fbpx

 
Quando quer, a igreja cristã consegue fazer muitas coisas em prol de uma sociedade mais solidária. Organizações como a Cruz Vermelha, em nível internacional, Cáritas, Diaconia e FLD, nacionais, têm em comum a inspiração cristã. No relato que compartilharemos a seguir, veremos como moradores de Itapema-SC, em parceria com igrejas e organizações locais, estão conseguido dar apoio a haitianos e haitianas que chegam ao Brasil em busca de acolhida e novas oportunidades.
 
 
"Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede,
e destes-me de beber; era estrangeiro,
e hospedastes-me" (Mateus 25:35)
 
"Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes
estrangeiros na terra do Egito" (Deuteronômio 10:19)
 
 
O relato foi compartilhado pelo pastor Günter Bayerl Padilha, da Comunidade Luterana de Itapema - IECLB. 
 
 
Confira.
 
"Em 2012, cheguei como minha família em Itapema (SC) para assumir os trabalhos pastorais na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Itapema. Ao passear pelas ruas e orla da cidade percebi a presença de pessoas que falavam um idioma que não conhecia. Comentando aquela percepção com minha esposa, concluímos que se tratavam de migrantes de alguma parte do planeta que tivesse construído seu idioma a partir do francês, por alguns sons se pareciam ao francês.
 
No ano de 2014, causalmente, encontrei com Dalila Pedrini, professora aposentada da Universidade Regional de Blumenau (FURB), que me apresentou sua preocupação com a situação dos haitianos que se encontravam na cidade, principalmente, em relação ao aprendizado da língua portuguesa e sobre as condições de trabalho. Ela disse que começou a ouvir sobre a chegada dos haitianos em Santa Catarina em 2012, e que por ter experiência em cooperativismo e atuação como assessora em políticas sociais públicas e assistência social, ela ficou sensibilizada com a necessidade de acolhê-los, pois constatou que estes eram em grande número na região e não havia nenhuma instituição ou serviço público que lhes oferecesse alguma acolhida. 
 
Unidade cristã
 
Durante esse encontro, Dalila nos informou que, desde dezembro de 2013, a Associação de Haitianos de Itapema estava em processo de organização, e advogava que instituições religiosas e sindicais deveriam formar uma rede de apoio. Informou ainda que estava dialogando com o padre da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, e estendeu o convite para que a Igreja Evangélica de Confissão Luterana também viesse somar na ação solidária em prol dos imigrantes haitianos e, assim, auxiliar no processo pedagógico popular para que a sociedade se sensibilizasse com eles (obs.: hoje a parceria também conta com apoio de presbiterianos e batistas). Na ocasião, ela explanou ainda seu esforço em realizar uma reunião com os haitianos e entidades civis e governamentais para articular ações que auxiliassem os haitianos e haitianas a garantirem seus direitos nos municípios do litoral norte de Santa Catarina. 
 
Foi nesse contexto que veio o convite para participar de uma reunião que ocorreria com haitianos e outras pessoas na sede da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Santa Catarina (FETIESC), no dia 11 de fevereiro de 2014. Hoje, eu e outras pessoas de nossa comunidade luterana participamos, dando apoio e compartilhando alegrias, da Associação de Haitianos em Itapema e seus Amigos. 
 
Preocupações comuns de quem chega
 
A primeira grande preocupação das pessoas que migram está relacionada ao idioma local; aprendê-lo é um desafio. A segunda, mas não menos importante, é o trabalho. Por esta razão, desde o início, a ficamos mobilizados, com a Associação, a proporcionar curso de português e capacitação profissional para os migrantes. 
 
No início, os cursos de português eram ofertados por pessoas voluntárias, mas no ano de 2017, com um projeto aprovado pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD), e parceria com a Secretaria de Educação de Itapema, foi possível fazer com que o curso de português se tornasse uma política pública, onde a Secretaria de Educação fornecia a professora e a Associação os tradutores. Nascia o projeto “Imigração: direitos e integração à realidade local e brasileira”, que durou um ano. 
 
Terminado o projeto que nasceu com a FLD, demos continuidade às aulas de português em parceria com a Secretaria de Educação.
 
A cada ano, em média, cerca de 80 pessoas aprendem português a partir desta rede se solidariedade e integração social. Além do curso de português o projeto proporciona aos migrantes conhecimentos básicos de seus direitos, como por exemplo, direitos trabalhistas, a ter acesso à educação e saúde. 
 
Informação e capacitação
 
Algumas palestras foram realizadas sobre a Lei Maria da Penha, ECA, qual o papel do Conselho Tutelar e, também, a nova Lei de Migração. No âmbito da capacitação profissional o Projeto ajudou na capacitação profissional em Hamburgueria, na qual as pessoas participantes tiveram orientações sobre como fazer o hambúrguer (carne) além das fases de montagem dos diferentes lanches que são oferecidos nos cardápios pelas lanchonetes locais. Outro curso foi o de panificação, pizza e biscostos. Também teve curso de manipulação de alimentos em parceria da Vigilância Sanitária de Itapema e Universidade do Vale do Itajaí (Univali). 
 
 
Para aproximar a sociedade geral dos haitianos e haitianas é realizado um almoço em que são servidos pratos típicos do Haiti. No fim de cada ano também fazemos encerramento das atividades com a entrega dos certificados de participação para as pessoas que frequentaram os cursos. E há apresentações artísticas. O grande desafio para manter este projeto passa pelo viés financeiro porque as ações cidadãs e voluntárias são as verdadeiras forças que mantém as redes de solidariedade.
 
 
Reuniões
 
As reuniões da Associação ocorrem sempre no primeiro domingo de cada mês, às 16 horas, na Comunidade Católica Cristo Rei, na Rua 402-B, no Bairro Morretes.
 
Em média, a participação conta com 90 pessoas. Creio que é importante a atuação em rede para que os imigrantes possam alcançar garantir os seus direitos e poder uma plena e digna inserção à sociedade. Isto porque sabemos que nossa sociedade, mesmo que viva do mito da democracia racial, é extremamente preconceituosa e discrimina com muita facilidade as pessoas que possuem sua ancestralidade ligada ao continente africano. A rede de solidariedade é necessária para que haja a superação do racismo e da xenofobia em nossa sociedade. Por isso, acredito que a participação das igrejas seja fundamental para a mudança de pensamento das pessoas nativas em relação aos migrantes, principalmente, em tempos de polarização política em que os discursos são permeados pela ideologia da violência."
 
 
Fotos: Reprodução / Acervo Pessoal

 
Durante os dais 4 e 5 de novembro, aconteceu em Brasília Seminário Nacional do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental,  no Instituto Bíblico de Brasília. Koinonia esteve representada por Marilia Schüller, nossa assessoria de assuntos institucionais e internacionais.
 
O objetivo do encontro foi discutir o cenário político e econômico em relação às mudanças climáticas no Brasil e as estratégias para influenciar o processo da COP 25 /Chile, 02 a 13/12: o que está em disputa e como a sociedade civil vai se colocar nesta COP?; Além de trocar informações e dar visibilidade às práticas alternativas contínuas, lideradas pela sociedade civil, que enfrentam o aquecimento global e/ou contribuem para a construção de um novo modelo de desenvolvimento.
 
O encontro terminou com a elaboração de uma carta manifesto, resultado da oficina Articulação Preparatória da Sociedade Civil Brasileira na COP 25, iniciativa do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Sócio Ambiental, Ibase, FASE, Koinonia, Comissão de Direitos Humanos de Petropolis. Alexandre Costa, da Universidade Estadual do Ceará e assessor do Fórum, entregou dia 06/11 nas mãos do presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Agostinho, durante reunião ordinária na Câmara Federal.
 
Rodrigo Agostinho se comprometeu a compartilhar a carta com todos os membros dessa comissão. Na mesma ocasião o documento também foi entregue ao deputado federal Alessandro Molon a deputadaTalita Petrone.
 
Na carta, os participantes do Seminário em momento de profunda aflição dos povos do Brasil e da América Latina, refletiram sobre as causas deste sofrimento e anunciam ações práticas portadoras de criatividade, solidariedade e esperança. “Nosso grito é em defesa da vida dos povos, das águas, da terra e das florestas, das populações urbanas vulnerabilizadas e imigrantes, que têm suas vozes silenciadas pela política que oprime e reprime, pela falta de educação libertadora, de atendimento médico humanizado, de alimentos diários. Gritamos com as mulheres silenciadas pelo feminicídio, com as mães que perdem seus filhos em consequência de uma política racista e homofóbica. Gritamos pela democratização dos direitos, pelo respeito à diversidade, a demarcação das terras dos povos tradicionais, o reconhecimento jurídico dos direitos da Natureza, a ecologia integral, o desenvolvimento de uma nova economia de base comunitária, orientada para o Bem Viver autogestionário e solidário das pessoas e comunidades em seus territórios. Gritamos com a natureza, com o clima, com as oprimidas e oprimidos: Chega de destruição e morte!”.
 
CLIQUE AQUI para acessar a Carta.
 
Fonte: Koinonia
Foto: Reprodução

 
Uma integrante do Escritório da Comunhão Anglicana (Anglican Communion Office) na ONU recebeu um prêmio em reconhecimento por seu trabalho exemplar na promoção da espiritualidade e dos valores nas Nações Unidas. Jillian Abballe, diretora de Advocacy do escritório, foi uma das cinco candidatas a receber o prêmio “Espírito das Nações Unidas” na categoria juventude.
 
O representante permanente da Comunhão Anglicana nas Nações Unidas, Jack Palmer White, afirmou: “Este prêmio é uma oportunidade maravilhosa para reconhecer a excelente contribuição de Jillian para fortalecer as relações entre a comunidade religiosa e as Nações Unidas, não apenas em seu cargo atual, mas durante todo o tempo em que trabalhou no âmbito de organizações religiosas e da ONU. Sua capacidade de construir parcerias colaborativas, articular questões complexas de maneira convincente e encontrar oportunidades de ação positiva e transformadora são apenas algumas das razões pelas quais esse prêmio é tão merecido. O crescente impacto que o Escritório da Comunhão Anglicana nas Nações Unidas está tendo, não só em Nova York, mas em outras esferas, é testemunho de nossa equipe dedicada, incluindo o papel de Jillian como líder do escritório de Nova York e diretora de Advocacy. Espero muito que esse prêmio seja uma plataforma para o impacto do Escritório da Comunhão Anglicana nas Nações Unidas.”
 
Jillian é diretora de Advocacy e diretora do Escritório da Comunhão Anglicana nas Nações Unidas em Nova York. Também já atuou como diretora interina do Escritório do Conselho Mundial de Igrejas nas Nações Unidas. Além dos cargos acima, Jillian também é co-presidente da Ecumenical Women at the United Nations (“Mulheres Ecumênicas nas Nações Unidas”), uma coalizão de 18 organizações religiosas que promovem questões de gênero; membro do Grupo de Trabalho de ONGs do Conselho de Segurança; e membro do Comitê Diretor Mundial do Escritório das Nações Unidas para a Prevenção de Genocídios. Ela também está cursando um Mestrado em Assuntos Globais na Universidade de Nova York, com foco na construção da paz e estudos globais de gênero.
 
Durante a cerimônia de premiação, o vice-presidente do Conselho Executivo do Comitê de Valores Espirituais e Preocupações Globais das Nações Unidas em Nova York, o rabino Roger Ross, compartilhou uma história espiritual da ONU, que, segundo ele, foi fundada em princípios espirituais com a dignidade humana em seu cerne. Ele disse: “Na minha humilde opinião, sem uma base de espiritualidade, a ONU nunca poderia ter se tornado a fonte de cura e unidade que representa.”
 
Ele explicou como os prêmios são gerenciados pelo Comitê de ONGs sobre Espiritualidade, Valores e Interesses Globais (Genebra e Nova York), que visa trazer dimensões espirituais e de valores a todas as áreas da agenda e das políticas públicas das Nações Unidas.
 
Após a cerimônia, Jillian disse que recebe o prêmio com honra e humildade, e prestou homenagem aos amigos e colegas: “eles me viram me esforçar, crescer e expandir ao longo dos anos. Este prêmio, em particular, é um grande lembrete de que, apesar dos desafios persistentes que enfrentamos em nosso trabalho coletivo, estamos unidos em nossas esperanças para o mundo no espírito fundador das Nações Unidas. Mais importante ainda, devemos continuar reunindo os recursos espirituais necessários para manter essa visão – em toda a ONU, na sociedade civil em geral e em organizações religiosas.”
 
Fonte: Anglican Communion News Service
Foto: Reprodução

 
Deus acima de tudo” é usado por extremistas ao longo da história para a implantação de regimes econômicos e políticos autoritários e violentos. Os nazistas usaram, durante anos, o nome de Deus e elementos da fé cristã para justificar a sua ideologia e os seus crimes. No manifesto do partido nazista, Hitler chega a pedir que Deus abençoasse as armas alemãs[1].  
 
Com integrantes da seita fundamentalista de extrema-direita Ku Klux Klan, na América do Norte, o enredo foi semelhante[2]. Para integrar o grupo, o membro devia ser cristão, além de branco e nascido nos EUA. Como forma de legitimar a seita, uma Bíblia era usada no batismo, e então trechos de Romanos 12 eram lidos, além de certos versículos selecionados e fora de contexto.
 
Na América Latina, estamos assistindo a instrumentalização do cristianismo para que grupos das velhas oligarquias retornem aos espaços políticos e implementem programas autoritários e neoliberais em detrimento do povo. A entrada com a Bíblia, no Palácio do Governo, do grupo que forçou Evo Morales a renunciar, representa o vínculo perigoso entre política autoritária e instrumentalização da religião.
 
A Bolívia é um país plurinacional, formado por uma população indígena que mantém sua cultura e suas tradições de forma vibrante. A bandeira Whipala é um dos símbolos da plurinacionalidade boliviana. Impor a Bíblia à força e realizar ações de violência contra as pessoas pobres e a população indígena, em nome do Deus cristão, é recuperar as práticas colonialistas[3] do passado[4]. 
 
A diferença é que, desta vez, o colonialismo é neoliberal e o deus que fundamenta esta prática é o do Mercado, não o Deus amoroso e misericordioso que conhecemos no Evangelho. 
 
O Deus do Evangelho não ataca e nem violenta as múltiplas formas de espiritualidade de um povo. É um Deus que só reconhece a linguagem do amor. Como pessoas que desejam manter uma coerência mínima com a fé em Jesus Cristo, não podemos aceitar o ataque à democracia e a violência em nome de Deus nem na Bolívia, nem no Brasil, e em nenhum lugar do mundo.  
 
Que a ordem democrática, alicerçada firmemente na laicidade, no plurinacionalismo que respeita as diversidades culturais e religiosas, retornem à Bolívia. Estamos atentos e vigilantes em relação à garantia da integridade do presidente Evo Morales, das lideranças populares e defensores dos direitos humanos. Ao povo boliviano, nossa solidariedade. Que sua bandeira Whipala volte a tremular.
 
Agencia Ecuménica de Comunicación - ALC
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC
Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE
Fórum Ecumênico ACT Brasil - FE-BRASIL
Fundação Luterana de Diaconia - FLD
Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço
 
 
 
___
Referências:
 
[1] ihu.unisinos.br/eventos/559252-quando-os-nazistas-disseram-deus-esta-conosco 
[2] super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-o-batismo-de-um-membro-da-ku-klux-klan
[3] brasildefato.com.br/node/10307/
[4] jus.com.br/artigos/72711/colonialismo-e-genocidio-no-congo-belga 

 
O Senado aprovou nesta quarta-feira (6), por unanimidade, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que torna o crime de feminicídio imprescritível e inafiançável. O texto, que começou a ser discutido pelo Plenário na terça-feira, teve a análise facilitada após acordo entre os líderes, que permitiu a dispensa dos prazos de discussão e garantiu a votação em primeiro e segundo turno no mesmo dia. A PEC seguirá para a Câmara dos Deputados.
 
A PEC, da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) determina que o feminicídio poderá ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que tenha sido cometido. Pela lei brasileira, feminicídio é o homicídio cometido contra mulheres, motivado por violência doméstica ou discriminação à condição feminina. Atualmente, esse tipo de crime prescreve após 20 anos.
 
— Estamos lutando por essa PEC. Não é a luta de um dia, mas a luta de um país. É o clamor das mulheres do país que está nas mãos dos senhores — disse Rose de Freitas.
 
A Constituição já determina que o racismo e a ação de grupos armados contra o Estado são inafiançáveis, imprescritíveis e sujeitos a pena de reclusão. Além de votar pela inclusão do feminicídio nessa lista, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que relatou o texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), acatou emenda da senadora Simone Tebet (MDB-MS) pela qual o estupro também passará a fazer parte desse rol. Para ele, a aprovação do texto é um recado para os agressores.
 
— É urgente. As mulheres continuam sendo vitimadas constantemente no país. Ao colocar na Constituição que o feminicídio passa a ser um crime imprescritível, estamos garantindo, com certeza, o recado para o agressor: esse crime não será esquecido, essa vítima não será abandonada e o Estado brasileiro vai tomar as providências adequadas — explicou.
 
Dupla punição
 
Ao defender a aprovação do texto, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que a prescrição é uma sanção imposta ao Estado quando, pela ineficiência, deixa transcorrer o prazo para o julgamento. O problema, segundo o senador, é que quem acaba sendo punida duas vezes, com o crime e com a impunidade do criminoso, é a vítima.
 
— Essa é uma resposta muito positiva do Senado para corrigir essa injustiça, essa impunidade. Não é crível, razoável, aceitável alguém violar principal bem jurídico, que é a vida humana, a vida humana de uma mulher, e ainda assim ser atingido pelo instituto da prescrição — argumentou o senador.
 
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) disse considerar que a estrutura para a investigação e a punição desse tipo de crime é, muitas vezes, precária. Para ela, a aprovação da PEC é um elemento que contribui para a punição do feminicídio.
 
— É inaceitável que nós continuemos a ver dia após dia mulheres sendo assassinadas sem termos efetivamente a punição deste crime. Tornar o feminicídio imprescritível é mais um elemento fundamental para que essa barbaridade e essa covardia de fato possa ser punida à altura, com os rigores da lei.
 
Kátia Abreu (PDT-TO) afirmou que 87% dos crimes contra a mulher não são julgados e, na prática, é como se os assassinos tivessem sido perdoados.
 
— A partir de agora, com essa PEC, será imprescritível. Não adianta a Justiça demorar 200 anos para julgar, porque esse crime não vai vencer. Esse criminoso será julgado, condenado e preso.
 
Plínio Valério (PSDB-AM), por sua vez, lembrou que, além de punir com mais rigor a violência contra a mulher, é preciso educar a sociedade para que esse tipo de ação se reduza no futuro. Ele é autor do PL 598/2019, que inclui a prevenção da violência contra a mulher como tema transversal nos currículos da educação básica.
 
— Não adianta trabalhar só na consequência. A gente tem que ir lá na causa, na origem, ensinando para o garoto que mulher não é e não deve ser propriedade de ninguém — defendeu o senador, ao afirmar que as duas iniciativas são complementares.
 
Fonte: Agência Senado
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 
Por Roberto Malvezzi
 
O processo de preparação do Sínodo levou mais de 3 anos em território brasileiro. Foram realizados 16 seminários regionais e mais um Pan-Amazônico. Desse processo, inclusive da consulta sinodal enviada pelo Vaticano, participaram cerca de 87 mil pessoas.
 
A primeira novidade desse Sínodo foi escutar os povos amazônidas. Portanto, houve uma mudança de interlocutores. Francisco não estava interessado em ouvir apenas autoridades, políticos, especialistas, mas ouvir a voz dos povos da região.
 
Essa mudança de interlocutores gerou descontentamentos e pedidos. Os militares brasileiros chegaram a pedir um lugar no Sínodo. Diziam que “só a Igreja e o Exército conhecem efetivamente a Amazônia”.
 
A extrema-direita internacional se articulou por Steve Bannon. Chegou a alugar uma abadia em Roma para montar seu QG de articulação. Tinha apoio explícito de gente da cúpula da Igreja. Queria organizar um evento paralelo. Pouco depois foi expulso da Itália e teve que deixar a abadia e seu QG.
 
No Brasil, entidades ligadas ou dissidentes da TFP [Tradição, Família e Propriedade], chegaram a andar pela Amazônia, buscando dinheiro e assinaturas contra o Sínodo. Poucos bispos brasileiros, inclusive eméritos, entraram na onda crítica das “heresias”, que diziam ser propostas pelo Sínodo.
 
A preparação resultou no Instrumento de Trabalho, que sofreu muitas críticas, mas foi o fio condutor de todo debate em Roma e, do qual, resultou o documento final.
 
Talvez a melhor síntese desse processo tenha sido definida por um texto do Le Monde: “a Igreja da Amazônia chegou a Roma sabendo o que quer”. Entretanto, essas reivindicações das comunidades e dos povos passaram por um amplo processo de fundamentação bíblico-teológica e magisterial, feito por teólogos, biblistas, canonistas e especialistas de outras áreas, como ecologistas, cientistas, antropólogos e outros ramos das ciências da Terra e ciências sociais. Cada proposta, ao ser apresentada, ou defendida em público pelos sinodais, tinha que vir com a devida fundamentação.
 
As intervenções seguiram um esquema pronto, onde os auditores e padres sinodais tinham 4 minutos para se pronunciar na grande plenária. Peritos só podiam se manifestar diretamente à equipe de redação, com fundamentações ao que se estava debatendo.
 
Nos grupos menores todos falaram à vontade, sendo aí decisiva a participação das mulheres e dos povos originários.
 
Dentro também houve resistências, embora minoritárias, como ficou devidamente comprovado na hora da votação. O único número com aprovação mais apertada, o da sugestão do sacerdócio para homens casados, deve ser visto como natural, já que há mil anos não se fazia uma mudança tão profunda e necessária nos ministérios eclesiais. A fundamentação é bíblica, da tradição e histórica. Enfim, não havia nenhum empecilho de ordem teológica para impedir esse ministério. O argumento final é decisivo: é mais importante o acesso à Eucaristia por parte das comunidades que a lei disciplinar do celibato.
 
Aliás, a extinção do celibato sacerdotal nunca foi proposta, até porque o celibato é maior que o sacerdócio. Há uma imensidão de mulheres e homens – religiosos, religiosas, leigos, leigas, etc. -, que optam pela vida celibatária por carisma ou vocação, não por questão de imposição disciplinar eclesiástica. Portanto, há uma boa dose de estupidez e desinformação por parte de quem acha que o celibato vai ser extinto. É um dom especial de Deus para algumas pessoas e que elas podem responder com um sim ou com um não.
 
A ênfase na Ecologia Integral embasa-se na defesa dos territórios dos povos tradicionais e originários, na floresta em pé, no aprender com esses povos, na denúncia e oposição ao modelo predador imposto pelo agronegócio e mineradoras, além de reserva extrema com o modelo biotecnológico que pressupõe a entrada de transnacionais do ramo, mas ignoram a existência dos povos e sua soberania territorial.
 
Houve um momento em que as redações intermediárias pareciam botar tudo a perder. Porém, houve reação dos presentes diretamente com a equipe de redação. Quando surgiu a última redação, aquela que foi à votação, os participantes acharam que tudo que tinha sido reivindicado pelas comunidades estava presente. Portanto, não valia a pena brigar por pequenos detalhes que não atrapalhavam o que era o principal.
 
Francisco é um ser humano à parte. Participou de todas as atividades na grande plenária. Só ouvia. Fez pouquíssimas intervenções. Nos intervalos conversava com as pessoas, pegava a fila do café, não perdia uma cuia de chimarrão. A grandeza de Francisco é de ordem evangélica, não das honrarias humanas. Ele gosta de pessoas, de estar com as pessoas, de conversar com elas. Essa “simplicidade jesuânica” de Francisco incomoda a todos e todas que que gostariam de ver ali um príncipe, um rei, aquela figura intocável das grandes autoridades.
 
No final, Francisco fez uma fala. Ele tem a convicção que o grande passo desse Sínodo foi o diagnóstico, portanto, o longo processo de preparação. Decidiu que vai elaborar uma “Exortação”, de punho próprio, para reforçar o documento aprovado e deslanchar o processo de implementação do que foi decidido.
 
Na sua fala final, propôs que o próximo Sínodo deve ser exatamente sobre “sinodalidade”, isto é, esse caminhar juntos que realmente pode modificar a Igreja.
 
Finalmente, diante de tantos ataques de baixo nível que vem sofrendo, citou a célebre frase de Péguy para concluir seu entendimento sobre a Igreja e os cristãos: “tem gente que não é capaz de amar ninguém, então diz que ama a Deus”.
 
O Sínodo para Amazônia abriu portas e janelas para o futuro da Igreja, da Amazônia, da humanidade e de toda a Terra.
 
Fonte: Outras Palavras
Foto: Pixabay/Vaticano

 
Estão abertas as inscrições para o Simpósio Ecumênico 2020 que a Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove de 31 de janeiro a 2 de fevereiro do próximo ano, no Centro de Convivência Mãe do Bom Conselho, em Jundiaí (SP). O tema desta edição é: “Violência em nome de Deus? Em tempos de ódio, injustiça e indiferença, educar para a paz”.
 
“Um dos aspectos peculiares da maioria dos conflitos contemporâneos é a aparente, e por vezes, drástica associação entre violência e religião. Em várias religiões do mundo, a religião é usada e manipulada incorretamente para justificar conflitos, agressões e assassinatos deliberados a seres humanos”, diz trecho do documento “Educação para a Paz em um mundo multi-religioso: uma perspectiva cristã”, do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, usado no material de divulgação.
 
O Simpósio Ecumênico terá como conferencistas o pastor Rudolf Von Sinner, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), professor de Teologia Sistemática e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Teologia da PUC Paraná, e o professor Luiz José Dietrich, professor da PUC Paraná e assessor nacional do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi).
 
Confira mais detalhes sobre a atividade clicando aqui
 
Fonte: CNBB
Imagem: Reprodução
 

 
Quem frequenta os espaços midiáticos digitais certamente já se deparou com as expressões “fake news” e “pós-verdade”, fenômeno que permeia especialmente as tão populares mídias sociais e atinge o jornalismo. Estas expressões são, contundo, termos sofisticados para definir uma prática muita própria do ser humano: a mentira. 
 
Do Whatsapp ao Facebook, do Twitter ao Youtube, para citar os mais populares, o processo é simples: alguém produz e divulga uma mentira na internet, geralmente no formato de notícia para criar mais veracidade, valendo-se até mesmo de dados científicos adaptados. 
 
Ela é debatida nos espaços das mídias sociais. Torna-se algo reconhecido, com caráter de sabedoria e verdade. Quando a mentira é revelada, há diferentes posturas, que vamos discutir adiante. 
 
Uma das maiores questões que envolvem este fenômeno dos nossos tempos é: por que os indivíduos acreditam e ainda divulgam e consolidam as mentiras da internet? Uma das respostas está na psicologia social. Ainda que constatem a mentira, não abrem mão, pois ela é coerente com seu jeito de pensar, de agir, de estar no mundo, ou lhe traz alguma compensação, conforto. 
 
Isto é o que se chama “dissonância cognitiva”. Ela acontece quando indivíduos têm necessidade de estabelecer uma coerência entre suas cognições (seus conhecimentos, suas opiniões, suas crenças), que acreditam ser o certo, com o que se apresenta como opção de comportamento ou de pensamento. 
 
Para superar a dissonância, e buscar consonância, há duas atitudes: aceitar o que é oferecido e refletir no que deve ser mudado ou rejeitar a opção em nome do que pensam ser “o certo”. 
 
E é aqui que se situa a perspectiva da religião e como os grupos religiosos, especificamente os conservadores, estão propensos não só a assimilar as notícias e ideias mentirosas que circulam pela internet, coerentes com suas crenças, mas a propaga-la, seguir a  “evangelização”, espalhando estas notícias e ideias para que convertam gente ao mesmo propósito. 
 
Não são apenas conservadores que propagam mentiras. Como dito acima, a disseminação de falsidades ocorre entre diferentes grupos ideológicos, intensificando polarizações. Grupos cristãos conservadores parecem, no entanto, ser os mais propensos à propagação, por conta de maior exposição à “dissonância cognitiva”. 
 
Tais grupos são interpelados pelas transformações sociais e políticas que colocam em xeque boa parte de suas convicções alimentadas por uma leitura descontextualizada da fé, e, consequentemente, do mundo. 
 
As notícias e ideias falsas disseminadas por cristãos conservadores são muitas, mas o maior destaque tem sido aquelas relacionadas à chamada “ideologia de gênero”, que pode ser classificada como a mais bem sucedida concepção falsa criada no âmbito religioso. 
 
Surgida no ambiente católico e abraçado por grupos evangélicos distintos, o termo trata de forma pejorativa a categoria científica “gênero” e as lutas por justiça de gênero, atrelando-as ao termo “ideologia”, no sentido banalizado de “ideia que manipula, que cria ilusão”. 
 
A “ideologia de gênero” nesta lógica, é apresentada como uma técnica “marxista”, utilizada por grupos de esquerda, com vistas à destruição da “família tradicional”. 
 
É fato que qualquer tema que levante o assunto “sexo” e “sexualidade” mexe com o imaginário dos cristãos e provoca muitas emoções (tratei disto no artigo “Por que os evangélicos só pensam em sexo?”). É de se considerar também que nos últimos anos, o contexto político brasileiro ressuscitou e realimentou o velho temor do comunismo e do marxismo. Como a maioria nunca leu uma linha das teorias de Karl Marx, vai acreditar nos irmãos de fé que falam de novas técnicas de escravização de mentes. 
 
É fato ainda que os avanços nas políticas que garantem mais direitos às mulheres e aos LGTBs e mais participação deles no espaço público causam desconforto às convicções e crenças de grupos que defendem, por meio de leituras religiosas, a submissão das mulheres e a cura dos LGBTs. 
 
Por isso, para estes grupos, não adianta o trabalho das agências de pesquisa e dos sites que promovem a checagem de informações. 
 
Não adianta que interlocutores, pacientemente, tentem mostrar que o que se divulga é mentira. Isto porque, como vimos aqui, o que sustenta este processo de crença nas mentiras não é apenas a ignorância, mas o fato de que a audiência acredita no que escolhe acreditar. 
 
Quando um grupo se identifica com mentiras, mesmo que elas sejam demolidas em nome da ética e da justiça, permanece com elas e as defende de qualquer jeito. Não importa que seja mentira, a falsidade não é apagada dos espaços virtuais e continua a ser reproduzida. 
 
Mais: aquele que desmascarou a notícia ou a ideia, que pode ser um familiar, amigo ou irmão na fé, chega a ser objeto de desqualificação e rancor. 
 
Resta-nos então apelar para a fé e a conversão dos disseminadores de mentiras pela internet. Ainda mais nos tempos eleitorais que virão por aí. 
 
Dos tantos textos da Bíblia cristã que desaprovam quem propaga falsidades e trazem dura condenação ao pecado da mentira, registro aqui um trecho dos Provérbios, com um chamado à consciência: “Seis coisas aborrecem Deus, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6. 16-19). 
 
Texto: Magali Cunha
Imagem: Pixabay

 
No dia 31 de outubro, data em que se celebrou a Reforma Protestante, foi lançado o "Coletivo Bereia", um espaço destinado a combater as fake news. A ideia é checar notícias religiosas e pronunciamentos de políticos cristãos. Tendo como slogan “Separar o joio, guardar o trigo”, o novo projeto pretende ser um aliado nestes tempos onde cada um diz o que quer, quando quer, como quer, muitas vezes sem qualquer compromisso com a realidade dos fatos.
 
O nome faz referência à cidade grega localizada na região da Macedônia, citada no livro de Atos dos Apóstolos (17:1-13), no Novo Testamento. O texto registra um elogio aos judeus de Bereia, que atendiam às reuniões promovidas pelos cristãos não apenas para ouvir os ensinamentos, mas pela disposição que tinham de examinar as Escrituras, diariamente, para ver se aquilo que aprendiam era coerente e verdadeiro.
 
Equipe de especialistas
 
O conselho editorial do site é formado por cientistas sociais, teólogos e jornalistas. Entre eles, Joana Puntel, docente no curso de Especialização Cultura e Meios de Comunicação do Serviço de Pastoral à Comunicação (SEPAC) e autora do livro “Cultura midiática e igreja: uma nova ambiência”; o jornalista Sérgio Pavarini, idealizador do Pavazine - clipping semanal sobre política, religião, arte e cultura e do Pavablog; e a jornalista Marília de Camargo César, especializada em economia e negócios, autora de livros na área de espiritualidade cristã e histórias corporativas.
 
A edição executiva é de Alynne Sipaúba, jornalista, teóloga, integrante da equipe executiva da Paz e Esperança Brasil e graduada da FTSA. A editora geral é Magali Cunha, jornalista e coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação e Religião, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM).
 
“O Bereia foi criado para somar. Sabemos que são muitas as várias iniciativas de agências, sites e coletivos que oferecem serviços diante da realidade tão desafiadora da propagação intensa de desinformação. No entanto, o Bereia quer oferecer uma especialidade ainda não desenvolvida por outro grupo: a checagem de notícias veiculadas nos espaços de mídias religiosas, que têm o público cristão como alvo, e a verificação dos pronunciamentos dos políticos religiosos que estão tão em evidência no cenário político hoje”, explica a editora, também membro da Associação Internacional em Mídia, Religião e Cultura e da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC).
 
Monitoramento constante
 
O conteúdo será atualizado diariamente por uma equipe formada por jornalistas e estudantes de comunicação. O material checado será identificado com as seguintes etiquetas: verdadeiro, impreciso, enganoso, inconclusivo e falso. Além das checagens, o site publicará artigos de opinião de especialistas na área de religião e comunicação.
 
Destaque para a seção “Torre de Vigia”, dedicada a monitorar notícias e pronunciamentos de pessoas que possuam mandato, ou ocupem cargos de confiança na gestão pública, e se identifiquem a partir de sua filiação religiosa. O Bereia monitora, por exemplo, os parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar Mista Católica Apostólica Romana. 
 
Apoio
 
O Coletivo Bereia é apoiado pelas seguintes organizações: Agência Latino Americana e Caribenha de Comunicação (ALC); Associação Católica de Comunicação – Brasil (SIGNIS); Associação Mundial para a Comunicação Cristã – América Latina (WACC-AL, na sigla em inglês); Grupo de Pesquisa Comunicação e Religião da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (GP Comunicação e Religião – Intercom); e Paz e Esperança Brasil.
 
O Bereia pode ser acessado no link coletivobereia.com.br
 
Nas mídias sociais Facebook, Twitter e Instagram: @coletivobereia
 
CONIC com informações do Coletivo Bereia
Imagem: Reprodução

 
O Núcleo Ecumênico e Inter-religioso da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) promove, em 18 de novembro, o simpósio Religiões e ecologia: a água como dom, direito e bem comum. Contribuem na organização a Rede Ecumênica da Água (REDA), ligada ao Conselho Mundial de Igrejas, com sede em Genebra/Suíça, e o Grupo de Pesquisa Teologia, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, da PUCPR.
 
O evento contará com duas atividades. Pela manhã (das 8h30 às 11h), um painel com líderes religiosos do cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo e umbanda dialogará sobre o compromisso ecológico das tradições religiosas. 
 
Pela tarde (das 14 às 17h), o professor Afonso Murad, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Belo Horizonte, Minas Gerais), tratará do tema geral do simpósio na perspectiva do cuidado com o planeta. Na sequência, o professor Elias Wolff, da PUCPR, apresentará o papel da Rede Ecumênica da Água na defesa desse bem comum.
 
Ambas atividades são gratuitas e ocorrerão no auditório Maria Montessori, no Bloco Amarelo da PUCPR. 
 
O simpósio integra as atividades do X Congresso Nacional de Ensino Religioso, XIV Congresso Internacional de Teologia da PUCPR, II Congresso Internacional de Pós-Graduação em Teologia da PUCPR e II Congresso Latino-Americano de Educação e Ciências da Religião (CLAECIR), que se inicia no dia 18 e se estende até o dia 20 de novembro.
 
Na programação do Congresso consta as atividades de um grupo de trabalho sobre Teologia, Ecologia e Religiões com comunicações de trabalhos acadêmicos, além de atos inter-religiosos, os quais retomarão e ampliarão o tema do Simpósio. As inscrições para o congresso podem ser feitas pelo link https://doity.com.br/xconere/inscricao