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Nigéria: violência contra grupos religiosos ainda preocupa

 
Grupos armados na Nigéria, que vêm atacando diversas minorias étnicas e religiosas, incluindo a comunidade cristã local, têm sido motivo de preocupação para o governo e a comunidade internacional. O assunto não é novo, e já foi noticiado por organizações como a Open Doors (evangélica) e a Ajuda à Igreja que Sofre (católica).
 
Um caso recente, que mais uma vez causou comoção, foi o do pastor da Igreja Cristã Reformada na Nigéria, morto com sua esposa há cerca de um mês. De acordo com o Vatican News, Emmanuel Saba Bileya e Julianna foram assassinados em 1º de junho por um grupo de homens armados enquanto estavam em sua fazenda em Taraba, no nordeste do país.  
 
Ainda segundo o portal de notícias oficial do Vaticano, um relatório publicado em 15 de maio apontou que mais de 600 cristãos foram mortos desde o início deste ano (2020). Em janeiro, quatro seminaristas católicos foram sequestrados no Seminário Bom Pastor em Kaduna e, um deles, Michael Nnadi, foi assassinado.
 
“Dói constatar como continuam – particularmente no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria – episódios de violência contra pessoas inocentes, entre as quais muitos cristãos perseguidos e mortos pela sua fidelidade ao Evangelho. Exorto a Comunidade Internacional a apoiar os esforços que estes países estão a fazer na luta para derrotar o flagelo do terrorismo, que está a cobrir de sangue partes cada vez mais extensas da África, bem como outras regiões do mundo. À luz destes acontecimentos, é necessário que se implementem estratégias que incluam intervenções não só no campo da segurança, mas também na redução da pobreza, na melhoria do sistema de saúde, no desenvolvimento e na assistência humanitária, na promoção da boa governança e dos direitos civis. Tais são os pilares dum real desenvolvimento social”, disse o papa Francisco.
 
Apesar das tentativa do governo local em tentar frear tais perseguições, que têm não apenas motivação religiosa, mas também econômica, o sucesso disso dependerá, em grande parte, de medidas como a universalização da educação, amplo acesso à saúde e oportunidades de ascensão social para todos. Ações de repressão dificilmente conseguirão deter a violência num país onde cerca de 30% das crianças não conseguem acesso à educação básica. Como se vê, a situação é mais complexa do que parece.
 
CONIC com Vatican News
Foto: AFP or licensors/Vatican News