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Campanha da Fraternidade Ecumênica: posicionamento da Aliança de Batistas

 
Saudamos ao CONIC e a todas as igrejas pertencentes a este Conselho, na condição de “irmã mais nova”, por ser a Aliança de Batistas do Brasil a mais recente igreja a compor este Conselho. Mas o que nos falta em tempo e tamanho, nos sobra em entusiasmo: é assim que participamos pela segunda vez – a primeira, em 2015, como convidada, e agora em 2021 como membro pleno – de todo o processo de elaboração, divulgação e implementação da Campanha da Fraternidade Ecumênica.
 
A Coordenação do CONIC é testemunha de que buscamos oferecer o melhor de nossa membresia e do esforço de nossas igrejas, dentro de nossas limitações, para auxiliar desde a participação efetiva no Comitê Nacional de preparação das CFE’s, na produção de material escrito, vídeo, participação nas formações regionais, celebrações, etc.
 
É nessa condição que nos vemos perplexos com os ataques que a CFE 2021 vem sofrendo por parte de setores que buscam, entendemos, usurpar o nome da Igreja Católica Apostólica Romana, que conosco compõe este Conselho, ataques infundados, injustos e até mesmo criminosos e “demoníacos”.
 
Nos causa profunda consternação inclusive o ataque direcionado às pessoas do Presidente do CONIC, Pr. Inácio Lemke, da Vice Presidenta, Revda. Anita Wright e da Secretária Executiva, Pra. Romi Bencke, – entendo inclusive que o ataque a essas duas lideranças femininas, além do cunho anti-ecumênico é carregado de misoginia indisfarçável.
 
Nos causa espanto e temor, que precisemos defender de pessoas ditas cristãs aquilo que há de mais belo e cristão nessa nossa CFE-2021: a compreensão de que o Evangelho nos obriga a amar ao próximo como a si mesmo. E isso não é “ideologia”, “comunismo”, ou quaisquer outros adjetivos que pensem usar como forma de ofensa. Não, é puro e simples – porém radical – Evangelho de Jesus de Nazaré. E o seguimento a Jesus que exige de nós irmos em defesa dos que mais sofrem em nossa sociedade, a exemplo do sermão de Mateus 25:31-46, não apenas como um ato humanitário, mas como essência da nossa fé. Como o único parâmetro verdadeiramente válido de nossa ortodoxia: a maneira como agimos diante de quem sofre; se com solidariedade ou com indiferença.
 
Por isso, nos causa orgulho e não pesar, que no nosso texto-base da CFE-2021, pessoas e grupos vulnerabilizados em nosso tempo atual sejam mencionados: LGBTQIA+, a juventude negra vítima da violência e do racismo estrutural, das mulheres vítimas da misoginia, expressa de forma explícita através do feminicídio, etc. Afinal de contas, o que adiantaria termos como tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14), se não fosse para levar isso às últimas consequências? As palavras e o exemplo radical de nosso Mestre exigem sempre isso de cada um/uma/ume de nós.
 
Encerramos, pois, essa mensagem reafirmando nosso compromisso com a integralidade da CFE-2021, e pedindo amavelmente que todas as lideranças das igrejas comprometidas nesse processo, e com especial carinho, à Igreja Católica Apostólica Romana, que teve seu nome envolvido nas calúnias dirigidas contra nossa CFE-2021, e contra as pessoas já referidas, que tornem público seu apoio irrevogável à integralidade da CFE-2021, e à honra das pessoas atingidas.
 
Cremos que só esse caminho nos trará a efetividade pretendida por esta linda campanha, e fará com que o sonho ecumênico continue a ser o horizonte de nossa caminhada fraterna.
 
Em Cristo, que é a nossa paz,
Aliança de Batistas do Brasil.