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Nos dias 5 e 6 de setembro, a diretoria do CONIC se reuniu na sede do Conselho, em Brasília (DF), para tratar de dois assuntos: a assembleia CONIC em 2017, que será realizada de 4 a 6 de abril, e a preparação da Semana de Oração pela Unidade Cristã. Na reunião, também houve um debate sobre a atual conjuntura brasileira. A partir da discussão, foi elaborada a seguinte nota:

 

Brasília, 6 de setembro de 2016.

Nota do CONIC sobre a atual conjuntura

“Ai dos que chamam de bem o mal e de mal o bem.
Fazem da escuridão a luz e da luz a escuridão”. (Is 5.20)

A diretoria do CONIC, reunida nos dias 5 e 6 de setembro de 2016, manifesta-se em relação ao atual contexto social, político, religioso e econômico pelo qual passa o Brasil.

Desde março de 2014, no contexto de memória dos 50 anos do Golpe civil-militar, temos nos pronunciado publicamente e chamado a atenção para a fragilidade da democracia brasileira e dos riscos que isto representaria ao país.

Compreendemos que os últimos fatos ocorridos demonstraram, por si só, que nossa democracia é limitada e inconclusa.

Os anos de abertura democrática não lograram desmontar as estruturas geradoras de desigualdades.

Entendemos que a decisão do Senado brasileiro de confirmar o impedimento da presidente Dilma Rousseff repetiu as trajetórias recentes ocorridas no Paraguai e em Honduras, em que presidentes democraticamente eleitos foram depostos. As rupturas na democracia têm significado, em nosso continente, o aprofundamento de um modelo econômico baseado na concentração de renda e na exclusão social. Os únicos a ganharem com estas rupturas são as velhas elites que se apropriam dos recursos públicos e optam pela especulação financeira em detrimento da produção.

Dentre as várias medidas anunciadas, preocupa-nos, de forma especial, a PEC 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Esta PEC limitará os recursos para a saúde e para a educação públicas, colocando em risco as conquistas alcançadas nos últimos anos.

Da mesma forma, expressamos nossa preocupação com a Reforma da Previdência, que prevê o aumento considerável da idade mínima para a aposentadoria. Estas decisões que afetam diretamente a vida das pessoas mais vulneráveis são tomadas sem um amplo debate com a sociedade.

A repressão recente nas mobilizações ocorridas em diferentes estados e a prisão de lideranças de movimentos sociais são medidas e posturas que repudiamos. A livre manifestação é um direito garantido por nossa Constituição. Não aceitamos que militantes e movimentos sociais sejam reprimidos e criminalizados.

Projetos Leis com conteúdos nada democráticos, como o Escola Sem Partido, somado ao banimento da perspectiva de gênero e ao aumento do fundamentalismo religioso, indicam para uma tendência ao obscurantismo. Afirmamos que é fundamental preservar as liberdades de expressão e religiosa. No entanto, percebe-se que há um risco destes princípios serem manipulados para impedir que seja questionada a violência sexista e racista.

Estamos às vésperas das eleições municipais. A conjuntura nacional precisa ser levada em consideração nos debates locais. É necessário que os e as candidatos/as às prefeituras e câmaras de vereadores sejam questionados em relação à sua compreensão de democracia. É importante que candidatos e candidatas expressem claramente o seu compromisso com os direitos humanos. Neste ano em que realizamos a Campanha da Fraternidade Ecumênica, conclamamos para que sejam promovidos debates sobre este tema e que candidatos e candidatas sejam desafiados a assumir o compromisso com um serviço de saneamento básico público e universal. A organização de Conselhos Municipais para a implementação e monitoramento dos Planos Municipais de Saneamento Básico é uma estratégia imprescindível para se evitar a privatização deste serviço e garantir que toda e qualquer parceria público privada desenvolvida para a implementação dos serviços de saneamento básico sejam definidas com a sociedade civil local. Outra questão a ser considerada no contexto das eleições municipais e estaduais é a natureza laica do estado brasileiro. Afirmamos que a laicidade precisa ser respeitada nas esferas federal, estadual e municipal. Essa é uma prerrogativa fundamental para o convívio entre diferentes religiões, para o respeito às pessoas que não professam uma religião e para a valorização da diversidade religiosa.

É tempo de refletir: Por que, quando imaginávamos que poderíamos dar passos mais ousados para o aprofundamento e a consolidação da democracia, reforçam-se movimentos que reivindicam a manutenção de antigos sistemas e velhas ordens?

Nossa certeza é que Deus caminha conosco, por isso existe esperança de um futuro (cf. Jr 31.17).

CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

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O papa Francisco pediu, em uma oração a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que ela proteja "todo o Brasil e todo o povo brasileiro neste momento triste". O pedido foi feito neste sábado, 3, durante a inauguração de uma estátua da santa nos jardins do Vaticano.

Ele também pediu que Nossa Senhora Aparecida proteja os mais pobres, os idosos abandonados, as crianças de rua e os explorados para que salve seu povo com a justiça social e com o amor de Jesus Cristo.

Francisco disse que, apesar das expectativas, não sabe se retornará ao país no ano que vem, como havia prometido em 2013. "Em 2013, tinha prometido que voltaria no ano que vem. Não sei se será possível, mas pelo menos a terei (a imagem) aqui mais perto", disse.

Um mês atrás, em 2 de agosto, a agência Ansa divulgou que o papa havia escrito uma carta de apoio à ex-presidente Dilma Rousseff. Em declaração à Ansa no início de agosto, Dilma confirmou que recebera a carta de Francisco, mas se negou a detalhar o conteúdo da conversa. "Não foi uma carta oficial, não foi uma carta do papa em sua condição de representante do Vaticano. Não tem importância (o conteúdo). Não é uma carta para ser divulgada."

CONIC com Agências
Foto: Servizio Fotografico L'Osservatore Romano

Neste ano, a quinta edição do Pacto pela Juventude se orienta pela defesa da democracia, pela radicalização dos espaços de participação e pela garantia de mais direitos para a juventude.
 
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O objetivo do Pacto é estabelecer compromissos que relacionem pautas globais e nacionais com as políticas em cada contexto e município. Por esse motivo, os eixos de compromisso apresentados nessa carta de intenções buscam articular as propostas prioritárias da 3a Conferência Nacional de Juventude, realizada em 2015, com as políticas públicas nos territórios: com as demandas das juventudes do campo, das cidades, das florestas e das águas. E essas políticas só acontecerão diante da ocupação da cidade e do poder.
 
Para quem não conhece, o Pacto pela Juventude é uma proposição das organizações da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), para que os governos federal, estaduais e municipais e parlamentares destes três níveis se comprometam com as políticas públicas de juventude, em suas ações e programas, e para que candidatas(os) aos cargos eletivos incorporem, em suas plataformas eleitorais, demandas da juventude brasileira.A primeira edição do Pacto aconteceu nas eleições municipais de 2008 e continuou nos anos seguintes 2010, 2012 e 2014.
 
Junte-se à sociedade civil do CONJUVE e mobilize ações para a assinatura do Pacto em sua cidade.
 
Para mais informações, acesse pactopelajuventude.wordpress.com.

O papa Francisco declarou santa a madre Teresa de Calcutá, em uma missa de canonização celebrada na praça de São Pedro, no Vaticano. Frente a 100 mil fiéis, Jorge Bergoglio pronunciou em latim a fórmula pela qual fica inscrito o nome da religiosa nos Livro dos Santos. Além das delegações oficiais de várias partes o mundo, o papa quis prestar uma homenagem a nova santa reservando um lugar especial na praça para 1.500 pessoas desabrigadas. Elas chegaram em ônibus de várias cidades da Itália e serão convidadas a comer uma pizza após o evento. Durante a homilia, Francisco disse: "Madre Teresa fez ouvir a sua voz diante dos poderosos da terra para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes da pobreza criada por eles mesmos”.
 
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Uma das anedotas mais conhecidas sobre a madre Teresa de Calcutá é aquela contada por um jornalista que a estava entrevistando enquanto ela limpava os vermes da perna de um moribundo. “Eu não faria isso nem por um milhão de dólares”, confessou o repórter, ao que a freira respondeu: “Por um milhão de dólares eu também não faria”. A passagem reflete que Agnes Gonxha Bojaxhiu, nascida na atual Macedônia em 1910, que morreu na Índia, em 1997, foi uma mulher devotada aos mais pobres, mas também uma excelente relações públicas. Viajou por todo o mundo e reuniu-se com os mais poderosos para impulsionar o trabalho das Missionárias da Caridade, a congregação que fundou em 1950 e pela qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Neste domingo será proclamada santa pelo papa Francisco na praça de São Pedro, no Vaticano.
 
Mais de 100.000 pessoas assistiram à cerimônia de canonização, tornando-a o principal evento do Ano Santo da Misericórdia – aberto por Jorge Mario Bergoglio em 8 de dezembro e que será encerrado no dia 20 de novembro. Fecha-se, assim, um círculo aberto no dia de sua morte, 5 de setembro de 1997, quando milhões de pessoas acompanharam seus restos mortais pelas ruas de Calcutá e chefes de Estado de todo o mundo compareceram ao funeral.
 
Até então, Madre Teresa tinha aberto, em 123 países, 610 missões das Missionárias da Caridade, congregação para a qual tinha obtido a permissão do Vaticano em 1950 e cuja declaração de intenções era ficar ao lado dos mais necessitados: “Cuidar dos famintos, dos nus, dos que não têm lar, dos aleijados, dos cegos, dos leprosos, de todas aquelas pessoas que se sentem inúteis, não amadas, ou desprotegidas pela sociedade, pessoas que se tornaram um fardo para a sociedade e que são evitadas por todos”. “Devido à pressão popular e ao carisma da Madre Teresa, o papa João Paulo II – que a tinha visitado em Calcutá e instalado uma de suas casas de caridade no Vaticano – decidiu, por meio de uma dispensa papal, que o processo de beatificação fosse iniciado dois anos depois de sua morte e não cinco como estabelece o Direito Canônico. O próprio Karol Wojtyla a declarou beata em 2003, depois de reconhecer um suposto milagre da madre Teresa na cura de Monica Bersa, uma indiana de 34 anos que sofria de um tumor no abdômen e que, aparentemente, desapareceu sem tratamento médico em 1998.
 
Assim como Monica Bersa participou em 2003 da cerimônia de beatificação, na de canonização está presente o brasileiro Marcílio Andrino, cuja estranha cura foi atribuída pelo Vaticano à intervenção da madre Teresa, tornando-se assim o segundo milagre necessário para elevá-la aos altares. Andrino, um engenheiro de 43 anos, surgiu com a esposa diante de 600 jornalistas e 125 canais de televisão credenciados para o evento e, com luxo de detalhes, contou como foi hospitalizado de urgência em 2008 e diagnosticado com uma infecção rara no cérebro e hidrocefalia. “Como os antibióticos não estavam fazendo efeito”, explicou, “os médicos decidiram operar apesar de a intervenção ser muito perigosa. Continuei rezando e, no dia da operação, levantei-me sem dor de cabeça e com uma grande paz interior. Os médicos decidiram adiar um dia a operação, mas já não havia necessidade. Os abscessos foram reduzidos em 70% e a hidrocefalia tinha desaparecido”. Alguns ficaram impressionados, outros se mostraram céticos, e o engenheiro Andrino arrematou: “Não me considero um privilegiado. Isso que aconteceu comigo hoje, pode acontecer com outro amanhã”.
 
A cerimônia de canonização,que começou às 10h30 do domingo, na Praça de São Pedro (5h30 em Brasília), teve a participação de delegações oficiais de vários países. À frente da espanhola esteve a Rainha Sofia, que –como explica um comunicado de imprensa da Casa Real– “tinha um relacionamento muito bom com a madre Teresa, com quem teve a oportunidade de estar em diferentes ocasiões e que admirava profundamente”.
 
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Sobre a mais nova santa da Igreja, o papa disse que, ao longo de toda a sua existência, ela foi uma dispensadora “generosa da misericórdia divina”, fazendo-se disponível a todos,  através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que “quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável”.
 
Referindo-se ainda sobre à nova Santa, disse que a fundadora das Missionárias da Caridade se inclinou “sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes da pobreza criada por eles mesmos”.
 
A misericórdia foi para ela, recordou Francisco, “sal”, que dava sabor a todas as suas obras, e a luz que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento.
 
“A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres. Hoje entrego a todo o mundo do voluntariado esta figura emblemática de mulher e de consagrada: que ela seja o vosso modelo de santidade!”
 
“Que esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião”, disse o papa.
 
Por fim, Francisco ressaltou uma frase que Madre Teresa gostava de dizer: “Talvez não fale a língua deles, mas posso sorrir”. “Levemos no coração o seu sorriso e o ofereçamos a quem encontremos no nosso caminho, especialmente àqueles que sofrem. Assim abriremos horizontes de alegria e de esperança numa humanidade tão desesperançada e necessitada de compreensão e ternura”, concluiu o papa.
 
CONIC com informações do El País, CN Notícias e Rádio Vaticano
Foto: STEFANO RELLANDINI / REUTERS

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A Diocese Anglicana de Brasília (DF), ligada à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), lançará, no dia 9 de setembro, no Salão Paroquial, a revista "Gênero, Sexualidades e Direitos. A publicação será desenvolvida pelo Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD). Nesse contexto, nos dias 9 e 10 do mesmo mês será realizado o Colóquio Diocesano Gênero, Sexualidades e Direitos, que se propõe ser um espaço de diálogo sobre essas temáricas. Haverá duas mesas facilitadas por escritores da Revista.

"A intenção é que seja um espaço aberto para o debate sobre o tema, motivando as pessoas a aprofundarem a compreensão sobre assuntos tão delicados. O evento é aberto a quem queira participar", afirmou o bispo anglicano dom Maurício Andrade.

A seguir, confira uma entrevista com Sandra Andrade, coordenadora do SADD.

1) Sandra, qual é a importância de debater Gênero, Sexualidades e Direitos nas igrejas?

Em 2012, a Comunhão Anglicana foi desafiada a fazer de nossas comunidades um espaço de segurança e bem estar para todas as pessoas, procurando eliminar os abusos tanto na igreja como na sociedade. Para atingir essa meta, a igreja brasileira, através do SADD, abriu espaços entre as lideranças leigas e clericais para discutir ações de enfrentamento a violação aos direitos de todas as pessoas. Diante do crescimento dos índices de violência contra mulheres e pessoas homossexuais no Brasil, entendemos que nossa responsabilidade enfrentar e lutar para redução desses índices. Para isso precisamos aprofundar nossos conhecimentos sobre o tema e propor ações que promovam a redução desses índices de violência, oferecendo a igreja como um lugar seguro para todas.

2) E de onde veio a motivação de não apenas falar do assunto, mas também de lançar uma revista com esses temas?

Estamos oferecendo a revista como um instrumento para provocar a discussão sobre o tema. A revista não pretende ser a última palavra sobre o assunto, é apenas um instrumento para despertar o interesse sobre o tema e mobilizar debates nas comunidades da IEAB.

3) E essa revista será uma publicação única ou haverá alguma periodicidade para lançar novas edições?

Estamos esperando qual vai ser a reação das pessoas a partir dessa publicação para decidir se faremos novas publicações. Faremos uma avaliação de como foi a reação das pessoas nas comunidades e a partir dessa avaliação decidiremos os próximos passos.

4) Gostaria de deixar algum recado especial aos nossos leitores?

Gostaria de convidar a todas as pessoas a estar conosco nesse diálogo, participar das discussões. Ouvir as outras pessoas é muito importante, principalmente quando ouvimos as pessoas que sofrem violência. Venha de coração aberto para receber e doar suas contribuições, elas serão preciosas para o aprofundamento do debate.

 

Serviço:

Quando: 9 de setembro
Onde: EQS 309/310, Asa Sul / Salão Paroquial
Horário: 19h30

 

Veja o cartaz do evento:

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A secretária geral do CONIC participará, no dia 14 de setembro, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), de um debate que tratará do tema “Religião, Democracia e Direitos Humanos”. A ação faz parte do projeto Quartas Sociológicas, que sempre traz um tema de interesse público a ser debatido.

Também estarão presentes o padre Paulo Fernando Dalla-Déa (professor doutor da UNIESP/Faculdade Jauense) e Júlio Adriano Macedo Corradi (dirigente do Instituto SER - Sócio Organização de Espiritualidade e Religiosidade). Coordenará a mesa-redonda André Ricardo de Souza, docente do PPGS-UFSCar.

A ação é organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar.

Mais informações, acesse: www.ufscar.br

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Reafirmamos nosso Compromisso com a democracia!

"O impedimento da presidenta da república simbolicamente representa o linchamento público de uma mulher e também a ruptura com políticas sociais que garantiam, mesmo que minimamente, a inclusão de grupos mais vulneráveis da sociedade." (Declaração FEACT 17 de maio de 2016)

O sonho ecumênico é o aprofundamento da democracia através da distribuição de renda e riquezas, ampliação de direitos, saneamento básico, fontes renováveis de energia, garantia de direitos de trabalhadores e trabalhadoras, democratização dos meios de comunicação, novas propostas para a segurança pública.

"Essas são agendas que estão cada vez mais fragilizadas nos espaços representativos da política brasileira. Interesses privados, caprichos políticos estão colocados acima do bem coletivo. O recrudescimento dos aparatos repressivos do Estado estão reescrevendo uma história no país que não gostaríamos de ver repetida.

A justiça não deve ser distorcida e nem a lei deve ser usada para fazer prevalecer os interesses dos fortes". (Declaração CONIC 11 de março de 2016)

Foi realizado, no dia 27 de agosto, o Encontro Estadual do regional do CONIC em Minas Gerais. Um dos temas tratados nessa atividade foi a importância do voto popular e o impacto do mesmo na vida da população como um todo.

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Os debatedores buscaram mostrar que cada eleitor ou eleitora tem à disposição uma série de páginas na internet (como www.tse.jus.br) com informações sobre quem está se candidatando a qualquer cargo. Tais informações incluem dados pessoais e informações importantes sobre a declaração de bens de candidatos e candidatas.

A ideia foi mostrar ao público presente que, para que tenhamos um país melhor governado e para que o povo se sinta melhor representado, é preciso escolher bem e, não apenas isso, mas também acompanhar os mandatos dos/das eleitos/as.

“Quando algum eleitor ou eleitora se omite de escolher, anulando seu voto ou se abstendo de escolher ou mesmo de votar, deixa que aqueles/as que fazem sua escolha elejam suas candidatas e seus candidatos, já que apenas os votos válidos (excluindo nulos, em branco e ausentes nas eleições) são computados para a definição das pessoas que se elegerão e governarão.”, dizia um dos textos de divulgação do evento.

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O Grupo de Trabalho por Tempo Indeterminado [OEWG] para Levar Adiante as Negociações visando ao Desarmamento Nuclear Multilateral terminou seu trabalho com êxito no dia 19 de agosto. Agora, está enviando à Assembleia Geral da ONU um chamado para negociar o banimento de armas nucleares no ano que vem. A ação clara, o apoio amplo e uma linha de tempo definida são um marco na abordagem humanitária do desarmamento nuclear.

Muitos passos, de muitas pessoas, governos e organizações diferentes, propiciaram que isso acontecesse. Seus esforços no sentido de focar a incidência ecumênica em uma meta amplamente compartilhada e alcançável fazem parte da história.

Foram dias dramáticos na ONU até que se adotasse o relatório final e sua recomendação de banimento. Quando a decisão final foi tomada, os Estados contrários ao banimento ainda estavam todos na sala, mas somente a metade dos Estados favoráveis ao banimento ainda estavam presentes. Apesar desse obstáculo, o relatório foi adotado com uma margem de três para um – 68 a favor, 22 contra e 13 abstenções. Aqui está a provisão chave do relatório:

“O Grupo de Trabalho recomendou, com apoio amplo, que a Assembleia Geral convoque uma conferência em 2017, aberta a todos os Estados, com a participação e contribuição de organizações internacionais e da sociedade civil, para negociar um instrumento juridicamente vinculante para proibir armas nucleares, levando a sua total eliminação...” (parágrafo 67)

Graças à nossa abrangência geográfica, a incidência ecumênica está envolvendo Estados de todos os lados da questão: Estados a favor do banimento, Estados contra o banimento e Estados em cima do muro. Estamos em uma boa posição para fazer a diferença. Olhando para frente, para a Primeira Comissão da Assembleia Geral da ONU e para além dela, propomos duas metas:

1. Ajudar os governos que dependem de armas nucleares a aceitar o consenso e não votar “não” ou mudar de “não” para “abstém” ou mudar de “abstém” para “sim”. 2. Encorajar mais Estados livres de armas nucleares a se juntar ao debate e demonstrar o apoio majoritário que é o maior ativo do banimento. 

Para mais informações, confira esse artigo sobre o sucesso do OEWG (Grupo de Trabalho): 

www.huffingtonpost.com/susi-snyder/overwhelming-majority-ban_b_11610606.html

Se preferir, leia o release à imprensa do ICAN (International Campaign to Abolish Nuclear Weapons):

www.icanw.org/campaign-news/un-talks-recommend-negotiations-of-nuclear-weapons-ban-treaty

A tarefa do Grupo de Trabalho terminou. Agora é preciso seguir para a Assembleia Geral.

E, depois, quem sabe, uma conferência para negociar um tratado?

Foto: Xanthe Hall

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Cerca de 200 pessoas, em sua maioria, haitianas e senegalesas, participaram da primeira oficina sobre Fluxos Migratórios, que aconteceu neste sábado, dia 27 de agosto, no salão da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Lajeado/RS. O evento teve como objetivo debater o tema da imigração na região, além de oferecer informações sobre o processo de imigração no Brasil, legislação, documentação, espaços de apoio e propostas de acolhimento.

Para o Pastor Vice-Sinodal do Sínodo Vale do Taquari, Luis Henrique Sievers, conhecer a cultura, os motivos pelos quais se encontram na região, as suas dificuldades e como manter um relacionamento, foi importante. O encontro buscou contribuir para a compreensão da situação de imigrantes, superar preconceitos e proporcionar crescimento mútuo. “Queríamos diminuir as distâncias entre as pessoas, para que elas superem o isolamento. Dessa forma, mostramos interesse e prestamos solidariedade em momentos difíceis”.

O porta voz da comunidade de haitianos em Lajeado, Renel Simon, afirma que o evento contribuiu para tirar dúvidas ligadas aos processos legais que envolvem pessoas imigrantes no Brasil. Ele conta que, no atual momento, uma das maiores dificuldades para pessoas imigrantes é o desemprego. "Me sinto muito mal vendo elas e eles sem emprego. Meu maior desejo é que consigam ajudar a si mesmos e seus familiares", diz. “A ideia é que possamos ter mais encontros como esse".

Causas, consequências e desafios

A secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Pastora Romi Márcia Bencke (IECLB), falou sobre causas, consequências e desafios dos fluxos migratórios mundiais. “Sinto-me triste em saber que existem pessoas sendo desalojadas, expulsas de suas casas por causa de grandes conflitos ambientais. De repente, são jogadas no mundo e obrigadas a recomeçar a vida numa terra distante da cultura e realidade delas”, diz a pastora.

Desafios da acolhida

O assessor de projetos da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Rogério Oliveira de Aguiar falou sobre os desafios da acolhida de imigrantes e refugiados pelas populações dos países solidários e o papel das comunidades religiosas frente às demandas apresentadas pelo fluxo de imigração atual no Brasil. “Queremos incentivar as comunidades a buscar parcerias junto as organizações da sociedade civil, instituições governamentais e igrejas que atuam na garantia de direitos, para auxiliarem nesse trabalho de acolhida e acompanhamento. A ideia é fomentar uma rede de apoio entre organizações da sociedade civil e redes de assistência no município e na região, e que as pessoas imigrantes possam atuar como protagonistas nesse processo”.

Direitos e deveres

O advogado Alexandre Scherer Neto palestrou sobre os direitos e deveres de pessoas imigrantes e refugiadas diante da legislação brasileira, afirmando que o governo aceita que imigrantes venham para o Brasil, mas não proporciona condições adequadas. “Nossas antepassadas e nossos antepassados, quando vieram para cá, tiveram acesso à natureza, que lhes proporcionou a sobrevivência. As pessoas que vêm hoje, estão inseridas no sistema industrializado e desenvolvimentista, com necessidades que vão além de água e luz, como alimentação, transporte e bens“, diz.

Conforme Neto, brasileiras e brasileiros também se sentem desassistidas pelo poder público, e o que deve-se perceber é que imigrantes não querem tirar nada do país, mas contribuir dentro de uma nova terra. “Não sei se foi falta de compromisso do governo, falta de recursos ou descaso. Sabemos que o povo brasileiro também está enfrentando carências devido a esse momento de crise, por isso esse encontro deve passar uma outra visão.“

A oficina contou com apoio da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), da Rede Ecumênica da Juventude (REJU), do Sínodo Vale do Taquari e da Comunidade Evangélica Luterana de Lajeado (IECLB).

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Fonte: Fundação Luterana de Diaconia
Fotos: Renata Leal