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AIS lança relatório com dados de julho 2017 a julho 2019

 
A perseguição aos cristãos piorou no Sul e no Leste Asiático, mas diminuiu consideravelmente na Síria e no Iraque nos últimos dois anos, segundo a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
 
 
A Fundação Pontifícia publicou sua edição 2019 do informativo “Perseguidos e esquecidos?”, que cobre os relatos de ações de perseguição contra os cristãos entre de julho de 2017 e julho de 2019. 
 
É no Sul e no Leste Asiático “que a situação mais se deteriorou para os cristãos”, afirmou o diretor da AIS, Benoît de Blanpré, durante uma coletiva de imprensa em Paris. Segundo ele, três tipos de ameaças pesam sobre os cristãos nessas regiões: extremismo religioso, nacionalismo agressivo e regimes autoritários.
 
Blanpré citou o assassinato de 22 fiéis nas Filipinas em janeiro de 2019 e o atentado, no domingo de Páscoa, em três igrejas e hotéis no Sri Lanka (mais de 300 mortos), ataques reivindicados por grupos afiliados a organizações religiosas extremistas.
 
Por outro lado, “a perseguição de cristãos nos principais países do Oriente Médio, como Síria e Iraque, diminuiu consideravelmente”, observa o relatório da AIS. “Sinais significativos de melhoria” também são observados no Egito.
 
Diminuição no número de cristãos no Iraque e na Síria
 
No Iraque, os cristãos, que totalizavam 1,5 milhão antes de 2003, somam em 2019 menos de 150.000. Atualmente, na Síria, são menos de 500.000, contra 1,5 milhão em 2011.
 
Com informações da AIS e da AFP
Foto: Behrouz Mehri / AFP