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A reação das autoridades brasileiras às chacinas nos presídios do Amazonas e de Roraima, que deixaram dezenas de mortos, evidenciam o "conluio do Estado brasileiro com as organizações criminosas", considera o diplomata e especialista em direitos humanos Paulo Sérgio Pinheiro.

A reação inclui a avaliação do massacre em Manaus como "acidente" pelo presidente Michel Temer; as contradições do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ao negar a responsabilidade do governo federal nas chacinas; e declarações do governador do Amazonas, José Melo, e do Secretário Nacional da Juventude, Bruno Júlio, que tentaram justificar a morte de presos. Para Pinheiro, tais posturas revelam um "Estado carcomido e contaminado" pela corrupção e por "acordos não escritos" com as facções criminosas que comandam os presídios brasileiros.

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"Não interessa ao atual governo, aos empresários e parlamentares comprados por organizações criminosas mudar essa situação", disse o diplomata em entrevista à DW Brasil. "O que acontece nas prisões é só a ponta do iceberg do tráfico de drogas, da lavagem de dinheiro e da impunidade generalizada em relação às organizações criminosas."

Pinheiro, que é chefe da comissão independente da ONU responsável por investigar violações dos direitos humanos na guerra da Síria, disse se surpreender com a reação do Brasil ao fato de que boa parte dos presos mortos foi decapitada. "Ora, por cinco decapitações em Palmira, na Síria, todo mundo fica horrorizado."

CLIQUE aqui e leia a entrevista na íntegra.

Fonte: DW Brasil
Foto: Reprodução

De berço evangélico pentecostal, Valéria Vilhena se incomodou na juventude com as restrições ao corte de cabelo, ao modo de se vestir e de se comportar impostos pela igreja. "Me vi feminista muito cedo", diz a teóloga, que é mestre em ciências da religião e doutora no programa Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Ao longo da vida, frequentou diferentes templos cristãos, percebeu outras restrições às mulheres e, sem encontrar o seu lugar, decidiu abandonar a igreja, mas não sua fé. Em 2015, fundou, ao lado de outras mulheres, o EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero), movimento para discutir temas relacionados à violência contra a mulher e à igualdade de oportunidades nas estruturas religiosas.

Em novembro de 2016, Vilhena viu sua pesquisa virar notícia, sem crédito, em sites e nas redes sociais sob o título "40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas". O dado está em seu livro "Uma Igreja sem voz: análise de gênero da violência doméstica entre mulheres evangélicas", estudo qualitativo feito na Casa Sofia, espaço de acolhida para vítimas localizado na zona sul de São Paulo.

Em entrevista ao UOL, Vilhena falou sobre feminismo, cultura do estupro, violência doméstica e critica políticos ligados à religião.

CLIQUE aqui e leia a entrevista na íntegra.

Fonte: UOL - Título adaptado
Foto: Junior Lago/UOL

O ano de 2017 se abre à sombra de um novo massacre. Os acontecimentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, são mais uma bomba que estoura por acumulo de desumanidade. Estamos cultivando sementes envenenadas de violência.

“Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça. Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas duma sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 59).

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Somos missionários que fazem, no dia a dia, a escolha dessas periferias. Alguns de nós trabalham diretamente ao lado dos encarcerados, de suas famílias e das famílias das suas vítimas.

Outros nos bairros à margem das grandes cidades, também em Manaus, tentam conjugar o Evangelho com a defesa dos direitos humanos e propostas de esperança para pessoas que a sociedade já está encaminhando para o descarte.

Promover a justiça, socorrer a vítima, recuperar o preso é proteger a sociedade.

Defender privilégios, alimentar a sede de vingança e segregar os condenados em contextos alienantes e desumanos é envenenar nosso próprio futuro.

Condenamos a barbárie das facções que encomendaram mais essa chacina. O primeiro apelo à não violência é para cada pessoa privada de liberdade: mesmo se amontoada nessas “fábricas de tortura que criam monstros” (Pe. Valdir Silveira), cada pessoa encarcerada tem ainda o dever de optar pela vida, gritar com dignidade e sem violência por justiça e respeito, preparar na conversão seu futuro.

Repudiamos a hipocrisia do Estado que descarrega suas responsabilidades sobre a guerra entre clãs rivais. O Brasil já foi denunciado à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) por superlotação e denúncias de maus-tratos nas cadeias.

Há meses estava se vislumbrando a ascensão dessa onda de violência no norte do País, mas o poder público foi totalmente omisso a respeito.

Temos a quarta população carcerária do mundo e, se continuarmos nesses ritmos, em pouco mais de 50 anos um em cada 10 brasileiros estará atrás das grades. O encarceramento em massa não pode ser a solução contra a violência de nossa sociedade!

Apoiamos a Pastoral Carcerária e sua Agenda Nacional pelo Desencarceramento, com metas claras para a redução da população prisional e para fortalecer as práticas comunitárias de resolução pacífica de conflitos.

Apelamos à sociedade inteira, e aos cristãos em particular por sua missão de testemunhas da misericórdia: não vamos cair nós também na banalidade da violência, na espiral da vingança injetada pelo medo. Não sejamos cúmplices de soluções fáceis, que continuarão replicando essas cenas de morte.

“Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa também aderir à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus». E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”»” (papa Francisco).

Cabe a nós uma palavra nova, corajosa, capaz de reconciliar essa sociedade a partir de estruturas mais justas e inclusivas!

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Pesquisa do Datafolha mostra que a fé dos brasileiros vem mudando, e em ritmo acelerado. Cresce no país o número de pessoas que praticam ritos religiosos, mas não se identificam com alguma instituição. Segundo o levantamento, 14% da população não tem religião definida. Em 2010, o índice era de 6%.

Professor do curso de pós-graduação de Ciências da Religião da PUC-Minas, Flavio Senra estuda especificamente o comportamento das pessoas que autoafirmam não ter religião.

Para o especialista, as pessoas querem ter liberdade de crença e de compromissos, sem ter que lidar com as obrigações relacionadas às religiões. “Mesmo sem frequentar uma igreja, muitas vezes a pessoa continua a ter uma relação com elementos mágicos. Ela acende velas ou vai a um centro (de umbanda) tomar um passe, por exemplo”, completa.

Admiração

O professor de História Gilmar Rodrigues, de 29 anos, é um caso entre milhões de brasileiros que foram criados em um ambiente católico, mas deixaram de seguir a religião na fase adulta. Na pesquisa do Datafolha, 50% dos entrevistados disseram ser católicos. Eram 63% no levantamento anterior (2014).

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Gilmar foi batizado, catequizado, crismado, mas não se sentia satisfeito com o que a Igreja Católica oferecia. Trafegou, então, por outras religiões, mas não se sentiu acolhido em nenhuma. “Em todas, me decepcionei com a mesma coisa. Via pessoas que pregavam coisas muito bonitas, mas na vida real não praticavam o que estavam dizendo”, afirma Gilmar.

O professor continua a acreditar em Deus e, hoje, demonstra uma admiração pela pluralidade de religiões existentes no Brasil e no mundo. Tanto que, dentro de casa, ele guarda ícones de várias religiões, como catolicismo, judaísmo e hinduísmo. As imagens de São Jorge revelam a admiração de Gilmar pelo sincretismo brasileiro. “Gosto muito de símbolos e rituais religiosos. Entendo que a religião está presente em muitos momentos de nossas vidas”, afirma.

Decepção

A garçonete Mariana Lustosa, de 30 anos, teve um contato muito intenso com o catolicismo durante a infância e adolescência. Quando morava em Brasília, ia a missa duas vezes por semana e era uma admiradora da linha carismática. Após sua mudança para Belo Horizonte, o contato com a instituição se transformou.

Em outra cidade, aprendeu a olhar o mundo por uma ótica diferente. “Fui frequentando outros lugares, conhecendo novas pessoas, saindo um pouco do meu círculo de amizades”, lembra. “Eu rezo, faço minhas orações, sinto que eu e Deus somos melhores amigos. Aprendi que a igreja nos faz sentir medo e acredito que Deus não quer isso”, completa.

Assim como ela, o músico Luiz Ramos, de 33 anos, também deixou de ter uma religião depois de um contato intenso com uma instituição. Por influência da mãe, frequentou semanalmente uma igreja evangélica até a adolescência. Fazia orações, lia a Bíblia e seguia os preceitos da religião.
Passou a sentir uma incompatibilidade após viajar para uma colônia de férias da igreja. “Via uma incoerência no discurso das pessoas, que falavam de amor, mas eram intolerantes com outras religiões”, conta o músico.

Atualmente, Luiz busca compreender a própria espiritualidade por meio da leitura de obras sobre religiões e diferentes correntes filosóficas.

Comunidade

Para Rodrigo Coppe Caldeira, professor de Ciências da Religião da PUC-Minas, o declínio do número de fiéis nas igrejas atrapalha a vivência em comunidade que as religiões proporcionam. “Mais do que experiências religiosas, nas igrejas as pessoas têm experiências em comunidade. Fica mais complicada a transmissão da religião e de valores, além da transmissão da tradição”, afirma o professor. “Num mundo de capitalismo avançado, as religiões passam a ser produtos que podem ser consumidos como cada um quiser. A religião se adapta ao gosto das pessoas, e não o contrário, como acontecia antes”.

Crer sem pertencer

Não é difícil encontrar evangélicos que afirmam participar do movimento internacional “Crer sem Pertencer”, trafegando por diferentes igrejas, sem se ligar oficialmente a alguma delas. Como a dona de casa Marisa Ribeiro, de 37 anos, que já foi a igrejas como Universal do Reino de Deus e Quadrangular, mas não escolheu nenhuma para frequentar com assiduidade. “Às vezes tenho vontade de voltar a ir, pretendo fazer isso no futuro”.

Esse comportamento tem sido cada vez mais crescente entre os evangélicos, segundo Flávio Senra. “Pude acompanhar discursos de alguns pastores e observei a afirmação de que ali, no culto, não havia uma religião. Não é uma recusa, mas um discurso que faz com que as pessoas se sintam mais integrantes de um grupo, de uma família, do que membro de uma igreja”, afirma.

Mobilidade

A mobilidade entre religiões é um fenômeno com que o catolicismo sempre teve de lidar no Brasil. É muito comum por aqui encontrar pessoas que transitam entre a Igreja Católica, a umbanda, o candomblé e o espiritismo. “O tecido social brasileiro é ainda muito católico e é um catolicismo muito popular e particular. Houve uma mescla entre a cultura ibérica e as crenças indígenas e africanas”, explica Senra.

Religião tem um papel fundamental nas comunidades mais carentes

A produtora de cinema Débora Lucas, de 28 anos, não segue nenhuma religião hoje, mas acredita que a formação católica recebida na infância e juventude foi muito importante para seu crescimento pessoal – chegou até a atuar como catequista. Para ela, a religião tem um papel fundamental nos bairros mais carentes de equipamentos culturais e esportivos. “Na periferia, ou você se envolve nas atividades da igreja ou não tem atividade nenhuma, especialmente na adolescência. A igreja era quase uma proteção para as famílias envolverem os filhos, por meio da catequese e dos grupos de jovens. Era isso ou engravidar aos 14 anos, como aconteceu com muitas amigas”, afirma Débora, que prefere acreditar em Deus de uma maneira própria, bem diferente do que aprendeu.

Ateus

Embora o número de pessoas sem religião cresça muito, a pesquisa do Datafolha indica que não houve crescimento no número de ateus (representam 1% dos 2.828 entrevistados).

Com informações do Hoje Em Dia
Texto original, sem edição, confira em: http://hoje.vc/u8j2
Foto: Reprodução

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Uma emissora de TV do Marrocos exibiu um tutorial de maquiagem para disfarçar sinais de agressão doméstica. O programa diário "Sabahiyat" mostrou uma profissional maquiando uma modelo com hematomas falsos no rosto (foto abaixo). A atração, transmitida em novembro, gerou revolta nas mulheres do país e repercutiu em outras partes do mundo. “Nós esperamos que essas dicas de beleza ajudem vocês a seguir o seu dia a dia”, afirmou a apresentadora. A reação negativa dos telespectadores foi imediata. Nas redes sociais, milhares de pessoas criticaram o programa por incentivar as mulheres a acreditarem que a violência é aceitável em um relacionamento.

Está circulando no país uma petição online exigindo penalidades contra a emissora e um pedido formal de desculpas. No documento, mais de 2 mil pessoas pedem que a “normalização da violência contra a mulher” seja denunciada. “Não cubram a violência doméstica com maquiagem, denunciem o agressor”, diz o documento.

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O canal 2M removeu o vídeo polêmico de sua página na internet e emitiu um comunicado dizendo que o tema exibido foi inapropriado. Em seguida, publicou um vídeo no Facebook se desculpando mais uma vez. “Nós sempre colocamos as mulheres no centro de nossos debates e defendemos seus direitos com todo coração”. Dada a gravidade da violência de gênero, “pedimos desculpas por exibir o quadro, que foi um erro de julgamento de nossa parte, e imploramos por sua compreensão”.

O programa foi exibido dois dias antes do Dia Internacional da Luta pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, no dia 25 de novembro.

Em 2015, um estudo mostrou que cerca de 62,8% das mulheres entre 18 e 65 anos sofreram agressão física, psicológica, sexual ou econômica, no Marrocos. O mesmo levantamento descobriu que apenas 3% dessas mulheres denunciaram seus agressores. Violência doméstica não é um problema apenas naquele país. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 70% das mulheres no mundo são vítimas de violência em algum momento da sua vida.

Esforço de todos

Há muitos fatores que contribuem para a banalização da violência doméstica. Entre eles está a maneira como o tema é tratado em filmes, novelas, músicas e propagandas. Na maioria das vezes, a violência é abordada de maneira preconceituosa e generalizante. Ao longo dos anos, ocorreram muitas polêmicas envolvendo personalidades da mídia e comerciais, acusados de promover o crime contra a mulher. O episódio ocorrido no "Sabahiyat" é mais um exemplo de que há muito a se fazer para combater esse problema. Em vez de ensinar a esconder as agressões, as mulheres precisam que toda a sociedade se posicione contra a violência de gênero.

Por Débora Vieira / F. Universal
Foto: Fotolia / Reprodução
Obs.: o título foi adaptado

Um estudo publicado pelo Center for the Study of Global Christianity de South Hamilton (Massachussetts), dirigido por Todd M. Johnson, mostra o aumento da religiosidade no mundo, motivado, especialmente, pelo crescimento do cristianismo na África e na Ásia. Nesses continentes, o cristianismo cresce em dobro com relação ao crescimento da população em geral. De acordo com o estudo, o número de pessoas que se declaram religiosas no mundo aumentou de 82% em 1970, a 88% em 2013, e poderá chegar a 90% em 2020.

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O relatório, intitulado “Cristandade em seu contexto global, 1970-2010″, oferece uma série de estatísticas atualizadas em 2013 e uma projeção até 2020. Ele também aponta que a Europa tem se tornado menos religiosa, e que a América permanece estável nos números observados. Um dos indicativos dessa tendência apontado pelo relatório é a escola de um papa argentino que, segundo os responsáveis pelo estudo, mostra um claro deslocamento do centro da vida religiosa e cristã longe da Europa.

Porém, o cristianismo não é a única religião que tem crescido. O aumento do número de cristãos é seguido também do crescimento entre os muçulmanos. Juntas, essas duas religiões representavam 48% da população mundial em 1970; em 2020, serão 57,2%. Os cristãos representarão 33,3% da população e os muçulmanos, 23,9%. A conclusão dos estudiosos é de que, em 2020, a cada 3 pessoas, 1 será cristã, e quase 1 de 4 será muçulmana.

O deslocamento da religião para fora da Europa é mostrado também pelo fato de que em 1970 apenas 41,3% dos cristãos viviam no hemisfério sul do mundo (Ásia, África e América Latina), enquanto em 2020 serão 64,7%. Os evangélicos pentecostais e carismáticos católicos são os maiores responsáveis por esse crescimento; em 2020, de 2,2 bilhões de cristãos, estes serão mais de 700 milhões, ou seja, mais de 25%.

Para o sociólogo italiano Massimo Introvigne, “estes dados oferecem um quadro diferente do bombardeio midiático sobre o secularismo e a diminuição da religião, que intercambia a Europa Ocidental com o mundo”. Ele ainda relaciona esse crescimento da religião ao fato de que famílias religiosas têm mais filhos. – De cada 10 crianças que nascem no mundo, 9 nascem em famílias declaradamente religiosas, e 6 nascem em um contexto cristão ou muçulmano – explica.

Por Dan Martins, para o Gospel+
Foto: JM Notícia

Os pais cristãos não devem ensinar seus filhos sobre a existência do Papai Noel, mas sim, focar no nascimento de Jesus Cristo durante o Natal, de acordo com pastor americano John Piper. Essa orientação veio em resposta a uma dúvida feita no Patheos, a qual Piper responde.

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“Como poderíamos pensar em dar a nossos filhos uma tigela de mingau sem açúcar quando temos a maior refeição do mundo? Por que damos o Papai Noel, quando eles podem ter a encarnação do Filho de Deus? É incompreensível para mim ver que muitos cristãos não examinam isso como um comércio que desvia o foco da encarnação do Deus do universo, que veio a este mundo para salvar a nós e a nossas crianças”, Piper inicia sua resposta.

“Eu quase não tenho palavras em ver as pessoas contemplando isso. O Papai Noel não apenas deixa de ser uma verdade enquanto Jesus é a próprio própria verdade, mas em comparação com Jesus, o Papai Noel é simplesmente lamentável e nossos filhos devem ser ajudados a ver isso", afirmou.

O teólogo também diferencia os presentes oferecidos por Papai Noel e Jesus Cristo. "O Papai Noel oferece apenas coisas terrenas, nada duradouro, nada eterno. Jesus oferece a alegria eterna com o mundo introduzido nisso. O mecanismo lançado pelo Papai Noel é oferecer suas guloseimas efêmeras apenas na condição de boas obras... E Jesus oferece todos os dons gratuitamente pela graça, mediante a fé".

Ele prossegue ressaltando outras diferenças: "O Papai Noel é um faz de conta, Jesus é mais real que o telhado de sua casa. O Papai Noel só aparece uma vez por ano, Jesus promete: ‘Eu estarei sempre com vocês’ (Mateus 28:20)”, observa.

"O Papai Noel não pode resolver o nosso pior problema, Jesus conseguiu resolver o nosso pior problema — nosso pecado e afastamento de Deus. O Papai Noel pode acrescentar bons momentos na vida, mas não pode reconstruir uma vida despedaçada para sempre. E os nossos filhos precisam saber que sobre as verdades do Natal”.

"O Papai Noel não é relevante em muitas culturas do mundo. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores de todos os povos do mundo. O Papai Noel será esquecido algum dia, mas Jesus será o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8)”, continua.

Piper, no entanto, observa que não há nenhuma competição. “Eu não posso ver como um pai — que conhece e ama a Jesus — iria colocar Jesus para fora da celebração e o Papai Noel para toda a celebração. Ele é simplesmente irrelevante. Ele não tem nada a ver com isso”.

O conselho do pastor é que os pais mostrem aos filhos, de todas as formas, o verdadeiro significado do Natal. “Deixe suas decorações apontarem para Jesus. Deixe sua comida apontar para Jesus. Deixe suas brincadeiras apontarem para Jesus. Deixe suas músicas apontarem para Jesus. Tire a alegria do mundo. Tire o espaço do mundo. Tire a decoração do mundo, e deixe tudo apontar para Jesus. Se o foco em Jesus desmanchar seus prazeres no Natal, é sinal que você não o conhece tão bem”.

Fonte: Guiame, com informações de Christian Today
Foto: Desiring God
Obs.: o título foi adaptado

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Na história do nascimento de Jesus não estão ausentes as longas jornadas e os encontros. Um encontro essencial é o de duas mulheres: Maria e Isabel, que podemos ler em Lc 1.39-53. Foi necessário que Maria andasse só para ir ao encontro de Isabel. Nesse caminhar, talvez, com angústias, dúvidas e medo do que poderia acontecer com ela: uma mulher solteira e grávida em uma sociedade que não aceitaria sua condição e a castigaria. O encontro entre estas duas mulheres, no entanto, não se caracterizou por palavras de lamento, condenação e medo. Ao contrário, foi um encontro de afirmação de fé e coragem. Isabel deu o primeiro passo. Ela não condenou Maria, mas a exaltou como mulher bendita, assim como também reconheceu como bendita a criança que Maria carregava em seu ventre. No lugar da condenação, a acolhida e o abraço. A saudação de Isabel provocou reações. Ela dissipou os medos e as angústias de Maria. Foi tão restauradora a saudação de Isabel, que Maria reagiu: “Quando tua saudação ressoou aos meus ouvidos, eis que a criança saltou de alegria em meu seio”. Em seguida, Maria proclama um cântico que fala sobre profundas transformações nas relações entre Deus e os seres humanos, entre as pessoas e também das relações econômicas. No cântico de Maria, Deus não condena. Deus ama e acolhe. Ela diz:

“Minha alma exalta Deus e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador porque ele pôs os olhos em sua humilde serva. Sim, doravante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada. Porque Deus fez por mim grandes coisas: santo é o seu Nome. A sua bondade se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Deus interveio com toda a força de seu braço, dispersou as pessoas de pensamento orgulhoso; precipitou os poderosos de seus tronos e exaltou as pessoas humildes; as pessoas famintas, Deus cobriu de bens e as ricas, despediu-as de mãos vazias”.

A história de Belém passa por este encontro. É na simplicidade da manjedoura e da criança frágil que se inicia um novo projeto para a humanidade. Um projeto que não se orienta pela lógica do poder pelo poder, nem por ódio e discriminações. É um projeto que inquieta e desafia, permanentemente, a compreender que a criança que nasce em Belém está despida de poder. O nascimento de Jesus é um projeto de profunda transformação. Tirar do Natal este conteúdo é esvaziá-lo de sentido.

Que o encontro entre Maria e Isabel e a criança da manjedoura nos animem a nos abrirmos para caminhos que reconduzam à capacidade de diálogo, perdão e aceitação. Se for preciso rever verdades e conceitos, não tenhamos medo. Deus de amor, compaixão e misericórdia estará ao nosso lado para nos encorajar.

Desejamos um feliz Natal,

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

Entre os dias 8 e 14 de dezembro, a secretária-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), Deolinda Teca, esteve no Brasil para uma visita de aproximação com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Nesses dias, Deolinda foi acompanhada pela secretária-geral do CONIC, Romi Bencke. O roteiro incluiu desde a ida a igrejas locais, até a participação em atividades ecumênicas, como a confraternização de Natal do Grupo Ecumênico de Brasília (GEB).

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Confira como foi o cronograma da visita:

Nos dias 8 a 9 de dezembro, Deolinda foi acolhida no escritório da Christian Aid no Brasil, em São Paulo (SP). Ali, participou de reuniões e conheceu os trabalhos apoiados pela Christian Aid no país. Vale lembrar que a Christian Aid apoia ambos os Conselhos de Igrejas e, nos últimos tempos, tem empreendido esforços para uma maior aproximação entre eles.

Entre os dias 10 e 13 de dezembro, Deolinda participou de atividades ecumênicas em Brasília. No dia 9, participou da confraternização de Natal do GEB. Na oportunidade, ela compartilhou um pouco da experiência do CICA.

No dia seguinte, 10, ela esteve presente no seminário Inter-religioso promovido pela Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas, ocorrido no Centro Cultural de Brasília. A proposta do Seminário foi a de estabelecer um diálogo entre lideranças religiosas e famílias homoafetivas. Foi uma conversa aberta sobre os limites e os avanços na inclusão de famílias homoafetivas em diferentes organizações. Além de Deolinda e Romi, participou do seminário Sandra Andrade, representante do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD).

No dia 11, Deolinda realizou a homilia na celebração matutina da Catedral Anglicana de Brasília. Em sua fala, destacou os desafios que precisam ser enfrentados para a superação da violência. Falou dos impactos da guerra na Angola e de como ainda é necessário um esforço nacional para a superação das consequências deixadas pelos conflitos.

Na tarde do dia 13, foi realizada uma roda de conversa entre Deolinda e lideranças religiosas locais sobre a atuação das igrejas nos dois países. Deolinda compartilhou a contribuição que as igrejas angolanas deram para a reconciliação no período pós-guerra. Segundo Deolinda, em Angola não houve um processo de perdão e reconciliação como ocorreu no período pós-apartheid na África do Sul. Por isso, na Angola, muitas feridas da guerra, sobre as quais não se conversou, ainda estão abertas. Destacou que para estabelecer diálogo com igrejas e religiões o governo angolano estimula organizações religiosas a se organizarem em Plataformas. O CICA, por exemplo, que reúne 29 organizações religiosas, é a mais antiga delas. As lideranças brasileiras compartilharam com Deolinda sobre suas experiências locais. Foi destacado o crescimento da intolerância religiosa e os desafios que esse fenômeno apresenta para as organizações baseadas na fé.

Finalmente, Deolinda afirmou chamou sua atenção, de maneira especial, as experiências de diálogo inter-religioso que ocorrem em nosso país. Experiências como as da Pastoral da Saúde também despertaram seu interesse.

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Atenção, atenção! O CONIC estará de recesso a partir do dia 21 de dezembro de 2016. As atividades voltarão ao normal no dia 9 de janeiro. Durante esse período, caso haja alguma demanda a ser encaminhada ao CONIC, pedimos que a mesma seja enviada exclusivamente para os e-mails institucionais:

Administrativo
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Comunicação
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Secretaria Geral
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Durante o recesso, o telefone (61) 3321-4034 ficará indisponível para chamadas.