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As Pontifícias Obras Missionárias (POM) apresentam nesta sexta-feira, 8 de setembro, às 16h30, os subsídios da Campanha Missionária 2017. O lançamento nacional ocorrerá, de forma inédita, durante a programação do 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN) que acontece em Recife (PE), de 7 a 10 deste mês. A apresentação será feita aos meios de comunicação e aos cerca de 700 congressistas reunidos no Colégio Damas, zona norte da capital pernambucana.

Participam do lançamento, em Recife, o cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB; padre Maurício da Silva Jardim, diretor nacional das POM; e Irmã Irene Lopes, assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia.

Promovida anualmente, no mês de outubro, a Campanha Missionária este ano traz o tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”, o mesmo do Congresso. Tudo em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco que afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes e além-fronteiras. Por isso, o lema da Campanha: “Juntos na missão permanente”.

A direção das POM já enviou todos os subsídios às 276 dioceses e prelazias do Brasil para serem distribuídos entre as paróquias e comunidades. Os materiais também podem ser baixados e multiplicados livremente por meio do site www.pom.org.br.

Os subsídios são compostos por: cartaz com o tema e o lema; livrinho da Novena Missionária; DVD com testemunhos missionários; mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões; orações dos fiéis para os quatro domingos de outubro; envelopes para a coleta do Dia Mundial das Missões e duas versões de marcadores de página com a oração da Campanha Missionária, que tem o seu ponto alto no Dia Mundial das Missões, celebrado no penúltimo domingo do mês de outubro (este ano, dia 22) quando é feita a coleta.

Acesse aqui todos os materiais da Campanha Missionária 2017:
www.pom.org.br/campanha-missionaria-2017

Serviço: Apresentação da Campanha Missionária 2017
Data: Sexta-feira, 08 de setembro – Horário: 16h30
Local: Colégio Damas, bairro das Graças, zona norte de Recife (PE)
Contato: imprensa@pom.org.br
Assessoria de Imprensa: Pe. Jaime C. Patias – (61) 99632 0085

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A Diocese de Bragança e a Universidade São Francisco (USF) realizaram, no dia 1 de setembro, na USF, um colóquio acadêmico com o tema: “Do conflito à comunhão”. A ação, em comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante, foi organizada pela Comissão Diocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso, e teve por objetivo abordar este importante momento histórico que marcou as esferas religiosa, política e social, em nível global.

O pastor Lauri Emílio Wirth, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), fez uma síntese do contexto da época quando os fundamentos da velha sociedade medieval, desde muito tempo, estavam ruindo e uma nova sociedade estava surgindo.

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Já o padre Benedito Ferraro, da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), mostrou a trajetória de reformadores desde os primeiros séculos da igreja, que foram motivados, principalmente, pela procura de uma igreja mais pobre e mais pura. Ele também falou da caminhada ecumênica que busca uma maior unidade entre as muitas igrejas cristãs existentes.

Os participantes levantaram dois aspectos importantes para o contexto do ecumenismo atual. 1) Que o movimento ecumênico não pode ficar somente na discussão teológica, devendo partir para a ações concretas conjuntas em favor da melhoria de vida do povo; 2) Que a caminhada ecumênica é pouco conhecida pela maioria da população.

O evento também contou com um devocional conduzido pelo reverendo Roberto Enzo, da Igreja Presbiteriana Unida de Atibaia. Enzo fez uma reflexão sobre a unidade. O momento também contou com apresentações do Coral Bel Canto, sob a regência da maestrina Magda Jarussi.

Dom Sérgio Aparecido Colombo finalizou o encontro expressando felicidade pela realização do mesmo, apesar de lamentar a ausência de muitos. Ele ainda lembrou que embora o tema do colóquio fosse “Do conflito à comunhão”, homônimo ao documento elaborado pela comissão bilateral Luterana-Catolico-Romana, o momento foi de celebrar a “comunhão” com tantos irmãos e irmãs de diversas igrejas e crenças.

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Uma mais estreita colaboração das religiões com os governos e os vários atores econômicos e sociais para promover sistemas energéticos “que verdadeiramente estejam a serviço de toda a família humana”.

É o que pediram líderes religiosos cristãos, muçulmanos e judeus reunidos no dia 31 de agosto, em Astana, no Cazaquistão, para o encontro inter-religioso “Juntos pelo cuidado da nossa casa comum”, concluído com o documento conjunto assinado, entre outros, pelo presidente do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson.

As iniciativas inter-religiosas empreendidas nos últimos anos em favor do ambiente e do clima demonstram que as religiões podem ser um forte estímulo para “uma ação concreta em favor da casa comum” e nos recordam que os valores religiosos e os preceitos morais, como o de não fazer o mal aos outros, o da solidariedade e da justiça, “devem plasmar de modo particular os pensamentos e as ações dos fiéis rumo a uma maior consciência da urgente necessidade de tutelar melhor a natureza, bem como nossos irmãos e irmãs, sobretudo aqueles mais necessitados e vulneráveis”, afirma a Declaração de intentos difundida ao término do encontro.

Nesse sentido, para os signatários do documento a questão energética assume uma relevância particular. “De fato, o modo em que a energia é gerada, transportada e consumida tem e terá no futuro um impacto significativo” sobre a natureza e os ecossistemas e, por conseguinte, sobre o acesso à água e ao alimento, sobre a sustentabilidade de nossas sociedades, dos nossos comércios e economias, sobre e equidade, a saúde, o desenvolvimento, a guerra e a paz.

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Em seguida, os líderes religiosos recordaram que a energia não é um bem criado pelo homem, mas um recurso que o Deus Criador nos confiou para o bem de toda a família humana. Portanto, ela não deve ser explorada indiscriminadamente, mas com um “discernimento inspirado pela busca do bem comum da humanidade”.

Daí a exortação dirigida sobretudo a todos os fiéis e às pessoas de boa vontade para aprofundar a reflexão sobre os valores comuns e sobre a relação do homem com a natureza. Uma responsabilidade que interpela de modo particular os pais, mas também a escola e as instituições educacionais religiosas e os meios de comunicação.

Os líderes religiosos também reiteraram seu apoio à transição rumo a fontes de energia não poluidoras e à redução da dependência de energias fósseis. Eles ainda fizeram apelo aos Estados a fim de que rejeitem todo projeto em larga escala que tenha um impacto social e ambiental negativos e que contrastem toda especulação irresponsável sobre os recursos energéticos.

Finalmente, os signatários pediram às empresas, bem como aos consumidores, que não se deixem guiar unicamente pela mera busca do máximo lucro a curto prazo. Por fim, a declaração condena a utilização dos recursos energéticos para a produção de armas, particularmente de bombas nucleares.

Com informações da Rádio Vaticano

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Estudo revela como a fuga de capitais, em geral de maneira ilegal, prejudica a economia dos países mais vulneráveis, e qual o papel dos paraísos fiscais nesse esquema. Além disso, os países em desenvolvimento financiam mais os países desenvolvidos do que são financiados, graças aos esquemas de fugas de capitais adotados.

Qual impacto que a fuga não-registrada de capitais pode ter no desenvolvimento de um país, principalmente nos mais vulneráveis e pobres? Qual o papel dos paraísos fiscais na facilitação desse fluxo financeiro, que drena importantes recursos de regiões inteiras do mundo? Para tentar responder a essas questões, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com o Centro de Pesquisa Aplicada da Escola de Economia da Noruega (SNF), a Global Financial Integrity (GFI), Universidade Jawaharlal Nehru e o Instituto Nigeriano de Pesquisa Social e Econômica, produziu o estudo "Fluxos Financeiros e Paraísos Fiscais: Uma combinação para limitar a vida de bilhões de pessoas", um extenso relatório em três partes que avalia o fluxo líquido de recursos de entrada e saída de países em desenvolvimento, durante o período de 1980-2012.

Entre as descobertas do estudo, uma impressiona: os países em desenvolvimento, excetuando-se a China (que é um ponto fora da curva), perderam um total de quase US$ 1,1 trilhões em transferências registradas e US$ 10,6 trilhões a partir de fuga não-registradas de capitais- desse último valor, mais de 80% (cerca de US$ 7 trilhões) saíram por meios ilegais.

O relatório conclui, entre outros pontos, que a redução dos fluxos financeiros ilícitos e regulação firme dos paraísos fiscais melhoraria a efetividade das políticas macroeconômicas adotadas nos países em desenvolvimento e contribuiria significativamente para reduzir a desigualdade socioeconômica.

Clique aqui para baixar o arquivo PDF do estudo.

A grande fuga de capitais dos países em desenvolvimento diminui sua capacidade de crescimento, porque boa parte desses recursos poderia ser usada em atividades econômicas destinadas à melhoria do padrão de vida e à redução de desigualdades.

Uma das principais descobertas do estudo é que na década de 1990 os países em desenvolvimento acabaram financiando mais os países desenvolvidos do que o contrário - e isso justamente por conta dos fluxos financeiros ilícitos e paraísos fiscais.

"O fluxo de recursos dos países mais vulneráveis para países ricos claramente confronta a eficiência alocativa, que demanda fluxos em direção oposta. Em escala global, essas alocações de recursos incorretas constituem custos sociais consideráveis que seriam, neste caso, incorridos aos cidadãos de países em desenvolvimento."

Um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) descobriu que o fluxo de entrada de capitais impacta positivamente o investimento doméstico em maior grau que fatores como a qualidade institucional e o crédito doméstico. E como a fuga de capitais drena recursos, é razoável pensar que tais fluxos de saída reduziriam o efeito benéfico de fluxos de entrada sobre os investimentos domésticos. Nossas descobertas, baseadas em dados limitados do FMI são consistentes com as descobertas do Fundo em que mostramos que os fluxos de entrada de capital têm impacto positivo no consumo, e que fluxos de saída ilícitos reduziriam os impactos benéficos sobre o consumo e sobre o padrão de vida em países em desenvolvimento pobres.

Fonte: Inesc

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“No nosso caminho comum, graças à benevolência do Altíssimo, estamos atravessando um fecundo momento de diálogo”.

Com estas palavras o Papa Francisco iniciou o seu pronunciamento aos Representantes da Conferência dos Rabinos Europeus, do Conselho Rabínico da América e da Comissão do Grão Rabinato de Israel em diálogo com a Comissão para as Relações religiosas com o Judaísmo da Santa Sé, recebidos em audiência na manhã desta quinta-feira na Sala dos Papas, no Vaticano.

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O Pontífice recebeu da delegação o documento “Entre Jerusalém e Roma” – elaborado pela Comissão – “um texto – observou - que tributa particulares reconhecimentos à Declaração Nostra Aetate, que no seu quarto capítulo constitui para nós a “carta magna” do diálogo com o mundo judaico”.

“Nostra Aetate – recordou o Papa – esclarece que o início da fé cristã encontra-se já, segundo o mistério divino da salvação, nos Patriarcas, em Moisés e nos Profetas e que, sendo grande o patrimônio espiritual que temos em comum, deve ser promovida entre nós o mútuo conhecimento e estima, sobretudo por meio dos estudos bíblicos e colóquios fraternos”.

“No decorrer dos últimos anos pudemos nos aproximar, dialogando de modo eficaz e frutuoso; aprofundamos o nosso conhecimento recíproco e intensificamos os nossos vínculos de amizade”.

O Pontífice observa que o documento “Entre Jerusalém e Roma” não esconde as diferenças teológicas das respectivas tradições de fé, mas exprime o firme desejo de colaborar “de forma mais estreita hoje e no futuro”.

“O vosso documento dirige-se aos católicos chamando-os de “parceiros, estreitos aliados, amigos e irmãos na busca comum de um mundo melhor que possa desfrutar da paz, justiça social e segurança”.

Francisco ressalta ainda que o documento reconhece que católicos e judeus compartilham crenças comuns e que as religiões devem utilizar o comportamento moral e educação religiosa – não a guerra, a coerção ou a pressão social – para exercer a própria capacidade de influenciar e de inspirar”. É tão importante isto!”, exclama o Papa.

Ao concluir, o Santo Padre expressa seu melhores votos por ocasião do Ano Novo judaico - que será celebrado dentro de poucas semanas – com o “Shanah towah!” e invoca “com os presentes e sobre todos nós”, “a bênção do Altíssimo sobre o caminho comum de amizade e de confiança que nos espera”, pedindo que “o Altíssimo conceda a nós e ao mundo inteiro a sua paz. Shalom alechem!”.


Fonte: Rádio Vaticano
Foto: Reprodução

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O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) tem a alegria de divulgar aos leitores o Relatório de Atividades 2015-2016. O documento já havia sido apresentado aos participantes da XVII Assembleia Geral Ordinária do Conselho, realizada em Brasília, de 21 a 24 de agosto.
 
Clique aqui para ler.
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A Igreja Metodista, em celebração dos 150 anos de missão permanente no Brasil, lançou essa semana uma plataforma especial que reúne informações e materiais de apoio para celebração. São conteúdos que trazem a história do metodismo no Brasil e no mundo, além de disponibilizar os links para quem deseja conhecer a história de cada Região Eclesiástica e Missionária.

A plataforma conta com espaços especiais para as igrejas compartilharem fotos das celebrações locais, e para metodistas contarem suas experiências por meio de depoimentos. Você também pode assistir a vídeos de entrevistas e outros vídeos comemorativos.

Na parte de "Materiais" é possível encontrar a camiseta comemorativa dos 150 anos e peças de divulgação para redes sociais, como capa para Facebook e logo oficial. Visite: http://150anos.metodista.org.br/

Fonte: Igreja Metodista
Foto: Reprodução

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“Que variedade, ó Deus, nas tuas obras!
Todas com sabedoria as fizeste;
cheia está a terra das tuas riquezas”. (Sl 104.24)

Hoje, 1° de setembro, é o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Instituído em 2015, o dia tem sido amplamente assumido por pessoas das mais diferentes confissões cristãs.

Orar pelo cuidado da criação representa comprometer-se com mudanças de atitude e de percepção que temos do meio ambiente.

O sistema econômico transformou o meio ambiente em um meio a ser explorado livremente, a fim de que grandes grupos corporativos acumulem riquezas e lucros. A criação, em toda a sua diversidade, tem sido cada vez mais financeirizada.

No entanto, na perspectiva cristã, a criação é graça de Deus. Nós, como beneficiários e beneficiárias dessa graça, somos responsáveis em zelar por essa obra.

Nada do que é dádiva, como a água, a terra, as florestas ou as sementes deveriam ser transformados em mercadoria.

No entanto, não é assim que temos vivido. A natureza tornou-se produto de venda e lucro. Grandes corporações se apropriam das águas, dos recursos naturais, das florestas, das sementes, da terra com o único objetivo de lucrar. Não existem fronteiras éticas quando os interesses dos grupos econômicos estão em questão.

No Brasil, temos exemplos recentes disso. Ainda vivemos os impactos de Mariana. Famílias inteiras perderam o lugar onde viviam, seus bens, suas histórias. O Rio Doce foi morto e ninguém responderá por isso. A terra foi contaminada e o silêncio é o que permanece. Ninguém foi responsabilizado pelo dano irreversível provocado pela ação da mineradora Samarco.

Nos últimos dias, fomos surpreendidos pelo decreto do presidente Michel Temer, que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (RENCA) e autorizou mineradoras privadas a explorar a região. Embora o decreto tenha sido suspenso, os riscos ainda permanecem.

Por isso, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil anima comunidades, grupos de oração e de estudos bíblicos a orar e refletir, ao longo desse final de semana, sobre a nossa responsabilidade e o nosso compromisso com o cuidado da criação.

Se, na perspectiva da fé, compreendermos que a criação é graça de Deus, ela não deve ser colocada à venda. Ninguém é dono da criação. Todos os seres vivos têm direito a desfrutarem desta dádiva, gratuitamente.

CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

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O papa Francisco e o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, fizeram um apelo ao mundo a fim de encontrar uma solução para o aquecimento global e os problemas do planeta em mensagem conjunta divulgada nesta sexta-feira, 1° de setembro.

O apelo foi feito por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído há três anos, e tem caráter urgente ante as catástrofes naturais que provocaram muitas mortes recentemente, sobretudo entre os mais pobres da Ásia, África e América Latina.

“Fazemos um apelo urgente aos que ocupam cargos de responsabilidade social e econômica, assim como política e cultural, para que escutem o grito da Terra e atendam as necessidades dos marginalizados”, afirmam na mensagem.

Os dois líderes também apelam à responsabilidade individual de cada pessoa, em um convite a uma “conversa ecológica”, a qual o papa já havia solicitado em 2015 na encíclica ‘Laudato Si’.

“‘No princípio’, Deus quis que a humanidade cooperasse na preservação e proteção do meio ambiente”, recordam.

“Nossa dignidade e bem-estar humano estão profundamente conectados com o cuidado de toda a criação, mas a história do mundo revela um cenário moralmente decadente onde nossa atitude e comportamento em relação à criação obscurecem nossa vocação como colaboradores de Deus”, advertem.

“Nossa propensão a interromper os delicados e equilibrados ecossistemas do mundo, nosso desejo insaciável de manipular e controlar os recursos limitados do planeta, e nossa ganância ilimitada com os lucros nos mercados, todo isto nos afastou do sentido original da criação”, afirmam.

As consequências são “trágicas”. “O impacto da mudança climática afeta, em primeiro lugar, os que vivem na pobreza em todos os cantos do mundo”, reiteram, antes de pedir que todos trabalhem por um “desenvolvimento sustentável e integral”.

Francisco e Bartolomeu convidam “todas as pessoas de boa vontade” a dedicar neste 1 de setembro um tempo de oração pelo meio ambiente.

“Estamos convencidos de que não pode existir uma solução sincera e duradoura ao desafio da crise ecológica e da mudança climática caso não aconteça uma reposta coordenada e coletiva, se a responsabilidade não for compartilhada, se não dermos prioridade à solidariedade e ao serviço”, admitiram.

Em várias ocasiões o papa já denunciou o modelo econômico vigente e o capitalismo selvagem que arrasa a natureza e aumenta a brecha entre ricos e pobres.

Fonte: AFP
Foto: ANSA

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Levantamento recente do instituto Paraná Pesquisas revelou que 73,7% da população brasileira é contra “que a mulher tenha o direito de interromper a gravidez por livre escolha”. Entre as mulheres, a rejeição ao aborto é ainda maior: 78,2% são contrárias. A taxa de rejeição também é elevada entre o público masculino: 68,7%.

Entre os mais jovens, considerando a faixa etária que vai de 16 a 24 anos, a maioria (69%) se opõe à legalização. A rejeição permanece alta quando se consideram apenas os entrevistados com ensino superior completo. Nessa categoria, 62% declaram-se contra a legalização do aborto, enquanto 33% dizem apoiá-la.

Para este levantamento, o Instituto Paraná Pesquisas ouviu 2 mil eleitores de 24 estados do país, mais o Distrito Federal, em cerca de 150 municípios.

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