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Seminário Internacional: Tragédia Brasileira: Risco Para a Casa Comum?

 
Foi realizado, entre entre os dias 4 e 6 de maio, o Seminário Internacional: Tragédia Brasileira: Risco Para a Casa Comum?
 
O evento foi promovido pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz - CBJP, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE, Fundação Luterana de Diaconia - FLD, Fórum Ecumênico ACT-BRASIL, Instituto Humanitas Unisinos - IHU, Pastorais Sociais da CNBB, #RespiraBrasil, com apoio do ISER, PAD, CRB e REPAM Brasil.
 
OBJETIVO
 
O objetivo central do Seminário foi analisar o cenário atual de colapso nos sistemas de saúde e de descaso com as políticas sanitárias referenciadas pela ciência, de modo a entender quais riscos o quadro presente pode representar (ou não) para o planeta como um todo – a nossa Casa Comum.
 
ESTRATÉGIAS E AÇÃO IDENTIFICADAS:
 
O Seminário identificou algumas estratégias de ação, entre elas, destacam-se:
 
Alianças internacionais:
 
1. Ampliar e fortalecer a Campanha contra o acordo União Européia e Mercosul, a exemplo do que foi a Aliança contra a ALCA;
 
2. Transformar a agroecologia em bandeira internacional;
 
3. Assumir internacionalmente a defesa de territórios, conectando as lutas dos diferentes povos. 
 
Estratégias e ações nacionais:
 
1. Buscar uma organização socioeconomica que garanta vida boa para todos e todas, em equilíbrio com a natureza;
 
2. Distribuição de riqueza e renda, como forma de combater a desigualdade social;
 
3. Fortalecer as iniciativas contrárias à privatização dos bens da natureza (florestas, água, biodiversidade, sementes, minérios), que precisam estar a serviço do bem comum; 
 
4. Pensar e praticar um novo relacionamento com a natureza e isso implica: mudança na matriz energética, nas práticas consumistas, no uso de agrotóxicos, na mudança de hábitos alimentares e na adoção do desmatamento zero;
 
5. A busca permanente de uma sociedade igualitária. Aonde todos os cidadãos tenham os mesmos direitos e oportunidades; 
 
6. Fortalecer o SUS, pois a saúde é um direito de todos; 
 
7. Construir um estado democrático, para que seja zelador dos interesses da maioria e esteja subordinado à participação popular, através de suas muitas formas organizativas. Radicalizar a democracia;
 
8. Nosso projeto precisa garantir a soberania nacional sobre nosso território, nossa economia, nosso futuro. E ele começa com o respeito à soberania territorial, cultural, espiritual dos povos ancestrais, indígenas e negros que formam nosso povo;
 
9. A agricultura deve estar calcada na função principal de produzir alimentos saudáveis para todos e todas;
 
10. Organizar a soberania alimentar, que é a capacidade do povo, em cada território, de produzir todos os alimentos necessários;
 
11. Respeitar a diversidade cultural, religiosa e de orientação sexual, combatendo o patriarcado e todas as formas de opressão e discriminação;
 
12. O desenvolvimento das forças produtivas deve ter como objetivo sempre a melhoria das condições de vida de todo povo. Que é diferente do simples crescimento do PIB;
 
13. Cultivar os valores humanistas da solidariedade, igualdade e justiça social como elementos de um verdadeiro novo pacto social civilizatório de nosso modo de vida coletivo. 
 
Quem não viu as palestras, pode conferi-las a seguir.
 
PRIMEIRO DIA
 
 
SEGUNDO DIA
 

 
TERCEIRO DIA
 

 
DOCUMENTOS APRESENTADOS PELOS CONFERENCISTAS
 
 
 
 
 
 
 

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