O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) permitir o ensino religioso confessional em escolas públicas.
 
No julgamento, seis ministros foram favoráveis à possibilidade do modelo “confessional”. Nessa modalidade, os professores lecionam como representantes de uma religião. Votaram nesse sentido Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.
 
A favor do modelo “não confessional” votaram Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Eles defendiam que o ensino religioso deveria se limitar à exposição das doutrinas, história, práticas e dimensão social das diferentes crenças, incluindo o ateísmo e o agnosticismo.
 
Entenda o julgamento
 
A Constituição Federal prevê o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras como disciplina do ensino fundamental (para alunos de 9 a 14 anos de idade), mas estabelece que a matrícula é facultativa. Ou seja, o estudante pode se recusar a cursar a disciplina por vontade própria ou da família, sem prejuízo nas notas ou frequência exigidas para ser aprovado.
 
Cada estado organiza a melhor maneira de oferecer o ensino religioso dentro de sua grade de horários. Parte dos estados faz parcerias com igrejas e instituições religiosas para contratar professores (remunerados ou não, dependendo da religião) para dar as aulas. Outros estados optam pelo modelo não confessional, com professores não necessariamente representantes de uma religião.
 
A ação, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), propunha que as aulas se limitassem à exposição das doutrinas religiosas.
 
Com informações do G1
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O teatro Tucarena, da PUC-SP, sediou na noite da última segunda-feira, 25, a quarta sessão da corte de julgamento histórico Tribunal Tiradentes. O evento, que teve sua primeira sessão em 1983, no Teatro Municipal da capital paulista, quando condenou simbolicamente a Lei de Segurança Nacional, realizou desta vez o julgamento de "práticas espúrias" do Poder Legislativo brasileiro. O tribunal é uma iniciativa da sociedade civil e tem apenas objetivos pedagógicos.
 
A sessão seguiu todo o rito protocolar: testemunhos, acusação, defesa, juri popular e sentença. Esta última, proferida pelo presidente da sessão, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e pró-reitor da PUC-SP, Antônio Carlos Malheiros.
 
Além de Malheiros, participaram, como testemunhas, os professores e economistas, Ladislau Dowbor e e Márcio Pochmann, da PUC-SP e Unicamp, respectivamente; e Alceu Luís Castilho, jornalista, autor do livro Partido da Terra - Como os políticos conquistam o território brasileiro (2012). O papel de acusador foi representado pelo biógrafo, político e jornalista do blog Nocaute, Fernando Morais. Na defesa, o arquiteto, político e ativista Francisco "Chico"Whitaker. O juri foi formado por Juliana Cintra, jornalista especialista em relações étnico-raciais; Cileda Perrela, professora da Faculdade Zumbi dos Palmares; Lira Alli, educadora e militante e pela cartunista Larte Coutinho.
 
 
Testemunhos
 
A primeira testemunha a expor fatos contra as "ações espúrias"das Casas Legislativas do país foi o professor Ladislau Dowbor. "O Congresso Nacional criou um sistema que trava e quebra a nação. Todo o esforço que se fez na direção de distribuição de renda, como o aumento do salário mínimo e todas as políticas sociais que permitiram um imenso avanço vem sendo sabotado pelo Congresso", disse, ao criticar medidas que fortalecem a lógica da desigualdade.
 
"Saíram hoje dados mostrando que temos seis bilionários que têm o mesmo dinheiro que a metade mais pobre deste país. Isso é um escândalo, uma vergonha. Não apenas ético, mas também político. É um absurdo econômico. Nenhuma sociedade funciona com tamanha desigualdade, por razões simples. A economia funciona a base de um processo econômico que satisfaz a maioria. A economia impulsiona quando se proporciona capacidade de compra para o grosso da população, isso estimula a demanda", explicou Dowbor.
 
A falta de controle do mercado financeiro, aliado ao sistema de financiamento de campanhas estimularam uma relação de dependência entre políticos e o setor privado. "Produto de um sistema eleitoral contaminado pelo sistema econômico, temos um parlamento cuja composição equivale à presença de um deputado vinculado aos trabalhadores para cada 12 vinculados ao poder econômico", disse o economista Pochmann.
 
"Se olharmos para a composição do povo brasileiro, temos um empresário para cada 40 trabalhadores. Temos um Parlamento com uma enorme desproporção em termos de representação entre trabalho e capital", completou Pochmann. Tais elementos levam o Congresso, de acordo com o economista, a atuar contra a maioria dos brasileiros. "Esse Parlamento foi capaz de conceber um golpe que tirou uma presidenta democraticamente eleita e possibilitou a ascensão de uma agenda que havia sido derrotada nas últimas quatro eleições presidenciais", disse ao fazer referência ao impeachment, no ano passado, da presidenta eleita em 2014, Dilma Rousseff (PT).
 
"Essa agenda anti-povo tem sido estabelecida por um conjunto de iniciativas legais como as reformas que contiveram os gastos por 20 anos em investimentos e gastos sociais, permitindo que houvesse um desembarque do povo do orçamento. Esse desembarque também se dá com a aprovação da terceirização e de uma nova lei do trabalho que representa um ataque profundo à leis estabelecidas em 1943", disse em referência às reformas conduzidas pelo presidente Michel Temer (PMDB), com aprovação do Congresso.
 
Libelo acusatório e defesa
 
Fernando Morais começou sua acusação ressaltando a importância do momento para a realização de mais uma edição do Tribunal Tiradentes. "Precisamos deixar claro que o Brasil exige de suas Forças Armadas que cumpram seu dever constitucional de guardiãs da legalidade democrática e ponto final. O golpismo militar pipoca nas tocas do golpismo", disse em referência às recentes manifestações de representantes do Exército cogitando a possibilidade de um golpe militar no país.
 
Diante de tal situação, Morais lembrou da importância do Congresso para a ordem democrática do país. "Temos um rosário de mazelas, de crimes e de deslizes cometidos no nosso Congresso. O essencial é deixar claro que a tarefa de acusador não tem relação com o Congresso como instituição. Aqui, não se julga a instituição, muito menos a atual legislação como um todo. Aqui mesmo, entre nós, temos ao menos dois congressistas que só tem feito honrar o mandato. Falo da deputada Luiza Erundina e do Ivan Valente (ambos do Psol-SP)."
 
Diante dos problemas da instituição, Morais apresentou a necessidade de uma reforma política, mas não deixou de lado o receio de tal alteração legal com o Congresso na atual configuração. "Uma reforma votada por este Congresso nos colocaria no risco que tais práticas espúrias fossem ainda mais alargadas. Mesmo que a atual correlação de forças não nos permita produzir remédios para as doenças, não vejo como não apontar para a única luz que é a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte específica (...) O pecado aqui é o sistema político. Os pecadores são centenas, são os componentes da tal maioria. Recomendo a condenação expressa do atual sistema político brasileiro e de seus métodos espúrios", concluiu.
 
Por sua vez, Whitaker se absteve de elaborar uma defesa convencional. Para ele, as evidências são "graves" e à ele coube defender apenas a importância do Poder Legislativo. "Constatamos a gravidade das consequências das práticas do Legislativo. Consequências de duas ordens: por meio dela estão sendo impostas ao país leis e emendas constitucionais inaceitáveis por serem prejudiciais ao povo brasileiro e à soberania nacional; em segundo lugar, as práticas estão destruindo o Legislativo, desacreditando o Congresso nacional e levando o povo a perder totalmente o respeito por ele", disse.
 
Juri e sentença
 
Cileda, a primeira jurada a usar o microfone do Tucarena, afirmou que os atos do Congresso sob interesse de uma minoria ligada ao setor financeiro é responsável pela "normalização das relações entre opressor e oprimido. Está tudo absolutamente natural e sem questionamentos. Uma das consequências disso é o processo de exclusão cuja população se vê submetida. Principalmente mulheres que acabam sendo as pessoas que sofrem diariamente as dificuldades do processo de exclusão. Elas enfrentam os perversos resultados da omissão do Estado (...) É natural não poder fazer nada diante de suas filhas adolescentes prometidas para traficantes? Essa situação é real", disse.
 
A jornalista Juliane engrossou o discurso sobre a responsabilidade do Legislativo. "Estamos aqui tratando de assassinos que legitimam a ação do Estado contra o povo negro. Que daqui a dois dias vão levar à votação a medida racista da redução da maioridade penal. Porque, se não nos matam ao nascer, tentam nos matar no decorrer de nossas vidas. As armas mudam de nome. A morte começa bem antes do tiro da polícia ou do encarceramento em massa. Ela começa na Emenda Constitucional 95 (que congela os gastos) e na austeridade adotada em nome da estabilidade do mercado."
 
Por fim, diante do exposto, o desembargador Malheiros afirmou que "o Congresso deve refletir os desejos do povo. No entanto, é facilmente constatável que os segmentos da nossa população como negros, mulheres, jovens, trabalhadores, indígenas, LGBTs e pessoas com deficiência não têm proporcionalidade à presença na sociedade."
 
"Conclamo que as práticas inaceitáveis usadas no Congresso para compor maiorias atentam contra a independência dos poderes, desmoralizam o Legislativo como instituição essencial à democracia, levando a atividade política ao descrédito, sejam definitivamente banidas do Parlamento nos níveis municipal, estadual e federal. E declaro os integrantes da maioria do Congresso moralmente culpados perante a nação brasileira por uso de tais práticas, aprovando leis e emendas de caráter nitidamente prejudicial para o presente e para o futuro do brasileiro e para a soberania nacional. Determino que seus nomes sejam lançados no rol dos culpados e divulgados para que, em futuras eleições, não consigam mais votos", sentenciou.
 
Fonte: Redação RBA
Foto: Reprodução TVT
 
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A recente declaração de um general afirmando a possibilidade de intervenção militar no país é um fato extremamente grave, que é preciso repudiar. As Forças Armadas são uma instituição pública, a serviço dos cidadãos e cidadãs, com atribuição de defesa da nação e de suas fronteiras; não têm autonomia para intervir na política e determinar os rumos do país. Somente quem pode fazer isto é o povo soberano, verdadeiro dono do poder, de acordo com a Constituição Federal. Se um grupo usurpou o poder e está, ilegitimamente, governando, a saída que o Estado Democrático de Direito aponta é um processo contra este governo ilegítimo e a convocação de eleições gerais, para que o poder volte a quem de direito. Não é missão dos militares tomar a frente e, em lugar do povo, assumir o poder. Isto seria mais um golpe em nossa democracia.
 
O Brasil já viveu a experiência dos militares no poder – e ela é bem recente, terminou há pouco mais de 30 anos, configurando um verdadeiro trauma nacional. Neste momento, é importante lembrar como foi o período em que os militares mandavam e desmandavam no país.
 
Primeiro, cabe lembrar os argumentos usados em 1964 para justificar a intervenção militar: a inflação, o risco do “comunismo” e a corrupção. Inflação, naqueles moldes, não faz parte da nossa realidade atual. A percepção de que regimes comunistas seriam uma ameaça ao Estado Nação também está fora de senso, desde a queda do Muro de Berlim, em 1989. O governo que era identificado por parte da sociedade como sendo de esquerda, foi derrubado.
 
 
Já a corrupção tem sido objeto da maior operação de investigação registrada na história do Brasil – e, a bem da verdade, o regime militar não acabou com a corrupção, apenas alterou quem a operava. A maior diferença em relação ao que vivemos hoje é que, durante o regime de exceção, não houve qualquer investigação sobre corrupção no país. Ao longo de 21 anos, foram proibidas a investigação e a revelação sobre improbidade administrativa ou desvio de recursos públicos por parte de militares e autoridades públicas.
 
Os militares, como se sabe, são seres humanos. Como não havia controle por parte da sociedade sobre quem dirigia o país, ser incorruptível dependia unicamente da decisão dos que detinham o poder. Inúmeras pesquisas já mostraram, por exemplo, que a relação incestuosa entre empreiteiras, empresas privadas e governo começou justamente no período da ditadura civil-militar. O relacionamento ímprobo entre setor privado e setor público não é, portanto, exclusivo dos regimes civis.
 
O que impede ou dificulta a corrupção, em qualquer lugar do mundo, é a transparência, de um lado, e o controle por parte da sociedade, de outro. Ora, no regime de exceção, a transparência não existia. Por princípio, tudo era secreto, e até hoje a verdade sobre o período não pode ser pesquisada ou revelada. Sempre que houve uma tentativa de se estabelecer uma Comissão da Verdade, os militares se opuseram ferrenhamente. Foi assim quando da divulgação do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) ou no primeiro governo Dilma, quando a então Presidenta nomeou uma Comissão Nacional da Verdade, para funcionar por dois anos, e esta não teve acesso à maioria dos documentos solicitados aos militares.
 
Mesmo assim, a Comissão concluiu que "a prática de detenções ilegais e arbitrárias, tortura, violência sexual, execuções, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres resultou de uma política estatal, de alcance generalizado contra a população civil, caracterizando-se como crimes contra a humanidade".
 
Foi este o resultado da intervenção militar realizada em 1964, quando um grupo de pessoas, com direito de vida e de morte sobre toda a sociedade, se instalou no poder após expulsar o presidente eleito. Este grupo montou um aparato repressivo e os cidadãos passaram a não ter mais direitos fundamentais como o de ir e vir, de se expressar, de escrever ou compor, o direito à integridade física, o direito à vida.
 
No poder, os militares perseguiram e prenderam militantes de esquerda, mas também famílias de pessoas e militares que não pensavam como eles, submetendo toda uma geração à censura da imprensa, da música, do teatro, da literatura. No poder, os militares decidiam o que podia e devia ser lido ou ensinado nas escolas, sem qualquer diálogo com os professores ou consulta à sociedade. Se autoatribuíram o direito a nos governar e se autonomearam donos da moral – ou melhor, acima da moral.
 
Ditadura militar significa, assim, enterro da verdade. Para se manter no poder, os ditadores têm de impedir o conhecimento e o acesso à informação sobre o que está se passando. Só pode ser difundido o que dignifica os militares; nenhuma dúvida a respeito de sua capacidade, competência ou legitimidade pode ser levantada. No regime de exceção, os meios de comunicação divulgavam apenas o que era permitido pelo regime. Os jornalistas, repórteres ou órgãos de comunicação que ousaram não se submeter foram demitidos, afastados, presos ou mortos, e seus meios de comunicação fechados.
 
Ditadura militar significa assim, também, o enterro da liberdade. Não apenas da liberdade de alguns, mas de todos. Qualquer um que ouse questionar o poder instituído é visto como uma ameaça aos donos do poder. Na ditadura não há mais liberdade de opinião nem de expressão: cessam as passeatas, os protestos, as manifestações. É o reino do silêncio. Durante o regime de exceção, inúmeros compositores e cantores foram presos e/ou expulsos do país ou se exilaram; muitas músicas foram censuradas ou proibidas, assim como livros e peças de teatro.
 
Além disso, toda ditadura acaba com qualquer controle social. Trata-se de um regime onde o controle é feito unicamente pelo pequeno grupo que detém o poder. Se hoje há uma afirmação recorrente nas manifestações de que “ninguém está acima da lei", na ditadura há sempre um grupo acima dela. Ditadura militar, consequentemente, significa direito sobre os cidadãos. A prisão, o interrogatório e a tortura se tornam meio usual de controle daqueles que não se submetem.
 
A última ditadura militar no Brasil terminou há pouco mais de 30 anos. Ao contrário do que aconteceu em muitos países, aqui seus torturadores não foram processados, seus crimes ficaram impunes. Mas não nos esquecemos, e por isso afirmamos: ditadura militar, nunca mais!
 
Queremos um Estado Democrático de Direito, queremos liberdade de opinião e de expressão. Queremos o fim do governo ilegítimo, mas não por meio da força, e sim de um processo democrático, participativo. Queremos que o conjunto das medidas tomadas após a posse de Temer sejam submetidas a referendo popular. Queremos democracia, para que o povo – o verdadeiro dono do poder – decida o que é melhor para o país.
 
Fonte: Plataforma pela Reforma do Sistema Político
Imagem: Portal Memórias da Ditadura
 
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No mesmo ano em que passeatas racistas ocorreram nos EUA, com arroubos de antissemitismo, Anne Frank (1929-45) voltará às prateleiras. Seu diário, um dos registros mais conhecidos do Holocausto, será transformado em história em quadrinhos.
 
O livro foi apresentado em Paris no início do mês, 70 anos após a publicação do original. O gibi será lançado em 50 países. No Brasil, o título será distribuído a partir do dia 2 de outubro pela editora Record.
 
A adaptação foi feita por dois israelenses, o ilustrador David Polonsky e o cineasta Ari Folman. A dupla já havia trabalhado junta no filme “Valsa com Bashir” (2008), sobre a guerra no Líbano.
 
Folman, um filho de sobreviventes do Holocausto, trabalha simultaneamente em uma adaptação do diário para um filme de animação.
 
A dupla inicialmente rejeitou a oferta de trabalhar com o clássico de Anne Frank, a partir do qual tantos outros produtos culturais já tinham sido lançados, como filmes, mangás e musicais.
 
Polonsky e Folman foram convencidos mais tarde pela importância da história. Os últimos sobreviventes do Holocausto vêm morrendo e, com eles, seus relatos. Mas o antissemitismo persiste.
 
 
A alemã Anne Frank testemunhou a ocupação nazista da Holanda durante a Segunda Guerra (1939-1945).
 
Naquela década, judeus foram detidos, enviados a campos de concentração e sistematicamente assassinados —fuzilados, cremados, asfixiados em câmaras de gás (“talvez seja o modo mais rápido de morrer”, ela escreveu). Estima-se que 6 milhões de judeus tenham sido mortos.
 
Anne Frank viveu essa história de 1942 a 1944, escondida com a família no anexo de um apartamento em Amsterdã, confidenciando a um diário ao qual chamava de Kitty (“você será minha melhor amiga, como nunca tive na vida”). Estão ali os detalhes banais de seu cotidiano, como as brigas com a irmã, mas o livro registra também as angústias de uma garota vivendo a violência do nazismo.
 
Anne Frank dorme mal, e sonha em repetidas noites com o futuro nas mãos do regime de Adolf Hitler. Sua família foi capturada em 1944, e ela morreu em abril de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, Alemanha.
 
O texto foi descoberto, editado e lançado em 1947 por Otto, seu pai e único sobrevivente da família, que criou uma fundação com o nome da filha. Ativa ainda hoje, a fundação, aprovou a adaptação do diário aos quadrinhos. Em outras ocasiões, a entidade recusou sua chancela por preocupação com a fidelidade histórica de novas versões.
 
Não são abundantes as boas adaptações literárias para gibis, e neste caso havia o agravante de se tratar de um diário, formato pouco visual. Mas a HQ de “Diário de Anne Frank” faz jus ao original.
 
O texto foi reduzido pelos artistas israelenses e transformado em ilustrações, mas não perdeu o frescor da perspectiva de uma criança — ela tinha 15 anos ao morrer — diante das atrocidades que marcaram o século 20.
 
Ao jantar, Anne Frank ouve a notícia de que uma princesa, Juliana, espera um bebê e se imagina no meio de uma fanfarra. As ilustrações acompanham o sonho.
 
Mas, na cama, “os maus pensamentos se insinuam”, ela escreve. E os artistas desenham Anne Frank deitada em cima de um Exército enquanto um trem e um furgão passam carregando detentos, engolidos pela fumaça.
 
Com informações da Folha de S. Paulo
Foto: Reprodução / AFP
 
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Com a chegada da Primavera, a CESE renova o seu compromisso ecumênico como serviço das igrejas de apoio à luta por direitos no Brasil. No próximo dia 30 de setembro, será lançada sua campanha anual Primavera para a Vida, que esse ano traz a discussão o modelo mineral no Brasil, e como ele produz injustiças sociais e ambientais.
 
A expansão ilimitada da extração e consumo de minérios, além de ultrapassar os limites do meio ambiente, afeta diretamente o modo de vida das populações tradicionais, viola seus direitos, e gera conflitos territoriais. A partir disso, a CESE propõe debater o tema com a sociedade e pensar quais são as alternativas contrárias à lógica perversa do capital, para beneficiar as populações locais e diminuir as desigualdades.
 
 
Igrejas locais e nacionais, entidades parceiras em âmbito nacional, pessoas da rede de amigos e representantes de projetos apoiados participarão do lançamento, que acontece no dia 30 de setembro no estacionamento do MAB – Museu de Arte da Bahia (Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória, Salvador).
 
O dia começará às 11h com uma mística de abertura. Ao meio dia, a tradicional feijoada da primavera será servida (no valor de R$ 25), ao som de música ao vivo. O evento contará com sorteio de brindes, venda de bebidas, sobremesas e petiscos.
 
Toda renda obtida com a atividade será revertida para apoiar projetos recebidos pela CESE. Os convites para a Campanha estão disponíveis na CESE (Rua da Graça, 150). Mais informações podem ser esclarecidas em: (71) 2104-5457.
 
Histórico da Campanha
 
Realizada desde o ano 2000, a Campanha Primavera para a Vida tem o objetivo de mobilizar recursos para as atividades da CESE em todo o país (fortalecendo os grupos populares nas suas lutas por direitos, por meio do apoio a projetos) e estreitar e ampliar a articulação com as bases das Igrejas.
 
A CESE foi fundada por igrejas com apoio da cooperação ecumênica internacional que assumiu o compromisso com os direitos humanos e o fortalecimento dos movimentos sociais. Nos últimos anos, os recursos dessa cooperação vêm diminuindo, o que afeta a realização das propostas da CESE, principalmente a manutenção do apoio a pequenos projetos.
 
Para Sônia Mota, diretora executiva da CESE, a campanha é uma oportunidade para sensibilizar o público das igrejas e também angariar fundos para a entidade: “Enquanto igrejas, somos chamados a mobilizar recursos para assegurar a continuidade desse trabalho e a Primavera é uma ocasião propícia para semear solidariedade.”
 
SERVIÇO
 
O QUE: Campanha Primavera para a Vida
QUANDO: 30/09/2017, a partir das 11h
ONDE:  MAB – MUSEU DE ARTE DA BAHIA – Av. Sete de Setembro, 2340 – Vitória, Salvador
VALOR: R$ 25 (feijoada) – Convite disponível na sede da CESE – RUA DA GRAÇA 150 – GRAÇA – (71) 2104.5457
 
MATERIAIS DA CAMPANHA PRIMAVERA PARA A VIDA 2017
 
Clique aqui e faça o download de todos os materiais da Campanha.
 
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“Meu nome é Jociane, sou filha de Judite e Gerônimo. Trago a memoria de Ir. Dorothy…”
 
“Meu nome é Sandra, filha de Nair e João, trago a memória de Mercedes Soza, mulher militante, cantora dos povos latino-americanos…”
 
“Meu nome é Raildo, sou filho de Cleonice e Bento, quero lembrar a pessoa de Carmem Lúcia Teixeira…”
 
Na medida em que cada pessoa foi se apresentando, trazendo simbolicamente a memória das mulheres, uma flor era colocada num vaso. Também foram representadas Dorcelina, Martha Guarani, Tereza de Calcutá, e outras.
 
De repente, se ouve um conjunto de frases machistas e o vaso é violentamente lançado ao chão. O choque: “Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem durante a instrução, a mulher conserve o silêncio, com toda submissão” (1Tm 2,11-12).
 
Como fazer “ver brotar o perdão, em sol de primavera” diante de uma cena como essa?
 
Assim se abriu o seminário “Mulher e Leitura Feminista da Bíblia“, promovido pelo CEBI-MS. O evento aconteceu em Dourados, nos dias 23 e 24 de setembro, e contou com a participação de 36 pessoas, provenientes das Igrejas Luterana (IECLB), Presbiteriana (IPI), Católica (ICAR), Metodista e Batista Memorial.
 
O encontro foi assessorado pela Pastora Romi Benck, luterana (IECLB) e secretária geral do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). Antes do seminário, o CEBI-MS acompanhou a Pastora Romi, juntamente com Olga (representante da CESE), em visita a comunidades indígenas Guarani Kaiowá da região.
 
A Bíblia é um livro em disputa
 
“Vamos dar à palavra Feminismo a dignidade que o termo merece! Por que discussões sobre temas ligados a situações de dor e de luta por direito das mulheres têm que ser feitas nos porões? Por que os textos bíblicos são tão usados para argumentar que defender os direitos das mulheres e dos pequenos é fazer ‘ideologia de gênero’? Nós mulheres somos a maioria, consideradas minoria como uma forma de nos colocar em posição de inferioridade, assim como se reproduzem as discriminações contra os povos negros, indígenas, contra a juventude, as crianças, e segregando amplas maiorias da sociedade.”
 
Em suas provocações iniciais, a Pastora Romi lembrou que “precisamos ter claro que a Bíblia é um livro em disputa ideológica”. Ele pode “ser um livro usado para oprimir, para continuar legitimando o patriarcado”, ou pode ser usado para “alicerçar uma espiritualidade que luta por libertação”.
 
“O conhecimento de uma leitura bíblica libertadora, no entanto, deve oferecer ferramentas que nos impulsionem para um trabalho de incidência pública em função da garantia de direitos.”
 
Memória Feminista
 
Sojourner Truth e o momento fundante da teologia feminista
 
Ao final do século 18, uma negra escrava invade a assembleia dominada por homens em uma igreja estadunidense, exige silêncio e questiona:
 
“Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher? Eu pari treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravidão, e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu! E não sou uma mulher? (…) Daí aquele homenzinho de preto ali disse que a mulher não pode ter os mesmos direitos que o homem porque Cristo não era mulher! De onde o seu Cristo veio? De onde o seu Cristo veio? De Deus e de uma mulher! O homem não teve nada a ver com isso.”
 
 
Sojourner Truth (1797?-1883), negra abolicionista, lutadora pelos direitos das mulheres, ao conseguir a liberdade, torna-se pregadora pentecostal, ativa abolicionista e defensora dos direitos das mulheres.
 
Sob a inspiração de sua luta, as irmãs Sarah Grimke (1792–1873) e Angelina Grimke (1805–1879), juntamente com Elizabeth Cady Stanton (1815-1902) tornam-se as primeiras a questionar a cultura patriarcal presente nos textos bíblicos. Começam a questionar inclusive as traduções da Bíblia. É o nascimento da Teologia Feminista.
 
Patriarcado legitimado pelos textos das cartas a Timóteo
 
O grupo se dedicou ao estudo da primeira carta a Timóteo, observando o tema central de cada parte, levantando suspeitas diversas: à época da redação do texto, estariam as mulheres incomodando tanto, a ponto de despertar tamanho autoritarismo machista?
 
Por que as jovens viúvas não merecem crédito, são acusadas de fofoqueiras (1Tm 5,11-14), ao passo que Timóteo, “apesar da pouca idade” (1Tm 4,12), é tão elogiado? Por que um texto explicitamente misógeno passa a ser aceito pelas comunidades como canônico?
 
Uma forma de desqualificar o discurso e a articulação das mulheres é acusá-las de bisbilhoteiras e ociosas (1Tm 5,13). Fazendo uso de uma linguagem religiosa, alguém, arrogando-se de uma autoridade sagrada, busca “enquadrar” as mulheres que, ao final do primeiro século, buscavam viver a radicalidade e do movimento de Jesus, para o qual: “não mais diferença entre mulher e homem…” (Gl 3,28).
 
 
Fonte: Cebi
Fotos: Reprodução
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Foi realizado, no dia 20 de setembro, no auditório do MASP, em São Paulo, o “E Eu, Onde Fico? - I Fórum sobre imigrantes e refugiados”, realizado pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil – FAMBRAS em parceria com a rede Globo, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR), o Governo do Estado, a Prefeitura da Cidade de São Paulo, a ONG IKMR e o Instituto da Cultura Árabe (ICArabe).
 
O Fórum foi dividido em dois painéis, dos quais foram convidados professores, advogados, representantes de entidades, jornalistas e ativistas. Os temas abordados incluíram: políticas públicas no Brasil, a nova lei de migração, papel das entidades sociais e a responsabilidade da mídia no cenário dos imigrantes e refugiados.
 
Durante todo o evento, os participantes interagiram com os palestrantes e compartilharam opiniões a respeito dessa questão. No intervalo dos painéis, puderam conferir a exposição “Infância Refugiada”, da artista Karine Garcêz, e também apreciaram o artesanato produzidos por refugiados sírios e congoleses e pratos típicos dessas duas culturas.
 
O Fórum teve momentos de muita emoção, como o depoimento da refugiada apátrida Maha Mamo, que contou um pouco de sua trajetória, além da apresentação do Coro Infantil “Coração Jolie”, composto por crianças refugiadas.
 
Maha, que passou a ser considerada pela ONU “cidadã do mundo”, ressaltou que gosta de falar sobre suas experiências, pois não se vê na mídia pessoas falando sobre o sofrimento dos apátridas. “Eu gostei do evento. O público foi muito diverso, muitas pessoas precisam ouvir o que nós temos para falar, para que eles lembrem que a gente existe. Pois, além de refugiada, eu sou apátrida e a maioria dos brasileiros nem sabem o que é apátrida. Somos 10 milhões no mundo e ninguém sabe, se não for falado, ninguém vai saber”.
 
O depoimento da apresentadora Isabella Fiorentino abriu a apresentação do Coro Infantil “Coração Jolie”.  “Eu sempre fui uma pessoa muito alegre, positiva, nada me abalava, mas quando eu conheci a IKMR e me deparei com todas aquelas imagens de refúgio, minha vida mudou. Minha visão sobre o refúgio mudou, fiquei entristecida e então me tornei ativista”, contou Isabella.
 
Ao final da cerimônia, com o apoio de todos os palestrantes presentes, foi apresentada a Carta em defesa à Lei de Migração, com o objetivo de atentar as autoridades brasileiras para novas ações em prol dos imigrantes e refugiados no país.
 
 
Com informações da FAMBRAS Comunicação
Fotos: Reprodução
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O relacionamento com o mundo budista possui um significado especial na história do diálogo vivida pelo Movimento dos Focolares. Ainda que a fundadora do Movimento, Chiara Lubich, já na década de sessenta, tivesse intuído a possibilidade de construir uma fraternidade autêntica com pessoas de religiões e culturas diferentes, foi somente em 1979 que ela conheceu um líder de outra religião, o reverendo Nikkyo Niwano, fundador da Rissho Kosei kai. Nasceu uma amizade fundamentada numa profunda estima recíproca. Em 1981, Niwano a convidou para ir à Tóquio e falar da sua experiência a 12 mil budistas. Um momento histórico, início de uma experiência de verdadeira fraternidade. É uma relação que já dura muitos anos.
 
Abriram-se depois caminhos para o conhecimento e a colaboração com outras entidades da corrente Mahayana, no Japão e em Taiwan. Foram inesquecíveis os encontros com o venerável Etai Yamada, da Escola Tendai. Chiara gostava de citar o lema do grande mestre Saicho: “Esquecer a si mesmo e servir os outros é o vértice do amor-compaixão”, palavras que foram citadas inclusive por João Paulo II, por ocasião do encontro com representantes de outras religiões em 1981, em Tóquio. Atualmente, existem relações frutuosas com a Escola Nichiren.
 
E também não faltaram contatos com budistas chineses do mosteiro Fo Guan Shan e do mosteiro Dharma Drum Mountain.
 
No decorrer dos anos também foram abertos contatos com o budismo Theravada. Graças a uma longa permanência na Mariápolis internacional de Loppiano, em Florença, Itália, dois monges tailandeses – Ajhan Thong e Phramaha Thongratana – tiveram um contato vital com os focolarinos. Retornando ao seu país, comunicaram as suas descobertas, convidando Chiara Lubich a dar o seu testemunho numa universidade budista e num templo, em Chiang Mai. O Grã Mestre Ajhan Thong, apresentando a fundadora dos Focolares, disse: “O sábio não é nem homem nem mulher. Quando acende-se uma luz na escuridão não se pergunta se foi um homem ou uma mulher que a acendeu. Chiara veio para doar-nos a sua luz”.
 
De 2004 até hoje foram feitos vários simpósios em prol do diálogo budista e cristão, reunindo participantes de países como Tailândia, Sri Lanka, Japão, Coreia, Taiwan, Inglaterra, Estados Unidos, Suíça, Áustria, Itália, entre outros. A variedade desses encontros não esteve só na proveniência geográfica, mas também nas realidades religiosas representadas. De fato, entre os budistas estavam presentes monges e leigos da tradição Theravada e da Mahayana, e, entre os cristãos, representantes da Igreja Católica, da Comunhão Anglicana e das Igrejas Reformadas.
 
Tais encontros têm ajudado, ao longo dos anos, a criar uma profunda confiança entre os participantes cristãos e budistas, permitindo que cada um deles conheça e compreenda as Escrituras – um do outro – com abertura e sem mal-entendidos.
 
Diálogo com outras religiões
 
Vale lembrar que o Movimento dos Focolares realiza encontros semelhantes com representantes e fiéis de diferentes religiões, incluindo hinduístas, muçulmanos, judeus, religiões tradicionais e, claro, com outros cristãos.
 
CONIC com informações dos Focolares
Foto: Divulgação (Chiara Lubich e Nikkyo Niwano)
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Em cada época da história, houve diversas relações entre os seres humanos de diferentes crenças. Podemos dividir estas relações em dois períodos, antes e depois do século XIX.
 
No período antes do século XIX, as religiões e os Estados tinham se unido. Portanto, as relações entre os Estados determinavam as relações entre as religiões, ou entre os religiosos, também. Assim como a realização de puro diálogo inter-religioso era difícil por causa das relações interestatais que se referiam aos benefícios dos Estados.
 
Os Estados se beneficiavam das religiões e atribuíam aspectos sagrados a suas guerras, para justificá-las. Assim, as religiões se tornaram fonte de motivação para os povos que batalhavam uns com os outros, ou seja, uma das mais importantes dinâmicas das guerras.      
 
Após o descobrimento da América, indivíduos de diversas crenças e culturas imigraram para esse novo continente. Para muitas que lá chegaram, a liberdade religiosa era um pilar essencial, por terem sido perseguidos em seus próprios países. Essa procura de viver a fé livremente tornou inevitável o diálogo entre seguidores de diferentes religiões. Por esta razão, a partir do século XIX muitas fundações de diálogo inter-religioso foram inauguradas nos Estados Unidos. Assim, pela primeira vez no mundo, os valores fundamentais de um país foram formulados em torno do princípio da convivência das diferentes religiões e culturas.
 
Nos últimos 150 anos, desconsiderando alguns casos particulares, muitos países adotaram o laicismo e o secularismo. Os religiosos começaram a se manifestar e viver sua fé livre da pressão estatal. Esta transformação livrou as religiões de serem motivos de guerras sagradas. Bem como ofereceu aos religiosos a oportunidade de mostrar a força da fé para a construção da paz permanente.
 
O diálogo inter-religioso é um dos elementos fundamentais mais efetivos para suprir a busca da humanidade pela paz, justiça e proteção dos direitos humanos. De fato, a fé é uma força muito influente sobre seres humanos e, por meio dela, pode-se adquirir resultados positivos pelo bem dos valores comuns da humanidade.  
 
Por esta razão, vamos responder às questões de “O que o diálogo é? ” e “O que não é?”, começando por “O que não é o diálogo?”
 
a) O diálogo não é missão de divulgar ou converter outros a sua religião.
b) Da mesma forma, o diálogo não é um processo longo de divulgação de religião, que requererá paciência e reverência, para vencer como um ganho religioso.
c) E, por último, o diálogo não é um processo de aproximar as religiões e fundar outra religião.       
 
O diálogo inter-religioso é um trabalho para representantes de diferentes religiões se conhecerem e entenderem uns aos outros. Nesse diálogo, as conversas cara a cara são de plena importância. O Islã teve seu início há apenas 1400 anos. As religiões como Cristianismo, Judaísmo, Budismo, entre outras, têm uma história bem mais antiga. Durante esta história antiga, muitos receios e preconceitos foram criados, referindo-se a diversas ocorrências tanto positivas quanto negativas. Portanto, vencer esses receios e preconceitos e conhecer os outros, de maneira real, é possível apenas por meio de conversas e encontros cara a cara e, sem dúvida, com trabalhos sinceramente realizados.
 
No processo de diálogo, aceitar o outro da maneira como ele é, e respeitá-lo são pontos muito importantes. O livro sagrado do Islã, o Corão, aponta a importância de as diversidades se conhecerem. Os indivíduos se conhecem melhor enquanto interagem com outros. Assim como os religiosos conhecem sua fé, de melhor maneira, enquanto aprendem a religião e a fé dos outros.
 
Aqueles que trabalham com o diálogo observam que as religiões têm pontos em comum, em seus fundamentos, bem como têm diferenças. E isso, depois de um processo de conhecimento e confiança, abre caminhos para criar projetos de combate aos problemas como terrorismo, desigualdade e uso de drogas, entre outros. A globalização tornou inevitável nos apresentarmos corretamente. A maneira de conseguir isso está ligada ao conhecimento correto dos outros.
 
Fonte: Carta Capital
Foto: Grafite do artista Bueno Caos
(a figura mostra a boa vontade de dois religiosos em conhecer a fé um do outro)
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No mês de agosto, uma delegação da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), que integra o CONIC, percorreu o interior da Síria para participar de atividades com o clero local e os fiéis das arquidioceses de Kamichle, Jazirah e Eufrates. 
 
Na oportunidade, o Moran Mor Ignatius Afrem II, patriarca da Igreja, celebrou uma missa na catedral de São Jorge, em Hassakeh, quando entronizou Mor Maurice Amsih na qualidade de arcebispo da arquidiocese de Jazirah e Eufrates.
 
Participaram da missa Mor Justinos Boulos Safar, bispo-vigário patriarcal de Zahle e Beka, no Líbano; Mor Timotheos Matta Khouri, bispo-vigário patriarcal da arquidiocese de Damasco; Mor Timotheos Matthew, bispo-secretário patriarcal da Índia; todo o clero da arquidiocese de Jazirah e Eufrates, a comunidade de fiéis, além de autoridades locais.
 
 
Com informações da ISOA
Fotos: ISOA
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