassinou ou expulsou famílias cristãs e yazidis; os sobreviventes continuam sendo alvo de violência, expropriações, sequestros, islamização forçada dos filhos e postura hostil de algumas vertentes do islã. “Precisamos de mudança real e concreta no Iraque: uma nova cultura, não só discursos e declarações de fachada”, declarou o patriarca.

A comunidade cristã iraquiana doou dinheiro para suprir as necessidades básicas de 2 mil famílias de Bagdá, não só cristãs, mas também muçulmanas e yazidis. “É uma forma de testemunhar com as obras que somos irmãos”, explica Mar Sako. “Estes atos concretos de misericórdia geram contato e ajudam de verdade a formar vínculos, partilha, desejo de encontro. É uma resposta à cultura de guerra e vingança, à falta de compaixão, de perdão e de reconciliação, que são males que afligem o Iraque há muito tempo e o lançam num redemoinho de violência e terror”.

Em entrevista a um popular programa de televisão iraquiano, o patriarca se pronunciou com grande firmeza contra um islã fechado e fundamentalista, fazendo votos de maior abertura. “Muitos me agradeceram”, conta ele, “especialmente entre os próprios muçulmanos”.

Moscou, Rússia: cristãos ortodoxos

O patriarca de Moscou, Kirill, perguntou aos fiéis em sua mensagem de Natal, também celebrado em 7 de janeiro: “O que é mais pobre do que uma gruta e mais humilde que os panos em que a riqueza divina resplandece? Ao escolher a pobreza extrema para o mistério da nossa redenção, Cristo renuncia a tudo o que este mundo considera importante: poder, riqueza, glória, origens nobres e status social. Ele propõe outra lei de vida: a lei da humildade e do amor, que vence o orgulho e a maldade”.

Kirill também falou da guerra na Ucrânia: “A luta fratricida na terra ucraniana não deve dividir os filhos da Igreja, semeando o ódio nos seus corações. Um cristão verdadeiro não pode odiar nem os próximos nem os distantes. ‘Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai celeste, que faz nascer o seu sol sobre maus e bons e chover sobre justos e injustos’”.

Cidade do Vaticano: cristãos católicos

Em coincidência com as celebrações de Natal em várias tradições do mundo cristão, o papa Francisco anunciou em vídeo as suas intenções de oração para o mês de janeiro, esperando que “o diálogo sincero entre homens e mulheres de religiões diferentes dê frutos de paz e justiça”.

O diálogo inter-religioso, para ele, é “uma condição necessária para a paz no mundo. Não devemos parar de rezar por esta intenção. Temos de trabalhar juntos com quem pensa diferente. Só através do diálogo poderemos eliminar a intolerância e a discriminação. Eu confio em vocês para espalhar o meu pedido deste mês: que o diálogo sincero entre homens e mulheres de religiões diferentes dê frutos de paz e justiça”.

Fonte: Aleteia
Imagem: Divulgação

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A Arquidiocese de Olinda e Recife irá intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, após parceria firmada com a Prefeitura do Recife. Além da conscientização sobre a importância de erradicar o mosquito e os criadouros de larvas feita durante as missas, a comunidade católica irá promover uma edição especial do Prêmio Pastoral de Saúde, que irá contemplar ideias criativas de grupos paroquiais que visem à combater a proliferação do inseto transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus, este último associado à microcefalia.

“A ideia é premiar boas práticas comunitárias de combate ao mosquito, motivando as pessoas através do reconhecimento de ações inovadoras”, explica o coordenador da Pastoral de Saúde, Vandson Holanda. Os trabalhos serão feitos durante a Campanha da Fraternidade de 2016, cujo tema é “Casa comum, nossa responsabilidade”. Ainda segundo Holanda, a ideia é premiar as comunidades paroquiais até março do ano que vem.

A premiação busca iniciativas que envolvam as práticas nas comunidades. “São coisas simples, do dia a dia, que possam efetivamente combater o mosquito em cada casa. Essas práticas podem até serem feitas em outro estado, mas traga para cá que vamos fazer diferente para gente conseguir ganhar essa guerra contra o mosquito. A gente já está perdendo as batalhas, não podemos perder a guerra também”, completa Holanda.

Além da premiação, haverá capacitações para treinar agentes de saúde para a realização de mutirões. “Queremos estimular esses mutirões principalmente à noite e aos fins de semana, nos horários em que é mais provável ter moradores em casa”, explica o coordenador da Pastoral de Saúde.

A conscientização dos fieis durante as missas não está descartada pela comunidade católica. De acordo com o Padre Hélio Nascimento, coordenador da Comissão de Caridade, Justiça e Paz, a entidade fará um apelo às 120 paróquias nos 19 municípios de Pernambuco compreendidos pela Arquidiocese para intensificar o combate ao mosquito através do diálogo com os frequentadores das missas. “Se a gente liga a palavra de Deus com os acontecimentos do dia a dia, a gente vai viver feliz”, defende.

Leia a notícia na íntegra AQUI.

Fonte: G1

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A Convenção Batista do Espírito Santo resolveu criar uma ação no estado para conscientizar a população sobre os cuidados para combater o mosquito Aedes aegypti. O mosquito transmite a dengue, a febre chikungunya e o Zika vírus.

Membros da Igreja Batista em Vitória realizaram, em dezembro, um mutirão próximo à praça de pedágio da Terceira Ponte, distribuindo panfletos e orientando quem passava no local sobre a importância de evitar a proliferação do mosquito.

“Estamos nas comunidades e devemos nos unir nesse propósito. Promover a saúde e o bem-estar também é um compromisso cristão. Convido a todos a apoiarem essa causa e vamos combater, juntos, esse grave problema de saúde pública”, destacou o presidente da Convenção, pastor Doronésio Pedro.

O mutirão foi apenas uma das etapas dessa campanha, nos dias que se seguiram os membros das igrejas que fazem parte da convenção se uniram para limpar as igrejas e assim evitar o acúmulo de água que pode servir como base para a proliferação do mosquito.

Em todo o estado há 682 igrejas filiadas a Convenção Batista do Espírito Santo, somando mais de 80 mil membros divididos em 78 municípios, segundo dados do jornal Folha Vitória. A metade dos membros estão na capital capixaba.

As denúncias sobre possíveis focos de Aedes aegypti em Vitória subiram 2.650% em dezembro. Em novembro o Fala Vitória 156 registrou 28 ligações relacionadas a denúncias contra focos do mosquito da dengue, já neste mês o número subiu para 742.

Fonte: GospelPrime
Foto: Folha Vitória

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As luzes se apagaram e os cursistas colocaram nos olhos as vendas que receberam ao adentrarem o TUCA (Teatro da Universidade Católica) na PUC-SP. Uma voz contou a todos uma história que se parecia com a criação do mundo segundo o Gênesis, mas que falava sobre a destruição da natureza pelo homem. “E se ergueram prédios e as pradarias desapareceram. E ele (o ser humano) viu que era bom”. Foi com esta reflexão que se iniciou nesta quarta-feira, dia 6 de janeiro, a celebração de abertura do 29º Curso de Verão (CV), promovido pelo CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular), na PUC-SP.

Os mais de 200 cursistas começaram a entrar no TUCA por volta das 14h e a dançar músicas como “Asa Branca”, do Gonzaguinha, e “Iluminação”, de Renato Teixiera, após já terem sido credenciados e recebido o material do curso na parte da manhã. A coordenadora do CV, Cecilia Franco, convidou todos a relembrar seus caminhos de vinda para São Paulo, de todas as regiões do Brasil e também de fora do país: “O que nos convocou? Sintam-se em casa, nós estamos no Curso de Verão!”

O palco do TUCA foi ambientado com tecidos e frutas e seguiu-se o momento de luzes apagadas enquanto a ambientação era desfeita. Os cursistas retiraram as vendas e assistiram, ao som de gritos de pessoas, imagens que mostravam a destruição do meio ambiente – como manchas de petróleo nos mares, o uso de agrotóxicos e o desmatamento – além de problemas relacionados como a fome e desastres naturais como o tsunami que devastou a costa da Indonésia e da Tailândia em 2004.

“Gostei da dinâmica de vendarem os nossos olhos e no vídeo tinha imagens que marcaram e me tocaram muito”, disse ao final da abertura a estudante Laura de Melo, 16, pertencente a um grupo da Pastoral da Juventude da Diocese de Araçatuba (SP) da Igreja Católica Apostólica Romana. Ela ficou na memória com a imagem do sofrimento de um homossexual caído no chão com uma bíblia nas mãos sob as cores do arco-íris. “A abertura chamou para uma reflexão, está muito na cara que caminho o curso vai ter”, disse Rodrigo Cosenza, 36, sobre o tema da “Economia promotora dos direitos humanos e ambientais”. O professor de história, que não possui nenhuma fé religiosa, é crítico à “relação que a gente tem de transformação do planeta em mercadoria”, que faz com que não entremos em “uma lógica de cuidar ao invés do que o planeta pode nos dar nesse instante”.

Temática

O tema da preservação do meio ambiente aproxima este ano o Curso de Verão da 4ª Campanha da Fraternidade Ecumênica, como observou na abertura aos cursistas o bispo da IEAB (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil) e presidente do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil) Dom Flávio Irala. “Nossos temas estão caminhando juntos, espero que sejam bem tratados, o amor, a justiça e a nossa mãe natureza”, disse ele antes de cantar e tocar uma música para os cursistas.

Também falou na abertura o professor da PUC-SP Wagner Sanchez em nome da diretoria do CESEEP. “O Curso de Verão é como uma grande mesa onde todos se sentam juntos para comer e compartilhar. Mais de 100 pessoas ajudaram na organização e vocês serão tocados pela mística do curso.”

O pró-reitor de cultura e relações comunitárias da PUC-SP, Jarbas Nascimento, ainda ressaltou a importância da união entre todos os participantes, sejam assessores, monitores e cursistas. “O mais importante é que todos nós estamos juntos e que possamos no dia a dia transformar o que aprendemos em realidade”.

O curso continua nesta quinta-feira (7), às 8h00 com um momento de espiritualidade e a palestra do economista Ladislau Dowbor, com o tema “Sistema Financeiro trava o desenvolvimento econômico do país”. Após a assessoria, os cursistas seguem para as “tendas” (oficinas) em que se dividiram para discutir a palestra sob espaços criativos como “Liderança de grupos populares” e “Retalhos da história do povo negro”.

Fonte: CESEEP
Foto: Reprodução

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